III
Desci as escadas e Bill estendeu-me os braços. Envolvi-me no seu abraço e escondi a cara no seu ombro, não sabendo ainda como enfrentá-lo. Ficámos naquela posição pelo que me pareceu anos e quando nos afastámos desviei o olhar de Bill e perguntei:
- Queres um TrueBlood?
- Sookie, o que se passa?- perguntou-me Bill virando-me para ele mas eu ainda não conseguia enfrentar o seu olhar, sabia que aqueles olhos azuis me fariam ficar ainda mais perdida do que já estava.
- Nada. Queres ou não queres?
- Sookie! Olha para mim, olha para mim! – Bill quase gritava e abanou-me até que os nossos olhos se encontraram. – Agora dizes o que é que se passa?
- Não é nada Bill! Agora largas-me se fazes favor estás a magoar-me!
Bill soltou-me e disse:
- Peço desculpa. Mas não me digas que não é nada Sookie Stackhouse! Eu sei que é alguma coisa, eu conheço-te!
Digo-lhe ou não?
- Sinto-me culpada pelo que aconteceu ao Eggs. – fui buscar a primeira coisa que me ocorreu que fosse verdade.
- Mas porquê?
- Porque fui eu que fiz com que ele se lembrasse do que tinha acontecido. Foi mais ou menos o que fiz com a Tara.
- Oh Sookie! Não te culpes por isso. O que aconteceu foi tudo culpa daquela ménade desprezível. – disse Bill tomando as minhas mãos nas dele.
- Se calhar tens razão.
- Vá lá Sookie! Detesto ver-te assim!- Bill disse soltando um suspiro de frustração. Bill aproximou-se e posou os lábios nos meus, movendo-os apaixonadamente e eu correspondi, fazendo com que os meus pensamentos se perdessem. Quando nos afastámos, as presas de Bill estenderam-se e toquei-as com o meu dedo. Será que ele vai ter presas? – E sim quero o TrueBlood.
- Ainda não comi, não te importas…
- Sookie, não vai renegar as tuas necessidades porque eu já não como.
- Mas não ficas desconfortável?
- Não te preocupes comigo.
Dirigi-me para a cozinha e tirei do frigorífico uma garrafa O+, colando-a no micro-ondas de seguida. Senti o movimento rápido de Bill quando ele se aproximou de mim e rodeou a minha cintura com os seus braços fortes, puxando-me para junto dele. Começou a beijar-me na garganta e no ombro e depois virou-me para ele. Coloquei os braços à volta do seu pescoço puxando para mais junto de mim.
Como sabia que se permanecêssemos assim por muito mais tempo acabaríamos por não nos controlar, afastei-me e tirei a sua garrafa do micro-ondas e estendi-lha. Bill sorriu e sentou-se à mesa, observando enquanto eu retirava do frigorífico um pedaço de empadão que fizera para o almoço e o aquecia. Sentei-me de seguida à sua frente e literalmente comecei a devorar a comida. Bill soltou uma gargalhada e perguntou:
- Sookie, há quanto tempo é que estavas sem comer?
- Desde o pequeno-almoço.
- Sookie, estás a começar a ficar como aquelas mulheres que são obcecadas com o peso é que…?
- Não! Simplesmente não me lembrei.
- Acho bem. Mas isso faz te mal…
Abanei a cabeça e Bill sorriu-me bebendo um trago da sua bebida.
Quando acabei, lavei o prato e sequei-o arrumando-o de seguida no armário.
- Sookie estás muito calada hoje. E eu é que sou o homem de poucas palavras. Acho mesmo que deves estar doente.
Bill levantou- se e a velocidade de vampiro, pegou em mim ao colo e levou-nos para o meu quarto, deitando-me na cama de seguida. Bill ajoelhou-se à minha frente e fixou os seus olhos nos meus.
- Bill dá-me um minuto.
Levantei-me da cama, peguei na minha camisa de dormir azul e dirigi-me para a casa de banho. Lavei os dentes e a cara. De repente ao olhar para o armário tive a tentação de verificar se era mesmo realidade. Abri as portas do armário e de lá tirei a pequena caixinha que tinha o teste de gravidez dentro, retirei-o do pacote e antes de olhar para ele fechei os olhos e respirei fundo. O visor mostrava o mesmo resultado que exibia quando o arrumei.
É mesmo verdade, eu não sonhei.
- Sookie? – ouvi Bill chamar. Atrapalhadamente arrumei a embalagem de novo no armário e voltei para o quarto.
- Sim Bill?
- Nada. Anda para ao pé de mim – Bill tinha-se descalçado e estava deitado na minha cama estendendo-me os braços. Sorri e corri para a cama enrolando-me nos seus braços. Ficámos horas a conversar ali deitados, sobre a minha infância, como conhecera os meus amigos até que eu adormeci nos seus braços.
Nos dias seguintes, trabalhei, fiquei ora em casa de Bill, ora na minha e saí com Bill para jantar fora uma vez. Desde a morte de Godric que não via Eric, nem ouvi falar dele – a não ser nos meus sonhos que agora tinham acalmado um pouco – e sentia-me muito feliz por isso, mas sabia que era uma questão de dias senão horas até que Eric me chamasse para fazer um trabalhinho e além disso ele ainda não me tinha pago os 10.000 dólares.
Arlene e Terry estavam juntos e felizes, Sam encontrara a família biológica e o irmão, Tommy, estava a trabalhar no Merlotte's, Tara tinha recuperado do que se sucedera com Eggs e Lafayette continuava o mesmo de sempre. Jessica e Hoyt estavam cada vez mais felizes e estavam a pensar em arranjar uma casa para os dois. Jason parecia ter crescido e tornado-se uma pouco mais maturo.
Não contei a ninguém da gravidez, nem mesmo a Bill - ainda não sabia como lhe contar.
Passaram-se mais duas semanas e reconheci que era tempo de contar a Bill. Cheguei a casa dele quando faltava meia hora para o pôr-do-Sol. Depois de muito pensar decidi que iria deixar o teste em cima da sua cama e sair. Voltaria mais tarde para lhe dar tempo para digerir a informação.
Depois de colocar o teste na sua cama, tive que utilizar todas as minhas forças para descer as escadas e não voltar para trás e arrumar o teste. Entrei no meu pequeno carro amarelo e guiei para o híper para fazer algumas compras. Quando saí já tinha anoitecido, por isso decidi ir andando novamente para casa de Bill.
Quando abri a porta, Jessica apareceu à minha frente com uma cara preocupada e perguntou:
- Sookie o que é que se passou para o Bill ficar no estado que está?
Abanei a cabeça e subi as escadas, felizmente Jessica não veio atrás de mim. Ao entrar no quarto, todos os meus medos se tornaram realidade quando vi a expressão na cara de Bill, uma montanha de emoções: tristeza, raiva, desilusão e surpresa. Ao ouvir-me entrar, Bill levantou a face e olhou para mim. Segurava o teste na sua mão esquerda, a mão fechada num punho.
É agora que ele me vai deixar, é agora…
- Sookie quem é ele?
- O quê? – perguntei perplexa
- Com quem é que tu estiveste para que isto acontecesse? – Bill levantou a mão esquerda.
Soltei uma gargalhada.
- Tu achas que eu te traí? Que eu te enganei? – quando Bill acenou com a cabeça explodi – Por amor de Deus Bill! Achas que se eu te tivesse traído e estivesse grávida de outro, teria deixado o teste em cima da tua cama? Não sou assim tão estúpida! Além disso não sou como vocês, sou fiel!
Comecei a chorar e gritei:
- Pensei que confiasses mais em mim!
Bill olhou-me atónito e eu dirigi-me para a porta.
- Isso quer dizer que tu estás grávida de mim? – Bill perguntou prenunciando as palavras calmamente.
- Sim.
A face de Bill iluminou-se com um grande sorriso e correu para junto de mim. Abraço-me e fez-me girar no ar, as minhas pernas a balançar.
- Tu ficaste contente com a gravidez? – perguntei confusa quando me voltou a pousar no chão.
- Claro Sookie! Se já era o meu milagre antes, ainda és mais agora. – Bill acariciou a minha barriga e disse – Vocês são os meus milagres.
- Eu pensei que…
- Que o quê?
- Que tu já me irias querer. – confessei baixando o olhar. Bill limpou as lágrimas da minha face com o polegar.
- Oh Sookie! – Bill beijou-me nos lábios e depois desceu pelo pescoço até ao meu ombro. – Há quanto tempo é que sabes?
- Há mais ou menos três semanas. – Bill afastou-se e fixou os seus olhos azuis nos meus.
- O quê? Não me contaste nada? Porquê Sookie? Não confias em mim?
- Já te expliquei! Pensei que já me ias querer!
- Sookie… eu hei-de querer-te sempre!
Enterrei a minha cabeça no seu peito e lágrimas desceram pela minha bochecha. Bill acariciou o meu cabelo e de repente afastou-se.
- É por isso que tens estado tão estranha… Sookie a quem contaste?
- A ninguém?
- A ninguém? – acenei com a cabeça e Bill soltou uma gargalhada – Guardas-te isto para ti durante este tempo todo? Sabes, agora estou um bocado fulo contigo! Quando te contei sobre a Jessica ficaste zangada por só to ter contado duas semanas depois mas aqui estás tu grávida e só mo disseste três semanas depois de descobrires. Achas isso justo Sookie?
Baixei o olhar e abanei a cabeça. Dei um passo para trás à espera que Bill gritasse comigo mas não o fez, em vez disso Bill beijou-me na testa e pegou-me ao colo.
- Desculpa… - murmurei contra o seu ombro
- Estás perdoada minha Sookie tontinha. Como pudeste pensar que eu te iria deixar por isto?
- Queres saber a verdade? – Bill pousou-me no chão, pegou na minha mão e acenou com a cabeça.
- Uff… Bill, eu sei que vais ficar chateado… mas pronto… Bill às vezes eu não acredito que tu possas mesmo amar-me… Porque haverias? Sou uma mera humana com uma estúpida capacidade para ler mentes. E tu és fantástico… Salvaste-me várias vezes, meu Deus tu andaste no Sol… e eu sei que tu és diferentes dos outros vampiros mas… eu não te mereço e… – abanei a cabeça e olhei para ele. Na sua face estava estampada confusão.
- Sookie, porque te estás sempre a inferiorizar? Tu não és pior que os outros. Na verdade tu és melhor. – abanei a cabeça e Bill agarrou as minha duas mão e abanou-me – Não Sookie agora vais ouvir-me. Não quero que alguma vez mais te inferiorizes na minha frente! Ouviste? Quando os Rattrays me drenaram quem me veio ajudar? Tu. Quem é que me ajudou com os contratos para os eletricistas? Tu. Quem me avisou quando aquele grupo se preparava para deitar fogo à casa do Liam, do Malcom e da Diane? Tu. Quem despertou no meu coração o amor? Tu. Sookie és tu que me fazes lutar todos os dias para me integrar e ficar como tu disseste no limiar entre vampiro e humano. E quer acredites ou não eu amo-te e vou amar-te para sempre, até eu enfrentar a verdadeira morte. O que é que tu pensavas? Que eu te achava uma mera amante de vampiros? Que estava apenas contigo por sexo e sangue?
- De certa forma sim. – admiti baixando o olhar
- Essa é que eu não esperava. Sempre pensei que soubesses que eu te amo. – Bill estava zangado
- E eu sei Bill, eu sei que tu me amas e eu também te amo muito. Mas tens que compreender que às vezes não percebo porque haverias de ficar com uma humana que agora te vai dar uma criança que vai mudar completamente a tua vida.
- Sookie, tu mudaste completamente a minha vida. Acredites ou não. Eu quero ficar contigo, casar contigo e agora também quero criar esta criança contigo. Quando eu era humano as pessoas que eu mais amava eram os meus filhos. Quando fui transformado senti-me desolado por não puder estar com eles. Por isso eu tenho todo o gosto em criar esta criança a teu lado, seja ela humana, vampira ou as duas. E por isso quero que mudes para minha casa. Não era para to pedir assim mas com o rumo que os acontecimentos tomaram, parece-me correto que o faças pelo menos durante os próximos meses.
Olhei para Bill ainda meia atordoada pelo seu discurso. Os seus olhos revelavam paixão e ânsia.
- Bill tens que me deixar pensar, aquela casa trás me muitas recordações. Sei que algumas más mas a maior parte boas e felizes. Vivi quase toda a minha vida lá e não é fácil.
- Sookie, eu compreendo mas espero que aceites. Espero igualmente que tenhas tirado aquela ideia absurda de eu te deixar da cabeça. E agora vamos lá para baixo. – Bill pegou-me novamente ao colo fazendo-me rir e desceu as escadas para o andar de baixo. Jessica estava sentada ao lado de Hoyt na sala e viam televisão. Ao ouvir-nos Jessica correu para junto de nós e perguntou:
- É mesmo verdade? Eu vou ter um irmão? – perguntou Jessica sorrindo
Bill riu-se, pousou-me no chão e disse:
- Ou irmã.
- Meu Deus! Estou muito feliz por vocês! – Jessica abraçou Bill que correspondeu ao abraço e depois abraçou-me a mim. – Não percebo como podias desconfiar da Sookie, Bill…
- Jessica não é suposto andares a ouvir as minhas conversas. – disse Bill seriamente
- Peço desculpa.
- Estás perdoada.
Caminhamos juntos para a sala e saudámos Hoyt.
- Sookie já comeste? – perguntou-me Bill
- Não, antes de vir para aqui fui às compras mas não comi.
- E tu Hoyt?
- Sim sim. Ah e os meus parabéns. – respondeu Hoyt
- Obrigado. Dás-me as tuas chaves? – perguntou Bill estendendo-me uma mão
- Porquê?
- Para eu ir buscar coisas para te preparar o jantar. Tens o dia de folga amanhã? – acenei coma cabeça e ele continuou – Então não quero que saias desta casa nas próximas 24 horas.
- Não precisas de ir a minha casa, as compras que fiz estão na bagageira, posso ir buscá-las.
Quando comecei a andar para a porta da frente, Bill apareceu à minha frente com uma mão estendida na minha direção.
- Não, tu vais te sentar ali e eu trato tu resto e não quero protestos. Agora dá-me as chaves se fazes favor.
Retirei as chaves do bolso e coloquei-as na sua mão. Bill beijou-me na minha bochecha, apontou o sofá e depois fez o seu caminho para a porta da frente. Jessica e Hoyt riam-se.
- O que é que lhe deu? – perguntou Jessica.
- Não faço a mínima.
Sentei-me no sofá oposto ao que Jessica e Hoyt se encontravam.
- Então que fizeram hoje? – perguntei ao dois.
- Fomos ao cinema. – respondeu Hoyt
Desde que se tinham reconciliado, a relação de Jessica e Hoyt parecia ter evoluído bastante. Costumavam sair bastante e para algum desagrado de Bill, foram algumas vezes ao Fangtasia. A relação de Bill e Jessica também parecia ter melhorado. Desde há uma semana para cá, Jessica queria aprender a lutar por isso Bill tinha-lhe dado uma lições, uma delas acabando por derrubar uma árvore. Bill ensinara-lhe igualmente a controlar alguns dos seus instintos, como a sede e a exposição das presas. Jessica ficara de algum modo chocada por descobrir que a maior parte dos mitos sobre como identificar um vampiro eram mentira.
Alguns segundos depois, Bill entrou pela porta da frente com dois dos sacos de compra que se encontravam na minha bagageira e eu levantei-me, dirigindo-me na sua direção.
- Sookie… - disse Bill daquela sua forma característica. – Não te pedi que ficasses no sofá?
- Pediste e eu fiquei. Esperas que eu faça o meu jantar sentada no sofá da sala?
- Quem é que te disse que tu ias fazer o teu jantar? Vá lá volta para o sofá que eu já venho.
- Mas… - comecei mas Bill aproximou-se e beijou-me, dirigindo-se de seguida a alta velocidade para a cozinha antes que conseguisse continuar.
Voltei para o sofá abanando a cabeça e disse:
- Quem é ele e o que fez ao Bill?
Jessica riu-se e disse:
- Isto gostava eu de saber.
Alguns minutos depois senti um cheiro agradável e Bill apareceu na sala e fez sinal para que o seguisse. Levantei-me e Bill estendeu-me uma mão que cobri com a minha e caminhei atrás dele. Quando cheguei à sua cozinha, fechei os olhos e inalei odor que se encontrava no ar.
- Deixa-me adivinhar…bife e…
- Bife e batatas. Gostas?
Abri os olhos e sorri, acenando com a cabeça.
Depois de jantar, fomos os dois para a sala e juntamente com Jessica e Hoyt, assistimos a um filme. Quando acabou, comecei a dar sinais de sono e despedimo-nos dos miúdos. Bill pegou-me novamente ao colo – algo que começava a tornar-se um hábito- e levou-me para o seu quarto pousando-me na cama.
- Estás cansada Sookie?
- Um bocadinho. Desculpa.
- Não tens que te desculpar. – disse Bill sorrindo depois dirigiu-se para a porta e quando me preparava para protestar, acrescentou – Dá-me um minuto.
Quando voltou sussurrou-me ao ouvido:
- E se fossemos tomar um banho? Assim aproveitavas e descansavas um pouco.
- Bill, os banhos contigo nunca são calmos.
- Mas podem ser relaxantes. Vá lá, vamos…
-Está bem…
Bill deu-me um sorriso triunfante e beijou-me suavemente.
Quando chegámos à casa de banho, despimos a nossas roupas e entramos na banheira, ensopando os nossos corpos na água quente. Ficámos assim durantes alguns minutos e depois Bill puxou-me para junto dele e envolveu-me nos seus braços, acariciando e aplicando suaves beijos no meu cabelo. Depois percorreu com o nariz a minha veia do pescoço e murmurou:
- Mmmm…
Virando a cabeça para ele disse:
- Bill fá-lo…
- Tenciono fazê-lo mas não neste preciso momento.
Com isto Bill virou-me para ele e sentou-me no seu colo, colou os seus lábios nos meus e beijou-me profundamente, as presas desceram e percorri os seus contornos com a língua. Quando quebrei o beijo para respirar, Bill riu-se e disse:
- Demasiado intenso?
- Não… Foi maravilhoso!
- Então posso continuar?
Acenei com a cabeça e Bill voltou a beijar-me, os nossos lábios movendo-se ao mesmo ritmo. Com uma mão acariciou-me desde o ombro até à minha coxa e com um breve ajusto no nosso alinhamento, entrou dentro de mim fazendo-me gemer. Bill colocou as suas mãos nas minhas ancas e moveu-nos com vigor, beijou-me no ombro e mordeu-o, bebendo o meu sangue enquanto eu murmurava o seu nome. Lambeu as pequenas marcas e chegámos juntos ao fim.
Permanecemos juntos, ofegantes durantes alguns minutos e depois afastei-me, encostando-me do outro lado da banheira.
- Mais relaxada? – perguntou Bill com um sorriso sedutor
- Oh… nem por isso… - murmurei, a minha respiração e batimento cardíaco ainda acelerados.
Bill riu-se, pegou no champô e puxou-me gentilmente de novo para junto dele. Sentei-me à sua frente, Bill colocou as suas coxas, uma de cada lado das minhas ancas, e começou a ensaboar-me o cabelo. Retirou-me o champô, colocando de seguida o amaciador e comecei finalmente a sentir-me relaxada.
Depois de lavados, saímos da banheira e enrolamo-nos nas suas toalhas brancas fofas e dirigimo-nos de novo para o seu quarto onde nos secámos e nos vestimos - eu, uma camisa de dormir branca e ele, umas calças de pijama. Deitámo-nos na cama enroscados conversando quando de repente me comecei a rir.
- Que foi? – perguntou ele sorrindo
- É só que isto me trás um lembrança.
- E que lembrança seria essa?
- Bem… tu sabes…
- A tua primeira vez? – perguntou Bill com um tom divertido
- Sim. – admiti um tanto envergonhada.
- Oh Sookie… não precisas de ficar envergonhada, não comigo. Aliás porque se não fosse pelos meus filhos, não me importava que a única pessoa com quem eu tivesse estado fosses tu.
- Assim não terias tanta experiência!- afirmei – E não teria a mesma graça se não fosses tão experiente.
- Lá isso é verdade. Mas porque te fez isto lembrar aquela noite?
- Bem não sei…
Permanecemos ali em silêncio juntos durante mais alguns minutos mas quando Bill olhou para o relógio eu perguntei tristemente:
- Amanhecer?
Bill acenou e uma lágrima deslizou-me pela face.
- Por favor não fiques triste! Não suporto ver-te assim…
Abracei-o apertadamente, não querendo deixá-lo ir.
- Oh Sookie… - disse Bill beijando o topo da minha cabeça. – Desculpa não poder ficar contigo. Se eu não fosse vampiro…
- Se não fosses vampiro nunca te teria conhecido! Não te preocupes, sabes como é, agora estou mais emotiva.
Bill soltou uma gargalhada e gentilmente separou-nos. Beijou-me docemente e dirigiu-se para a porta. Quando o ouvi começar a descer as escadas, corri para junto dele e Bill sobressaltou-se, virando a face para mim.
- Sookie que se passa?
Agarrei a sua mão esquerda e disse:
- Deixa-me ir contigo até lá.
Bill sorriu e acenou com a cabeça. Descemos as escadas lentamente e viramos à direita. Bill pressionou a porta branca e virou-se para mim.
- Fica cá hoje, está bem?
- Sim Bill.
Abracei-o uma última vez e depois fechei a porta, dirigindo-me para o andar de cima.
