Ohayou Pessoas! Desculpem-me a demora. Mas a net aqui está uma #$%¨! Enfim, escrevi um pouco rápido, mas já estou adiantando um pouco mais uns caps pra postar de uma vez... Se bem que é mais legal esperar capitulo por capitulo, né? Agradeço os reviews, isso tem me ajudado muito. Até mesmo algumas gafs que fiz... Perdoem essa cabeça oca! Mas enfim, leiam e escrevam o que acham... Digam-me os setes erros (ou mais!)!
Disclaimer: Ai ai... Bleach, Ichigo, Grimmjow, Ulquiorra e Juushirou são meus! Podem ficar com o restante![JJ]
Soou o sinal para o intervalo de almoço. Como sempre todos os alunos saíram com sua animação e agitação rotineira e comum nesta fase da vida. Não se importaram em tentar falar com a novata, pois sabiam do ocorrido com Orihime. E como bons adolescentes, tinham muito que conversar, não tinha tempo de se preocupar com problemas psicológicos. Não era a vontade de todos, mas mesmo a turminha de garotas não estava com coragem de enfrentar a barreira criada pela baixinha.
...
Ichigo se levanta calmamente assim que não sobrou na sala mais ninguém além dele e a Kuchiki. Senta de frente com a menina na carteira que estava próxima a janela e aguarda a reação da garota.
- E-u que-ria con-ver-sar... ma-mas... Droga! - "Não consigo falar direito. Por que estou tão nervosa? Ele parece gente boa não é? Ele se importa comigo, apesar de nos conhecermos só há um dia. Não, não vou desistir agora!" - Pensou.
- Ichigo! Eu gostaria de contar porque estou assim com tantos problemas e medo das pessoas! Importa-se em me ouvir? - Falou agora com intensidade e olhos cor violeta fitando seriamente os olhos cor de mel que lhe passavam inexplicavelmente tanta esperança.
- Claro que não pequena! Pode me contar tudo que esta afligindo seu coração! "Mas que raios estou falando, pareço um daqueles emos cheios de calor pra dar, eu não entendo porque me sinto assim perto dessa baixinha."
E assim a pequena bonequinha iniciou sua historia. Contou exatamente tudo entre soluços e palavras entrecortadas, mas que foram plenamente entendidas pelo ruivo. Ele nada falou até ela terminar de contar tudo. Sentia cada lágrima e cada sentimento que aquela menina estava sofrendo.
Lembrou-se do assalto que tirou a vida de sua mãe. Nunca se esqueceria daquele dia. Ela morreu para salvar seu filho. E agora ele entendia o porquê de se sentir tão bem ao lado daquela garota desconhecida; eles tinham passado por dor similar e seus espíritos estavam de alguma forma, ligados.
Apesar dele não ter nenhum problema aparente tinha séria dificuldade em se enturmar com seus colegas de classe. Era carrancudo o tempo todo, quase nunca se via um sorriso brotar de seus lábios. Mas não foi assim a vida inteira. Ele era amargurado e por dentro ainda idealizava vingar sua mãe, já que o assassino nunca foi pego pela justiça. Não sabiam nada sobre ele; na época Ichigo era só um menininho de oito anos. Mas ele se lembra de cada detalhe daquele cara. Usava óculos quadrados, tinha um cabelo escorrido preto e uma aparência sinistra, mas que quando relaxada podia ser confundida com ternura, longe de sua realidade, já que era violento e frio, não poupando nem mesmo uma mulher indefesa com seu garotinho agarrado a saia.
Formou-se um silencio. Rukia tomava fôlego e olhava debaixo de sua franja o rosto do ruivo que estava de olhos fechados para visualizar mentalmente tudo o que a menina havia falado.
- Então nós realmente temos um tipo de ligação especial! Rukia, eu também sofri com a criminalidade e perdi minha mãe, a minha pessoa mais cara. Mas não vou desistir de perseguir aquele assassino. E quando encontrá-lo vou fazer com que se arrependa de ter se metido em meu caminho!
O ruivo agora estava de pé apertando com muita força seus punhos, machucando a pele. A baixinha ficou deslumbrada com aquilo. Ele não havia ficado com medo e nem doente; ele pensava em vingança, enquanto ela só pensava em se esconder e sofria com os pesadelos das lembranças daquele dia.
- En-tão você acha que devo me vingar... e-eu nã-não posso! Eu ten-tenho medo! -Falou abraçando a si mesma como que para proteger-se de algo invisível.
- Não precisa fazer isso sozinha! Eu posso te ajudar! Não pense que só os maus têm poder, nós também podemos ter poder. Se nos unirmos, não seremos mais as vítimas... Não seremos mais a caça!
Falava agora com a voz elevada.
- Co-mo assim? O-o que podemos fazer?
A menina agora olhava diretamente os olhos castanhos com dúvida em seus olhos que voltavam a ter a coloração azul.
- Entre na minha gang! Sei que vai parecer estranho, mas nós já salvamos e vingamos muitas pessoas nesta cidade. Não agüentamos mais esperar pelo apoio dos adultos e dos policiais, ninguém vai nos ajudar. E por isso criamos esse grupo, a X-cution!
Agora um brilho se fazia presente em seus olhos. Mas Rukia não compreendia o que aquilo tudo significava. Como assim gang? Não era este tipo de gente que matou sua irmã? Não, Ichigo era o lado bom ali. Ela tinha que confiar, não sabia bem o porquê, mas ele lhe passava confiança e esperança e ia agarrar isso com todas as forças, fosse pra onde fosse ela não iria desistir.
- E-u a-cei-to! Ajude-me, por favor, Ichigo! Ajude-me a não ter mais medo. A vingar minha irmã!
Agora a menina estava de pé determinada, algo que nunca se imaginou fazendo.
- Claro que vou ajudar! -Estendeu a mão para que a menina apertasse como um acordo. E com as mãos trêmulas ela corresponde com um pequeno sorriso. Era oficial, Ichigo estava incluindo em seu grupo mais uma vítima insatisfeita com o descaso das autoridades. Mas ele sabia o quanto teria que trabalhar a baixinha para que ela pudesse caminhar com suas próprias pernas. Mas faria tudo para que ela conseguisse.
- Obrigada! Mas e essa tal de E-e-xecution? - Falou sem conseguir pronunciar direito a palavra.
- X-cution!Ahaha! Vou te apresentar agora mesmo! Vem comigo! - Ele estendeu a mão para que ela segurasse.
- E-eu não pos-so! Não posso sair daqui! Por favor, não me leve para aquela multidão!
Estava tremendo e seus olhos perderam um pouco a vida que possuíam há pouco.
*Suspiro*
- Está bem Rukia. Vamos por parte, certo? Primeiro preciso te ajudar a sair dessa coisa toda! E sei como fazer isso! Mas preciso que você confie em mim. Você confia em mim Rukia? - Até ele achava aquela pergunta absurda, mas algo dentro de si sabia que tinha que ser direto e que a certeza de uma resposta afirmativa comprovaria o que tinha sonhado: ele era seu protetor agora.
Flash Back
- Mãe é a senhora mesmo?
Ichigo olhava incrédulo para a mulher sorridente a sua frente. Ela estava vestida com a mesma roupa do dia em que faleceu, uma camiseta social branca de rendinhas, saia mid cor caramelo; os longos cabelos castanhos amarrados com ondulado natural descendo em seu lindo rosto. Ele estava paralisado, mas percebeu que atrás dela tinha uma menininha que lembrava uma boneca de porcelana de olhos grandes violetas. O que o despertou daquele deslumbre.
- Ru-kia? O que essa garota está...?
- Ichigo meu querido, por favor, cuide da minha menina. Ela precisa de sua ajuda agora. E ajudando-a encontrará o que você mais sonha: a libertação de seu passado negro.
Sorriu imensamente empurrando a pequena em sua direção.
- O quê? Mas como eu...?
Levantou-se completamente suado em sua cama respirando com dificuldade. Que sonho foi esse? Era o que passava em sua mente. Nunca havia uma noite que não sonhasse com sua mãe, mas ela nunca estava acompanhada. Eram mais lembranças de quando ela estava viva. Uma maneira que seu corpo encontrou para libertá-lo de sua dor constante. Mas dentro de si ele compreendeu mais uma vez o significado de seu nome: Protetor. E era isso que ele iria fazer.
Fim Flash back
...
- Sim eu confio! - Falou firme agora. Sentia que podia fazer isso de olhos fechados. Seu coração estava disparado, mas mais uma vez deixou sua pequena e delicada mão se envolver naquela mão firme. Estava literalmente se entregando a seu novo amigo e agora protetor.
Antes de terminar aquele tão memorável intervalo, eles trocaram e-mail e telefone. Ichigo combinou de passar em sua casa no dia seguinte para que pudesse iniciar aquele tal treinamento/tratamento do qual ele havia lhe falado, para libertar-se aos poucos de sua doença. Sabia que tinha um longo caminho para enfrentar. Mas não faria mais sozinha este trajeto. Tinha agora uma meta, e se esforçaria para completá-la.
Quem os visse não perceberiam aquele contato tão repentino. Era como se eles já se conhecessem ha anos, e naquela nova relação só existia espaço para os dois.
- Grimmjow que notas são essas? Você está mesmo preparado para o vestibular, garoto? - Falava exaltado um senhor de porte altivo. Tinha uma barba grisalha denunciando sua idade já avançada. Seu rosto era sério e apresentava sua mestiçagem alemã. Era um dos executivos mais bem sucedidos em segurança patrimonial e pessoal no Japão. E isso era irônico, já que seu único neto era um infrator de toda e qualquer regra social.
- Velho já disse que sim!Oras só porque não consegui entrar em uma droga de faculdade ano passado, você fica me enchendo! - Falou esfregando os cabelos azuis com força enquanto estava sentado na cadeira de couro marrom. A sala era ampla e ficava na cobertura do prédio da família Jaegerjaquez.
- Olha como fala rapaz! Amanhã você completa dezoito anos e ninguém mais vai te tratar como adolescente! Seus atos têm que ser calculados daqui por diante, terá que assumir responsabilidades, e a faculdade é uma delas! Deus... Onde foi que errei com você?
O Velho desaba em sua cadeira com as mãos segurando seu rosto.
- Já disse pra não se preocupar! Já sou experiente o bastante para fazer minhas coisas sem ser incomodado! E quanto à faculdade... Por que tenho que fazer essa porcaria de curso de direito? Sabe que quero engenharia, é mais minha cara, droga!
Levantou-se e caminhou até a porta de madeira trabalhada. Abriu com violência e saiu sem olhar pra trás. Seu avô estava desolado, não sabia mais o que fazer para ajudar o neto rebelde.
Grimm sai com sua moto sem se importar com os protestos dos seguranças do prédio. Ele só conseguia afogar sua raiva com a velocidade, bebida ou... Ou crimes. Está no mundo do crime desde os nove anos quando ainda morava na Alemanha com sua mãe. Como sempre teve porte atlético, confundia as pessoas, pois ninguém acreditava na idade que realmente tinha; e isso ele sabia explorar muito bem, desde entrar com documento falso em uma festa só para adultos, quanto ameaçar suas vítimas que conseguiam um medo assustador ante sua presença imponente.
Poderia ter seguido sua carreira no basquete, ou mesmo na natação, mas nenhum esporte lhe acrescia mais adrenalina do que cometer furtos, fugir das autoridades e destruir algumas pessoas que se impunham em seu caminho. Seu maior mestre, aquele que lhe ensinou tudo o que acreditava, era inglês e responsável por uma das máfias mais conhecidas da Europa. Aizen Sousuke. Fazia uns quatro anos que não o via pessoalmente, mas mantinham contato por telefone e pela internet. Ninguém estranharia já que ele foi o melhor amigo de seu falecido pai.
Correr riscos sempre esteve no sangue da família Jaegerjaquez, mas os criminosos nunca eram expostos à mídia ou as autoridades. De certa forma, elas os apoiavam graças às gordas propinas que mantinham os laços mais estreitos com esses dois opostos.
*Trin-trin*
- Aff! Droga, quem raios está me ligando à uma hora dessas? Alô! - Falou após encostar sua moto em um meio fio, estava com um pouco de dificuldade de falar já que não conseguiu tirar o capacete vermelho que ainda tinha a viseira fechada.
- Grimm? É o Ulquiorra! Temos um pequeno contratempo na nossa missão! Aqueles cretinos da X-cution apareceram e acabaram com alguns iniciantes que havíamos enviado pro bairro da periferia norte. Parece que eles realmente estão querendo briga conosco! Acha que devemos corresponder o chamado desses infantes?
- Huumm! Não, ainda não! Não tenho informação suficiente sobre eles. Podem ser algum tira disfarçado para nos atrair para uma cilada! Continue investigando e consiga pelo menos um integrante vivo. Assim poderemos saber quem é o palhaço que ousa me enfrentar! Essa cidade me pertence, e vou mostrar isso a eles!
- Ok!
Desligou.
Agora Grimmjow estava mais mal humorado que nunca. Saiu cantando pneus em direção ao seu refúgio preferido: a boate Toca do Tigre. Localizada na região sul da cidade de Tókio.
*celular vibrando*
- "Droga! Já falei para aqueles idiotas não me ligarem durante as aulas!" - Pensava o ruivo ao sair discretamente, pelo menos o máximo que podia já que Keigo fez um verdadeiro escândalo quando passou pela porta.
- É bom que seja importante Toushirou! Massageava a têmpora com força.
- Ichi foi mal! Mas é urgente! Os Tigres foram encontrados. E advinha quem eu vi no grupo? Nada mais nada menos que meu colega de time Ulquiorra. Estudo na sala ao lado da dele. Não tem mais dúvidas. Ele não esta só cursando engenharia, seu hobbie parece bem mais interessante!O que vamos fazer agora?
- Bem... Isso parece interessante! Chame os outros para uma reunião no galpão abandonado. Precisamos nos precaver, tenho certeza que eles vão preparar uma abordagem! Estamos nesse jogo de gato e rato faz mais de dois anos... Finalmente vamos colher os frutos!
- Certo! Então até mais ver!
Desliga.
- Parece que vou ter que caçar novamente! Sussurrou para si mesmo. E retornou a aula.
Aff! Queria poder escrever mais, mas meu chefe está me chamando pra mais um daqueles serviços maçantes! kkkk. Ainda bem que ele não lê fic, senão estarei na rua! *Olhando pro lado* É, ele não lê fic! Ufa!
Bem crianças! Continuem a me acompanhar! Grande abraço e beijos! Ah e leiam a fanfic Céu! Claro, pra quem não leu... É liiiindaaaa! Adorei! A liminne-san é demais! Tornei-me sua fã! Mas claro que também sou fã da Amanda... Sem choro! Amo ler e agora estou adorando escrever! Claro que minha fic ainda está longe de ser aquela fic... Mas estou adorando que alguém esteja lendo minha fic! Muito obrigada!
Review, review! Eu fico maluquinha esperando uma, então me ajudem ok? JJ!
