Bella POV.
Eu mal conseguia piscar enquanto caminhava em direção a cadeira e me sentava, ainda encarando a mãe de Edward.
O que ela poderia querer comigo?
- Eu estou um pouco confusa aqui – admiti, corando um pouco. – O Edward pediu para a senhora vir falar comigo?
Ela sorriu um pouco.
- Senhora não, por favor – revirou os olhos. – Não sou tão velha assim... E não, o Edward não sabe que eu vim falar com você.
Assenti, me sentindo ainda mais confusa.
- Mas... – continuou, me observando. – Eu também estou um pouco confusa aqui, Isabella.
- Bella – disse, sem realmente perceber. Cortá-la daquele jeito me fez corar de vergonha. Isso a fez sorrir ainda mais.
- Certo, Bella... Edward foi até a minha casa ontem... E eu não via meu filho chorar daquele jeito desde que ele tinha sete anos, quando seu avô faleceu.
Eu abaixei a cabeça e fechei os olhos por um momento, tentando prender minhas próprias lágrimas. Eu sabia que Edward iria sofrer, mas isso...
Por que eu só o fazia sofrer e sofrer?
- Eu sinto muito – murmurei, tornando a olhá-la. – Você não tem ideia do quão minha vida tem sido difícil. Tentei com todas as minhas forças me afastar de Edward enquanto tínhamos tempo, mas...
- Já era tarde demais. – Ela não parecia estar me acusando, o que me deixou mais calma.
- Exatamente – assenti. – Eu me apaixonei por Edward muito antes dele confessar seus sentimentos por mim, só que achei que era melhor guardar para mim, até porque eu sabia que não tinha muito tempo. Àquela altura, eu já tinha desistido de lutar há muito tempo.
"Só que seu filho não parecia ter essa opinião e todos os dias ele tentava me convencer do contrário. Ele pediu a cunhada, Rosalie, para ser minha advogada, e eu realmente achei isso estranho. Ele era meu psicólogo, eu era apenas mais uma paciente. Por que se importar tanto?"
Tomei fôlego durante algum tempo, tentando organizar minha mente. Eu não sabia muito bem porque contar a ela toda a história, mas de algum modo aquilo parecia o certo.
- Eu perguntei a ele – continuei. – Perguntei por que se importar tanto, porque simplesmente não desistir de mim. E Edward... ele confessou que estava apaixonado por mim. Naquele momento eu decidi me afastar. Ele me procurou, ele veio me visitar... E eu nunca tinha me sentido tão amada, mesmo que fosse errado daquele jeito.
"Nunca escolhi me apaixonar daquele jeito, Esme. Na verdade, não me importava com isso mais. Eu já estava sem esperanças... E Edward me fez tê-la novamente, me fez ter vontade de lutar e por um tempo eu achei que realmente tinha jeito. Não teve, entretanto. Fui condenada novamente por algo que eu não fiz. E acho melhor simplesmente desistir, do que nos fazer sofrer novamente, do que passar por tudo isso quando não tem mais jeito."
- Você realmente acha que não há mais solução? – indagou-me.
- Sim – sorri de forma triste. – Eles parecem convencidos, nada vai fazê-los mudar de ideia. Edward vai sofrer, eu sei que vai, mas... um dia ele vai superar, um dia ele vai entender. E talvez vá agradecer, porque ele vai encontrar uma mulher que possa dar a ele tudo aquilo que eu não pude, não posso e nunca poderei.
Ficamos em silêncio por um momento; palavras talvez não fossem mais necessárias. Mas Esme pareceu entender e até sorriu um pouco para mim.
- Obrigada por esclarecer tudo para mim, Bella. – Ela ergueu a mão e segurou a minha, acariciando-a um pouco. – Obrigada por fazer meu filho feliz por esse tempo, talvez isso realmente tivesse que acontecer.
Ela foi embora pouco depois e eu fui levada de volta a minha cela, pensando em como dizer a Edward na segunda que, provavelmente, para o bem dele, fosse melhor pararmos de nos ver.
Quem sabe assim ele não conseguisse me superar mais rápido?
Edward POV.
O final de semana se passou de forma tão lenta que eu quase tive um colapso nervoso. Eu queria vê-la, Bella. Queria convencê-la a tentar, a lutar por nós. Porque ficar sem ela parecia algo que eu nunca seria capaz de aceitar.
Quando a segunda chegou cancelei minhas consultas pela parte da manhã, tamanha minha ansiedade era. Fui para a prisão mais cedo, porque talvez se eu adiantasse minhas consultas, a veria mais cedo.
Eu tinha que vê-la.
Ouvi as presidiárias e senti inveja por uma que sairia dali logo, dentro de dois meses. E minha Bella...
Engoli em seco, não querendo pensar nisso e procurei me focar novamente.
E logo o horário dela vir chegara.
E palavras nunca seriam capazes de explicar como eu me sentia perto dela. O coração acelerado, o estômago revirado... Como alguém podia julgá-la, como alguém podia condená-la à morte?
- Oi – murmurei, assim que ficamos a sós.
- Ei – sorriu um pouco. – Eu queria propor algo a você.
Ajeitei-me um pouco mais na cadeira e a fitei.
Será que ela tinha mudado de ideia?
- Pode falar – sussurrei, sem desviar meus olhos dela durante um segundo sequer.
- Talvez... – Ela engoliu em seco e fechou os olhos por um momento. Quando os abriu, eles estavam tomados pelas lágrimas. – Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida e eu vou guardar você no meu coração até o momento em que eu fechar meus olhos... Mas talvez, para o seu bem, para que assim você possa superar mais rápido...
- Você não está sugerindo que paremos de nos ver, está? – indaguei, cortando-a.
- Edward... Isso talvez...
- Não. – Pus-me de pé. – Eu não quero isso, você não quer... Por favor, deixe que eu tome minhas próprias decisões.
- Eu não vou mudar de ideia, Edward – sorriu. – Eu vou morrer dentro de quatro meses.
- Então ao menos deixe que eu escolha se quero ficar esses quatro meses com você. E eu quero.
Eu ainda iria tentar convencê-la. Podia não ser naquele momento, mas eu tinha tempo.
Iria convencê-la. Simplesmente não podia deixar desistir dessa maneira.
Bella POV.
Surpreendi-me com a forma que o tempo passava rápido. Dois meses haviam se passado desde a audiência e de minha decisão.
E nesses dois meses, algumas coisas haviam acontecido.
Edward tentara me convencer a desistir, embora não tenha obtido sucesso. Eu estava certa disso. Não queria mais lutar, simplesmente havia desistido.
Esme me visitava constantemente, o que realmente me surpreendia. Ela e conversávamos o quanto podíamos e compartilhávamos nossas histórias. E talvez isso fosse errado, porque era só mais uma pessoa que teria que se despedir de mim.
Alice passou a vir algumas vezes também e ela parecia ser uma boa irmã. Não entendia o por que das visitas quase que constantes da mãe e dela, mas eu gostava.
Gostava demais.
Conforme o tempo foi passando, Edward e eu ficávamos mais grudados. Silenciosamente, nos meus piores dias, eu o imaginava daqui a cinco anos. Será que ele já teria me superado, encontrado alguém, tido filhos?
Ele teria filhos lindos. Imaginei-os de olhos verdes, aquele mesmo sorriso no rosto... E as lágrimas tomavam conta de meus olhos.
Porque eu nunca seria mãe. Isso era impossível para mim.
E a mulher que se casasse com ele seria sortuda, seria feliz. Poderia fazê-lo feliz. E poderia até ser considerado inveja, mas eu deseja aquilo e nos meus sonhos, era eu quem estava deitada ao seu lado.
No terceiro mês, eu praticamente contava os dias.
Edward ficava mais triste a cada vez que nosso horário terminava e eu tinha que ir embora. Eu sabia que ele ainda queria que eu tentasse, mas não dava mais.
Para que adiar aquilo que era inevitável? Para que prolongar o sofrimento?
Por incrível que pareça, eu conheci o irmão de Edward também, o Emmett. Ele me fez por algum tempo e eu tinha certeza de que tinha dedo de Edward naquela história, já que eu andava chorando. E pelo visto, ele tinha percebido isso, muito embora eu procurasse esconder quando chegava a sala dele.
O dia estava se aproximando.
E eu estava assustada para caralho.
Rosalie já havia conversado comigo e me dito que eles usariam a injeção letal. Ela disse que não sabia se eu sentiria dor, mas achava que não. Eles davam algo antes, que me induziriam ao coma.
Eu teria um tratamento especial naquele dia, também. A comida que eu preferisse, roupas que eram minhas e eu pediria alguém para pegar... E direito a uma hora e meia de consulta com meu psicólogo. Depois eu seria levada até a sala.
E morreria.
Então a noite anterior chegou.
Eu havia conhecido o último membro da família dos Cullen e ele, enfim, me revelou o motivo de todos terem se aproximado – faltava o Jasper, de quem Alice havia comentado –: Edward queria que eu conhecesse toda sua família antes de partir.
Naquele dia pedi a Carlisle que todos parassem de vir me ver. Ee
Eu não era muito boa com despedidas.
- Obrigada por tudo – disse-lhe. – E quero que agradeça a sua família também, por favor. Acho melhor vocês não virem mais. O dia se aproxima e eu não sou muito boa com despedidas.
Eu lhe dei um abraço naquele dia. Eu o fiz prometer por todos que eles não viriam mais.
E chorei o resto da noite.
Edward e eu não tínhamos nos despedido. Eu pedi que ele não viesse no horário de visitas – o último –, mas confesso que tinha esperanças. Quanto mais tempo com ele, melhor. Muito embora ele quem fosse sofrer com isso.
E agora... estava impossível dormir.
Meus olhos, por mais cansados que estivessem se mantinham abertos, aflitos. As lágrimas que outrora vinham com força, haviam secado. Chorar, infelizmente, não resolveria meus problemas.
Eu não sabia que horas eram e aquele era o propósito daquele local tão desconfortável. Aquilo sempre tinha me incomodado, mas daquela vez, tudo o que eu queria era que o tempo parasse.
A dor em meu peito se tornava mais forte a cada segundo; era inevitável conter isso.
O inesperado sempre havia me assustado, desde bem pequena. Eu sempre planejara minha vida muito bem. Só que naquele momento, o que realmente estava me assustando, era o fato de que aquilo era planejado – e não havia nada que eu pudesse fazer.
Rosalie ainda tinha esperanças, assim como toda a família Cullen. Mas eu já a tinha perdido. O que eles podiam fazer? O que Edward podia fazer?
Edward... Eu sabia que ele estava sofrendo, que aquilo estava sendo dolorosa para ele. Eu queria que ele tivesse como escapar disso. E por mais que doesse em mim, queria que ele nunca tivesse se envolvido tanto comigo.
- Eu sinto tanto, Edward... – murmurei. – Sinto mais do que um dia você possa imaginar.
Conforme as horas passavam, eu me tornava mais inquieta e com mais medo.
E algum tempo depois, quando as batidas na grade tiraram-me de meus devaneios, eu pensei que fosse ter um ataque ali mesmo.
O caminho foi silencioso e mais rápido do que eu gostaria. Eu tive direito ao meu banho e aproveitei enquanto a água escorria por meu corpo, deixando, mais uma vez, as lágrimas escorrem livremente.
Depois de devidamente vestida e alimentada, segui até a sala de visitas.
E eu prometi me manter forte quando entrei lá.
- Bella... – Alice correu até a mim e me abraçou o mais forte que pôde. – Ainda há esperanças, prometo isso para você.
- Não se preocupe, Alice – sorri, sentindo-se a cada minuto morrer ainda mais por dentro. – Eu estou bem.
- Eu sei que prometemos não vir – murmurou –, mas eu não consegui.
- Tudo bem, eu não estou brava com você. – Meus olhos percorreram a sala, só para confirmar o que eu já sabia: Edward não estava aqui. – Ele não vem mesmo...
- Bella...
- Acho melhor você ir, Allie – sorri novamente. – Obrigada por tudo. De verdade.
- Bella...
- Por favor, Alice – suspirei, interrompendo-a. – Não torne isso mais difícil do que é.
Eu a observei se afastar e sorri novamente.
Edward não tinha vindo.
- Isabella? Está na hora.
O momento que eu mais temia estava acontecendo. Não havia como adiar, nem o que fazer. Chegaram.
Sem poder evitar aquilo, segui meu caminho, ciente de que veria Edward pela última vez.
Edward POV.
Ela estava vindo.
Uma hora e meia de consulta.
Então, o fim.
A guarda bateu à porta e a abriu logo em seguida, trazendo uma Isabella diferente do habitual. Vestindo roupas bonitas – que eu sabia que Rosalie pegara em seu apartamento – e simples.
Ela ficou sem algemas daquela vez, sentada no mesmo local de sempre. Seus cabelos arrumados em volta do rosto e caindo livremente além dos seios.
Linda.
Maravilhosa.
E eu diria adeus a ela naquela noite.
Hiding My Heart Away – Adele
Nossos olhos se encontraram e eu tentei sorrir um pouco, sentindo-me muito mal de repente.
Como eu podia desistir dela? Dar adeus?
Foi assim que a história aconteceu
Eu conheci alguém por acidente,
Isso me surpreendeu
Isso me surpreendeu
- Oi, Edward. – Bella sorriu um pouco e eu sabia que ela estava tentando se mostrar forte.
Eu não consegui dizer nada; sentia que se dissesse iria deixar que as lágrimas tomassem conta daquele último dia com ela, daquele último momento.
Depois, seria adeus.
E eu simplesmente não me sentia pronto para isso.
- Não posso dizer adeus a você – disse finalmente, já de frente para lá. E antes que ela pudesse dizer alguma coisa, tomei seus lábios nos meus, e pela primeira vez, senti suas mãos passando pelos meus cabelos e pelas minhas costas.
Foi o mais sombrio dos meus dias
Quando você tomou minha tristeza
e levou minha dor
E as enterrou
Você as enterrou
- Eu quero te pedir uma coisa – afastei-me um pouco dela. Seus olhos castanhos me fitavam com tanto amor que eu quase deixei que as lágrimas caíssem.
Quase.
- Você pode me pedir qualquer coisa – prometeu, soltando um sorriso fraco.
- Faz amor comigo – sussurrei. – Temos pouco mais de uma hora e talvez não vá ser a coisa mais romântica do mundo, mas... faz amor comigo.
Ela me fitou durante alguns segundos e eu até pensei que ela fosse negar, mas ela me beijou.
Forte.
E eu gostaria de poder deitar ao seu lado
Quando o dia acabasse
E acordar com seu rosto sob o sol da manhã
Mas como tudo que eu já conheci
Você vai embora um dia
Então vou passar minha vida inteira escondendo meu coração
Eu a puxei para mim, já levando-a em direção ao sofá que tinha ali. Não tínhamos tempo, não havia como ser muito romântico naquela hora.
Eu só precisava dela para mim, comigo.
Eu precisava ter essa lembrança comigo para sempre.
Os dedos de Bella logo estavam desabotoando minha blusa, revelando meu peitoral. A boca dela desceu pelo meu pescoço, provocando, mordiscando-o, para logo depois passar para o meu peito.
Eu gemi baixo.
Te deixei na estação de trem
E te dei um beijo na testa
Eu vi você acenando
Eu vi você acenando
Depois fui para casa,
para os meus arranha-céus
Luzes de néon e papéis à espera
Que eu chamo de casa
Eu chamo de casa
Minhas mãos logo estavam tirando seus sapatos e os meus, assim como minhas meias. Logo depois foi a vez de tirar sua blusa, revelando seu sutiã preto, contrastando com sua pele.
- Você é maravilhosa – gemi em seu ouvido. – E eu vou te amar para sempre.
Eu a beijei novamente, enquanto retirava seu sutiã.
- Te amo – murmurou ela, olhando em meus olhos. – Como nunca amei ninguém.
Tentando manter as lágrimas afastadas de meus olhos, abaixei meu rosto e tomei o seu mamilo direito na boca, sugando-o com força, enquanto acariciava o esquerdo com o dedão. As mãos de Bella se prenderam no meu cabelo, puxando-o com força.
Estávamos desesperados.
E eu gostaria de poder deitar ao seu lado
Quando o dia acabasse
E acordar com seu rosto sob o sol da manhã
Mas como tudo que eu já conheci
Você vai embora um dia
Então vou passar minha vida inteira escondendo meu coração
Desci minhas mãos para sua calça, abaixando o zíper e abrindo o botão, já a puxando e revelando a calcinha também preta dela.
A minha calça logo seguiu a dela e estávamos separados apenas pelas roupas. Não havia tempo para muitas preliminares e nenhum de nós estávamos precisando disso.
Meu membro estava mais que animado. E eu podia sentir que Bella também estava animada, pela sua umidade.
- Edward... Por favor.
Confesso que ela não teve que implorar muito.
Nossas mãos retiraram nossas roupas íntimas e eu me virei no sofá, colocando Bella sentada no meu colo.
Ela se ergueu um pouco e encaixou sua entrada no meu pênis, sentando logo em seguida, apenas de uma vez.
Eu acordei sentindo o coração pesado
Vou voltar para onde eu comecei
A chuva da manhã
A chuva da manhã
Agora, apesar de querer você aqui
Aquela mesma velha estrada que me trouxe aqui
Me chama para ir para casa
Me chama para ir para casa
Ela subia e descia com força, enquanto eu segurava seu quadril, a guiando. Nós trocávamos, tanto porque necessitávamos, tanto para esconder os gemidos.
Não queríamos ninguém nos interrompendo.
Não demorou muito. Logo eu sentia Bella acelerar, assim como meu membro endurecendo e estremecendo.
Era nossa primeira vez. E nós gozamos juntos.
- Eu te amo, Bella – sussurrei. – Eu te amo.
- Eu sou louca por você.
Trocamos mais um beijo, deixando que nossos corpos se recuperassem.
E eu gostaria de poder deitar ao seu lado
Quando o dia acabasse
E acordar com seu rosto sob o sol da manhã
Mas como tudo que eu já conheci
Você vai embora um dia
Então vou passar minha vida inteira escondendo meu coração
E não posso passar minha vida inteira escondendo meu coração
Nós nos vestimos e tentamos nos ajeitar, olhando o relógio. Tínhamos minutos, apenas minutos.
Trocamos um abraço longo e silencioso, beijando-nos pela última vez.
Eu me sentei na minha cadeira, Bella na dela.
E logo a guarda chegou, a levando para longe de mim.
Para sempre.
Bella POV.
Meu coração batia de forma acelerada enquanto eu seguia para o local onde seria executada. Adentrei o local branco demais, apenas com uma maca ao lado e uma ferramenta de instrumentos logo ao lado. O médico já estava ali, mas eu não o olhei.
Fui colocada na maca e meus pulsos foram amarrados, assim como meus tornozelos. Eu olhei para o lado, apenas para ver um vidro, com várias testemunhas me assistindo.
De acordo com Rose, a primeira injeção era para me induzir ao coma, depois haveria mais duas: uma paralisaria meu diafragma e meus pulmões, enquanto a última pararia meu coração.
Eu fitava as testemunhas enquanto eles preparam tudo.
Não demorou muito para eu sentir a picada.
E ao mesmo tempo que meus olhos começavam a se fechar, a porta das testemunhas foi aberta e alguém muito conhecido por mim adentrou o local.
Edward.
Seus olhos verdes foram as últimas coisas que eu vi antes de me entregar à escuridão.
N/A: E aí, gente?
Não vou falar muito, porque senão acabado falando coisa demais, rs.
Mas... então? Será que o Edward vai fazer alguma coisa para impedir a morte da Bella?
O que vocês acham? Cruzem os dedinhos, confiem em mim, e eu prometo que amanhã vocês ficarão sabendo.
Besos
