Guten Tag a todos! Mais um capítulo fresquinho! Espero que curtam! Um abraço apertado a todos! Boa leitura
Disclaimer: Bleach não é meu, mas se fosse seria diferente, muuuuuiiiito diferente! - Pensamento: grande coisa, o sensei Tite Kube é o melhor!
Olhava-se no espelho desconfiado com o que via, e porque não dizer descontente? Já tinha aquela imagem desde pequeno, nunca havia mudado nada em si por achar-se suficientemente bonito e forte com o que tinha. Mas Tousen e Ulquiorra tinham que se meter em sua vida, e pelo que? Uma garota que sequer avisou a policia apesar de já ter passado três dias do acontecido. Era impune, e sabia disso. Olhou resoluto o quadro que tinha na pia de mármore branco do banheiro de sua suíte. Sua mãe sorria com ele ainda garotinho no colo, esboçando uma careta, pois odiava tirar fotos, mesmo sendo com sua querida mãe. Atrás de ambos podia ser visto a cidade de Kreuzberg com seu tom azulado e pitoresco das cidades alemãs. Sua cidade natal, e de seu renascimento, pois considerava assim seu tempo de vida na gang.
Esfregou a toalha nos cabelos e secou algumas gotas deixadas nas costas do recém-banho que havia tomado. Estava com uma toalha presa na cintura com o torso nu, expondo a pequena tatuagem de tigre de tom azul pouco acima de sua nádega esquerda. Um presente que deu a si mesmo assim que chegou ao Japão, não se importando com as queixas do avo e seus empregados. Quanto à mãe, tinha total apoio, já que a mesma não encontrava nenhuma razão negativa para não permiti-lo, Emmy era muito liberal com o filho, e isso era o que mais gostava nela.
Dirigiu-se ate a mesinha próxima à cama e tomou o celular. Discou os números que conhecia de cor, aguardou e se sentiu aliviado ao ouvir a suave voz da mãe do outro lado. Sempre que ligavam conversavam em alemão, uma forma que encontraram de manter a saudade da pátria controlada, além de não perder o vinculo materno que tanto apreciava.
- Guten Tag mutter! Não me ligou ontem, aconteceu algum problema? Ou será que já não se importa em conversar com seu único filho? – Ouviu uma risada divertida do outro lado. A mãe afirmou que ele estava ficando mimado demais, já que não suportava ficar nem um dia sem falar com ela. E esclareceu que havia saído para comprar uma roupa de gala para um jantar que teria hoje na casa de um cliente importante do avo. O que fez Grimm reagir de forma conhecida pela mãe.
- O que aquele velho pervertido pensa que a senhora é? Não é nenhuma dama de companhia!Já falei a ele que se voltasse a te fazer este tipo de coisas eu o mataria! – Gritou sentando na cama e jogando longe a toalha. Para Grimm poderia aceitar qualquer coisa, menos que se aproveitassem da mãe. Não era a toa que a jovem mãe era obrigada a se relacionar as escondidas, e por isso nunca ficou mais de alguns meses com alguém. Acalmou-se quando a ouviu cantarolar que já estava com ciúmes bobos, pois só existia um homem na vida dela, e o nome dele era Grimmjow. Um lindo rapaz de cabelos azuis e olhos intensos. Frente isso Grimm franziu o cenho e respondeu.
- Quanto a isso mãe! Tenho uma novidade, pelo menos por um tempo! – Grimm se deitou e começou a falar mais baixo com os olhos fechados. Diante da surpresa da mãe, ele esboçou um sorriso calmo e continuaram a conversa sem importar mais nada ao redor.
- Ichigo não podemos deixar estar dessa forma! Nanao-chan precisa procurar as autoridades. Pense em quantas mulheres podem ser salvas se ela entregar a policia um retrato falado do criminoso? Não compreendo a relutância dela e pior o de você não incentivá-la a mudar de idéia? – Ishin estava furioso com o primogênito. Ise estava internada na clinica, apesar de não precisar mais, ainda se negava a sair do lugar com medo de enfrentar a família. Implorou para Ishin para que ele mentisse aos pais dela, informando que havia sofrido um acidente, mas que já estava bem e só precisava descansar um pouco. O que deixou o médico atormentado, principalmente sabendo que os pais da moça não se encontravam na cidade, pois estavam de viagem de aniversario de casamento.
- Pai eu já conversei com ela! Nanao-chan não quer falar sobre isso!Eu não vou forçá-la a fazer algo que não queira! – Ichigo estava nervoso, mas não podia jogar na cara do pai que já estava procurando o canalha, e quando o encontrasse lhe arrancaria a cabeça, se conseguisse chegar antes de seus amigos, já que todos se moveram para procurar o rapaz de cabelo azul. Não estava desesperado, pois sabia da força que a miga tinha. Ela saberia se cuidar sozinha.
- Certo! Mas se os pais de Nanao me pedirem mais detalhes não irei negá-los, sei que ela já é maior de idade, mas não vou deixar meu profissionalismo de lado! Ela precisa de apoio psicológico e principalmente da família! Vai ter que conviver com isso se quiser seguir em frente! – Ishin saiu da sala, deixando o ruivo pensativo. Meneando a cabeça ele suspira e se prepara mentalmente para entrar no quarto onde a amiga pousava. Abriu a porta e a encontrou deitada lendo um livro. Sua aparência era triste, nem parecia à linda e competente garota que conhecia. Aproximou-se devagar e sentou-se na cadeira ao lado da cama.
- Bom dia Ise! Como esta hoje? – Viu a morena olhar por sobre a lente dos óculos sem vontade nenhuma de responder. Ela hesitou um pouco, mas respondeu.
- Olá Ichi! Estou bem sim! Já disse que não é necessário vir me visitar todo dia!Vou ficar bem logo, só estou esperando meus pais retornarem da viagem para que eu possa esclarecer o que realmente aconteceu! Não quero ver o rosto de meus empregados, fazendo perguntas desnecessárias! - Ise largou o livro e segurou a mão que o ruivo lhe oferecia. Apesar de ser quatro anos mais velha que Ichigo, ela se sentia protegida perto dele. E sem perceber deixou a cabeça pousar no peito do rapaz, ele abraçou a morena com carinho. Pra ele ela era como uma irmã mais velha, apesar de no ano anterior se relacionarem mais como namorados, com um ou outro beijo, mas nada duradouro já que perceberam os sentimentos fraternos que possuíam, terminando o namoro e mantendo uma amizade intensa.
- Não fica assim Ise! Sabe que não fico feliz em vê-la assim! Vou acabar com o cretino que te fez isso! Os meninos já estão procurando Ulquiorra, já que é o único que conhecemos a identidade, mas o canalha não foi mais a universidade! Mas ele não poderá se esconder a vida toda! Quanto ao tal Luppi que falou, logo ele sai do efeito anestésico e poderemos arrancar tudo o que ele sabe do ordinário que te fez isso! Nunca o perdoarei, nunca! – Apertou mais Nanao contra si. Seu ódio era refletido em seus olhos que a moca não fez questão de olhar.
- Pelo menos temos algo bom nesse meio tempo, não Ichi? Esses dias percebi um sorriso bobo em sua cara! Com certeza é obra da menina doentinha, não? – Nanao se desfez do abraço e olhou com um sorriso o rosto do ruivo, que corou como um morango a sua frente.
- Ora, não é nada disso! É só que, bem não tem nada a ver! Será que a gente não pode nem sorrir um pouco! Ora reclamam que eu só vivo de cenho franzido, e quando pretendo mudar um pouco para te fazer te sentir melhor, e é isso que recebo? – Cruzou os braços em seu peito e virou o rosto com a cara irritada.
- Oh claro! Pra me fazer sentir melhor! Já mentiu melhor antes, Kurosaki-san! Mas conta o que tem feito esses dois dias que estou por fora! – Um brilho surgiu em seus olhos. Nanao era sua confidente, não tinha nada que um não soubesse do outro, herança do relacionamento que tiveram.
- Hunf! Nada de mais! Só que a Rukia está cada dia melhor! Hoje mesmo teremos um jantar com um dos colegas de Byakuya! Ela me disse que se eu não fosse com ela, não iria a esse jantar!E como se não bastasse, teremos uma festa neste sábado!Aniversario do neto do cara que vem hoje! – Respondeu sem olhar para Ise, não queria que ela o visse com a cara abobalhada que fazia quando se lembrava de Rukia.
- Mas... Já rolou algum beijo entre vocês? – Mais uma vez atiçou o amigo, pois sabia que o sentimento que o ruivo tinha parecia ter crescido muito em relação à dita garota que só conhecia pelos relatos do amigo. E em conseqüência sentia o distanciamento entre ambos. Nada que já não suportasse, mas sabia que o amigo estava muito apaixonado.
- O-o que? Claro que não Ise! Está maluca? Não somos namorados, só amigos e nada mais! – Baixou a cabeça e pegou o livro para logo se levantar e guardá-lo na mesa que tinha perto da porta, uma desculpa para escapar dos olhos da morena, já que nunca conseguia esconder seus sentimentos para ela.
- Como não? Nós não fizemos isso e muito mais, e pelo que me lembro éramos amigos! Como você e Rukia agora! Vamos Ichi vai esperar que outro faça isso por você? – Esperou a resposta com uma expressão divertida arrumando os óculos no rosto, um vício que adquiriu assim que os conseguiu.
- Não vem ao caso! Rukia precisa de todo o cuidado possível nas aproximações! Imagina se eu me descontrolasse e a beijasse assim do nada? Qual seria a reação dela? Nem quero imaginar! Talvez nunca mais quisesse me ver, e isso seria horrível! – O ruivo apertou as mãos com força. O que mais temia, era pensar em Rukia se distanciar dele, ou mesmo o "cão de guarda" a tirar dele.
- Então você gostaria de beijá-la? Fico feliz que finalmente admitiu seus sentimentos por ela! Você precisa mostrar a ela o que sente Ichi! Tenho certeza que isso irá ajudar no tratamento dela! Afinal, a doença dela é exatamente psicológica, e não tem melhor remédio que o amor para curar esse tipo de problema! Aproveite esse jantar e diga o que sente por ela! Sei que ela também deve sentir o mesmo por você! Afinal, você é o único que ela permite se aproximar dela, nem mesmo o irmão o pode, não é mesmo? – Olhou com ternura o amigo que correspondeu o olhar.
- Eu não sei se tenho coragem! O que sinto por ela, é especial!Quer dizer, eu...
- Tudo bem Ichi! O que sentíamos foi só nosso e de ninguém mais! Agora o que você sente por essa garota é especial, ou seja, é amor! – Ise o abraçou quando ele se aproximou, e lhe deu um selinho rápido nos lábios do ruivo, que colocou a cabeça no ombro da morena.
- Acha que ela corresponde Ise? Sei que parece idiota, mas se ela me rechaçar eu ficaria arrasado! –Abraçou mais forte a morena. Não era fraco, mas o que sentia por Rukia era diferente de tudo o que já havia sentido antes.
- Tenho certeza Ichi! Agora vai embora! Se vai a um jantar, tem que comprar roupa nova, e uma que seja cheia de estilo para mostrar ao seu futuro cunhado o homem maravilhoso que você é! – Empurrou com delicadeza o ombro do rapaz.
- Tem razão Ise! Amanhã cedo te conto como foi! Mas se não fosse por Rukia, confesso que jamais iria a um desses jantares chatos de gala e tudo mais; não me encaixo nessas coisas! – Fez uma careta e franziu ainda mais o cenho. Despediram-se e o rapaz saiu da clinica para comprar a dita roupa de gala.
- Agora o que falta mesmo comprar? Pensa Orihime! Ah! Lembrei! Agora é só... – Sentiu algo duro contra si, o que a fez perder o equilíbrio e cair no chão.
- Desculpe mocinha! Tome mais cuidado quando estiver andando por ai! – O rapaz de cabelos pretos pontudos e olhos azuis intensos, ajudou a menina a se levantar. Um sorriso pervertido assomou seu rosto.
- Obri-ga-da humm? – A ruiva gesticulava tentando mostrar ao rapaz para que se apresentasse.
- Ah! Grimm! Pode me chamar de Grimm! E você? – Sorriu novamente, mas agora com cuidado para não transparecer a excitação que sentiu quando viu os atributos de Orihime.
- Inoue Orihime! Estava indo comprar um cachecol, porque o frio já vai chegar daqui a uns três meses, e ia aproveitar as ofertas, já que é mais barato, mas ai eu encontrei uma lojinha que tinha um monte de bichinhos de pelúcia, e pensei, porque não comprar um desses pra Tatsuki e para a...
- Nossa Hime! Você é bem falante não? Que tal te acompanhar ate uma loja que conheço pela região, lá você vai encontrar vários cachecóis interessantes e coloridos! – Grimm interrompeu a conversa sem sentido da jovem, mas para ele não importava se ela era inteligente ou uma maluca, o importante era que ela possuía um corpo magnífico, coisa que olhou de cima a baixo sem que a mesma percebesse. Estava dando uma volta no centro comercial para verificar se era reconhecido com a nova cor de cabelo, coisa que ainda não estava de todo satisfeito. E ficou muito feliz quando notou que alguns velhos conhecidos passaram direto por ele sem o notar. Suas duas tatuagens embaixo do olho estavam maquiadas. O cabelo estava um pouco mais curto e menos rebelde, um verdadeiro gentleman para os desavisados.
- Eu adoraria Grimm-san! Não é muito longe né? Eu tenho um pouco de medo, pois nossa cidade tem sofrido muito com pessoas mal intencionadas, e Ishida-kun me disse que deveria tomar cuidado com homens suspeitos! – Inocentemente pronunciou olhando ao redor como se buscasse alguém suspeito.
- Claro! Concordo plenamente com seu amigo! Existem pessoas capazes de fazer coisas horríveis com lindas garotinhas como você! Mas não se preocupe, eu cuidarei para que ninguém se aproxime! Vamos então? – Ofereceu-se para carregar as sacolas que Inoue levava, e caminharam lado a lado como velhos conhecidos. O lobo e a ovelhinha, metaforicamente, mas não tão distante da realidade.
- Rukia? Já esta quase na hora! Os convidados já estão entrando pelo portão principal! Quanto tempo pretende ficar trancada no quarto? – O irmão de Rukia tentava inutilmente tira-la do quarto, mas desde que ela recebeu o tal vestido e entrou com as maquiadoras não saiu mais. Será que estava envergonhada?
- E-u acho que não pos-so! – Escutei sua voz doce falhar, mas não permitiria sua recaída.
- Rukia! Eu estou aqui por você! Tenho certeza que esta linda e todos vão concordar comigo! – Vi de re-olho o rosto contorcido de Byakuya ante minhas palavras, e ouvi a porta ser destrancada.
- Tem certeza que ninguém vai rir de mim? – O ar me faltou. Rukia estava num vestido tubinho branco com desenhos delicados de sakuras violetas até a altura das cochas e se soltava em um babado delicado ate os pés, que estavam calcados em sapato alto cor violeta. Seu cabelo estava amarrado em um coque com uma tiara de delicadas pedrinhas violetas em forma de flor. Seu rosto estava sombreado delicadamente, e seus lábios vermelhos. No pescoço um delicado colar que fazia conjunto com a tiara e a pulseira que levava. Os ombros estavam descobertos, pois o vestido era um tomara que caia, e olha podia ser visto o colo alvo. Sinceramente essa descrição que fiz sequer se comparava a beleza que tinha a minha frente. Ela corou quando me viu olhando ela de cima a baixo e seu "cão de guarda" me olhou com olhos assassinos.
- Vo-cê está linda! Não é mesmo Byakuya? – Minhas mãos estavam tremulas, tinha vontade de sair correndo dali com Rukia em meu colo. Mas segurei meu desejo para não morrer pela mão de Byakuya.
- Claro que está! Ela é uma Kuchiki e ainda minha irmã! O que mais esperava? – Falou daquele jeito enjoado o que fez a minha musa dar uma risadinha baixinha. Encantei-me com aquele corpo pequenino e delicado, não consigo pensar em mais nada, quando Byakuya pigarreou para que eu saísse de meu transe. E sem esperá-lo estendi meu braço para que Rukia segurasse, tenho que cuidar dela direito já que teremos visita hoje.
- Obrigada por vir Ichigo! Sinto-me muito mais confiante! – Ela sorriu para mim, e me perdi em seus olhos. Percebi que ela me olhou timidamente, e corou quando se encontrou novamente com meus olhos. Creio que seja pelo modo que eu esteja vestido. Estou usando um terno azul marinho e calça de mesma cor, sapato preto lustrado, uma camisa roxa clara, com uma gravata borboleta preta. Meus cabelos não estão mais rebeldes, já que minhas irmãs me fizeram passar gel para arrumá-lo para trás.
- Bem acredito que já possamos descer certo? – Byakuya novamente me fez voltar ao mundo real. Sua cara era de uma raiva contida, provavelmente por Rukia estar agarrada em meu braço e não no dele. Azar dele. Quem disse que eu deixaria ele levá-la? Assim descemos com cuidado as escadas. A cada passo Rukia apertava meu braço, parece que não estava muito acostumada com sapatos tão altos, um exagero de seu irmão mais velho. Ou talvez, era medo mesmo?
- Vamos recebê-los a porta! Gostaria de vir comigo? – Byakuya estendeu o braço, e eu apertei o de Rukia, e não esperei a resposta dela, levei-a ate a porta, deixando o carinha com a maior cara de ofendido. Hoje eu morro nas mãos dele, mas por nada no mundo vou perder essa oportunidade de ter Rukia em minha companhia.
- Você vem ou não Byakuya? – Adoro irritá-lo! Rukia riu novamente e voltamos nossa atenção à enorme porta de cerejeira que se abria. Nossos convidados acabavam de chegar.
Vocabulário
Guten Tag mutter! – Bom dia em alemão.
Gentleman – cavalheiro, senhor, homem educado, homem honrado, homem de caráter, etc.
É isso pessoas!Espero que tenham curtido! O capítulo ficou muito grande e o dividi em duas partes! Semana que vem posto a segunda parte! Mandem reviews please, quero saber a opinião de vocês! Beleza? Grande beijo,
JJ
