Ohayo mina-san! Estou mandando este novo capítulo! Não ficou bem como eu queria, mas minha gripe não está me permitindo pensar direito! Portanto, perdoem os erros, que assim que melhorar vou revisá-lo novamente! Espero que curtam, pois vem fogo por aí!
Nos vemos lá embaixo!
- OhayouKei! O que devo a honra de ter o líder Jaegerjaquez ligando para meu humilde apartamento? – Como sempre Emmy trata com desrespeito o velho avô de seu filho. Apesar de instalada em um flat no centro da cidade, ela não se submetia aos costumes ultrapassados, como ela os considera, quando está sozinha com o sogro.
- Por Kami-dono Emmy! Já disse para não me chamar pelo primeiro nome, isso é desrespeitoso, e sabe disso! Mas enfim, deixemos nossa briguinha sem sentido! Preciso de sua ajuda! Estou promovendo uma festa de aniversário para apresentar Grimmjow à sociedade, já que está ganhando a maioridade que lhe ofereci! E preciso que me ajude a convencer uma garota a ir à festa! Alô? Emmy? – Devido o silêncio da loira do outro lado da linha, Jaegerjaquez questionou se estava sendo ouvido.
- Estou ouvindo Kei! Mas não compreendo onde posso te ajudar, e mais quem é essa garota que não quer ver meu Grimm? Qualquer garota saudável e de bom gosto cai em seus encantos; não vejo necessidade de se preocupar com uma que não tem noção de um bom partido! – Empertigou-se na cadeira para proteger o amado filho. Desde que viera ao Japão, não conseguia se encontrar com muita frequência com o filho, uma condição imposta pelo sogro para que Grimm pudesse aderir aos costumes nipônicos, já que ela não fazia a mínima questão de aprendê-los. Mas conversava diariamente com o filho por telefone, e se envaidecia pela boa fama do filho quanto às pessoas do sexo oposto ao do rapaz. Sabia o quão desejado era o rapaz, e ainda tinha notas superiores aos filhos engomadinhos dos executivos que frequentavam a mesma escola que o filho. Se Grimm reprovou algumas provas para ingressar na faculdade, era pura e simplesmente porque não queria entrar no curso de direito como o avô o exigia.
- Essa menina é especial por dois fatos: ela é uma Kuchiki e também sofre de uma doença psíquica, a síndrome do pânico, de nível crônico! E como sei que você se interessa por essas coisas, pensei que pudesse se aproximar da jovem e convencê-la a participar da festa! Tenho certeza que ela será muito importante para a carreira de seu filho! – Jogou as cartas na mesa, agora só restava que a jovem mãe lhe apoiasse.
- Hum! Interessante! Ela possui algum sintoma que a faça se distanciar da sociedade? –Emmy enrolou o fio do telefone nos finos dedos. Havia se formado em psiquiatria, e só exercera a profissão quando se assentou no Japão.
- Sim! Faz mais ou menos cinco anos que não participa de eventos onde contenham muita gente! Kuchiki-sama não me explicou bem o que aconteceu para isso acontecer, mas pelo pouco que sei foi depois da morte da mulher, que era irmã da menina! –Aguardou o apoio já que percebeu que sua nora mordeu a isca.
- Então eu irei! Parece divertido! Creio que ela ainda não conheceu meu filho pessoalmente, certo? – Emmy tinha plena confiança que se a menina o tivesse conhecido, não haveria necessidade de sua intervenção. Grimm era venerado pela mãe, mesmo sabendo das péssimas atitudes que o rapaz possuía.
- Não! Eles nunca se encontraram! É por isso que digo que precisamos intervir nesse encontro, pois tenho certeza que será positivo para ambos os lados, disso eu tenho certeza! – O triunfo em sua voz fez surgir uma risada sarcástica da nora no outro lado da linha, que o desconcertou um pouco.
- Disso eu tenho certeza Kei! Ela não perderá nada se tornando a boa esposa de meu filho! – Finalizou com louvor. Emmy detestava não dar a última palavra, sempre gostava de estar no controle. Aprendeu muito com seu amigo Aizen. Agora compreendia que era necessário manipular algumas coisas ou mesmo pessoas para se conseguir o que quer. E o que ela mais queria era ver seu filho brilhar.
Um misto de dor e aperto sobrevém ao meu baixo ventre e por minhas pernas. Senti um repúdio de meu próprio corpo. O ódio era crescente dentro de mim a cada lembrança do dia anterior. Apesar das palavras de consolo de meus amigos, até mesmo Ichigo-san me confortou com um sorriso triste quando veio me visitar a noite, mas nada em absoluto me faz arrancar essa dor e esse ódio que me envolve completamente.
- Fraca! Idiota! Por que não lutou? Por que não o mordeu? Você é um lixo Ise Nanao! –Sussurrei com vontade de chorar, pois era exatamente isso que se passava em minha mente. Sempre fui conhecida como a "garota puritana" de minha faculdade, pois não me envolvia em relacionamentos amorosos que tentasse me levar pra cama. Não era por medo ou algum tipo de dogma religioso que me mantinha assim. Meu maior desejo era me entregar ao homem por quem eu realmente estivesse apaixonada. Não queria relações casuais, queria amor.
- Amor? Ah, até parece! Acorda Nanao, agora você só é mais uma garota que teve seus sonhos infantis arrancados por aquele... Monstro belicoso! – Gritei de angústia enquanto ouvi a porta de meu quarto se abrir e entrar uma menina loirinha com preocupação nos olhos. Com certeza esta menina não fizesse ideia do que eu estou passando. Ela afagou meus cabelos e com disciplina e silêncio resoluto trocou minha bolsa de soro. Sussurrou um "Vai ficar tudo bem agora" e saiu sem me olhar nos olhos. Lágrimas rolavam em meu rosto. Em minha mente analisava como informaria minha família sobre tudo o que aconteceu. Seria motivo de desonra em minha casa. De vergonha e pena para meus amigos. Minha ira só aumentou, mas senti meus sentidos enfraquecerem. Tinha certeza de que havia algum calmante nessa solução para me fazer dormir novamente. Não os culpava, sabia que Kurosaki-san era um bom médico e cuidaria de mim. Agradeci mentalmente por Sunshui e Hirako. A Ichigo-san pela preocupação, mas confesso que não desejo mais acordar.
- Vocês são idiotas ou o quê? – Gritou Tousen se achando o dono da paróquia. Quem ele pensa que é pra se dirigir assim comigo? Esfreguei com força meus cabelos. Estávamos no apartamento daquele ser desprezível, que achava que mandava em todos só porque Aizen lhe confiava alguns assuntos.
- Pare de gritar que nem uma mulherzinha Tousen! Já entendemos o que quer dizer! Fui muito ingênuo ao achar que aquele idiota do Luppi tinha tudo sobre controle! – Era óbvio que a culpa era daquele moribundo que certamente estava morto há essas horas.
- O que temos que descobrir agora é quais serão as consequências deste fracasso! Talvez seja necessário eu e Grimm sair de ação por um tempo! Nunca deixamos uma vítima sair com vida exatamente para não cair nossos disfarces! – Ulquiorra nos falou o obvio. E tudo aquilo estava me irritando ainda mais. Não conseguia entender porque esses japonesinhos são tão covardes. Por mim tanto faz, contanto que o velho não me tire à gorda mesada que recebia, podia olhar nos olhos daquela gracinha e negar com a maior cara de pau que não fui eu quem cometeu o estupro. Quem iria acreditar em uma garota daquela estirpe? Afinal, hoje tenho um sobrenome forte em que posso me valer. Sorri ante o fato o que irritou meu camarada de trancinhas estranhas.
- Grimm, não vejo porque está sorrindo! Pode colocar os planos de Aizen-sama a perder por seus hormônios desenfreados! Não se esqueça de que você é necessário para abordagem da pequena Kuchiki-san! O que acha que esta família irá pensar se houver um escândalo dessa magnitude? Você pode até ser preso! Já pensou nisso? – Sinceramente estou morrendo de vontade de socar a cara desse "almofadinha". É claro que sei o que pode acontecer, mas duvido muito que isso vá à tona. Afinal uma mulher que se preze jamais vai se expor a tamanha mostra de vergonha para conseguir prender por pouco tempo alguém do nível dele. Só dificultaria um possível casamento ou até mesmo um emprego, afinal neste país o respeito que as pessoas possuem se deve mais as suas aparências que qualquer outra coisa. Não estar nos conformes exigidos por eles era morte certa nesta sociedade dura.
- Você sabe que ela não vai falar nada Tousen! Para o próprio bem dela! Não tenho porque me esconder como um idiota covarde! Sei dar conta de minhas falhas! – Gritei furioso! Tousen e Ulquiorra se entreolharam e decidiram me expor o plano mais ridículo que ouvi na minha vida. Nem morto me submeteria a isso, tenho meu próprio orgulho.
- Nii-sama mandou me chamar? – Rukia se abaixa em um cumprimento de respeito a seu irmão mais velho que estava sentando na almofada ao lado do pequeno oratório que continha no centro à foto de Hisana cercado de incenso e orquídeas roxas.
- Sim! Teremos convidados em nosso jantar daqui a dois dias! Acredita que possa estar presente a mesa dessa vez? Não quero forçá-la a nada, mas isso poderia ser considerado um teste ao seu tratamento! – Falou com voz fria ainda de costas. Não queria ver o rosto de sua irmã. Sabia o espanto que se formara em sua pequenina face. Mas tinha que instigá-la a sair de seu problema. Não foi exatamente isso o que o moleque de cabelos rebeldes lhe jogou na cara no dia da crise de Rukia? Só a menção de seu nome na mente já crispava as mãos de raiva. Mas não poderia negar os benefícios que aquele garoto fez a sua jovem irmã.
- E-u nã-o sei se-se posso nii-sama! – Rukia gaguejou como sempre fazia ao estar nervosa. Saber que teriam visitas estranhas fazia seu corpo tremer involuntariamente. Não estava pronta ainda. Não sozinha. E como se Byakuya conseguisse ler sua mente pronunciou.
- Penso em convidar Kurosaki para nos acompanhar! Assim não creio que fique tão nervosa! – Fez um esforço incrível para não conter as próprias palavras. Mas sabia que Rukia ainda não estava pronta para eventos simples como esse sem a ajuda de seu amigo.
- Ichi-go vem jantar conosco? Então... – Encolheu os ombros e continuou sem terminar a frase anterior – Quem virá nesse jantar? – Surpreendeu Byakuya sua forma ocasional de tratar o assunto que achava que jamais conseguiria tratar com a irmã. Mas se conteve para não demonstrar sua alegria pela reação positiva da menina.
- A família Jaegerjaquez! O senhor Jaegerjaquez Kei e a senhora Löhnhoff Emmy, sua nora! Parece-me que o filho dela completou dezoito anos e recebeu a maioridade através de pedido do avô, então pretendem dar uma festa ao rapaz, e tentaram persuadi-la a ir! Mas já os avisei que se você não se sentir a vontade com isso, eles terão que dar o assunto por encerrado! – Virou-se para a jovem que agora o observava embaixo da franja que teimava ficar na frente de sua testa. Ela era a cópia de Hisana, e isso o fazia sofrer mais em seu silencio.
- E... Ichigo poderá ir também? – A vontade de sua voz estava mostrando o grande progresso que a menina estava conseguindo.
- Hum! Não creio que esse evento seja para pessoas como ele... Mas se isso a fará se sentir melhor? – Cerrou o punho com força. Ele mais do que ninguém queria a felicidade da irmã, e sabia que um bom casamento com uma família de nome lhe faria bem. Rukia era linda, jovem, inteligente e acima de tudo uma Kuchiki, e ele como líder precisava se preocupar com esses arranjos.
- Então vou falar com ele! Quando vai ser? – A garota esqueceu completamente seus medos e mostrava a alegria irradiando de seus belos olhos azuis-violetas.
- Neste sábado! E pelo visto já posso pedir que preparem seu vestido e joias já que me mostrou que vai querer estar na festa! – Estava visivelmente irritado com a alegria da irmã. Ele passou cinco anos tentando fazê-la visitar o avô, e ela sequer lhe permitia chegar perto, mas com esse garoto ela se entregava facilmente sem questionar. Talvez estivesse com ciúmes? Nunca, um Kuchiki como ele jamais sentiria este tipo de fraqueza. Quando Rukia estivesse completamente curada colocaria o moleque pra correr. Ao pensar isso um pequeno sorriso escapou de seus lábios.
- Não tem problema, tem? – Agora vacilava, nunca havia visto aquele tipo de reação de seu irmão mais velho.
- Claro! Se nossos convidados o permitirem! – Lembrou-se desnecessariamente Byakuya, já que sabia o valor de seu próprio sobrenome.
- Se eles não permitirem, eu não irei! – Rukia se levanta, saúda rapidamente o irmão e sai correndo até seu quarto. Definitivamente estava agindo como uma adolescente normal. O que tirou um suspiro longo de seu irmão mais velho.
- Ora, afinal o que aquele fedelho tem que eu não tenho? Como conseguiu fazer isso a nossa irmã Hisana-san? – Virou-se delicadamente e com olhos ternos a imagem de sua falecida esposa.
- Mas que porr... – Estava contrariado, irritado e acima de tudo atado com o que aconteceu a Ise-san. Como eles não puderam salvá-la a tempo daquele canalha lhe por as mãos? Imaginou que teria perseguido até os confins do mundo se isso estivesse acontecendo a Rukia.
- Rukia! – Isso nunca iria acontecer. Nem que fosse preciso enfrentar um inferno para protegê-la, jamais permitiria que alguém tocasse aquele rosto angélico, aquela pele nívea e macia. Puniu-se mentalmente por pensar essas coisas sendo que uma grande amiga precisava de toda ajuda possível agora. Não conseguia nem imaginar o que se passava na mente de Nanao. Sentiu seu celular vibrar embaixo de si. Estava relaxado na cama já que não conseguiu dormir aquela manhã. Não iria a aula, de qualquer forma já deveria estar na quarta aula do dia. Havia passado a noite toda vasculhando a região onde Shunsui e Hirako encontraram Nanao, mas sem pistas ou êxito. Agora tinha que aguardar o canalha que estava internado na clínica do pai, para arrancar as informações necessárias e acabar com esses monstros. Pegou o celular com preguiça, ainda estava cansado e irritado com tudo isso, e como se Kami-samao estivesse ouvido, lhe presenteou com a voz que seu corpo mais ansiava.
- Yo baixinha! Ficou com tanta saudade que não suportou esperar eu chegar? – Ouviu a voz irritada da garota que gaguejava um "Des-cul-pe se te atra-palhei" ficar desconcertada ante sua risada por tamanha surpresa do dia.
- Liga não! Não estou na aula! E só não fui a sua casa, pois pensei que me depararia com o seu cão de guarda! – Referia-se a Byakuya, e como a menina sabia, surpreendeu-se ao ouvir ela o chamar de "Laranja rebelde, pois devia ter respeito com nii-sama", e outras coisas que não prestou atenção. Estava maravilhado com a mudança de comportamento da menina. Ela estava com a fala firme e nervosa como qualquer garota normal.
- Ok, ok! Mas, me diz posso ir aí agora? Seu irmão e os capangas dele não vão me matar se eu for umas três horas mais cedo que o previsto? – Ouviu um soprar daqueles lábios que começou a surgir em sua imaginação. Esperou como ela pediu, e ouviu seus passos apressados se distanciar. Levaram-se uns quatro minutos até poder ouvir novamente sua voz. E a resposta afirmativa fez seu coração bater mais rápido. Estava parecendo um desses caras que não tem mais nada para fazer no dia, mas por Rukia todo e qualquer outro assunto se tornava irrelevante.
- Então estarei aí em meia hora! Te vejo daqui a pouco! – Esperou a despedida cálida da menina que já habitava seu subconsciente e seus sonhos. Saiu rapidamente da cama e se vestiu com uma camiseta apertada laranja com a imagem de uma banda de rock que curtia, calça quase colada ao seu corpo de cor marrom ferrugem e calçou o tênis de cano alto que gostava de usar. Pegou seu mp3 com fones de ouvidos grandes, esfregou o cabelo laranja desarrumando um pouco mais sua rebeldia natural, passou um perfume cítrico forte, e sem mais levou a carteira e correu para não se submeter ao encontro diário de seu pai, já que este não pôde acordá-lo escandalosamente como sempre fazia.
- Agora você parece um bobo apaixonado! – Sussurrou para si quando corria a rua para pegar o metrô para ir à casa de Rukia. Não negaria mais a si mesmo o que estava sentindo. Estava apaixonado, e faria qualquer coisa pelo sorriso de sua pequena amiga.
Foi dada a largada! Será que acontecerá esse encontro com Grimm? Como Kia irá reagir frente a ele? O que Ichi vai fazer quando vê-lo? O que a mãe de Grimm vai poder ajudar? Essa ficou parecendo novela mexicana! kkkkkkkkk! Não esqueçam os reviews, beleza? Senão vou ficar mais doentinha e não vou conseguir postar semana que vem! kkkkkkkk
Grande beijo a todos e nos vemos semana que vem!
JJ
