Minhas sinceras desculpas pela demora em postar este capítulo. Estava em período de provas finais, e como não sou um gênio, tive que estudar pra caramba! Mas valeu a pena! Consegui passar! Agradeço a todos que me enviaram reviews e mensagens, também aos leitores anônimos que tem me acompanhado! Estou muito feliz por saber que estão gostando e compartilhando seus sentimentos comigo! Espero poder melhorar sempre, pois sei que estou longe de ser considerada uma boa fanwriter! Mas todo o carinho que me passam já me é suficiente. Agora sem mais conversa fiada, vamos ao cap de hoje! Boa leitura!
JJ
Sentiu uma gota fria cair em sua testa. Tudo estava escuro e não conseguia divisar nada ao seu redor. Suas mãos estavam presas com alguma corda grossa, prendendo-a em alguma parede. Sentiu um pouco de frio, e um calafrio passou pela sua coluna. Seus óculos estavam mal colocados e uma vontade imensa de ajeitá-lo lhe sobreveio.
- "Tinha que ser a maldita sequestrada!" – Pensou com ira. Lembrou-se do acontecido há algumas horas atrás, onde foi subjugada pelo garoto de rosto efeminado, e silenciada com algum tipo de formol. Isso a irritou mais, saber que tinha sido pega pelo inimigo. Não duvidava que fosse de alguma gang rival. Mas não sabia qual era, já que o tal de Luppi não lhe falou nada. Seus pensamentos foram interrompidos quando uma claridade forte invadiu o local. Agora pode vislumbrar o salão ao qual se encontrava. Acreditava que não deveria estar tão distante do local da abordagem. Aquele lugar abandonado era-lhe um pouco familiar, deveria ficar umas dez quadras de seu esconderijo. Observou atenta um homem alto de cabelos azuis cintilantes se aproximando dela. Um sorriso malicioso desenhado em seu rosto a perturbou. Atrás deste, vinha Luppi com uma cara divertida e ao seu lado um homem magro de olhos e feições estranhas.
- Olá minha cara! Não sabia que era tão bela! Ulquiorra, você não me explicou direito pelo telefone, ela é um achado! – O de cabelo azul falou para o garoto estranho, ele a fez lembrar a descrição de Toushirou sobre um de seus colegas. Lembrou-se o nome, era Ulquiorra Schiffer, estudante da faculdade de Shirou-chan. Se ele estivesse certo, este rapaz fazia parte do grupo dos Tigres, um péssimo sinal, visto que agora estava nas garras deles. Sem se intimidar ela ajeita a postura para estar em pé ante o inimigo a sua frente.
- Pode me dizer o que querem comigo? Acredito que vai encontrar mulheres mais interessantes em alguma boate no centro! Não creio que seja necessário este tipo de abordagem! – Sua voz estava firme, mas ficou irritada com a risada que o de cabelo azul lhe deu. Ela detestava ser subestimada, e este cara estava fazendo justamente isto. Parecia-se com alguém que odiava mais ainda – seu professor e companheiro na X-Cution. Uma vontade de se soltar e esbofetear o homem a sua frente lhe possuiu, sempre reagia assim quando se lembrava de Shunsui Kyuraku.
- Vamos! Sem estresse, não vou te machucar! Só precisa me responder algumas perguntas, que te deixarei ir sem nenhum arranhão! O que acha? – Aproximou-se do meu ouvido e sussurrou, "Ou talvez quisesse se divertir um pouco comigo?". Uma onda de calor percorreu meu corpo, e meu rosto com certeza ficou corado, pois ele riu ao me olhar.
- Nã-o ten-ho na-da pra te dizer! Só deixe-me ir em paz, pois senão a polícia vai estar em seu encalce! Logo minha família irá perceber minha falta, e chamará as autoridades, e eles sabem como me encontrar já que meu telefone tem rastreador! – Mostrou um pouco de desespero, mas não por estar com tanto medo, mas sim para parecer como uma vítima comum. Se percebessem que agia com frieza, só dificultaria mais seu estado.
- Mas que isso princesa! Sei que você só esta fazendo charminho! Sei muito mais sobre você, do que você imagina! – Colocou uma das suas mãos asquerosas por dentro do decote de minha blusa social. E sem escrúpulos algum apertou meu seio com força! Minha ira surgiu com uma explosão! Xinguei um monte de palavras indecorosas, que jamais me imaginava dizer. Este não se retraiu nem um pouco, e sem deixar que minha cabeça o batesse, pois essa era a vontade que tinha, quebrar aquele maldito com uma cabeçada, desvia-se e começa a percorrer meu pescoço com sua língua maldita.
- Quem é-é vo-cê se-u des-gra-ça-do! – Ele mordeu de leve meu pescoço e se afastou para me encarar com aqueles olhos de mesma cor do cabelo.
- Pode me chamar do que quiser princesa! Mas acho que vou precisar ser mais incisivo para lhe arrancar algumas respostas! E pode acreditar, vai desejar tê-las me respondido na primeira vez que perguntei! Te dei oportunidade de sair numa boa, mas parece que isso não faz seu tipo! – Agora um calafrio percorreu todo meu corpo. Como sairia daquele lugar sem entregar meus amigos? Senti sua proximidade, e seu calor quando se encostou a mim. Rodeou minha cintura com seus braços e me apertou a ele. O desespero me arrebatou quando senti algo aumentar próxima a minha cintura. Ele não estava brincando, e com certeza já deveria ter feito isso várias vezes. Estupro. Essa palavra me aterrorizou, e não sabia como fiquei paralisada, não consegui gritar ou me mexer. Enquanto aquele homem avançava retirando devagar a minha blusa, me deixando somente de sutiã. Sem demora, senti seus beijos descerem pelo meu colo. Tentei me recuperar e lutar contra, mas ele me apertava tanto que mal conseguia respirar. Parecia que não havia mais ninguém naquele lugar. Um grito de desespero estava preso a minha garganta, e não consegui emitir mais nenhum som, pois meus lábios estavam sendo maculados com grande selvageria pelo homem de cabelos berrantes.
- O que aquele maldito terapeuta pensa que somos? Isso é coisa de criança? Onde isso vai melhorar seu estado? – Ichigo gritava furioso pela minha sala de estudos. Achei aquilo engraçado. Tudo isso só porque Ukitake-san me pediu para modelar bichinhos e objetos com massa de modelar. Ele havia me dito que isso me ajudaria ao me aproximar das pessoas, me deixaria mais confiante. Adorei a ideia, assim como na vez que me pediu para desenhar com giz de cera, o que também não agradou nada meu amigo de cabelos engraçados.
- Se quiser não precisa fazer Ichigo! Além do mais, quem está doente aqui sou eu! – Senti minha expressão mudar um pouco, a tristeza nas minhas palavras me surpreendeu um pouco. Fiquei a semana inteira tentando entender porque Ichigo estava me ajudando com algo que visivelmente detestava fazer. Ele virou-se para mim com um sorriso bobo que me desconcertou. Ele bagunçou os cabelos e suspirou fundo se aproximando de mim que estava sentada no grande tapete da sala, rodeada de massas e forminhas coloridas.
- Boba! Não diga besteiras! Se estou fazendo isso é exatamente porque prometi te tirar dessa! Só estou irritado com aquele cabeludo maluco que não faz nada direito! Mas deixa pra lá! Vamos começar logo essa coisa! – Pegou um pouco de massa azul começou a modelar entre suas mãos. Ele era prático e parecia entendido naquele tipo de atividade. Eu sorri de leve ante o rosto emburrado dele. E quando ele terminou, coisa que não levou nem cinco minutos, me mostrou seu trabalho. Era um passarinho muito bonitinho. Colocou em minha mão e observei aquele bichinho, quando ele me tirou de meus pensamentos.
- Se quiser te ensino a fazer de biscuit, dura mais e poderá guardar de lembrança! E antes que me pergunte como sei fazer isso, eu te respondo: Yuzu! Ela adora esse tipo de coisa, e como não tinha muitos amigos, eu brincava com ela para passar o tempo! – Olhei para cima e percebi que seu rosto estava corado. Ficava realmente uma graça desse jeito. Isso me fez corar também. Então pra distrair minha mente comecei a fazer um bichinho também. Ele me indicava a maneira de fazer, mas eu não tinha muito jeito pra isso. Então ele segurou minha mão e começou a me mostrar como fazer direito. Ante esse toque me senti no céu. Fiquei super envergonhada com aquele contato, e achei engraçado que ele fosse à única pessoa que meu corpo não demonstrasse medo de sua proximidade. Tudo nele me encantava. Seu perfume, seu calor, sua risada ou até mesmo suspiro ou broncas. Estava cada vez mais confiante de que eu estava apaixonada por ele.
- Viu só baixinha! Isso agora parece um coelhinho! Era isso que queria fazer, certo? – Olhei novamente para minha mão e o bonequinho de coelho de cor amarela estava aos meus olhos perfeito. Com Ichigo não conseguia falar muito, mas ele parecia ler meus pensamentos, pois sempre sabia o que queria falar ou fazer.
- Sim! O-bri-ga-da! – E o que mais me irritava era essa gagueira desconcertante que sempre me sobrevinha. Só conseguia falar normalmente pelo telefone, quer dizer, quase normalmente.
- Agora que já terminamos de fazer isso, que tal irmos dar uma volta? Seu jardim é incrível, e creio que Ukitake não vai reclamar se o fizermos! Depois faremos mais dessas... Coisas! Assim teremos concluído a etapa de hoje! Pelo que me lembro, você terá um consulta hoje à tarde, certo? Se quiser que te acompanhe? – Só balancei a cabeça afirmativamente. Realmente não entendia como ele conseguia ser tão espontâneo! Será que era assim com todo mundo? E como eu não saia do lugar, ele agarrou minha mão e me puxou para fora da sala para que fôssemos ao jardim. Sinceramente se pudesse parar o tempo, eu o faria só pra sentir aquele toque e poder contemplar aquele sorriso no rosto de meu agora melhor amigo.
- Ichi-go acho melhor a gente pedir permissão para o Kensei-san! – Tremi quando vi ao longe o olhar assassino do chefe dos guarda-costas de minha casa em direção a nós.
- Não precisa pedir permissão para visitar seu próprio jardim, baixinha! Se ele quiser nos seguir, que siga! Não vejo problema nenhum nisso! – Apertou mais minha mão e adiantou o passo para irmos até a escadaria do templo que ficava no centro da mansão. Sorri ante a coragem dele e me senti segura, algo que já não sentia muito tempo. Sem perceber entrelacei meus dedos aos dele, e continuei o seguindo, mas agora com um rubor no rosto, já que ele me olhou com aqueles olhos castanhos e com um sorriso lindo em minha direção.
-"O que será que Kurosaki-san e a Kuchiki-san estão estudando agora? Ele saiu tão rápido do laboratório! Parecia ansioso em vê-la!" – Balançou a cabeça numa negativa para tentar parar de pensar naquilo. Não conseguia imaginar que o garoto que gostava desde o oitavo ano, estivesse se apaixonando por alguém que não fosse ela. Ele nunca se mostrou assim com nenhuma garota, e não era por falta de opção. Diferentes dela, muitas garotas criaram coragem pra se declararem a ele, mas ele sempre as rechaçava. E agora, ele estava próximo de uma garota que só conheciam a duas semanas.
- Inoue-san? – Alguém falou atrás de si, e pega de surpresa deu pequeno grito, quando olhou pra trás vislumbrou um Ishida com o rosto completamente vermelho de vergonha.
- Ah! Ishida-kun? Desculpe pelo grito, mas você me assustou! – Levou as mãos nos cabelos longos e olhou pra baixo com o rosto corado.
- Desculpe-me Inoue-san achei que tivesse percebido! Mas o que faz aqui nesta rua sem saída? – Apontou para a parede que já estava próximo dos dois, mostrando o "final da linha". Inoue estava andando tão distraída que nem percebeu quando entro naquela rua, e como Ishida notou que a menina iria dar de cara com o muro a abordou.
- Ah! Eu nem tinha percebido! Que coisa! Achei que estivesse indo ao mercado para comprar os ingredientes pra janta, mas me lembrei de que haveria um desconto de tofu, e preciso dele pra preparar meu sorvete que será como sobremesa! E ainda tenho que comprar...
- Inoue-san, acho melhor irmos ao mercado, não! – Ishida teve que interromper o monólogo desconexo da menina.
- Você me acompanharia? – Apertou a saia do uniforme com força.
- Claro! Estava indo naquela direção, preciso de alguns suprimentos para minha costura! – Ajeitou os óculos e fez uma mesura para que a ruiva o acompanhasse.
- Vai entrar agora! Não seria mais prudente esperarmos os outros? – Cobriu-se um pouco mais com o sobretudo negro que vestia para se proteger do vento frio.
- Não escutou o grito dela? Não vou deixar que mexam com minha Nanao-chan! – Sem esperar chuta com força o portão do salão, mostrando suas duas pistolas aos três garotos que agora os olhavam perplexos com a investida. Kyouraku ficou furioso ao ver a moça praticamente nua sendo prensada na parede por um rapaz de cabelos azuis. Este tinha as calças abaixadas até os pés, e olhou surpreso ante a aparição repentina.
- Tire suas mãos sujas dela, seu desgraçado! – Não esperou a ajuda do amigo que tentava contê-lo, quando percebeu seu braço começou sangrar pela bala que recebeu do garoto de boina. O outro, um tipo magricelo se jogou para o lado, protegendo o corpo das balas disparadas pelas pistolas de Shunsui.
- Dá pra dar uma mãozinha aqui, Hirako? – Encostou-se à parede para recarregar uma das pistolas. O colega loiro lhe mostrava indignação com o que havia feito.
- Eu falei que devíamos esperar! – Só podiam se esgueirar no que encontravam enquanto as balas corriam soltas. – "Já vi que hoje vou me atrasar novamente no encontro!" – Suspirou e agiu como se fosse cotidiano um tiroteio.
Espero que curtam um pouco do dia-a-dia desses queridos personagens! Vou tentar adiantar os outros caps e editá-los para postar o mais breve possível. Desculpem os erros do texto, se puderem mandem review indicando onde devo corrigir! E mandem reviews para que eu possa saber se estão curtindo a fic! Grande beijo a todos,
JJ
