Quando Rony acordou na manhã seguinte, o sol ainda não tinha nem nascido. Mal acordou, dobrou o lençol que tinha usado - dobrou-o de maneira trouxa -, pegou o travesseiro e foi em direção ao quarto para guardá-los, e também ter certeza de que Hermione ainda estava em casa.

De coração apertado ele abriu a porta do quarto, quando ele viu o lado de dentro do quarto, sentiu-se aliviado, permitiu-se até um suspiro de alívio. Ela ainda dormia .Entrou sorrateiramente no quarto para não acordá-la, mas acabou se assustando quando ela começou a falar:

- Rony... Ron... Por favor, fica... Eu te amo, não posso ficar sem você... Você não me ama mais?

- Claro que te amo, mas... – Ele parou de falar quando constatou que ela ainda dormia. Ela sonhou comigo. Ele pensou e saiu sorrindo do quarto.

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- Já de pé essa hora? – Hermione disse aparecendo na porta da cozinha. – Não vi você chegar ontem...

- É... Quando cheguei você já dormia. – ele respondeu mirando o copo vazio que segurava. – Preparei o café.

- Ah... Obrigada. – ela respondeu sem graça.

- Você... Hum... Não precisa ir... – ele disse por fim.

- Ir? Ah... Você viu a mala...

- É, vi... Sabe a Cosete?

- Sim... – Hermione disse indiferente.

- Eu estava pensando em a chamar para jantar... – Hermione quebrou um copo – Junto com um outro auror, o Adrian. Ela tá na dele. Pediu-me pra falar com ele e tudo... O que acha de sexta?

- Ela... Ela... Não quer nada com você? – perguntou a morena chocada.

- Não. – ele sorriu – Porque achou isso?

- Por que ela só falava com você. Era Rony pra cá, Weasley pra lá. – ela disse aborrecida.

- Por que o Adrian só fala comigo... Nem com o Harry ele fala. Não me pergunte o porquê disso tudo! – ele sorriu singelamente para a esposa que ainda estava chocada.

- Então você nunca teve nada com ela? Nem ia me deixar?

- Claro que não... E eu já não consigo mais dormir brigado com você. Quando eu vi aquela mala... Fiquei desesperado, pensei que fosse te perder pra sempre. Minha vida é você. – ele que já estava de pé segurava o rosto dela com as mãos. – Eu te amo Hermione Weasley, você é a mulher da minha vida.

Ela chorava ao pensar o quão idiota tinha sido em pensar todas aquelas coisas... Ela não era assim, ela sempre foi mais racional, mais centrada, o que estava acontecendo com ela? Ela ia ficar maluca, com certeza ia.

- Você ainda vai me deixar louca... – ela disse antes de beijá-lo com voracidade. – Acho que essa é uma das razões para eu te amar tanto.

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Rony e Harry estavam no departamento dos aurores discutindo sobre a ronda daquela noite.

- Rony, eu já te expliquei que eu não posso trocar a escala com você! A Gina já está com a gravidez bem adiantada, eu não posso deixar ela sozinha em casa!

- Harry, se eu ficar na ronda essa noite, a Hermione me mata! Arranca minha pele sem magia! Hoje nós fazemos um ano de casados, é o nosso primeiro aniversário de casamento, põe a mão na consciência. E a Gina só está de seis messes, o bebê não vai nascer agora.

- Não vai, mas... Rony, por favor, deixe-me completar um ano de casamento antes da sua irmã me decapitar. – Harry olhava pro cunhado suplicante.

- É... Então eu fico... – Rony parou de falar, quando ele e Harry viram quem entrava no cubículo, ao qual eles chamavam de sala, Adrian.

- Adrian, que bom ver você por aqui. – Rony começou, o que despertou a desconfiança de Adrian.

- Eu trabalho aqui, e divido a sala com vocês. O que você quer Weasley? – Adrian falou tudo da maneira estúpida que sempre usava ao tratar as pessoas.

- Tem como você trocar a sua escala comigo? Hoje é meu aniversário de casamento e... – Rony foi interrompido por Adrian que foi curto e grosso em sua decisão.

- Impossível.

- Certeza?

- Absoluta.

- Harry tem um rosário ai? – Rony disse tentando se descontrair, pois sabia que Hermione não perdoaria sua falha. – Ou melhor, um telefone, porque eu acho que vou ligar e fazer aquele seguro de vida que a Hermione estava falando outro dia lá com você e a Gina.

- Se eu fosse você usava o telefone pra falar com ela, já que vocês colocaram o telefone na casa de vocês. – Harry disse a Rony que se jogava em uma cadeira, para não azarar Adrian que saia da sala.

- Vou fazer isso.

Rony pegou o telefone de Harry e ligou para a esposa.

- Harry? Aconteceu alguma coisa com o Rony? Ele está ai? Está tudo bem? – Hermione disparou ao atender o telefonema.

- Querida, sou eu, Rony. Está tudo péssimo.

- O que houve? O problema da escala?

- Sim, isso. Ninguém quis trocar, nem o Harry. Um trabalho tão fácil. É só ficar sentado, o departamento vazio, ninguém atormentando o juízo alheio, se quisermos podemos até dormir. Só temos que acordar caso ocorra algum chamado, e avisar o restante dos aurores.

- Mesmo assim ninguém quis trocar? Pra mim quem tinha que ficar à noite era mais difícil...

- Tem a ronda que é pior, alguns têm de ir a Azcaban, outros ao Beco Diagonal, travessa do tranco, Hogsmead, e até mesmo na Londres trouxa.

- Rony você nunca me disse isso...

- Porque nós nunca conversamos sobre trabalho, e eu estou tentando lhe mostrar que se eu não fui para casa, não foi porque eu quis.

- Eu sei que você queria vir... Então eu acho que eu vou ficar com meus pais... Tudo bem pra você?

- Sim, tudo bem. – Rony disse pesaroso.

- Não fique assim meu bem. Sei que a culpa não foi sua. Te amo. Mande um abraço ao Harry e a Gina.

- Também te amo.

Rony desligou e entregou o celular ao Harry, ele até tinha um celular, presente de Hermione, mas não acertava mexer, então preferia deixá-lo em casa.

Harry se despediu do amigo, já eram seis e meia, a hora em que os aurores eram liberados do expediente, mas foi às sete que ela apareceu na sua sala.

N/A: Quem será que apareceu na sala dele? Mistérios, e gente, eu vou dar uma corridinha com a fic, e mudando de assunto, quem está lendo a Um grande erro II, ela ta um muito atrasada, mas eu não desisti dela, eu vou atualizá-la, logo, logo.

Blood Kisses Liih.