Como prometido mais um cap fresquinho. Como todo vilão tem um passado, resolvi escrever este capítulo para que conheçam um pouco deste rapaz! Mais tarde veremos o que está acontecendo no presente desta estória! Peço desculpas pelos erros que cometi até o momento, estou tentando corrigir isso – tem que ter muita paciência já que o site mais trava que o que! Sem ressentimentos! Boa leitura a todos!

Disclaimer: Estou dizendo que esse fullbring é o melhor, é só me passar Bleach que te entrego ele! – A autora tenta convencer Tito que olha desconfiado.


"O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe." (Jean-Jacques Rousseau).

...

O céu estava intensamente azul, e podia-se sentir o gélido ar de novembro, com seus aproximados sete graus Celsius. A cidade de Kreuzberg estava movimentada naquela manhã de sexta-feira. Um vai-e-vem constante de pedestres pelas ruas fazia o pequeno garotinho perder a noção de sua localização. O menino estava parado em frente à suntuosa e sobrevivente IgrejaKaiser-Wilhel -o seu topo destruído era a imagem preferida do pequeno Grimmjow. Vestido com um grosso casaco de inverno tentava aquecer as pequenas mãozinhas que estavam imprudentemente sem as luvas. Ele deveria estar na estação, mas como acabou encantado com algumas lojinhas de brinquedos, se esqueceu do destino que deveria ir. Após situar-se do lugar onde estava, Grimm tentou atravessar a rua para chegar à estação, mas foi impedido por alguns garotos que eram pouco mais velhos que ele. Como o menino era descendente de japoneses, sempre era alvo de brincadeiras por parte de seus colegas da vorschulkinder, apesar de não fazer nada para os perturbarem. Com força o mais velho joga Grimm no chão e ameaça socá-lo se ele gritasse.

-Se gritar a gente te bate seu japanischinvasor! – Falou um dos meninos que temiam que as autoridades percebessem o embate entre eles.

-Eu não fiz nada! Deixe-me em paz! – Grimm tentou se levantar, mas foi novamente empurrado por um garoto gordinho que era o mais violento.

- Vamos levar ele pro beco, pessoal! – O gordinho pegou o menino pelo casaco e o puxou em direção a um prédio próximo, havia um beco que seria muito útil, e como os pedestres mal notavam a presença dos meninos devido à correria do dia-a-dia, eles poderiam terminar o que começaram com o garoto que tanto detestavam. A maior rivalidade se devia devido o fato de Grimmjow ser um dos garotinhos mais alto de sua escola, além também de ser o melhor nos esportes, o que fazia muitos meninos se enciumarem.

Não demorou muito e os colegas de sala de Grimm o espancaram e o jogaram contra algumas latas de lixo. Apesar da tenra idade, eram violentos e vingativos, e o que tinham em comum – ódio do menino japanisch. Quando todos os garotos já haviam sumido, Grimm se levanta com dificuldade, limpa o sangue que escorria da boca e toca com suavidade o olho esquerdo, sentia ele ardente e sabia que logo ficaria inchado; provocaria mais nervosismo a sua mãe. Arrumou-se o melhor que pode e se dirigiu até a estação de trem.

Naquela tarde Grimmjow voltou para seu apartamento que ficava em um prédio mal conservado no limite norte de Kreuzberg. Vivia com a mãe e um tio; estes sempre lhe causavam problemas, pois viviam alcoolizados, e bar era o que não faltava naquela cidade. Ela possuía um charme especial, mas quem não tivesse um emprego, não conseguia enxergar esse panorama pintado na mídia. Violência entre adolescentes e algumas gangues não eram raras, principalmente à noite, que por ser movimentada com os turistas em busca de diversão nos bares da cidade, escondiam as investidas de jovens contra as autoridades e associações do lugar.

- Estou em casa! – Gritou o menino ao entrar na pequena sala. Olhou ao redor e não viu ninguém. Pensou que era sorte, já que seu olho estava horrivelmente inchado e roxo. – "Uma explicação a menos para dar!" – Pensou ao abrir a geladeira e pegar um pedaço de carne fria para usar no olho. Ardeu um pouco ao encostar a carne fria, mas já estava acostumado com isso, não era a primeira vez que apanhava não só dos colegas de sala, mas também do tio e algumas vezes da mãe. Ela tentava há algumas semanas encontrar um emprego novo, já que seu antigo de garçonete não existia mais, devido uma briga entre ela e um cliente. Emmy era muito bonita e alguns clientes acabavam passando dos limites em suas investidas com a jovem. Ela possuía longos cabelos castanhos avermelhados e olhos azuis; apesar de ser muito jovem, tinha apenas vinte e quatro anos, já tinha que se preocupar com o filho de seis anos, que apesar de ser bom aluno em questão de notas, sempre recebia um chamado à reunião de pais, devido o comportamento com os demais colegas de sala.

- Cheguei! Meu Deus Grimm... O que houve com seu olho? – A ruiva pergunta segurando o rosto do filho; seu hálito alcoólico denunciava que passou a tarde bebendo em algum lugar da cidade. – Será que você nunca vai tomar jeito menino? Eu saio pra procurar emprego, e é assim que você me ajuda? – Foi tirando os saltos e jogando no canto da porta, arrancou o casaco branco e lançou no sofá, e continuou seu monólogo sem esperar o garoto responder, retirando rapidamente peça por peça de roupa até ficar completamente nua ainda na visão do menino. Parou e olhou para trás esperando uma resposta do mesmo.

- Bem... Aqueles garotos que não me deixam em paz! Eles sabem que fomos abandonados por papai e por isso aproveitam de minha fragilidade! – Falou sério observando a alvura do corpo escultural da mãe. Apesar de pequeno, ele tinha uma mente quase adulta e seu vocabulário era invejável para qualquer alemão.

- Isso não é desculpa Grimm! E quanto ao seu pai... Isso é problema nosso e não "daqueles almofadinhas"! – Se Grimmjow quisesse o consentimento da mãe, bastava lembrá-la do abandono de seu pai, jovem líder da família Jaegerjaquez; Werner era um estudante da Universidade de Humboldt de Berlim quando conheceu a bela Emmy. Muito jovens, não se lembraram de proteção quando a garota engravidou; a família germânica de Werner ficou contra este relacionamento, quanto à parte nipônica exigiu que o rapaz voltasse imediatamente para o Japão para tomar a liderança nas empresas da família Jaegerjaquez. E assim, Emmy ficou literalmente abandonada, pois foi rejeitada por ambas as famílias do namorado, e tendo que criar sozinha o filho resolveu morar com seu irmão mais velho em Kreuzberg, já que não tinha mais pais vivos.

- Mas o que eu posso fazer? Se revidar vai piorar, já que eles são maioria! – O menino se aproximou da mãe e a empurrou para o banheiro com carinho. – Já chega disso! Vai tomar um banho quente senão vai congelar ficando nua assim! – Emmy entrou em silêncio, ainda estava um pouco bêbada, mas com rapidez agarra o menino e o abraça com ternura. Amava seu filho mais do que tudo, se já o havia machucado era por simplesmente perder a razão na embriaguez.

- Obrigada Grimm! Você é o filho mais amável que qualquer mãe gostaria de ter! – Grimm ouviu um inicio de choro, mas não querendo esperar abriu a ducha sem sair do abraço da mãe, e acabou molhado com roupa e tudo.

No dia seguinte Grimm se levanta com dor nas costas e um pouco de febre, e não era por menos, ele havia dormido com a mãe ainda molhado. Sem acordá-la ele faz o café da manhã, arruma seu material escolar e sai sem fazer barulho. Sua vorschulkindernão era muito longe de seu prédio, ficava a três quarteirões. Desde cedo aprendeu a se cuidar sozinho, e só foi levado pela mãe até os quatro anos, depois disso já fazia tudo sozinho. Estava nervoso, pois o tio não havia retornado até aquele momento, e sabia que quando a mãe acordasse da ressaca se preocuparia com ele.

- "Aquele cara só nos arranja problemas! Espero que não tenha se metido com alguma gang pelo caminho"! – Pensava enquanto entrava no prédio de tijolos alaranjados. Teria mais um dia enfadonho de bulling e preconceito por parte de seus colegas. O que o fazia voltar, era o carinho dos professores por ele. Como era inteligente e atlético, possuía as melhores notas e desempenho nos exercícios que lhe eram propostos.

O dia escolar passou rápido, e ao sair percebeu que estava sendo seguido por um trabantverde musgo. Dentro havia um homem de aparência estranha. Usava óculos quadrados, tinha os cabelos escorridos no rosto. Porte inglês, mas seus olhos mostravam uma mistura nipônica. Vestia um sobretudo de lã grossa listrada em tom cinza. Tudo o que o menino viu foi um sorriso carismático quando o trabant estacionou próximo a ele. O homem saiu e o garoto pode perceber o quanto ele era alto e sério.

- Guten Tag! Não gostaria de uma carona meu menino? – Estendeu a mão para o garoto que deu um passo para trás em dúvida. – Não se preocupe Grimmjow, sou Sousuke Aizen, amigo de seu pai! Acredito que já nos falamos por telefone, lembra-se de mim? – Continuou com o sorriso e um brilho terno nos olhos ainda com a mão estendida.

- Ai-zen? Amigo de meu pai? Mas ele está em Londres! Não se aproxime de mim! – Grimm deixou Aizen com a mão no ar, e correu o mais rápido que suas pernas aguentavam até seu prédio onde estaria possivelmente protegido. Não estava acreditando em nenhuma palavra que aquele estranho homem lhe disse. Entrou no apartamento e trancou a porta com os trincos extras que a mãe havia instalado para evitar os pequenos furtos que acontecia no bairro. Mais aliviado ele senta no sofá e liga a velha televisão, quando escuta o telefone tocar. Ao atender percebe pela bina que era um número conhecido, o celular de seu amigo estrangeiro.

- Alô! – Gaguejava devido à coincidência com o que acabara de acontecer.

- Grimmjow? Sou eu, Aizen! Estou de frente de seu prédio, poderia vir falar comigo? Ou não somos mais amigos? – Questionou com reprovação na voz, o que fez o menino cair do encosto do sofá em que escorava. Sem hesitar ele corre para abrir a porta e se apresentar ao amigo. Eles se conheciam a mais de um ano, e era Aizen quem o salvava quando a mãe e o tio não conseguiam o suficiente para quitar o aluguel ou as despesas com a alimentação. Aizen evitava ir a Berlin para não irritar Emmy, que se enraivecia por ele ser o melhor amigo de Werner.

- Aizen? Pensei que fosse alguém suspeito, me desculpe pelo mal entendido e Guten Tag!– Grimm estava arfando, pois desceu as escadarias do sétimo andar sem se importar com o cansaço das próprias pernas. Encaminhou o amigo até seu apartamento e lhe ofereceu uma garrafa de cerveja que pertencia ao tio.

- Uma lagers,que bom gosto pequenino! Mas espero que espere crescer um pouco mais para tomá-la! – Sorveu a espuma da cerveja clara com expressão de prazer.

- Essa é do meu tio! Ainda não me acostumei com o sabor disso, mas já sei beber vinho branco! – Falou com orgulho o garoto, pois pensava que isso já o fazia um homem, o que fez Aizen rir da pose altiva do menino.

- Fico feliz com isso! Mas não vai exagerar! – Fez uma pausa, e terminou a bebida que apreciou até o fim. – Entretanto não voltei a Berlim somente para isso! Preciso falar algo serio com você pequeno! – Sousuke fez uma expressão séria que assustou um pouco o menino.

- O que poderia ser Aizen? – O menino estava apreensivo, pois sabia que era através do amigo que recebia informações de seu pai, mesmo a contragosto da mãe; até mesmo omitia a esta para não irritá-la.

- Infelizmente não tenho boas notícias criança! Trago noticia de seu pai... Ele está doente, muito doente! Ele me pediu para vir visitar lhe e pedir para que venha comigo para o Japão! – Parou para observar a reação do garoto, sabia que o menino era muito inteligente entenderia o que estava falando.

- Mas e-eu não posso fazer is-so! A minha mãe nunca me permitiria isso tio Aizen! Não posso... – Parou para secar as lágrimas que começavam a cair sobre seu rosto infantil.

*Suspiro*

- Entendi pequeno! Não precisa ficar preocupado! Façamos o seguinte... Falarei com sua mãe, sei que a convencerei, será o melhor para todos; tenho certeza que não negará esta oportunidade a você meu menino! – Afagou os cabelos de Grimm e o aproximou para um abraço apertado. Iriam aguardar Emmy retornar para convencê-la a não só deixar Grimmjow visitar o pai, quanto a se mudar para o Japão. Pretendia ajudá-los a tomar posse dos bens ao qual tinham direito, e como favor tomaria conta dos bens pessoalmente, prestando seus exímios serviços àquela pobre família. Mas os planos de Aizen não eram movidos pela comoção ou caridade, nem mesmo pela amizade com Werner; ele precisava de capital para investir em seu pessoal que sofria com as perdas de membros e investidores na Inglaterra.


Vocabulário

Kreuzberg –cidade de Berlim na Alemanha.

IgrejaKaiser-Wilhel –Um dos marcos mais famosos de Berlim foi parcialmente destruída na Segunda Guerra Mundial.

Vorschulkinder-jardim de infância que recebe crianças de três a seis anos de idade para alfabetização inicial.

Japanisch –Japonês em Alemão.

Bulling -é o uso do poder ou da força para intimidar ou perseguir os outros na escola (school place bullying) ou no trabalho (work place bullying).

Trabant -foi um automóvel produzido pela Sachsenring em Zwickau, na antiga Alemanha Oriental, a República Democrática da Alemanha (RDA), entre 1957 e 1991.

Guten Tag –Bom dia em Alemão.

Lagers -é um tipo de cerveja que foi produzida originalmente na região da Europa Central há aproximadamente 500 anos. Atualmente, pode ser considerado o tipo de cerveja mais consumido no mundo.

Fontes: Wikipedia e Observatório da Infância.

Enfim semana que vem tem mais! Espero que gostem! Recomendo visualizar algumas fotos desta cidade linda da Alemanha, vale à pena conhecer! Desculpem aqueles que conhecem a Alemanha... Como eu não a conheço, a descrevi através das pesquisas que fiz! Obrigado a todos que me mandam reviews e aqueles que me acompanham no anonimato! Abraço e jah né!

JJ