Olá pessoal e caros leitores! Estou postando mais uma cap hoje! Espero que gostem! Mandem review com suas opiniões tendo certeza de que responderei e tentarei corresponder aos vossos anseios! Beijos! JJ
Escolha viver, pare de MALTRATAR AS HORAS feito um maluco que vive mostrando o mesmo álbum de fotografias e contando as mesmas histórias repetidas vezes. Olhe as fotos do passado, mas não se esqueça de tirar novos retratos e de contar novas histórias. Não seja cansativo, repetitivo e estéril. Cresça, reinvente-se, nutra a sua mente com novos dados, imagens e lembranças. Quando você se der conta perceberá que os medos ficaram no passado e que os sonhos do futuro estão sendo vividos AGORA e com o coração. .pt/artigos/imprimir_ ?codigo=AOP0263
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Escola de Karakura...
– Kuchiki Rukia! – A professora olhou para carteira vazia. – Nossa ela já desistiu? O que vocês fizeram? –Perguntou indignada a professora para os alunos.
- Mas... Nós não fizemos nada! – Keigo tentou se defender e todos olhavam com pena para o mesmo, já que não era só para ele que a professora perguntou.
- Aff! Esquece! Kurosaki Ichigo! – Fez uma pausa. Como não houve resposta. – Mais um dia de falta! Este não aprende mesmo! – Se zangou e continuou a chamada.
A curiosidade era geral agora. Sabiam que era comum o ruivo faltar, mas agora a pequena Kuchiki também faltou, e no mesmo dia que o rapaz. Teria alguma verdade nos boatos que pairavam na escola, de que os dois estavam próximos? Este pensamento tumultuava os alunos daquela classe, e deixavam uma ruivinha preocupada.
- Tatsuki-chan, você acha que a Kuchiki-san faltou pra ficar com o Kurosaki-kun? – Inoue sussurrou a amiga do lado.
- Não diga besteiras Hime! Ela só está aqui há poucos dias! Não tem como isso ser possível! Você sabe como o Ichigo é um "cabeça dura" e antissocial com os colegas de classe! – Arisawa tentava acalmar a amiga, e no fundo estava dizendo o que realmente sentia. Este tipo de relação estava fora de cogitação. Ela conhecia muito bem o Kurosaki; sabia de seu comportamento.
- Tem razão! Obrigada! – Orihime voltou a prestar atenção na aula. Mas seu coração ainda estava preocupado. O olhar que viu de Kurosaki para a Kuchiki no dia anterior a estava torturando.
- Grimmjow? O que faz aqui tão cedo? Não deveria estar na escola? – O velho Jaegerjaquez estranhou a repentina visita do neto. Ele nunca fazia isso a não ser que fosse convocado para tal. E agora o rapaz estava sentado em sua mesa com um sorriso diferente, nada comum para o velho avô.
- Não posso mais visitar meu avô? Achei que tivesse dito que este escritório logo seria meu também? Mas não é só para visitá-lo que vim aqui. Preciso de sua ajuda! – Grimm falou com seriedade o que fez o velho Jaegerjaquez se remexe em sua poltrona.
- E o que seria? – Fitou-o com curiosidade.
- Preciso que me apresente a alguém! Uma garota da família Kuchiki! – Finalizou observando a expressão do avô; esperava uma reação, mas tudo o que ele fez foi arquear uma sobrancelha.
- Uma dama da família que é nossa cliente mais significativa? Para quê? Pelo que me lembro, você detesta este tipo de garota; prefere aquelas meretrizes e meninas da ralé! O que vai querer com uma moça de família nobre Grimmjow? – A paciência do patriarca estava se esgotando. Temia que o rapaz quisesse desmoralizar seu maior cliente. E isso ele não permitiria jamais.
- Eu gostaria de conhecê-la melhor! Só isso! Nada mais! Não é o senhor que vive dizendo que eu devo me aliar a pessoas de sangue puro? – Grimm tentou desviar a pergunta do avô, mas sabia que isso não era normal, esse interesse repentino. Tinha que convencê-lo, pois ninguém se aproximava da princesa Kuchiki sem a devida permissão do líder da família. Teria que aproveitar a proximidade do avô com esta família para conseguir realizar a tarefa de Aizen.
- Não sei se será apropriado alguém como você aproximar-se de uma dama como ela! Pod-
- Não quero saber disso! Preciso de sua ajuda! E-u a-cho que es-tou apaixonado! – Evitou olhar nos olhos a sua frente. Tinha que encontrar uma maneira de conseguir algo dali.
- Como? Mas a jovem nem sequer aparece nas solenidades, ou mesmo em público! Como pode dizer que está apaixonado se nem a conhece pessoalmente? – O senhor Jaegerjaquez era velho, mas não estava senil para não prestar atenção nestes detalhes. Sabia exatamente o trajeto e realizações de cada cliente importante que possuía, e a família Kuchiki era supervisionada pessoalmente por ele. Conhecia o fato de a menina possuir uma doença psicológica que não a permitia conviver em sociedade há anos.
- Bem... Eu a vi na escola dela! Ela estava séria, mas eu realmente me encantei com ela! – Mentiu para o avô; obteve informações por Tousen que havia sondado a futura "presa" durante aquela semana. Sabiam pouco dela, mas o suficiente para usar isso a seu favor.
- Sei! Isto está um pouco confuso Grimm, mas vou ver o que posso fazer por você. Afinal quero o melhor para meu neto, e me agradaria muitíssimo um relacionamento entre vocês! Mas eu irei supervisionar seu encontro. Não deixarei que fique sozinho perto dela! – Falou mais aliviado, mas ainda com dúvidas quanto ao neto. Tinha algumas idéias em mente, e como o rapaz facilitou tomando a iniciativa iria aproveitar para colocá-las em prática.
Tudo estava a favor de Grimm, só não sabia ele que nem tudo era positivo neste provável encontro. Ele não fazia idéia de que já haviam se encontrado ha cinco anos atrás, e da pior forma possível.
Horas antes...
No campo aberto dezenas de cerejeiras rosadas espalhavam suas flores formando um lindo e gigantesco tapete natural no caminho de pedras. Elas formavam uma passagem até o templo suntuoso que se projetava no alto daquela pequena colina da propriedade dos Kuchiki. Uma brisa suave acariciava os cabelos negros da pequena garota que andava vagarosamente em silêncio. Acompanhada por um ruivo boquiaberto com a beleza do lugar. Cobriu parcialmente a parte de cima dos olhos quando chegaram ao alto no pátio do templo, sendo iluminados aos poucos pelo sol que estava nascendo ao longe; uma verdadeira pintura clássica.
Ichigo olha para sua calada acompanhante e deslumbra o seu rosto pálido se iluminando com o sol e os cabelos balançarem com o vento. Uma cena que não esqueceria tão cedo. Mas não estava ali para isso; podia ver nos olhos inchados da menina e sua expressão vazia que estava assombrada com seu pesadelo. Se ele não estivesse ali talvez ela não estivesse inteira ou até mesmo viva.
Flash Back
- Ru-kia? É você? Acalme-se, vai ficar tudo bem! Conte-me o que está acontecendo! – Ichigo se levanta de sua cama apertando o celular contra a orelha. Nunca havia recebido este tipo de ligação desesperada. Podia ouvir o choro e soluços angustiados da baixinha que conhecia a pouquíssimos dias, mas que havia prometido a si mesmo que a ajudaria, aumentar e inundar seu quarto.
- I-chi-go!Po-or fa-vor me a-ju-de! E-u nã-o a-guen-to ma-is! Já che-ga dis-so tu-do...che-ga! – Suas palavras foram novamente engolidas pelo choro, assustando o rapaz da outra linha.
- Calma! Onde você está? Na sua casa? Passa-me seu endereço... Eu vou até você! Assim nós conversaremos melhor. Até chegar não desligarei o telefone! Tudo bem? Não faça nenhuma besteira Rukia, me diga seu endereço! – O ruivo se troca aos tropeços, coloca um casaco, pega as chaves de casa e sua carteira. Sai de casa as pressas atento ao telefone, anotando mentalmente o endereço que a pequena tentava relutante passar ao amigo. Era longe, levaria cerca de uma hora a pé, já que àquela hora nem o metrô ou os taxis estavam funcionando.
Quando chegou a mansão de Rukia, quase teve uma síncope. Aquele lugar era imenso e muito bem cuidado. Como alguém como ele iria conseguir entrar? Com cautela toca a campainha eletrônica e espera ser atendido. Uma voz grossa e fria o recepciona.
-Mansão da família Kuchiki! Quem está interferindo em plena madrugada a paz desta casa? – A voz estava audivelmente insatisfeita.
- Meu nome é Kurosaki Ichigo eu...
-Ele pode entrar Kensei, fui eu quem pediu para que ele viesse! – A voz embargada revelava sua dona.
- Mas Kuchiki-sama... –A voz do segurança da entrada hesitava um pouco.
- Por fa-vor Kensei! – Implorou a menina.
- Certo! Se ele tem sua confiança! Mas primeiro faremos uma revista para que não tenhamos problemas com o Kuchiki-sama, já que ele esta viajando e me deixou responsável pela entrada de pessoas na casa! – A menina havia conseguido convencer seu jovem chefe de segurança.
Após ser revistado minuciosamente, o que deixou o ruivo com um pouco de vergonha e raiva, ele pode aproximar-se da garota. Esta por sua vez lhe pegou pela mão e o levou para o jardim principal. Sem sair uma palavra de sua boca, eles se encaminharam até o caminho das cerejeiras. Sentiu vários espectadores abismados com a cena que ocorria. Kensei com um olhar nada amistoso acompanhava-os um pouco atrás. Um gordo senhor vinha silenciosamente mais atrás. Era Hachigen, que estava muito preocupado com a expressão de sua jovem senhora. Vários homens vestidos de ternos negros mostraram seus rostos ao ruivo, como um sinal de que se ele fizesse qualquer movimento suspeito estaria morto.
Fim do Flash Back
- Rukia! Foi só um pesadelo! Ele nunca mais vai se aproximar de você, eu prometo! – O ruivo iniciou a conversa, após ficar quase meia hora em silêncio contemplando o lugar, e no caso de Rukia se recuperando do choro que não cessava.
-Ma-s Fo-i tão re-al! E-le es-tá per-to, eu sei! I-chi-go! O-o que e-u fa-ço? Pos-so sen-tir a-qui! – Toca seu peito no lado esquerdo com força, e antes que iniciasse novamente seu choro, sentiu uma mão quente tocar a sua.
- Eu já disse que eu não vou deixar que ninguém se aproxime de você! Você não confia em mim Rukia? – A expressão do garoto era séria, mas seus olhos estavam com um brilho terno, a menina foi hipnotizada por aquele olhar, e com um singelo menear de cabeça ela responde seu amigo.
Ele sem esperar a puxa para perto de si. E sem se importar com seus espectadores a abraça forte. Sentiu o tremor da garota ao se encostarem, mas esta não o rejeitou, ficou quieta chorando baixinho, sentindo aquele calor reconfortante que não sentia há tanto tempo.
Hachi e Kensei ficaram atônito com tudo aquilo. Não faziam idéia que a garota estava tão mal, e muito menos que ela havia conseguido aproximar-se de alguém estranho em pouco tempo. Nem Byakuya abraçava a irmã, pois esta não permitia. O que viam era inesperado, mas confortava o coração. Ninguém atrapalhou aquele momento. Sabiam que agora somente aquele rapaz alcançaria à jovem.
Na clínica Ukitake, Juushirou corria o máximo que podia para parecer apresentável. Havia recebido ainda de madrugada o telefonema da casa dos Kuchiki. A jovem Rukia sofreu uma recaída e estava sendo levada a ele com um amigo para a consulta.
Os dois estavam esperando na sala. A cena que Ukitake presenciou foi uma menina visivelmente inexpressiva; estava de cabeça baixa e sua mão estava entrelaçada na mão de um rapaz ruivo? Era isso mesmo? Rukia estava acompanhada de um completo estranho ao seu médico e terapeuta.
- Rukia-samaa senhorita está bem? Bom dia senhor...? – Juushirou cumprimenta com um sorriso o jovem ruivo.
- Kurosaki Ichigo senhor! – Ichigo aperta forte a mão do médico de longos cabelos brancos e sorriso terno a sua frente. Seria uma longa manhã para ele, mas precisava estar ao lado de Rukia para que esta se sentisse mais a vontade e contasse o que estava sentindo este tempo todo. Soube por ela que nunca contou a ninguém além dele, sobre seus pesadelos constantes. Não queria preocupar mais ainda a sua família e seus amigos da mansão. O garoto sabia que sem um profissional não teria progresso com a menina. Tinha algumas idéias em mente como musicoterapia, danço terapia, representação teatral e entre outros que pediria a Ukitake para auxiliar. Teriam um longo caminho a trilhar para ajudar Rukia a sair daquele estado deplorável de descontrole e medo.
Às onze horas...
- Byakuya-san? Estava mesmo querendo falar com o senhor! Volta hoje da viagem certo? Podemos nos encontrar na sala de reunião do escritório central? – O líder da família Jaegerjaquez se preparava para incluir na pauta de seu encontro mensal, o pedido de seu neto. Sabia que seria difícil, mas valia a pena tentar.
- Pode deixar este encontro para outro dia? Estou com um pequeno problema familiar, e por isso vou direto para minha residência! À noite poderemos jantar e proceguir com a reunião! – A voz inexpressiva de Byakuya denunciava seu cansaço e desgosto. O que fez o velho Jaegerjaquez se perocupar.
- Aconteceu algo a sua irmã? Ela não tentou suicídio novamente, tentou? – Duvidou um pouco, mas a menina já havia tentado isso antes, e na época o líder Kuchiki não soube como auxiliá-la, foi quando contratou os serviços de Ukitake, jovem médico de fama renomada em todo o Japão, com tratamentos inovadores frente aos problemas psicológicos em geral.
- Não! Mas está com uma crise! Gostaria que isso não fosse pronunciado em público Jaegerjaquez! – Alertou Kuchiki com severidade ao velho amigo.
-Claro que não! Não se preocupe! Faremos a reunião outro dia se o senhor quiser! Tomarei alguns documentos e procedimentos adiantados para que tenhamos menos problemas para resolver na reunião! Pode ficar despreocupado, cuidarei pessoalmente de tudo! – Falou aflito o velho senhor.
- Obrigado! – Terminou Byakuya, e desligou.
*Assobio*
- Parece que terei mais dificuldades do que pensei! Mas sei que conseguirei uma audiência ao meu neto. Só espero que ele não estrague tudo! – Se aconchegou na poltrona já planejando o futuro dos jovens e futuros líderes de família, alheio a tudo o que estava acontecendo aos mesmos.
Bem pessoas, ficou meio chatinho este cap, mas vai ter continuação! Teremos um pouco do passado de nossos personagens principais nos prox caps! Mas não quero estragar as surpresas que terão a frente! Continuem me acompanhando e mandando suas energias para que eu melhore minha escrita!
Beijos, Kiss, キス, 口付け, 接吻,baiser,Kuss!
JJ
