Bom, aqui estamos com o gran finale kkkk. Só queria dizer que foi muito bom escrever essa fanfic, foi uma ideia que achei que talvez não fosse pra frente, mas eu consegui acabar. Let's read, then! Allons-y, Alonso!
O Doutor correu com a chave de fenda contra o Mestre. Ele, por sua vez, sacou a chave de fenda a laser e a arma com os chips de controle. Ficaram lutando ali, enquanto o Trio de Ouro colocava as crianças em um local seguro. Depois, puxaram as varinhas e lançaram três poderosos Patronos, que dominaram os dementadores e os mantiveram presos. Depois vieram os dois comensais, os três Daleks e o próprio Lord Voldemort.
- Vamos precisar de reforços – disse Hermione, olhando para as crianças.
- Não, é perigoso – disse Harry.
- Precisamos – disse Rony.
- Mas... eles nem tem varinha... – Harry retrucou.
- Eu achei algumas a mais no chão, cara. Junto com alguns comensais retardados – e jogou as armas para as crianças, que subiram e assumiram lugar ao lado dos aurores. Rose ficou escondida na parte de baixo do piso. Uma batalha começou.
- Mantenham-se longe dos raios – disse o Doutor de algum lugar. – Ou...
- ...vamos morrer! Já disse que temos experiência com isso! – gritou Rony, estuporando um Dalek.
O Doutor fazia cordas espocarem com eletricidade e se movia pela TARDIS como quem já a conhecia há séculos, escapando do outro Senhor do Tempo, jogando nele vários itens aleatórios. O que, claro, era verdade.
Então Rose viu o Mestre de costas para ela, apontando a chave de fenda a laser para o inimigo. O Doutor se retorcia em dor. Ela não podia deixar aquilo acontecer. Pulou nas costas do Mestre, atordoando o ataque. O Doutor correu e socou a face dele. Então o outro subiu a rampa para a parte de cima do piso, com Rose em suas costas. Agarrou sua mão e a torceu. A mulher caiu das costas dele para o chão com força.
Voldemort estava brigando novamente com Harry Potter.
- É bom enfrentar novamente o Menino que Sobreviveu – riu o Lorde. – Vê, Potter? Eu nunca irei realmente para sempre. Já estou de volta. Como vai a cicatriz? – e Harry caiu com a dor na testa.
O Lord se virou e nesse momento viu Rose Tyler caída em pé atrás do Mestre. Voldemort empunhou a varinha.
- Avada Kedavra!
O raio voou preguiçoso até acertar Rose em cheio. Ela cambaleou lentamente e tombou do lado da mesa de controle.
O Doutor arregalou os olhos e correu para a sua acompanhante. Nesse momento Harry e Rony derrubaram dois comensais. Hermione e os meninos foram combater o Mestre, deixando os homens com Voldemort e os Daleks. Eram duas brigas acirradas e poderosas. O Doutor se ajoelhou e foi ver a pulsação de Rose. Estava fraca demais.
Ele começou a chorar.
- Isso é injusto... enquanto aquele que perturba a ordem do Universo está vivo e perigoso, vagando por aí... causando mortes... aquela que dá ordem ao Universo... ao meu Universo... está morta... – lágrimas caíram pelo maquinário da TARDIS. Um grito abafado de dor escapou da boca do Senhor do Tempo.
Então, das profundezas da máquina, um vapor dourado veio subindo, suave e doce. Todos pararam para ver. Ele saiu pelo cano da mesa de controle e parou na frente do Doutor. Ela se esgueirou pelo corpo dele até parar no pescoço, permeando-o. Ele ergueu as mãos e admirou o brilho que emanava delas.
Então se virou para os Daleks e estendeu uma mão. A fechou e dois Daleks explodiram em pó. O Mestre tremia de medo.
- O. Doutor. tem. o. poder. do. vórtex. do. tempo! – disse o Dalek restante. – Retirar! – e desapareceu.
- Doutor? – Hermione chamou cautelosa, como tinha feito tantos anos antes com o lobisomem que era Lupin. – O que houve com você?
- A TARDIS me deu um presente – disse ele. – Ela me dispôs um pouco de seu poder. Não sei se sobreviverei a receber tamanha força, mas irei por ordem no caos – ele se virou para Voldemort. Ele esticou o braço e lançou um feitiço. Ele ricocheteou inócuo no homem que cintilava. O Doutor acenou. As portas da TARDIS se abriram e Voldemort foi sugado, pura e simplesmente, para o Furacão, onde se desintegrou. Nenhum dos outros foi afetado.
O Mestre havia se encolhido contra a parede.
- Mestre – disse o Doutor. – Vamos, podemos consertar isso. Esqueça esses planos. Fique comigo e com Ro... – ele se calou bruscamente.
- Nunca! Posso ter perdido agora, mas espere! Eu voltarei, e então esmagarei sua cabeça com meu Mocassim, Doutor.
- Você não se lembra daqueles dias? Éramos amigos, Mestre. Por que não voltar a esse tempo?
- Você era outro. Era o temido Doutor, que havia lutado na grande Guerra do Tempo, e não tinha medo de nada.
- Eu era inconsequente. Era louco, guerreiro desesperado, como você é agora. Alguns amigos me ajudaram a superar isso e me tornar uma pessoa melhor – disse ele olhando tristemente para Rose.
- Ah, me desculpe, Doutor – falou Rony, apontando a varinha para o Mestre. – Você brincou demais com os cabeças de fogo, idiota do tempo. Agora é hora de você queimar. Estupefaça!
O Mestre gritou e ele voou pelo ar até aterrisar dolorosamente na mesa de controle.
- Espere pela minha volta, Doutor. Sua hora chegará – ele ofegou. Apertou um botão em um relógio. O Doutor estendeu um dedo e o Mestre ficou olhando para o relógio esperando algo.
- Eu controlo o vórtex agora, Mestre. Você não pode usar seu manipulador do vórtex, não aqui dentro. Você está encurralado, colega. – Harry estuporou o Mestre, só por raiva pelo seu filho, enquanto Hermione usava o feitiço Incarcerous para prender as mãos do criminoso. Rony não resistiu a acenar com a varinha depois que Hermione havia terminado, apertando um pouco mais as cordas nas mãos do homem.
- Estamos em suspensão no vórtex do tempo. Agora que Lord Voldemort está morto de novo, a ordem está reestabelecida. Somente alguns botões e podemos estar de volta, a quem interessar possa – disse o Senhor do Tempo, em tom maquinal.
Então o Doutor pegou Rose e a pos na plataforma do Maquinário da Ressurreição.
- Doutor? Não vai usar essa máquina vai? – disse Harry, agora abraçado forte com o filho. – Não vai reativar o redemoinho?
Ele ignorou e pegou alguns relógios parecidos com o do Mestre numa caixa tombada pela batalha. Deu um para cada.
- Se recomeçar, vocês vão ouvir o barulho. Apertem o botão amarelo. Vão conseguir passar pelo Furacão e parar onde estávamos. Eu... vou tentar trazê-la de volta.
- Mas, Doutor...
- Eu preciso! – ele gritou, quase em desespero – Desculpe, Hermione. Mas eu sou o responsável por ela. Se não funcionar, nós dois morreremos juntos.
Antes que algum deles pudessem protestar mais, o homem descarregou toda a energia da TARDIS na mulher. Ela se ergueu no ar, envolta pela luz dourada. O Maquinário se ativou e Rose ficou cheia de poder. O brilho do poder do vórtex, a própria alma da TARDIS, girava e brincava em volta do corpo inerte de Rose Tyler. Ela resplandecia de um modo intenso, quase sobrenatural. Aqueceu o ambiente com mais força do que qualquer aquecedor que aquela máquina impossível pudesse ter. De repente, ela desligou e a garota caiu pesadamente.
- Está quebrada? – disse Alvo, assombrado com o que vira.
- Não, só acabou o serviço – disse o Doutor.
- Isso é bom, não é? – disse Harry. O Furacão não começou...
- Há uma terceira opção. O Maquinário pode decidir que o corpo não pode ser renovado. E o descarta - disse ele, quase aos prantos.
Ele correu para Rose e chorou em seu peito, com vontade. Os outros ficaram em silêncio, respeitando o momento.
Então ela abriu os olhos.
Eles estavam dourados. Ela abriu a boca e disse simplesmente:
- Ela pode precisar de um estímulo – ela falou. – Eu sou a TARDIS, e eu sou uma mulher agora. Como ainda acontecerá algumas vezes. Mas só por enquanto agora. Aproveite – e apagou de novo.
O Doutor entendeu. Aproximou os lábios dos da moça e deu um beijo apaixonado. Ela estremeceu em poder e acordou, dessa vez como Rose Tyler.
- O que houve? – disse ela.
- Seu Senhor do Tempo veio te buscar.
- Como sempre, certo? – ela riu.
- Sempre. Eu irei te buscar até da morte – ele devolveu.
Depois de muitas alavancas e sorrisos todos estavam voltando para aquilo que era, como descobririam depois, um grande armazém isolado em Londres. Chegando lá, Harry e Hermione libertaram os garotos bruxos e pegaram alguns comensais, enquanto Rony chamava um destacamento de aurores de Hogwarts para destruir o local.
Então, com a situação um pouco mais controlada, todos se sentaram onde pouco tempo antes o Mestre explicava o plano de liderar o mundo. Eles haviam conseguido parar o louco, mas ainda tinham que decidir o que fazer. Na verdade, onde estava ele? Quando conferiram, só viram uma pilha de cordas queimadas. O Mestre havia escapado. Mas agora eles estavam avisados, e Potter iria avisar o Ministério sobre possíveis invasões. O Mestre não iria incomodar aquelas terras por um bom tempo.
- Doutor, como você conseguiu... – questionou Potter.
- Ressuscitar Rose sem provocar um Furacão? – disse o Doutor debaixo de um das máquinas instaladas na TARDIS para o Maquinário. Ele, Harry e Rony as estavam retirando, os bruxos com uma chave de fenda normal e muita dificuldade. – Bom, nem eu sei direito. Mas tenho uma teoria.
- Compartilhe-a conosco – disse Rony.
- Eu acho, caro cabelos de fogo (Rony riu sarcasticamente), que assim como o Universo não aceitou que trouxéssemos Lord Voldemort de volta porque perturbaria a ordem, a morte de Rose perturbaria também, então ela pôde voltar. Quando eu falo Universo, o vórtex do tempo está dentro disso. É toda a realidade, por assim dizer. Mas quem sabe? O Universo é muito imprevisível.
- Tem certeza de que é todo o Universo, Doutor, ao qual ela traz ordem, ou só ao seu? – disse Rony.
Seguiu-se um silêncio constrangido.
- Alguém conseguiu soltar a máquina? – disse o Senhor do Tempo, que saiu logo depois.
- Você realmente tem o emocional de uma colher de chá, hein? – disse Harry e jogou algo como um prego no amigo.
No final, com tudo retirado e entulhado num canto da TARDIS, Rose e o Doutor foram se despedir.
- Nós fizemos um bom time – disse ele. – Salvamos o Universo.
- A gente também tem experiência nisso – falou Rony.
- Muito obrigado, Doutor. Você salvou o meu filho – disse Harry.
- Por nada. Faço isso todo dia antes de tomar o café. E quando não tomo faço isso duas vezes – todos riram.
- Há algo que possa fazer por você?
- Na verdade, há. – O Doutor entregou a ele uma caneta, mas com uma ponta brilhante. – Sei que existem muitos vira-tempos no Ministério. Preciso que vá até eles e aperte esse botão. Isso vai me ajudar muito.
- Não vai atrapalhar nas funções deles?
- Não. Vai servir para lhes proteger.
- Aprendi a confiar em você, Doutor. Considere feito.
Rose se adiantou.
- Só queria dizer que foi uma honra lutar ao lado dos meus heróis – e abraçou cada um deles.
- Heróis? – disse Hermione.
- Sim, os heróis que vocês se tornaram para mim... nessa aventura – ela tentou consertar. – e sempre foram – acrescentou baixinho.
O Doutor apertou a mão de todos.
- E se precisarmos de você? – a bruxa disse de novo.
Ele apontou para o garoto e a garota que só observavam.
- Eles têm o espírito. Serão ótimos aventureiros. São melhores do que eu até. Aproveitem – e ele correu para os dois.
- Nunca percam a inocência e a beleza da sua idade. Nunca é errado querer a infância de volta. Minha vida é basicamente uma infância bem longa. E tem funcionado bem até agora – ele piscou um olho e disse exclusivamente para Alvo:
- Nem sempre é tão difícil impressionar uma garota – o Doutor lhe deu um galho seco. Ele usou a chave de fenda sônica e uma rosa de tons esverdeados floresceu. – Boa sorte, Alvo.
- Como se diz mesmo? Allons-y!
- Muito bem! Espalhe a palavra, Potter, espalhe a palavra – ele riu e correu para a porta da máquina do tempo. Rose o acompanhou.
- Hora de partir, meus caros. E, só mais uma coisa... – ele disse, com semblante sério. – óculos legais, Potter. – ele sorriu e entrou. Rose acenou e o acompanhou.
A TARDIS rugiu, agora normalmente, e eles voaram pelo tempo e espaço, deixando Hogwarts e todo um mundo.
- Doutor? O que era aquilo que você deu para Harry?
- Ah, aquilo? Só um pequeno bloqueador. Se eles explorarem um pouco mais, vão conseguir viajar pelo Universo afora até. E ainda não é hora. Mas aquilo não vai durar para sempre. E quem sabe se não será com eles que o Universo lá fora será mostrado para a Terra?
- Bom, certo – Rose deslizava um dedo por um cano. – Lembra do que me disse? Que me buscaria até da morte?
- Claro – ele disse, sem erguer os olhos dos controles que operava.
- Era verdade?
- Sim – ainda de cabeça baixa. – Você é importante para mim.
Ela foi bem para perto do Doutor, que ergueu a cabeça e se surpreendeu com a proximidade.
Estavam bem próximos.
Quase colados.
Lábios quase se tocando.
Mãos se entrelaçando.
A TARDIS aterrisou com força em algum lugar desconhecido. Os dois foram jogados para os lados.
- Ah, Rose Tyler, você pode me salvar dos truques do Universo muitas vezes – o Doutor disse, se recompondo. – Mas às vezes o Universo me salva de você. Vou dar uma olhada por aí, viemos parar aqui por alguma razão. Melhor ficar, pode ser perigoso – ele piscou e sorriu.
- Eu não – disse a moça, sorrindo. – Não importa para onde eu vá, meu Senhor do Tempo sempre irá me buscar.
Com a emoção de uma nova aventura, os dois deram as mãos e correram para as portas de um novo mundo.
