Hermione chegou em casa e viu sua mãe na cozinha, terminando os preparativos do almoço, não viu nenhum sinal de Rony ou de seu pai.
Foi sorrateiramente até o banheiro e fez o teste.
Passou um minuto...
Dois minutos...
Dois minutos e meio...
Três minutos.
Uma barra...
Duas barras.
A jovem sentiu o coração disparar. Duas barras querem dizer positivo; Positivo quer dizer gravidez; Gravidez quer dizer bebê a caminho.
Seria mãe... Sentia-se a mulher mais feliz da face da Terra, finalmente era uma mulher realizada. Além de ser bem sucedida financeiramente, ter um casamento perfeito, ter uma família enorme, agora seria mãe.
Depois que perdeu seu primeiro bebe, Hermione tinha medo de engravidar, tinha até tirado essa idéia de sua cabeça, retirado está possibilidade da sua vida.
Saiu do banheiro e foi em direção a cozinha, ao chegar ao cômodo certificou-se de que o mesmo estava vazio.
- Mamãe? – A jovem disse ao entrar no corredor em direção a sala.
- Aqui na biblioteca. – A mulher disse num tom mais alto, para que a filha ouvisse.
A jovem antes de chegar à biblioteca viu na parede um retrato seu; tinha aproximadamente uns seis anos. Cabelos castanhos claro, dentes grandes e brancos, pequenas manchinhas no rosto e olhos cor de mogno. Era bem magra, o que fazia que parecesse um cotonete em relação ao volume dos cabelos.
- O que houve minha menina? – A mãe disse saindo da biblioteca e sorrindo amorosamente para a jovem. – Fez o exame?
- Hm... Mamãe... – Hermione suspirou longamente. – Podemos conversar depois? Onde está o Rony? Já estamos muito atrasados para o almoço de Natal n'A Toca.
- Ronald está na garagem com seu pai. Ele quer ensinar o menino a dirigir. Vê se pode? – Minha filha... Porque não me conta o resultado?
- Não fiz o exame. – Mentiu a jovem. – Não tive coragem.
Hermione corou levemente nas bochechas. Queria que Rony fosse o primeiro, a saber. Iria contar ao marido na festa de ano novo, ano novo, vida nova, família nova.
- Mamãe então ou indo chamá-lo.
Hermione saiu de casa e foi em direção a garagem, mas sem antes passar pelos jardins da casa, tinham um pouco de neve, mas ao invés de ir à direção da garagem, a jovem moça foi em direção ao parquinho que tinha próximo a sua casa. Ao chegar ao local olhou em volta e ao certificar-se de que não havia nenhum trouxa por perto sacou a varinha e tentou secar o balanço. Não funcionou. "Como pode não estar funcionando? Nunca vi nenhum caso de um bruxo perder os poderes. E agora? Como eu farei?"
Hermione puxou a manga do casaco e secou o banquinho e se sentou. Não pode deixar de sentir seus olhos marejados, a três anos atrás perdera seu primeiro bebê. Ainda tinha guardado o macacãozinho e tinha comprado para o bebe. Ninguém jamais poderia entender como se sentia. Iria ser mãe, finalmente mãe.
Obviamente outras mulheres já tinham passado por isso, mas não da mesma maneira que Hermione. Casar num dia e perder o bebe no outro. Ninguém nunca entenderia isso. Assim como ela nunca entenderia a dor de sua sogra, e nem pretendia, ela deseja com todo o seu ser que essa gravidez fosse levada a diante, desejava de todo o coração que uma criancinha ruiva e sardenta sorrisse para ela todos os dias.
Hermione não sabe quanto tempo ficou ali, quando se deu conta, já chovia forte e a moça estava ensopada. Tentou aparatar e não obteve êxito algum; então teve de ir caminhando de volta pra casa na chuva. Ao chegar na casa de seus pais, Rony e os Granger estavam sentados no sofá apreensivos a sua espera.
Hermione tocou a campanhinha e aguardou que alguém abrisse a porta para ela. Alguns passos e a porta foi aberta, seu pai lhe disparou várias perguntas:
- Hermione onde esteve? Você está encharcada! Porque não avisou onde ia? Entre, entre. Porque não levou a chave, ou abriu a porta com magia?
Hermione entrou e sua mãe veio em sua direção com uma toalha.
- Assim você vai ficar doente!
Hermione lançou um olhar em direção e viu que Rony estava no sofá com uma feição triste, de abandono.
Hermione foi em direção ao quarto e lá trocou de roupa, tentou secar as molhadas com a varinha mais não conseguiu, quando olhou no relógio eram 13 horas, estavam muito atrasados para o almoço de natal.
Desceu as escadas correndo e chamou Rony para irem, despediu-se dos pais, e a jovem aparatou junto com o marido. Ao chegarem aos jardins d'A Toca, entraram na casa separados, Rony estava chateado com a esposa e com razão. Ao acordar de manhã não viu a esposa e a mesma passou todo o dia fora. Quando entraram Rony e Hermione cumprimentaram a todos, James de apenas sete meses e dois dentinhos estava em pé apoiado no sofá da sala, e ao ver a madrinha disse suas primeiras palavrinhas:
- Nhenhem. – E ao dizer isso sorriu e agitou os bracinhos na direção de Hermione.
- Sim meu amor, a dinda vai pegar o neném! – E Hermione foi na direção do afilhado e pegou o mesmo no colo. – Você falou pra mim é? Você falou pra sua dinda é garotinho? – James ria enquanto a madrinha fazia cosquinhas no mesmo.
Xxx
Enquanto todos se divertiam na sala, Rony e Harry conversavam num canto mais afastado.
- Eu disse a você Harry que ela não ta bem. Onde já se viu, passou o dia inteiro fora e não quer usar magia.
- Como assim não quer? – Harry perguntou confuso ao amigo.
- É Harry não quer, ela hoje chegou na casa dos pais encharcada da chuva e nem usou magia pra abrir a porta ou se secar. Na hora de vir pra cá aparatou junto comigo.
- Rony... Isso tudo é muito estranho. Muito estranho mesmo. E por falar em estranho, Jorge e Angelina terão gêmeos.
- Estranho cara, seria eu ter gêmeos, ou melhor, eu ter filhos. – Rony disse cabisbaixo.
- Vocês não querem?
- Eu não sei. Desde aquela vez eu e Hermione não tocamos mais no assunto, e sempre usamos proteção, tanto trouxa quanto bruxa.
- Merlin sabe o que é melhor pra vocês, mas se vocês tentarem?
- Eu não sei se quero tentar...
Xxx
- Carlinhos com uma nova namorada? – Jorge disse. – E quando ele não tem uma nova namorada?
- Eu acho melhor você dar uma maneirada no Whisky de Fogo Jorge. Você está começando a constranger todo mundo aqui. – Angelina disse censurando o marido.
- Xiiiiiiiu. Eu quero comemorar os meus DOSI filhos. Porque Merlin me deu essa graça. Eu já tive motivos demais pra sofrer, eu perdi meu ismão! Vocês não entendem, vocês não tem noção do quão Felix eu to! – Jorge disse emocionado.
O almoço de natal transcorreu bem, James não queria sair do colo da madrinha repetindo o mantra que ele mesmo tinha criado "Nhenhem" o que despertou pena de todos os presentes, pois o único casal que não tinha filhos era Rony e Hermione.
Quando deu umas onze horas da noite alguns foram se deitar, mas Hermione, Molly, Arthur, Rony e Carlinhos ficaram na sala conversando e tomando cerveja amanteigada, todos riam e se divertiam muito nesse fim de noite, até que Molly Weasley se pronunciou.
- Hermione querida, me ajuda a levar essas garrafas vazias?
- Claro. – Hermione juntou algumas garrafas com a mão e foi andando em direção a cozinha, chegando lá, depositou-as em cima da mesa e se virou para a sogra. – Sra. Weasley, é comum uma pessoa perder a magia?
Molly sorriu para a menina e respondeu:
- No seu caso sim, é muito comum. Você pensa que eu não percebi? Seus olhos estão com um brilho diferente, e o que James fez mais cedo meu deu toda a certeza de que eu tenho mais um netinho a caminho.
Hermione abraçou a sogra e chorou. Chorou como nunca havia chorado antes. Chorou pela sua plena felicidade.
N/A: Seus lindos, ninguém lê mais essa história?
Bem, boa noite a todos e Blood Kisses, Liih.
