Mais um capítulo fresquinho! Só pra adiantar... está muito cute! Estou adorando escrever essa fic! Espero que também gostem. Um grande beijo a Ana Paula. Arigatô pelo review! Façam como ela e me mandem suas críticas quanto ao que escrevo. Sou uma iniciante e preciso de vossa ajuda! Vão ler que lá embaixo a gente se fala!
Ah Disclaimer: Bleach é só meu e não empresto! ( E aê Titio Tito o que me diz!)
[JJ]
- Pra-zer em con-he-cê-los!
Lutava para sair algo audível, mas seu sofrimento era visível. Tentou não olhar para a sala, mas de repente seus olhos pousam em um par de olhos cor de mel de certo garoto ruivo. Fica paralisada só observando, como se estivesse enfeitiçada. Não entendia bem o porquê, mas algo nele chamou-lhe atenção, talvez os cabelos laranja intenso que nunca havia visto antes.
- Kuchiki-san pode ir sentar-se! Aquela carteira ao fundo próximo do garoto de cabelos laranja é o seu lugar. Se precisar de algo me avisa, tudo bem?
Nem parecia a professora ensandecida que tratava todos com desdém.
O contato visual havia sido quebrado e a pequena morena se encaminha vagarosamente até seu lugar. Ela fazia de tudo para sequer encostar-se a alguém. Aquilo estava sendo um grande desafio a Rukia, que há tanto tempo não ia a uma escola com tanta gente. Mas por que foi mesmo que ela estava ali? Ah claro, o irmão havia lhe informado que ela não poderia cursar designer que sonhava fazer se não passasse pelo ensino médio como todo mundo. Mesmo tendo dinheiro, era uma regra imposta pela faculdade de Tókio, que os alunos possuíssem várias disciplinas, que não podiam ser feitas em casa.
PoV Ichigo
- "Meu Deus do céu! Que garota linda! Parece uma bonequinha e estava olhando diretamente pra mim! O que vou fazer agora, ela vai sentar praticamente do meu lado... ou quase, já que tem uma carteira vazia antes da minha. Aliás, que exagero rodeá-la de carteiras vazias... até parece que somos algum tipo de monstros!".
Pensou o ruivo observando os olhos azuis de tom violeta. Arruma-se na cadeira e meneia a cabeça de leve quando a menina passa por ele e senta na carteira ao lado. Ele percebe a aflição da garota e se sente um pouco comovido com isso. Já ouviu falar dessa doença antes, e sabia que era muito difícil dessas pessoas se socializarem. Gostou da atitude da baixinha.
- Seja bem vinda Rukia! - fala um pouco corado.
Não era de seu costume falar com os novatos ou mesmo com antigos, mais que uma ou duas frases, mas se comoveu com a expressão de medo da menina.
- Obri-ga-do! -falou a menina olhando para baixo, seu rosto estava vermelho e parecia que suas mãos tremiam muito.
Ela estava sentada de modo elegante, mostrando a boa educação que havia recebido.
Fim PoV
- Agora sim poderemos iniciar a aula! Todos os imbecis abram na página 46, e você querida abra nesta página também, mas me desculpe à forma grosseira com que falei!
Milagre, a professora falava olhando para a Kuchiki com um olhar sereno e voz terna. Ninguém acreditava naquela inusitada cena.
A aula transcorreu normalmente, só com uma diferença, um ruivinho não olhava para a professora, mas sim para a nova aluna. Vez ou outra desviava quando percebia que ela se afligia por tanta atenção. Mas algo o espantou, um pequeno sorriso que saiu daqueles lábios vermelhos quando o garoto a olhou. Tinha sido o sorriso mais terno e triste que já presenciou.
Ao perceber que estava sendo observada, ela desvia seu rosto para a janela, e tenta se acalmar, já que seu coração estava em disparada, mas não sabia se era porque estava rodeada de gente estranha, ou se era por causa do sorriso meigo que o ruivo lançou após seu incerto sorriso. Nem ela sabia por que tinha feito isso, e agora seu nervosismo era maior.
O sinal toca, e a garotada sai alucinada para lanchar. Alguns ainda tentaram se aproximar da novata, mas depois de perceberem que ela tremia muito se afastaram para não prejudicá-la. Todos queriam conversar com ela, mas não sabiam como se aproximarem sem assustá-la.
- Olá Kuchiki-san!
Inoue estendia a sua mão para a baixinha, estava escorada em uma das carteiras vazias que a separavam do restante da sala. Ela tentava ser amiga da menina já que não compreendia o comportamento dela (só ela mesmo pra não entender o que era doença psicológica!).
- O-o-o-lá! Mu-i-to pra-zer!
Rukia tentou, mas não conseguiu continuar. Não sabia bem o porquê, mas tinha medo do olhar meigo de Inoue. Mesmo sabendo que ela só queria ser amiga, a baixinha não conseguia se aproximar mais. E num ato impensado ela dá um tapa na mão que a garota estendia. Ficou envergonhada com o que fez, e por isso se abaixou na carteira escondendo o rosto que agora estava molhado pelas lágrimas. Ela não fazia barulho, mas todos podiam perceber que estava chorando, e muito.
Orihime não sabia o que fazer. Puxou sua mão pra si, agora tinha uma marca com cinco dedos nela, mas não sentia raiva da menina, tinha muita pena; agora sua ficha estava caindo, percebeu o quanto a baixinha tinha pavor de pessoas perto dela. Ela e as meninas que acompanhavam saíram pedindo desculpas, acharam melhor deixá-la sozinha.
Ichigo que ainda estava sentado em sua carteira viu toda a cena e pensava no que falar para acalmar a pequena. Ele nunca foi bom com as palavras, então não sabia o que dizer. Estava muito triste por ver Rukia se tremer e abafar um ou outro soluço devido o choro. Então ele faz algo que há muito tempo não fazia. Começa a cantar uma cantiga que sua mãe cantava quando ele era pequeno. Já se passaram sete anos desde que sua mãe havia falecido, daquela maneira trágica. E com essa lembrança ele canta com todo seu coração de olhos fechados, de maneira que só a garota ao seu lado podia ouvir.
Teru-teru-bozu, teru bozu
Ashita tenki ni shite o-kure
Itsuka no yume no sora no yo ni
Haretara kin no suzu ageyo
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Teru-teru-bozu, teru bozu
Ashita tenki ni shite o-kure
Watashi no negai wo kiita nara
Amai o-sake wo tanto nomasho
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Teru-teru-bozu, teru bozu
Ashita tenki ni shite o-kure
Sore de mo kumotte naitetara
Sonata no kubi wo chon to kiru zo
Rukia começa a parar de chorar e vira seu rosto para o lado de Ichigo. Ela o vê de olhos fechados cantando calmamente esta cantiga que já ouviu de sua irmã mais velha. Era incrível como ele tinha uma voz tão suave e melodiosa. Suas lágrimas cessaram e um singelo sorriso brotou quando o ruivo terminou de cantar e a olhou com olhar terno e cheio de paz. Ele havia conseguido fazer algo que ela jamais imaginava que alguém além de sua falecida irmã conseguia - fazê-la parar de chorar.
- Muito obrigada! - falou com a voz embargada e se arrumando na carteira.
Não gaguejou como antes, e não estava sentindo aquele peso no coração como vinha sentindo.
- Não tem de quê! Meu nome é Kurosaki Ichigo! Muito prazer! – ele disse em voz um pouco mais baixa que do seu costume, sabia que precisava falar com calma para não assustá-la.
E ficou muito feliz por ter conseguido falar com ela e ver que ela estava mais calma. Sentia que nasceria uma singela amizade entre os dois, mas que teria que ter muita paciência para poder ajudar a sua mais nova amiga.
Tradução:
Teru-teru-bozu, teru bozu
Faça amanhã um dia ensolarado
Como o céu de um sonho que tive
Se estiver sol eu te darei um sino dourado
Teru-teru-bozu, teru bozu
Faça amanhã um dia ensolarado
Se meu sonho se tornar realidade
Nós beberemos muito sakê
Teru-teru-bozu, teru bozu
Faça amanhã um dia ensolarado
Mas se chover você estará chorando
Então eu cortarei a sua cabeça com a tesoura
Link: /2009/12/teru-teru-bozu-simpatia-contra-chuva/
Curtiram? Semana que vem tem mais. Beleza! Grande beijo e abraço apertado pra vcs! Ah e a musiquinha achei nesse link acima, deem uma espiada que ela não me pertence... oras nada me pertence aqui é? Ah... a fic sim! Beijos, JJ.
