Agradeço a todos os leitores desta fic! Fico super feliz por saber que cheguei a mais de 700 leitores nela! Apesar dos poucos reviews (mas os que me enviam me encantam!), a fic segue seu caminho! Sou uma exímia leitora de fic, e é claro que fico lisonjeada por saber que estão curtindo! Quero agradecer a todos pela presença! Gostaria que me mandassem reviews, pode ser em espanhol ou inglês, que eu respondo! Mas chega de papo e vamos ao cap de hoje!

Disclaimer: ********!Autora ficou off após ler o capítulo 448 e não encontrar a Kia nele ! Tite Kubo quando vai nos brindar com a ditosa presença da baixinha?


As pernas de Rukia balançavam de um lado pro outro. Percebi pelo seu olhar vago que não gostava muito de ir à clínica de psicoterapia de Ukitake-san, mas era necessário. Eu estava ali para acompanhá-la como estava fazendo a semana inteira. Sinceramente também não me agradava muito estar naquele local. Apesar dos quadros bem desenhados de paisagens, vasos ornamentados com flores de hastes longas e cores vivas, o sofá branco de couro macio e o belo tapete persa no meio da sala, aquele lugar ainda não era de meu agrado. Tentei puxar conversa com a baixinha para que esta melhorasse um pouco. Teríamos que aguardar meia hora, já que Ukitake ficou preso em um maldito engarrafamento da cidade.

- Oe Rukia! Não quer ler uma revista? – Tomei uma das que estavam dispostas na mesinha de centro ao meu lado. Estava sentado no sofá de frente a Rukia, que estava sentada na poltrona de mesma cor do sofá. Ela me olhou por baixo da franja e sem muita emoção pegou a revista de minha mão. Cada dia que passa me sinto mais tentado em conhecê-la. Aquele jeito organizado que ela tinha, seu sorriso raro, mas encantador que nunca confessaria a ninguém se me perguntassem, e seu olhar doce me encantava. Apesar de saber que só comecei a ajudá-la por causa da semelhança da dor que a pequena tinha com a minha, e também do sonho, agora o que mais queria era estar perto dela, apoiá-la e lhe mostrar que estava ali por ela. – "Mas que raios estou pensando? Se Byakuya me visse dessa maneira o mataria!"– Meditou observando a menina folhear com desdém a revista, era perceptível seu descontentamento com a demora de seu terapeuta.

- Hum! Quer sair pra comer alguma coisa? Tem uma lanchonete interessante do outro lado da rua, e o melhor é que poucas pessoas se encontram neste horário! O que acha? – Vi a cabeça da garota se levantar, em seu rosto percebia-se um pouco de confusão e medo, sabia que para ela era muito difícil permitir estranhos ao seu redor se aproximar. Um leve tremor de suas mãos me fez acreditar que tinha sido uma péssima ideia, mas a voz de Rukia tirou-me de meus pensamentos.

- Sim, ma-as tem cer-te-za que não terá nin-guém? – Fiquei surpreso com a reação dela, e feliz ao saber que comigo ela não tinha medo de enfrentar as pessoas.

- Claro pequena! Sentaremos à mesa dos fundos, assim mesmo que tenha mais clientes não nos perturbarão! – Sorri e ela me retribuiu com um singelo sorriso. Levantei-me e estendi minha mão para ajudá-la a se levantar. A pequena aceitou e nos dirigimos devagar até a saída. Sempre que entrávamos na clínica, era pelo estacionamento subterrâneo. Era do carro para a sala de espera, e da clínica para o carro. Rukia mal tinha contato com os atendentes ou pessoas que vinham para alguma consulta. Fiquei meditando no quão difícil deve ter sido para a baixinha ir à escola. Apesar de todas as manobras do diretor e da professora, não deveria ser fácil estar perto de tantas pessoas com o pavor que sentia. Mas já podia notar pequenas melhoras na amiga. Ela estava mais a vontade com os empregados da mansão, e conversava mais animadamente com o irmão. E o mais interessante de tudo, confiava em sua presença; com ele ela não evitava um contato maior, como andar de mãos dadas, ou abraçar e até mesmo um beijo na testa que ele deu na despedida há dois dias, não a afastou dele. Sentia que ganhava cada vez mais a confiança da pequena, e por isso ela lutava para corresponder tentando se aproximar de outras pessoas.

- O que gostariam de pedir? – A mulher falou docemente para nós. Estávamos na última mesinha que ficava ao fundo da lanchonete. A primeira vista o lugar era simples, mas era acolhedor. Sempre lanchava ali quando passeava pelo centro com minhas irmãs. As garçonetes se vestiam com saias curtas frisadas de cor azul, uma blusinha branca colada ao corpo com um laço borboleta vermelho preso ao pescoço; parecia um uniforme de fundamental, mas muitos gostavam do lugar exatamente por isso.

- Gostaria de batatas fritas, um copo de Coca-Cola e um hambúrguer! E pra baixinha aqui, um suco natural de abacaxi e um lanche natural de peru! – Apontei para Rukia que estava meio escondida ao meu lado, quem nos visse diriam que éramos um casal muito apaixonado, já que a pequena estava agarrada ao meu braço de cabeça baixa encostada no meu ombro.

- Claro! Já lhes trago! – A garçonete saiu com um sorriso bobo no rosto. Acho que ela gostou de mim. Balancei a cabeça numa negativa, e virei para Rukia que seguia do mesmo jeito sem se mexer.

-Baixinha? Tudo bem com você? – Ela levantou a cabeça e acabamos nos encarando por um tempo. Sempre me perco naqueles olhos que nunca saberei se são azuis ou violetas. Ela abriu um sorriso lindo que me libertou da preocupação. Ela estava bem afinal. Começamos a conversar sobre temas variados para esperar o nosso pedido. Estar ao lado dela era como se o tempo parasse, e nada mais importasse.


O tiroteio corria solto. Grimm já estava do outro lado da parede com as roupas no lugar! Xingava tudo quanto é palavrão para que seus colegas saíssem logo dali! A saída de emergência estava ao seu lado esquerdo, mas tinha que sair da proteção do murinho em que se encontrava para passar por ela. Shunsui continuava descarregando as balas, mas agora estava perto de Nanao para tentar desamarrá-la. A garota estava desmaiada, e não estava inteirada da realidade a sua volta, por dentro um ódio era crescente, ale da dor que sentia.

Hirako avança com uma pistola automática na mão e dispara em Luppi, que ao ser atingido é lançado contra a parede, deixando uma mancha espessa de sangue nela. Ulquiorra sequer se voltou para ver se o companheiro estava vivo, somente se esgueirou até Grimm, e sem esperar mais correm em direção ao carro que estava estacionado próximo ao galpão. Ainda trocaram alguns tiros, mas conseguiram arrancar com o carro a toda velocidade, cantando pneus e recebendo alguns tiros na lataria pela arma de Shinji. Este pronuncia alguns impropérios e retorna para ajudar o amigo a retirar Nanao da parede.

- Temos que levá-la a um hospital o mais rápido que pudermos! – Kyuraku sustentava a jovem cobrindo-a com seu sobretudo.

- Ok, mas como iremos explicar sobre seu braço, o estupro e aquele cara caído? Vão achar que somos ladrões ou qualquer coisa do tipo! – Hirako apontava o corpo inerte do rapazinho responsável pelo sequestro de Ise.

- Não temos escolha! Diremos que fomos sequestrados os três, e que infelizmente um dos crápulas do grupo estuprou nossa amiga, e não resistimos e lutamos contra eles! Sei Shinji, qualquer coisa, mas precisamos ajudar Nanao-chan agora! – Levantou-se com cuidado para não derrubar a garota, pois apesar de tudo seu braço estava muito dolorido com o ferimento a bala que recebeu. Sem mais comentários, Shinji toma Luppi pelo ombro e o arrasta até a porta em que entraram. Não era desejo seu ajudar um inimigo, mas se este morresse não conseguiriam informações preciosas. Levaram ambos à caminhonete que estava parada no meio da rua, já que não tiveram tempo nem cabeça para fazê-lo. E uma lembrança atinou Hirako.

- Já sei, podemos levá-los a clínica de Kurosaki-san! Assim evitaremos problemas maiores, e de quebra ajudamos esses dois! O que acha? – Esperou a resposta do mais velho. Sabia que Ichigo odiava que envolvessem sua família nisso, mas no momento era a única solução.

- Sim! Não temos tempo de conseguir algo melhor! Vamos logo então! – Sentou-se na cabine junto à garota, e o loiro sentou-se a direção e sem mais comentários acelerou a caminhonete em direção à cidade.


- Otou-san!Precisamos de duas macas, urgente! Temos dois feridos, um a bala e outra por... Pelo que mesmo senhor? – Yuzu questionou com dúvida Shunsui que carregava Nanao nos braços. Este não lhe respondeu e rapidamente colocou a garota na maca que traziam Karin e Kurosaki, que desempenhava seu papel profissional.

- Deixemos os questionamentos depois do atendimento Yuzu! Karin ligue para o hospital de Ishida e peça ajuda, iremos precisar de anestesista e um enfermeiro para realizar a cirurgia de extração do projétil. Yuzu prepare o centro cirúrgico! – Encaminhou Luppi que era trazido logo atrás por Hirako, levando-o até a sala de CTI da clínica. Nanao foi levada em seguida a uma sala de pronto atendimento que ficava ao lado da CTI. Vestiram-na com o avental azul claro, e Ishin ministrou alguns medicamentos em um soro que preparou para a moça.

- Quanto a você meu senhor, venha para que a Karin te faça um curativo rápido! Karin depois venha desinfetar e fazer o curativo para este paciente! Disse que são amigos de meu filho? Qual seu nome? – Ishin parou de repente para sanar sua dúvida.

- Shunsui Kyuraku, e este é Hirako Shinji! Sou professor de Filosofia de seu garoto, e aquela moça é minha aluna da Faculdade de Tókio! O outro... É um colega de sala deste aqui! –Hesitou, mas não poderia contar tudo ao pai de Ichigo.


- Ufa, finalmente! Que dia cheio! Agora podemos ver aquele filme que aluguei! Tem certeza que seu irmão não vai se zangar se eu ficar até tarde em sua casa? – Perguntou com um sorriso divertido em seus lábios. Ichigo adorava desafiar meu nii-sama, sentia isso quando ele falava dele. Assenti com um meneio. A tarde estava quase terminando, e o dia foi maravilhoso pra mim. Consegui comer lanche em um lugar diferente de casa, recebi os parabéns de Ukitake-san pelo meu progresso, e agora vou assistir com ele um filme que estava curiosa em assistir. Estar com Ichigo era realmente incrível. Tudo desaparecia ao meu redor.

O telefone dele tocou. E ele me pediu para esperar um pouco, estávamos na minha sala de vídeo nos preparando para a sessão de filme. Pelo rosto dele não foi uma boa notícia que recebeu. Ouvi-o xingar um palavrão baixinho e desligar com indelicadeza. E de cabeça baixa veio até mim.

- Rukia, teremos que deixar pra assistir juntos outro dia! Aconteceu um problema que preciso resolver! – Fiquei preocupada por ele não olhar em meus olhos.

- Algum acidente? – Deduzi pela expressão cabisbaixa dele. Mas ele negou com a cabeça.

- Não precisa se preocupar baixinha, já está tudo resolvido! Só tenho que averiguar algo e acompanhar alguns amigos na clínica de meu pai! Mas prometo que amanhã após minhas aulas, venho o mais rápido que puder, assim poderemos recuperar o tempo perdido hoje! Tudo bem? – Voltou a sorrir e agora nossos olhares se encontraram. Fiquei mais calma, e sem esperar o abracei com força. Abraçá-lo estava se tornando um hábito pra mim. Sinto-me melhor quando ele o faz, e pensei que ele se sentiria bem se o fizesse também. Ele correspondeu meu abraço, e me enlaçou pela cintura.

- Vai ficar tudo bem sozinha? – Sussurrou acima de minha cabeça, já que a dele estava em cima da minha, mas não pesava, estava encostada com delicadeza.

- Sim! Tome cuidado! – Fiquei um pouco envergonhada, pois parecíamos um casal que se despedia para um longo período sem se ver. Ele beijou minha testa com delicadeza. Olhou novamente em meus olhos e se despediu correndo até a porta da frente. De lá me disse que voltaria amanhã sem falta. Não o acompanhei como sempre faço, até o portão principal. Deixei me recostar no grande sofá marrom da sala. Senti minhas bochechas queimarem e um sorriso bobo brotar de meus lábios. Meu coração estava disparado, mas não era de medo, e sim de um sentimento novo pra mim. Algo que nunca havia sentido por ninguém antes. Ichigo com certeza mudou meu mundo de alguma forma que não consigo explicar.


É isso aí galerinha! Mais um capítulo de coração pra vocês! Tenham todos uma boa semana! Um grande abraço aos meus leitores de Portugal, Indonésia, EUA, Alemanha e claro Brasil! Aqueles que não me lembro do nome também!*minha memória é péssima!*

JJ