Edward POV.

Eu conheceria minha filha. Eu conheceria Emily.

E eu mal podia acreditar nisso.

Bella e eu ficamos juntos por mais um tempo, antes de ela dizer que tinha que voltar para casa e pegar seu carro, para pegar Emily na casa do pai.

Era um nome tão lindo. E eu tinha certeza de que ela seria linda também.

Como havia prometido, segui para a casa da minha mãe, para jantar. Ela e meu pai estavam lá. E eu realmente achei um milagre que nem Alice e nem Emmett estivessem junto de seus parceiros.

- Boa noite – cumprimentei-os.

- Oi, querido. – Minha mãe me deu um beijo na bochecha. – Você tinha sumido.

- Muito trabalho, mãe – suspirei, me jogando no sofá. – Olá, pai.

- Olá, filho – sorriu. – E aquela moça?

Eu sabia que ele estava fazendo aquilo só para me envergonhar diante da mamãe.

- Você está saindo com alguém? – Preciso mesmo falar o quão os olhos da minha mãe brilhavam? – Por que não a traz aqui?

- Mãe... – gemi. – Eu e ela só saímos três vezes... Nem assumimos nada ainda.

- Sério? – Sua sobrancelha se levantou. – Bom, traga a garota aqui, não é como se eu fosse assustá-la ou algo do tipo.

Eu ri.

- E ela tem uma filha, mãe. – Os olhos da minha mãe brilharam ainda mais. Ela era completamente louca por crianças. – Ela quer levar as coisas devagar justamente por isso.

- Entendi – assentiu. – Mas quando ela estiver preparada, traga-a aqui. E sua filha também. – Ela se levantou, seu sorriso se tornando maior. – Agora vou ali, olhar o jantar.

Eu sorri para minha mãe e a vi se afastar.

- Então... – Meu pai se inclinou contra o sofá. – Conheceu minha neta?

- Vou conhecê-la amanhã, pai – sorri. – Quer saber o nome dela?

- Claro! – riu.

- Emily.

Eu sabia que meu pai ainda era contra meu plano, mas sabia também que ele estava animado com o fato de ser avô.

Conversamos mais um pouco sobre Bella e Emily, antes de mamãe nos chamar para jantar. E ela quem estava animada com a criança agora.

- Como ela se chama? – indagou-me. – As duas. A mulher com quem você está saindo e a filha dela.

- Ela se chama Isabella e a filha Emily – sorri.

- Oh! – Minha mãe estava agindo como se soubesse que era avó da criança. – Nomes tão lindos... Você tem que trazer para eu conhecer, Edward.

- Eu vou falar com a Bella amanhã.

Ela soltou um gritinho animado antes de disparar mil perguntas para mim.

No fim daquela noite, eu me encontrava extremamente ansioso. Eu conheceria minha filha amanhã. E finalmente a garotinha que eu criava em minha mente, teria um rosto.

Foi difícil dormir, porque eu realmente estava ansioso pelo dia seguinte.

E quando adormeci, sonhei com o momento em que a veria.

Bella POV.

Emily estava sentada no meu colo, prestando atenção em mim. Eu tinha acabado de chegar da casa do meu pai – ele me fez jantar com ele – e dar banho nela. Ela tinha ficado completamente suja, como sempre.

E eu tinha aproveitado para falar com meu pai que estava saindo com um cara.

- Eu quero conhecê-lo, saber quais sãos suas intenções. – Foi tudo o que ele disse.

E eu somente ri, porque meu pai realmente estava agindo como se eu tivesse 15 anos.

- Então, Amy... – Voltei-me para minha filha. – Amanhã um amigo da mamãe vai vir aqui, certo?

- Quem, mama? – Seus olhinhos verdes me fitavam com curiosidade.

- Um amigo da mamãe, meu bem – sorri, tirando sua franja dos olhos. – Ele se chama Edward.

- Posso chama de Ed? – perguntou, me fazendo rir.

- Não sei, Amy. Você vai ter que perguntar para ele.

- Tá bom.

Eu a coloquei para dormir cedo e fui dormir cedo também, sentindo-me extremamente ansiosa pelo dia seguinte.

O dia que Edward Cullen conheceria minha filha, Emily Swan.

Foi um alívio conseguir dormir até mais tarde. Emily ainda dormia e já passava das dez da manhã.

Edward viria somente depois do almoço, por volta de duas da tarde, então deixei para me arrumar depois. Fiz alguns legumes, porque eu realmente adorava o fato de que Emily comia de tudo, e preparei uma comida mais leve.

- Mama? – A vozinha de Emily soou na babá eletrônica.

Eu sorri, desligando o fogo e fui até o quarto dela.

- Oi, Amy.

- Tô com fome.

Eu sorri.

- Vem escovar os dentes e a mamãe vai te dar almoço, querida.

Depois que ela almoçou, coloquei-a no cercadinho, enquanto tomava meu banho, assim daria tempo dela fazer digestão antes do banho.

Assim que saí do banho e terminei de secar meu cabelo, coloquei um roupão e peguei Emily no colo.

- Vamos escolher sua roupa e tomar um banho, querida? – indaguei-a. Ela sorriu.

Escolhemos sua roupa e eu dei um banho nela, lavando seu cabelo. Sequei-o somente com a toalha e coloquei o macacão rosa que ela havia escolhido, junto com o chinelinho.

- Pronto, Amy. – Terminei de pentear seus cabelos ondulados. – Você está linda.

Tornei a colocá-la no cercadinho e fui me arrumar rapidamente. Faltavam quinze minutos para às duas e eu realmente queria estar totalmente pronta quando Edward chegasse.

Assim que terminei de me arrumar, meu celular vibrou, anunciando a chegada de uma nova mensagem.

Estou aqui já, eu toco a campainha ou você quer preparar sua filha antes? ~ E.

Eu achava muito fofo o fato de ele estar se preocupando desse jeito.

Pode tocar. Eu e ela já estamos prontas. ~ B.

- Venha, Amy. – No exato momento em que a peguei no colo, a campainha tocou. – O amigo da mamãe chegou, querida. Vamos vê-lo?

- Sim! – Seus olhinhos verdes brilhavam de excitação.

Eu caminhei até a porta de entrada e a abri, encontrando os olhos verdes curiosos de Edward do outro lado.

Edward POV.

Parecia que meu coração iria saltar do peito a qualquer momento. Eu fiquei pronto cedo, eu cheguei cedo. E eu nem agüentei esperar até que desse duas horas para enviar aquela mensagem.

E agora eu havia tocado a campainha.

Ouvi os passos de Bella lá dentro e prendi a respiração.

Então, a porta se abriu e meus olhos se prenderam na criatura mais perfeita e divina que eu havia conhecido.

Ela era branquinha, do tamanho ideal para uma menina de dois anos. Usava um macacão rosa e seus pequenos pés calçavam um chinelinho. Seu rostinho era delicado, como se fosse feito de porcelana. Sua boca parecia ter forma de coração, enquanto seu nariz também era pequenino, quase como uma bolinha.

E seus olhos... Redondos, os cílios longos e castanhos emoldurando aquele verde lindo – exatamente como o meu. E os cabelos caíam até os ombros, castanhos e ondulados.

Linda.

Simplesmente linda.

- Olá, pequena – sorri para ela. – Como você se chama?

- Mama me chama de Amy – sorriu. – Eu gosto.

- É um belo nome – assenti. – Olá, Bella.

- Ei, Edward – sorriu. – Entre.

Ela cedeu espaço e eu entrei, observando como a casa era bonita e arrumada.

- É uma bela casa.

- Obrigada – corou.

Nós fomos até a sala, onde Bella colocou Emily. Ela se aproximou de mim e estendeu sua mãozinha.

- Posso te chama de Ed? – A pergunta fez com que Bella risse alto. Eu a olhei, de sobrancelha erguida.

- Ela me perguntou isso ontem – deu de ombros. – Eu disse que ela teria que perguntar a você.

Eu sorri.

- Claro, pode me chamar de Ed.

Ela segurou minha mão e sorria, olhando ao redor, como se quisesse fazer alguma coisa.

- O que você quer, Emily? – Bella perguntou, sorrindo.

- Cadê Bell, mama?

Bella ainda sorria.

- Depois você assiste, tudo bem? – A menina fez biquinho, mas assentiu. – Que tal darmos um passeio?

- Ed vai? – Ela virou para mim, ainda segurando minha mão.

- Claro que sim.

Bella pegou as chaves e duas bolsas. Como uma era cor-de-rosa, julguei que fosse de Emily.

- Vamos?

Emily deixou que eu a levasse no colo até o carro de Bella – que era o único que tinha cadeirinha – e a colocasse no banco detrás.

- Você quer dirigir? – indagou-me, sorrindo.

- Pode ser... – dei de ombros.

Eu abri a porta para ela e dei a volta, colocando o cinto de segurança.

- Aonde vamos? – perguntei.

- Shopping – riu.

Bella ligou uma música infantil e eu sorri. Parecíamos uma família. Isso encheu meu peito de um sentimento tão bom que senti vontade de congelar o tempo ali.

- O que iremos fazer no shopping?

- Eu tenho que comprar uma coisinha que prometi para Emily – sussurrou. Olhei para trás rapidamente, apenas para encontrar Emily cantando as músicas da sua maneira. Isso me fez sorrir.

Ela era tão mais linda do que eu havia imaginado.

Eu estacionei e fiz o mesmo processo de sempre: ajudar Bella a sair do carro. Foi ela que dessa vez pegou Emily no colo, o que me fez sorrir.

Na verdade, acho que não havia parado de sorrir nem meio minuto.

Nós caminhamos durante alguns minutos, sem dizer nada. Emily parecia animada com tudo e saía apontando e comentando tudo aquilo que ela via ao seu redor.

- Você pode ficar com ela alguns minutos enquanto eu vou buscar a surpresa? – sussurrou, me estendendo a filha.

- Claro. – Peguei-a em meus braços.

- Fique por aqui. Quando eu voltar, a gente vai comer alguma coisa.

Eu sentei-me em um banquinho com Emily, colocando-a em meu colo.

- A mamãe já volta – sussurrei.

Bella demorou pouco mais de meia hora e eu fiquei ali, com Emily. Eu levantava às vezes, me curvava com ela para que ela pudesse andar.

- Olá, crianças. – Ela trazia uma sacola da loja de brinquedos nas mãos.

- Tê isso, mama? – Emily andou até a mãe e puxou a sacola.

- Primeiro vamos comer e depois a mamãe mostra, ok?

Nós lanchamos em meio a risos e brincadeiras de Emily. Ela quis provar que podia comer sozinha e se sujou toda, fazendo com que Bella risse.

- Amy! – Pegou um guardanapo e tentou limpar a roupa da filha. – Não disse, Edward? Ela com meu pai é vinte vezes pior.

Eu somente ri.

Quando acabamos de comer, Bella tirou um embrulho da sacola e o estendeu para a filha. Nós a ajudamos a rasgar e eu vi o modo que os olhinhos de Emily brilharam ao ver a Tinker Bell ali.

- Ela gosta mesmo, hein?

- É a preferida dela. Estou pensando em fazer o aniversário dela desse tema esse ano.

E isso só me fez sorrir ainda mais.

Já estávamos na casa de Bella e era a noite. Ela fez o jantar de Emily e a fez comer tudo. Realmente me impressionou o fato de que ela comia todos os legumes que havia no prato. Depois, Bella deu banho nela e a trouxe para se despedir de mim.

- Tchau, Ed – murmurou, me abraçando e me dando um beijo molhado no rosto.

Era incrível o fato de meu coração ainda estar batendo.

- Tchau, Amy. Boa noite, princesa.

Ela sorriu e voltou para o colo da mãe, que sorria e nos observava.

- Eu só vou colocá-la para dormir e volto, ok?

Eu assenti e tornei a me sentar, esperando. Bella voltou dez minutos depois, sorrindo.

- Ela realmente gostou de você. – Sentou-se ao meu lado. – Vou pedir pizza para nós dois, o que acha?

- Eu pago – ri. – Sério.

- Não, não. – Ela tinha um sorriso vitorioso. – Você pagou o lanche de hoje, inclusive o da minha filha. Eu pago a pizza.

- Ok, ok – revirei os olhos.

Bella pediu a pizza, e, enquanto ela não chegava, ficamos namorando no sofá.

- Bella... – murmurei entre os beijos. – Eu comentei de você com meus pais.

- Sério? – Ela corou. – Eu comentei com meu pai também.

- Eles querem conhecer você – sorri. – E a Emily.

- Meu pai quer te conhecer também.

- Hmmm... – Beijei seu queixo. – Acho que isso faz da gente namorados, não é?

Bella riu.

- Acho que sim...

- Eu realmente quero namorar com você, Srta. Swan – dei um selinho nela.

- Não te incomoda o fato de eu ter uma filha? – indagou-me. – Porque eu quero ser sua namorada também.

- Claro que não – revirei os olhos. – Eu adorei a Emily. De verdade. E minha mãe está, tipo, maluca para conhecê-la. Acho que vai querer raptá-la para ela.

Bella gargalhou.

- Então, acho que somos namorados... – sussurrou, antes de me beijar outra vez.

- Posso ligar para ela e falar que você vai lá amanhã, jantar? – Ergui uma sobrancelha.

- Sim – assentiu. – E eu vou falar com meu pai que vamos... que dia dá para você?

- Pode ser na terça. – Eu ainda sorria. – Parecemos adolescentes.

Bella riu.

- Sim. – Ela se aproximou um pouco mais. – Adolescentes...

Nossa pizza chegou cinco minutos depois. Bella pagou e pegou, me levando até a cozinha, onde pegou copos.

- Quer vinho? – indagou-me.

- Pode ser.

Ela pegou duas taças e o vinho. Eu o abri e nos servi.

Nós conversamos e rimos enquanto comíamos. Roubávamos beijos e trocávamos carícias. Eu realmente estava gostando de estar naquela relação com Bella.

- Eu passo para pegar você e a Emily às seis, pode ser? – perguntei, pouco antes de ir embora.

- Acho que devemos marcar de nos encontrar em algum lugar... – mordeu o lábio inferior. – Por causa da cadeirinha.

- Eu posso comprar uma... – dei de ombros.

- Edward! – riu. – Não tem necessidade.

- É sério, eu posso comprar.

- Eu sei – revirou os olhos. – Por isso mesmo. Você vem com seu carro, a gente vai para a casa dos seus pais com o meu e depois você pega o carro aqui.

- Tudo bem. – Beijei seus lábios. – Até amanhã, Bella.

- Até.

Eu acenei mais uma vez antes de entrar no carro e dar partida. Bella logo fechou a porta de casa e eu tinha o sorriso mais idiota no rosto possível.

Eu tinha conhecido minha filha.

E tinha sido completamente perfeito.