NOTA INICIAIS:

Oi, oi, oi!

Agradeço pelos reviews... E por aqueles que favoritaram e adicionaram a fiction aos seus alertas...!

=)

Esta aqui é a segunda parte do Bônus 1. A terceira e última parte virá em breve!

Ainda haverão mais dois capítulos bônus (além de 7 Edward Cullen).

Espero que vocês apreciem... E comentem!

!Boa leitura!


#Bella's POV#

Há exatos dois meses e seis dias - no último dia do ano passado - Edward Cullen retornou a minha vida – com um sorriso sedutor, bons argumentos e uma proposta muito recusável.

A questão é que, mesmo se tratando de um pedido audacioso e questionável, eu não recusei a tal proposta.

O meu pai não poderia categorizá-la como indecente, já que Edward não havia solicitado que eu me tornasse uma das mulheres de seu Harém ou algo do gênero e, principalmente, já que a situação culminava com o Sr. Cullen colocando uma aliança dourada em meu anelar esquerdo – ou seja, era uma proposta totalmente decente (mesmo que existissem alguns interesses escusos envolvidos na trama toda).

A minha mãe não poderia categorizá-la como descabida, já que, segundo Renée, eu estava na idade adequada para me casar (e ter filhos, mas isso ainda não entrava em meus planos).

E, o mais importante: eu não poderia simplesmente categorizá-la como irremediavelmente recusável, pois Edward me envolveu de tal forma com sua imprevisibilidade, sua candura sexy e seus cabelos desgrenhados que eu não poderia fazer outra coisa a não ser me apaixonar imediatamente por ele e desejá-lo ardentemente (o que poderia soar deveras piegas e bobamente romântico, mas que, inevitavelmente, era algo verdadeiro e incontrolável).

Quando ele ressurgiu (e eu nem poderia usar aquela expressão corrente, "ressurgiu das cinzas", já que, depois de 10 longos anos desde o término, os rastros de um ex-namorado da adolescência, normalmente, nem existem mais na memória da maioria), quando ele me beijou, quando ele me fez sorrir e entregar-me tão plenamente durante o sexo, Edward Cullen me encurralou.

Era como se houvesse uma bifurcação no caminho que se apresentava a minha frente, diante de meus olhos: eu poderia continuar a minha vida atribulada em Wall Street, trabalhando incansavelmente por quase 60h semanais e obtendo todo o sucesso profissional do mundo – sem arrependimentos ou cheia deles – ou eu poderia aceitar o pedido de casamento inesperado, ajudar Edward a retirar da zona de risco o patrimônio dos Cullen que estava ameaçado pelo tal plano de investimento estipulado pelo testamento de seu avô e, de quebra, ter o melhor sexo da minha vida sete dias por semana (incluindo feriados e datas comemorativas) – sem arrependimentos ou cheia deles.

Obviamente eu não poderia continuar vivendo monótona e tranquilamente depois que o meu – então – futuro maridão bateu a minha porta, não é? Ele me arrancou do lugar comum, da minha zona de conforto e de tediosa estabilidade. Ele fez com que eu percebesse que alguma coisa estava faltando em minha vida. Na verdade, "alguma coisa", não.

Alguém.

Edward Cullen.

Naquela manhã seguinte - dia primeiro de janeiro, a manhã posterior ao nosso interlúdio de Réveillon -, eu já imaginava que Edward não agiria como a maioria dos homens costumava agir após uma noite de sexo desenfreado (afinal, ele não poderia se levantar e sair furtivamente do meu apartamento, fugindo de qualquer compromisso - como os representantes do sexo masculino geralmente o fazem -, ou ele perderia a noiva – eu – e todo o seu "patrimônio nobiliárquico"). Ainda assim, eu me surpreendi bastante quando acordei recebendo beijos nas bochechas e carícias nos joelhos.

Nós havíamos agido com espontaneidade na noite anterior e durante toda a madrugada, mas ainda era como se fôssemos antigos "colegas de vida" que passaram muito tempo afastados e ainda não tinham todas as informações pessoais um do outro. Eu me sentia naturalmente confortável ao seu lado, mas não esperava que ele me tratasse com tamanho esmero, com tamanho carinho e, surpreendentemente, com tamanha familiaridade. Parecia um pouco surreal, apesar de já ter percebido que nós tínhamos muito em comum, ser acordada da maneira mais agradável do mundo por um camarada que havia sido meu namorado havia 10 longos – longos, longos, longos – anos e que, naquele momento, era o meu noivo. Eu não me lembrava da última vez em que havia sido despertada com carícias nos joelhos (os dedos pressionando a minha pele na medida certa, com suavidade e em movimentos prolongados), mas, aparentemente, Edward se lembrava de tudo em mim. Ele rememorava de tantos detalhes no que concernia a mim e às formas de me agradar que, naquele momento, tudo o que eu queria era capitular tudo o que eu pudesse extrair dos meus velhos "arquivos cerebrais" guardados naquela gaveta que havia sido esquecida até a noite anterior e que tinha aquele delicioso nome gravado a sua frente, identificando-a: "EDWARD CULLEN". Eu queria retirar todas as teias de aranha e toda a poeira de minhas lembranças que envolviam aquele homem fantástico que estava ao meu lado, em minha cama. E, sobretudo, eu queria encher uma centena de novas gavetas com tudo o que fosse possível descobrir sobre Edward. Eu almejava conhecê-lo, reconhecê-lo e, então, começar tudo de novo. Outra vez e outra.

Eu tinha certeza de que não me arrependeria, pois Edward era tudo de que eu precisava. E eu o queria intensamente.

Depois que nós cuidamos de nossa higiene matinal (eu tinha escovas extras no meu banheiro e, enquanto escovávamos os dentes, olhávamo-nos divertidamente através do grande espelho sobre a minha pia), eu preparei panquecas e Edward fez o café ("um café ralo e amargo", eu salientei, o que provocou uma careta nele e fez-me rir e abraçá-lo).

Enquanto tomávamos o desjejum, ele me convidou para trabalhar no setor de consultoria financeira da matriz da Russel, em Seattle. Explicou-me que a companhia começava a sofrer os impactos da possível mudança administrativa, mas completou que tudo se resolveria rapidamente, já que eu seria a sua Sra. Cullen.

Eu hesitei, é claro – fazia três anos que eu trabalhava na mesma empresa, e havia recebido a minha segunda promoção no ano anterior -, mas aí eu pensei: "Vamos nos casar! Não posso morar no extremo leste do país enquanto ele mora no extremo oeste. Principalmente porque depois de ontem, o nosso casamento pode ser um arranjo conveniente para ele, mas a minha vida sexual nunca mais será a mesma!"

Naquele momento, eu tentava me convencer de que a incrível afeição que já havia nascido entre nós (ou renascido, eu não saberia precisar ao certo) era fruto de nossa harmonia sexual – exclusivamente. Mas também estava nitidamente presente o fato de eu me sentir esdruxulamente plena e esquisitamente feliz ao lado de Edward, assim, eu sabia que não poderia me aferrar à tábua de salvação representada pelo elemento "sexo", por muito tempo.

Alguém acredita em "amor à primeira vista" hoje em dia? Pois é, isso não se aplica a minha relação com Edward. Eu já havia o visto antes, eu já havia o namorado antes, eu já havia o dispensado antes. O ponto-chave da coisa toda era que eu queria continuar vendo-o todos os dias, eu queria estar ao seu lado enquanto eu pudesse, eu queria ser a sua namorada e a sua esposa (o que me deixava apavorada e estupidamente contente, ao mesmo tempo) e, sobretudo, eu não queria me afastar dele nunca mais.

Tudo parecia tão definitivo e, simultaneamente, ilógico, que não restava muito espaço mental para refletir de modo racional sobre como o nosso casamento seria precipitado e blábláblá.

Por isso, enquanto Edward beijava todo o meu corpo com lábios afoitos, fitando-me com olhos admirados, eu concordei em ingressar na Russel Company.

Ele me contou que haviam tentado renegociar a data estabelecida para o início da efetivação do investimento inexeqüível previsto pelo testamento do seu avô, mas não haviam obtido êxito. Então, precisávamos nos casar o quanto antes e, por isso, nós embarcamos rumo a Seattle no dia 2 de janeiro, pela manhã. Eu ainda tinha uma semana de folga pela frente e só teria que retornar a NY quando o meu - sempre escasso - período de férias expirasse, para que eu assinasse a papelada da minha demissão (sem que fosse necessário solicitar ou cumprir o aviso prévio).

Edward já havia verificado os prazos para a liberação de uma licença de casamento no Condado de King (já que nos casaríamos em Seattle, mesmo) e, se a requerêssemos naquele mesmo dia, poderíamos nos casar na sexta-feira seguinte, dia 6 de janeiro, já que a permissão deveria ser solicitada com o mínimo de três dias de antecedência.

No aeroporto, eu liguei para Renée e contei-lhe a novidade. Ela gritou, entusiasmada, e disse que pegaria o próximo vôo de Kansas City para New York. Eu lhe expliquei que o casamento seria em Seattle e enfatizei que "o nome do noivo era Edward, não Woody". Eu esperava que ela demonstrasse um pouco de desconfiança e surpresa – além da satisfação inegável, é claro -, mas ela apenas exclamou que "já não era sem tempo!", fazendo-me revirar os olhos. Edward riu ao meu lado durante toda a ligação.

Eu não liguei para Charlie naquele momento, pois somente pretendia avisá-lo sobre meu matrimônio quando eu já não fosse mais uma mulher solteira. Eu duvidava que ele se entusiasmasse tanto quanto Renée e prontificasse-se a tomar o primeiro vôo Quebec-Washington. Ele dificilmente saía do Canadá, desde que havia se mudado pra lá havia onze anos – e, se o fizesse, eu temia que ele convencesse o Edward de que se casar comigo não era a melhor opção -. Meu pai sempre teve o irritante hábito de me subestimar – todo o tempo.

Quando os filhos de Elizabeth, a prima canadense de Charlie, visitavam-nos em Seattle, durante as férias de Verão, quando eu era apenas uma garotinha que usava tranças nos cabelos e ainda tinha alguns "dentes de leite" na boca, meu pai estava sempre falando alguma coisa como: "você deveria trabalhar a sua dicção ao dizer o "R", Isabella", "observe a maneira como o seu primo Thomas pronuncia essa palavra!" ou "mastigue com mais calma e precisão, como sua prima Eliza". Era maçante e frustrante. Mas não tão ruim quanto as temporadas passadas, durante o feriado de Natal, na casa da mãe de Charlie, vovó Isabella Swan, em Quebec.

Ela era uma megera sádica e cruel e, enquanto Renée (que ainda era esposa de Charlie) não estava por perto, aproveitava-se de qualquer situação para obrigar-me a servi-la como uma gata borralheira ou, simplesmente, para dizer-me o quanto os meus dentes eram estranhos e o quanto eu não me parecia em nada com o seu adorado e perfeito filho – meu pai.

Eu me senti incomensuravelmente aliviada, aos 11 anos, quando, após o divórcio dos meus pais, o primeiro Natal chegou e Renée perguntou se eu preferia passar o feriado em Seattle, com ela, ou ir para o Canadá, com Charlie. É claro que eu nunca mais vi a atroz vovó Isabella Swan na vida, não é? Mesmo durante a minha adolescência, quando meu pai finalmente se mudou de vez para Quebec, eu optei por jamais colocar as solas dos meus All Stars em solo canadense outra vez.

Pois bem! Ainda no avião, a caminho de Seattle, eu fui invadida por uma onda de nostalgia. Edward e eu conversávamos como se aqueles 10 anos em que estivemos afastados um do outro não existissem. Ele me conhecia (isto estava nítido) e, entre uma pequena lembrança e outra, eu fui me recordando dele e de nosso antigo namoro; eu fui conhecendo-o de novo e encantando-me progressivamente. Eu me sentia confortável e em casa ao seu lado.

O vôo durou 5h40min e nós não paramos de falar por um segundo sequer. A memória de Edward era bem melhor do que a minha, eu tive que admitir, quando ele rememorou o quão desastroso foi o nosso primeiro encontro, mencionando detalhes como o pneu furado enquanto íamos para o restaurante e a sua camisa suja de graxa.

Eu acabei me lembrando de várias situações, também. Como a nossa primeira vez macabra no banco traseiro do volvo de Carlisle (o pai de Edward) quando os nossos movimentos exagerados acabaram rasgando e arrancando parte do estofado. Nós ficamos desesperados e pensamos em uma explicação absurda (mas que, na época, achamos que era super convincente): dissemos ao Sr. Cullen que havíamos dado carona a um mendigo doente e que, infelizmente, o estofamento do banco havia se estragado quando um dos sapatos do homem ficou preso na borda do assento. Carlisle ficou muito bravo, disse que nós havíamos sido irresponsáveis por levarmos o homem desconhecido para onde quer que fosse e, a seguir, comentou que o pacote de camisinhas de Edward ainda estava no chão do carro. Eu quase morri de vergonha, mas Carlisle riu e disse que estava tudo bem, enquanto meu - então - namorado envolvia meus ombros com um dos braços e olhava para os próprios sapatos, constrangido.

Também me recordei de uma das vezes em que fomos ao Lunchbox Laboratory, a lanchonete mais badalada em nossos tempos de "juventude transviada", e eu acabei me engasgando com o milkshake de chocolate. Um acontecimento realmente memorável...

Mas foi quando a comissária de bordo se aproximou, com um sorriso grande e insinuante demais na direção de Edward, que a verdadeira discussão – que se prolongaria pelas três horas restantes da viagem – começou.

Eu me senti estranhamente afrontada e incomodada com a atitude daquela mulher ruiva e voluptuosa. Ela usava um uniforme azul marinho horrível; contudo, de repente, aquele chapeuzinho e aquele colete apertado pareciam, pra mim, uma fantasia de Sexy Shop. Ela parecia uma atriz pornô - saída de um filme trash sobre fetiches com aeromoças – com o único intuito de seduzir Edward muito vulgarmente.

Ele foi educado, ao recusar os serviços dela, e, como ela nem sequer havia me oferecido uma água, um salgadinho (ou uma "rapidinha" no banheiro do avião, como ela provavelmente ofereceria a Edward se eu não estivesse ao seu lado, segurando possessivamente a sua mão), eu não me incomodei em ser gentil. Apenas entrecerrei meus olhos em sua direção e dei um sorriso vitorioso - enquanto observava-a se afastar - antes de começar a brincar com o belo espécime masculino ao meu lado, enquanto massageava a sua nuca e puxava alguns fios de seu cabelo que estavam ao alcance de meus dedos.

Naquele momento, eu queria que toda a atenção de Edward continuasse concentrada em mim, por isso, quando aquele pensamento cruzou minha mente, eu não pensei antes de externá-lo:

- Se eu tivesse uma lista... – Eu lhe disse. – Qual seria o seu número, hãn!

Ele riu, antes de propor que eu fizesse uma lista mental ali, então.

O meu último namorado havia sido Mike Newton, um ex-colega de trabalho.

Edward me perguntou qual seria a característica a ser destacada, eu disse "era louro" e ele sorriu, quando eu fiz um gesto de desdém com os ombros.

O meu penúltimo namorado havia sido o famigerado Jacob Black.

Edward arregalou os olhos – provavelmente por conhecer o Black de algum lugar por aí - e disse-me que, sem dúvidas, deveria haver um "arrogante" na frente do nome número 2 da minha lista.

Eu concordei, é claro.

Antes disso, havia quatro anos, eu tinha namorado Stuart Lowel. A característica mais relevante? Ele jogava hóquei no New York Rangers.

O número 4 da lista era Patrick Button, um dançarino da Broadway. "Excêntrico" e "metrossexual" eram palavras que o descreviam muito bem.

O número 5 era James Whitmore, e a sua característica marcante era que ele tinha cabelos longos e um senso de moda terrível (mas eu estava na universidade, então, passava por uma dolorosa "fase alternativa").

O número 6 era Tyler Crowley que, por grande parte da minha adolescência havia sido o meu melhor amigo e que (infelizmente, eu descobri tarde demais para recuar) tinha um hálito terrível. Além disso, ele havia me traído com uma líder de torcida gostosa. Que grande amigo, Tyler se mostrou no fim das contas, não é!

E, finalmente, Edward Cullen, o Número 7.

Ele gargalhou, quando eu disse que teria que colocar ao lado do seu nome que "ele costumava se esquecer de tirar as meias quando fazíamos sexo". Eu não disse, também, que eu teria que mencionar que ele tinha os olhos mais lindos que eu jamais vi. Seria piegas demais para que eu tivesse coragem de expressar verbalmente. Mas eu pensei nisso, é claro.

Depois, Edward perguntou quem era o Número 8 da minha lista. Eu disse que eu poderia me lembrar de três ou quatro namorados anteriores a ele, mas quem realmente importava estava ali, ao meu lado. Eu iria me casar com o Número 7, não era?

Edward achou graça e beijou-me, antes de dizer que me chamaria de Número 18 até que pudesse, finalmente, chamar-me de Sra. Cullen, na sexta-feira.

Ao nos aproximarmos de Washington, já muito longe de NY, eu não fiquei muito preocupada sobre como seria conhecer a família do Edward. É claro que devido ao extenso histórico de sogras que me odiavam, eu deveria estar receosa. Mas não estava.

A Sra. Newton havia me dito, quando nos conhecemos em um jantar na casa de Mike, que eu "castrava o seu precioso filho com a minha atitude exageradamente independente". Nós nos conhecíamos a menos de 10 minutos e eu realmente fiquei assustada com aquela análise psicológica tão contundente. Mas Mike tinha um pequeno probleminha de ejaculação precoce, então, eu pensei que a "mamãe ganso" apenas estava defendendo a sua cria e tentei ser simpática pelo resto da noite. O Newton me contou que estava se mudando com a mãe para a Califórnia na semana seguinte e eu não poderia estar mais feliz por ele: uma californiana bronzeada jamais o "castraria", não é?

A Sra. Black me odiou desde o primeiro momento, já que não tinha problemas com incestos e considerava que a união de Jacob e sua prima Lola seria a melhor coisa do mundo. Mas o Black estava determinado a não se render aos apelos da mãe e, assim, apresentava-me como o seu troféu em todas as oportunidades possíveis. Foi bem irônico descobrir que, no fim das contas, ele mantinha um "relacionamento debaixo dos panos" com a priminha fútil dos Hamptons.

A Sra. Lowel era uma mulher tendenciosamente hippie, que acreditava que o fato de eu trabalhar no maior centro do mercado financeiro dos Estados Unidos significava que eu tinha um pacto de sangue com as forças malignas que acabariam por destruir o equilíbrio mundial e deflagraria a Terceira Guerra Mundial.

A Sra. Button era uma ex-atriz de pouco renome, que mantinha a altivez dos tempos em que desempenhava o seu trabalho e tinha muito refinamento. Ela pareceu me adorar no início de nosso primeiro encontro, mas, quando voltei do banheiro e entrei na sala de jantar sem me anunciar antecipadamente, escutei alguns de seus comentários sobre mim e percebi que estava redondamente enganada sobre a sua simpatia, quando ela se referiu a mim como "uma selvagem sobre saltos altos" e "uma garota com cabelos cor de mel horrivelmente mal tratados e sem nenhuma leveza nos gestos".

Eu não conheci a mãe de James Whitmore, mas poderia apostar que ela teria me odiado tão ferrenhamente quanto qualquer uma de minhas outras sogras se ela houvesse tido essa oportunidade.

A Sra. Crowley apenas disse, quando Tyler nos apresentou, que eu era realmente miúda. Aquela era a primeira vez em que eu ia à residência dos Crowley, já que durante a nossa longa amizade, o garoto era quem sempre estava em minha casa. Eu estava surpreendentemente feliz após aceitar o seu pedido de namoro (eu havia rompido com Edward, meu namorado anterior, justamente porque acreditava estar perdidamente enamorada pelo meu melhor amigo – algo típico demais quando se é uma adolescente, eu cheguei à conclusão pouco tempo depois) e achei engraçado quando ouvi aquela mulher alta e de compleição delicada se referir a mim daquela maneira pela primeira vez. Mas quando a noite acabou e ela já havia usado a palavra "miúda" e variações, como "miudinha" e "miudérrima", pelo menos 250 vezes, dizendo que eu deveria comer um pouco mais do seu purê de batatas ou do seu bife acebolado, tudo o que eu queria era sair correndo daquela casa e não comer mais nada até o café da manhã do dia seguinte – ou da semana seguinte, já que a mulher praticamente me obrigou a comer, comer e comer desesperadamente tudo o que a própria colocava em meu prato.

Eu não me lembrava muito bem de Esme Cullen, já que havíamos nos encontrado apenas duas ou três vezes enquanto o meu namoro com Edward durou. Mas, pelo que eu me rememorava, a Sra. Cullen tinha insistido que eu a chamasse apenas de "Esme" e havia me tratado com hospitalidade e gentileza. Nós havíamos conversado sobre coisas leves e simples, como a nossa paixão por Anne Rice e O Vampiro Lestat.

Quando pousamos em Seattle, Esme e Carlisle nos esperavam ao lado do portão de desembarque, acompanhados por um homem corpulento e sorridente. Pouco tempo depois, fui apresentada ao primo de Edward, Emmet McCarty, filho de Louise, irmã de Esme. Ele era o advogado responsável pelos contratos elementares firmados entre a Russel e as demais empresas de grande porte que contratavam seus serviços.

Os três demonstraram toda a empolgação do mundo ao me recepcionar e, quando estacionamos em frente ao grande prédio onde Edward vivia, no centro de Seattle (onde eu passaria a viver dali em diante), Emmet, em tom jocoso, perguntou a Carlisle se eu era a "garota que destruiu o estofado do seu antigo volvo". Eu arregalei os olhos e Edward engasgou, Carlisle riu e disse que, se não tivesse certeza sobre a minha identidade, as suspeitas teriam se confirmado naquele momento. Quando Esme mandou que o marido e o sobrinho parassem de me constranger e Edward abriu a porta do carro para que eu saísse, eu me senti um pouco menos envergonhada e despedi-me educadamente de todos eles.

Enquanto Edward carregava as nossas malas (apenas duas pequenas bagagens de mão pertencentes a cada um de nós, já que ele não pretendia passar muito tempo em NY e eu precisaria voltar à Big Apple na semana seguinte, para acertar as coisas no trabalho, solicitar que uma imobiliária alugasse o meu apartamento mobiliado e, então, despachar o resto das minhas coisas para o meu novo-antigo lar no Estado de Washington), nós entramos naquele pequeno e desconfortável elevador. Foi ódio à primeira vista, eu não poderia negar. Aquela geringonça de inox, apertada como uma diminuta caixa hermeticamente projetada para causar claustrofobia, não me apeteceu desde o primeiro instante e, quando Edward me olhou e perguntou se estava tudo bem, eu questionei se não poderíamos subir pelas escadas. Ele disse que morava no décimo primeiro andar, assim, eu só chegaria ao seu apartamento na manhã seguinte e ele morreria de exaustão no meio do caminho. Eu ri e beijei-o antes que as portas de inox – depressivamente lentas e feias – se fechassem e o "elevador" começasse a subir.

Depois de deixarmos a bagagem no apartamento, fomos até o edifício que sediava o órgão administrativo do Condado de King, na Forth Avenue, no centro de Seattle. Foi impossível não gargalhar ao lado de Edward, depois que entramos em seu reluzente volvo azul petróleo, a caminho da solicitação de nossa licença de casamento.

Naquela mesma noite, depois de uma pizza de pepperoni, algumas cervejas e um pouco mais de sexo (dessa vez, sobre o tapete da sala do apartamento de Edward), eu perguntei se ele tinha notícias de sua prima, Alice.

Ele confidenciou que precisava agradecer imensamente à prima, pois ela o havia informado sobre onde eu morava, passando-lhe o meu antigo endereço no Upper East Side. Edward comentou, ainda, que Alice já não era mais a mesma garota extrovertida e preocupada com moda que havia sido durante o colegial, mencionando a última vez em que a vira, há três anos, em uma visita breve à mãe (irmã de Esme, que vivia no Wisconsin) e dizendo que ela tinha um "novo estilo desleixado" e, após concluir os estudos em Serviço Social, em uma universidade renomada em Lion, havia se engajado em uma ONG parisiense que trabalhava defendendo e lutando pela conquista de direito dos imigrantes africanos na França.

Eu me surpreendi e, simultaneamente, fui invadida por uma onda quilométrica de saudades da minha antiga, miúda (como diria a Sra. Crowley) e grande amiga, Alice Brandon.

Por isso, insisti para que ligássemos para ela, naquele momento. Se as minhas contas e os meus conhecimentos em geografia e fusos-horários não estivessem errados, deveria ser madrugada em Paris. Ainda assim, eu estava empolgada demais e decidi tentar falar com Allie, de todo modo.

Enquanto eu e Edward falávamos amenidades, comentando algumas coisas sobre o filme mais recente do Woody Allen, Midnight in Paris, o telefone do outro lado do Atlântico tocou algumas vezes antes de finalmente ser atendido.

- Vous pouver me menacer tout ce que vous voulez, miserérable. Mais je vais... – Alice disse, com voz arrastada, demonstrando que estava dormindo até que eu a chamasse.

- Bem, Alice, eu não estou ligando para ameaçar você. – Eu disse, pois havia entendido o que ela havia dito (alguns dos meus clientes em Wall Street insistiam em repudiar o inglês de todas as formas, assim, eu não hesitei em aprender o "idioma dos biquinhos" – que eu teimava em fazer, inclusive quando não eram necessários): "você pode me ameaçar o quanto quiser, miserável. Mas eu vou..."

Denunciá-lo à polícia? Matá-lo? Eu não fazia a mínima idéia, mas estava preocupada com a minha velha amiga.

- Bella? – Ela questionou visivelmente alarmada. – Céus! Há quanto tempo, mulher! O Edward, aquele meu primo com o qual você namorou durante o colegial, pediu-me o seu endereço no dia de Natal, acredita? Ele parecia desesperado para encontrar você... – Ela riu e então parou, abruptamente. – Você não teve um filho dele e escondeu a criança por esse tempo todo, não é?

- Claro que não, Allie! – Eu ri, imaginando-a franzindo o cenho ao pensar que eu e Edward estávamos envolvidos em uma trama digna de um daqueles romances água-com-açúcar que líamos quando éramos duas adolescentes cheias de hormônios e de fantasias pueris sobre encontrar o homem perfeito (um príncipe, um sheik, um cowboy ou um milionário que também fosse um príncipe, um sheik e um cowboy). – Eu queria falar com você... Faz oito anos, não é? Sinto saudades e...

- Oito, não. Quase oito! Como você está?

- Eu vou me casar com o Edward.

- Tem certeza que não tem um Edwardinho ao seu lado, neste momento? – Ela perguntou, em tom de brincadeira. Ela era exatamente a mesma garota de quem eu me lembrava.

- Oh! Sim, Allie, eu tenho certeza. Só há um Edward ao meu lado, neste momento, e ele está mandando-lhe um beijo e um "obrigado".

- Diga a ele que eu estou feliz por vocês, ok?

- Obrigada, Alice. – Eu respirei um pouco, antes de continuar. – Como você está?

- Bem. – Foi a sua resposta rápida e pouco convincente.

- Eu sei que nós não nos vemos há um tempo longo demais... E sei também que nós não temos conversado muito nos últimos tempos, mas eu fiquei preocupada com você, Alice...

- Não fique, Bella. Está tudo bem, certo?

- Você tem recebido ameaças telefônicas no meio da noite?

- Eu não acho que este seja o melhor momento para falar sobre isso, ok? – Ela disse, soando fria como um bloco de gelo.

- Ok, Allie. Você é quem sabe... Mas eu gostaria de convidá-la para o meu casamento. Eu gostaria que você fosse a minha madrinha.

- Nós não conversamos uma com a outra há oito anos, Bella. Eu não acho que eu estou apta a assumir esse papel e... – Naquele momento, ela soou como uma mulher desconhecida; e um arrepio, provocado por um mau presságio, percorreu minha espinha. – Onde será o casamento?

- Quase oito anos, Alice. – Eu falei calmamente, já sabendo que ela recusaria o meu convite. – E o casamento será em Seattle, na próxima sexta.

- Seattle? Nem pensar, Bella! – Ela exclamou, como seu eu houvesse dito algo absurdamente idiota. – E eu também não posso abandonar tudo e estar aí na sexta-feira eu...

De repente, Alice foi interrompida por alguns barulhos. Eram como pancadas potentes sobre algo sólido. Ela deu um grito curto e eu escutei alguns sons que indicavam que ela estava se movimentando.

- Meu Deus, Bella! Eles estão invadindo o meu apartamento! – O desespero em sua voz fez com que eu também fosse consumida pela agonia.

Foi quando Edward percebeu que algo não estava bem e pegou o telefone de minhas mãos.

- O que está acontecendo, Alice? – Ele perguntou, rapidamente, mas sem demonstrar qualquer vacilo ou fraqueza.

Ela respondeu em poucas palavras, pois ele estava falando de novo em menos de dois segundos.

- Escute, você deve chamar a polícia e... – Ele foi interrompido por algo dito do outro lado da linha. – Saia do apartamento, Alice. Há uma saída de emergência ou... – Ela novamente se pronunciou. – Ótimo. Você deve pegar o seu passaporte e sair de Paris imediatamente, ok? – Mais uma interrupção. – Venha para cá. Você ficará comigo e com Bella enquanto pensamos em como podemos resolver isso, ok? Ligue-me quando chegar ao aeroporto.

Quando Edward desligou, ele se assentou ao meu lado, no sofá. Eu estava trêmula e ele me abraçou.

- O que estava acontecendo, Edward?

- Eu não sei, Bella. Mas descobriremos quando Alice chegar aqui, amanhã. Ela ficará bem, acalme-se.

Um vôo Paris-Seattle durava, em média, 13 horas. Devido às diferenças de fuso-horário, Alice desembarcou no Seattle Tacoma International antes do horário de almoço.

Nós fomos buscá-la, acompanhados por Emmet (que também era primo de Alice).

Os cabelos dela continuavam castanho-avermelhados e curtos (como eu me lembrava) e estavam desordenados, ao redor de sua cabeça. Ela tinha olheiras escuras, abaixo dos olhos e parecia magra demais.

Eu corri em sua direção, quando a vi.

- Alice! – Abracei-a fortemente e ela resfolegou.

Depois que me afastei, Edward e Emmet também a abraçaram, assim, eu pude analisá-la minuciosamente enquanto ela estava distraída, recebendo os cumprimentos calorosos de seus primos.

Definitivamente, Alice havia mudado desde o colegial: ela vestia uma calça jeans larga demais e um suéter verde musgo muito estranho.

Enquanto nos dirigíamos para o carro, eu continuei olhando-a pelos cantos dos olhos.

- Bella! Eu já manifestei o quanto fico feliz por você entrar para a família, certo? – Ela disse, contida demais, mas com o seu sorriso aberto e tão bonito quanto antigamente.

- Sim, Allie. – Também sorri, mas percebi que o sorriso dela esmoreceu rápido demais, o que me preocupou um pouco mais.

A antiga Alice teria olhos brilhantes de empolgação, teria me abraçado fortemente e oferecido-me ajuda com os preparativos para o casamento. Ela teria me falado sobre o último livro que leu na primeira oportunidade e, também, sobre a última comédia romântica que assistiu no cinema.

Alice não era mais a mesma e as mudanças que haviam se operado nela não eram aquelas típicas e previsíveis mudanças, advindas do amadurecimento natural de uma mulher. Eu sabia que ela não continuaria sendo uma aficionada por moda pelo resto de seus dias, afinal, ela sempre foi muito altruísta e sempre se engajou em projetos sociais durante a nossa adolescência. Mas aquela mulher a minha frente não era simplesmente uma Alice desprovida de toda e qualquer frivolidade ou vaidade. Faltava luz em seus olhos, seus ombros estavam um pouco caídos e eu sentia, em cada pequena tomada de fôlego que ela dava que Alice estava terrivelmente ferida.

Eu tentei convencê-la a me acompanhar naquela tarde, quando saí para comprar o meu vestido de noiva (é claro que seria algo simples, mas eu também queria que fosse especial), porém Alice se recusou terminantemente, afirmando que estava muito cansada. Assim, enquanto Edward seguia para o seu escritório, a fim de resolver alguns problemas imediatos e já começar a providenciar a minha inserção no quadro de funcionários da Russel Investments, Alice se acomodou no sofá-cama (o apartamento de Edward tinha um único quarto, com uma confortável e imensa kingsize), dizendo que iria dormir e eu passeei pelas ruas do centro, caminhando e olhando vitrines.

Eu não demorei muito até que conseguisse encontrar um vestido que me apetecesse: um modelo simples, justo e tomara-que-caia verde, com brocados no busto. A sua cor fazia eu me lembrar dos olhos de Edward, assim, eu o considerei perfeito.

Como eu não precisava me preocupar com os preparativos para a recepção (Esme havia se encarregado de tudo, afinal, haveria apenas um jantar para amigos íntimos da família Cullen, na sua casa); minha mãe e Phill apenas chegariam na manhã seguinte (e hospedar-se-iam em um hotel próximo ao apartamento de Edward) e eu estava preocupada demais com Alice para conseguir não interrogá-la, corri para casa.

Depois de enfrentar o "monstro de metal" que era o elevador do edifício, entrei no apartamento e deparei-me com uma Alice cabisbaixa, inclinada sobre o parapeito da janela, olhando o horizonte.

- Allie. – Eu a chamei, baixinho, para não assustá-la com a minha presença não anunciada.

- Oi, Bella. – A sua voz estava cheia de desânimo e eu não pude me conter, indo abraçá-la.

Quando eu percebi que os seus olhos estavam úmidos, eu a abracei com um pouco mais de força e ela começou a soluçar. Foram muitos minutos até que ela voltasse a falar. Àquela altura, já estávamos assentadas no chão, sob a janela da sala.

- Você se lembra do Tom? – Ela perguntou, em um fio de voz.

- É claro que sim. – Eu respondi, com um arremedo de sorriso ao me lembrar daquele pequeno menininho. – Você tomava conta dele todas as tardes, quando a Sra. Stevenson ia ao hospital fazer a quimioterapia, não era?

- Uhum. – Ela confirmou, suspirando. – Ele mora na Flórida, agora. A mãe dele se livrou do câncer, casou-se com um homem bom. O Tom já está no colegial, acredita? Ele tem uma namorada que se chama Barbara... Foi o que ele me contou, na última carta. – O sorriso dela foi trêmulo, mas verdadeiro. – Na verdade, foi ela quem escreveu a última carta... O Tom disse que apostava que a letra dela era muito bonita e, por isso, queria que eu a lesse, ao invés de ter que ficar decodificando o braile, como em todas as cartas anteriores.

Tom era um menininho peralta, vizinho de Alice, que era portador de glaucoma congênito. Ele ficou cego antes que completasse um ano de idade. Ela sempre teve um enorme carinho por ele e, quando nós duas completamos quinze anos de idade, a Sra. Stevenson (a mãe viúva de Tom) foi diagnosticada com câncer de mama e, durante todo o tratamento, Alice se prontificou a cuidar e brincar com o garotinho, quando preciso. Eu passei muitas tardes comendo brigadeiro e rindo com a minha amiga e Tom, que só tinha cinco anos.

- Eu fico tão feliz por ele, Bella. – Alice continuou. – Ele está bem... E mais feliz do que nunca. – Ela olhou em meus olhos. – Quando eu penso em Tom, eu tenho certeza de que as coisas vão melhorar, sabe? Mas aí eu olho pra minha vida, pra quem eu sou agora e não consigo mais ter tanta certeza.

Eu começava a abrir a boca, para contra-argumentar, quando ela ergueu uma das mãos, pedindo que eu esperasse.

- Eu não consigo salvar o mundo, Bella. Eu, provavelmente, nem sequer vou conseguir me salvar. – Os olhos de Alice voltaram a se encher de lágrimas. – Está havendo uma onda de xenofobia em Paris. Muitos nigerianos, chineses, turcos... Enfim, muitos imigrantes vêm sendo alvo de violência nas ruas. – Ela encheu os pulmões de ar. – Eu tentei interferir. É esse o meu trabalho, aliás. Desenvolver e implementar políticas para preservar a integridade dessa minoria (que é tão grande e tão discriminada). Quando eu consegui levantar provas suficientes pra acusar um grupo de skinheads, que vinha espancando trabalhadores imigrantes e atirando-os no Rio Sena, eu não pensei duas vezes antes de denunciá-los à polícia.

- Foram eles que invadiram o seu apartamento ontem à noite?

- Eles estão presos... – Ela suspirou, demonstrando toda a sua frustração. – Mas a rede de crimes era mais complexa do que eu esperava e esse grupo de skinheads não passava da "ponta do iceberg". Eles faziam parte de uma facção de pessoas envolvidas no tráfico de drogas e no crime organizado em Paris. Os skinheads presos sabiam demais... E eles estão contando tudo à polícia, com o intuito de terem suas penas reduzidas, por colaborar com a resolução de um problema generalizado na sociedade parisiense. São os líderes que estão atrás de mim. Eles querem me matar e, provavelmente, farão isso tão logo eu volte pra casa...

- É claro que você não vai voltar, Alice! Meu Deus, você vai ficar aqui e...

- Eu fui covarde o bastante pra fugir ontem à noite, Bella. – Ela me interrompeu, erguendo-se de pronto. - Eu estou sendo covarde o bastante para desejar nunca mais voltar a Paris na vida. Para desejar viver, enquanto os meus colegas da ONG provavelmente correm risco de vida. Tudo o que eu pude fazer foi ligar para cada um deles, enquanto esperava o meu avião, durante a madrugada, e pedir que eles saíssem da cidade imediatamente. Mas eu não posso simplesmente abandonar tudo, Bella. Eu não posso deixar uma vida, abandonar a minha causa e, sobretudo, eu não posso ficar aqui, em Seattle, onde...

Ela parou de falar abruptamente e voltou a se assentar ao meu lado.

- Eu a admiro muito, Alice. – Eu disse, pausadamente. – Você se tornou uma mulher forte e íntegra. Quero dizer, você sempre foi tão generosa... Mas eu sinto que algo morreu, dentro de você. Você costumava contagiar a todos com a sua alegria inata, com a sua energia e o seu bom humor. Sabe do que eu tenho medo? – Toda a atenção dela estava fixa em mim, ela me escutava plenamente e eu me sentia agradecida por isso, pois sabia que era importante que ela me ouvisse e compreendesse. – Eu tenho medo de que isso aí, que sempre esteve em você e morreu por algum motivo que eu desconheço, seja o que está motivando você a morrer por nada.

- Nada, Isabella? – Ela voltou a se levantar, indignada.

- Escute-me, ok? – Pedi, levantando-me, também. – Eu sei que ajudar todas aquelas pessoas é uma boa causa. É uma grande causa. É importante e eu, como um ser humano que, provavelmente, não faz tudo o que está ao seu alcance para ajudar as pessoas a sua volta, agradeço a você por se empenhar em fazer um trabalho tão bonito e necessário. Mas você precisa concordar comigo, Alice. Há tantas pessoas no mundo precisando de ajuda! Você, inclusive, e eu realmente quero ajudá-la. Há crianças morrendo de fome na África e eu gostaria de alimentar cada uma delas; há mulheres apanhando de seus maridos, neste momento, e eu gostaria de denunciar e assegurar-me de que cada um desses monstros seja mantido encarcerado pelo resto de suas vidas; há crianças sendo abandonadas, por aí...; há pessoas sendo assaltadas; há pessoas morrendo por motivos banais; há pessoas desonestas assumindo cargos políticos importantes; e há você, mostrando toda a tristeza do mundo, em seus olhos, Alice. E você pode achar que eu estou errada, mas você não pode salvar o mundo, enquanto você não salvar a si mesma.

As lágrimas já corriam livremente pelo rosto de Alice e ela se precipitou em minha direção, abraçando-me com força. Foi quando eu percebi que eu também estava chorando.

Mais tarde, quando Edward voltou pra casa, eu e Alice estávamos deitadas no sofá-cama, assistindo a Uma Linda Mulher, enquanto comíamos sorvete direto do pote. Ele se deitou entre nós duas e ficamos conversando sobre leviandades pelo resto da noite.

Alice parecia melhor, mas não totalmente curada.

No dia seguinte – a um dia do nosso casamento – eu encontrei Edward e Alice conversando entusiasmados na mesa da cozinha, enquanto tomavam o café da manhã.

- Então, você poderia assumir a coordenação do lugar e elaborar alguns bailes de caridade e outros eventos para arrecadar verbas para as crianças, também.

Os olhos de Alice brilhavam e eu percebi que Edward oferecia o cargo à frente do orfanato mantido pela Russel, em Seattle,a ela. Ele já havia me contado que a senhora que estava no cargo já havia lhe comunicado que iria se aposentar em breve e, com todos os problemas devido à cláusula no testamento do seu avô (que exigia a venda dos prédios que abrigava os orfanatos em Seattle e NY, inclusive), ele estava muito preocupada com a situação.

Era quinta-feira, assim, minha mãe chegou à cidade, acompanhada por seu novo namorado, Phill Dwyer. Renée parecia realmente encantada por Edward, fazendo inúmeras perguntas e elogiando-a a cada resposta.

Naquela noite, fomos todos jantar na casa dos Cullen.

Era um belo lar, com um grande jardim frontal, paredes brancas e iluminação agradável.

Renée e Esme estavam vivendo um inegável caso de "amizade à primeira vista" e passaram a noite inteira conversando e rindo. Phill, Carlisle e Emmet conversaram sobre carros e, depois, sobre "o preço exorbitante do barril de petróleo". Alice, Edward e eu discutimos alguns dos planos que Allie já havia elaborado para o início de sua gestão do orfanato.

Na manhã seguinte, o grande dia, eu não fui acordada com carícias nos joelhos e beijos de Edward por meu corpo. Uma mão pequena chacoalhava meu ombro insistentemente e, quando eu abri meus olhos, deparei-me com Alice.

Ela me explicou que Edward precisou ir ao escritório, para resolver uma pequena pendência e que disse que voltava às 11h, para nos levar para almoçar no restaurante do hotel, com minha mãe e Phill. O casamento seria às 15h, num cartório próximo, então, teríamos tempo de sobra.

Mas Alice estava com uma expressão envergonhada demais e, quando eu lhe perguntei qual era o motivo, ela disse: "nada".

Foi quando eu confirmei que, realmente, havia algo errado.

Depois de insistir um pouco, ela finalmente desatou a falar:

- Você ainda quer que eu seja a sua madrinha de casamento, Bella? – Ela perguntou, rapidamente. – Eu nem sequer ajudei você a escolher o seu vestido e... Bem, eu também não tenho nenhum vestido, aqui comigo. Quero dizer, eu nem sequer me lembro quando foi a última vez em que eu usei um vestido e, de todo modo, eu não precisava de um. Mas eu vou precisar de um vestido para o seu casamento, não é? Ou eu poderia usar uma bermuda de tweed azul marinho que eu trouxe com...

Eu ri e disse que ela poderia usar um dos vestidos que eu trouxe de NY, em minha pequena mala. Nosso manequim era o mesmo, o que foi muito bom. Ela rapidamente escolheu um modelo preto, simples e justo. Mas se recusou a aceitar, também, um de meus sapatos, dizendo convicta, "que, há alguns anos, havia prometido a si mesma que jamais colocaria saltos altos nos pés outra vez na vida!"

O casamento foi simples e formal, em uma pequena sala reservada, no Cartório Central de Seattle. Edward não desviou os seus olhos dos meus por nenhum segundo sequer, durante todo o processo. E, antes de se abaixar para assinar os papéis que oficializavam o nosso matrimônio, ele sorriu tão belamente pra mim que eu senti aquela chama que já estava acesa e quente dentro de mim, desde que eu havia o reencontrado, triplicar de tamanho e intensidade. Eu me senti plena e feliz. Eu era, a partir de então, a Sra. Cullen. Eu era a esposa de Edward. E ele era inteiramente meu.

Quando saímos do cartório, meu marido sugeriu que fizéssemos uma pequena pré-comemoração no Lunchbox Laboratory.

Todos pediram milkshakes e hambúrgueres.

Emmet e Alice (que eram os nossos padrinhos de casamento) discutiam cheios de afã qual era o melhor filme da Sharon Stone: Emmet estava irredutível, dizendo que era Instinto Selvagem e Alice, em contrapartida, dizia que o melhor era Sempre Amigos.

E Phill, Renée, Carlisle e Esme discutiam quais seriam boas opções para a nossa lua de mel.

Edward me olhava com olhos semicerrados; um sorriso sexy em sua boca.

- Há quase 10 anos, eu e Bella costumávamos vir a essa mesma lanchonete. – Ele disse, de repente, atraindo a atenção dos demais. – Na época, eu era só um garoto... Mas a Bella...! A Bella era uma mulher. Ela sempre sabia o que pedir, antes mesmo de olhar o cardápio... Eu achava aquilo incrível, e pensava: "meu Deus, eu preciso ser mais decidido!"

Ele abaixou os olhos para as suas mãos, que estavam envolvendo a sua taça de milkshake sobre a mesa e, então, fitou-me por debaixo de seus espessos cílios.

Foi, definitivamente, uma das cenas mais sexies que eu já havia visto na vida!

E eu me senti incontrolavelmente excitada, naquele momento.

Ele estava do outro lado da mesa, a minha frente... E eu senti que, na verdade, era o Oceano Pacífico o que nos separava, pois, mesmo que ele estivesse ao meu lado, sobre mim, abaixo de mim, ele nunca estaria perto o bastante. Eu queria que ele estivesse grudado em mim, naquele momento. Eu queria que ele estivesse dentro de mim.

Obviamente, eu me senti uma total depravada por estar tendo aqueles pensamentos enquanto minha mãe e meus sogros estavam no mesmo recinto.

- Eu era bem tímido. E inseguro. – Ele continuou, olhando-me sub-repticiamente (céus, céus, céus!) antes de correr a língua pelo lábio superior. – E você, Bella, era sempre tão expansiva e confiante... Eu era, simplesmente, o seu maior admirador de todos os tempos. Na verdade, eu continuo o sendo, Sra. Cullen.

Foi quando ele estendeu a mão em minha direção e segurou a minha, com força e calor.

Bem, o que eu poderia dizer? Não havia mais como negar: eu estava perdidamente apaixonada pelo meu marido.

Algumas horas mais tarde, nós fomos para a casa de Esme e Carlisle.

Eu me surpreendi ao meu deparar com, pelo menos, vinte pessoas nos esperando no salão principal.

- São amigos próximos, familiares e sócios do meu pai. – Edward sussurrou, antes de segurar-me pela cintura e começar a me apresentar a cada um dos convidados.

Alice estava assentada ao lado de sua mãe, a meiga Emily Brandon. A minha amiga parecia surpreendentemente feliz!

Emmet estava do outro lado do salão, conversando no celular com uma expressão de tédio no rosto.

Minha mãe e Phill, por sua vez, estavam conversando com um casal mais velho e elegante.

- Bem, eu devo dar os parabéns a vocês mais uma vez, não é? – Alice se aproximou depois que nós já havíamos cumprimentado todos os convidados presentes. – Eu sinceramente espero que vocês sejam muito felizes juntos. Espero que a Bella suporte você, Edward. E espero que o Edward agüente as suas excentricidades, Bella.

Ela abraçou Edward e, então, abraçou-me. De repente, eu senti o seu corpo ser tomado por uma tensão tão grande, que eu achei que ela iria fazer buracos nas minhas costas, onde as suas mãos me apertavam. Mas, felizmente, eu não fui ferida, naquele momento, pois, rapidamente, Alice me soltou e agachou-se à frente de Edward, sob a mesa principal.

- Alice? – Edward soou divertido, mas eu estava preocupada.

Quando me voltei para trás, a fim de ver o que poderia ter assustado Alice, tudo o que eu vi foi um casal que acabava de entrar pela porta principal e era recepcionado por Esme, que a seguir, indicava a mim e Edward com o dedo indicador em riste.

Edward estava se abaixando para puxar Alice quando eu o segurei pelo braço.

- Fica quieto e deixe a Alice em paz. – Eu disse, discretamente.

Ele me olhou em dúvida, mas se aquietou quando o casal finalmente se aproximou.

- Oi, Jasper! Oi, Janine! Como vão? – O homem era louro e bonito; a mulher era ruiva e muito bonita, também.

- Parabéns aos dois. – Ela disse, suavemente, abraçando-nos a seguir.

- Parabéns pelo casamento. – Jasper disse, friamente, antes de apertar a mão de Edward e, a seguir, cumprimentar-me com um distante aperto no braço.

Sem que déssemos prosseguimento à conversa, Jasper e Janine se afastaram e reuniram-se ao casal elegante, que ainda estava junto a Renée e Phill.

- Quem são eles? – Perguntei, pois já tinha as minhas suspeitas quanto à patética tentativa de Alice de se esconder.

- São Jasper Hale e Janine McAllister. Aqueles que estão conversando com sua mãe e Phill são os pais dela, Jack e Heloise. Os McAllister são a família mais rica de Seattle e têm alguns contratos com a Russel. Além disso, Jack era um dos melhores amigos do meu avô.

- Eu acho que Alice não queria vê-los... – Eu sussurrei.

- Os McAllister? Mas...

- Não! – Eu o interrompi. – Jasper e Janine. Precisamos ajudá-la a sair do salão antes que eles a vejam e...

- Ela já saiu. – Dessa vez, foi ele que me interrompeu. – Enquanto Jasper e Janine se juntavam a Jack e Heloise, ela foi em direção ao banheiro.

- Ok. Vou atrás dela, por um momento.

Quando entrei no corredor que me levaria ao banheiro, vi Edward se aproximando de Emmet, que continuava falando ao celular.

A porta do banheiro estava previsivelmente trancada. Eu dei algumas batidas e disse a Alice que era eu, antes que ela, finalmente, permitisse que eu entrasse, trancando a porta, de novo, a seguir.

- Eu preciso ir embora, Bella! Agora!

- Calma, Alice... – Eu tentei apaziguar seus ânimos. – Primeiro, diga-me o que aconteceu, ok?

- Não "o que", Bella. – Ela disse, batucando o chão com as solas das suas sapatilhas pretas (simples e monocromáticas). – Quem...

- Quem...? – Repeti, incentivando-a a falar.

- Jasper Hale aconteceu em minha vida, Bella. – Ela sussurrou, expressando a sua raiva. – Aquele bastardo! Mas não quero falar sobre isso agora, ok? Só preciso da sua ajuda para sair daqui sem que eles me vejam. E das chaves do apartamento do Edward, é claro.

- Allie... – Eu semicerrei os olhos e fitei-a compenetradamente.

- Ok, Bella. – Ela se deu por vencida. – Droga! Mas eu vou contar só a versão resumida dos fatos! Eu o conheci em um cruzeiro pela costa da Normandia, há três anos. Eu ainda morava em Lion, na época, e planejava voltar para Seattle no verão seguinte. Ele tinha uma namorada espanhola, na época. Maria era o nome da garota. Nós três acabamos nos tornando amigos bem próximos, nos quinze primeiros dias de viagem. Mas, de repente, Maria estava rompendo com Jasper, porque soubemos, em alto-mar, que a empresa da família Hale, a Hale's Ales, havia decretado sua falência. Isso mesmo, a grande cervejaria, que se reergueu do fundo do poço, há três anos, pouco depois de falir. – Ela disse, quando viu o reconhecimento em meus olhos. – A mídia alardeou o caso como se se tratasse de um "milagre financeiro", não é? Mas tudo, basicamente, consistiu em Jasper quebrando o meu coração e salvando o império da família Hale.

Ela respirou fundo e eu não sabia o que fazer ou falar.

- Eu estava ao seu lado quando Maria o abandonou. Foi fácil acabar em sua cama, afinal. Nós ficamos juntos por uma semana. Ele era o homem perfeito e eu me sentia a mulher mais sortuda do mundo. Jasper não trabalhava na empresa da família, por isso não teve que voltar para Seattle imediatamente. Oh, é claro! Eu não havia mencionado essa incrível coincidência, não é? – Ela perguntou com ironia. – Pois é, Jasper morava em Seattle, o que tornava os meus planos de regressar ao meu "lar doce lar" ainda mais atraente. Mas o conto de fadas simplesmente acabou quando eu acordei um dia e ele já não estava mais em nossa cabine. - O sorriso dela era melancólico. – Eu o encontrei no convés, aos beijos com Janine McAllister, a princesinha do Condado de King que, por acaso, estava no mesmo navio.

Quando percebi que ela não me diria mais nada, eu retirei as chaves do apartamento que estavam guardadas em minha bolsa e as estendi na direção de Alice.

Depois de acompanhar Allie até a porta da cozinha, sem que fôssemos vistas, eu voltei para o salão e procurei Edward com os olhos.

Ele estava assentado em uma poltrona, ao lado de Emmet.

- Eu acho que você deveria ter mais consideração pela moça, Em. – Edward dizia, enquanto eu me sentava ao seu lado e segurava a sua mão.

- Ah, Edward... – Emmet disse com desdém, erguendo os ombros para demonstrar indiferença.

- Vocês estão falando da "deusa" loura do Emmet? – Eu perguntei, referindo-me à mulher sobre a qual o primo de Edward não deixou de falar em nenhuma das vezes em que nos encontramos, no decorrer daquela semana. – Por que você não a convidou para a recepção?

Emmet revirou os olhos antes de responder.

- Bella, Bellita... Ela é uma loura escultural e uma deusa do sexo, mas não é o tipo de mulher que você deve apresentar a sua própria família, entende?

Eu detestei a sua postura machista e chauvinista, mas, antes que eu pudesse contestar o seu ponto de vista, Edward se pronunciou:

- Você é terrível, Emmet. Eu espero que essa moça chute você, antes que você a magoe.

- Rose? Dando um chute em mim? – A gargalhada de Emmet foi gutural. – Nunca, meu chapa.

O jantar não demorou a ser servido, e tudo correu bem. Esme e Emily me perguntaram onde estava Alice, e eu desconversei, dizendo que ela havia sentido um mal estar e tinha ido para o apartamento de Edward.

Eu observei Jasper Hale durante grande parte da noite e percebi que, claramente, ele não estava apaixonado por Janine (a sua noiva). Ele era um homem frio e eu duvidei por muitos momentos de que Alice estava descrevendo o mesmo Jasper, enquanto contava como havia se envolvido com aquele jovem em um idílico cruzeiro marítimo.

Após nos despedirmos de todos, fomos para o Four Seasons, um dos melhores hotéis de Seattle, localizado bem perto da praia.

A suíte era imensa e a banheira de hidromassagem, tentadora. Mas Edward não permitiu que eu comentasse algo sobre isso antes de atacar meus lábios com os seus, tão logo a porta do quarto foi fechada.

Ele me despiu com adoração, preparou-me com paciência e carinho e, depois, penetrou-me com força e destreza – seguindo o ritual que havíamos praticado todos os dias, desde o Réveillon.

Depois disso, fomos para a banheira.

Exames de sangue, que comprovem tendências a perpetuar anomalias genéticas ou a presença de doenças sexualmente transmissíveis, não são exigidos pelo Condado de King quando se solicita a licença de casamento (diferente de alguns outros Estados norte-americanos), ainda assim, Edward e eu decidimos fazê-los. Os resultados – todos favoráveis – haviam saído no dia anterior e eu já havia começado a tomar a pílula anticoncepcional. Como o meu período fértil havia sido na semana anterior, o ginecologista com o qual eu havia me consultado tinha dito que eu não correria riscos quanto a uma gravidez indesejada, caso começasse a tomar o remédio, imediatamente.

Assim, Edward e eu já não estávamos usando preservativos desde a noite anterior.

Na banheira, Edward me assentou sobre as suas coxas e ficou pressionando a sua rígida ereção em meu sexo ritmicamente, deixando-me louca.

Ele ia e vinha, colocando um pouco mais de força entre uma vez e outra. Quase me penetrando, às vezes, mas desviando a glande antes que ela me invadisse efetivamente, acariciando o meu clitóris e deixando-me realmente louca.

Edward sugava o meu pescoço e beijava o meu queixo, alternadamente.

- Sabe para onde iremos, em nossa lua de mel? – Ele sussurrou em minha orelha, antes de morder o meu lóbulo.

Eu gemi, antes de afastar a sua mão que conduzia a sua ereção até aquele momento e fazer com que ele, finalmente me penetrasse.

- Bella. – Ele grunhiu em meu ouvido, gemendo alto, a seguir, quando eu me ergui e abaixei-me, rapidamente, fazendo com que um pouco da água da banheira espirrasse por todo o banheiro.

- Para onde iremos mesmo, Sr. Cullen? – Eu perguntei, antes que ele colocasse ambas as mãos em minha cintura, ajudando-me a me erguer parcialmente, apoiando-me na borda da banheira.

- Haverá neve... – Ele gemeu, penetrando-me longamente, por trás, quando eu já estava na nova posição. – E, depois, haverá sol.

Eu rebolava e, nós dois, juntos, ditávamos um ritmo acelerado e cadenciado aos nossos movimentos.

Edward, então, inclinou-se sobre meu corpo e beijou a minha nuca, pouco antes que eu alcançasse o orgasmo e ele me acompanhasse, a seguir.

Ele voltou a se assentar, encostado numa das laterais da banheira, e puxou-me de volta para o seu colo.

- A nossa lua de mel será incrível e inesquecível, Sra. Cullen. – Edward falou, em um tom de voz sedutor, antes de tomar meus lábios em um beijo afoito e delicioso.


NOTAS FINAIS:

No próximo capítulo teremos a lua de mel "frioXquente" e, finalmente... o que vem depois e que o Edward já mencionou, anteriormente, em seu POV.

É isso... A próxima parte não deve demorar... E eu espero pelos comentários de vocês!

Au revoir!