Capitulo 2


No dia seguinte, quando acordei, olhei para o relógio. Eram onze da manhã, por um momento paralisei pensando em como me poria pronta em uma hora para ir trabalhar, mas rapidamente me lembrei de que hoje tinha o turno da noite. Saltei da cama e fui à casa de banho. Decidi que deveria tomar um duche e assim fiz. A sensação da água a deslizar pelo meu corpo era maravilhosa e depois do duche sentia-me totalmente relaxada. Voltei para o quarto de Bill e abri o guarda-fato para retirar um saco que tinha uma muda de roupa para dias como este. Quando estava pronta desci para a cozinha para beber um copo de água e tomar vitamina B12. Como acontecia sempre quando eu e Bill fazíamos amor, Bill bebra m pouco do meu sangue e isso fazia-me sempre sentir um pouco mais fraca por isso, tomava vitaminas para o repor e repor igualmente a minha energia. Lá encontrei um bilhete.

Sweetheart,

Queria que soubesse o quão feliz eu estou por teres aceitado o meu pedido de casamento.

Espero que o teu dia corra bem.

Vejo-te logo à noite.

Com amor,

Bill

Sorri depois de ler o bilhete de Bill, guardei-o na bolsa e depois sai de casa de Bill dirigindo-me para a minha.

Quando lá cheguei, vi Tara deitada no sofá a chorar e Lafayette ao lado dela segurando a sua mão. Ao ver o seu estado, corri para a sala e ajoelhei-me junto dela.

- Olá Tara. O que se passa? Que se passa com ela, Lafayette?

- É o Eggs, Sook. Contou ao Andy que tinha sido ele que tinha cortado os corações àquelas pessoas e o Andy baleou-o porque supostamente ele o atacou com a faca do crime. – respondeu Lafayette

- Oh Deus! Como é que ele está?

- Mal Sook! Está em coma e o mais provável é não acordar.

- Oh Tara. Tenho muita pena! Tu não merecias passar por isto.

- Eu nunca tenho sorte Sookie, por que haveria de ser diferente desta vez? – afirmou Tara com um vazio no olhar.

- Porque tu o amavas. Não é justo, simplesmente não é justo!

- Pois Sookie… - murmorou Tara – Importas-te que hoje fique em tua casa? Amanhã vou-me embora.

- Oh Tara, não sejas tonta! Sabes que podes ficar o tempo que quiseres!

- Obrigada Sookie.

- De nada Tara. Vocês já comeram? – Lafayette e Tara abanaram a cabeça- então vou preparar qualquer coisa para nós.

Depois de comermos, sentamo-nos todos novamente na sala e vimos televisão por um bocado, depois Tara e eu fomos apanhar sol no quintal de trás enquanto Lafayette continuou na sala.

Enquanto Tara e eu estávamos estendidas ao sol, recordámos os nossos tempos de juventude, quando eu e Tara nos deitávamos naquele mesmo sitio a estudar, a conversar sobre as nossas vidas ou até mesmo só a ver Jason a correr à volta da casa e cair pelo menos duas vezes em quinze minutos. Subitamente Tara sentou-se e exclamou:

- Não tens nada para me contar?

- Como assim? – Bolas, ela descobriu que fui eu que contei ao Eggs…

Tara apontou para minha mão esquerda e disse:

- Já o tinha visto mas hoje estou um bocado lenta? O que aconteceu ontem Sookie?

- Bem o Bill pediu-me em casamento e…

- Parabéns Sookie! – Tara abraçou-me e sorriu.

- Obrigada.

De súbito senti um enjoo forte e corri para a casa de banho. Tara veio atrás de mim e segurou-me o cabelo para cima enquanto vomitava.

- Estás bem Sookie? – perguntou Tara preocupada

- Agora sim. Não sei o que foi isto.

- Talvez tenha sido da comida.

- Pois talvez…

- O que raio se passa? – perguntou Lafayette

- A Sookie sentiu-se maldisposta e vomitou.

-Mas já estou bem. – olhei para o relógio – E agora tenho que me preparar para o Merlotte's.

- Sookie avisas o Sam que não vou?- perguntou Lafayette

- Claro.

Desci as escadas e peguei numa maçã. Depois de tê-la comido, lavei os dentes e dirigi-me para o meu quarto para vestir o uniforme. Quando estava pronta peguei na minha bolsa, despedi-me de Tara e Lafayette e entrei para o carro.

Quando cheguei ao Merlotte's encontrei Sam a acartar caixas.

- Olá Sam! Posso ajudar-te com isso?

- Olá Sook. Se pudesses seria uma grande ajuda. Estás a ver aquela caixa – Sam apontou para uma caixa branca que estava no chão e acenei com a cabeça. – Leva-a para o armazém por favor.

- Ok Sam.

Peguei na caixa branca que era um pouco mais pesada do que pensava e levei-a para o armazém pousando-a junto da parede. De repente senti uma onda de cansaço.

- Sookie se soubesse que eras tão fraquinha não te tinha pedido para levares a caixa.

- Não sei o que se passa comigo. Ainda há bocado vomitei e agora senti-me cansada. Se calhar estou a ficar doente.

- Queres ir para casa?

- Não! Agora estou bem. Vou começando a preparar a mesas ou queres que te ajude?

- Vai preparando as mesas.

- Ok. É verdade! Sam, o Lafayette não vem, ficou em casa com a Tara.

- Oh claro, eu entendo! Obrigada por me avisares. – Sam olhou para a minha mão e disse sorrindo. – Belo anel.

Acenei e dirigi-me para o bar e encontrei Arlene ao pé da cozinha a falar com Terry.

- Olá Arlene e Terry. Tudo bem por aqui?

- Oh olá Sookie! Sim está tudo mais ou menos. Com esta coisa da Maryann ainda é tudo meio esquisito sabes.

- Pois esta coisa da Maryann é mesmo estranha. – disse Terry – Oh menos desta vez não sou o único a passar por maluco.

- Oh Terry eu nunca achei que fosses maluco… - disse Arlene sorrindo

- Nem eu. – afirmei – Terry hoje o Lafayette não vem

- Ficou com a Tara? – perguntou e assenti. – Ok obrigado por me dizeres.

- De nada. Vou preparar as mesas.

Depois de ter verificado as mesas da minha secção, chegou Hoyt e sentou-se numa das delas.

- Olá Hoyt! Que posso fazer por ti hoje?

- Olá Sookie. Uma cerveja, por favor.

- Com certeza. Como estás?

- Feliz, eu e a Jessica voltámos.

- Boa! Fico feliz por vocês.

Depois de trazer a cerveja de Hoyt, Jason entrou no bar e dirigiu-se para junto de nós.

- Olá mana!

- Olá Jason? Tudo bem? Pareces cansado?

Jason abraçou-me e depois sentou-se à frente de Hoyt.

- Sim tudo. Não dormi muito com esta coisa da Maryann.

- Que te posso trazer?

- Um cheeseburger com dose dupla de batatas e uma cerveja.

- Mais alguma coisa? Queres molhos?

- Sim molhos pode ser.

Depois de entregar o pedido de Jason a Terry, senti outra onda de cansaço. Já estás cansada e ainda mal começaste o trabalho!

O resto da noite passou-se tranquilamente, notei que foi muito fácil bloquear os pensamentos alheios e além disso os clientes deixaram maiores gorjetas porque sabiam que eu era uma das que sabia o que realmente tinha acontecido. Arlene também reparou no meu anel e ficou muito feliz por mim. Disse-lhe que se fosse um casamento normal queria que ela fosse minha dama de honor e ela aceitou excitada. Jason ouviu a conversa e disse:

- Nunca pensei que a minha irmãzinha se fosse casar primeiro que eu.

- Jason até parece que o teu maior desejo é casar. É porque se é não se nota…

Bill apareceu no bar pelas dez da noite e como sempre, sentou-se numa das minhas mesas.

- Boa noite, Vampiro Bill! – exclamaram algumas vozes e Bill respondeu com um aceno.

- Olá Bill. Descansaste bem?

- Olá Sookie. Sim obrigado. Leste o meu bilhete? – acenei com a cabeça- Como está a correr a noite?

- Bem, tranquilamente. Uma garrafa de O-?

- Sim por favor.

Dirigi-me ao balcão e pedia a Sam uma garrafa de O-. Depois de Sam a ter aquecido, levei-a a Bill e mal posei a garrafa na mesa senti novamente um enjoo.

- Com licença. – disse a Bill e depois corri para a casa de banho dos funcionários. Debrucei-me na sanita mas desta vez não vomitei. Lavei a cara e sai da casa de banho. Sam estava à porta.

- Sookie está tudo bem?

- Sim. Só me senti um pouco enjoada.

- Sookie, quando chegaste sentiste-te cansada por praticamente nada e agora sentiste-te maldisposta. Acho que devias ir andando para casa porque podes estar a ficar doente. Espera, a Maryann deu-te alguma coisa?

- Não acho que não. Se deu, não estava consciente. Reconheço que não me estou a sentir muito bem mas amanhã tenho o dia de folga e posso descansar por isso, se deixares, vou ficar.

- Ok mas eu fecho o bar.

- Combinado.

Bill fez-me exatamente as mesma perguntas que Sam, "Sentes-te bem?"; "Não é melhor ires para casa?". Disse-lhe que estava tudo bem e dei-lhe um beijo suave nos lábios.

O resto da noite correu bem, não voltei a sentir nem cansaço nem enjoo. Quando o turno acabou dirigi-me para casa de Bill e os dois passámos a noite juntos. Depois quando ouvimos a porta principal abrir, descemos a escadas e encontrámos Jessica.

- Olá Bill! Olá Sookie!

- Olá Jess.

- Jessica, onde estiveste?

- Estive com o Hoyt. Mas não te preocupes que não fiz nada de mal.

- Acho bem. Jessica, nós temos uma coisa para te contar.

- Digam.

Bill apontou a sala e os três dirigimo-nos para lá. Sentei-me junto a Bill e Jessica sentou-se no sofá oposto.

- Jessica, ontem à noite eu pedi a Sookie em casamento.

- A sério?! Meu Deus! E tu aceitaste Sookie, não aceitaste? Seria tola se não aceitasses.

- Jessica.

- Desculpa Bill. Desculpa Sookie.

- Sim Jess eu aceitei.

- Boa!

Sorri e olhei para Bill que também sorria. Jessica levantou-se e aproximou-se do piano que se encontrava encostado numa das paredes da sala. Tocando com um dedo na tampa, Jessica disse:

- Bill, por que não tocas um bocadinho?

- Jessica, eu…

- Vá lá Bill! Eu nunca te ouvi tocar. – pedi a Bill

- Nunca? Eu só ouvi um pouco quando o Eric me veio "devolver".

- Bill? – perguntei

- Está bem. Mas só uma música.

- Yeah! – exclamei simultaneamente com Jessica e batemos com as mãos.

Bill revirou os olhos e sentou-se no banco em frente ao piano, fazendo sinal para que me sentasse a seu lado e assim fiz. Bill levantou a tampa e posicionou os dedos nas teclas começando de seguida a movê-los ao longos delas, fazendo fluir no ar a melodia que tocava. A princípio fiquei parada a olhar para ele, encantada com o seu talento, mas à medida que a música fluía fechei os olhos apreciando doçura.

Quando a melodia acabou, abri os olhos e juntamente com Jessica, bati palmas.

- Meu Deus Bill! Tocas mesmo bem.

- Concordo. – afirmou Jessica

- Obrigado. – disse Bill beijando-me na face.

No dia seguinte, quando acordei, senti novamente um enjoo que me fez correr para a casa de banho. Quando olhei para o relógio vi que eram seis da manhã por isso voltei para a cama e como o cansaço se apoderar de mim, passei lá praticamente a manhã toda. Por volta das três da tarde sai da cama e preparei-me um banho que foi maravilhoso. Tirou-me quaisquer sinais de cansaço e da irritação que sentia. Quando sai da banheira enrolei-me numa toalha e dirigi-me para o quarto. Lá coloquei creme corporal e vesti um vestido azul confortável. Depois de arrumar as minhas coisas decidi ir para casa porque estava a morrer de fome e não me apetecia ficar em casa de Bill sabendo que ele estava tão próximo mas que eu não podia ir ter com ele.

Em casa preparei-me ovos mexidos com bacon e uma chávena de café. Liguei a Tara mas ela não atendeu. Deve estar no Merlotte's. Pensei em ir lá mas sentia-me demasiado mole por isso encostei-me no sofá e liguei a televisão mas rapidamente adormeci.

Eram oito horas quando Bill chegou. Bateu à porta e quando abri, agarrou-me nos seus braços e beijou-me como se não houvesse amanhã. Quando me afastei para respirar, Bill sussurrou-me ao ouvido:

- Sookie apetece-te mais uma estreia.

Estremeci com sempre fazia quando ele dizia o meu nome daquela forma característica dele e subitamente comecei a chorar. As lágrimas escorriam-me pela face e Bill olhava para mim perplexo.

- Sookie o que se passa? Por que estás a chorar?

- Não sei Bill!

- Oh pronto vamos para o sofá.

Bill sentou-me no sofá e sentou-se ao meu lado enroscando-se em mim. As lágrimas continuavam a escorrer e Bill começou a limpá-las, beijando-a minha face e murmurando "Shh está tudo bem" entre beijos. Quando parei de chorar, Bill beijou-me novamente e pousei a minha cabeça no seu ombro.

- Estás melhor?

- Sim. Não sei o que me deu.

- Então se aquilo não era a resposta para a minha pergunta então a resposta é…

- Apetece-me mesmo uma estreia! – exclamei alegremente

Bill levantou-se e ergueu-me. Enrolei as pernas à volta da sua cintura, comecei a beijá-lo como ele me beijara na porta e sentia os caninos alongarem-se mas continuei a beijá-lo, afastando-me de vez enquanto para respirar. Bill pousou-me em cima da mesa da cozinha e murmurou:

- Que tal aqui?

- Foi aqui que a minha vida começou. – disse rindo-me

- O quê? – perguntou Bill confuso.

- Quando a minha mãe entrou em trabalho de parto não deu tempo para ela chegar ao hospital, então o meu pai fez o parto na mesa da cozinha. Quando morreram a minha avó trouxe a mesa para cá porque era maior que a dela.

- Com que então a menina nasceu aqui? Então parece-me que temos que marcar esta mesa com mais recordações. Agora esta vai ser a mesa em que tu nasceste e na qual o teu namorado fez amor contigo até ficaes como gelatina.

Bill despiu-me o vestido e eu despi-lhe a camisa. Livrou-se das suas calças e boxers e das minhas cuecas. Estava tão pronto para mim como eu para ele, então, entrou dentro de mim, fazendo-me gemer. Bill acelerou o ritmo dos movimentos e rapidamente chegámos juntos ao clímax murmurando os nomes um do outro.

Depois de nos recompormos, Bill e carregou-me até ao sofá para vermos um filme. Quando o filme acabou, jogámos Scrabble e com sempre o Bill ganhou, apesar de a nossa diferença ser apenas de 14 pontos.

No dia seguinte fui com Tara ao hospital ver Eggs e o médico disse-nos que infelizmente não havia volta a dar. Eggs estava em morte cerebral. Tara agarrou-se a mim e chorou despejadamente no meu ombro. Quando ela se sentiu melhor, juntas tratámos das coisas de Eggs e depois levei-a para casa de Lafayette (porque ela insistiu) e passei a tarde com ela.

Quando era quase anoitecer conduzi para casa de Bill e sentei-me no seu sofá aguardando o pôr-do-sol. Provavelmente devo ter adormecido porque senti Bill chamar o meu nome três vezes abanando-me gentilmente até que lhe respondi

- Sim Bill?

- Adormeceste querida. Que tal se fôssemos tomar um banho?

- Parece-me uma ótima ideia. – respondi e Bill beijou-me docemente

Depois de entramos na banheira e de Bill começar a passar um sabonete na minha pele, Bill passou o nariz pelo meu pescoço e disse:

- Sookie, o teu cheiro está diferente.

- Como assim?

- Como se de alguma forma o teu sangue estivesse misturado com o meu.

- Isso é estranho Bill – repliquei. A última vez que tinha tomado o seu sangue fora há pelo menos 2 semanas quando a ménade me atacou.

- Pois é… - Bill colocou a sua cabeça no meu pescoço e beijou a minha pele desde o queixo até à minha clavícula direita.- Hoje consegui sentir-te de maneira estranha.

- Como assim?

- Senti as tuas emoções como se fossem minhas, era difícil separar as minhas das tuas.

- Credo Bill!

- Não te preocupes. Como correu o teu dia? O que fizeste?

- Bem fui com Tara ao hospital ver o Eggs e depois vim para aqui mas adormeci.

- Sookie, tens dormido muito ultimamente se calhar devias ir ao médico. Já comeste? – disse Bill enquanto saímos da banheira e ele me enrolava numa toalha branca.

- Não mas também não tenho fome.

- Ok mas mesmo assim acho que devias pelo menos tentar.

Comi uma sandes e Bill bebeu uma garrafa de TrueBlood enquanto conversávamos sobre o dia e Bill começou a fazer planos para o casamento. Nunca vira Bill tão feliz e radiante desde que o conhecera. Ele falava com muita excitação na voz e eu sorri e respondi às perguntas dele sobre pormenores. Bill queria casar dentro de um ou dois meses e até achei bem uma vez que assim teríamos tempo para preparar tudo sem termos que esperar muito. Bill dissera que queria casar no Outono porque era a transição do calor para o frio e era exatamente isso que nos representava a junção dos dois. Depois adormeci nos braços de Bill e lembro-me de ter sido levada para o seu quarto e de Bill me ter mudado para a minha camisa de dormir. Lembro-me de também ter ouvi a voz de Jessica e de Hoyt antes de cair num sono profundo.

Nos dias seguintes, os sintomas de enjoo e cansaço continuaram e foi ai que comecei a suspeitar. Era dia 15 de Agosto e encontrava-me na casa de banho do Merlotte's e estava a fazer contas 1,2,3,4,5,6,7,8,9… Oh meu Deus, isto é impossível!

- Sookie está tudo bem? – perguntou Arlene tocando-me no ombro

- Sim Arlene estou só… não te preocupes.

- Ok se tu dizes… - disse Arlene saindo da casa de banho

Voltei a fazer as contas e não estava errada. Com toda a trapalhada de Dallas e da ménade, eu não me tinha apercebido que o meu período devia ter vindo há quase um mês. Não podes… isso é impossível.

Para ter a certeza dirigi-me a uma farmácia longe de Bon Temps e comprei um teste de gravidez. Estava nervosa, queria fazer o teste com Bill mas não sabia como ele iria reagir por isso decidi fazê-lo sozinha.

Quando cheguei a casa, fui para a casa de banho e li as instruções – não tinha nada a enganar se estivesse grávida aparecia "grávida" e de quantas semanas, se não estivesse, aparecia "não grávida". Por um momento interroguei-me sobre resposta que desejava. Sempre quisera ter filhos e adorava crianças mas também adorava o tempo que passava sozinha com Bill. Que seja o que Deus quiser.

Esperei três minutos e finalmente apareceu o resultado:

Grávida 3+

Fiquei imenso tempo parada a olhar para o teste, depois esfreguei os olhos e o resultado apresentado era sempre o mesmo. Como vou dizer isto ao Bill? Ele vai deixar-me. Ele já não vai querer saber de mim. Mas eu quero-o, eu quero este bebé. Na minha cabeça imaginava um rapaz parecido com Bill, cabelo castanho chocolate, olhos azuis e pálido. De repente ouvi uma voz e sobressaltei-me arrumando o teste dentro da sua caixinha e colocando-o no meu armário da casa de banho.

- Sweetheart cheguei!


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