Sentiu um peso sobre um ombro, uma das crianças acordara-o da sua ilusão, pedindo-lhe que ajudasse a recuperar o seu papagaio de papel que ficara preso numa arvore devido ao forte vento que se sentia. Malfoy ainda pegara na varinha numa acto instintivo, mas numa fracção de segundos lembra-se que se encontra numa comunidade muggle e teria de ajudar a criança à maneira destes. Pousada a capa no banco, pensou como haveria de subir aquela árvore, era a primeira vez que tentara qual coisa, a sua mãe nunca o deixara, devido ao receio que este se magoasse. Também nunca tinha chapinhado nas pequenas poças de água e lama provocadas pelas frequentes chuvas, nem sequer correndo em campos, ou brincando nos baloiços. Passara a sua infância praticamente fechado em casa, acompanhado da ama e dos seus pais, que o educaram segundo a ideologia dos Devoradores da Morte, tornando o numa pequena cópia do que fora o seu pai.
Fez então uma pequena tentativa, a qual
devido à sua inexperiência, resultou numa queda, apesar de tudo não
fazia parte da sua natureza desistir e prossegui as suas tentativas,
acabando por rasgar as mangas da camisa. Fez uma ultima tentativa,
que ainda que mais demorada revelou-se bem sucedida. Após mandar o
papagaio de volta para o miúdo, que bastante agradecido reuniu-se
aos seus amigos para continuarem a brincar, Draco decidiu continuar
sentado no ramo da arvore, vendo o céu azul por entre a densa
ramagem, enquanto cantarolava. Ao ouvir o seu nome ser gritado,
tentou-se levantar, acabando por partir o ramo e caindo mesmo aos pés
de alguém, ferindo o seu pulso. Era Hermione, que preocupada
ajoelhou-se perguntando lhe se ele se teria magoado, sorrindo-lhe
Malfoy mentiu, levantando-se e sacudindo o casaco. Olhavam os dois
para o chão incapazes de trocar um olhar sem que o loiro começasse
a corar, enquanto se dirigiam para um local, que mais tarde seria
recordado por ambos. Hermione olhava à sua volta, encaracolando o
cabelo com os dedos finos.
Dirigiram-se então para o local onde
seria exposta toda uma imensidão de emoções. Caminhavam lado a
lado, sem nunca se tocar ou olhar. Malfoy tinha as suas mãos pálidas
a tremer, controlava-se para não a levar pelo braço, como um
verdadeiro cavalheiro faria. Apesar da aparência, no seu coração
não passava de um impostor, uma fraude.
Hermione olhava à sua
volta, passando os seus dedos pelo seu longo cabelo, num acto de
nervosismo. Os seus passos tornavam-se mais rápidos com o tempo, o
seu coração palpitava à medida que se aproveitavam aproximavam do
local.
Sentaram-se os dois numa pequena mesa, a uma canto dum
pequeno café , cujo seu ambiente era bastante acolhedor, fazia
lembrar uma casa de campo, um pouco como a Toca. As paredes estavam
decoradas por um papel de parede em tons de pastel, as duas janelas
que havia ofereciam à pequena sala um ambiente calmo e sereno como
era raro encontrar na agirada cidade londrina. Chegado o empregado de
mesa, Malfoy pediu um Chocolate quente especial, e Hermione um
simples chá verde acompanhado de uma tosta mista. Feitos os pedidos,
esperaram os dois num silencio incomudativo, ao qual não estavam
habituados, sempre que estavam juntos, apenas se ouviam insultos,
palavras que se assemelhavam a facas, causando feridas profundas. O
loiro ainda abriu a boca, mas de lá nada saiu mais que um suspiro, a
coragem faltava-lhe, fazendo as suas mãos tremer apesar de todo o
auto-controlo que exercia. A rapariga pelo contrario fazia movimentos
circulares com a colher, estava curiosa, Draco Malfoy seria a ultima
pessoa da qual esperava ouvir um convite para um lanche, o mais
surpreendente foi o facto desta ter aceite sem objecçoes nem
questoes a colocar. Bebeu um trago do seu chá, antes de lhe dirigir
a palavra.
-Desculpe, Sr. Malfoy, mas porque me trouxe aqui?-
apesar de todas as divergencias, Hermione via-se no dever de o
respeitar- Quer dizer, nós nunca nos demos consideravelmente
bem.
-Isso não quer dizer que possa vir a mudar.- disse
calmamente o loiro perante o olhar estuptefacto da rapariga.-
Aproveito então este momento para lhe pedir as mais sinceras
desculpas em relação ao meu comportamento.
Hermione olhou para
ele abismada, estaria sobre a maldição Imperius obrigado a dizer
aquelas palavras que lhe soavam estranhamente doces. Malfoy continuou
a falar tentando redimir-se a seus olhos, explicando todas as suas
acções, não que estas fosse aceitáveis, mas tiravam-lhe de cima o
peso de uma vida. Com estas explicações, contou-lhe factos que mais
ninguém sabia.
Contara-lhe mais do que era necessário, deixara
de controlar as palavras. O tom da sua voz continuava sereno,
reprimindo a fúria que lhe causavam as recordações, mas os seus
olhos reflectiam o medo que havia sentido na altura. Os olhos de
Hermione denunciavam um sentimento de compaixão, finalmente
compreendia um pouco do que era o mundo do loiro, que não era tão
colorido e feliz como contavam. Era inimaginavel que a familia de
Malfoy abastada e respeitada na comunidade feiticeira de Londres,
vivesse sob o medo de ser separada, de sofrer represálias vingança,
não da parte do ministério da magia, do qual ganhavam confiança
atravé de quantias oferecidas nas angariação de fundos, mas por
parte de antigos devoradores da morte, ofendidos pela traição de
Lucius, que se afirmara vitima da maldição "Imperius", em ordem
de salvar a sua familia, mantendo-a unida. Falara das imensas viagans
que o seu pai fazia sem razão aparente, a não ser desviar a atenção
de possiveis pessoas perigosas, da sua familia.
Os olhos cinzentos
e herméticos de draco era fitados,a rapariga não acreditavqa que
aquele homem à sua frentete, fosse aquele que na sua vida escolar
julgava ser fútil,um caso de um filho demasiado mimado pelos pais.
Nota da autora: Desculpem maltratar talto o Malfoy
