NOTA DA AUTORA:

Oi!

Essa é a primeira parte do bônus "7 Edward Cullen", com o POV do Edward... Espero que vocês apreciem e comentem, ok?

Boa leitura!


7 Edward Cullen

#Edward's POV#

- Não, mãe. Eu ainda não contei a ela e ela também não pode ser informada sobre o que acontecerá hoje à noite até que seja o momento, ok? A senhora sabe muito bem o que é uma surpresa, mãe. E é isso o que eu estou preparando para a Bella.

Nós já estamos conversando há pelo menos trinta minutos e, mesmo amando profundamente a minha mãe, Esme já está começando a me desconsertar e estressar com os seus constantes apontamentos sobre eu ter que ser extremamente prudente quando o assunto é Bella.

Não que minha mãe não goste de minha esposa. O inverso, na verdade. As duas se tornaram muito amigas nos últimos dois meses. O que, obviamente, tem me rendido constantes sermões maternos sobre "como tratar minha esposa como a uma rainha", sobre como um ato impensado de minha parte pode causar danos ao meu matrimônio e sobre como eu devo planejar cada passo em relação à Bella como se eu estivesse jogando uma difícil partida de xadrez, sempre priorizando o seu bem-estar e sempre pensando que os seus sentimentos estão em xeque.

Esme parece não perceber que os meus sentimentos também estão nesse mesmo tabuleiro.

Minha mãe costuma dizer que o mínimo que eu posso fazer é não magoar Bella, já que ela aceitou se casar comigo e ajudou tanto nossa família.

Assim, a questão de eu ainda não ter dito a Bella, em alto e bom som, que eu a amo é algo que parece atormentar minha mãe de uma forma inenarrável. Mas o fato de eu estar esperando o momento certo para dizer a Bella o que eu sinto por ela não significa que ela não saiba exatamente o que eu sinto por ela.

Eu tenho certeza de que ela sabe, na verdade.

E o que aconteceu na noite passada se mostrou uma prova elementar de que a minha cautela não é contraproducente: pelo contrário. Eu preciso ir com calma, neste momento, já que eu e Bella não estávamos imbuídos de calma no início de nosso casamento.

Nosso afoito casamento.

Pensar em Bella sempre me faz refletir sobre como uma vida pode dar um giro de 360° em um átimo, em um piscar de olhos.

E eu penso em Bella o tempo todo.

Felizmente, apenas pensar no tal giro não me deixa tonto. Ou eu viveria tendo vertigens por aí.

E é a donzela que desmaia quando encontra o seu valente cavaleiro andante, não é?

Quero dizer, não damas como a minha Bella.

Ela é do tipo que mata o dragão. E depois agarra o cara em apuros.

Foi o que ela fez comigo, afinal.


Há exatamente cinco meses eu acreditava estar perdido: precisava urgentemente de uma esposa, o trabalho e todos os problemas concernentes à Frank Russel Company estavam consumindo todas as minhas energias e, por mais que eu tentasse relaxar e espairecer, o meu humor estava péssimo havia um tempo longo demais.

E qual era a explicação para todos os males de minha existência?

Se eu fosse um tanto cínico, poderia afirmar que era a falta de sexo.

Fazia um mês que a minha última namorada, Sarah, havia terminado o namoro - pois achou inadmissível a minha proposta de casamento – e eu ainda não havia me prontificado a conseguir uma nova parceira sexual. Eu precisava conseguir uma esposa, oras! Isso era desmotivador demais para a minha libido.

Além disso, Sarah tinha algumas manias quando o assunto era sexo. Como jamais transar às quartas-feiras ou quando as variações percentuais diárias, na NASDAQ, das ações da Isilon Systems eram menores do que 0,5%. E digamos que a cotação da empresa de Sarah, na bolsa de valores, estava tendenciosamente negativa nos meses anteriores ao nosso término.

Assim, a frustração sexual precedente somada à abstinência prolongada posterior poderiam ser justificativas plausíveis para o meu mau-humor e minha desesperança em relação ao caos completo que havia se instalado em minha vida.

Mas esse não era o ponto.

A situação era um tanto mais complexa. E nada que não pudesse piorar um pouco mais.

Os meus problemas se agravaram de modo insustentável quando Emmet (o meu primo idiota e, injustamente, sexualmente ativo) chegou à sala da vice-presidência da Frank Russel Company (a minha sala), dizendo o quão selvagem e satisfatória a sua última noite havia sido.

Ele foi muito gráfico ao descrever a loura escultural que o havia... Agradado, na noite anterior. E, também, na exposição meticulosa de todas as maneiras sem pudores como a tal mulher o havia aprazido, é claro.

- Edward, meu chapa. – Ele disse, soltando um suspiro estranhamente nostálgico. – Aquela era a garota mais gostosa que eu já havia visto na vida! E, pense no monumento: aquelas pernas longas, aquelas coxas torneadas e aqueles seios colossais. Sério! Eu cogitei que, assim que ela voltasse para nos servir a entrada, eu não me conteria e a tomaria ali mesmo, sobre a mesa, na frente do tio Carl e de todos aqueles escrotos da Melbourne Investments. Aquilo seria o melhor dos pratos principais, sem dúvidas.

Mas o pior ainda estava por vir...

- Pobres australianos. Eles praticamente babavam todas as vezes em que ela se aproximava. E o melhor ainda estava por vir, meu caro. Em certa altura da noite, a loura deliciosamente sexy derramou molho branco sobre a minha calça... Foi aí que eu soube que ela seria minha. Porque ao tentar me limpar, a garota praticamente bateu uma pra mim, Edward! Isto por que nós ainda estávamos no restaurante! Aí, enquanto o seu pai tentava convencer aqueles idiotas a adiarem o prazo final da compra das ações, eu dei um jeito de procurá-la. O que posso dizer? Que mulher... Que mulher! Eu a provei dentro de uma daquelas câmaras frigoríficas. Uma experiência inédita pra mim, é claro. Mas surpreendentemente, eu nunca tinha sentido tanto calor na vida! Ela soube me recompensar, mesmo que de modo paliativo, se é que você me entende. Quando eu voltei, seu pai e os pobres babões da M.I. nem sequer haviam notado a minha ausência. Seu pai estava um pouco transtornado, mas eu não consegui me concentrar totalmente na discussão, porque eu e minha deusa havíamos marcado um encontro para depois do expediente dela e eu estava bastante ansioso, como era de se esperar. E, Edward... Foi uma das melhores experiências sexuais da minha vida. Ela simplesmente deixou que eu fizesse tudo. Tudo, meu caro. T-u-d-o. Quando foi a última vez que uma garota deu tudo a você?

Eu poderia ter socado o Emmet naquele momento, afinal, eu nem me lembrava direito da última vez em que eu havia feito sexo meia boca, quiçá sexo completo e selvagem! O idiota merecia uma surra, eu sabia. Contudo, uma parte da explanação chauvinista dele (e eu sei que não são muitos homens que se referem a outros homens usando esse termo, mas eu sou um cara sensível – ou, pelo menos, tento ser) havia prendido a minha atenção, tirando qualquer possibilidade de análise mais profunda sobre a tal loura escultural e a sua desenvoltura de estrela pornô: meu pai havia ficado transtornado.

Carlisle, o meu pai, é o homem mais calmo e centrado que eu conheço. Quando, há quatro anos, eu sofri um acidente automobilístico grave e quebrei a perna direita e algumas costelas, além de ter uma concussão leve, a minha mãe ficou previsivelmente desesperada. O meu pai, por sua vez, manteve a tranqüilidade e apenas me perguntou: "você prefere ficar no seu apartamento ou ir para nossa casa?". Além disso, quando soubemos da morte do meu avô e de Catherine, havia dois meses, meu pai foi quem se assegurou de todos os trâmites quanto aos velórios e às cremações. Eu o vi chorar é claro – e aquela foi a primeira vez – mas ele foi contido e sóbrio, seguindo os moldes de sua personalidade.

O Emmet, com a sua percepção e sensibilidade de um urso pardo com neuropatia idiopática sensorial obviamente não se ateria àquele detalhe; mas eu sim.

- E o prazo foi prorrogado, Emmet? – Eu, apreensivo, perguntei.

- Não, Edward. Como já prevíamos, os representantes da Melbourne continuam muito intransigentes. O prazo final para vender as ações da Russel e os imóveis do seu avô e então investir o capital na compra daquelas ações ainda é o mesmo. Fevereiro.

- Ações de uma companhia aérea australiana às portas da falência, você diz. E ações a um preço pateticamente exorbitante, é claro. – Eu disse, exasperado.

O que eu temia estava prestes a ser consumado: o testamento de meu avô seria homologado em poucos meses e, então, aquela cláusula absurda, que impunha a conversão de todo o patrimônio de meu avô em um investimento de alto risco planejado pela companhia financeira australiana Melbourne Investments, teria que ser efetivada.

O plano de investimento consistia na compra de 49% de todas as ações de uma companhia aérea em decadência – um negócio sem qualquer perspectiva favorável, mesmo a longo prazo.

Quatro anos antes, se os acionistas da Quantas (que já foi uma das mais importantes companhias aéreas da Oceania) houvessem concordado com a venda da corporação ao consórcio da Airline Partners Australia, talvez esse investimento se tornasse possível e rentável, um dia. Mas, na época, o consórcio, formado por empresas nacionais e internacionais que objetivavam arrematar a companhia, ofereceu $5,45 por ação e a oferta foi recusada pelo conselho de acionistas da empresa.

A última cotação parcial tinha sido de $2,65 a ação. Mas, ainda assim, os acionistas exigiam $8,30 por ação! Ou seja, tratava-se de um investimento inexeqüível e, teoricamente, impraticável por uma empresa susceptível às regras básicas do mercado financeiro. Nada conseguiria me demover da idéia de que os diretores da Melbourne Investments e o advogado que havia lavrado o testamento de meu avô tinham agido de modo antiético, pois não havia explicação coerente pra que o meu avô aceitasse aquele plano de investimento tão arriscado e tão claramente fadado ao fracasso.

- Nós vamos perder a Russel a menos que consigamos revogar a homologação do testamento. – Eu concluí, repetindo, pela milionésima vez, aquilo que eu, Emmet, meu pai e todo o corpo administrativo da Frank Russel Company estávamos cansados de saber.

"Ou que eu consiga uma esposa em tempo hábil". Prorroguei o raciocínio, intimamente.

- Edward, você sabe que é bem mais fácil conseguir um casamento de conveniência, certo? – Emmet questionou, como se houvesse lido os meus pensamentos. - Basta dizer as três palavrinhas mágicas e qualquer mulher, excetuando-se a sua última ex-namorada, aceitará o seu pedido: comunhão de bens. Ou melhor, diga as quatro e não haverá hesitação: comunhão universal de bens.

- Deixe o seu deboche para outro momento, Emmet. Eu nem sequer tenho uma namorada, neste momento. Quanto mais uma possível esposa. Eu não vou me casar com qualquer uma. Você sabe disso.

- Eu havia me esquecido do quanto você é romântico, primo. Pena que a união civil gay no Estado de Washington ainda não tenha validade legal como casamento, né, meu chapa?

Naquele momento eu me encolhi de raiva e respirei fundo, desejando que Emmet sumisse no ar.

Eu estava prestes a estrangulá-lo.

- Edward, eu já revisei o testamento de seu avô mais vezes do que posso contar com os dedos de ambas as mãos. Não há furos. O documento foi muito bem elaborado e todas as cláusulas foram perfeitamente engendradas. Não há margens para revogar ou anular a sua legitimidade. A menos que você se case com comunhão total de bens, como os seus pais sabiamente propuseram.

- Mas eu não posso fazer nada em relação a isso, Emmet. Eu não posso encontrar uma desconhecida e simplesmente perguntar: "aceita se casar comigo?".

- Então, pode ir se acostumando com a idéia de perder o emprego, vender a casa dos seus pais e deixar aquelas pobres crianças órfãs sem um teto.

Emmet sabia que mencionar a perda da casa de meus pais e dos edifícios que sediavam orfanatos em Seattle e em New York era algo que me sensibilizava. E me deixava transtornado de um modo como meu pai jamais ficaria.

Eu havia tomado fôlego para contra-argumentar, mas me interrompi antes que Emmet o fizesse. No instante em que ele me olhou com olhos arregalados, eu supus que mais merda sairia de sua boca, como era corriqueiro.

- Você não quer se casar com uma desconhecida, mas você sempre namorou muito, Edward! E você conhecia as garotas com as quais namorava, é o esperado. Quem você namorou antes da Sarah?

- Brenda Sullivan. – Afirmei sem muita convicção.

- Ah, é claro. A socialite gostosa que, claramente, dava em cima da sua mãe. – Ele tinha que gargalhar daquilo, é claro. – Talvez você tenha que pensar na namorada anterior, também. Assim, você tem duas possibilidades.

Foi aquela palavra – possibilidades - o queme deu a grande idéia:

- Vou fazer uma lista. É isso! – A perspectiva de conseguir uma esposa, de repente, não me parecia mais tão assustadora ou impossível. Eu namorei muitas garotas desde o colegial, afinal. Alguma delas deveria ser bonita, inteligente, compatível e atraente o suficiente para se casar comigo. Alguma delas deveria me achar bonito, inteligente, compatível e atraente o suficiente para aceitar o meu pedido, também. – Você é genial, Emmet! Genial! Vou começar pelas mais recentes. Enumerar as minhas ex-namoradas em ordem cronológica.

E assim, após dois dias explorando os recônditos de minha memória, eu tinha em mãos uma lista com 20 nomes (desconsiderei a Sarah, obviamente).


1 Brenda Sullivan Não gostava de sexo.

Eu encontrei o endereço de Brenda no catálogo telefônico. Ela continuava a residir na mesma casa luxuosa em que residia na época em que namorávamos.

Recordando-me de nosso relacionamento, eu poderia concluir que o meu último ano (se eu também considerasse a ex-namorada número 0) havia sido regado a mulheres bonitas e frustração sexual.

Muita frustração sexual, aliás.

A namorada de Brenda foi quem abriu a porta para mim, naquela noite em que a visitei. As duas foram muito simpáticas, mas preferi não fazer a difícil proposta à Srta. Sullivan quando ela me perguntou como estava a minha mãe.

1 Brenda Sullivan Não gostava de sexo. PREFERE MULHERES.


2 Leah Clearwater - Não era confiável.

Consegui o telefone de Leah na lista telefônica, também, e preferi ligar a visitá-la pessoalmente, pois me lembrava de que nosso relacionamento havia deixado ressentimentos.

Não em mim, é claro.

No primeiro dia, ela desligou o telefone na minha cara tão logo eu me identifiquei como Edward Cullen.

No segundo dia, ela me atendeu em minha quarta tentativa e mandou eu "me foder".

No terceiro dia, ela me atendeu mais calmamente.

- Não sei por qual motivo você está insistindo tanto, seu bastardo, mas eu simplesmente odeio você e o fato de você ser tão gostoso não mudará isso, ok? – Ela disse, sem tomar fôlego ou dar pausas. - Não ligue mais. E não ouse tentar falar com a Lucy também, entendeu? Ela se casou com o babaca do Edmund e demorou muito tempo pra superar o que eu fiz, então, não volte das cinzas pra importuná-la. Nós odiamos você, otário.

E foi assim que eu cortei mais dois nomes de minha lista. As irmãs Lucy e Leah Clearwater.

2 Leah Clearwater Não era confiável. ODEIA-ME.

3 Lucy Clearwater Era confiável demais. CASADA (odeia-me).


4 Chloë Stephen - Era loura.

A próxima da lista era a altruísta Chloë. Ela havia sido a minha enfermeira enquanto estive internado no hospital, em virtude do acidente há quatro anos. Não me lembrava muito bem dela: apenas recordava-me de que ela era loura, sempre estava vestindo roupas brancas e era bastante paciente.

Não encontrei o nome dela no catálogo telefônico, assim, usei o Google para ver se conseguia alguma informação.

Na sua página em uma rede social, acabei descobrindo que ela estava casada e havia mudado a cor dos cabelos.

A (agora) Sra. Jones era morena.

4 Chloë Stephen Era loura. CASADA.


5 Tifany Smith Era baixa.

Também achei o perfil de Tifany em uma rede social.

O seu status de relacionamento era "namorando" e estava curiosamente acompanhado pela frase "o homem da minha vida".

5 Tifany Smith Era baixa. ESTÁ NAMORANDO O "HOMEM DA VIDA DELA" (?)


6 Lindsay McHenry Não me lembro muito bem.

Lindsay McHenry, a ex-namorada número 6, não tinha um perfil na internet, assim, regredi ao meu método primário de investigação: a lista telefônica.

Ela bateu a porta em meu nariz, quando eu fui vê-la.

Assim, concluí que Lindsay me odiava e também a cortei em minha lista.

6 Lindsay McHenry Não me lembro muito bem. ODEIA-ME.


7 Juliet Reed Era atriz.

8 Betsy Lewis Era engraçada.

9 July Johnson Não me lembro muito bem.

10 Margo Morris - Era modelo.

11 Milly Davis - Era modelo (?).

Da mesma maneira, liguei para Juliet Reed (que estava casada), Betsy Lewis (que me disse, entre gargalhadas, que estava muito feliz com o namorado atual até que se cansasse dele), July Johnson (que estava casada), Margo Morris (que estava namorando) e Milly Davis (que também estava casada).

7 Juliet Reed Era atriz. CASADA.

8 Betsy Lewis Era engraçada. ESTÁ MUITO FELIZ COM O NAMORADO.

9 July Johnson Não me lembro muito bem. CASADA.

10 Margo Morris Era modelo. ESTÁ NAMORANDO.

11 Milly Davis Era modelo (?). CASADA.


12 Carrie White - Era muito insegura.

Carrie, a ex-namorada número 12, trabalhava na barbearia em que eu ia ocasionalmente.

Eu não travava diálogos muito longos com ela desde a época da universidade, quando namoramos em umas férias de verão.

Ela se mostrou bem hostil quando eu quis prolongar o papo e, assim, eu optei por ir embora sem fazer a barba ou qualquer proposta que fosse, antes que ela decidisse bancar o Sweeney Todd e tentasse cortar a minha jugular com sua navalha.

12 Carrie White Era muito insegura. ODEIA-ME.


13 Jennie Young - Era morena.

14 Emily Wright - Não me lembro muito bem.

15 Joanni Adams - Era ruiva.

Jennie, Emily e Joanni foram minhas colegas na universidade, assim, consegui os seus e-mails em uma mala-direta dos ex-alunos da minha turma de Economia da Universidade de Washington.

As três foram muito cordiais em seus e-mails de resposta, dizendo-me que estavam bem e, curiosamente, todas elas concluíram suas mensagens com seus respectivos nomes, mas sobrenomes diferentes (não eram mais Young, Wright ou Adams).

Deste modo, não precisei questioná-las para me inteirar de que estavam casadas.

13 Jennie Young Era morena. CASADA

14 Emily Wright Não me lembro muito bem. CASADA.

15 Joanni Adams Era ruiva. CASADA.


16 Tasha Baker - Era líder de torcida.

A única coisa de que me recordava de Tasha era que ela foi líder de torcida no colegial.

Pesquisando através do Google, consegui o endereço de seu consultório de psiquiatria.

Fui vê-la e, após os cumprimentos iniciais de praxe, perguntei se ela estava casada (mesmo que não houvesse uma aliança em seu dedo anular, eu preferia me certificar). Dra. Baker disse que sim, completando, placidamente, que alguns homens também têm um relógio biológico que começa a apitar quando os "30" se aproximam.

É claro que ela estava errada.

16 Tasha Baker Era líder de torcida. CASADA.


17 Lauren Mallory - Ninfomaníaca.

Também não me recordava muito bem de Lauren, mas havia um traço em sua personalidade de que dificilmente eu me esqueceria: sua quase ninfomania.

Lembrava-me da empolgação dos primeiros dias de namoro e da exaustão em que eu me encontrava nos últimos. Nem os meus hormônios adolescentes em polvorosa resistiram ao meu relacionamento com aquela garota.

Encontrei seu endereço através do catálogo telefônico e, quando fui vê-la, ela passou os primeiros trinta minutos da visita se insinuando descaradamente e criticando o futuro ex-marido (os trâmites do divórcio estavam em andamento).

Ela claramente havia colocado implantes de silicone nos seios – belos seios – mas no momento em que ela começou a tirar a blusa, mesmo que eu não a houvesse encorajado de forma alguma antes disso, eu compreendi que jamais poderia me casar com ela. Eu escaparia antes de chegar ao altar.

Na verdade, foi justamente isso o que eu fiz: escapei.

Deixando-a seminua e indignada.

17 Lauren Mallory Ninfomaníaca. ESTÁ SE DIVORCIANDO (eu não conseguiria me apaixonar por ela).


Dessa forma, após mais de dois meses e meio de investigações, procuras e reencontros, eu havia localizado 17 de minhas ex-namoradas e não havia feito o pedido de casamento a nem sequer uma delas.

Já começava a desistir do trabalho hercúleo que estava sendo encontrar uma noiva que eu conhecesse – mesmo que remotamente - quando vi que a ex-namorada número 18 da lista era Isabella Swan.

Restavam-me, então, apenas três opções:

18 Isabella Swan - Eu poderia me apaixonar por ela (era amiga da Alice).

19 Tanya Denali - Tinha uma voz horrível (tentar apenas se não houver outra maneira).

20 Jane Volturi - Não me lembro nem da cor dos cabelos.

Eu me recordava bastante de Isabella, porque nós costumávamos assistir, alternadamente, a filmes do Humphrey Bogart e do Woody Allen em matinês de um antigo cinema no centro de Seattle, na época em que namorávamos.

É claro que não me lembrava de muitos detalhes, mas pelo que rememorava, ela era uma garota bonita, inteligente, compatível comigo e atraente.

Ou seja, eu poderia me apaixonar por ela um dia, caso nos casássemos.

Eu não poderia dizer a mesma coisa sobre nenhuma das outras ex-namoradas (principalmente sobre Lauren Mallory), assim, mesmo quando pesquisei na internet e no catálogo telefônico e não encontrei qualquer rastro de Isabella Swan, eu não desisti.

Foi no dia de Natal, quando liguei para Alice, minha prima que morava na França, que uma informação que eu havia deixado passar se revelou diante de meus olhos e eu finalmente consegui o paradeiro de Isabella: as duas haviam sido grandes amigas durante o colegial. Assim, perguntei a minha prima sobre Isabella e, então, soube que na última vez em que as duas conversaram (havia mais ou menos oito anos) a minha ex-namorada número 18 estava morando em New York e Alice inclusive me passou o seu endereço, no Upper East Side.

Eu fiquei realmente empolgado, mas apenas pude deixar Seattle e procurar Bella na véspera de Ano Novo, após passar o Natal com meus pais e encerrar algumas pendências da Russel – que já começava a sentir a iminência do impacto que as vendas das ações de meu avô poderiam causar.

O lar do Yankees não estava muito diferente desde a última vez em que eu havia estado lá: a agitação e a grandiosidade novaiorquinas continuavam as mesmas.

Isabella Swan não morava mais no Upper East Side, mas, felizmente, o porteiro do seu antigo prédio foi solícito ao me informar o novo endereço da Srta. Swan (estar ciente de antemão de que ela ainda estava solteira foi um alívio imenso).

E então, eu a reencontrei.

No momento em que a vi, eu soube que ela tinha que ser minha esposa.

Casamo-nos no dia 6 de janeiro, há pouco mais de dois meses.

Sem dúvidas, os últimos dois meses foram os mais felizes de minha vida – e não apenas por que eu tenho tido overdoses diárias do melhor sexo que eu poderia experimentar na vida ou por que a cláusula absurda do testamento de meu avô foi legalmente revogada, mas por que Bella é... Bella.

Cada dia ao lado dela é fabuloso.


- Você tem certeza, Edward? Bella não ficará chateada? – A voz de minha mãe soa através do telefone, fazendo com que minha atenção volte para nossa conversa.

O dia não havia começado muito bem – como um reflexo tangível dos problemas que surgiram na noite passada – e, tão logo aquela idéia brotou em minha mente, eu liguei para minha mãe.

- Chateada, mãe? Eu sinceramente acredito que a reação dela será positiva. Não se preocupe.

Eu precisava ter contado aquilo à Bella há alguns dias, mas eu realmente achava que a notícia era relevante demais para não ser dada em uma ocasião especial. E hoje fazemos dois meses de casados, então, eu posso considerar um jantar de reconciliação e pseudo-aniversário de casamento uma ocasião bastante especial.

- Dá última vez em que eu quis fazer uma surpresa pro seu pai, ele acabou no hospital, você sabe, Edward. – Minha mãe continua paranóica.

- A minha surpresa não envolve uma banheira de hidromassagem e espuma escorregadia, mãe. – Eu solto uma gargalhada entrecortada.

- Sim, mas envolve os sentimentos de Bella. Ela deveria ter participado da decisão, Edward.

Ela não pode sequer cogitar que nós dois tivemos uma discussão atípica ontem e eu acabei dormindo no sofá da sala. Se Esme sequer suspeitasse disso, ela provavelmente ligaria para Bella e obrigaria minha esposa a manter uma distância segura de mim até que eu a merecesse de volta.

Sem dúvidas, minha mãe é a melhor sogra do planeta.

- Mãe, eu sou seu filho, não sou? A Bella sabe o que eu sinto por ela. Ela sabe a força dos meus sentimentos e eu, mais do que ninguém, vou sempre prezar pelos sentimentos da mulher com quem eu me casei. Agora, será que a senhora poderia repetir os ingredientes e as quantidades, por favor?

- Edward, querido, eu sei. E eu amo você. Só prometa-me que você dirá as palavras mágicas à Bella hoje, sim? E que você não vai colocar alcaparras demais no salmão, também.

- Mamãe! – Suspiro, vencido. – Eu direi, sim. A senhora é uma estraga prazeres, ok? Eu ia levá-la a um lugar idílico, como Paris ou Veneza, para me declarar.

- Eu realmente não entendo a sua relutância, Edward. Diga a ela.

- Céus, mãe! A senhora repete incansavelmente o quanto eu tenho que ser cauteloso em relação à Bella. É o que eu estou fazendo, certo? Eu só não quero pressioná-la. Ou assustá-la.

- Três dentes de alho amassados. – Minha mãe diz, soando bastante contente.

O meu cérebro demora alguns segundos para contextualizar o que ela acabou de dizer. Quando eu me localizo, capturo uma caneta que estava ao lado do teclado do meu computador e começo a anotar.

- 3 dentes de alho (amassados)

- Certo, mãe. Anotado. Só um ponto, neste item: um dente de alho é aquele... Hmmm... – Busco a palavra em minha mente. – Aquele bulbo? Ou é um daqueles... Hmmm... Gomos que formam o bulbo? Eu nunca pensei sobre isso.

- O que você acha, Edward? Você mora sozinho há quase uma década, pelo amor de Deus! Você realmente quer cozinhar para a Bella? Eu já disse que, se você quiser, eu faço o jantar pra você.

- Eu já agradeci, mãe. Eu entendi todos os passos pra preparar a comida. Não será tão difícil. E, quanto a não saber identificar um dente de alho, saiba que eu sempre usei aqueles temperos prontos, que vêm num pote. Talvez eu possa usá-lo, não?

- Edward, aquele... Como você disse? Bulbo, por acaso, se parece com um dente? Não. Então, meu filho, não confunda uma "cabeça de alho" com um "dente", ok? Ou o seu peixe será fatal até para não-vampiros.

- Assistindo àqueles filmes de novo, mamãe? – É impossível não rir: minha mãe é uma verdadeira aficionada por filmes e livros sobre vampiros.

- Na verdade, no último filme sobre vampiros que eu assisti, eles não eram hipersensíveis ao alho. Mas vamos voltar aos ingredientes, sim? Dois quilos de salmão. Filé, ok?

- 3 Kg de filé de salmão

- Você não vai perguntar também o que é um filé, Edward?

- Deixa de gracinha, Dona Esme.

- Ok, querido. Vou falar tudo de uma vez, sim? Suco de um limão, um vidro de leite de coco, uma lata de molho de tomate, um daqueles copos de requeijão cremoso e as alcaparras. Sem exageros nas alcaparras, porque você conhece a esposa que tem.

- 1 limão (suco)

- 1 garrafinha de leite de coco

- 1 lata de molho de tomate

- 1 copo de requeijão cremoso

- 1 pote GRANDE de alcaparras

A lista daquilo que eu deveria comprar no supermercado, antes de ir para casa, assim, estava pronta.

- Tudo certo, Edward? Qualquer dúvida, enquanto estiver cozinhando, ligue-me.

- Sim, mãe. Obrigado por me ajudar, novamente. Beijos e até breve.

- Beijos, querido. E nada de encher o prato da Bella de alcaparras! – Pude escutar a sua última frase, enquanto afastava o telefone do ouvido, para desligá-lo.

Bella diz odiar alcaparras, apesar de não se incomodar com o gosto deixado por elas em alguns pratos, desde que ela não as veja.

Eu amo alcaparras.

Na última vez em que nós fomos almoçar na casa de meus pais – todos já sabiam da parcial aversão de Bella ao condimento –, eu peguei o grande pote de alcaparras de minha mãe e comecei a devorá-las, uma após a outra. Enquanto isso, minha esposa ficou fazendo caretas e repetindo irritantemente que não me beijaria enquanto a minha boca estivesse com gosto de "condimento mutante". Eu a persegui e beijei-a mesmo assim, é claro.


NOTAS FINAIS:

E aí? O que achou?

A próxima parte desse capítulo bônus já está pronta... Postarei em breve!

Aguardo o seu review, ok?

Até mais,

Milla Maia