Edward POV.
Como fazia um tempo que eu estava sumido da casa dos meus pais, resolvi ir visitá-los. Sabia que eles sentiam minha falta e eu sentia a deles também. Pensando no que aconteceu durante esses dias, enquanto seguia até a casa deles, senti-me culpado.
Eles não tinham culpa do que andava acontecendo na minha vida.
Foi bom jantar com meus pais. Eu sabia que eles estavam curiosos sobre o que estava acontecendo na minha vida para eu ter me afastado desse jeito, mas eles me respeitaram e não perguntaram o que estava acontecendo.
Decidi dormir ali naquela noite, disposto a pagar esse tempo que estive fora. No dia seguinte, quando saí para trabalhar, me senti bem. Foi bom ver minha mãe sorrindo daquele jeito.
Como toda quarta, atendi meus pacientes na parte da manhã. Estava guardando minhas coisas, para ir almoçar, quando senti meu celular vibrar.
Podemos nos encontrar para almoçar? ~ R.
Rosalie me convidando para um almoço? Será que havia acontecido alguma coisa com Isabella?
Eu imediatamente busquei seu números nos contatos de meu celular e apertei o botão, verde, já o colocando no meu ouvido.
- Edward! – A voz de Rose soou alegre. – Pensei que estivesse atendendo algum paciente.
- Não – murmurei. – Eu acabei de receber sua mensagem...
- Ah, sim – disse rapidamente. – Não é nada com o que você deva se preocupar, apenas quero conversar algumas coisinhas com você. Pode ser naquele mesmo restaurante?
Eu respirei fundo, de repente me sentindo aliviado.
- Claro – assenti, mesmo ela não podendo ver. – Eu estou indo agora, te encontro lá.
- Vou indo também, então. Até já.
Guardei meu celular no meu bolso e peguei minhas coisas, indo até meu carro. Dirigi até o restaurante, onde havíamos nos encontrado anteriormente e pedi uma mesa, já sendo levado até lá. Sentei-me e tudo o que pude fazer foi esperar por Rosalie.
Ela chegou cinco minutos depois, cantarolando uma música qualquer. Eu ergui uma sobrancelha para ela.
- Está sendo um bom dia, só isso – deu de ombros. – Então, me diga... Alice me ligou, disse-me algumas coisas sobre você e Bella.
Eu assenti, pensando nas últimas conversas que tive com Alice.
- E Bella, de fato – continuou –, me contou que tinha parado de ir às sessões. Não falamos muito sobre isso. Assim que sair daqui irei visitá-la, então pensei em passar por aqui e conversar com você um pouco.
- Conversar sobre o que? – indaguei, me sentindo realmente muito curioso.
- Você tem certeza, Edward? – perguntou, ficando muito séria de repente. – Eu ando acompanhando o caso de Bella e pesquisando coisas bem óbvias que o outro advogado deixou passar, mas ela está sem esperança... E eu sei que está apaixonado por ela e que quer tentar, mas realmente vai valer a pena?
Eu fechei os olhos por um momento, pensando em tudo o que Rosalie e Alice já haviam me dito. Respirei fundo quando, de repente, a imagem de Isabella surgiu na minha mente. Seus olhos castanhos, que em fotos tinham tanto brilho e felicidade... E que agora, seus olhos estavam opacos.
Eu queria devolver o brilho a eles.
- Vale – murmurei, fitando-a. – Não sei aonde isso vai dar e que provavelmente eu vou sofrer no fim de tudo, caso algo dê errado, mas como posso conviver comigo mesmo se ao menos eu não tiver tentado, Rose?
Ela me encarou durante algum tempo, seus olhos azuis me fitando com atenção. Eu não desviei os olhos dos dela nem por um minuto.
- Tudo bem – suspirou. – Eu vou conversar com a Bella hoje, como Alice havia pedido e tudo o mais. Vou pedir para ela pelo menos ir falar com você.
- Obrigado, Rose – disse sorrindo um pouco. – Não sei como te agradecer.
Ela revirou os olhos.
- Não precisa – deu de ombros. – Mas tome cuidado, ok? E tenta ir devagar...
- Só... não comenta com ninguém além de Alice sobre isso tudo, certo? Eu quero contar a todos quando estiver pronto. Sei que ninguém receberá bem essa notícia.
- Tudo bem – assentiu. – Eu farei isso.
Nós terminamos o almoço e nos despedimos, cada um seguindo para o trabalho.
E eu fui torcendo para que Isabella falasse comigo.
Bella POV.
A quarta chegou como todos os outros dias: tediosa. Peguei – pela milésima vez – um dos livros que Edward me trouxera, mas não abri. Apenas acariciei a capa, me lembrando do dia que ele havia me dado, da forma que ele se preocupava...
E seus lábios, quando ele me contou que estava apaixonado por mim.
Eu respirei fundo, procurando buscar forças – não sabia da onde – e me concentrar. Era o melhor para ele, apenas para ele.
Porque eu realmente não podia dar tudo aquilo que as milhares de mulheres lá fora poderiam. Não podia sair, passear, andar de mãos dadas, ser apresentada aos pais, apresentá-lo aos meus... Não podia me casar, dar filhos...
Tudo o que eu sonhava um dia tinha sumido. Os planos, realizações, sonhos... nada mais existia. Apenas esse sentimento que eu sentia por Edward – e que, por incrível que pareça, se tornava mais forte a cada dia que passava – me mantinha firme e forme, ou tanto quanto era possível. Eu sentia falta dele e isso eu nunca conseguiria negar. Falta de nossas conversas, por mais que elas não durassem muito.
Eu sentia muita falta.
Fui levada para tomar banho, almoçar e ficar um pouco no pátio. De vez em quando, algumas pessoas ainda se aproximavam de mim, mas eu não conversava com ninguém aqui.
Depois fui levada de volta a minha cela e tinha até me esquecido que Rosalie viria aqui quando fui chamada pela guarda. Fui levada ao mesmo lugar do dia anterior, mas não era quem estava sentado, enquanto seus olhos verdes me fitavam como se pudessem ver através de mim. Era Rosalie.
- Oi, Rose – murmurei, me sentando e suspirando.
- Oi, Bella – sorriu um pouco. – Como vão as coisas?
- Do mesmo jeito – menti, mesmo imaginando que provavelmente ela já sabia que eu tinha parado de ver Edward.
- Bem... eu marquei a próxima audiência e acho que vou conseguir alguns testemunhos... – começou. – Não é garantido, mas talvez eu posso anular a sentença e aplicar uma mais leve, fazer alguns acordos...
- Obrigada, Rose – assenti. – De verdade.
- Você é uma boa pessoa, Bella – sorriu. – Não sei explicar porque, mas eu realmente já gosto muito de você.
Eu assenti, tentando sorrir um pouco e dizer algo de volta, mas não disse. Eu procurava me manter afastada de todo mundo, manter um casulo me protegendo das coisas do lado de fora, quando na verdade, fazia isso só porque as pessoas não podiam mais se apegar a mim.
Eu era uma condenada.
Uma culpada.
- Seu julgamento vai ser dentro de dois meses – continuou. – Você já participou de um e sabe como as coisas funcionam, então acho que temos que rever só algumas partes...
Rosalie permaneceu mais algum tempo comigo. Quando terminou de falar sobre o julgamento, pensei que ela fosse se despedir – como fazia sempre – e eu seria levada de volta a minha cela, mas ela apenas respirou fundo e me encarou durante alguns segundos.
- Algum problema? – indaguei-a.
- Não, não – suspirou. – Eu apenas quero te pedir alguma coisa.
Ajeitei-me na cadeira e a fitei, assentindo para incentivá-la a falar.
- Eu soube o que houve entre Edward e você – começou, me deixando em choque –, assim como sei que você passou de vê-lo... Eu conversei com o Edward hoje, Bella, e ele me disse que mesmo vindo até aqui ontem, você ainda se recusa a vê-lo.
- É melhor assim, Rose – disse, resolvendo ser sincera. Talvez assim ela falasse com Edward e ele iria aceitar o fato de que não poderíamos nos ver mais. Para o bem dele. – Eu não posso dar nada ao Edward e meu futuro parece, nesse momento, tão incerto. Não posso dar falsas esperanças a ele, não posso partir sabendo que deixei aqui alguém sofrendo.
- Eu entendo, de verdade, mas você não acha que deve pelo menos vê-lo e dizer isso a ele, dando a chance dele se explicar? É o mínimo que pode fazer.
Eu assenti, ainda meio hesitante.
- E eu vou te confessar uma coisa... Eu concordei com você, de verdade. Ter se afastado, não ter dito que está apaixonada por ele, embora isso seja muito óbvio no seu rosto... Mas Edward nunca se apaixonou assim, Bella. Mesmo se você não vê-lo mais, mesmo se as coisas derem errado e você continuar com essa pena... ele vai sofrer, Bella, e vai se perguntar como teria sido de vocês dois tivessem tido uma chance.
Eu permaneci calada, simplesmente porque, diante do que Rose havia me falado, eu não tinha a mínima ideia do que dizer.
- Só fale com ele – disse-me. – Isso é tudo o que eu peço.
Ela, então, se despediu e eu fui levada de volta à minha cela, onde me pus a pensar.
Quando a guarda viesse me perguntar se eu iria à sessão, o que eu responderia?
Sim ou não?
Edward POV.
Acho que nunca me senti assim, tão ansioso, esperando o suposto horário de Isabella. Será que ela veria?
Despedi-me da minha penúltima paciente daquela quarta e assim que ela saiu, prendi a respiração. Um minuto se passou, dois se passaram, depois três... e quatro e cinco.
E nada de Isabella.
Suspirando de forma triste e pesada, levantei-me, pronto para ir para casa. Estava começando a juntar as minhas coisas quando a porta e abriu e lá estava ela, com uma guarda ao lado, as algemas prendendo seus delicados pulsos.
Ela estava ali, ela tinha vindo.
Meu coração pulsava de forma dolorosa no peito e eu não sabia muito bem o que fazer, então estava congelado.
A guarda, não notando isso, empurrou Isabella para dentro, forçando-a a se sentar. Permaneci calado, observando-a, até que a guarda estivesse fora de vista.
- Você veio... – murmurei, minha voz rouca.
- Oi... – Isabella mordeu o lábio inferior e desviou os olhos. Linda. – Rose pediu para eu, pelo menos, te escutar.
Assenti, mesmo que ela não estivesse me vendo. Eu agradeceria Alice e Rosalie para sempre por causa disso.
- E eu quero, pelo menos isso, muito – tornei a murmurar, finalmente conseguindo me mexer e sentando na cadeira.
- Não posso te dar nada, Edward – disse-me, fitando-me com os olhos cheios de lágrimas. Fechei minhas mãos, contendo toda a vontade que eu tinha de contornar aquela mesa e puxá-la para meus braços. – Não posso te prometer um futuro, nem casamento, nem filhos... Não posso sair com você de mãos dadas ou fazer programas que namorados fazem... Nada disso... Seria tão mais fácil se você aceitasse minha decisão de não nos vermos mais.
Ela tomou fôlego, fechando os olhos com força.
- Eu sei – sussurrei. – Com certeza seria mais fácil, mas eu não quero, Isabella. Você não tem ideia do quanto eu tentei e lutei contra isso... E não dá mais, eu preciso tentar.
Ela tornou a abrir os olhos e nós nos fitamos, ficando sem dizer nada durante tempo. Tomando a coragem que eu precisava, levantei-me lentamente e contornei a mesa, indo parar diante delas. Seus olhos não deixaram de me seguir nem por um segundo.
Ajoelhei-me, por fim, fazendo com que nossos olhos ficassem da mesma altura.
- Eu sei dos riscos e estou certo do que estou fazendo – murmurei. – Se você quiser parar de me ver porque não sente nada por mim e acha que passei dos limites, eu te respeitarei, Isabella, mas se estiver se afastando porque quer me proteger, porque não pode me dar um futuro, eu não posso aceitar. Deixe que eu faça minhas próprias escolhas e sofra com as consequências depois...
Eu parei durante alguns segundos, deixando que ela absorvesse tudo aquilo que eu tinha dito, e, por fim, me aproximei de seus lábios, fechando os olhos só depois de ela fechar os dela.
E o beijo foi poderoso, intenso, cheio daquele sentimento que tinha nos tomado de surpresa.
Não demorou muito e foi bem suave, mas foi perfeito e foi o certo, mesmo sendo errado.
- Não posso lutar contra isso mais – sussurrei, separando meus lábios dos dela por milímetros de distância. – Não lute também, Isabella, deixa o sentimento tomar conta da gente.
Seus olhos estavam carregados de sentimentos – tantos sentimentos que eu não podia distingui-los – e por um momento pensei que ela fosse dizer não, mas tudo o que ela fez foi me beijar novamente.
E nada mais precisava ser dito.
Bella POV.
Quando a guarda me perguntou o que eu tinha resolvi, um "não" quase saltou da minha boca, sem ao menos pensar. Entretanto, antes de eu dizê-lo, o que Rosalie falara veio a minha mente: Só fale com ele. Isso é tudo o que eu peço.
Não custava falar diretamente com Edward, custava? Custava dizer para ele o que eu pensava e talvez assim ele me deixasse em paz?
- Eu vou hoje – sussurrei baixinho, antes que eu me arrependesse.
A guarda simplesmente assentiu e logo eu estava a caminho da sala de Edward. A cada passo que eu dava, meu coração pulsava mais forte em meu peito...
Eu o veria.
Eu teria de dizer tudo aquilo que eu repeti para mim mesma e para Rose... só que dessa vez, para Edward.
A guarda abriu a porta e me empurrou delicadamente, fazendo com que eu aparecesse e visse Edward. Ele estava lindo – ele sempre estava lindo – e simplesmente congelou quando me viu ali.
Fui empurrada novamente – dessa vez para dentro da sala – e levada para cadeira. Não notei quando a guarda saiu, estava ocupada demais olhando para Edward.
Eu poderia me apaixonar ainda mais por ele?
- Você veio... – murmurou, mostrando-me o quão rouca sua voz estava.
- Oi... – sussurrei, mordendo o lábio inferior de nervosismo e desviei os olhos. Eu não sabia se conseguiria dizer tudo aquilo que eu queria olhando-o. – Rose pediu para eu, pelo menos, te escutar.
- E eu quero, pelo menos isso, muito – murmurou de novo, e, pela visão periférica, eu o vi sentando na cadeira.
- Não posso te dar nada, Edward – disse, antes que ele começasse a falar e fitando seus olhos. As lágrimas queriam descer, mas eu procurei ser forte e continuei a dizer: – Não posso te prometer um futuro, nem casamento, nem filhos... Não posso sair com você de mãos dadas ou fazer programas que namorados fazem... Nada disso... Seria tão mais fácil se você aceitasse minha decisão de não nos vermos mais.
Era difícil dizer aquilo. Cada palavra que eu dizia doía em mim, porque era tudo verdade. Eu nunca faria nada daquilo com Edward e seria mil vezes melhor – para ele, somente para ele – se ele se afastasse de mim.
- Eu sei – sussurrou. – Com certeza seria mais fácil, mas eu não quero, Isabella. Você não tem ideia do quanto eu tentei e lutei conta isso... E não dá mais, eu preciso tentar.
Nós nos fitamos durante alguns segundos e eu vi quando Edward se levantou e o segui com o olhar, enquanto ele contornava a mesa e parava diante de mim. Por fim ele se ajoelhou e eu me deixei mergulhar naqueles olhos verdes.
- Eu sei dos riscos e estou certo do que estou fazendo – murmurou. – Se você quiser parar de me ver porque não sente nada por mim e acha que passei dos limites, eu te respeitarei, Isabella, mas se estiver se afastando porque quer me proteger, porque não pode me dar um futuro, eu não posso aceitar. Deixe que eu faça minhas próprias escolhas e sofra com as consequências depois...
As palavras de Edward penetraram-me com toda força, derrubando toda aquela barreira que eu havia construído ao longo desses dias – desde que ele me falara que estava apaixonado por mim. Ele me queria, eu o queria...
Eu o vi se aproximar e, enquanto meu lado racional pedia para me afastar, para pensar por nós dois, meu coração me pedia para fechar os olhos e deixar que as coisas acontecessem.
E pela primeira vez em tempos, eu fechei meus olhos e escutei meu coração.
O beijo não durou muito, mas foi ainda melhor do que eu me lembrava. A língua de Edward acariciava a minha, assim como seus lábios se encaixavam perfeitamente nos meus, como se tivéssemos sido feitos um para o outro.
- Não posso lutar contra isso mais. – Edward sussurrou, separando-se minimamente dos meus lábios. – Não lute também, Isabella, deixa o sentimento tomar conta da gente.
Nós nos fitamos, ambos falando tudo o que precisávamos com os olhos. Talvez eu me arrependesse depois, mas eu realmente não conseguia voltar atrás. Então, inclinei-me e tornei a beijar Edward.
Ficamos ali, durante um tempo, nos beijando, sem nada precisar ser dito. Edward se afastou e tornou a se sentar no momento certo. Um minuto depois a guarda bateu à porta e adentrou a sala, já começando a tirar minhas algemas para que eu fosse levada de volta a minha cela novamente.
Deitei-me no meu colchão, pensando em tudo o que tinha acontecido e provavelmente no que viria a acontecer.
Ao contrário do que imaginei, não consegui me arrepender do beijo e eu realmente não queria. Como Edward havia dito, eu deixaria que meu coração tomasse conta de tudo.
Inclinei-me e puxei um dos livros que havia ganhado de Edward, sorrindo ao alisar a capa.
Eu me encontrava cada vez mais apaixonada por ele... Era errado e provavelmente não daria certo, mas eu nos daria a chance de sermos felizes.
Mais tarde, quando o sono tomou conta de mim, a última coisa que imaginei ao fechar os olhos foram os lábios de Edward nos meus.
E pela primeira vez em dias adormeci bem.
Edward POV.
Assim que saí da prisão, decidi tomar uma atitude.
Meus pais precisavam saber do que estava acontecendo. Assim como meus irmãos. Eu simplesmente não conseguia mais esconder isso deles.
Liguei para meu pai e pedi que avisasse ao pessoal que eu tinha que conversar com todos. Pensei em marcar para hoje, mas decidi que amanhã, na hora do almoço, era o melhor horário para isso.
Eu simplesmente não conseguia parar de sorrir e a cada quilômetro que eu me afastava da prisão, me encontrava com saudades de Isabella.
Era loucura o que estávamos fazendo, mas era uma loucura boa, uma loucura que faria com que eu ficasse com ela.
Cheguei em casa e fui direto para o banho, sem conseguir tirar o sorriso dos lábios. E amanhã... amanhã eu contaria para a minha família, amanhã ela ficaria sabendo de tudo o que eu sentia por Isabella.
Eu realmente esperava que, mesmo não concordando e/ou apoiando, eles me entendessem.
Eu precisava disso.
Eu não consegui dormir muito naquela noite, ansioso pelo almoço. Trabalhei na ala masculina da prisão na parte da manhã e assim que saí, fui até a casa dos meus pais.
Foi minha mãe que atendeu a porta, ainda vestido com seus pijamas. Eu sorri para ela e a envolvi em um abraço, depositando um beijo de leve na sua testa.
- Ainda de pijamas, mãe? – indaguei, rindo. Ela deu de ombros e sorriu.
- Estou de férias, querido.
Minha mãe me puxou para a sala, onde todos já se encontravam – exceto Jasper, o que eu entendia, Alice e ele não tinham se entendido direito ainda. Rosalie e Alice me fitaram, fazendo-me perguntas com os olhos, e eu apenas assenti. Eu iria falar sobre Isabella para todos hoje.
Nós conversamos durante alguns minutos e almoçamos, antes de seguirmos para a sala novamente. Todos sentaram e me olharam, esperando que eu desse a palavra. Até Emmett estava sério, o que parecia ser meio impossível.
- Eu tenho uma coisa para falar... – comecei meio hesitante. – Pode surpreender a todos, na verdade, vai surpreender a todos e eu acho que ninguém aqui vai ficar feliz por isso...
- Credo, Edward – disse minha mãe –, você está me assustando.
- Pare de enrolar – sussurrou Alice. – É melhor falar logo de uma vez.
- Falar o que? – perguntou meu pai, extremamente confuso.
- Que eu me apaixonei pela minha paciente e uma presidiária, Isabella Swan.
N/A: Pois é :x E agora? Como é que a família Cullen deve reagir, hein?
Fico feliz que estejam gostando.
Obrigada por todos reviews.
Besos e até amanhã!
