Olha eu novamente! Estou postando mais um capítulo, mas confesso que estou desanimada! Vocês não escrevem reviews, fica difícil saber se está bom ou não! Mas tchudo bem! Curtam mais este cap e tenham uma boa semana e uma linda páscoa também! Não esqueçam de curtir bastante o feriadão!

Disclaimer: Bleach é meu, meu, meu! Quem vai encarar? -Arfando ruidosamente com olhar ameaçador. [JJ]


"O primeiro passo para o bem, é não fazer o mal." (Jean-Jacques Rousseau).

...

Sentado na grama gélida, Grimm rasgava um tufo com as mãos. Estava furioso com o que havia acontecido no dia anterior. Seu amigo Aizen propôs a sua mãe sobre a viagem, e esta sem pensar expulsou o inglês gritando para nunca mais aparecer na frente dela e do filho. Ela temia que o tomassem, mas ninguém ali estava falando em tirá-lo dela, pensou o garoto com angústia. Agora teriam muito mais dificuldade, já que era o amigo quem ajudava quando as coisas não iam bem financeiramente. Suspirou com força, levantou-se e limpou o casaco que estava sujo. Teria que viver sem ele agora. Pegou o material que estava jogado no chão, e se dirigiu a sua vorschulkinder.

Emmy andava de um lado para outro na sala, o que irritou o irmão Jean.

- Emmy, já disse que ninguém vai tirar seu filho! O cara só queria nos ajudar, será que dá pra você usar a cabeça? Você tem direito a ter pelo menos uma pensão para cuidar de Grimm! – Tentava inutilmente acalmar a irmã que parou bruscamente com raiva.

- Isso nunca Jean! Nunca! Eu vou criar meu filho, sozinha, nem que pra isso eu tenha que me tornar uma prostituta para trazer dinheiro pra casa! Mas nunca vou usar o dinheiro daquele torpe filhinho de papai! – Gritava enquanto pegava o casaco e a bolsa, saindo batendo a porta atrás de si e deixando o rapaz falando sozinho.

Algumas semanas se passaram e a vida seguia sem mudanças. Mais um aluguel estava atrasado, para desespero de Grimm que via seus familiares correr para conseguir dinheiro para não serem desalojados pelo dono. Para distrair-se um pouco o garoto saiu de casa cedo, era sábado e não tinha aulas. Poderia ir até a praça onde as feirinhas de brinquedos e quinquilharias preenchiam o lugar. Vagava sem destino certo, quando notou um garoto de cabelos verdes correr em sua direção, percebeu que atrás dele corria um homem alto gritando para segurarem o ladrãozinho. O garoto passa por ele e antes de sumir de suas vistas ele pisca um dos olhos, deixando o seu perseguidor para trás. A curiosidade de Grimm, o leva para um dos becos que imaginou que poderia estar o garoto. Acertou em cheio quanto a isso, e quando se aproximou viu que não só o garoto estava lá quanto também mais uns cinco rapazes repartiam o que haviam roubado. Um deles nota o garoto se aproximar.

- Ei Franz nós fomos descobertos! – O rapaz era alto e tinha porte físico avantajado, não parecia ter mais que quinze anos, tinha olhos azuis e cabelos colorido em verde. Aliás, todos os presentes tinham os cabelos tingidos de alguma cor berrante. Grimm não se mexeu, só aguardou a reação do tal Franz. De alguma maneira sentiu carisma pelo rapaz de olhos verdes.

- Tudo bem Sven! Acredito que ele quer ser nosso amigo, certo? Hum! Como é seu nome garoto? – Perguntou com tom amistoso em sua voz o que deu confiança ao pequeno garoto.

- Grimmjow Löhnhoff! – Saudou levantando a mão para os garotos. Os mesmos os saudaram e se apresentaram com ânimo.

- Bem Grimm, como já deve ter ouvido, eu sou Franz, este aqui é o Sven, e estes três cabeças amarelas aqui são Anton, Maik e Hans! – Os três garotos eram menores, mas possivelmente mais velhos que Grimm; tinham os cabelos tingidos de amarelo e suas roupas eram bem simples. A curiosidade de Grimm acabou fazendo-o fixar o olhar nos relógios e colares que pendiam da mão de Franz. O rapaz percebeu e lhe ofereceu para que pudesse tocar nos objetos.

- São bonitos, não? Esses estrangeiros sempre vêm com essas preciosidades, e nós colecionamos! – Deu uma risada alta. O garoto estava gostando da reação calma de Grimm frente isso.

- Vocês roubam para sobreviver? – Agora ele tocou em um ponto constrangedor. Anton mudou sua expressão para uma fechada, Maik começou a chutar um pouco de poeira do chão, enquanto Sven pigarreava como para mudar de assunto. Mas Franz não alterou seu sorriso.

- Sim! Mas não só para sobrevivermos, também nos divertimos muito com isso! A adrenalina que sentimos é demais! Correr dos caras fardados e das presas me faz sentir mais vontade de continuar nisso! –Esperou a reação de Grimm.

- Entendi! Bem... Eu... Posso me unir a vocês? – Hesitava um pouco, sabia que se a mãe descobrisse estaria com sérios problemas, não encontrava uma maneira melhor para ajudar a mãe. Sabia que era errado roubar, mas sinceramente não estava nem aí com regras. Estava farto de apanhar dos colegas de classe, de passar fome em casa ou ver sua mãe sair cada vez mais tarde de casa. Ele sabia que provavelmente ela estaria se prostituindo para conseguir dinheiro, mas Emmy nem de longe conseguia se dar bem com isso, era nervosa e não se sentia a vontade com homens a subjugando.

- Claro que sim! Não falei que este garoto tinha futuro? Quantos anos têm Grimm? Doze? – Perguntava animadamente enquanto os outros se aproximavam para saudá-lo.

- Tenho seis! – Falou com o rosto vermelho.

- O quê? Mas é tão grandão! Puxa, que achado! Vamos rapazes, vamos ensinar nosso novo amigo como é divertido estar em nosso grupo! – Puxou o menino pelo ombro e saíram para conversar na praça.

Não demorou muito para que Grimm "aprendesse o novo ofício". Ele era rápido e muito esperto. Tingiu o cabelo de azul, uma regra para estar no grupo, e passou a dar muita dor de cabeça à mãe, que não conseguia controlar a revolta do garoto. Ainda continuava mantendo suas notas altas, mas já não permitia ser espancado pelos colegas. Agora que havia entrado no Gymnasium,devido seu bom desempenho, o colocava a um passo de entrar em uma boa faculdade. Com seus treze anos, Grimm já colecionava vários problemas a mãe. Era freqüentemente chamada a delegacias e o rapaz sempre terminava em punição disciplinar, o que fazia com gosto, já que na maioria das vezes era limpar as paredes pixadas ou devolver em trabalho o que havia roubado. Mas o grupo não estava mais se limitando apenas roubar, já cometiam crimes mais sérios, idéia de Franz que adorava alguma aventura nova. E agora estavam na casa do rapaz para planejar o mais ousado de todos.

- Estou de olho em uma garota, mas ela não me dá nenhuma chance, então pensei... O que acham de nos divertirmos com ela? – Para Franz quem o desprezasse merecia ser tratada da pior maneira possível, e estupro eram uma das formas. Grimm só havia presenciado os estupros, mas ainda não havia participado de nenhum até o momento.

- Isso não é perigoso Franz? Os polizei estão em sua cola ultimamente! A última quase se lembrou de tudo! Acho que a droga que estão usando está muito fraca! – Explicava Sven ao amigo. Já não eram adolescentes impunes, mas tinha que tomar mais cuidado com tudo o que faziam.

- Tudo bem Sven! Já consegui uma droga bem mais interessante! E para comemorar o aniversário de nosso membro júnior, ele poderá ser o primeiro a tomar as honras! Que tal Grimm? – Franz oferecia a primeira vítima ao jovem rapaz, que se alarmou um pouco, já que nuca cometeu este tipo de atrocidade. Não gostava do que os amigos faziam, mas não conseguia ficar contra eles.

- E-u não sei Franz! Ainda sou só um pirralho! Acho melhor deixar isso pra outra vez! – Tentava sair daquela situação desconfortável.

- Que isso Grimm! Você já é um homem! E para isso precisa de uma garota, não? – Os pensamentos selvagens de Franz poderiam muito bem ser interpretados como doença.

- "Porque simplesmente não arrumam uma garota que queira fazer isso afinal?" – Pensava Grimm enquanto observava os rostos dos amigos que apoiavam o líder. – Ok! Você venceu! Mas ai de quem se aproximar de minha mãe! Isso serve pra você Anton, fiquei sabendo que andou sondando ela no bar! – Agressivo apontou o pequeno canivete escocês que ganhou do tio a anos; o que Grimm não suportava era saber que alguém tentou aproximar-se de sua querida mãe. Ainda era apaixonado por ela – no sentido materno – e uma de suas exigências era que os amigos não a fizessem mal.

- Não se preocupe Grimm! Eu mesmo tomarei conta deste idiota aqui! – Agarrou a cabeça de Anton e começou a esfregar os cabelos do rapaz com força.


Grimm chegou às três da manhã, e quando entrou percebeu alguém sentado no sofá. Ligou o interruptor de luz e sua mãe estava a sua frente com os olhos vermelhos.

- Mãe? Algum problema? – Aproximou-se da mãe levando uma das mãos até o rosto dela, mas foi bruscamente interrompido por um tapa que Emmy lhe deu.

- Você ainda pergunta Grimm? Você se tornou um monstro! Você fez mal a uma... Uma moça! Meu Deus, você é só um garoto! Meu Deus! – Exasperava e ofegava, sua voz estava embargada e suas mãos eram sacudidas pelo ar com violência. Grimm não se mexeu, permaneceu quieto ouvindo o que a mãe dizia; não estava prestando atenção ao que ela gritava, só queria saber quem foi o responsável em informá-la do que aconteceu, e sem esperar ela continuar lhe perguntou.

- Quem te disse isso mãe? – Estava com os olhos irados, suas mãos eram pressionados com força contra seu corpo.

- Então é verdade Grimm? Por Deus, achei que fosse uma brincadeira sem graça de Anton, mas era verdade? – Começou a chorar alto. Ele alivia um pouco o olhar, e mesmo depois de rechaçado ele aproxima-se da mãe e a abraça.

- É só uma brincadeira mãe! Você sabe que não faria uma coisa dessas! Tenho meus próprios princípios! – Apertou-a com força enquanto acariciava seus cabelos. Iria tomar providência quanto a isso, e com certeza Anton não ficaria impune.

Após Emmy adormecer, Grimm sai de casa sem acordá-la e se encaminha até a casa de Anton para se vingar. No bolso da jaqueta preta, escondia uma Taurus PT 100, um tesouro que adquiriu a um mês do mercado negro da cidade. Ela serviria para proteção pessoal e da mãe, mas hoje seria para acabar com a vida de um de seus melhores amigos. Bateu na porta do apartamento, e esperou alguém abrir os trincos internamente. Anton aparece com o rosto amassado de tanto dormir e sem saber questiona a visita inesperada do amigo.

- O que faz aqui tão cedo Grimm? – Pergunta bocejando.

- Porque contou a minha mãe o que fizemos ontem? – O rapaz de cabelos azuis se continha para não sacar a pistola e acabar com o amigo a sua frente, mas tinha que saber o porquê antes de tomar providência.

- A sua mãe? Eu? Quando Grimm? Meu Deus será que eu estava bêbado? – Anton estava visivelmente perturbado com o que Grimm falava, e isso fez o rapaz hesitar em continuar o que pretendia fazer.

- Mentira! Você queria fazer com que ela ficasse contra mim! Eu não vou perdoá-lo Anton! – Apontou à pistola no rosto do rapaz; este arregalou os olhos ao amigo e implorou para que parasse.

- Grimm, é sério, eu não falei por mal! Por Deus! Eu devia estar bêbado, acredite em mim! Eu e sua mãe somos só... – Parou com os olhos mais arregalados ainda. Percebeu a grande besteira que soltou.

- Só o que, seu cachorro? – Pressionava a arma contra o rosto do rapaz. – Você anda saindo com minha mãe? – A perturbação de Grimm era visível, estava fora de si.

- Me perdoe Grimm! Eu amo sua mãe! Por favor, me perdoe! – Lágrimas rolaram de seus olhos. Um som agudo pôde ser ouvido pelos moradores do prédio. Grimm atravessa correndo os corredores do edifício, e desaparece nas ruas que já tinha considerável movimentação. No apartamento, jogado ao chão estava Anton em sua poça de sangue, que escorria rapidamente de um buraco enorme em sua testa. Seus olhos estavam abertos e sua mão estirada ao lado do corpo. Os vizinhos se aglomeravam ao redor apavorados com a cena. Um crime acabara de ocorrer.

Sem direção Grimm corre até uma ponte e atira na água escura a pistola que usou. Correu ainda mais, até chegar a seu apartamento. Entrou no quarto e sentou-se agarrando as pernas contra si. Lágrimas escorriam de seu rosto. Era a primeira vez que matava alguém, e ainda por cima um de seus amigos. Chorou muito em tom baixo, segurando os soluços involuntários para que a mãe não o escutasse. Mas estranhamente um pequeno sorriso se formou em seu rosto.

- E-u te dis-se não fo-i An-ton? Eu dis-se pra fi-car lon-ge de min-ha mãe! Bem feito pra você! Ninguém vai tirá-la de mim! Ninguém! – Sussurrava enquanto enxugava as lágrimas de seu rosto. Na porta Emmy presenciava a cena com dor e pesar. Nunca imaginou que algo assim pudesse acontecer; seu filho devia ter feito algo terrível com seu namorado. Lágrimas rolavam de seu rosto. Sabia que só havia uma coisa a ser feita, tinha que proteger seu filho. Saiu do quarto em silêncio, tomou o telefone e discou rapidamente alguns números. Aguardou um pouco, quando uma voz conhecida atendeu.

- Residência Sousuke, em que posso ajudar? – A voz da empregada estava alegre como sempre.

- Maya! Por favor, chame Aizen, preciso falar com ele! – Suspirou derrotada. Teria que pedir ajuda dele no fim das contas. Não tinha mais ninguém para ajudá-la, e seu irmão estava viajando para trabalhar em seu novo emprego temporário. Iria aceitar a proposta que Aizen ao longo dos anos ofertava sempre que ela atendia ao telefone. Grimm não sabia que isso acontecia, achava que haviam quebrado a ligação completamente na época da briga, mas a mãe repensou em suas ações ligou um ano depois pedindo um tempo para que pudesse pensar melhor. Agora estava à mercê daquele homem que tanto detestava.

- Emmy? Que dia maravilhoso me brindou com sua chamada! Em que posso ajudá-la minha cara? – Aizen nunca perdeu as esperanças em ter o consentimento da moça, sabia que mais cedo ou mais tarde ela cederia, e então os milhões de dólares de que almejava tomar conta, estaria em suas mãos.

- Preciso de sua ajuda! – Vacilou ao falar, mas apertou com força o cabo do telefone, não permitiria mais aquele sofrimento ao filho. Tinha que tirá-lo daquela má influência; precisava salvá-lo, nem que para isso tenha que se submeter à família de Werner, este que já havia falecido há cinco anos.

- Sabe que pode contar comigo! – A alegria de Aizen era transparente no telefone. Mas Emmy não voltaria atrás.


- Poderia me dizer qual o resultado senhor Jaegerjaquez? – O professor do cursinho perguntava nervoso ao rapaz de cabelos azuis que sequer prestava atenção à aula.

- O quê? Ah! Não sei! – Respondeu em tom de chacota. Sabia a resposta, mas não estava a fim de responder seu professor. Em sua mente tornava a lembrar-se do que o avô lhe disse a três dias, que não poderia ver a jovem Kuchiki tão cedo, já que esta estava enferma. Ofereceu-se a visitá-la, mas foi rechaçado pelo avô que considerava inapropriado o momento. Mas isso não o desanimou, sabia que mais cedo ou mais tarde a veria. Algo ainda o incomodava quanto àquela foto que fazia questão de levar consigo. Sem se importar com as reclamações do professor, ele retira a pequena foto e volta a observá-la. O rosto delicado e sofrido da pequena Kuchiki estava o deixando curioso. Ultimamente não dormia direito, pois de alguma forma ele a via em seus sonhos. Não sabia o porquê, já que não pensava estar apaixonado por ela; não fazia seu tipo de garota, mas sua fragilidade e olhar cativante o paralisavam de forma estranha, isso sem contar a familiaridade com alguém que não se lembrava. Guardou a foto, e voltou o olhar a seu professor. Teria que preparar-se para aquela noite, já que uma reunião de emergência foi marcada por Ulquiorra.


Vocabulário

Gymnasium:que dura oito ou nove anos, conforme o estado federado, e propicia uma formação básica mais aprofundada. O certificado de conclusão, o cobiçado Abitur(de importância semelhante à do vestibular brasileiro), habilita para o acesso a uma universidade ou escola superior.


Até semana que vem! Lembrem-se de enviar reviews! Senão eu vou me zangar!kkkkkk

JJ