Declaimer: O anime/mangá Naruto © Kishimoto-baka-sensei. Por enquanto, pois meu plano maligno esta em fase final de criação.
Revistas, Conselhos e Chocolate.
Capítulo IV
Inspira. Expira. Inspira. Expira. Eu repassava mentalmente o exercício de respiração que Rin havia ensinado para mim e para Hinata. Ela disse que aquilo nos ajudaria a manter a calma em momentos em que não conseguíssemos agir conforme queríamos, como por exemplo, naquele momento.
Onde o senhor Uchiha-sexy Sasuke (porque ele tem que ter esse nome? ) estava com a cabeça ao me mandar organizar um arquivo que tinha mais poeira que todo o deserto do Saara? Vai ver a cabeça dele estava tentando bolar um plano para tentar me matar de intoxicação respiratória.
Até a pobre da Hinata havia ficado com pena de mim e havia tomado coragem para pedir a Naruto que a liberasse de seus serviços para me ajudar, só que aquilo não havia sido possível, pois Naruto precisava da ajuda da minha amiga em uma reunião que teriam mais tarde.
E agora aqui estou eu. Coberta até os cílios de poeira e sujeira. Porque eu havia vindo justamente com a minha melhor blusa branca? Pelo menos eu estaria bem afastada do Sr. Sem Hormônios por pelo menos duas horas.
Aqueles dias estavam sendo mais que corridos em minha vida. Eu tinha que me dividir entre emprego e as aulas de "como ser uma pessoa melhor" com Kakashi e Rin. Logo de cara ele obrigou a mim e a Hinata há passar um dia inteiro numa espécie de centro de estética. Ok, não havia sido tão ruim, mas o senhor Uchiha Sasuke estava acabando de destruir todo o trabalho que as atendentes do SPA tiveram, pois aquela poeira acabaria por sujar minha pela novamente. Então mais uma sessão da dolorosa limpeza de pele me aguardava.
Oh meu Deus! O que eu havia feito para merecer tudo isso? Claro, me apaixonei pelo ser mais sem hormônios da terra. O que mais eu poderia esperar?
Por mais que eu estivesse muito cansada por estar fazendo tantas coisas então pouco tempo, eu realmente estava gostando das coisas que Kakashi estava fazendo por mim e por Hinata. O primeiro encontro meu e da Hinata com Kakashi e Rin havia sido no mínimo interessante.
Estávamos todos na loja em que eu estava comprando os presentes de Mikoto ( o fato de eu ainda ter que ir aquela festa fazia minha pernas ficarem mais moles que pudim de leite). Hinata chegou meia hora depois do momento em que eu havia ligado para ela. Fomos para um restaurante almoçamos todos juntos.
— Ajeite essa coluna, Sakura. — Eu estava ouvindo direito? Kakashi iria até mudar a forma em que eu me sentava para almoçar? Olhei para Rin incrédula.
— Sakura-chan, é necessário que você e a Hinata-chan sejam perfeitas, e isso também inclui saber como se portar em uma mesa. — Esclareceu Rin. Ok. Isto estava mais para aula de etiqueta do que para qualquer outra coisa. — Além do que, pelo que você me falou o Sasuke sempre vai a lugares requintado, nada melhor do que você saber se comportar em ambientes assim.
Eu havia sido obrigada a contar a Kakashi e a Rin o motivo de tê-los procurado, ou seja, declarar que estava loucamente, perdidamente apaixonada por Sasuke. Kakashi parecia interessado na história me pediu que contasse tudo, como Sasuke era, ele estava tentando tirar qualquer informação que eu tivesse sobre o Uchiha.
Depois Rin me falou que aquela era a forma de eles terem uma idéia de como seria mais fácil eu chamar a atenção de Sasuke, mas uma coisa de qual gostei muito, foi que ela me disse que independentemente das mudanças que ocorreriam na minha personalidade e na minha aparência, a minha essência continuaria a mesma, e se Sasuke viesse a gostar de mim seria por causa da minha essência e não por alguma mudança que ela e Kakashi fariam.
E realmente estava sendo assim. Tudo que eles me falavam tinha o intuito de me deixar mais segura. No fundo de tudo aquilo a função de Rin e Kakashi era apenas me mostrar os pontos bons que eu tinha. E eu realmente estava me surpreendendo cada vez mais. Não é que eu era realmente boa em alguma coisa?
Depois do almoço que tivemos que consistiu em uma Hinata muito assustada, um Kakashi aparentando desânimo, uma Rin muito animada e uma eu sem saber o que sentir, fomos para uma loja de roupas no centro comercial da cidade.
Quando parei em frente aquela loja perguntei-me o que estava fazendo ali. Aquele era o tipo de loja que mulheres que pareciam as modelos que posavam para a "Life" freqüentavam. Em minha opinião aquele lugar não oferecia nada que combinasse com meu "estilo".
Mas espere um minuto... Qual é meu estilo? É tenho que admitir que eu não tenha um estilo. Usar a primeira coisa que encontrar não é bem um estilo e era isso que eu fazia. Olhei para o rosto de Hinata e vi que ela provavelmente estava tendo os mesmo pensamentos que se passavam pela minha mente tresloucada.
— Acho que estou pensando a mesma coisa que você, Sakura-chan. — Ela falou sorrindo. — Mas já que chegamos até aqui não custa nada continuar, não é?
Apenas acenei afirmativamente enquanto sorria. Então entramos na prova de fogo. Kakashi parecia pouco a vontade naquele lugar. Ficou sentado em dos sofás que havia perto dos provadores enquanto uma Rin totalmente eufórica nos fazia escolher milhares de peças para experimentarmos.
Depois de escolhermos peças mais simples, não tão simples em minha opinião, mas segundo Rin,e por incrível que pareça Kakashi, eram peças fundamentais no guarda roupa de qualquer garota, tínhamos a difícil tarefa de escolhermos a roupa que usaríamos na festa de Mikoto.
Hinata acabou sendo convidada pela mãe do Sasuke-kun também, Mikoto havia me confessado que havia ficado com vontade de conhecer a garota que fazia com seu afilhado Naruto corasse. Claro que minha amiga quase desmaiou quando eu contei isso a ela, mas se recuperou e agora tinha o mesmo problema que eu: enfrentar a tão temida festa que aconteceria a menos de duas semanas.
— Muito vulgar — Foram as únicas palavras de Kakashi quando viu o vestido que Rin havia me obrigado a experimentar. O vestido era vermelho e curto, muito curto, ia até a metade da coxa e nada mais. Mas eu estava me sentido tão poderosa vestida nele. Mas meus planos foram frustrados pela sentença de Kakashi. Quem sabe eu o comprasse para usar quando meu relacionamento com o Sasuke-kun chegasse a um nível mais avançado. Meu Deus como sou ero!
Perfeito! Foi o que exclamei quando vi minha imagem refletida no espelho. Aquele vestido sim era perfeito. E Kakashi podia dizer que era vulgar e o escambal, mas eu iria com aquele vestido, eu precisava ir com aquele vestido.
— Vocês estão lindas! — Rin exclamou quando nos viu pronta. Hinata realmente havia ficado linda em seu vestido azul que combinava perfeitamente com o tom do cabelo dela.
— Hina-chan! Você está deslumbrante. —Eu falei enquanto fazia Hinata dar mais uma volta.
— Você fala de mim? — Hinata sorria — Mas olhe só como você está. Parece uma modelo super famosa.
Kakashi concordou conosco aqueles eram realmente os vestidos perfeitos. Saímos mais felizes do que pinto no lixo daquela loja. E assim foram se passando os dias. Depois que saímos do trabalho Hinata e eu íamos diretamente para a casa de Kakashi e Rin e lá ficávamos por um bom tempo.
Faltavam apenas uma semana para o aniversário de Mikoto, e eu estava presa dentro daquele arquivo empoeirado. Eu estava realmente ansiosa, Rin disse que Kakashi resolvera adiantar as coisas e que eu e Hinata deveríamos a partir do dia seguinte assumir nossa nova maneira de ser, se bem que eu achava impossível Hinata parar de gaguejar na frente de Naruto, e eu tratar com indiferença o gostoso... ops, meu chefe Uchiha-sexy Sasuke.
Mas amanhã chegaria logo e eu podia sentir minhas pernas trêmulas e meu coração acelerado. Será que depois de me vestir com mais classe me tornar mais confiante e tudo mais finalmente Sasuke olharia para mim?
Espirrei pela sétima vez em dois minutos. Mesmo sendo apaixonada por ele tinha que arrumar um jeito de me vingar por tudo que ela já me fez passar, principalmente por ter me feito ficar mais de duas horas dentro daquele arquivo.
Só que você se deu mal, Sr. Sem Hormônios, eu achei o documento que você tanto queria, não vou precisar ficar mais um minuto se quer dentro desse lugar empoeirado.
Eu abrir a porta e inspirei profundamente. Você já percebeu o quanto um pouco de ar puro é bom? Pois eu percebi isso naquele momento. A situação da minha aparência era terrível. A blusa que havia chegado ao trabalho, extremamente branca, apresentava um amarelo encardido de poeira. Bati as mãos no jeans e tirei uma sombra amarelada que havia se fixado nele. Para completar a minha situação a coisinha que eu prendia meu cabelo, a qual não sei o nome, resolveu quebrar, ou seja, a juba rosa estava solta. Naquele momento eu imaginei um leão com juba rosa. Coitado do animal.
E sabe o que o Sr. Perfeição ( já perceberam que ultimamente eu venho chamando o Sasuke-kun de muitos nomes? Só não posso chamar ainda de meu amor, na frente dele, óbvio) ficou fazendo durante todo aquele tempo que eu passei literalmente na selva? Ficou dentro de sua sala, com ar condicionado ligado no máximo, tomando suco e café, enquanto a euzinha aqui estava a ponto de morrer por intoxicação respiratória(pior que eu nem sei se as pessoas morrem por causa disso).
Dei três batidas na porta e não esperei ele falar que eu poderia entrar, eu estava com muita, muita raiva dele, MESMO. Uchiha-sexy Sasuke só me olhou com aquela cara dele que da vontade de jogar ele na parede e morder. Foco, Sakura! Você está com raiva dele. Só que vou te falar uma coisa, aquela carinha perfeita dele faz com que eu tenha mesmo vontade de mordê-lo.
— Tanto tempo para encontrar um documento, Haruno? — Ele estava brincando comigo não estava? Acho que ele não percebeu meu olhar assassino direcionado exclusivamente para ele.
— O arquivo estava meio que desorganizado, por isso foi mais difícil encontrar um arquivo de cinco anos atrás no meio de toda papelada. Além do que os arquivos que têm uma cópia digital ficam em um lugar de difícil acesso, e eu ainda não entendo porque alguém precisaria do original de um arquivo de cinco anos atrás, sendo que só é necessário acessar o sistema da empresa e você encontra cópias perfeitas, evitando assim, que alguém tenha que correr o risco de uma possível intoxicação respiratória. — Eu falei isso mesmo, Uchiha-sexy Sasuke já estava entalado na minha garganta há muito tempo. RÁ! Segura essa Uchiha. O rostinho perfeito dele não mudou quase nada, só a sobrancelha perfeitamente delineada se arqueou. Oh meu Deus! Porque ele está se levantando? Dei dois passos para trás procurando algo com que eu pudesse me defender. Eu não tinha mais espaço, bati as costas na mesinha que ficava ao lado da porta.
Ok. Inspira. Expira. Inspira. Expira. Porque ele está estendendo a mão em minha direção. Meu coração pipocava dentro do meu peito, meus olhos certamente estavam do tamanho de pratos. Sasuke iria me tocar? A mão dele continuava estendida, e quando eu me preparava psicologicamente para sentir o toque dele, a mão dele passou extremamente perto do meu rosto e segurou a garrafa de água que estava sobre a mesinha atrás de mim.
Imbecíl. Idiota. Imbecíl. Idiota. Eu era isso mesmo. Como eu poderia se quer cogitar a possibilidade do Sr. Perfeição me tocar?
— Você está vermelha, Haruno? — Oh não! Já era. Eu havia corado. E só se ele fosse burro o suficiente para acreditar que a vermelhidão do meu rosto estava ligada ao calor que eu havia passado naquela sala de arquivo. E Ele ainda tinha coragem de beber a água e deixa uma minúscula gotinha do líquido escorrer no canto de seus lábios descendo para o pescoço alvo.
— C-Claro que não. — Respondi e quase me espanquei por ter gaguejado.
— E gaguejando? — Ele sorriu. Qual é? Sasuke não é tão idiota para não perceber o bonde que eu arrasto por ele. Só que ele é inescrupuloso o bastante para usar isso e me deixar em maus lençóis. — E respondendo a sua pergunta, Haruno — Ele voltou para seu lugar inicial — O sistema está fora do ar, e eu preciso desse arquivo hoje.
— Mais alguma coisa? — Falei, quer dizer, grunhi.
— Minha mãe pediu para te lembrar do aniversário dela. — A expressão dele quando falou aquilo mostrava que a mãe não tinha pedido, e sim obrigado. Finalmente alguém que consiga mandar naquele Uchiha. Eu já falei que sou fã da Mikoto-san?
— Diga a ela que estarei lá. — Haha! Segura essa, chefinho. Virou menino de recados. — Estou saindo para meu horário de almoço.
—Ok, Haruno. — Sem falar mais nada ele se concentrou no arquivo que eu havia entregado a ele.
Saí da sala com os pensamentos a mil. Eu era mesmo uma idiota. Me tocar! Ele só queria a garrafa de água, anta! Que coincidentemente estava justamente atrás de mim. É muito azar para uma pessoa só. Mas e aquele risinho? Ele sacou o que estava acontecendo.
Que vontade de voltar dentro daquela sala e tascar um beijo, quer dizer, um tapa nele. Isso um tapa. Se bem que um beijo não seria má idéia.
O.O.O.O.O.O
Eu queria ter o tamanho do pequeno polegar naquele momento. Só dessa forma eu poderia passar disfarçadamente por aquele mar de gente que havia resolvido justamente naquele dia me encarar. Se bem que eles tinham bons motivos para me encarar sem disfarça nenhum pouquinho.
Não era todo dia, porque não dizer nunca, que se via Sakura Haruno usando maquiagem e roupa de grife.
Finalmente o temível dia havia chegado, e lá estava eu pronta para ser uma nova, eu, entendeu? Nem eu. Os olhares surpresos realmente me incomodavam um pouco. Será que minha aparência estava muito ridícula? Só se Rin tivesse mentido, pois ela havia me garantido que as roupas e a maquiagem haviam ficado perfeitas.
Segurei fortemente a alça da bolsa vermelha que eu havia escolhido aquela manhã e enfrentei o elevador lotado. Eu ainda estava no horário, oito e horas e trinta minutos, como de costume.
— Levante o olhar! — Lembrei das instruções Rin. — Não curve a cabeça e nunca fique com a postura inclinada. Você deve mostrar para as pessoas que está no controle da situação.
Finalmente o elevador chegou ao andar do meu trabalho e eu saí. Hinata estava lá sentada em sua mesa concentrada em alguma coisa.
— Olá, Hina-chan — Saudei-a parando a seu lado.
— Oh meu Deus! Como você está linda. — Ela exclamou. Eu também achava isso um pouquinho. Naquela manhã havia escolhido uma blusa vermelha com o corte que lembrava muito uma regata, estava meio quente naquele dia, uma calça jeans escura e sapatos e bolsa igualmente vermelhos.
— Você também está linda, Hina-chan. Que sapatos incríveis!
— Não são tão incríveis quando eu não consigo me equilibrar por mais de cinco minutos nele. — Hinata resmungou. Realmente era meio difícil manter o equilíbrio em saltos tão finos e altos. Mas aquela sandália combinava perfeitamente com o vestidinho preto dela, era impossível imaginar o vestido sem os sapatos e os sapatos sem o vestido.
— Aproveite para ficar bastante tempo sentada enquanto não houver muito o que fazer. — Coloquei minha bolsa na mesa e me sentei na cadeira giratória. — Você está tão nervosa quanto eu?
— Muito mais, querida. Muito mais.
Não estávamos muito diferentes no quesito nervosismos. Eu repassava mentalmente todas as instruções de Rin e Kakashi.
Não demonstre insegurança.
Mostre que está no controle da situação.
Se ele te chamar para alguma coisa fora do expediente de trabalho não responda imediatamente, diga que tem que confirmar seus compromissos (meio impossível, se Sasuke me chamasse para sair eu simplesmente responderia: na minha ou na sua casa?)
Você é uma mulher independente, decidida e dona de si, o deixe saber disso, para que não pense que você está condicionada as atitudes dele.
Essas eram as regras do jogo. Mais dois minutos e esse tal jogo começaria, mas mais cedo do que eu o esperava terminaria. O telefone da minha mesa tocou.
— Hai? — Atendi ao telefone.
— Aqui é o Sasuke, Haruno. — Como é que é? Ele não devia estar dentro do elevador uma hora dessas? — Surgiu um imprevisto e tive que viajar de ultima hora. Preciso que envie para meu email todas as correspondências que chegarem, não vou voltar em menos de uma semana. Entendeu Haruno? — Eu estava estática sem responder nada — Você está ai, Sakura?
—H-Hai. — Eu soltei a respiração que havia prendido — Estarei enviando todas as suas correspondências para o email.
— Ok. Até. — E ele desligou.
Sabe o que se sentir desolada? Eu estava me sentindo naquele momento. Toda produção que fizera estava indo por ladeira abaixo. Ele estaria fora por pelo menos uma semana. Ou seja, só o veria na festa da mãe dele, se ele fosse, claro.
— O que foi Sakura-chan? — Hinata perguntou vendo meu estado de semi paralisia.
— Ele viajou. Uma semana. Festa. — Foi o que consegui dizer, e agradeci por Hinata ter compreendido.
E minha má sorte ataca novamente! Bem que ela podia dar uma trégua né? Respirei clareando meus pensamentos. E daí que Sasuke não visse naquele dia? Ele teria muito tempo para notar que eu mudei não? Além do que aquilo me dava mais tempo para fortalecer meus pontos fortes.
E outra coisa... Eu estava me transformando primeiramente por mim. Porque eu preciso ser uma pessoa forte, porque tenho que aprender que eu tenho mais valor do que as pessoas imaginam. Claro que Sasuke tinha uma grande participação, ele era o que faltava para que eu me sentisse completa.
E foi naquele momento que prometi a mim mesma que ia tentar, mas se por algum motivo eu percebesse que minhas chances com o Sasuke eram totalmente nulas eu partiria para outra. Sem dúvidas.
O.O.O.O.O.O
— Olha só, Hina-chan— Chamei minha amiga e ela se aproximou.
— São lindos! — Ela comentou enquanto quase enfiava o rosto dentro da vitrine que exibia lindos broches decorados. — Será que ela vai gostar de um desses?
— Eu adoraria receber uma dessas jóias— Que mulher não gostaria receber algo que tenha diamantes e brilhe muito? Só uma louca.
—Acho que vou levar esse mesmo, Sakura-chan. Espero que a Mikoto-sama goste.
—Hina-chan... — Eu conhecia aquela voz, e minha amiga conhecia ainda mais. — Você falou sem gaguejar uma única vez.
Naruto estava parado atrás de nós com os olhos arregalados em surpresa. Preciso comentar que Hinata assumiu uma cor que estava além do vermelho-malagueta? Eu e minha mania de nomear as cores com nomes estranhos.
— N-Naruto-k-um — A pobre garota mal conseguiu articular aquela única palavra.
— Ah não. — A face de Naruto ficou desgostosa. — Estou começando a achar que você só gagueja quando fala comigo. — Ele ainda tinha dúvidas?
— O que está fazendo por aqui, Naruto? — Depois de muita insistência eu finalmente havia parado de chamá-lo daquela forma tão formal que ele detestava.
— Vim comprar o presente da tia Mikoto, o aniversário dela é no sábado.
— Que coincidência, não é Hina-chan? A Hina-chan também veio comprar o presente que ela vai dar para a Mikoto-san.
— Você também vai à festa, Hina-chan? — Hinata apenas acenou afirmativamente com a cabeça. — Yoshi! Que bom, vamos todos nos divertir.
— Ei, Naruto.— Chamei quando já estávamos sentados em volta de uma mesa em uma Café que ficava na esquina da rua comercial — Sabe quando o Sasuke-sama volta?
— Ele tem que voltar pelo menos no aniversário da mãe. Se ele faltar essa festa tia Mikoto ficará desolada.
Eu concordava com aquilo. Minha mente não parava de cogitar possibilidade de onde Sasuke estaria. Que tipo de complicações seriam aquelas que ele havia dito pele telefone?
Vai ver ele tinha fugido com a amante. Mas ele nem era casado para ter uma amante. Controle-se Sakura. Minha mente tresloucada já está inventando mil possibilidades absurdas. Vai ver ele só precisou resolver algum problema de família em outra cidade. Nada demais.
Naquela noite eu fique quase meia hora olhando para o vestido que eu usaria na festa do dia seguinte. Eu tinha até mesmo medo de tocar e ele se desfazer entre meus dedos. Tomei bastante cuidado para deixar Neko bem longe do meu quarto. Não queria ter que ir a festa com olhos inchados.
Tranquei a porta do meu quarto e fui até a sala onde um Sasori roncava e quase babava.
— Sasori, sue idiota. — Balancei o corpo dele e o demente só fez resmungar algo inteligível. — Dá para você pro seu quarto, quero ver , TV.
— Larga de ser chata, Sakura. Senta no chão.
— Como é que é? — Meus olhos faiscaram de raiva. Arrastei as pernas de Sasori para um lado e me sentei ali.
— Papai chega em dois dias. — Nesse momento ele já tinha acordado e se sentado ao meu lado. A cara amassada pelo sono me lembrava um cachorro com excesso de pele.— Melhor se preparar para contar a ele onde que você anda trabalhando.
Oh meu Deus! Eu estava literalmente perdida. Papai nem desconfiava que ao invés de eu ter seguido uma carreira como uma publicitária de sucesso eu havia preferido adquirir experiência na Life.
— Você tem que me ajudar Sasori.
— Você ficou maluca, sabe como o papai pegas as mentiras no ar. É melhor você contar. — Eu já disse o quanto odeia a preguiça do meu irmão? Ele não podia ao menos me dar alguma idéia de como contornar aquela situação? Mas não... eu tinha realmente um irmão desnaturado.
Coloquei almofada em meu rosto e torci para que quando eu me levantasse no dia seguinte meus problemas tivessem desaparecidos como um simples truque de mágica.
— Outra coisa. — Ele iria me dar outra notícia ruim?— Acho que foi seu chefe que ligou, deu o nome de Uchiha Sasuke — Meus olhos se arregalaram — Ele deixou um recado, algo como: Fale para Sakura que ela se esqueceu de me dizer onde está a coisa que eu pedi que ela comprasse.
— O presente! — Exclamei pulando do sofá com o controle da TV em mãos. — Jesus! O que vou fazer? Deixei o pacote lá no escritório. Vou ter que voltar lá.
Eu não podia acreditar que havia esquecido o presente da Mikoto-sama no escritório, tanto o meu quanto o do Sasuke. Por sorte, ou não, eu poderia ir até lá, pois os vigias do lugar me conheciam e não se incomodariam em deixar que entrasse naquela hora.
Coloquei um casaco rapidamente e peguei uma bolsa depois ter ligado e pedido um táxi que em cinco minutos estava parado em minha porta.
Meia hora depois eu estava entrando no meu andar. Avistei o pacote do meu presente sobre minha mesa, agora só faltava ir até o escritório do Sasuke e pegar o presente dele. Com certeza daria tempo de entregar a ele durante a festa.
Foi nesse momento que eu ouvi o primeiro barulho suspeito. Eram passos. E os vigias não haviam comentado nade de que outra pessoa estaria no lugar. Eles teriam comentado algo, não teriam?
Armei-me com minha bolsa, e segui andando calmamente em direção a porta do escritório. Eu me sentia a própria 007. Poderia ser um ladrão, um malfeitor( que palavra mais clichê).
— Te peguei! — Gritei acendendo a luz do escritório e batendo com toda minha força a bolsa na cabeça do intruso.
— Está louca, Haruno? — Por que o Sasuke-kun está me olhando com aquela cara. Oh Jesus! Ele era o intruso.
Agachado no meio da sala e passava a mão sobre a parte da cabeça que eu tinha atingido.
—Acho que você me deve uma boa explicação. — Droga! Me ferrei.
O.O.O.O.O.O
Desde já quero agradecer a todas as rewies que recebi e receberei (sei que vocês são boas pessoas)
O que estão achando da fanfic?
Particulamente este foi o capítulo que mais tive dificuldade de fazer( bloqueada criativamente), por isso ficou faltando um pouco mais de cenas com humor, mas espero que mesmo assim vocês tenham gostado.
Por hoje é só.
Até o próximo
A fé move montanhas,
mas rewies movem autores.
