Olá pessoal, a quanto tempo né? rsrsrs! Estou postando mais um capítulo pra vocês! Obrigado a todos os reviews que me enviaram, isso está me dando mais força para escrever! Espero que gostem!
E como não poderia faltar:
Disclaimer: Ichigo é meu e ninguém tasca!
[JJ]
Depois da aula, os alunos saem em sua corriqueira correria para chegar aos seus destinos mais cedo. Rukia, a única a ser recebida com um enorme Mercedes preta, sai sem cumprimentar apropriadamente suas colegas de classe. Ela é o centro das atenções do colégio, devido suas ações e também a ostentação que carregava.
- Está tudo bem Kuchiki-sama? – Hachigen Ushōda olhava pelo retrovisor o rosto pálido de sua pequena senhora. Ela parecia inquieta, se mexia muito e não paravam de tamborilar os dedos no encosto da porta. Como a conhecia desde criança, sabia quando algo a estava perturbando, e desde o falecimento da senhora Hisana, Rukia se comportava de forma estranha para ele, mas isso não impedia a jovem de conversar sem medo de seu velho amigo.
- Nada Hachi! Eu só estou um pouco ansiosa!Só isso! – Olhou para o céu azul de sua janela, estava pensando em como será este tal treinamento de Kurosaki, e ainda digeria sobre tudo o que ele falou. Algo a deixava perturbada. Queria confiar em Ichigo, mas saber que ele era membro de gang a estava deixando com medo. Se ele fosse como os outros, o que seria dela? Com esses pensamentos, a baixinha mergulha em seus pensamentos, sem mais interrupções de seu chofer.
Em um galpão abandonado de aparência duvidosa, podia-se ouvir o burburinho abafado de várias vozes diferentes. Em sua maioria era jovens despreocupados que aguardava seu líder chegar para contar às novidades que conseguiram com suas buscas e investigações.
Ichigo caminhava a passos largos em direção ao galpão, com sua costumeira feição fechada. Suas mãos no bolso da calça não escondiam o nervosismo aparente nos tremores das mesmas. Empurrou com força a porta enorme de aço que fechava o ambiente escuro daquele lugar. Cerrou os olhos para se acostumar com a falta de luz, e caminhou devagar pelo saguão a sua frente. Quem não conhecesse e tentasse entrar, teria sérias dificuldades em caminhar em meio a tantos objetos largados no chão, e ainda teria dificuldade em respirar aquele ar cheio de mofo e poeira.
No centro do galpão tinha uma portinhola, que foi aberta as pressas pelo ruivo, descobrindo uma escadaria de ferro enferrujado; era a passagem para o andar de baixo, que agora estava muito bem iluminada, e diferente do andar de cima era bem organizada e limpa. Era dividida em quatro salas formadas por divisórias cinzas que dividiam o local. De cima podia-se ter a visão de todas as salas, pois as divisórias não seguiam até o teto. Cada sala era mobiliada de acordo com sua finalidade. A primeira em que se encontrava ao descer as escadas era a sala de reunião, era ampla e maior de todas; tinha uma mesa grande de madeira no centro, rodeada de cadeiras secretárias - em torno de vinte. Na parede havia uma estante alta de madeira lotada de arquivos e pastas, organizadas com etiquetas e em ordem alfabética. Ao lado dela uma mesa de computador com um Macintosh de última geração compunha o quadro.
As outras salas eram: o escritório principal, com mobiliário simples, mas cheia de computadores ligados em rede fazendo uma espécie de CPD do lugar; a outra era uma sala de convívio, com sofás confortáveis, três ao todo, doispuffs de cores vivas, uma mesinha de centro cheia de revistas, uma grande TV de Plasma na parede, um Nintendo Wi e controles espalhados na proximidade da televisão. A última sala era menor; servia como quarto e closet dos integrantes do grupo, contendo dois beliches e alguns colchões amontoados no canto da parede ao lado da porta do banheiro.
- Kurosaki-sanvocê demorou, e por isso já começamos a apresentar os nossos depoimentos! – Toushirou desceu de sua cadeira alta e aproximou-se do ruivo.
- Tudo bem, podem continuar! Mas o Urahara-sannão chegou ainda? – Olhou em volta procurando seu amigo e patrocinador daquele grupo.
- Urahara-samaligou avisando que teria alguns assuntos a tratar com a senhora Yoruichi-dono,por isso não poderia vir à reunião hoje, mas me pediu para anotar tudo o que for pautado e o informar! – Soi Fon interrompe Toushirou e representa seu papel de boa secretaria a todos os presentes. Era extremamente prática e organizada com as coisas, mas não gostava de trabalhar para Urahara; só fazia isso devido pedido direto de Yoruichi, a quem venerava.
- Ok! Continuem onde pararam! – Ichigo sentou-se a mesa para ouvir os depoimentos de todos os presentes.
Em ordem horária a partir de Kurosaki estavam sentados: Hitsugaya Toushirou, Neliel Tu Odelschwanck, Matsumoto Rangiku, Hinamory Momo, Shuuhei Hisagi, Madarame Ikkaku, Kotetsu Kiyone, Ise Nanao, Kurotsuchi Nemu, Hirako Shinji. Não estavam todos os integrantes presentes, ainda faltavam os mais velhos que tinham atividades administrativas, demonstrando ser um grupo bem organizado, vulgarmente chamado de gang por alguns membros mais novos. Apesar da organização, não tinham vínculo com o governo ou as autoridades – pelo menos não legalmente.
- Bem eu estava sondando a área norte, e acabei sendo cercada por alguns garotos que têm ligação com os Tigres! – Neliel reiniciou de onde havia parado para seus colegas.
PoV Neliel
- Droga! Fui descoberta! – Deu um passo para trás e se viu cercada por cinco garotos que deviam ter entre quinze e dezessete anos. Todos vestiam roupas escuras e não era possível identificá-los devido à falta de luz do cais onde estava.
- Que beleza! Olha só o que temos aqui! – Aproximou-se o que parecia ser o mais velho. Ele avança contra a garota de cabelos verdes, e num ímpeto tenta agarrá-la, mas é arremessado para trás com o chute certeiro da moça. Os outros não puderam contê-la, apesar de estar em maioria, à garota era mais preparada fisicamente, sendo capaz de derrotar todos eles aos chutes e socos.
- Venham como homens, caras! Eu detesto bater em moleques, mas foram vocês que começaram! – Neliel conversava animadamente enquanto arrastava um dos garotos até a beira do cais. Pretendia ameaçá-lo jogar no mar, mas foi impedida por uma mão esguia que a dominou puxando um dos braços para trás e recebendo um golpe contra a costela.
- Por favor, não dificulte meu trabalho! – Gin sorria para a garota que lutava para respirar já que uma das costelas estava debilitada.
- Se-u ca-na-lha! – Respirava com sofreguidão, mas não perdia o contato visual com seu opressor. Sabia que logo seu companheiro a ajudaria. Nem precisou esperar muito e Shuuhei atacou Gin, liberando a colega.
- Venha me enfrentar seu engomadinho! – Shuuhei ataca com golpes de karatê, alterando chutes e socos, mas que estavam sendo bloqueados por Ichimaru Gin sem muitos danos. Após se enfrentarem, Gin resolve desistir do embate e foge, mas quase sem machucados, ao contrario de Hisagi que estava seriamente ferido no braço esquerdo e com o rosto escoriado e muito sangue escorrendo.
- Tu-do bem Hi-sa-gi-san? – Neliel ajudava o amigo colocando o braço dele em seu ombro. Saíram derrotados naquela vez.
Fim PoV
- E foi por isso que voltamos com essa cara lavada! Mas deu tempo o suficiente para descobrirmos algumas rotas que o grupo tem usado, e o pior de tudo é que eles estão se aliando a máfia de verdade; ou seja, não teremos mais moleques com vontade de conseguir encrenca, mas sim profissionais no crime! Temos que fazer algo, ou isso vai sair do controle! – Neliel termina sua narração com uma careta de dor, ainda sentia o golpe de Gin e desejava poder encontrá-lo para dar-lhe o troco.
- Acredito que de certa forma isso já saiu do controle! – Hirako que até o momento parecia estar dormindo com os pés sob a mesa, se pronuncia sério com os olhos vidrados. O que dizia não estava longe da realidade.
- Pode ser, mas não devemos nos esquecer de que também temos nossos aliados! – Ise interrompe o comentário do colega loiro.
- Isso aqui já está ficando chato! O melhor seria a gente acabar com aqueles cretinos de uma vez, e não ficar jogando conversa fora! – Ikaku se levanta e bate as mãos espalmadas contra a mesa.
- Sente-se Ikaku-san! Ainda temos muito que falar! – Ichigo impõe ao exaltado rapaz, que sem questionar duas vezes se senta novamente com a cara fechada. – Conte-nos agora o que descobriu Ise-san!
- Claro! – Ajeita os óculos e abre seu caderno de anotações que se percebia ter listado vários tópicos, o que fez Shinji que olhava de esguelha se irritar, pois sabia que levaria mais tempo do que o previsto, e ainda tinha que levar a namorada ao cinema.
A reunião ficou acalorada a cada comentário novo, e vez ou outra Ichigo tinha que intervir para que não houvesse brigas desnecessárias. Mas foi uma reunião proveitosa, pois se puderam alinhar as ideias que todos já tinham previamente formado e com as informações passaram a programar uma estratégia para um embate futuro. Aquele que daria a ordem final seria Urahara, visto ser ele o líder geral e também profissional no quesito máfia.
- Certo pessoal! Acredito que todos entenderam seus papéis no plano! – Ichigo levanta-se para finalizar a reunião. – Mas não devemos esquecer que nem Neliel ou Shuuhei poderão participar ativamente, pois já foram vistos pelo inimigo! – Falou olhando sério para os dois que ainda tinham bandagens e escoriações pelo rosto.
- Acredito que todos entendemos o recado Kurosaki-san!Agora só nos resta sairmos e começar a por o plano em prática! – Toushirou sinalizou com um olhar sério. Todos assentiram com a cabeça e começaram a dispersar cada um para suas corriqueiras atividades no grupo.
Na Toca do Tigre uma música eletrônica bombardeava o ambiente moderno do local. As paredes tremiam com a potência dos decibéis, mas ninguém parecia se importar com isso; o bairro era habitado por maioria jovem que não se reclamavam do barulho e a agitação daquele ambiente. Dentro, paredes iluminadas com multicores e espelhos em todo o teto perfazendo um ar eletrônico. Dançarinas em palcos estrategicamente localizados dançavam sensualmente com roupas mínimas, algumas caracterizadas com roupas de empregadas, coelhinhas de play boy entre outros.
No centro, um bar de forma circular era rodeado por pessoas que se maravilhavam com as danças das garrafas manuseadas com maestria pelos bartenders que os atendiam. Em uma das cadeiras altas de cor prata – o local era pintado de cinza prata e os móveis ou eram prata ou eram de cor preta – estava sentado Grimmjow impaciente; já estava esperando fazia uma hora por seus colegas, mas até aquele momento ninguém se achava presente.
- Oi garotão! Que tal se divertir um pouco comigo? – Uma bela garota se aproxima de Grimm com olhar sensual convidativo.
- Não gata! Hoje estou aqui a serviço! Fica pra próxima! – Se despediu da jovem, e rumou para uma sala reservada ao fundo da danceteria. Era lá que se reunia com os companheiros, uma forma de não chamar atenção para suas ações.
- Grimm! Finalmente chegou! – Ulquiorra se levanta da poltrona e acena o lugar para que seu líder se sente.
- Que Diabos você está falando? Estou aqui faz uma hora! Por onde raios entraram? – Sua expressão era de puro nervosismo; detestava ser passado pra trás. Mas sem esperar resposta continua. – Tudo bem, vamos começar logo essa droga de reunião! Contem-me tudo! – Sentou no lugar indicado, cruzou as pernas e lançou o corpo pra frente com olhar sério para os presentes.
- Eu gostaria de começar! – Gin se adianta e começa seu relato, apresentando um resumo do encontro com a garota de cabelos verdes. Alguns pontos são acrescentados por Ulquiorra, e Tousen o adverte em alguns pontos, como a fuga dele, por exemplo.
- Eu não fugi; só não achei mais necessário espancá-los! Já tinha conseguido o que queria como Grimmjow me pediu! – Um sorriso diferente se fez presente em seu rosto, o que foi seguido por Grimm e Ulquiorra.
- Não compreendo! Por que estão sorrindo? – Tousen não estava a par do plano de Grimmjow, o que o deixou um pouco desconfortável, já que é ele quem repassa as informações ao seu chefe Aizen.
- Iremos explicar assim que tudo estiver pronto! Agora que tal iniciarmos com o pedido de Aizen? Parece fácil! Só precisamos nos aproximar de alguém! Sabe quem é a pessoa de quem preciso me aproximar Kaname? – Grimm cruza as mãos e olha fixamente para Tousen esperando uma resposta.
- Bem, como posso explicar? É uma garota nobre! – Aguardou a reação de Grimmjow, e como esperado ele surtou.
- Como é que é? Você deve estar de brincadeira comigo! O que Aizen pensa que eu sou? Eu não vou fazer essa porcaria! Ficar na cola de uma garota? Ah, faça-me o favor! – A expressão carrancuda de Grimm denuncia sua decepção. Ele acreditava que seria um trabalho como um tipo de espião de algum empresário importante, para poder seqüestrá-lo ou algo do tipo, mas nunca ser um tiete de alguma garota.
- Não é tão difícil, é só jogar seu charme em cima dela! – Gin se divertia à custa de seu amigo!
- Ora seu filho...
- O importante agora é cumprir o que o cara nos pediu! Não se esqueça de que é ele quem banca nossas diversões! – Interrompeu Ulquiorra.
- Droga! Certo, então quem é a garota? – Questiona Tousen com raiva e desdém.
- Kuchiki Rukia! – Tousen levanta-se e entrega uma fotografia nas mãos de Grimm.
- Huuummm! Familiar essa garota! – Uma dúvida pairou sobre Grimm. Mas não o impediu de continuar. – Ok! Agora me diga como vou me encontrar com a princesinha? – Espreguiçou-se na cadeira demonstrando má vontade para a nova missão.
- Vou te passar as informações necessárias, mas gostaria que fosse a sós, se me permitem rapazes? – Direcionou o olhar para Ulquiorra e Gin.
- Já entendi! Vamos Ulqui, parece que não somos bem vindos nessa missão! – Gin se despede com um sorriso falso e é logo seguido por Ulquiorra. Após os dois saírem, Tousen inicia uma longa conversa sobre as informações da menina. Informando desde os locais preferidos dela, que não eram muito, devido sua doença – um grande empecilho para Grimm – e endereços da escola, clínica de tratamento, lista de amigos, gostos e outros fatores que seriam importantes para o contato.
Rukia rolava na cama sem parar, gotas de suor escorriam por seu rosto. Sua expressão era de medo, e algumas lágrimas rolavam de seus olhos que tentavam abrir sem sucesso. Ela se sobressalta e acorda com o rosto pálido e assustado, não gritou porque sua voz não saia. Era mais um de seus pesadelos, mas este parecia extremamente real. Ela se encolhe agarrada as suas pernas e começa a soluçar sem parar, num choro constante e baixo. Sem pensar duas vezes ela agarra o celular de sua cabeceira e disca freneticamente um número. Eram três da madrugada, e sabia que provavelmente não seria atendida. Mas mesmo assim tentou uma, duas, três vezes até que alguém falou sonolento do outro lado da linha.
- Huumm! Mo-chi, mochi! Kurosaki falando!
- Ichi-go! – Voltou a chorar sem parar, mas com o celular pregado ao ouvido, escutando a voz de seu amigo perguntando desesperado o que estava acontecendo.
É isso pessoas! Vejo vcs no próximo cap! Agora a coisa ficou feia - o que será que vai acontecer com a princesinha Kuchiki? Esse Grimm é bom de papo? Ichigo conseguirá ajudar em algo? Afinal o que fazem o X-cution? Perguntas que serão respondidas nos próximos capítulos, neste mesmo canal! rsrsrsrs.
Beijos e ja né!
JJ
