Rose dava gritinhos excitados enquanto era empurrada no balanço pelo pai. – Mais rápido papai, mais rápido! – A menina de dois anos gritava e agitava as mãozinhas! Rony sorria ao vislumbrar a alegria da menina ruiva, de longos cabelos cacheados, cujo penteado que a mãe havia feito, já estava todo arruinado. A menininha tinha as bochechas coradas e o rosto completamente suado.

- Vamos gnominha, vamos nos sentar com sua mãe, ela está lá sozinha. – Rony disse retirando a ruivinha da cadeira do balanço. A garotinha olhou para ele, com seus suplicantes olhos azuis, pedindo por mais cinco minutos. – Nem cinco, nem dez. Vamos ficar um pouquinho com sua mãe.

- Mas ela tem o Hugo! Pufavô papai. – A menininha olhou para o pai, como viu que o homem não iria ceder saiu correndo em direção à mãe que estava sentada em uma toalha de piquenique comendo um pedaço de torta de maçã. Hermione estava sentada com as pernas ligeiramente aberta, pois a suas costas doíam ligeiramente, ela tinha a face corada por conta do calor e a cabeça inclinada para trás, enquanto mastigava um pedaço de torta. Duas pequenas mãozinhas cobriram os seus olhos.

- Advinha quem é mamãe?

- Hm... Deixe-me pensar... É ruiva?

- Sou sim mamãe. – Rose soltou uma risadinha.

- É inteligente? – Hermione perguntou e as risadinhas só aumentaram. – Então eu acho que é a Lily! – Hermione disse enquanto agarrava a filha e a enchia de cócegas. - Demoraram a voltar. Sabia que seu irmão sentiu sua falta?

- Sério mamãe? Como você sabe? – Rose perguntou deslumbrada.

- Sim. Ele só parou de chutar quando você me abraçou. – E então Rose depositou um beijo na barriga da mãe e logo em seguida começou a conversar com o irmão. Rony chegou logo depois com duas casquinhas e um pote de sorvete. Deu uma casquinha de morango a filha, ficou com a de creme e deu um potinho de napolitano a Hermione.

Hermione jogou sorvete no rosto de Rony, o que fez Rony "atacar a esposa como um trigue" e Rose dizer que os dois estavam de amorzinho. Os três passaram uma tarde agradável, Rony e Rose fazendo uma competição de quem fazia Hugo chutar mais vezes e Rony acabou ganhando muitos tapas de Hermione por ter tido essa idéia brilhante.

- Wow... Rony, leve Rose para o carro. – Hermione disse calma, mas com o rosto torcido em dor.

- Por quê? Oh não Hermione... Vem vamos rápido para o carro. – Rony disse nervoso.

- Eu consigo caminhar, somente pegue Rose e a ponha na cadeirinha. – Hermione disse enérgica para o marido. – Depressa Rony!

- Ok... Ok... – Rony disse confuso. – Rosinha do papai, vamos para a casa da vovó?

- Ebaaaa! Tiago e o Al estão lá? – Rose perguntou sorrindo enquanto era levada pelo pai para o carro.

- Sim, estarão todos lá em poucos minutos. – Rony disse enquanto terminava de prender Rose na cadeirinha. Hermione já estava sentada no banco da frente alisando a barriga. Rony acabou de prender a filha e se dirigiu ao banco da frente. – Tudo bem querida? – Rony disse dando partida no carro e saindo do parque e indo em direção a Ottery St Catchpole aonde o parto deveria ocorrer. Era mais fácil levar Hermione para A Toca do que levar Molly Weasley para a casa do casal, além do mais, tinha Rose, que iria ficar mais entretida brincando com os avós. Era mais comum, todos irem para A Toca do que irem para a casa do casal. Rony durante o percurso derrubou três lixeiras, assustou cinco velhinhas e quebrou uma bicicleta.

- Rony, se você continuar assim Hugo vai nascer em uma delegacia. – Hermione brigou com Rony enquanto Rose dormia profundamente no banco de trás. – Ela está dormindo. Não é possível que alguém durma tão pesadamente. Ai! Ah, é possível sim, você também faz isso.

- Hermione eu estou uma pilha de nervos e eu não quero que você brigue comigo assim como foi no nascimento de Rose.

Então Hermione se calou e os dois se lembraram dos acontecimentos do nascimento de Rose. Hermione havia feito um jantar especial para Rony, para assim provar ao marido que ela não estava mal humorada pela licença maternidade. Então quando os dois comiam juntos e namoravam, Hermione recebeu uma carta. Era de Viktor Krum. O Búlgaro estava organizando uma reunião para reencontrar antigos amigos. Mas para Rony o búlgaro estava procurando uma maneira de se encontrar com Hermione e a mesma tentou explicar a Rony que não iria, e mesmo assim Rony pareceu não escutar a esposa, com isso, Hermione começou a passar mal e Hermione teve uma eclampsia, fazendo com que Rose e Hermione quase morrerem na hora do parto.

De certa forma Rony se sentia culpado e tinha medo que o mesmo acontecesse com Hugo. Se Hermione morresse, Rony morreria por dentro de tanta culpa, se Hugo morresse Rony sairia da vida de Hermione e Rose como se ele também tivesse morrido. Dando a elas a chance de serem felizes, a chance de seguirem em frente sem ele. A sorte de ambas foi que o parto de Rose foi realizado em um hospital trouxa como era da vontade da mãe de Hermione.

- Rony... Se você não bater o carro eu irei ficar muito feliz. – Hermione disse sorrindo passando a mão pelo rosto de Rony. – Fique calmo meu amor... – Hermione não pode deixar de dar um grito sufocado. – Rony ainda falta muito?

- Está tudo engarrafado Hermione, não está vendo? Porque tínhamos que morar tão longe da casa da mamãe? Não podemos aparatar o carro?

- Estou vendo sim Rony. Mas está doendo mais que as cruciatus que eu recebi você que escolheu essa casa e não, não podemos aparatar o carro. – Hermione puxou o relógio do ruivo do pulso dele e começou contar os minutos entre as contrações. – Rony... – A morena choramingou.

- Sim querida? – Rony disse carinhoso tentando acalmá-la.

- Hugo quer nascer... Agora.

- Como assim agora? Hermione... Não brinque assim comigo. – Rony disse com o rosto relativamente verde.

- Rony... Ele está coroando. – Hermione disse quase num sussurro.

- Coroando? Como assim? – Rony num impulso segurou algo que ia caindo do banco do carro. Ao se dar conta, Rony viu que segurava seu próprio filho coberto de sangue, o menino tinha a face corada e chorou. Tinha uma grande cabeleira castanha e olhos azuis. Hermione o limpou com seu vestido e sorriu. – Ow... Menino levado, já nasceu sujando meu carro. – Hermione e ele riram. Rose acordou querendo saber quem chorava e se assustou ao ver Hugo no colo da mãe.

- Mas ele não tava na sua barriga? Porque ele ta sujo? Porque ainda não chegamos à casa da vovó?

- Ele já saiu da barriga da mamãe. Olha, ele parece com você. – Rony disse sorrindo para a filha. – Vamos vou pegar o retorno e iremos para o Hospital.

Assim os três seguiram rumo ao hospital enquanto um Hugo sonolento dormia nos braços da mãe.

- Sabe Rony... Acho que quero ter um terceiro filho. Quem sabe esse nasça de maneiras convencionais bruxas. – Hermione disse cansada.

- Xiu Hermione, não se canse mais. E não, é melhor pararmos em Hugo, você não merece mais dores.

- Dores? Esse parto foi quase indolor. – Hermione sorriu. – Não se compara a uma boa cruciatus.

- Você é que está imune a dor. – Rony gargalhou. – É quem sabe Rose não queira uma irmãzinha?


N/A: Odiaram? Amaram? Querem me matar? Esse é o melhor que nós temos, espero que vocês gostem. Foi muito bom o tempo que estivemos juntos, pois essa fic tem quase dois anos. Obrigada a todos os meus leitores. As betas que essa história teve, os colaboradores em alguns capítulos e etc. Muito obrigada.

Blood Kisses Liih.

Beta: Eu simplesmente fiquei muito feliz em também ser beta dessa fic. Sinceramente, a escritora estava com medo de não ter ficado tão bom quanto esperava, mas acho que ficou bom demais. Eu amo muito o casal Rony e Hermione e achei demais o parto dentro do carro! Não Liih, não ficou ruim, ficou muito muito bom!Mas ainda acho que devia ter mais gente comentando também, o que acham? É fácile rápido. Pensem bem, você leitor entra no site para ler uma fic, se depara com a fic da doce Liih, lê e é só comentar o que achou! Pronto, deixa a escritora feliz e eufeliz por vê-la feliz!