18 Isabella Swan

Há exatamente um ano, nesse mesmo segundo, eu estava beijando Jared Cameron sob a escada principal da casa de veraneio dos Black em Montauk, Hamptons. Jacob – o meu então namorado – havia organizado uma grande festa para celebrar o Ano Novo.

Eu já estava um tanto cansada de Jacob Black – ele gostava demais de ostentar a sua condição multimilionária de existência e, por isso, não era propriamente um exemplo de boa educação ou elegância – e, assim, quando Jared me puxou em direção ao corredor lateral à escada, numa sala secundária, infiltrando-nos no escuro e beijando-me a seguir, eu correspondi. Correspondi com entusiasmo, na verdade.

Fomos interrompidos antes que tivéssemos tempo suficiente para alcançar o próximo estágio, contudo. Jacob escolheu aquele mesmo momento para levar a prima a uma visita ao "escurinho" abaixo da escada. Desafortunadamente, eles estavam se beijando quando se aproximaram de mim e de Jared – nós estávamos concentrados fazendo exatamente a mesma coisa – e, por isso, quando todos aqueles corpos repletos de adrenalina se esbarraram, assustamo-nos e gritamos. É óbvio que nos reconhecemos imediatamente, mesmo com toda aquela falta de iluminação.

Jacob não terminou comigo imediatamente, é claro. Havia muitos convidados espalhados pela casa e faltava apenas uma hora para a meia noite. Ele precisava beijar a namorada bem-sucedida quando todos gritassem "um!", ou todos comentariam a situação suspeita pelo ano seguinte inteiro.

Jared era um dos melhores amigos de Jacob e depois que o meu namoro acabou, até sugeriu que tivéssemos algo. Eu recusei, é claro. Nunca passamos daquilo que tivemos sob aquelas escadas.

Muita coisa mudou neste último ano.

Eu fui promovida, namorei Mike Newton (um ex-colega de trabalho, que acabou se mudando para a Califórnia), comprei um novo apartamento e comecei a apreciar bastante o sutil gosto de carvalho do Whisky.

Além disso, este ano eu optei por passar o Réveillon sozinha, assistindo a uma maratona de filmes do Woody Allen e bebendo uma dose de Whisky em minha caneca verde fluorescente favorita.

Uma colega de trabalho havia me convidado para ir à festa do Roosevelt Hotel e eu também cogitei a possibilidade de ir à Times Square, mas pensei melhor e a perspectiva de beijar alguém desconhecido no primeiro instante do ano que vem não me apeteceu.

Woody Allen tem um buquê de flores numa das mãos e bate à porta de Nettie Goldberg, em "Small Time Crooks", quando o meu celular vibra sobre a mesa de centro, a minha frente. Sei quem é antes mesmo de verificar o número na tela do aparelho. Pego o controle do DVD e aperto o pause, antes de atender.

- Oi, mamãe!

- Oi, Bella, querida! Como você está? – Ela fala alto demais e imagino que esteja em alguma grande festa. Olho o relógio que há perto da televisão e vejo que faltam 10 minutos para as 23h. Minha mãe mora em Kansas City, assim, devido à diferença de fuso horário, para ela, faltam 10 minutos para a meia noite.

- Estou bem! E você? Está se divertindo?

- Como nunca, meu amor! Phill é realmente o homem da minha vida... E estou em uma festa linda! Onde você está? Está acompanhada?

- Oh, mamãe... Estou acompanhada, sim. – Se eu disser que estou deitada em meu sofá, trajando a minha confortável camisola de algodão e, principalmente, se eu disser a ela que estou sozinha ela não vai parar de me criticar por isso pelos próximos 366 dias.

- Qual o nome dele, querida?

- Hmmm... Woody, mãe.

Ela passa os próximos quatro minutos falando sobre como "eu estou na idade adequada para começar uma família e ter filhos". Depois disso, dá pra ouvir mais ruídos do outro lado da linha e minha mãe grita que ela deve se preparar para a contagem regressiva.

- Escute, Bella!

Ela provavelmente tirou o celular da orelha e ergueu-o com o braço, pois escuto um coro gritar:

- 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1!

Assusto-me bastante quando gritam o "um!", pois neste exato instante, alguém toca a campainha do meu apartamento.

Levanto-me, mas não sei precisamente o que fazer: ninguém normal tocaria a campainha de alguém às 23h do último dia do ano. Eu moro no Bronx e, definitivamente, New York não é o lugar mais tranqüilo ou seguro do mundo. Minha mente me bombardeia com imagens de homens encapuzados tentando invadir meu apartamento.

É uma teoria plausível: alguém toca a campainha do apartamento para saber se ele está vazio e então arrombá-lo. Afinal, quem quer que seja que está lá fora está à porta do meu apartamento, ou seja, o meliante já conseguiu entrar no prédio.

Decido olhar pelo olho mágico e simplesmente gritar alguma coisa como: "eu e meu marido estamos muito ocupados, vá embora", caso seja alguém suspeito lá fora.

Encaminho-me para a porta, pensando em como existem bandidos miseráveis e que não apreciam qualquer data comemorativa ou confraternização. Verdadeiros mercenários.

Estou me erguendo na ponta dos pés, para olhar pelo olho mágico, quando penso que, afinal, pode simplesmente ser algum vizinho, incomodando-me por um motivo qualquer – como os vizinhos geralmente o fazem – ou simplesmente querendo me convidar para a sua festa, agindo com cordialidade – como os vizinhos geralmente o fazem.

O homem lá fora não é um dos meus vizinhos, contudo, é estranhamente familiar. Não familiar como um camarada que se parece com o Marlon Brando quando jovem ou algo assim. Familiar como alguém que conheci no colegial ou na universidade.

Concluo que, definitivamente, aquele cara não é um bandido e, por isso, abro a porta quando ele parece estar se virando para se afastar – e, provavelmente, ir embora.

- Você está em casa. – Ele diz quando se recupera muito elegantemente do susto que levou quando eu abri a porta de supetão. Ele sorri, também.

- Bem, sim.

- Sou Edward Cullen. Você se lembra de mim, Isabella? – Verifico todos os homens que se chamam Edward e que eu conheci em alguma altura da vida e lembro-me de dois: o avô de Lisa, a minha colega de quarto na época da universidade e um antigo namorado dos tempos do colégio.

Sim, aquele definitivamente é Edward Cullen, um de meus ex-namorados mais antigos. Talvez ele tenha sido o terceiro ou quarto.

Os seus cabelos cor de bronze são muito bonitos, os olhos verdes muito expressivos e o sorriso aberto muito atraente. Apesar de não me lembrar plenamente do aspecto estético de Edward na época em que namoramos, há pelo menos 10 anos, lembro-me que ele também foi um garoto deslumbrante.

Não consigo me recordar de qual foi o motivo do término do namoro, entretanto.

- Edward! Lembro-me sim. Colegial em Seattle.

- Exatamente! Eu sei que não é o momento adequado para uma visita e provavelmente você vai se arrumar para sair, mas será que poderíamos trocar algumas palavras? – Ele dá uma olhada discreta em meu corpo. Só aí me lembro que estou usando a minha camisola branca e recatada.

- Na verdade, eu não vou sair. Entre, por favor. Sente-se, eu volto já.

Vou ao meu quarto, onde pego e coloco o meu robe de seda verde, que estava sobre a cama. Não vou tirar a camisola, porque, possivelmente, a conversa com Edward não vai demorar muito – ele deve ter alguma festa para ir.

Volto pra sala imaginando qual pode ser a natureza da visita dele: é Réveillon, logo, dificilmente, trata-se de negócios; pode se tratar de uma visita cordial, mas não nos vemos há pelo menos oito anos e não mantivemos contato, o que torna essa opção implausível; ele pode estar tentando consertar os erros do passado ou algo assim, para se purificar antes do Ano Novo começar (eu sei que isso acontece geralmente no dia de Natal, como em "A Christmas Carol", mas pode ser que ele tenha decidido fazer isso agora). Será que ele fez algo grave para que terminássemos? Será que ele me traiu ou algo assim? Eu não me lembro, absolutamente.

- O seu apartamento é bem legal. E "Small Time Crooks" é um bom filme. O que você está fazendo? Uma maratona de filmes do Woody Allen ou algo assim? – Ele faz a última pergunta apontando o dedo indicador à pilha de DVDs de filmes do Woody Allen que está no chão, ao lado da mesa de centro.

Sinto que Edward está tentando ser legal comigo. Talvez ele tenha me traído com alguma líder de torcida enquanto éramos namorados, afinal.

- Obrigada. Pelo apartamento, eu digo. E, sim, esse filme é um dos meus preferidos do Woody e você está frente a frente a uma aficionada pelos trabalhos dele. Bem, Edward, sobre o que você gostaria de conversar comigo, afinal? De antemão, já deixo claro que eu não continuo magoada por você ter me traído com alguma líder de torcida gostosa enquanto namorávamos no colegial, ok? Assim, pode ficar tranqüilo que o seu pedido de desculpas já foi aceito, se este for o caso.

- O que? Eu não traí você com uma líder de torcida enquanto namorávamos!

- Oh, não? Bem, desculpe-me... É que eu não consegui me lembrar de qual foi o motivo para o fim do nosso namoro, então, pensei que talvez houvesse alguma traição e muitas lágrimas em nosso passado. Você está aqui para tentar consertar erros do passado e começar o Ano Novo bem, certo? Porque eu estou supondo que se trata de algo assim.

- Não exatamente, Isabella.

- Eu... Hmmm... Não gosto muito que me chamem de Isabella, sabe? Prefiro Bella.

Ele bate na testa com uma das mãos e arregala os olhos de uma maneira muito sexy. Esse terno Armani que ele está usando, definitivamente, faz com que ele fique deliciosamente atraente.

- Bella! É claro. Bem, Bella, eu não estou aqui para pedir desculpas ou algo do gênero. – Ele bagunça os cabelos e, depois, coça a nuca. Está visivelmente nervoso. – Eu precisava ver você por que... É um tanto complicado dizer, mas eu...

- Você quer uma dose de Whisky?

- Sim, claro. Obrigado. – Ele suspira aliviado.

E, mais uma vez, a noite foi salva por Bella Swan! Ele está nervoso demais, o pobrezinho. Preciso acalmá-lo para que ele me diga o que faz aqui depois de 10 longos anos. Ele nem sequer foi o meu namorado mais importante! Será que eu fui a namorada mais importante dele e por isso ele me procurou hoje, para declarar o seu amor eterno por mim? Humpf! É óbvio que não.

É mais provável que ele esteja precisando de um empréstimo. Essa seria uma explicação pra ele surgir assim, do nada, parecendo o homem mais gostoso de NY neste terno bem cortado. Ele está aqui para me seduzir e conseguir dinheiro!

Definitivamente, não. Meu Deus, o relógio dele é um Audemars Piguet! Deve ter custado mais caro do que o meu carro. O Tom Cruise usa um desses!

Não consigo pensar em mais motivos para que ele esteja aqui.

Volto da cozinha com um copo em mãos, vou até o mini-bar e pego a garrafa de Whisky. Entrego o copo a Edward e sirvo-lhe uma dose. Coloco um pouco mais em minha caneca, que está sobre a mesinha do telefone, ao lado do sofá, antes de depositar a garrafa sobre a mesa de centro.

Sento-me ao lado de Edward e tomo um gole daquela bebida áurea.

Quando olho para ele, percebo que o mesmo está prendendo o riso.

Ele não é muito eficiente nesse intento e quando ele ri, olhando para as minhas mãos, percebo que é por que eu estou bebendo Whisky em uma caneca de plástico verde fluorescente.

- Eu estou na minha casa, com licença! Ele ri mais um pouco.

- Você é incrível, sabia? Uau!

Mesmo que um pouco fora de contexto, as palvras dele são ditas com sinceridade e dão uma inflada no meu ego. Decido, assim, que mesmo usando aquela camisola horrível e aquele robe de seda puído – e, provavelmente, estando descabelada – eu serei sedutora com Edward Cullen.

- E então, Sr. Cullen, o que é que você faz da vida?

- Eu sou vice-presidente da Frank Russel Company. E controlo a Russel Investments. Pela sua expressão, imagino que você conheça a empresa.

- É claro que sim! Eu trabalho em Wall Street, afinal.

A Russel Investments tem escritórios em todo o mundo, mas a sede é em Seatle. O mercado financeiro atual está, praticamente, sob a hegemonia da Russel, que desenvolve planos de investimento e também atua com serviços relacionados a corretores, seguradoras e consultores de investimento. É uma grande companhia, definitivamente.

- Wall Street? O que você faz?

- Sou consultora financeira. Que grande coincidência, não? – Penso melhor. – Ah, não, você está aqui a negócios, não é? Mas era tão necessário assim que você viesse no dia 31 de Dezembro, às 23h?

- Não, Bella. Quero dizer, não exatamente. Além disso, eu não esperava que você estivesse em casa. Apenas queria conferir o endereço, saber se era aqui que você morava mesmo, porque eu estive no seu antigo prédio, no Upper East Side. Eu disse ao porteiro que nós havíamos estudado juntos e ele, muito gentilmente, informou-me o endereço daqui. Quando eu cheguei, havia uma senhora muito simpática saindo e quando eu perguntei se você morava aqui, ela disse que acreditava que você estivesse em seu apartamento e permitiu que eu entrasse. Eu só toquei a campainha por que eu já estava aqui dentro, mas eu não esperava que você estivesse em casa. Aliás, você não deveria estar em alguma festa por aí neste exato momento, Srta. Swan?

- Humpf! Eu digo o mesmo a você Edward! Mas, no meu caso, foi uma decisão de última hora. Tenho andado muito cansada e faz tempo desde a última vez em que eu simplesmente parei e... Respirei. Além disso, tenho 27 anos. A perspectiva de aproveitar uma festa despretensiosamente deixou de ser tão aprazível quanto antes, entende? E beijar algum desconhecido no instante em que o Ano Novo começar também não é algo que me atraia tanto neste momento.

- Eu não sou um desconhecido, certo? – Ele deposita o copo vazio sobre a mesa de centro. E retira a minha caneca (ainda pela metade) de minha mão, dando o mesmo fim à mesma.

- Não.

Pelo rumo que a conversa tomou – ou melhor, pelo rumo que eu conferi à discussão – já era previsível o que aconteceria ali.

Ele me beijou intensamente e, no fim das contas, aquele beijo delicioso não pareceu desconhecido, mesmo. Por que os meus lábios reconheciam os lábios dele e, instintivamente, a minha língua também quis traçar os contornos daqueles lábios macios e hábeis – e ela também se sentiu em casa.

Quando ele sugou o meu lábio inferior – a força na medida certa – foi impossível conter um gemido. E o som que eu emiti deve ter sido muito sensual – ou sexual – por que, imediatamente, ele se inclinou sobre mim, prensando todo o meu corpo contra o sofá.

Eu estava muito concentrada em beijá-lo quando aquela vontade incontrolável de tê-lo nu junto a mim me assolou. Ele estava vestido demais. Nós estávamos vestidos demais.

Infiltrei minhas mãos em seu paletó, correndo-as por seu abdômen e por seu peitoral firmes antes de alcançar seus ombros e afastar a peça, removendo-a rapidamente. Ele se ergueu parcialmente, pressionando o seu baixo ventre contra o meu enquanto jogava o blazer em algum canto da sala, afrouxava a gravata, retirando-a a seguir. Enquanto ele fazia isso, empenhei-me em desabotoar a sua camisa social branca. Ele me ajudou, ao final, e aquele torso desnudo maravilhosamente esculpido se desvendou ali, pairando sobre mim, ao alcance dos meus olhos e mãos. E lábios, é claro.

Soergui-me até que minha boca pudesse entrar em contato com a sua pele exposta – uma pele pálida, homogênea e macia, recoberta por pêlos espessos e claros – e comecei a distribuir beijos molhados pela região. Edward já estava embrenhado no intento de deixar-me nua, também – e ele perceberia o quanto a sua tarefa iria ser mais fácil do que a minha -, desfazendo o laço do meu robe e aproveitando-se do fato de eu estar com o tronco afastado do sofá para retirar a peça. Quase pronto.

Ele solto um urro baixo e demorado enquanto eu beijava e aprisionada um de seus mamilos entre os dentes, e quando eu ia dar atenção ao outro, Edward me afastou, deitando-me novamente e permanecendo soerguido – a sua pélvis fazendo movimentos rítmicos contra a minha.

Pobre mamilo abandonado.

Percebi que ele estava impaciente para retirar aquela camisola horrível – que agora percebo, é quase transparente, por ser bem fina, permitindo que ele antevisse o contorno e a sombra dos meus seios de modo bem nítido. Ele não afasta a ereção das minhas partes de garota quando posiciona as mãos em ambos os lados da minha cintura e começa a puxar o tecido para cima – que mãos imensas são aquelas!

Como eu já havia previsto, ele arfa quando vê que aquela é a minha última peça de roupa. Ou talvez ele tenha arfado por que, agora, há apenas a sua calça e, provavelmente, a sua cueca entre nós – não há homens que usem calça social sem cueca, há? Eu espero que não, pois seria bem... Esquisito.

- Céus, Bella. Você me mata, assim.

Eu o puxo para um novo beijo – eu já disse o quanto os lábios dele são os melhores que eu já experimentei?

- Eu quero você. – Sussurro em seu ouvido, antes de morder o lóbulo de sua orelha. Parece que eu encontrei o seu X do tesouro (ou a zona mais erógena do seu corpo) por que ele treme contra mim como se houvesse uma corrente elétrica perpassando seu corpo, o atrito entre nossos sexos torna-se ainda mais intenso e, vorazmente, ele beija o meu seio direito.

Agora é a minha vez de tremer. Parabéns, Edward. Você acaba de achar o meu X do tesouro.

Fico realmente surpresa e até mesmo desconsertada quando olho para o seu rosto – os seus olhos presos em meus olhos, os seus lábios presos em minha pele sensível e rósea – e percebo que estou exacerbadamente próxima de alcançar o orgasmo. É quase tântrico, por favor!

Eu nunca senti algo assim na vida! É como se Edward pudesse ler a minha mente, por que ele dá um sorriso torto – ainda com o meu mamilo entre os lábios. Mas eu sei o que aquele sorriso representa: o meu rosto está ardendo demais para que eu não esteja parecendo um tomate neste instante. Ele não pode ler a minha mente, mas pode ler o meu corpo.

E o meu corpo está gritando a palavra orgasmo. Enquanto eu gemo Edward, demoradamente.

Não consigo entender como ele foi capaz de retirar a calça e os sapatos sem que eu percebesse, mas ele agora está usando apenas uma boxer branca – ele é supersticioso, vejam só! – quero dizer, ele estava usando até um segundo atrás, quando eu envolvi os seus quadris com minhas coxas e, depois, subi os joelhos o suficiente para prender as laterais da cueca dele com os dedões dos pés e fui esticando e afastando as pernas o suficiente para tirar aquela peça de seu corpo e ele se revelar para mim.

Gememos em uníssono quando os nossos sexos se encontram, livres de barreiras.

Estamos em sintonia quando nos tocamos, ao mesmo tempo.

Ele é tão belo, grande e quente lá embaixo quanto o é aqui em cima.

As mãos dele são, realmente, as melhores que meu corpo já sentiu. E as maiores, também. O que é aquilo? Uau.

- Oh, céus, Bella... – Ele geme em meu ouvido e eu torço internamente para que ele não diga algo como "você está tão molhada pra mim!" ou "você é tão apertada!", por que isso, com certeza, já está muito batido pra mim e, no fim das contas, excita-me tanto quanto quando dizem "vai chover amanhã". – Eu nunca estive tão excitado.

Oh, céus, Edward! Eu também não.

Quem é esse homem, afinal?

Uau!

Um deus do sexo, no mínimo!

Nossas mãos estão trabalhando no mesmo ritmo. Esse cara só pode ser uma fonte infinita de orgasmos, por que, céus!, eu estou próxima ao precipício mais um vez. Mas não vou lançar-me tão facilmente. Não se eu não tiver a companhia dele.

Aumento a velocidade dos meus movimentos e ele tira a sua mão de mim, segurando firmemente as minhas e afastando-as de seu corpo.

Solto um protesto, que fica preso na garganta, como um soluço, quando ele fricciona a ereção contra meu clitóris. Ele sabe exatamente o que está fazendo.

E não se trata de tortura chinesa ou Krav Magá. Trata-se do melhor sexo da minha vida.

- Hmmm... Bella. – Ele se posiciona na minha entrada e começa a entrar.

- Oh, Edward. – A minha voz sai arrastada demais e quase não a reconheço. É quando eu percebo que eu tão bem sei exatamente o que estamos fazendo. Ou melhor, o que estamos em vias de fazer.

- Camisinha! – Olho para ele horrorizada e a compreensão nubla seus olhos, também.

- Desculpe-me, Bella, eu não... – Ele não pode colocar a culpa apenas em si.

Começo a afastar-me para ir ao meu quarto, buscar a bendita camisinha. Espero profundamente que ele não saia do clima nesse meio tempo. Eu ficaria extremamente frustrada se isso acontecesse.

- Não, Bella... Não vá. – Ele diz em um muxoxo.

- Vou buscar uma camisinha, Edward. Você não sabe o quanto eu o quero neste momento, mas...

Quando vou me erguer, estamos ainda tão enroscados que ele acaba caindo sobre o tapete abaixo de nós.

Eu fico por cima.

- Não, Bella. Não é preciso. Eu tenho camisinhas na carteira.

Oh, é claro que você tem. Não sei por que, mas o pensamento de Edward tendo uma vida sexualmente ativa por aí – como a aparência dele e a sua posição profissional prevêem – não me agrada em absoluto.

Ele nos gira e começa a espalhar beijos por todo o meu pescoço, meus seios, minha barriga e, finalmente, meu sexo. Ele é contido, e isso me agrada – como se estivéssemos nos conhecendo ainda ou algo assim, como se fôssemos alcançar uma maior intimidade no futuro e, só então, ele se mostraria mais ousado.

Percebo que ele está dividindo a concentração entre beijos leves e cuidadosos em minhas partes de garota e alguma coisa que ele está fazendo com as mãos. Ah, sim. Ele apanhou a calça que estava ao nosso lado e retirou a carteira do bolso traseiro. Está pegando a camisinha.

Quando ele volta, traçando uma linha de beijos de meu sexo a minha boca, já está abrindo o invólucro e colocando a camisinha.

Estamos nos beijando profundamente quando ele me penetra.

O meu gemido é tão alto que mais parece um rugido.

Ele afasta os lábios e olha-me nos olhos, profundamente.

Começamos a mexer os quadris em sincronia, fazendo-os colidir deliciosa e ritmicamente.

Após alguns minutos, com pequenas alterações na velocidade da penetração, Edward desce uma das mãos – que estava em meu rosto – para a minha coxa, erguendo-a de modo a se acomodar melhor, indo mais fundo.

A outra mão continua em meu seio esquerdo, fazendo uma massagem com as pontas dos dedos. Sinto-me no Céu, dividida entre a sensação deliciosamente suave aqui em cima e a sensação intensa e profunda de poder, por tê-lo dentro de mim lá embaixo. Forte.

Começamos a acelerar.

Ele enterra o rosto na curva do meu pescoço e suga a pele como se a vida dele dependesse disso.

Começo a sentir aquela queimação agradável e, ao mesmo tempo, dolorosa em meu baixo ventre e sei que o meu segundo orgasmo da noite está próximo.

Edward começa a se contrair e tremer sobre – e dentro de – mim. Ele também está perto.

O clímax me acomete e, a seguir, Edward também o alcança. Ele se dilata tanto em meu interior que um orgasmo inesperado e ainda mais potente me acerta como um raio, logo quando ele se solta sobre mim.

Estou trêmula e satisfeita quando ele se ergue nos braços e beija-me longamente. Ele quer me mostrar que está tão pleno quanto eu, por que aquele beijo, sem dúvidas, não foi apenas um beijo.

Após alguns instantes, ele rolou para o lado – nossas pernas ainda entrelaçadas – e começou a fitar-me, deitando-se de lado e firmando o cotovelo no chão, dobrando o braço e apoiando a cabeça na mão.

Não sei há quanto tempo estamos assim, só olhando um para o outro, mas não deve ser muito, pois começamos a escutar pessoas gritando, de apartamentos vizinhos, a contagem regressiva.

Ele está comigo há apenas uma hora, mas é como se estivéssemos juntos há anos. Eu poderia supor que seja por que já fomos namorados, mas sei que não é. Isso foi há dez anos e eu não me recordo de quase nada do Edward daquela época.

- 5, 4, 3... – Edward me dá um selinho rápido.

- 2, 1! Quando nos afastamos, dizemos ao mesmo tempo:

- Feliz Ano Novo, Edward.

- Bella Swan, aceita se casar comigo?

A priori, eu não compreendo o que ele diz. Apenas me inclino e beijo-o. Depois de um tempo, ainda com os lábios colados eu entendo o que ele havia dito e começo a rir.

Ele só pode estar fazendo uma brincadeira comigo.

Quando interrompemos o beijo, ele me olha espantado.

- Isso é um sim? – Ele parece um pouco atônito quando faz a pergunta.

- Você está falando do pedido de casamento?

- É claro! Eu fiz o pedido e você me beijou. Isso quer dizer que você aceitou a proposta, certo?

Quando ele se manifesta tão confiante e sério, percebo que não se trata de uma brincadeira. E, céus, eu começo a pensar que talvez o melhor sexo da minha vida tenha sido com um homem louco.

- Edward, você não pode estar falando sério.

- É claro que estou, Bella. Estou pedindo-a em casamento.

- Nós não nos víamos há dez anos, Edward! Nem sequer nos conhecemos mais. O que eu sei sobre você, é o que você me disse antes que fizéssemos sexo! Eu nem mesmo me lembro qual foi o motivo do término de nosso namoro.

- Você disse que estava apaixonada por aquele seu melhor amigo, Timothy ou algo assim.

- Ah, na verdade era Tyler Crowley.

- Que seja. E quanto a não nos conhecermos, existe ato mais intimo do que o sexo? Se, sim, foram os beijos que partilhamos. Além disso, eu também sei que você não gosta de ser chamada pelo nome Isabella, por que esse era o nome da sua avó paterna cruel, por isso prefere que lhe chamem de Bella. Sei que você cora quando está envergonhada e, ainda mais, quando está excitada. Sei que você gosta do seu trabalho e é muito boa no que faz. Sei que é uma mulher responsável e inteligente, mas que também é simples e divertida. Além disso, sei que você se sentiu atraída por mim tanto quanto eu no instante em que nos vimos, esta noite. E que esse foi o melhor sexo da sua vida, por que também o foi para mim.

Uau.

Eu não me lembro de muitas coisas sobre o Edward Cullen que namorei no colégio, aos 17 anos. Recordo-me que ele era um dos camaradas mais bonitos da escola, estava no time de futebol americano, mas não era tipicamente popular: ele era bem calado, apesar de estar sempre acompanhado por garotas. Nós ficamos juntos por uns cinco ou seis meses e ele adorava me levar ao cinema. Ele era primo da Alice Brandon, uma das minhas melhores amigas da época, com a qual eu perdi contato após a formatura. Acho que ela estava morando em Lion, França, na última vez em que trocamos e-mails, há uns oito anos atrás. Acho também, que era Edward o meu ex-namorado de cabelos desgrenhados que sempre se esquecia de tirar as meias enquanto fazíamos sexo. Eu achava um pouco estranho, mas eu acabei me acostumando e até achando um pouco sexy com o passar do tempo.

Ele está esperando que eu fale alguma coisa quando lanço um olhar para os seus pés e eles estão sem meias. Ele segue o meu olhar e dá um riso.

- É, eu costumava me esquecer das meias. Mas não me culpe! Eu ficava nervoso demais na hora do sexo até que fiz 20 anos.

Nós rimos juntos.

- Por que você quer se casar comigo?

- Bella, eu espero sinceramente que você não pense que eu a seduzi deliberadamente, apenas para fazê-la concordar com a minha proposta, ok?

- Edward, eu o seduzi.

Nós rimos e eu me sinto impelida a beijá-lo de novo.

- Vamos à explicação, ok? Pra começar, o meu avô, o maior acionista da Russel, morreu há quatro meses.

- Sinto muito, Edward.

- Obrigado. – Ele suspirou como se procurasse as palavras que devia dizer. – Antony foi um grande homem de negócios. Ele me influenciou muito, motivou-me a seguir carreira como financista. Durante toda a vida ele foi muito consciencioso e angariou um patrimônio substancial. Mas quando completou 70 anos ele começou a querer aproveitar a vida. Eu o apoiei, é claro. Ele merecia uma aposentadoria tranqüila e diversão, depois de tantos anos dedicados exclusivamente ao trabalho. A minha avó morreu antes que eu nascesse, então, ele ficou muito tempo sozinho. Eu já imaginava que ele arranjaria uma companheira, mas confesso que me surpreendi quando, há três anos, ele se casou com Catherine, uma mulher de trinta e cinco anos. Eu não quis ser preconceituoso ou algo assim, por isso evitei pensar muito sobre o assunto até que eu conhecesse a moça. Fiz bem, no fim das contas, por que ela realmente o amava. Eles se conheciam há muitos anos, pois ela era garçonete em uma Café em frente ao antigo escritório do meu avô. Eles foram muito felizes, no pouco tempo que tiveram juntos.

Ele pára e retoma o fôlego.

- Meu avô tinha um testamento, é claro. Ele deixaria tudo o que tinha para Catherine, e previa, no documento, que o dinheiro – todo o dinheiro – deveria ser empregado em um investimento, que ele já deixara em trâmites de efetivação para possíveis eventualidades. Um investimento de alto risco que agora se mostra uma rua sem saída. Meu avô me deixou como beneficiário do testamento, caso alguma fatalidade acontecesse a Catherine, mas, curiosamente, ele manteve o mesmo plano de investimento como uma medida compulsória para a homologação testamental. Eu imaginei que ele houvesse feito isso para que a Catherine conseguisse gerir o dinheiro de forma adequada, mas não entendi quando soube que a medida se estendia a mim, que trabalho com a gestão de investimentos... Ainda não entendo. Os dois morreram em um acidente automobilístico na Espanha. Eu não me importaria em perder o dinheiro que, então, seria meu. Porém, quando o testamento foi lido, eu soube que todo o patrimônio do meu avô seria convertido neste investimento. Alguma falha do advogado que lavrou o documento. Até a casa em que meus pais moram e os prédios em que o meu avô mantinha orfanatos, um no centro de Seattle e outro aqui, em New York devem ser vendidos e, o valor arrecadado, investido. O mesmo se aplica às ações da Russel. Apenas o meu avô poderia anular o testamento, ou seja, ninguém mais pode fazê-lo. Assim, casar-me foi a solução encontrada. Eu e meus pais chegamos à conclusão que essa é a única saída, pois como o testamento prevê um plano de investimento de alto risco pré-elaborado e não o investimento em si, a minha condição de casado – com divisão total de bens – inviabiliza essa utilização do dinheiro, que deixa de ser apenas meu, apenas do herdeiro, e torna-se também patrimônio de minha esposa. Ou seja, essa cláusula absurda do testamento perde o valor oficial assim que eu tiver uma Certidão de Casamento.

- Ok, eu compreendo. E você quer dizer que quando pensou que precisava se casar com alguém, você pensou em mim?

Ele parece ficar um pouco constrangido antes de respirar fundo, desviar os olhos e responder.

- Na verdade, não. A minha primeira opção era a minha namorada, Sarah, mas ela é uma mulher bem sucedida demais e independente demais. Assim, quando a pedi em casamento ela simplesmente terminou o namoro.

Eu fico um pouco indignada com aquela confissão. Mas, tenho que ser franca: eu não tenho esse direito, certo?

- Aposto que ela estará casada em seis meses.

- Eu duvido muito. Ela é muito controladora... – Ele diz revirando os olhos.

- Então, depois que a sua ex-namorada recusou o seu pedido de casamento, você pensou: "ah, Isabella Swan pode aceitar"? É isso?

- Não exatamente.

- Como assim, "não exatamente", Edward? A resposta é sim ou não.

- Eu fiz uma lista. Com os nomes de minhas ex-namoradas.

- E eu estava entre elas, é claro.

- Sim. Por isso eu lhe procurei.

- Mas você deve ter se encontrado com outras de suas antigas namoradas antes de chegar até aqui, certo? Você não mora em New York.

- Você está certa.

Ele começa a ficar enrubescido e, ao mesmo tempo em que sinto o meu coração apertar por ele ser tão lindo e imprevisível e apaixonante, eu sinto o sangue correr aceleradamente em minhas veias, retumbando em minhas têmporas, em virtude de uma possibilidade.

- E você foi tão... Persistente com todas as anteriores? Fez sexo com todas elas a fim de convencê-las a se casarem com você?

- Não! – Ele se exaspera. - Eu serei sincero com você, Bella. Eu tenho sido sincero o tempo todo, acredite. – Ele diz, olhando diretamente em meus olhos e, por isso, sei que é verdade. - Você é a ex-namorada número 18 da minha lista. Listei-as em ordem cronológica: as mais recentes, primeiro, porque eu imaginava que assim fosse mais fácil. Alguma delas deveria aceitar! Contudo, no fim das contas, nove delas já estão casadas, uma está se divorciando, três estão namorando os "homens de suas vidas" segundo a opinião delas, uma está namorando uma garota e, é claro, outras três bateram a porta na minha cara, sem que eu pudesse falar uma palavra sequer. Além disso, eu tive sorte por não ter tido que viajar por todo o país. Você é a única das minhas ex-namoradas que não mora mais em Seattle.

- Compreendo. – Eu digo, seca. A possibilidade de Edward sair por aquela porta, indo atrás da mulher que é o número 19 da lista, é torturante demais.

Ele me olha intensamente e, por incrível que pareça, acho que é dor o que vislumbro em seus olhos.

Eu não sei muito bem o que se passa aqui, dentro de mim. Uma briga entre a racionalidade e a vontade de estar com Edward de novo, de novo e de novo, talvez. A questão é que eu estou cogitando aceitar essa proposta inesperada.

Não é uma proposta irrecusável, aliás.

Quando Jacob me pediu em casamento, alguns meses antes do fatídico encontro sob a escada, eu simplesmente disse não. Eu nem pensei muito no assunto. E eu estava com ele há pelo menos um ano, na época.

A última proposta irrecusável que eu recebi foi quando a minha vizinha que vende lingeries da Victoria's Secret disse que me venderia uma calcinha pela metade do preço se eu comprasse um lindo body de seda.

A proposta de Edward estava longe de ser irrecusável. Mas eu queria aceitar. Oh, como eu queria.

Ele trava o maxilar. Suspeito que ele esteja considerando o meu silêncio como uma negativa.

- Case-se comigo, Bella.

Ele parece tão inseguro quando diz essa frase, mesmo que pretendesse soar confiante, que é impossível conter o sorriso.

- Sim.

Os olhos dele se abrem totalmente, grandes como pratos.

Então, o sorriso torto nasce em seu rosto e ele se inclina para me beijar.

Após alguns instantes, quando nos afastamos em busca de ar, ele parece pensar por um momento.

- É importante que você saiba que vamos nos casar com divisão total de bens, ok? Metade da herança será sua.

- Oh, não! Eu não quero metade do seu dinheiro.

- E eu não quero me divorciar de você, Bella.

- Nós nem estamos casados ainda, Edward!

- Você entendeu o que eu disse, Bella! Eu não consigo explicar como, mas eu sei que tudo dará certo. E a herança fará parte do patrimônio da família.

Dessa vez, sou eu quem se aproxima e beija-o. De repente, uma pergunta surge em minha mente e interrompo o beijo subitamente.

- E se eu não aceitasse?

- Bem, vejamos... – Ele pega um papel dobrado que estava dentro do bolso externo do paletó que está jogado no chão, ao lado do sofá. – A penúltima da lista é Tanya Denali. – Ele aperta os olhos, faz uma careta e sorri, entregando-me a lista.

- Oh, não! Eu me lembro de odiar Tanya Denali no colégio!

- Então se case comigo. Pode parecer estranho que eu diga isso após dez anos e com tantos interesses escusos envolvidos, mas eu iria querer me casar com você mesmo que a situação fosse outra. E sabe por que, Bella Swan?

Enquanto ele diz isso, corro o olho pela lista:

Sarah Parker Odeia os homens. DESCONSIDERADA!

1 Brenda Sullivan Não gostava de sexo. PREFERE MULHERES.

2 Leah Clearwater Não era confiável. ODEIA-ME.

3 Lucy Clearwater Era confiável demais. CASADA (odeia-me).

4 Chloë Stephen Era loura. CASADA.

5 Tifany Smith Era baixa. ESTÁ NAMORANDO O "HOMEM DA VIDA DELA" (?)

6 Lindsay McHenry Não me lembro muito bem. ODEIA-ME.

7 Juliet Reed Era atriz. CASADA.

8 Betsy Lewis Era engraçada. ESTÁ MUITO FELIZ COM O NAMORADO.

9 July Johnson Não me lembro muito bem. CASADA.

10 Margo Morris Era modelo. ESTÁ NAMORANDO.

11 Milly Davis Era modelo (?). CASADA.

12 Carrie White Era muito insegura. ODEIA-ME.

13 Jennie Young Era morena. CASADA

14 Emily Wright Não me lembro muito bem. CASADA.

15 Joanni Adams Era ruiva. CASADA.

16 Tasha Baker Era líder de torcida. CASADA.

17 Lauren Mallory Ninfomaníaca. ESTÁ SE DIVORCIANDO (eu não conseguiria me apaixonar por ela).

18 Isabella Swan Eu poderia me apaixonar por ela (era amiga da Alice).

19 Tanya Denali Tinha uma voz horrível (tentar apenas se não houver outra maneira).

20 Jane Volturi Não me lembro nem da cor dos cabelos.

Eu ainda estou tentando absorver o que ele escreveu ao lado do meu nome, enquanto acompanho o que ele diz, quando Edward toca meu queixo com a mão e, suavemente, faz com que eu levante o rosto na direção do seu e olhe em seus olhos.

- Por que você é única. – A voz dele é rouca e profunda quando ele fala.

Depois, encosta sua testa à minha e sorri zombeteiro quando completa:

- E por que eu adoraria chamá-la de Sra. Cullen todas as noites, enquanto você estiver gemendo no meu ouvido.

- Meu Deus. Você pegou pesado, sabia? – Eu solto uma gargalhada.

Ele faz isso comigo. Faz-me ter uma certeza completa e esdrúxula de que este ano será incrível – e que os próximos também serão, desde que nós estejamos juntos.

- Pesado? Eu diria rígido e forte. – Ele disse enquanto infiltrava a poderosa ereção no interior do vértice de minhas coxas.

- Droga, Edward. – Eu gemo, mordendo o pescoço dele a seguir. – Vamos ao altar!

- Oh, não. Primeiro nós vamos para sua cama. – Ele se levanta, tendo-me atada à sua cintura com as pernas e ao seu pescoço com os braços. – Qual é a porta do seu quarto, Bella?