Declaimer: O anime/mangá Naruto © Kishimoto-baka-sensei. Escrevo para esquecer que o mundo é ruim e que o Kishimoto roubou minha idéia. ...
Revistas, Conselhos e Chocolate.
Capítulo V
Armei-me com minha bolsa, e segui andando calmamente em direção a porta do escritório. Eu me sentia a própria 007. Poderia ser um ladrão, um malfeitor( que palavra mais clichê).
— Te peguei! — Gritei acendendo a luz do escritório e batendo com toda minha força a bolsa na cabeça do intruso.
— Está louca, Haruno? — Por que o Sasuke-kun está me olhando com aquela cara? Oh Jesus! Ele era o intruso.
Agachado no meio da sala e passando a mão sobre a parte da cabeça que eu tinha atingido estava Sasuke-kun com uma expressão nada feliz.
—Acho que você me deve uma boa explicação. — Droga! Me ferrei.
Se ele quisesse uma boa explicação deveria parar de me olhar com aquela cara de malvado. Ela só faz com que eu queira jogá-lo na parede e morder aquele pescoço. Foco, Sakura! Eu devia encontrar uma resposta rapidamente, mas o que eu poderia falar que fosse plausível o bastante para justificar o fato de eu ter atacado meu chefe com minha bolsa?
O pior nem é isso. Na vontade por viver aventuras nem liguei que talvez, só talvez, minha bolsa não era a mais indicada para nocautear um malfeitor, no caso o Sr. Uchiha-sexy Sasuke (ele bem que devia colocar esse nome na identidade, em minha opinião, claro) fosse realmente um malfeitor, mas esse não era o caso.
— Estou esperando. — Eu devia ter passado mais tempo do que deveria nas minhas divagações, pois o rosto dele demonstrava uma expressão muito irritada, sem deixar de ser fofa, claro.
— Oh! — Exclamei — Então era você, e não o malfeitor.
— Que história é essa de malfeitor? E o que ela tem haver com o fato de você quase ter me desacordado com sua bolsa maligna? — Bolsa maligna, Sasuke-kun? Até parece que tinha doído tanto assim. Só se dentro da minha bolsa houvesse uma estátua de metal como a que comprei para... Mikoto-sama. Ops!
— Me desculpe! —Corri até o local onde ele ainda estava sentado, o chão. Aproximei-me e toquei as pontas dos meus dedos em seus cabelos negros. Eles tinham uma textura boa, muito boa.
— Ai! — Gemeu. Corri até a pequena geladeira que havia naquele escritório e enchi de gelo um lenço que encontrei perdido no baú que era minha bolsa.
— Me desculpe — Falei novamente quando aproximei o lenço gelado de seu cabelo. Era impressão minha, ou... não! Não pode ser.
Apertem seus cintos, a coisa mais inacreditável do mundo está acontecendo. Uchiha-sexy Sasuke está corado, e devo acrescentar que a palavra sexy deve se acrescentada mais vezes quando as bochechas dele assumem esse tom tão fofo.
— Não seja tão irritante, Sakura. — Ele resmungou, mas nada roubaria a sensação de perceber que o inatingível deus do Olimpo tinha hormônios, e corava, lindamente.
— Está doendo muito? — Preciso dizer que eu tinha um sorriso maior que minha própria cara?
— Você ainda não me explicou. — Ele acusou tirando minha mão de seus cabelos. Qual é? Eu tinha que aproveitar um pouquinho, não?
— Eu vim buscar o presente da sua mãe, acabei esquecendo-me de dizer para você onde estava, e o Sasori me deu o recado somente agora noite, então vim pegar o presente aqui na esperança de poder entregá-lo a você durante a festa, assim você não teria nenhum problema... Então o resto você já sabe.
— Não sei não. — Por que ele tinha que parecer tão sexy naquela poltrona de couro enquanto segura um simples lenço com gelo? Respira. Inspira. — E a coisa do malfeitor? Eu não ouço essa palavra desde... Desde o colegial.
— Bem, é que... — Comecei a falar meio que constrangida. — Pensei que você pudesse ser um intruso ou algo do tipo. Desculpe-me.
— Você se desculpa demais. — Ele estava com voz de sono ou era impressão minha?
— Você não pode dormir! — Quase gritei.
— Porque não? — Pelos bigodes de Neko! Não me olhe com essa cara de sono, Sasuke-kun.
— B-bem... Você não pode dormir depois de levar um pancada na cabeça. Minha mãe dizia que causava danos ao cérebro.
— Então... — A voz dele já não passava de um sussurro — acho que você levou muitas pancadas na cabeça e dormiu muito quando era criança.
— O que? — Gritei indignada.
— Também vai ser impossível dormir se você continuar gritando.— Ele se sentou na poltrona. —Que roupa é essa, Sakura? Ah deixe para lá... Está meio tarde, melhor irmos para casa.
Oh ele notou! Mas o que ele notou? Olhei para meus pés e vi. O que eu vi? A pantufa com cara de ursinho que eu havia ganhado do Sasori no meu último aniversário.
— Sim. — Sussurrei ainda meio estática por estar passando um mico tão grande.
Saímos do escritório dele e ela continuava com o gelo pressionado em sua cabeça. Sentia tanto arrependimento! Coitadinho , levou uma baita pancada sem culpa alguma.
— Me desculpe. — Falei novamente e Sasuke olhou para mim com uma expressão irritada.
— Chega de pedir desculpas, ok? — Ele parecia meio constrangido. — Er... obrigado por ter se lembrado do presente.
Eu arqueei um das minhas sobrancelhas.
— Você deve ter levado uma pancada muito forte. — Comentei sem pensar. — Você agradecendo por algo?
—Irritante. — Ele grunhiu — Eu faço o que eu bem entender. — Ele se virou em direção ao estacionamento. Que idiota! Iria embora sem ao menos se despedir.
Ajeitei minha bolsa nos ombros, a estatueta de metal que eu daria para Mikoto era realmente pesada, se bem que retirando o presente que o Sasuke daria de dentro da minha bolsa ela ficou um pouco mais leve.
— A onde pensa que vai, Sakura? — Eu mal havia dado vinte passos quando ouvi aquela voz me chamando.
— Acho que estou indo para fora do prédio procurar um táxi.— Respondi como se a fosse a coisa mais óbvia do mundo, e realmente era.
— Eu te dou uma carona. — Uma coisa é certa, ou Sasuke tinha levado uma pancada tão forte na cabeça que fez com que toda sua personalidade fria sumisse, ou ele estava se embebedando antes de eu atingi-lo.
—Carona? — Repeti, e fiz parecer que desconhecia aquela palavra.
— É... Carona, sabe? Te levar em casa no meu carro. — Ok. Ele estava zoando com a minha cara.
— Não precisa. — Eu queria muito fica a sós com o Sr. Perfeição num lugar ,de preferência, bem apertado, mas com aquele humor irônico dele não seria nada bom para minha sanidade.— Posso pegar um táxi.
— Pare de ser irritante. — Quantas vezes ele já tinha me chamado de irritante naquele curto espaço de tempo mesmo? Ok. Não contei. Estava prestando atenção no jeito que os lábios dele si moviam.
Sem esperar resposta ele entrou em seu carro. Lembram-se da coisa de que eu não acreditava em príncipes encantados em cavalo branco? Podem acreditar Sasuke Uchiha em seu belíssimo carro negro ganha de qualquer príncipe furreca. Bela Adormecida, Cinderela e as demais, deviam sentir inveja de mim.
Controlei minha respiração que havia cismado de acelerar bem naquele momento e caminhei lentamente parando ao lado da porta do carona. O plano era esse: Eu morava a vinte minutos dali. Nos dez primeiros minutos eu torcia para que tudo ficasse em silêncio, nos dez últimos eu esperava que ele se entediasse e ligasse o rádio do carro, assim eu não seria obrigada a falar com ele, ou seja , dizer qualquer besteira que o fizesse achar que estou louca.
Não é que ele tinha mais uma qualidade? Sabia dirigir muito bem. Eu não tenho muito experiência com automóveis, mas sabia que ele estava dirigindo perfeitamente bem, apesar de acelerar um pouco de mais, em minha opinião.
Pense naquele toque de celular mais ridículo que você já ouviu. Pense no seu primeiro toque de celular? Ele era escandaloso, não? Agora pense no meu celular com um toque escandaloso. Pensou? Agora imagine ele no último volume. Adicione isso a estar presa com o homem mais gato da cidade (sim, da cidade, Brad Pitt em minha opinião ainda ganhava do Sasuke, afinal, eu não havia visto Sasuke sem roupa, já o Brad... A foto dele estava linda na revista) no carro. Resultado: uma Sakura morrendo de vergonha. Quem tivesse ligado iria pagar.
Peguei o telefone e atendi sem graça.
— Alô?
— Sakura, onde você está? — Ouvi a voz de Sasori através da ligação.
— Já estou voltando para casa. — Havia sido muito fofo da parte do meu irmão ter se preocupado comigo, mas isso não tirava o fato de que ele havia feito Sasuke ouvir o toque escandaloso do meu celular.
— Você está em algum táxi, ou quer que eu vá buscá-la, está tarde, se você não percebeu.
—Eu peguei uma carona, e eu sei que está tarde, já estou chegando. — Oh! Eu tinha que admitir que Sasori às vezes fosse um crápula, mas mesmo assim ainda era meu irmão mais velho preferido (como se eu tivesse outro irmão mais velho).
— Quem te deu carona é de confiança, Sakura? — Ok, aquele monte de pergunta já estava ficando meio que exagerada.
— Sim, é de muita confiança. Agora fique calmo, eu já estou chegando. Sasori, não deixe o Neko entrar no quarto de forma alguma. Até daqui a pouco.
Que jeito mais estranho de passar um tempo a sós com Sasuke. Ele continuava calado atento ao trânsito quase inexistente àquela hora.
— Era o Sasori. — Nem sei porque falei isso , ele nem sabia quem era o Sasori. Só havia falando uma única vez com meu irmão e para deixar um recado.
— Não sabia que você era casada. — Eu tinha ouvido aquilo mesmo. Explodi na gargalhada. Eu e Sasori casados? Isso que dá , Sr. Uchiha, não saber nada da vida de seus funcionários.
— Oh eu Sasori não somos casados. — Falei entre as risadas.
— Qual é a graça? — Ele aproveitou para me olhar quando o sinal ficou vermelho.
—Ele é meu irmão. — Consegui me controlar para rir.
— Ahh! — Ele soltou quando ouviu a resposta. — Corrigindo... eu não sabia que você morava com seu irmão.— Você não sabe de um monte coisa, Uchiha-Sexy Sasuke-kun. — Pensei que morava sozinha.
Então ele anda pensando em mim, hmm. Quase falei isso. Ia ser engraçado.
—Pois é... Dividimos um apartamento. E se você não pegar a próxima saída vai errar o caminho para minha casa. — Expliquei enquanto sorria.
— Hmm, ok. — Ele fez o retorno com o carro e voltou a falar — O nome dele não me é estranho.
— Você pode ter visto esse nome em alguma galeria de arte que tenha visitado, ele é escultor.
—Pode ser. — E o silêncio se mudou de mala e cuia para aquele carro.
— Acho que chegamos. — Ele finalmente parou o carro perto da calçada do meu prédio.
— Obrigada, nos vemos amanhã a noite. — Comentei saindo do carro.
— Até, Sakura. — Ele fechou os vidros e deu partida no carro.
Fiquei olhando até que sumisse na esquina. Acho que as aulas de Kakashi estão auxiliando em algo. Parece que além de me mudar o Sasuke estava mudando. Eu só não sabia de algo, era as aulas responsáveis por tudo aquilo, ou apenas, e exclusivamente, eu?
O.O.O.O.O.O
Eu sentia uma nuvem negra pairando sobre minha cabeça. Eu podia sentir a má sorte se aproximando como uma cobra sorrateira tentando se enroscar em mim. Mas eu não iria deixar. Aquele era o meu dia, quer dizer, era o dia da Mikoto, até porque era o aniversário dela, mas era meu dia também. Enfim havia chegado a tão esperada e temida festa.
Assim que acordei pude perceber as maravilhas que dormir até as dez horas faziam para aparência. Eu devia me lembrar de agradecer a Sasuke por não trabalhar aos sábados. Isso era uma verdadeira benção.
Olhei através do vidro da janela e vi o sol que já brilhava no céu, que estava extremamente azul. Procurei atentamente por qualquer vestígio de Neko no meu quarto e não encontrei. Estava livre de uma provável alergia. Esse era um bom sinal.
Eu tinha gostado muito de ver a preocupação de Sasori comigo ontem, então, para recompensá-lo, resolvi fazer um café da manhã caprichado. Fui até a cozinha e preparei as coisas da melhor forma possível, sem querer me gabar, sei cozinhar muito bem. De fome o Sasuke-kun não morreria.
Sasori apareceu quase meia hora depois na cozinha com uma enorme cara de sono, ele havia virado a noite trabalhando novamente. Eu achava estranha a forma de artistas como Sasori pensar. Em um momento eles estavam normais, no outro algo havia surgido na mente deles, e eles não conseguiam fazer mais nada até ter colocarem para fora tudo aquilo que tinham imaginado. E dessa forma surgiam as esculturas de Sasori.
— Bom dia. — Sosari falou enquanto se jogava, literalmente, em uma das cadeiras.
— Bom dia. — Respondi ao cumprimento enquanto colocava a bandeja com a torta de maça, receita especial da mamãe.
— Ok. De quanto você está precisando?
— Como é que é? — Perguntei irritada.
— Para você fazer torta de maça num dia comum só pode haver dois motivos: ou você quer grana ou quebrou alguma coisa minha, e como eu não dei falta de nada... — Eu devia saber que ele não era tão bom assim. E eu só queria agradecê-lo.
— Idiota. Fiz torta de maça porque sei que é sua preferida e queria te agradecer por se preocupar comigo ontem. — Acho que ele não retrucou o fato de eu tê-lo chamado de idiota porque eu estava armada com uma faca, pois havia acabado de corta uma fatia de bolo.
— Ahh — Ele suspirou. — Obrigada, Sakura. O que acha de fazermos um programa para irmãos hoje?
— Não vai dar, Sasori. Tenho uma festa para ir, um aniversário.
— Podemos deixar para sair então quando papai chegar. — E ainda havia a vista de papai, minha vida é sucedida de coisas inesperadas.
— Com certeza, até porque ele não nos permitira ficar em casa por muito tempo, vai querer sair para se divertir como nos velhos tempos.
Eu adorava as visitas de papai. Apesar de aquela com certeza iria ser tensa, pois eu deveria contar que a filhinha dele, no caso eu, era uma reles secretária, e que a faculdade de publicidade e design que ele havia pagado ainda não estava sendo muito utilizada.
Mas esquecendo esses pequenos detalhes, tenho certeza que será uma visita muito divertida. Quando ele vem sempre nos levava para fazer coisas que nunca havíamos feito na vida. Em sua última visita ele nos arrastou para uma trilha no meio de uma floresta. Ainda tenho um pouco do estoque de repelente de insetos que fiz antes de me arriscar naquela aventura.
Era divertido ter papai por perto, ele tinha o dom de me fazer esquecer de todos os problemas do mundo, e me focar nas coisas boas que a vida tem para oferecer. Com certeza ele viria com o mesmo papo: Estou velho, alguém me diga por favor onde estão meus netos?
Ele sempre cobrava a mim, e principalmente a Sasori, que providenciássemos logo um time de futebol inteiro de netos para ele. Papai tinha que ter um pouquinho de paciência, o plano ABU( Agarrar o Bonitão Uchiha) já estava quase funcionado, em breve ele poderia ter os tão sonhados netos. A não ser que Sasori já tenha engravidado alguma garota por ai. Oh meu Deus, será que sou tia?
O.O.O.O.O.O
E então tudo se repetia. Minhas pernas tremiam. Minha voz falhava. Meu coração parecia pular mais que folião em carnaval. E eu estava lá, parada a no mínimo cinco minutos frente aos belíssimos portões da casa Uchiha.
Vamos, Sakura! É só dar um passo. Mas minhas pernas resolveram pesar mais que chumbo. Até que não havia encontrado tanta dificuldade para me equilibrar naqueles saltos ultrafinos e altos.
Inspira. Respira. Relembrei os exercícios de autocontrole ensinados por Rin e Kakashi. Eles me ajudaram bastante. Sasori havia me levado até ali, resolveu me compensar pelo bom café-da-manhã e me trouxe em seu carro.
Juntei toda a coragem que eu não tinha e me aproximei dos recepcionistas da festa. Uma moça muito bonita pediu para ver meu convite e em seguida me deixou passar. Ainda bem que eu havia escolhido um vestido mais chique, e eu pensando que a festa seria uma simples reunião.
Avancei pelo caminho traçado pelas pedras. O jardim estava lindamente decorado com uma iluminação que fazia tudo parecer mágico. Eu não estava enganada ao pensar que Mikoto, talvez, fosse exagerada em algumas coisas. Se eu ficasse olhando por muito tempo diretamente para aquela luz com certeza ficaria cega.
As portas da mansão estavam abertas. Eu já podia ouvir o som de música e conversa. Ajeitei meu cabelo atrás das orelhas e me preparei psicologicamente para entrar. Eu torcia para que assim que meu pé tocasse no piso da sala eu pudesse enxergar Hinata. Afinal, um porto seguro em meio aquele mar de gente era mais que necessário.
E então eu entrei. A sala estava abarrotada de gente. Os móveis que eu vira a primeira vez que estive ali haviam sumido dando espaço para todos os convidados. Vi quando Mikoto me avistou e acenou sorrindo, eu correspondi ao sorriso. Vi quando ela se despediu rapidamente das pessoas com que estava falando e veio em minha direção.
— Sakura-chan. — Fui surpreendida pelo abraço que ela me deu, as correspondi. — Que bom que veio, já estava ficando preocupada com sua ausência.
— Feliz aniversário, Mikoto-san. — Felicitei-a e entreguei o pacote do presente dela, logo apareceu um rapaz vestido de terno para pegar o presente das mãos dela. — Sua festa está linda.
— Oh, obrigada, querida. E você também está deslumbrante. Venha cá, me deixe apresentá-la a Itachi. Quem sabe ele crie juízo e te convide para dançar. — Eu realmente arregalei meus olhos ao ouvir aquilo. Eu quero um de seus filhos, Mikoto-san, só que quero o mais novo. — Itachi!
Um rapaz se virou ao ouvir seu nome. Eu nunca havia sido apresentada oficialmente a Itachi. Ele nunca aparecia lá no prédio da Life então os únicos contatos que tive com ele foi quando transferir uma de suas ligações para Sasuke.
Ele era bem bonito. Quando eu falo bem bonito pense em alguém realmente absurdamente lindo. A beleza dele e de Sasuke eram bem diferente. Enquanto Sasuke parecia tudo perfeitamente combinante, em Itachi a desorganização em seus traços era o que chamava atenção.
O cabelo longo não combinava com seu rosto de traços fortes, mas ao mesmo tempo o deixava com um ar desleixado que era perfeitamente belo. Ele tinha duas linhas de expressão ao lado do nariz que lhe concediam um aspecto rústico que eu não achava bonito em outra pessoa, mas nele exclusivamente se encaixava.
— Olá. — Falei sem graça quando Mikoto finalmente parou de me puxar ao pararmos em frente a Itachi.
— Acho que não nos conhecemos. — Foi o que ele falou dando um sorriso bonito. Outra diferença, ele sorria.
— Claro que a conhece, Itachi. — Resmungo a mãe de Itachi — Ela é a Sakura-chan, ela trabalha com seu irmão. — Itachi fez uma expressão de que alguém que havia se lembrado de algo.
— Ahh, que estupidez minha. O problema é que só nos falamos por telefone. — Mas eu escolhi quase dez presentes para você, a mando de seu irmão, claro. — Que bom finalmente poder conhecê-la pessoalmente, Sakura.
— Igualmente. — Respondi sorrindo depois que ele apertou delicadamente minha mão. Mikoto deu um jeito de desaparecer... misteriosamente.
— Sakura-chan!— Eu conhecia aquela voz escandalosa. Acenei para Naruto que vinham puxando o braço de alguém que eu conhecia muito bem.
Hinata acompanhava Naruto com uma expressão de desespero, não sei se por estar sendo tocada por ele, ou por estar em meio a pessoas que mal conhecia. Talvez fosse pelas duas coisas. Ela estava bem bonita. O vestido que havia escolhido para aquela noite caíra perfeitamente bem. Era um de um azul muito parecido com o tom do cabelo dela. Hinata deixara os cabelos soltos e usara pouca maquiagem. Estava perfeita.
— Como você está linda, Hina-chan.— Exclamei após abraçá-la.
— Você também, Sakura-chan.
Eu concordava com Hinata. Estava me sentindo muito bem no vestido preto que havia escolhido. Logo que o vi na vitrine da loja sabia que devia ser com ele que eu iria até aquela festa. Não era tão longo, muito menos curto, ia até acima do joelho. Sobre o decote reto algumas pedrinhas pratas enfeitavam o belo corte de pano. O tecido era tão suave que mal me incomodava. Eu estava bonita. E era muito bom me sentir daquela forma.
—E ai, Itachi? — Naruto cumprimentou o Uchiha, que simplesmente sorriu.
Ficamos conversando algum tempo. Era divertido ver Hinata corar a cada elogio de Naruto. E quantos elogios ele fez! Parecia que Naruto Uzumaki havia separado aquele dia para elogiar a minha amiga, e nem preciso dizer o quanto ela ficava vermelha a cada palavra dele.
— Vamos dançar. — E sem nem pedir permissão, Naruto puxou minha amiga, que atingira um novo grau na escala de cores do vermelho, o vermelho Hinata, ao ser conduzida para o centro do salão por Naruto.
Eu dei um sorriso nervoso para Itachi ao notar que acabamos por ficar sozinhos.
— Acho que não tem mal nenhum eu te chamar para dançar, não é? — Ele perguntou, divertido.
— Só para seus pés. — Eu respondi. — Já volto, preciso beber alguma coisa.
Eu realmente iria voltar, não era apenas um desculpa para fugir de Itachi. Eu havia considerado a remota possibilidade de, quem sabe, me tornar amiga dele, ele parecia ser um homem muito bom. Só que meus planos foram frustrados ao vê-lo.
Parecia até cena de filme. Eu estava subindo uma escada para o andar superior onde se encontravam as bebidas, e ele descendo a mesma escada. Na hora que o vi parei. Minha mão ficou agarrada ao corrimão, e um suspiro involuntário escapou de meus lábios. Como uma pessoa consegue ficar tão bonita com uma simples camisa branca e uma calça social preta? Perguntem a Uchiha-sexy Sasuke, como certeza ele irá responder como consegue essa façanha.
Então ele me olhou. Eu era como se todos tivessem desaparecido. Há muito tempo eu não ficava daquela forma ao ver Sasuke. Há muito tempo minhas pernas não amoleciam daquela maneira. A explicação que encontrei foi a de que ele nunca me olhara daquela forma, ou talvez eu nunca tenha percebido seu tipo de olhar. Mas naquele momento eu não tinha dúvida nenhuma do que sentia sobre ele.
Era como se eu estivesse me perdendo naquele turbilhão de emoções. Como se seus olhos pretos fossem dois buracos-negro, que sugavam tudo ao seu redor levando-me para outra dimensão. Levando-me ao paraíso. E então a verdade me atingiu em cheio.
Não era uma simples paixão, por eu considerá-lo bonito e atraente. Não era um simples sentimento. Era algo mais complexo, algo que me consumia. Que fazia meu coração arder em brasa. Eu amava aquele Uchiha, e naquele momento me dei conta de que me contentar em apenas observá-lo não era o suficiente. Eu o queria. Para sempre.
— Sakura... — A voz dele me trouxe a realidade novamente.
— Boa noite, Sasuke-sama. — Maldita mania de formalismo.
— Estava indo lá para cima?
— Sim, estou com sede. — Vi quando ele girou seu corpo e refez o caminho que tinha acabo de fazer. Ele foi até o topo da escada e me olhou, como se esperasse que eu subisse. Eu apenas sorrir.
Talvez as coisas realmente aconteçam. E quem sabe alguém me presenteei com asas, para eu poder voar e alcançar o Sasuke em seu alto monte Olimpo.
O.O.O.O.O.O
Ohhhh *-* Me desculpem pela demora, mas eu tenho bons motivos para isso. Aqui estava chovendo muito, ligar o PC era quase impossível. A escola estava enrolando para entregar meus documentos e eu estava desesperando pensando que ia perder o dia da matrícula na faculdade, e por fim, mas não menos importante, meu professor de teologia me passou um trabalho de vinte e cinco páginas, junte tudo isso e veja se me sobrou algum tempo para escrever?
Mas enfim está ai o capítulo 5. Estou pensando em fazer uma fanfic paralela que conte a versão "Sasuke" dos fatos, o que acham dessa ideia. Quero a opinião de você para outra coisa também: Leiam o que colocarei a baixo e me digam, please:
—Adeus… — Aquela palavra saiu como um sussurro de seus lábios pálidos.
As lágrimas que outrora escorria como rios de seus olhos haviam cessado. Não sabia explicar como não havia tombado ao chão. Sentia-se oca. Sem preenchimento algum. Sua vida terminara no momento em que sua família havia dado seu último suspiro.
Se os assassinos que tinham acabado com a existência de sua família estivessem pensando que por descuido havia deixando a vida dela intacta estavam enganados. Eles a haviam matado no momento em que tiraram a vida daquelas pessoas tão especiais para ela.
—Eu prometo... — Outro sussurro, incompleto.
Diante dos túmulos de seus pais e de sua irmã ela prometeu. Iria destruir a vida de quem fora o responsável por aquilo. A família Uchiha sofreria uma dor que nunca imaginaram. Ela amassou novamente o papel que estava em seu bolso: Cortesia Uchiha.
Haviam sido inescrupulosos o suficiente para deixarem aquele bilhete sujo na cena do crime, como o policial mesmo havia dito.
A Sakura gentil e sensível estava sendo enterrada ali, juntamente com sua família. Naquele momento nascia uma nova Haruno.
Os Uchihas deviam se preparar. Haviam mexido com a família errada.
Estou pensando seriamente em postar essa fanfic. O nome dela é Brigde Of Light. Se eu postar vocês conferem? *-*
Aguardo seus comentários.
Beijos
