Não possuo nada todas as personagens pertencem a Charleine Harries, Alan Ball and HBO

IV

Num dia da semana seguinte estava sentada na cama de Bill a ler um dos meus romances enquanto ele falava ao telemóvel.

Bill decidira que seria melhor esconder a gravidez para minha proteção e do bebé e felizmente os sintomas diminuíram, senão seria muito difícil esconder a gravidez de pessoas como Arlene que já estivera grávida duas vezes e que além disso espalha a notícia e num dia a cidade toda fica a saber. Foi o que aconteceu com o casamento.

Nos últimos dias Bill tratara-me como no dia em que lhe anunciei a gravidez. Fazia-me o jantar, levava-me e ia buscar-me ao Merllotte's e planeava uma saída para o dia seguinte.

Quando Bill acabou o telefonema, sentou-se ao meu lado na cama e pousou gentilmente os seus lábios na minha face retirando imediatamente a minha atenção do livro que depois de ter marcado a página, pousei na mesa-de-cabeceira à direita da cama. Voltei-me para Bill e ele beijou-se profundamente. Coloquei os braços à volta do seu pescoço, diminuindo a distância entre nós e contornei as presas de Bill com a língua. Alguns minutos depois afastei-me sem fôlego e sentindo-me um pouco tonta.

Bill revirou os olhos e acariciou-me na bochecha com os seus dedos frios. Encostei a minha cabeça no seu ombro e Bill colocou os seus braços em redor da minha cintura e afagou o meu cabelo com o seu nariz e o seu queixo.

- Bill?

- Sim Sookie?

- Tu queres ser pai?

- Sim eu quero ser pai. Eu quero ver a nossa semente crescer. Quero passar a minha mão na tua barriga e sentir o nosso filho dar pontapés. Quero ver-te crescer com ele, quando ele der os primeiros passos e disser a primeiras palavras.

Sorri ao pensar em tais acontecimentos. Mas depois ao interiorizar as suas palavras, uma dúvida passou pela minha cabeça por isso sentei-me com um movimento rápido e brusco.

- Bill gostavas de ter um rapaz? Ficarias desapontado se fosse uma menina?

- Claro que não. Seja menino ou menina, vai ser lindo como a mãe.

Abanei a cabeça em reprovação e ajoelhei-me à sua frente, tocando no seu rosto perfeito com a minha mão direita.

- Não não. Vai ser maravilhoso com o pai.

- E como é que sabe isso, menina Stackhouse.

- Sabendo.

- Bem eu diria que teremos que esperar até ao bebé nascer. E isso lembra-me uma coisa. Sookie já fizeste algum daqueles ultrassons que se fazem hoje em dia?

- Uma ecografia? Não ainda não. Achei que deveria ir contigo, pelo menos à primeira.

- Ainda bem porque tenciono ir contigo a todas. – disse Bill com a sua voz fria e doce ao mesmo tempo. Olhei para os seus olhos azuis que estavam quentes, sentidos. – Já marquei a nossa mesa no restaurante. Ficou reservada para as 21:30. Amanhã tens que turno?

- O da manhã. Saio às 17h por isso dá tempo mais que suficiente. – Bill sorriu e beijou o topo da minha cabeça, os seus lábios frios a provocarem uma sensação maravilhosa na minha pele quente. – Bill desculpa mas se quero chegar a horas e dormir pelo menos um par de horas antes de ir trabalhar, tenho que me deitar agora.

- Não faz mal.

Levantei-me da sua cama e dirigi-me para o seu roupeiro. Abri a gaveta que agora me pertencia e de lá retirei a minha bolsa higiénica e a minha camisa de dormir azul-bebé. Pousei a muda de roupa em cima da sua cama e disse antes de sair do seu quarto:

- Dá-me um minuto.

Na casa de banho, escovei os dentes e o cabelo e lavei a cara e as mãos. Olhei à minha volta admirando a beleza da casa de banho, de certa forma antiquada mas com um toque moderno visto que Bill mudara o espelho e colocara um pequeno armário de madeira clara que iluminava um pouco o espaço.

De volta ao quarto de Bill, guardei a bolsa novamente na gaveta e fechei as portas do roupeiro bem como a porta do quarto e virei-me para a cama. Bill segurava a camisa de dormir e sorria com um olhar divertido. Corri de volta para a cama e tentei tira-lha mas Bill movia os braços a velocidade supernatural. Continuei os meus esforços mas era inútil. Desisti então caindo exausta na cama e fechei os meus olhos. Não foi preciso mais um segundo para sentir a mão de Bill acariciar-se o rosto com os seus dedos delicados, depois com os seus lábios e finalmente com o seu nariz.

Quando voltei a abrir os olhos, Bill estendeu-me a camisa e murmurou com a sua voz suave:

- Já chega de brincadeira.

Respondi-lhe com um aceno de concordância e despi rapidamente o vestido florido que envergava, substituindo-o pela camisa de dormir de seda. Puxei os lençóis para baixo e enfiei-me por baixo deles, repousando a cabeça na almofada fofa. Bill fez o mesmo e cobriu-nos aos dois de seguida. Beijou-me suavemente, os seus lábios a tocar nos meus como um o toque de uma borboleta

- Boa noite Sookie. Amo-te. – sussurrou Bill

- Boa noite Bill. Também te amo.

- Bons sonhos. – foi a última coisa que ouvi antes de Bill apagar a luz do candeeiro rústico que se encontrava na mesa de cabeceira do lado direito da cama e cair num sono profundo, repleto de memórias do tempo passado com Bill.

No dia seguinte, depois de ter a acordado, fui para a casa de banho e preparei-me um banho quente. Era nove e meia por isso ainda tinha uma hora e meia antes de começar o meu turno. Bem tendo em conta que levava quase vinte minutos a chegar ao Merlotte's só tinha uma hora e alguns minutos.

Depois do banho, vesti a minha farda e dirigi-me para o andar de baixo para tomar o pequeno-almoço. Retirei do frigorifico o sumo de laranja e reparei que haviam apena quatro garrafas de TrueBlood. Despejei um pouco de sumo para um copo e preparei-me uma sandes de fiambre e queijo.

Com o pequeno-almoço tomado, lavei os dentes e escovei o cabelo, prendendo-o em seguida num rabo-de-cavalo. Peguei na minha mala e dirigi-me para o carro.

Quando cheguei ao bar, encontrei Terry a fumar e comprimentei-o sorrindo:

- Bom dia Terry! Tudo bem?

- Bom dia Sookie! Tudo ótimo e contigo?

- Também. Como estão as coisas com a Arlene?

Terry sorriu e disse:

- Vou-me mudar para lá este fim-de-semana.

- Oh! Estou muito contente por vocês!

- Obrigado.

Sorri e apontei o bar, dizendo:

- Vou andando. Até já.

Terry respondeu-me com um aceno de cabeça.

Ao entrar no bar pela porta das traseiras, dirigi-me para o escritório de Sam e bati à porta.

- Entre. – ouvi Sam dizer.

- Com licença. Bom dia Sam. Tommy.

- Oh. Bom dia Sookie. – disse Sam sorrindo e retribui-lhe o sorriso.

- Bom dia. – disse Tommy que na minha opinião não parecia nada ser irmão de Sam tinha cabelo claro e olhos azuis e Tommy olhos e cabelo escuros. Sam era alto e Tommy era baixinho.

Pousei a mala na minha prateleira e sai para o bar. Encontrei Arlene e disse:

- Já soube das novidades. Fico muito feliz por ti.

- Oh obrigada Sookie. Mas espera alguém te contou ou tu…

Fiquei um pouco ofendida com a pergunta de Arlene mas respondi-lhe:

- Foi o Terry que me disse. Encontrei-o na entrada do bar.

- Ah Sookie isto lembra-me algo. Tenho um favor para te pedir.

- Diz Arlene.

- Não sei como te pedir isto… - Fiz-lhe cara de chateada e ela continuou – Pronto. Sabes isto das mudanças vai fazer alguma confusão lá em casa e eu não queria sujeitar os miúdos a isso. Achas que podes ficar com eles durante uns dias… talvez três ou quatro. Eu sei que é uma massada … desculpa…

- Oh Arlene não custa nada! Quando é que os trazes?

- Bem pode ser amanhã à tarde?

- Pode. Levo-os quando sair do turno pode ser?

- Sim sim. Eles levam roupa suficiente não precisas de lavar nada.

- Não te preocupes Arlene. Eu consigo tomar conta dele durante uns dias.

- O Bill vai lá estar?

- Provavelmente mas ele não dorme lá por isso não te preocupes. Ele não é perigoso e ele ajudou a salvar a cidade quando aconteceu o que nós sabemos.

- Pronto está bem… vou confiar em ti. Muito obrigada.

- De nada. Não custa nada.

- Então como vão esses preparativos?

Sorri e contei-lhe alguns pormenores enquanto preparávamos as nossas seções.

Depois de fazer a minha pausa e comer uma sandes de carne assada, Jason e Hoyt sentaram-se numa das minhas mesas.

- Olá rapazes! Em que posso servos útil hoje?

- Bem uma cerveja e uma hamburger com batatas fritas e rodelas de cebola. – repondeu Jason.

- Traz duas cervejas e eu quero um chili. – respondeu Hoyt.

- Ok trago num minuto.

Dirigi-me para junto de Terry e entreguei-lhe o pedido. Caminhei para junto do balcão e pedi a Sam as cervejas que lhes fui entregar de imediato. Entretanto chegou Josh Rigsby com a mulher, Emily se não me engano e, fui atendê-los.

Quanto o pedido do meu irmão e de Hoyt estava pronto, fui-lhos entregar e o meu irmão disse:

- É verdade Sookie os meus parabéns.

- Os teus parabéns? Mas eu não faço anos e tua já sabias do casa… - por momentos não compreendi mas depois algo na minha cabeça despertou e virei-me para Hoyt com uma cara um pouco séria. – Hoyt?

- Oh Sookie desculpa. Descai-me.

- Não contaram a mais ninguém pois não? - Os rapazes abanaram com a cabeça – Acho bem. Agora tenho que ir.

Quanto o meu turno acabou, Tara e Lafayette entraram no bar. Fiquei a conversar com eles durante e bocadinho e depois fui andando para casa minha casa.

Sabia exatamente o que ira vestir hoje. Ainda alguns dias antes tinha comprado um vestido preto que ficava pelo joelho. Tinha alguns folhos nas alças e o resto do corpo tinha era feito de um tecido texturado.

Depois de vestir o vestido, encaracolei o cabelo porque sabia que Bill gostava de vê-lo assim. Apliquei maquilhagem simples porque também era assim que Bill me gostava de ver e coloquei uns brincos e uma pulseira prateada. Enquanto me calçava reparei novamente no quão bonito o meu anel era.

Quanto estava pronta dirigi-me para casa de Bill. Fiquei sentada a ler no quarto de hóspedes porque queria que fosse surpresa. Meia hora mais tarde, Bill e Jessica acordaram. Bill sentiu que estava em sua casa e ouvi os seus passos enquanto ele subia as escadas e procurava por mim no seu quarto, na casa de banho e finalmente chegou junto da porta do quarto onde me encontrava. Bateu.

- Sookie? Estás aí? Está tudo bem?

- Sim. Vais-te arranjar e quando estiveres pronto chama-me.

- Está bem querida.

Depois de Bill ir para o seu quarto e de ouvir a sua porta fechar, saí do quarto dirigindo-me para o topo das escadas. Chamei Jessica e ela logo virou a sua atenção para mim por isso fiz sinal que subisse.

Antes de entrar Jessica bateu à porta. Quando entrou ficou a olhar para mim durante algum tempo até que lhe perguntei:

- Achas que estou bem assim?

- Estás linda Sookie.

- Obrigada. Podes verificar que está tudo direito?

Jessica inspecionou-me de cima a baixo e disse que eu estava perfeita. Alguns minutos depois ouvi a voz de Bill a chamar do fundo das escadas:

- Sookie, sweetheart, estás pronta? Temos que sair daqui a pouco e não queremos ficar presos no trânsito.

- Espero que ele goste. – disse a Jessica antes de sair do quarto e ir para as escadas. Bill usava um fato cinzento e uma camisa azul-clara com uma gravata cru.

- Estou pronta! - exclamei

Bill virou a cabeça para a minha voz e ficou parado a olhar para mim durantes uns instantes. Depois abanou a cabeça e disse:

- Sookie estás simplesmente radiante.

Bill subiu as escadas ao meu encontro, pegou na palma da minha mão esquerda e beijou-a,

- Não vou beijar os teus lábios bonitos porque sei que se o fizesse perderia o controlo e não quero estragar a tua maquilhagem.

- Vá lá Bill temos que ir andando.

Despedimo-nos de Jessica e Bill guiou-me para o seu BMW, abrindo tanto a porta da frente como a do carro. Quando coloquei o sinto, Bill disse:

- Amo-te Sookie.

- Também te amo Bill.

A viagem para o restaurante foi bastante silenciosa, ocasionalmente Bill olhava para mim sorria e pousava os seus lábios na minha mão esquerda. Na rádio tocavam músicas clássicas que enchiam o carro com melodias doces.

Cerca de vinte e cinco minutos após termos partido de casa de Bill, chegámos aos restaurante e Bill parou no parque de estacionamento. Virou o seu rosto para mim e disse com uma voz doce como mel:

- Sookie estás tão bonita, adoro ver-te com o cabelo assim.

- Obrigada. Também estás muito bonito Bill.

Bill deu-me o meu sorriso preferido e beijou-me na face. A seguir saiu do carro e foi para o outro lado do carro para me abrir a porta como o verdadeiro cavalheiro que era. Tomou a minha mão e caminhámos para o restaurante onde havia uma rececionista para receber os clientes.

- Boa noite. – disse Bill com uma voz fria como gelo – Tenho uma reserva em nome de Bill Compton.

- Com certeza senhor Compton. Acompanhe-me por favor. – disse a rececionista.

A rapariga estava a imaginar coisas que ela e Bill podiam fazer e isso estava a tirar-me do sério por isso apertei a mão de Bill com mais força do que pensava. Bill mandou-me um olhar interrogativo e eu murmurei:

- Desculpa.

Quando chegamos à nossa mesa, a rapariga estendeu-lhe um menu mas Bill ignorou-a e deu a volta à mesa para me puxar a cadeira para mim. Ri-me e disse:

- Bem obrigada senhor.

Bill sorriu e pegou no menu da mão da rececionista, que estava parada ao lado da mesa, e sentou-se passando-me o menu, disse:

- Aqui tens querida.

Estendi a mão esquerda para pegar no menu e Bill beijou-a e depois beijou o meu dedo anelar onde se encontrava o meu anel de noivado.

A rececionista reparou no anel e agora estava ocupada em chamar-me nomes na sua cabeça. Ignorei porque tudo o que me interessava naquele momento era Bill.

- A vossa empregada de mesa estará aqui num minuto para recolher o vosso pedido. – disse a rapariga que pediu licença e voltou para a entrada para receber os novos clientes.

Bill olhava para mim com curiosidade nos seus lindos olhos azuis.

- A rececionista estava a ter alguns pensamentos muito específicos sobre ti.

- Oh… - foi tudo o que Bill disse.

- Sim eu penso que ela tinha um pouco que inveja por tu já estares acompanhado. – disse com um sorriso

- Eu não reparei. – ele respondeu – Não consigo reparar em mais ninguém para além de ti especialmente como tu estás hoje.

Sorri e senti-me cheia de felicidade pelas suas palavras.

Alguns minutos mais tarde, que na realidade pareceram horas por que eu estava perdida nos seus olhos azuis, a nossa empregada de mesa chegou para receber o nosso pedido e tal como a outra estavam a pensar em Bill. Sorrindo para Bill e ignorando-me totalmente, com o caderno e a caneta na mão perguntou:

- Está pronto para pedir ou gostaria de mais alguns minutos?

- Sookie?

A empregada Dana (reparem na placa com o seu nome), virou-se forçadamente para mim e eu disse:

- Mais alguns minutos por favor.

Virando-se novamente para Bill perguntou:

- Gostariam de bebidas enquanto esperam?

- Sookie pede o que quiseres esta noite é a tua noite.

- Vinho branco por favor. Qualquer um que tiverem por mim está bem. – olhei para Bill que me lançava um olhar divertido e perguntei – A- querido?

- Sim por favor. – ele replicou

- E uma garrafa de TrueBlood A negativo por favor.

Dana ficou ainda mais excitada ao perceber que Bill era um vampiro.

- Volto já com as vossas bebidas. – disse Dana alegremente

Quando Dana saiu sentia-me ferver, o meu temperamento estava bastante descontrolado.

- Para que foi isso tudo? – perguntou Bill divertidamente

- Oh nada…

- Sookie.

- A empregada era um bocadinho vivida nos seus pensamentos.

- E em que é que ela era diferente da rececionista?

- Bem em nada mas não é fácil. A culpa é tua sabes? – Bill mandou-me um olhar interrogador – Por seres tão atraente.

Bill soltou uma gargalhada e eu disse:

- Bill isto não tem graça.

- Desculpa querida é só que tu ficas adorável quando tens ciúmes.

Mandei-lhe um olhar irritado.

- Pronto desculpa.

Alguns segundos depois a empegada voltou e agarrei a mão direita e Bill para que ficasse invadida pelo seu silêncio. A rapariga colocou um copo cheio de vinho na minha frente e a garrafa de TrueBlood à frente de Bill.

- Obrigada – disse e vi os cantos dos lábios de Bill formarem um pequeno sorriso. Apeteceu-me dar-lhe um pontapé mas controlei-me.

- Estão prontos para pedir?

- Bem sim. Para mim era o bife com batata-doce por favor e uma salada à parte com molho com molho vinagrette por favor.

- Boa escolha. – virando-se para Bill perguntou – Alguma coisa para si senhor?

- Não obrigado.

Sorrindo a rapariga retirou-se para dar o meu pedido na cozinha.

Continuem a segurar a mão de Bill com força, até que os meus dedos começaram a doer por isso larguei-a e levantei o escudo na minha cabeça.

Alguns minutos mais tarde a rapariga voltou com o meu pedido e colocou o prato à minha frente.

- Bom apetite.

- Obrigada.

Comecei a comer e Bill bebeu um gole da sua bebida. Quando ia mais ou menos a meio da minha refeição, limpei a boca, bebi um gole de vinho e disse:

- Bill, o Jason já sabe.

- Como? Contaste-lhe? Eu disse…

- Não, foi o Hoyt. Ele disse que foi sem crer e o Jason prometeu que não contava a ninguém.

- Pronto nesse caso não faz mal. Além disso, é o teu irmão.

Acenei com a cabeça e de repente lembrei-me de Arlene.

- É verdade! Bill, a Arlene pediu-me que ficasse a tomar conta dos miúdos durante alguns dias, enquanto o Terry se muda para casa dela.

- E tu aceitaste? – não parecia chateado

- Sim. Fico com eles de amanhã até terça em princípio. Não te importas pois não?

- Não não me importo. Assim até dá para eu tratar de uns assuntos e preparar algumas coisas para puderes ficares mais confortável lá em casa.

- Está bem.

Alguns minutos mais tarde pousei a faca e o garfo, estava cheia e não conseguia comer mais um pedaço. Bill continuava a olhar para mim com ele tinha feito durante todo o jantar, o que me tinha surpreendido uma vez que ele normalmente não gostava de ver humanos comer. Sorri-lhe e disse:

- Pensei que não gostavas de me ver comer.

- Estava a gostar de ver-te desfrutar.

Sorri e bebi um golo do meu vinho.

A empregada de mesa voltou e disse:

- Então estava tudo do vosso agrado?

- Estava tudo maravilhoso

- Vão desejar sobremesa.

Bill olhou para mim e abanei a cabeça.

- Não obrigado. Só a conta por favor.

O sorriso de Dana desvaneceu-se enquanto ela se dirigia para o balcão para ir buscar a conta. Um minuto mais tarde pousou a conta na mesa e Bill pegou nela antes que sequer conseguisse vê-la. Colocou algumas notas no pequeno prato com a conta e umas moedas.

Levantou-se da sua cadeira e aproximou-se da minha dando-me a mão para que me levantasse.

- Sempre um cavalheiro. – disse-lhe

Bill beijou a minha mão e disse:

- Tudo para a minha Sookie.

Ri-me e resmunguei:

- E possessivo.

- Eu ouvi isso. Faz parte da minha natureza.

A empregada quase correu para junto de nós ao ver que íamos sair.

- Obrigado e boa noite. Voltem sempre.

Se estava a pensar em Bill não ouvi nada mas também estava focada no silêncio de Bill.

- Obrigada igualmente.

- Obrigado igualmente. – disse Bill em simultaneamente comigo.

Dirigimo-nos para a entrada onde a rececionista também nos desejou as boas noites. Agradecemos e retribuímos. Bill voltou-me a abrir a porta do seu BMW preto. E beijou-me depois de entrar e colocar o cinto.

Bill sintonizou a rádio numa estação que tocava música que Bill gostava e que sempre me faziam rir mas controlem-me. Bill era um perfeito cavalheiro à moda antiga mas no que vinha à arte tinha gostos bastante digamos diferentes.

Bill conduziu para minha casa e estacionou o carro à minha porta. Enquanto subíamos as escadas para o meu alpendre, lembrei-me de uma coisa e comecei-me a rir.

- Que se passa Sookie? – perguntou Bill sorrindo.

- Deixei o meu carro na tua casa Bill.

- Oh…- disse Bill depois estendeu-me uma mão – Chaves?

Abri a minha bolsa e passei-lhe as chaves do meu carro. Beijou-me a testa e disse:

- Vai entrando. Vou buscar o teu carro e volto num minuto.

Acenei com a cabeça e Bill desapareceu em velocidade de vampiro.

Abri a porta da frente, acendi as luzes da entrada, subi as escadas e dirigi-me para o meu quarto. Descalcei os sapatos e fui para a casa de banho. Retirei a maquilhagem e tratei das minhas coisas humanas. Voltei para o quarto, retirei a minha camisa de dormir da minha cómoda e quando me preparava para despir o vestido, Bill apareceu à minha frente.

- Bill, quantas vezes tenho que te dizer para não fazeres isso!? – exclamei o meu coração estava descontrolado.

- Desculpa! Foi sem crer.

Bill aproximou-se de mim e eu respirei fundo antes de o abraçar.

- Quatro dias é muito tempo Sookie. Por isso… - murmurou Bill contra o meu cabelo antes de pegar em mim ao colo e me pousar na cama.

Beijou-me com urgência e passados alguns minutos afastei-me para respirar. Enquanto recuperava, Bill abriu o fecho do meu vestir e fê-lo desceu pelo meu tronco beijando a pele que ficava visível ao fazê-lo. Quando recuperei, retirei-lhe o casaco e comecei a desabotoar-lhe a camisa, enquanto ele beijava a minha barriga. Bill afastou-se e rapidamente se livrou das suas calças, colocando-as juntamente com o resto das roupas em cima de uma cadeira.

Deitou-me cuidadosamente e voltou a beijar-me, desta vez mais de forma mais doce e cuidadosa enquanto lhe contornava as suas presas que estavam estendidas. Começou depois a beijar o meu pescoço, descendo em seguida para o meu peito. Colocou as mãos nas minhas costas para desapertar o meu soutien e livrou-se do resto da nossa roupa interior. Olhou para mim como se pedisse permissão e beijei-o em resposta. Entrou então em mim e soltei um gemido contra os seus lábios. Continuou a mover-se dentro de mim enquanto me beijava, os nossos lábios movendo-se a um ritmo constante. Quando estávamos quase a atingir o clímax, Bill mudou-nos de posição, sentando-me no seu colo e colocando as suas mãos nas minhas ancas para me mover sobre ele. Chegámos ao fim, juntos e permanecemos enrocados um no outro, ainda unidos e ofegantes (bem eu estava ofegante ele fingia porque sabia que eu gostava).

Alguns minutos mais tarde, quando a minha respiração e o meu batimento cardíaco voltaram ao normal, Bill afastou-se de mim.

- Sinto-me sempre vazia quando fazes isso.

Bill sorriu e pousou os lábios na minha face. Levantei-me da cama e vesti um conjunto de roupa interior e a camisa de dormir. Bill voltou a vestir a sua camisa e a sua roupa interior e deitou-se ao meu lado na cama. Abracei-o, pressionando o seu corpo junto do meu. Alguns momentos depois, Bill desembaraçou-se de mim e pousou a cabeça na minha barriga. Bill riu-se e levantou a cabeça olhando para mim com um grande sorriso nos lábios.

- Bill?

- Eu consigo ouvir o seu coração.

- O do bebé?

Bill acenou com a cabeça e abraçou-me, pousando a sua cabeça no meu ombro.

- Obrigado Sookie. Obrigado por tudo o que fizeste por mim. Obrigado por isto.

- Oh Bill… - murmurei afastando-me. Emoldurei o seu rosto com as minhas mãos e beijei-o.

- Nunca pensei dizer isto mas ainda bem que fui transformado.

Olhei para ele, confusão estampada no meu rosto e Bill sussurrou-me ao ouvido.

- Se não tivesse sido transformado não te teria conhecido. A minha vida não teria tido tanta alegria. – Afastou-se e confessou – Sabes Sookie uma das coisas que me atraiu em ti foi a tua alegria. Nunca durante a minha vida humana eu tivera tanta vida como tu tens.

- A vida não era fácil Bill…

- Tens razão não era.

Encostei a cabeça na minha almofada e a última coisa que me lembro é de Bill me ter tapado com os cobertores e de ter sussurrado ao meu ouvido:

- Boa noite meu anjo. Bons sonhos.