Dei o primeiro passo na direção dele e consegui enroscar a ponta do sapato no ar, quero dizer, não tinha absolutamente nada no chão, e fiz um bocado de barulho tentando não cair de cara.
- Bella? – a voz sensualmente sonolenta chamou.
Ainda com o corpo inclinado para frente e os braços abertos para manter o equilíbrio eu levantei o olhar para Edward, que estava erguendo o tronco apoiando o peso nos cotovelos. Ele piscou algumas vezes, suas pálpebras ainda pareciam pesadas.
- O que está fazendo aqui? – bela maneira de começar essa conversa, sua grossa!
Tentei endireitar o corpo com o mínimo de dignidade que me restava e acompanhei o rosto de Edward escurecer uns três tons de vermelho.
- Eu... Ahm... – ele sentou de uma vez, esfregando os olhos.
Enquanto ele lutava com as palavras, minha ficha caiu. Alice! Essa tarde maluca foi tudo por causa dele, elas sabiam que ele estava aqui, ou que estava vindo pra cá e me enrolaram pra dar tempo!
- Eu achei que você tivesse me chamado... – coçou a nuca, encarando os próprios joelhos, sua testa franzida.
Apesar de tudo, a rosa ainda estava em sua mão esquerda, que agora sustentava seu corpo, apoiada no colchão.
- Eu?
- É... – ele parecia mais desconfortável a cada palavra minha – Sua amiga me ligou, ou melhor, ligou pro seu celular várias vezes. Eu não sabia se deveria atender, mas achei melhor, você deveria estar preocupada com a sua bolsa... Ela me disse que era pra vir pra cá as quatro e que eu deveria esperar caso você ainda não estivesse aqui.
Quatro horas? Ele estava aqui há mais de uma hora! Não me surpreende que tenha dormido! Não acredito que Alice tenha feito isso! E não entendo por que fazer meu grego esperar tanto tempo...
Pensando bem... Com Rosalie envolvida, ele deu sorte de esperar tão pouco tempo.
- Então... Enquanto eu não chegava você resolveu deitar na minha cama?
Ele se levantou num pulo. Sua camisa cinza completamente amassada por ter deitado.
- Desculpa... Eu... Obviamente você não me quer aqui, eu... – ai, meu Deus! Não foi isso que eu quis dizer! Tentei começar a explicar, mas ele continuou – Só vim aqui pedir desculpas pelo meu irmão idiota, juro que às vezes parece que ele foi criado por um bando de lobos... – falou a última parte quase para si mesmo – Eu já vou indo... – ele soltou a rosa na cama e passou apressado pela porta.
- Edward! – chamei e ele diminuiu o passo, olhando para mim – Emmett é seu irmão? – ele concordou com a cabeça, devagar – Alguém já te disse que ele é um idiota?
- Em várias ocasiões... – só um lado de sua boca se curvou pra cima, num fantasma do meu sorriso torto.
- Por que está com tanta pressa de ir embora? – apoiei o ombro no batente da porta, recebendo um olhar confuso – Não queria me ver?
- Você ainda quer me ver? – que pergunta idiota... Ele já sorria abertamente agora, como se já soubesse minha resposta, um tanto convencido.
Sempre lembrando que nele era um charme! Só me fazia sorrir.
- Não tenho certeza... – tentei parecer pensativa, batucando o indicador no lábio inferior e ele riu.
- Realmente é uma decisão muito difícil! – cruzou os braços, sem sair do lugar.
- Por um lado, você invadiu meu apartamento... – comecei, dando um passo em sua direção.
- Mas só porque me disseram que era o que você queria! – ele se defendeu, balançando a cabeça.
- Por outro lado, não posso deixa-lo sem sua musa... – dei outro passo.
- Realmente... – mais um passo – Ficar sem minha musa seria a maior das maldades.
- Mas – passo – ainda não sei o que faço com você.
Ele deu o último passo, fechando a distância entre nós.
- Contanto que seja exatamente o que você quer, pode fazer qualquer coisa comigo.
Engoli a seco depois dessa declaração. Meus joelhos sempre fraquejam quando ele é tão deliciosamente intenso desse jeito.
- E se eu dissesse pra você sair agora? – perguntei encarando seus olhos, que brilhavam divertidos, seus lábios puxados num leve sorriso.
- Eu iria embora.
- E se eu dissesse pra você nunca mais sair?
- Eu ficaria pra sempre.
- E se eu dissesse pra você me beijar?
A resposta veio na forma de um beijo, seus lábios colados nos meus, se movendo lentamente, calmamente, fazendo durar ao máximo.
- Eu não disse pra você me beijar – comentei sorrindo contra sua boca.
Obediente, ele se afastou.
- Também não falei pra você parar! – envolvi seu pescoço com minhas mãos e o puxei de volta pra mim.
Suas mãos me puxaram pela cintura, colando nossos corpos, me fazendo ficar na ponta dos pés, apesar do salto.
Enterrei os dedos em seu cabelo, me apertando contra ele, meu equilíbrio já é precário em situações comuns, e dessa vez eu estava de salto e na ponta dos pés. Se Edward decidisse me soltar, ia ser um tombo memorável.
Mas ele não soltou. Suas mãos desceram da minha cintura, percorreram meu quadril e envolveram a parte de trás das minhas coxas, me puxando pra cima, para seu colo. Minhas pernas automaticamente envolveram sua cintura, fazendo minha saia subir, mas eu não liguei.
Em nenhum momento nossos lábios se separaram. Eu agarrava seu cabelo, dando puxões leves, que ele parecia gostar, me beijando com ainda mais avidez. Ele me carregou para meu quarto, e me colocou sentada na cama. Meus dedos começaram a trabalhar, tentando desfazer os botões de sua camisa, enquanto as mãos dele percorriam minhas coxas.
Será que ele sabia o quanto eu queria aquilo? Mesmo que nunca mais nos víssemos, mesmo com seu irmão estúpido, mesmo com a minha fuga inconseqüente... Era isso que eu queria desde o princípio. Sentir a pele dele na minha, aprender cada detalhe de seu peito, sem palavras, sem explicações.
Mas rápido demais, ele se afastou. Ah, não...
Achei que ele fosse levantar, mas só olhou nos meus olhos, me dando tempo para terminar de tirar sua camisa, minhas mãos contornando os músculos de seus braços.
- Bella? – forcei meu olhar a subir para seu rosto, o verde de suas íris estava mais escuro – Lembra o que eu te disse sobre musas?
- Não... – admiti, deslizando os lábios por seu ombro, já brincando com seu cinto.
- Elas devem ser adoradas... – ele ergueu meu rosto, segurando meu queixo, roçando os lábios nos meus.
Eu não entendi do que ele estava falando e me ocupei em soltar sua calça. Logo ele estava usando apenas sua boxer preta, um pedacinho da tal tatuagem aparecendo, me atiçando ainda mais.
Deixei meus olhos percorrerem seu peito forte, seu abdome bem desenhado, parando por um instante no volume que sua excitação formava e descendo por suas coxas musculosas. Ele era bom o bastante pra comer. Tive que passar a língua nos meus lábios subitamente secos.
Então ele se jogou de joelhos na minha frente e tirou meus sapatos, beijando a parte interna dos meus tornozelos em seguida. Um arrepio de antecipação percorreu minha espinha.
Seus lábios subiram, tortuosamente lentos, sempre depositando beijos sutis, de boca aberta, na parte interna das minhas pernas. Seus lábios eram feitos de fogo, feitos para derreter minha pele. Quando ele beijou a lateral do meu joelho, virando minha perna só o bastante para resvalar na pele sensível da parte de trás, eu fechei os olhos. Era um toque tão sutil, tão bobo e eu estava ficando louca.
As palmas de suas mãos subiram por minhas coxas, como haviam feito antes na sala, e apertaram meu quadril por um instante, então agarraram a barra da minha saia, a puxando para baixo enquanto eu desfazia o botão e o cinto em velocidade recorde.
Uma vez livre da saia, sua boca seguiu o caminho de suas mãos, subindo por minhas pernas, pra me provocar ainda mais ele puxou o elástico da minha calcinha com os dentes e soltou, estalando contra minha pele, que se estivesse tão quente quanto eu me sentia, provavelmente ele ia acabar se queimando. Subiu minha blusa e contornou meu umbigo com a língua, me fazendo jogar a cabeça para trás, cada pedaço de pele que surgia recebia o mesmo tratamento até que a blusa seguiu o mesmo caminho da saia.
E lá estava eu, só de calcinha e sutiã, sentada na cama, frente ao homem mais perfeito do mundo. Queria me sentir envergonhada, mas o olhar dele era tão cheio de desejo e vontade que eu só pude puxa-lo pros meus lábios.
Edward percorreu a lateral do meu corpo com as mãos, me adorando como ele dissera que faria, acariciando meus seios por cima do sutiã, antes de soltar o fecho e começar a massageá-los. Suas mãos tentavam envolve-los completamente, os deixando ainda mais intumescidos, e eu me forçava contra suas palmas, extasiada.
Eu não conseguia tocar o bastante dele, percorria suas costas, com toques leves e unhas, fazendo tudo que eu podia para deixa-lo mais perto, para senti-lo ainda mais. Seus lábios deixaram os meus e desceram até o meu colo, mordendo, lambendo, beijando, me fazendo gemer sem nem notar, e enterrar os dedos em seu cabelo macio, o forçando a ficar no lugar, mesmo que ele não desse indicações que iria a qualquer lugar.
Então começou a brincar com o elástico da minha calcinha e meu quadril foi instintivamente para frente, fazendo com que ele sorrisse de encontro a minha pele. Quando sua mão invadiu minha última peça de roupa, prendi a respiração, fechando os olhos um instante, para voltar a abri-los em seguida, encontrando os olhos verdes me encarando fascinados. Me penetrou com seus dedos, que começaram a se movimentar habilmente, ao mesmo tempo em que ele mordia meu pescoço, fazendo um gemido alto escapar da minha garganta.
- Ah... – ofeguei – Isso... – minha voz estava estranha aos meus ouvidos, mas eu não podia me importar nem que quisesse, Edward estava lentamente me fazendo esquecer de tudo.
- Eisai toso teleios... – ele murmurou com a boca colada na minha orelha.
Enterrei as unhas em suas costas quando seus movimentos aceleraram e sua língua deslizou pela minha orelha, seguida por seu hálito quente que me arrepiou de um jeito maravilhoso. Arqueei o corpo de encontro a seu peito, cada vez mais ofegante, sentindo as pernas tremerem quando ele tirou os dedos de dentro de mim, mas não os afastou completamente, só subindo e descendo, acariciando, apertando minha parte mais sensível para em seguida afundar-se de volta, me deixando perdida da melhor forma, chegando cada vez mais próxima ao clímax.
- Ah... Edward! – quase gritei, sem conseguir me controlar, isso pareceu incentiva-lo ainda mais, intensificando o trabalho de seus dedos em mim, indo mais fundo enquanto ele beijava meus seios, sugando minha pele agora extremamente sensível.
Aquilo era demais, foi demais, eu estava na beirada do precipício e me joguei sem pensar duas vezes. Meu corpo inteiro tremia e eu não conseguia controlar a respiração, caindo de costas na cama. Edward puxou minha calcinha até tira-la de mim, aproveitando a situação para me provocar mais um pouco, agora com sua boca, lambendo, sugando, beijando, mordendo me fazendo dar um grito fraco, sentindo espasmos nas costas, que me faziam desencostar do colchão.
- Bella... Agapi mou... Eu queria tanto ter feito isso ainda ontem... – ele comentou tranqüilamente, com a boca colada parte interna da minha coxa direita, perto da minha virilha sua respiração me fazendo tremer. Como é que ele podia ficar com a voz tão calma enquanto eu estava a ponto de perder a cabeça? – Queria provar cada centímetro, sentir cada curva... Descobrir se o gosto da tua pele era tão bom quanto o teu cheiro...
Eu precisava dele. Muito. Ele nem tinha noção o quanto.
Ergui o corpo da cama, fazendo com que ele se afastasse um pouco, não sem antes dar sussurros de beijos nos meus seios, tão leves, tão incrivelmente sensuais como tudo que ele fazia.
Mas agora era a minha vez de provocar, de descobrir se o gosto de sua pele era tão bom quanto o de seus lábios. Comecei a distribuir beijos pelo seu maxilar forte, descendo para seu pescoço, o arranhando com os dentes, e quando ele soltou um suspiro alto, fiquei ainda mais quente, mais desesperada. Me deixei escorregar da cama, ficando de joelhos no chão, como ele estava agora, nossos corpos colados, sendo percorridos por uma corrente elétrica.
Me mexi contra ele, aumentando as vibrações e sorri satisfeita quando sua pele levemente bronzeada, que parecia brilhar aos meus olhos, ficou completamente arrepiada.
Sua compleição era tão macia que não pude me conter e lambi seu peito bem devagar, degustando, ficando cada vez mais inebriada com seu cheiro.
Edward estava respirando cada vez mais rápido, e era delicioso saber que ele estava perdendo o controle. As mãos dele desceram por minhas costas e apertaram minha bunda com uma força impressionante. Não machucou, muito pelo contrário! Gemi cheia de contentamento e enquanto minhas mãos empurravam sua boxer para baixo, fechei meus dentes em uma mordida um pouco forte, sugando a pele de seu peito e nem percebi quando, nem como, ele me jogou de costas na cama, ficando por cima de mim, suas pernas entre as minhas.
Dava pra sentir que ele estava tão excitado quanto eu.
- Edward... – gemi tomando seus lábios, puxando seus cabelos e enroscando minhas pernas nas suas, procurando mais contato.
- O que foi, Bella? – ele perguntou, olhando longamente nos meus olhos, ainda longe demais pro meu gosto, brincando comigo.
Mordi seu lábio inferior, meio envergonhada, não querendo realmente pronunciar as palavras, ao invés disso arranhei suas costas mais uma vez, descendo as mãos até sua bunda e a apertando como ele acabara de fazer com a minha, como eu quisera fazer desde a primeira vez que olhei para ele. E ele me entendeu, deslizando pra dentro de mim, gemendo junto comigo, me preenchendo perfeitamente, sua respiração tão acelerada quanto a minha.
Como tudo até agora, seus movimentos eram lentos, e eu me agarrei ainda mais em seus ombros, forçando o aperto de minhas pernas em sua cintura, querendo mais.
O ritmo foi acelerando, e minha voz foi ficando ainda mais alta. A fricção entre nossos corpos, o cheiro dele... Eu poderia viciar facilmente naquilo. Meus olhos se fecharam, e eu deixei a cabeça pender para trás, a enterrando no colchão.
- Isso... Ah... Edward! – ele parecia gostar quando eu suspirava seu nome e o vai e vem de seus quadris ficava ainda mais forte, chegando ainda mais longe, me fazendo sentir coisas que eu nem sabia que dava pra sentir.
- Bella, agkelos, olha pra mim... – ele mandou, com uma voz rouca que vibrou pelo meu corpo inteiro.
Obedeci, abrindo os olhos, e ao encontrar o olhar dele, todas as sensações se intensificaram. Eu não sabia como ele fazia aquilo, aqueles olhos, agora escuros, pareciam transmitir tudo o que ele estava sentindo, todo o seu prazer, fazia com que eu sentisse também. A pressão no meu baixo ventre aumentou de um jeito louco.
- Não pára, Edward! – soltei junto com o ar.
- Eu não vou parar... – ah... aquela voz rouca de novo...
Ouvir a voz dele foi tudo que eu precisava para me mandar para as nuvens de novo, dessa vez ainda mais longe, mais forte, mais sensacional. Todos os meus músculos se tencionaram, mas Edward continuou se movendo, me fazendo aproveitar ainda mais antes de ele próprio se deixar levar e se soltar dentro de mim.
Seus braços cederam e ele quase desabou completamente em cima de mim, mas ainda conseguiu sustentar seu peso, apenas me cobrindo com seu corpo, sua respiração descompassada se espalhando no meu pescoço, me fazendo fechar os olhos pra aproveitar melhor a sensação, seu cabelo fazendo cócegas no meu rosto.
Eu ainda estava vendo estrelas...
Uma música começou a tocar em algum lugar do quarto e Edward grunhiu, irritado.
- Na pari i eychi! Meu celular... – murmurou, beijando meu maxilar.
- Deixa tocar...
- Eu não planejava ir a lugar algum... – ele sorriu, me dando um beijo meio mordido nos lábios.
Eu não conseguia acreditar que poderia ter sentido tudo isso ontem à noite e perdi a chance... Acho que agora teria que compensar... De novo, e de novo, e de novo...
O celular parou de tocar e Edward saiu de cima de mim, deixando tudo muito frio até ele me puxar para um abraço, nos cobrindo com a manta que estava no pé da cama.
Apoiei a cabeça confortavelmente em seu peito e ele me envolveu com um braço, o outro embaixo de sua própria cabeça.
Quando olhei seu rosto tranqüilo, percebi que ele tinha uma tatuagem na parte interna do braço. Um dragão. Como é que eu não notei isso antes? Especialmente porque era incrivelmente sexy! O que me fez lembrar que eu não vi qual era a tatuagem de seu quadril... Nem inspecionei sua bunda com o cuidado que eu queria...
Tanta coisa gostosa nesse homem, tão pouco tempo...
Levantei a manta e olhei embaixo, Edward deu um pulo.
- O que foi? – perguntou, me olhando quase rindo, baixando a coberta.
- Eu queria ver uma coisa...
- O que especificamente? – ele já sabia... E estava com vergonha, igual quando eu reparei da primeira vez.
Me ergui na cama e comecei a beijar seu rosto, fazendo um caminho lento até sua boca.
- Você está tentando me distrair? – perguntou entre beijos.
- Talvez... – sorri e ele mordeu meu lábio inferior – Eu quero ver sua tatuagem...
- É besta... – enterrou o rosto no meu ombro.
- Eu quero ver sua tatuagem besta...
- Você vai rir – ele mesmo estava rindo.
- O que é?
- É um erro... – murmurou ainda com o rosto escondido. Será que eu soaria muito carente e maluca se dissesse que nada nele era um erro?
- Mas eu quero ver! – pedi de um jeito manhoso, puxando a manta, que ele puxou de volta, rindo.
Começamos a gargalhar enquanto lutávamos pelo controle, claro que ele era mais forte e mais rápido, mais coordenado também, mas vamos disfarçar a minha humilhação... Só que ele obviamente não estava fazendo o que realmente poderia fazer, me deixava fingir que podia realmente competir com ele, só não me deixava vencer.
Eu queria ficar irritada, mas era tão fofo...
- Tudo bem. – parei, afastando as mãos.
- Tudo bem? – ele me olhou, desconfiado.
- É, não quero mais ver sua tatuagem idiota.
- Não?
- Quero que você me fale de quando a fez. – ele fechou os olhos e torceu o nariz, me fazendo rir.
- Por que? – perguntou me olhando por baixo dos cílios enquanto eu pescava a camisa dele no chão e a vestia, para em seguida sentar em sua cintura, uma perna de cada lado.
- Porque eu quero saber mais de você! – ele sorriu – Mentira, eu estou louca pra arrancar esse lençol e sei que não vou conseguir. – dessa vez ele riu.
- Então, tirando a história por trás da tatuagem...
- Tatuagens... – especifiquei, passando as pontas dos dedos pelo seu bíceps, onde aparecia só um traço ondulante, a língua do dragão. Em resposta ele apertou as minhas coxas.
- Tatuagens... – repetiu, sorrindo – Você não quer saber mais nada sobre mim?
- Não... Já sei tudo que interessa... – murmurei e mordi seu queixo – Mentira de novo – enterrei o rosto no seu pescoço, deixando meus lábios roçarem em sua pele enquanto eu falava – quero saber tudo que existe pra saber sobre você...
- Não é muito... – ele falou num suspiro e eu sentei para encara-lo – Sabia que você fica extremamente sexy usando minhas roupas? – sorri, prendendo meu lábio inferior entre os dentes, reparando como os lábios dele eram vermelhos e que eu estava morrendo de vontade de morde-los... mas não agora.
- Sabia que você não vai me fazer esquecer da história da tatuagem ligando o seu charme pra cima de mim?
- Eu sabia, você é muito teimosa... – me lançou aquele sorriso torto que deixa meus joelhos moles – O que eu tenho que fazer pra você esquecer essa história da tatuagem?
Seus olhos me encaravam de um jeito inocente, mas o verde brilhava de um jeito malicioso. Sua mão subiu para o meu rosto, sua palma envolvendo minha bochecha, me fazendo fechar os olhos e me afundar em seu toque. Então as pontas de seus dedos desceram para meu pescoço, memorizando minha pele, arrepiando minha pele, fazendo seu caminho por entre os botões desfeitos da camisa, pelo vale entre meus seios. Minha respiração falhou por um instante.
- Eu não vou esquecer a história da tatuagem... – fechei os olhos, sentindo sua pele me queimando, ou talvez fosse o meu calor que queimasse a pele dele...
Seus dedos subiam e desciam, esbarrando nos meus seios, mas nunca realmente tocar do jeito que eu queria.
- Talvez... – ele comentou, como se não acreditasse muito na possibilidade – Mas eu posso tentar fazer você esquecer... – mordi o lábio de novo, sentindo um calafrio quando consegui absorver suas palavras.
Eu queria dizer alguma coisa, mas nem imaginava como formar uma palavra. Já era difícil pensar perto dele, mas quando ele me falava essas coisas... Com certeza isso era algum tipo de crime.
- Quem sabe... – recomeçou, dessa vez sua mão invadiu a camisa, por cima de um dos meus peitos, sem realmente encostar – Quem sabe – repetiu, me fazendo abrir os olhos encontrando o sorriso cínico em seu rosto – se eu fizer meu trabalho direito, você esqueça até mesmo seu nome!
Prendi a respiração, arregalando os olhos. Eu devo ter ouvido errado...
O sorriso dele aumentou e seus olhos passearam pelo meu corpo ainda coberto por sua camisa, ele passou a língua pelos dentes lenta e distraidamente. Eu não ouvi errado. Quando seu olhar encontrou o meu, Edward parecia pronto a me atacar.
Ataca! Ataca logo!
Ele agarrou a gola da minha camisa com uma das mãos, me puxando para seus lábios, a outra envolvendo a parte de trás da minha coxa, me fazendo levantar, aprofundando ainda mais o beijo. Enterrei os dedos em seu cabelo, dando os pequenos puxões que ele parecia gostar tanto e seus dedos deslizando pela parte interna da minha perna, provocando meu sexo, me fazendo gemer em sua boca.
Meu coração batia tão rápido, tão alto que abafava o som da minha própria voz aos meus ouvidos. Uma de minhas mãos soltou, muito contra a gosto, os cabelos sedosos dele e começou a acariciar seu peito, passando pelos músculos de seu abdômen perfeito, que se retesaram embaixo dos meus dedos, quase me fazendo sorrir.
Alcancei a barra do lençol que escondia de mim sua ereção... E sua tatuagem. Mas antes que eu pudesse me aprofundar mais, o barulho da minha porta sendo massacrada ultrapassou o volume do meu próprio coração descontrolado e me fez pular com o susto.
- O que é isso? – perguntei, saindo de cima do Edward que me olhava tão confuso quanto eu me sentia.
- EDWARD! – gritaram, eu acho que conheço essa voz – Eu sei que você está aí!
- Emmett? – Edward arregalou os olhos, levantando devagar.
E fácil assim as palavras que Emmett estava gritando do outro lado da minha porta simplesmente sumiram... Mas acho que é porque eu me distraí olhando as costas de Edward... O jeito que os músculos de seus ombros se movimentavam enquanto ele pegava suas calças no chão, as covinhas nas costas bem em cima da bunda... e que bunda.
- Desculpa, Bella! – ele pediu, se virando para mim, vestindo as calças sem a boxer por baixo.
Não sei por que, mas ver isso me deu um calor indescritível pelo corpo todo, mais concentrado especificamente entre as pernas. Meu Deus, eu já estou viciada nesse homem! Se ele tivesse uma noção da sensualidade que exalava de cada poro seu, com certeza a população feminina mundial estaria correndo grande risco. Até mesmo Rosalie, aquela caminhoneira.
- Mas por que ele está... – antes que eu terminasse a pergunta, reparei nas mãos dele prontas pra fechar o zíper e vi algo que não esperava – Espera! – quase berrei, esticando o braço em sua direção.
Ele congelou, me olhando quase assustado, me fazendo sorrir. Levantei sem dizer nada, ainda olhando seu rosto, sorrindo abertamente, me controlando para não começar a rir.
- O que foi? – ele perguntou e a voz dele soou alta no silêncio do cômodo. Com o meu berro até Emmett parou de bater na porta.
Parei exatamente a sua frente e afastei uma de suas mãos do cós da calça, abaixando aquele lado do zíper.
- Woodstock? – perguntei voltando a olhar seu rosto, com um sorriso ainda maior.
Edward prendeu a respiração e seus olhos aumentaram. Nem dá pra descrever como ele ficou incrivelmente lindo com as bochechas tingidas de roxo. Vermelho não poderia ficar tão escuro, com certeza já tinha passado para roxo.
- Bella... Ah... – ele parecia estar caçando as palavras, olhando para qualquer lado que não fosse o meu.
- Woodstock? – repeti, voltando a olhar para aquela tatuagem.
Eu nunca imaginei que um homem poderia ter uma tatuagem do passarinho amigo do Snoopy no quadril e eu ainda acharia atraente! Mas conseguia entender porque ele tinha tanta vergonha. Só não me importava nem um pouco.
- Eu disse que era besta... Eu-
- Eu nunca quis tanto tatuar o Snoopy. – comentei distraidamente, deslizando os dedos no contorno do desenho.
Subi o olhar para o rosto perfeito dele e o encontrei de queixo caído. Dessa vez não deu pra segurar uma risadinha. Até embasbacado ele ficava uma graça.
- EDWARD ANTHONY CULLEN! – Emmett esbravejou, voltando a esmurrar minha pobre porta.
- Está aberta, seu gorila! – gritei de volta vestindo a minha calcinha e fechando mais alguns botões da camisa e Edward saiu do estupor, começando a rir e terminando de fechar a calça. Ah... Que pena! – O que?
- É o apelido da nossa mãe pra ele...
- Cala a boca, Edward! – Emmett ralhou, parado na porta do quarto – Uau! – exclamou quando me viu.
Cruzei os braços na frente do peito, estreitando os olhos em sua direção.
- Pára, Emmett! – Edward entrou na minha frente.
- Eu não estou fazendo nada! Ninguém mandou sua namorada ter pernas tão gostosas!
- A sua sorte é que ela nem gosta de você, se não eu te socaria agora! – comentou se virando para mim e me dando um beijo com jeito de despedida na testa.
- É claro que ela gosta de mim!
- Não, não gosto. – disse séria e Emmett riu.
- Só precisa me conhecer melhor! Seremos grandes amigos, eu sei! Adorei tudo que eu vi de você até agora!
Bufei de ódio com o duplo sentido de suas palavras e de seu sorriso. Ninguém tão sacana deveria ter covinhas nas bochechas! Isso é sinal de inocência!
Emmett tirou o casaco e o atirou para Edward.
- Vista, está frio lá fora. – Edward não discutiu, já que estava sem camisa.
- O que é tão impossivelmente importante que você não pode esperar até eu voltar? – perguntou para o irmão enquanto saia do meu quarto.
- Eddie... Você tem que ir para a Espanha! Sabe disso!
- Eu não vou. – cruzou os braços, irredutível.
- Não é um pedido e não é culpa minha.
Os dois se encararam por alguns instantes, eu estava quase indo pegar uma pipoca! Pena que eu perdi algum capítulo dessa novela...
- Quando? – Edward perguntou por fim, deixando os braços penderem ao lado do corpo.
- Você sabe.
- Está brincando? – Emmett negou com a cabeça.
- Desculpa. – deu de ombros – Eu cuido dela até você voltar! – apontou pra mim.
Até arregalei os olhos. A interação deles era tão cinematográfica que eu esqueci que isso não era um filme e que eu realmente estava envolvida.
- Não quero você cuidando de mim! – exclamei, me jogando sentada no sofá e puxando uma almofada para o colo.
Não queria que Emmett visse mais do que já tinha visto.
- Ela é bem estourada! – o objeto do meu ódio comentou com o objeto do meu tesão.
- Ela é perfeita... – Edward sorriu para mim.
- Estou te esperando ali fora. 5 minutos! – e com isso o gorila, se gorilas fossem extremamente idiotas e incrivelmente bonitos, saiu.
Edward se abaixou na minha frente.
- Me perdoa... – pediu, deslizando o polegar pelo meu lábio inferior.
- Por que tem que ir? – ele suspirou. Deve ser porque eu parecia uma desesperada.
- Família...
- Quando volta? – desesperada, carente, psicótica...
- Não sei... – foi a minha vez de suspirar, resignada.
- Tudo bem. – isso, se controla, Bella.
- Não, não está! – ele franziu a testa, fechando os olhos, eu sorri e rocei meus lábios nos dele.
- Vai logo... Aí você volta logo! – sugeri e o canto de seus lábios subiu.
Mais um beijo e ele levantou. Andou até a porta sem se voltar nem mesmo uma vez, então somente seu rosto se virou na minha direção. Um sorriso torto, meu sorriso, apareceu e uma piscadela sexy o seguiu.
Então a porta se abriu e o braço de Emmett invadiu meu apartamento, puxando Edward pelo casaco.
- Vem logo, porra! Você está indo pra Espanha, não pra forca! Meu Deus! – as reclamações foram se distanciando.
Fui pro quarto e enterrei o rosto no travesseiro com o cheiro de Edward. Nem percebi quando adormeci. Na manhã seguinte, tudo que eu mais tinha vontade era de continuar enterrada embaixo das cobertas e morrer.
Mas Alice nunca deixaria isso, não mesmo. Especialmente porque já estava me ligando.
- O que foi? – gemi no celular.
- Não gostou da surpresa? – perguntou receosa.
- Filha da puta... – tentei parecer brava, mas não deu certo já que ela começou a rir e dar gritinhos.
- Como foi? – berrou animada.
- Quem está aí com você?
- Ninguém! Por que?
- Dependendo de quem estivesse aí, eu dosaria os detalhes.
- Se Rose estivesse aqui?
- Eu diminuiria. – isso a irritaria imensamente. E sempre a fazia proferir as maiores barbaridades, coisas que eu nem sabia que existiam! É muito legal.
- Você está toda enigmática! É bom humor pós-sexo?
Suspirei.
- Ai meu Deus! É bom humor pós-sexo!
- Fala baixo! – comecei a rir.
- Estarei aí em 10 minutos!
Era mentira, ela chegou lá em 3.
N/A.: Provavelmente os erros gramaticais e ortográficos imperam, mas eu posso explicar: a) eu escrevi isso há mto tempo e nunca, nunquinha msm revisei; b) é tão velho que vários dos acentos ainda eram válidos; c) eu me mato de vergonha com essa sena censual.
Mas, como a vergonha nunca me impediu de postar nada, aí está! Espero que pelo menos tenha divertido vocês um pouquinho.
Até a próxima! =D
Ps.: Não sei se já falei, mas estou fazendo camisetas! Aleatório, eu sei, mas quem estiver interessado:: flickr. com/photos/b-e-jack (as últimas fotos estão ruins, mas logo arrumo isso!)
