Bella POV.

Eu acordei Emily e contei de nossos planos, fazendo com que minha garotinha ficasse animada. Avisei a Edward que só iria dar um banho e vesti-la e ele avisou que estaria esperando por nós na sala.

Depois que Emily ficou pronta, segui para a sala e avisei a Edward que podíamos ir.

Foi gostoso, muito divertido. Só nós três, no shopping... Emily se divertiu bastante e fez com que comprássemos sorvete para ela e tudo o mais. Quando saíamos de lá já estava começando a anoitecer e ainda tínhamos o jantar na casa dos Cullen.

Hoje Rosalie e Emmett contariam que estavam grávidos.

Decidimos ir direto para a casa dos pais de Edward. Tivemos que esperar Alice chegar com Jasper, para que enfim pudéssemos jantar.

Só depois que os papais decidiram contar a novidade.

E é claro que Esme e Carlisle não poderiam estar mais felizes.

Lembrei-me de quando descobri estar grávida de Emily, e como aqueles exames de farmácia e o positivo do exame de sangue mudaram a minha vida. Como saber que eu tinha um bebê crescendo dentro de mim tinha me deixado completamente apaixonada.

Emily tornara-se a minha vida.

Não conseguia reclamar dos enjoos, nem do cansaço e da fome incontrolável. A dor do parto fora grande – enorme, para ser completamente sincera –, mas assim que minha filha estava em meus braços...

Eu não mudaria nada.

Nós jantamos em meio a risos e lágrimas de alegria – da parte de Esme e Rose. Emmett estava com um sorriso enorme no rosto, mas eu percebi que muito embora Edward estivesse feliz pelo irmão e pela cunhada, ele parecia um pouco... triste?

Decidi deixar para conversar com ele depois, quando estivéssemos sozinhos, já que ele levaria Emily e eu para casa. Dei parabéns aos novos papais logo em seguida e segui, junto de Edward e uma Emily já adormecida, para minha casa.

- Será que você pode entrar um pouquinho? – perguntei.

Edward pareceu confuso, mas assentiu. Então deixei que ele saísse do carro e viesse abrir a porta do carro para mim, porque eu realmente sabia como aquilo o deixava feliz. Ele que pegou Emily em sua cadeirinha, ajeitando-a em seu colo com carinho e depositando um beijo de leve em sua testa.

Eu sorri com isso e me virei, abrindo a porta de casa e o guiando até o quarto de minha filha. Trocamos sua roupa e tornamos a colocá-la para dormir.

Depois seguimos para a sala.

- Você está bem? – perguntei. Edward me encarou confuso. – É que você parecia triste na casa dos seus pais.

Edward suspirou pesadamente e se sentou no meu sofá, passando a mãos nos cabelos de forma nervosa.

- É só que... – gaguejou. – É meio irracional, devido as circunstâncias, mas... eu queria ter vivido tudo isso com Emily. Acompanhado a gravidez, estado lá quando ela nasceu, quando falou e deu seus primeiros passos.

Eu sorri um pouco e me caminhei até Edward.

Ele pareceu ainda mais surpreso quando me ajoelhei diante dele e ergui seu rosto.

- Eu imagino como você se sinta diante disso, Edward – comecei –, mas Emily te ama. Você pode ter chegado depois e ter perdido isso... Só que você agora vai acompanhá-la sempre. Pode não ser de consolo, mas Emily sabe a verdade. Ela sabe que você é o pai dela e ela já não consegue mais viver sem você...

- E você? – A voz de Edward não passava de um sussurro. – Você consegue viver sem mim?

A sala mergulhou em um silêncio incrível. Meu rosto estava a centímetros de distância de Edward e eu podia sentir sua respiração contra meu rosto. Foi só quando tudo começou a girar que eu percebi que tinha me esquecido de respirar.

- Respira, Bella – sussurrou ele, se aproximando de mim ainda mais.

- E-edward, eu... – comecei, tentando pensar em algo útil para dizer, tentando controlar meu corpo e me afastar.

- Shhh... – Ele me silenciou, colocando um dedo sobre meus lábios. – Eu sinto tanto a sua falta, Isabella. Eu te amo tanto... Por que você não consegue acreditar nisso?

As lágrimas tomaram conta dos meus olhos antes que eu me desse conta disso. Por quê? Por que as coisas tinham que ser desse jeito?

- Eu queria tanto que as coisas fossem fáceis, Edward – sussurrei. – Você não faz ideia.

- Confia em mim – implorou. – Confia em mim e me deixa te fazer feliz.

Eu abri a boca para dizer algo, mas Edward avançou, ajoelhando no chão também e me puxou para ele, tomando meus lábios nos seus.

E tudo o que eu pensava sobre me afastar desapareceu, no instante que nossos lábios se tocaram.

Durante alguns segundos, permanecemos daquele jeito, nossos lábios apenas encostados. Depois, vendo que eu não tinha oferecido nenhuma resistência, Edward pediu passagem na minha boca com a língua, a qual eu concedi.

Ele não tinha ideia do quão eu sentia falta dele.

Meus braços se ergueram e eu abracei seu pescoço, puxando-o mais para mim. Suas mãos se fecharam com força na minha cintura, me puxando com força e mostrando o quão animado ele estava.

- Edward... – gemi.

- Te quero tanto, Bella – murmurou. – Te amo tanto...

Nosso beijo começou a ficar desesperado. Nossas línguas lutavam por espaço e nos separávamos apenas para buscar um pouco de fôlego, antes que começássemos a nos beijar novamente, com aquela dança desesperada e cheia de saudades que nossas línguas faziam.

- Mas... – Ele se afastou. – Não posso fazer isso. Não posso abusar de você assim. Eu vou reconquistar sua confiança e vamos fazer isso direito. Vou provar que te amo, que te quero e quero seu bem. Vou fazer tudo direito dessa vez, Bella.

Eu respirei fundo e me afastei um pouco, buscando pensar. Eu não conseguia nem acreditar que Edward tinha feito aquilo.

Qualquer homem teria aproveitado e pedido desculpas no dia seguinte. Porém, mesmo visivelmente excitado, Edward soubera me respeitar e colocar meus sentimentos acima de qualquer desejo seu.

O que me deixou mais confusa ainda.

- Acho melhor ir agora – sorriu e se levantou. Ele esticou sua mão para me ajudar a levantar e eu a aceitei de bom grado, ainda meio atordoada. Ele esperou que eu estivesse firme em minhas pernas para me soltar. – Posso passar aqui amanhã?

- Cla-claro – gaguejei. – Eu... desculpa por...

- Não precisa pedir desculpas – sorriu. – Eu amei, sentia falta de seus beijos.

Eu mordi o lábio inferior, ainda inchado pelo nossos beijos recentes.

- Até amanhã, Bella – murmurou e me um selinho de leve. – Te amo.

Eu o vi se afastar, ainda nervosa demais e confusa para conseguir pensar em alguma coisa. Fitei o caminho que Edward tinha seguido e demorou alguns segundos para que eu conseguisse me mover e ir até a porta, onde e tranquei.

Tomei um longo banho e tentei pensar com mais clareza agora que Edward não estava por perto.

Por que ele tinha feito aquilo?

Por que ele ainda mexia tanto comigo?

Sequei-me e me enrolei em uma roupa qualquer, jogando-me na cama logo em seguida. Custei a dormir, tentando entender porque Edward tinha se afastado.

E dormi sem encontrar uma resposta.

Edward POV.

Custou todas as forças que eu possuía para me afastar de Bella naquele momento. Mas eu precisava recuperar sua confiança e sabia que me aproveitando da situação não iria ajudar nem funcionar. Precisava ir com calma, precisava fazer as coisas certo.

Precisava disso para conseguir seu perdão.

Segui direto para casa e direto para um banho frio. Coloquei apenas uma cueca antes de me jogar na cama e sorri ao pensar em seus lábios nos meus.

Eu iria conquistá-la, eu iria conseguir seu perdão.

Eu iria fazer Bella e minha filha felizes.

Levantei-me cedo no dia seguinte, arrumando-me para ir trabalhar. Almocei no escritório mesmo, porque queria sair mais cedo e tinha alguns papéis para adiantar. Às três em ponto organizei tudo e saí de lá, partindo para a casa de Bella logo em seguida.

Emily estava brincando com Bree, mas assim que me viu, abriu um enorme sorriso e veio correndo até a mim.

- Oi, princesa. – Peguei-a no colo. – Papai estava com saudades.

- Eu também tava – sorriu.

- Oi, Bree – virei-me para a babá da minha filha. – Se você quiser, pode ir.

- Claro, senhor Cullen. – Se levantou, parecendo não perceber que, mais uma vez, tinha me chamado de senhor Cullen. – Hmmm... Não conte para a Bella, mas acho melhor o senhor ligar para ela.

- Aconteceu algo? – indaguei, preocupado. Emily estava sentada aos meus pés, puxando sua mochila da Tinker Bell. Todos os dias eu a ajudava com seus deveres de casa.

- Ela ligou, disse que ia ficar até um pouco mais tarde no escritório e não estava com uma voz muito boa.

Será que ela estava com raiva de mim por causa de ontem?

- Eu vou ligar.

Assim que Bree saiu, puxei meu celular do bolso e disquei para Bella, enquanto passava alguns dos lápis de colorir que minha filha pedia.

- Edward? – A voz de Bella soou rouca do outro lado da linha. – Aconteceu algo?

- Bree disse que sua voz estava estranha... – comecei. – Fiquei preocupado.

- Ah, está tudo bem – disse. – Só estou um pouco gripada, acho... Uma virose ou algo assim.

- Tem certeza? – indaguei. – Quer que eu te busque?

- Não precisa. Daqui a pouco estou em casa.

- Certo – suspirei. – Qualquer coisa, me liga, por favor.

Desliguei o celular e voltei minha atenção para Emily, que continuava a colorir o seu dever de casa.

- Mas esse desenho está muito lindo, amor – sorri. – Que tal colorirmos o vestido dela de rosa?

- Não – disse. – Todo mundo vai colori de losa, quelo azul.

Sorri ainda mais.

- Então vamos colorir de rosa.

Os olhinhos verdes de Emily se concentraram no desenho, mas toda hora sua mãozinha esquerda ia para a testa, apenas para afastar a franja. Parecia estar incomodando.

- Espera aqui que o papai vai pegar alguma coisa para prender sua franja, ok?

Fui até seu quarto e peguei um grampinho colorido, voltando para a sala logo em seguida. Sentei-me diante da minha filha mais uma vez e coloquei sua franja para trás, prendendo.

Isso pareceu deixá-la mais confortável.

Sua mãozinha direita se fechava no lápis de cor azul, enquanto ela coloria o vestidinho da boneca do livro. Eu sorri, feliz, por estar fazendo algo com minha filha.

Eu simplesmente amava isso.

Uma hora depois Bella chegou, parecendo muito cansada. Ela abraçou Emily rapidamente, se afastando logo em seguida. Eu sabia que ela tinha medo que a filha adoecesse.

- Fica com ela enquanto tomo banho? – pediu, espirrando logo em seguida. – Preciso disso, porque meu corpo todo dói.

Aproximei-me dela e coloquei a mão em sua testa.

- Tome um banho mais frio – disse. – Você tem febre.

- Vou ficar bem, Edward.

Bella seguiu para o banho e eu fiquei com nossa filha. Preparei um chá para ela e peguei um remédio, deixando na cozinha. Quando ela saiu do quarto, avisei onde estava e ela apenas sorriu, agradecida.

Insisti em passar a noite ali, mesmo que fosse no sofá. E no dia seguinte, quando Bella insistiu em ir trabalhar, eu não deixei.

Liguei para o meu pai, pedindo que viesse vê-la, e arrumei Emily para ir para a escolinha. Deixei Bella só por alguns minutos enquanto levava minha filha e voltei logo em seguida, depois de avisar no escritório que naquele dia eu não ia.

Bella estava apenas gripada e com a garganta inflamada. Meu pai receitou um antibiótico – que eu mesmo fui buscar – e descanso. Bella insistia em dizer que estava bem, mas eu queria cuidar dela.

De verdade.

No quarto dia ela já estava bem melhor, então voltei para casa. Bella me ligou de madrugada implorando para que voltasse para a casa dela, porque Emily só queria dormir com o papai.

Isso me deixou ainda mais bobo.

Os dias foram passando, assim como as semanas.

Rose logo anunciou que em julho completaria três meses de gravidez. E em julho teve o aniversário de Emmett e logo depois de Alice.

Tudo parecia passar rápido demais.

Emily entrara de férias e Bree ficava com ela até eu ou Bella chegarmos do trabalho. Às vezes quando chegávamos encontrávamos minha mãe com ela. Alice, meu pai, o pai de Bella... Todos estavam lá sempre também.

Minha filha realmente tinha encantado todo mundo.

Agosto chegou voando e dessa vez, era aniversário do pai de Bella. Foi nesse dia que eu fiquei sabendo que o aniversário de Bella era no dia 13 de setembro.

E eu resolvi montar todo um plano para que pudesse pedir definitivamente perdão para Bella nesse dia.

Eu iria pedi-la em casamento também.

Nós tínhamos nos aproximado bastante. Às vezes nos beijávamos, mas nada mais que isso. Bella confessou para mim que as coisas agora pareciam mais fáceis, que ela estava conseguindo confiar um pouquinho em mim.

Talvez ela só precisasse de um tempo mesmo.

Eu contei meu plano para minha mãe, Rose e Alice.

E todas elas entraram em ação.

Eu realmente esperava que desse certo.

Bella POV.

Edward e eu tínhamos alguma coisa, embora esse eu não soubesse o que era. Nós nos beijávamos, mas era só. Não tínhamos algo definido. Eu não sabia como dizer a ele que queria tentar algo a mais, que queria que voltássemos a namorar.

Eu amava Edward cada vez mais.

Emily parecia crescer mais. A barriga de Rose começara a aparecer, mas o bebê não os deixava ver o sexo.

Todos estavam ansiosos para saber se seria uma menina ou um menino.

Meu aniversário também se aproximava. Por mim, não faríamos nada, mas todos estavam me enchendo tanto que decidi dar um jantar.

E seria na casa dos Cullen, já que lá era "maior"

Setembro chegou rapidamente – mais rápido do que eu esperava. Emily voltou a estudar, eu e Edward continuávamos com nosso relacionamento não definido.

Como eu poderia dizer para ele que queria tentar novamente? Ele simplesmente não pedia perdão mais, não mencionava mais nada.

E pensar que ele poderia ter desistido, mudado de ideia... me dava um aperto no coração.

- Bella!

Eu olhei assustada para Alice, enquanto escolhia uma roupa para usar naquela noite. Dia 13 de setembro chegara e a pedido de Esme, ela arrumaria Emily junto de Rose.

Como Alice entrara aqui?

- A porta estava aberta – revirou os olhos. – Trouxe o seu vestido!

Alice já estava vestida, um sorriso enorme no rosto.

- Você está bem linda – sorri para ela. – Não precisava trazer uma roupa...

- Claro que precisava – revirou os olhos novamente. – Vamos, vamos. Vou fazer sua maquiagem, te vestir e nós vamos ir para seu jantar!

Uma hora depois saíamos, assim que fiquei pronta. Eu ainda teimava em dizer que o vestido estava curto demais, mas Alice insistia em dizer que estava lindo e que não me deixaria mudar.

Ela deixara meus cabelos soltos, com cachos nas pontas, e minha maquiagem era clara. Acabou que eu gostei do resultado final.

Alice insistiu tanto que aceitei ir no seu carro. Então ela começou a seguir um caminho completamente diferente do que estava acostumada a passar quando ia para a casa dos seus pais.

- Alice... esse caminho não é o da casa de seus pais – disse, me sentindo confusa.

- Eu sei – sorriu. – Edward reservou um restaurante italiano que você gosta.

Eu senti o sorriso em meu rosto. Ele se lembrava, então, do nosso jantar?

- Por que ele não me contou? – indaguei.

- Ele queria fazer surpresa – deu de ombros, como se não fosse grande coisa.

Mas, para mim, era.

Esme foi a primeira pessoa que vi quando Alice estacionou em frente ao restaurante. Ela me envolveu em um abraço carinhoso e depositou um beijo no meu rosto.

- Seu presente está logo ali, querida – disse, me puxando para dentro. – Você está linda.

- Obrigada – corei. – Você também está.

Nós entramos no restaurante e eu até estranhei por ver somente minha família ali. Abri a boca para dizer algo, mas senti dois bracinhos me abraçando pelas pernas, o que me fez sorrir.

- Feliz aniversálio, mamãe. – Uma Emily totalmente linda disse, sorrindo para mim.

- Oh, meu amor. – Puxei-a para meus braços. – Você está linda.

Rose foi a próxima a me abraçar, sua pequena bolinha de cinco meses impedindo que nos abraçássemos totalmente. Depois dela vieram Emmett, meu pai, Jasper e Carlisle. Sue tinha viajado para a cidade dos filhos e me pedira mil desculpas, mas eu não me importei.

E então veio Edward.

Ele carregava aquele sorriso torto que me tirava o fôlego, vestido lindamente com jeans e uma blusa social, com as mangas enroladas até o cotovelo. Os cabelos bagunçados como sempre e os olhos com aquele brilho especial.

Ele realmente me amava.

Olhar para ele, naquele momento, me fez entender que eu já o perdoara completamente, que eu já confiava nele.

- Você está linda – sussurrou, para então me puxar para seus braços. – Feliz aniversário, amor.

Amor...

Ele não tinha desistido, então?

- Obrigada – sussurrei, corando feito uma adolescente. – Eu adorei o fato de você ter escolhido esse restaurante.

- Por nada – murmurou, se afastando um pouco e sorrindo. – Ele é só nosso essa noite.

- Você... – engoli em seco. – Você mandou fechar o restaurante?

- Claro – revirou os olhos. – Todo nosso.

Edward me acompanhou até a mesa e puxou uma cadeira para que eu sentasse, sentando-se ao meu lado em seguida. Emily logo chegou e foi meu pai que a colocou em uma cadeirinha mais alta ao lado de Edward.

Foi um ótimo jantar, regado de histórias minha de quando eu era criança e risadas de todos enquanto Charlie compartilhava minhas idas ao hospital.

No final da noite, pensei que todos nós iríamos embora, mas uma suave música começou a tocar e Edward me puxou para dançar.

- Mas Emily... – comecei, mas parei assim que a vi no colo do meu pai, enquanto ele rodopiava pela pista. – Deixa para lá.

Eu encostei minha cabeça no peito de Edward e deixei que a música fluísse, respirando fundo e sentindo seu cheiro gostoso. Apertei-me mais em seus braços e deixei que suas mãos apertassem ainda mais minha cintura.

- Você está maravilhosa essa noite – murmurou.

- Obrigada. – Levantei minha cabeça apenas para sorrir para ele. – Você também está.

Não muito depois todos partiram. E eu estranhei quando Esme insistiu para que Emily dormisse na sua casa.

- Eu a levo para a aula, não se preocupe – disse-me. – Ela tem roupas lá mesmo... E a mochila já está lá em casa.

- Bom... – mordi o lábio inferior. – Tudo bem.

Peguei todos os presentes que ganhara e me despedi de todos com um abraço, seguindo Edward logo em seguida até o carro.

- Vamos até o meu apartamento? – perguntou. – Tenho que pegar seu presente lá.

- Tudo bem – assenti, ainda confusa. – Mas não precisava me dar nada.

- Eu queria – deu de ombros. – E você também me deu.

- Mas teve o jantar, o restaurante... – comecei. – Ninguém me deixou pagar nada.

- Nem comece, senhorita – brincou. – Só relaxe e aproveita, ok?

Ainda estranhando tudo aquilo, somente assenti.

Não demorou muito e logo estávamos no prédio de Edward. Ele nos dirigiu até o elevador com um sorriso no rosto.

- Meus pés estão me matando – resmunguei. – Eu mato sua irmã.

Ele somente riu.

Edward me guiou até a porta de seu apartamento, buscando a chave em seu bolso. Ele a pegou e colocou a chave na porta, girando-a.

- Espero que goste da surpresa – disse, de repente nervoso.

E ele abriu a porta.

E nada poderia me preparar para aquilo.

O apartamento estava iluminado por milhares de velas e decorado por pétalas de rosa por todo o chão. Eu sorri para Edward, meus olhos de repente cheios de lágrima. Ele me fitou e sorriu também.

- Eu amei – sussurrei, com a voz embargada.

- Não acabou ainda – disse.

Ele se ajoelhou, então, fazendo tudo ao meu redor parar. Naquele momento, só existíamos nós dois.

- Eu sei que nos conhecemos há somente oito meses – começou – e que provavelmente eu estraguei tudo por ter me aproximado de você daquele jeito. Sei que vou demorar um pouco para confiar totalmente sua confiança e para que você me perdoe completamente, mas... – Ele colocou a mão no bolso e tirou um estojo pequeno de veludo. – Eu te quero, Bella, e sempre vou te querer. Hoje, amanhã e sempre. Eu prometo fazer o impossível para que sejamos felizes juntos, eu, você, nossa filha e todos os bebês que pudermos ter.

Eu solucei e só então percebi que chorava.

- Casa comigo? – pediu. – Se torne minha esposa e me faça o homem mais feliz do mundo?

Milhares de frases passaram por minha mente. Desde somente um sim, até gritos, pulos, abraços, seguidos por um discurso clichê e brega.

Mas naquele momento, Edward somente precisava de um...

- Sim – sussurrei. – Eu aceito me casar com você.

Ele colocou o anel de brilhantes no meu dedo, antes de se levantar e me tomar nos braços, envolvendo-me com um beijo carregado de sentimentos.

- E Edward? – sussurrei, separando-me minimamente dele. Ele me fitou, com um sorriso no rosto. – Eu já te perdoei...

Ele me beijou novamente, impedindo-me de continuar. Tornei a me separar dele e isso pareceu deixá-lo confuso. Somente sorri.

- E eu confio em você.

Ele abriu um lindo sorriso e me puxou para si novamente, começando a tirar meu vestido.

Naquele momento nada mais precisava ser dito. Naquele momento somente nos entregaríamos um ao outro. Ele me ergueu nos braços e me carregou até seu quarto, colocando-me suavemente na cama.

Onde nós dois nos tornamos um só.


N/A: Amanhã epílogo e fanfic nova, meninas (: Espero que gostem :33