Bella POV.
Domingo tinha sido... completamente perfeito. Emily tinha adorado Edward – e passou toda a segunda perguntando onde estava o Ed – e agora éramos namorados.
Eu realmente estava me envolvendo... e adorando cada minuto.
Segunda passou mais rápido do que eu realmente esperava e eu logo comecei a preparar Emily.
- Hoje nós vamos conhecer os pais de Edward, querida – sussurrei para ela. – Então, comporte-se, ok?
- Tá bom. – Seus olhinhos verdes me fitavam com curiosidade enquanto eu a vestia. – Posso levar a Bell?
Eu ri. Ela havia grudado na boneca desde que eu havia dado a ela.
- Claro, Amy.
Eu terminei de arrumá-la e penteei seus cabelos, deixando-os soltos. Edward disse que chegaria antes das seis, para que ficasse com Emily enquanto me arrumava, então sentei-me no sofá – porque era incrível a capacidade que minha filha tinha de se sujar –, somente esperando que ele chegasse.
Ele chegou por volta das cinco, já vestido.
- Obrigada por ficar com ela para mim – sorri, a estendendo para ele. – Eu vou me arrumar rapidinho e a gente vai, ok?
- Claro. – Ele ergueu Emily no colo. – Você está linda, princesa Emily.
- E a Bell? – indagou, mostrando sua boneca para ele.
- Ela está linda também – riu.
Eu deixei os dois sozinhos e segui para meu quarto, onde separei minha roupa antes de seguir para o banheiro.
Meu banho não foi tão demorado como eu pensei que seria. Como havia lavado meu cabelo na noite anterior, apenas o penteei, deixando-o solto. Vesti-me rapidamente e logo estava pronta.
- Pronto. – Surgi na sala, sorrindo ao encontrar Edward sentado no tapete com Emily entre suas pernas. – O que vocês estão fazendo?
- Ed gosta de Bell também, mama. – Emily sorriu, mostrando seus dentinhos para mim.
Edward se levantou, com Emily e a Tinker Bell no colo, me fazendo rir.
- A mamãe não está linda, Amy? – indagou, fazendo sorrir.
- Tá linda, mama!
Eu sorri ainda mais. Ele realmente levava jeito com crianças.
- Ela estava me pedindo para levar o DVD de Tinker Bell para a casa dos meus pais – disse-me.
- Emily... – mordi o lábio inferior. – Não quero dar trabalho para os pais do Edward.
- Pode levar, Bella – sorriu. – Minha mãe provavelmente vai se juntar a ela e vai assistir.
- Sério? – levantei uma sobrancelha, rindo.
- Sim – revirou os olhos. – E se a Alice estiver lá... Vão juntar as duas.
- Tudo bem, então – dei de ombros.
Eu peguei o filme e o guardei na bolsa de Emily, antes de seguirmos para o meu carro. Edward dirigiu mais uma vez, porque eu não sabia onde ficava a casa dos pais dele. Nós não demoramos, entretanto. Logo estávamos diante de uma casa enorme e linda.
- A casa dos seus pais é muito bonita – elogiei, aceitando a mão que Edward me estendia.
- Eles vão gostar de saber disso – sorriu, abrindo a porta de trás e pegando a bolsa de Emily.
- Pode deixar que eu a pego.
Eu a ergui no colo, pegando-a junto de sua boneca. Nós nos dirigimos até a porta e Edward tocou a campainha, sorrindo.
A porta se abriu e uma mulher alta e bonita apareceu. Seus olhos eram castanhos, lindos. Edward tinha um pouco dela, principalmente a cor diferente e bonita dos cabelos. Seu sorriso era grande e seus olhos brilhavam ao me fitar e fitar Emily.
- Oh, meu Deus! – Ela soltou um gritinho leve, me fazendo rir. – Mas ela é tão linda.
- Oi, mãe. – Edward riu. – Essas são Bella e Emily.
- Entrem, entrem. – Ela deu espaço para entrarmos e eu não pude deixar de notar como a cara era grande e bonita.
- Seu pai foi buscar Alice – informou. – Parece que o carro dela estragou a caminho daqui, ou algo assim.
- Certo. – Edward assentiu.
Esme nos convidou a sentar e começou a conversar com a gente, sempre sorrindo. Emily pareceu ter gostado dela.
- Mama... – Eu imagino que ela pensou que estava sussurrando, mas sabia que todos ali podiam escutá-la. – Eu posso senta no colo dela?
Edward e Esme riram.
- Você tem que perguntar para ela, querida – disse, sorrindo.
Eu a coloquei no chão e ajeitei seu vestido, sorrindo enquanto ela caminhava até Esme.
- Eu posso senta no seu colo? – perguntou a Esme, que não conseguia esconder o sorriso no rosto.
- Claro, querida. – Esme a pegou e a ajeitou no colo. Emily ajeitou a boneca no colo das duas.
- Essa é minha boneca – mostrou. – Ela chama Bell.
- Ela é muito bonita – riu.
- A gente pode vê o filme?
Edward riu e eu revirei os olhos.
- Emily, querida, estamos aqui para outra coisa, lembra? – Ela olhou para mim e depois para Esme.
- Tá bom, mama. – Eu sabia que ela realmente queria ver o filme de novo, mas não podia obrigar Esme a ver o filme com ela, muito embora Edward dissesse que ela ia adorar.
- Que filme, Bella? – Esme perguntou, me fazendo morder o lábio inferior. Edward viu e revirou os olhos.
- Ela me perguntou se podia trazer o filme da Tinker Bell para ver aqui. Eu disse a Bella que não tinha problema e trouxe. Parece que Emily quer ver com a senhora.
- Oh! – Esme se levantou, com Emily ainda no colo. – É claro que veremos. O jantar fica pronto só depois das oito. Ainda não são nem seis e meia. Pode ficar tranqüila, Bella, eu fico com ela.
- Eu vou colocar o filme para vocês verem na sala de TV, então – murmurou Edward, se levantando e pegando a bolsa de Emily. – Já volto, Bella.
Ele voltou cinco minutos depois e se sentou ao meu lado, me abraçando e sorrindo.
- Parece que sua mãe adorou minha filha – ri.
- É impossível não adorar a Emily, Bella. – Edward sorria e seus olhos brilhavam ao dizer isso. – Ela é realmente muito encantadora.
- Sim, ela é.
Eu me aproximei para beijá-lo, mas escutei o barulho de um carro e a porta logo se abrindo. Afastei-me um pouco, apenas para ver três pessoas adentrando a casa.
O primeiro eu julguei ser o pai de Edward, devido aos mesmos olhos verdes e o cabelo bagunçado. Seu sorriso torto era idêntico também. Se não fosse pela cor de cabelo e pequenos traços no rosto, eles seriam idênticos.
Atrás dele vinham mais duas pessoas. Uma era mulher – e eu imaginei que fosse a Alice – vestindo um short jeans, uma camisa linda e saltos. O homem que estava com ela devia ser seu namorado, já que estava de mãos dadas com ela. Seus olhos eram castanhos, assim como os da mulher, e seus cabelos louros, enquanto os dela eram quase pretos.
- Boa noite – murmurou o pai de Edward. Eu me levantei e aceitei o abraço que ele oferecia. – Eu sou Carlisle Cullen, pai de Edward. Você deve ser Isabella Swan.
- Apenas Bella.
- Oi. – Alice me abraçou também. Ela sorria. – Sou irmã do Edward, Alice Cullen, e esse é meu namorado, Jasper Whitlock.
- É um prazer conhecê-los – sorri.
- É um prazer conhecê-la também, Bella – sorriu Alice.
- Então, onde está sua mãe, Edward? – Carlisle perguntou, sorrindo. – E a pequena Emily?
- Sim! – Alice bateu palmas e eu realmente notei que ela e Esme eram parecidas nesse aspecto. – Estou louca para conhecer a Emily.
- Mamãe chegou antes. – Edward riu. – Ela adorou Emily e a levou para assistir um filme de Tinker Bell lá na sala de TV.
- Eu vou lá. – Alice anunciou e saiu, puxando Jasper com si.
- Não sabia que sua mãe tinha esse filme aqui em casa... – Carlisle se sentou e nós também.
- Ela não tem – corei. – Minha filha pediu para trazer e Edward disse que não tinha problema, que Esme provavelmente iria querer assistir com ela.
Ele riu.
- Como conheço minha esposa bem – murmurou –, Edward estava completamente certo.
Nós conversamos durante algum tempo, sem sinal das quatro pessoas que estavam na sala de TV. Já se passava das oito quando ouvi vozes – inclusive da minha filha Emily – e eles apareceram, Jasper trazendo a bolsa da minha filha e o DVD nas mãos.
- Ela é tão linda, Bella! – Alice anunciou, com minha filha em seu colo. – E essa roupa que você colocou nela é muito fofa.
Eu ri.
- Amy, vem aqui com a mamãe. – Eu a peguei nos braços de Alice e a mostrei para Carlisle. – Esse aqui é o pai de Edward, Carlisle.
Ela o fitou por alguns segundos e depois se virou para mim.
- Posso chama de Lisle? – indagou, fazendo com que todos rissem.
- Você vai ter que perguntar para ele, querida – sorri.
- Posso? – Ela se virou para Carlisle e perguntou, fazendo-o rir.
- Claro que sim, Emily.
Ela estendeu os bracinhos para ele e ele a pegou, prestando atenção nela enquanto ela lhe mostrava sua boneca.
- Ela é completamente apaixonada por Tinker Bell. – Esme disse, enquanto me puxava para a sala de jantar.
- Eu sei – sorri. – Vou ver se faço o aniversário dela de três anos com esse tema.
O jantar foi muito agradável. Todos ficaram impressionados quando Emily comeu todos os legumes que havia no prato, sem fazer careta nem nada. E nem por um minuto ela soltou a boneca dela, o que realmente era muito engraçado.
Foi agradável estar com a família Cullen. Não havia conhecido Rosalie nem Emmett ainda, mas sentia que iria gostar deles também – pelo menos se eles fossem um pouco parecidos com essa família.
Foi engraçado escutar todos suspiraram quando Emily se aconchegou em meu colo – depois de muito brincar – e agarrar minha blusa, bocejando e fechando os olhinhos verdes.
Eu me despedi de todos pouco tempo depois, Emily já adormecida em meu colo.
- Ela é linda – sussurrou Esme. – Precisando de uma babá, por favor, não hesite em me chamar.
- Claro – sorri. – Obrigada pelo jantar.
- Obrigada a você, querida.
Edward abriu a porta do carro para mim e eu coloquei Emily com cuidado na cadeirinha, antes de pegar a bolsa dela e a boneca – que estavam na mão de Edward – e colocá-las ali também.
Seguimos para a minha casa e Edward estacionou na garagem para mim. Eu tomei Emily com cuidado em meus braços. Ela tinha brincado tanto que nem dava sinais de que iria acordar tão cedo.
- Pode pegar as bolsas e a boneca, por favor? – indaguei, fazendo-o sorrir e assenti.
Edward me acompanhou até o quarto de Emily e colocou a bolsa dela na cômoda, assim como a boneca. Eu a deitei na cama e peguei um par de pijamas no guarda-roupa, antes de despi-la com cuidado e vesti-la.
- Pronto – sussurrei, pegando a babá eletrônica e saindo do quarto. – Agora ela só acorda amanhã.
Ele sorriu.
- Isso é bom.
- Obrigada por essa noite – murmurei, beijando-o de leve.
Ele me beijou também, encostando-me contra a parede e aprofundando o beijo. Separamo-nos somente quando precisamos respirar.
- Acho melhor eu ir – murmurou. – Está tarde.
- Está sim – sorri. – A gente se vê amanhã?
- Sim – sorriu também. – Vou te passar meu endereço e, caso você não se importe, você passa na minha casa antes de irmos para a casa do seu pai.
- Claro.
Eu lhe passei um papel para anotar o endereço e depois o levei até a porta, onde me despedi dele com um beijo. Fechei e tranquei a porta, antes de seguir para o meu quarto.
Estava indo tudo muito bem e eu estava me envolvendo muito com Edward. Amando cada vez mais estar com ele.
Eu estava me apaixonando por ele.
E esperava que ele também estivesse se apaixonando por mim.
Dediquei meu outro dia à Emily. Sentei-me em seu quarto, espalhando seus brinquedos e deixando que ela se divertisse à vontade.
Depois eu a ensinei a guardar tudo no lugar e a levei para o cercadinho, enquanto preparava o almoço. Comemos juntas e eu fui escovar seus dentes.
Quando deu umas duas da tarde, coloquei-a para tirar um cochilo, porque sabia que ela brincaria muito com meu pai e ela se cansaria fácil, devido as brincadeiras de manhã.
Enquanto ela dormia, deitei-me no sofá e fiquei lendo um livro que eu queria terminar a um bom tempo, esperando apenas dar o horário de começar a arrumar Emily e me arrumar para ir a casa do meu pai. Eu sabia que depois teria de voltar para apresentar Edward para Sue – esposa do meu pai que estava viajando a trabalho –, mas realmente queria que eles se conhecessem agora.
Sorri mais uma vez e voltei a me concentrar na minha leitura.
Edward POV.
O jantar foi... sem palavras. Foi tudo tão bom, tão perfeito, que eu realmente não conseguia ficar mais longe de Bella e de Emily. Sabia que meu plano inicial era só me aproximar de minha filha, mas Bella era tão encantadora que eu realmente não sabia o que faria caso perdesse as duas.
Dormi como um anjo naquela noite, ansioso pelo dia de manhã, onde conheceria meu sogro e o avô da minha filha.
No dia seguinte segui mais cedo do que de costume para o trabalho, já que Bella passaria na minha casa às sete. Comecei a olhar os papéis logo pela manhã e estava tão concentrado que me assustei quando meu celular tocou.
Mãe – mostrava no visor.
- Oi, mãe – sorri, ainda com os papéis. – Bom dia.
- Bom dia, querido. – Eu podia dizer que ela estava sorrindo também. – Venha almoçar conosco?
- Claro – ri. – Aposto que quer saber mais da Emily.
- Ela é tão linda! – riu. – Te espero aqui, não demore.
- Certo, mãe. Nos vemos daqui a pouco.
Desliguei o telefone, escutando seus gritinhos animados. Programei o celular para despertar no horário de almoço, porque eu realmente tinha a tendência a esquecer, e voltei a me concentrar nos papéis.
Mais tarde, eu me dirigi até a casa dos meus pais, esperando encontrar meu pai lá. Eu queria conversar com ele e saber o que ele tinha achado da minha filha.
Estacionei e saí do carro, ativando o alarme e indo tocar a campainha. Foi minha mãe quem atendeu, completamente animada.
- Você tem que trazer a Emily aqui de novo depois – disse, me puxando para dentro e trancando a porta. – Eu realmente gostei muito dela.
- Eu sei, mãe – sorri. – Ela é uma garotinha e tanto...
- O que é muito engraçado – riu – é que ela me lembra muito você.
Eu tossi e mudei de assunto, rezando para que meu pai chegasse logo.
- Ei, filho!
Eu o abracei, sorrindo, e perguntei se podia conversar com ele. Minha mãe disse que ajudaria a empregada a terminar o almoço e eu segui meu pai, fechando a porta atrás de mim.
- Então – murmurei –, o que achou da sua neta?
- Ela é uma garota incrível. – Seus olhos brilhavam. – Um anjo de menina. Todos nós, inclusive Jasper, nos apaixonamos por ela. Vai ser doloroso se o seu plano der errado, filho.
Eu suspirei, porque realmente concordava com ele nesse aspecto.
- Eu sei, pai. – Afundei-me ainda mais na poltrona. – Mas eu realmente não iria conseguir viver na dúvida. Eu precisava conhecê-la.
- Eu te entendo. – Escutamos o grito da minha mãe, anunciando que o almoço estava pronto e nos levantamos. – Vamos torcer para que Bella aceite a verdade quando ela aparecer.
Eu deixei que ele saísse primeiro e suspirei.
Eu realmente torcia para que Bella me perdoasse e aceitasse a minha presença. Porque eu já não podia ficar longe delas.
Não mais.
