Ohayo pessoas! Estou super feliz pelas minhas ditosas ferias que estão pra chegar! E digo, um pouco triste, que ficarei off por quinze dias... Recomendação medica, já que meu estresse é causado pelo excesso de computador (pode uma coisa dessas?) kkkkkkk
Mas vou tentar dar umas escapadas sem que minha family veja, beleza? Não se preocupem que vou continuar escrevendo, e caso fique sem postar pôr esse período, quando retornar vou jogar vários caps pra compensar! Mas vamos à leitura de hoje!

Disclaimer: Bleach não é meu hoje, mas quando ficar millhionária será!

PS: Agradecimentos a:Patty de Aquarius, Gabi, Zi, Patty,xxKasuRukiC (sumidinho), SrtaMaga(outra), Cinth, Ana Paula e Lady Yuraa e claro Amanda Catarina! Não esqueçam que seus reviews me ajuda a melhorar sempre, sem eles não tenho uma visão de como esta ficando a fic!


– Ai, mais cuidado Karin! – Minha irmã apertava o pedaço de carne crua no meu olho. Segurei com força pra ver se melhorava a dor horrível que estava sentindo no olho esquerdo, brinde do cretino do Kensei.

– Também isso é coisa que se faça Ichi-nii? São quase duas da manhã e você me chega com essa cara amassada! Foi expulso da festa foi? – Minha adorada irmã sorria sarcástica na minha cara. Tive sorte de só ter as gêmeas em casa, pois meu velho estava de plantão no Hospital Central da cidade. Tenho certeza que se visse a minha cara estaria fazendo um escândalo. Creio que seja melhor passar essa semana na casa do Ishida, ate meu olho melhorar.

– Não fala assim Karin-chan, tenho certeza que Ichi-nii deve ter sido abordado por algum tipo perigoso e teve que fugir dele! Certo? – Yuzu era mais inocente do que imaginava. Levantei-me e informei a elas que já estava melhor e fui ate meu quarto colocar as idéias no lugar. Deitei-me na cama, jogando pra longe meus sapatos, o terno e a gravata. Minha cabeça parecia que ia explodir. Preciso pensar no que fazer pra rever a Rukia. Ela com certeza não ficará feliz com a idéia torpe daquele "cão de guarda" idiota. Isso pode muito bem prejudicá-la. Vou precisar de ajuda, e já sei quem pode me ajudar a apaziguar os ânimos do irmão mais velho.

– Rukia! Eu não vou deixar ninguém te tirar de mim, prometo! – Sussurrei fechando os olhos e rememorando as ultimas horas na mansão.


Flash Back

– Como ousa entrar na minha casa e se insinuar com minha irmã? Se deixei você entrar nesta casa, foi porque ela me disse que você a estava ajudando! Mas vejo que sua intenção é como a de qualquer outro aproveitador! Minha irmã é muito jovem e inocente, pode ter caído em sua atuação barata, mas eu não vou deixar você magoá-la! – Byakuya falava sem parar me deixando irritado. Deixei que ele falasse tudo o que tinha, pois eu também tinha muito que falar.

– Terminou? – Sei que soou como deboche, mas não era minha intenção. O "cão de guarda" me fulminou com o olhar assassino. Se não morrer hoje vou ao templo acender um incenso e agradecer a Kami-samapela graça concedida.

– Nunca pensei que alguém do seu "tipo" pudesse ser tão ousado a ponto de me desafiar dessa maneira! Saia de minha propriedade se não quiser que eu chame meus seguranças e o retire a força! – Pelo que notei sua frieza foi pro espaço, já que sua respiração estava descompassada e seus olhos demonstravam raiva. Nunca foi com minha cara, e agora menos ainda.

– Byakuya eu nunca faria nenhum mal a Rukia! Eu vou cuidar dela e ajudá-la a sair desse pesadelo que é a vida que vem levando! Ou acha que é divertido sentir medo de tudo e de todos? Achar que não tem mais razão alguma de se manter viva? Você nunca percebeu o quanto Rukia afundava nesse poço sem fundo de tortura e desespero? Rukia precisa de mim! E não vou deixá-la sozinha nunca!Não me importo se terei que te enfrentar ou a qualquer outro! Ninguém vai me tirar de perto dela e sabe por que Byakuya? Porque eu AMO A RUKIA! – Gritei essa ultima frase com o coração acelerado. Byakuya estava perplexo em seu lugar, parado diante de sua enorme mesa de carvalho. Senti como se uma enorme barreira estivesse sendo quebrada. Vi a dor e a ira invadir seus olhos escuros. Mas minha contemplação não durou muito, pois Kensei entrou com tudo no escritório e me tirou a força. Tentei resistir, pois não era nenhum cachorro para ser tratado dessa maneira violenta, mas Byakuya sequer fez menção de impedir os ataques desnecessários do chefe de sua guarda, e somente virou o rosto para outro lado para não assistir a cena. Fui arrastado por Kensei e mais dois guardas. Não fiquei por menos e acertei um deles no estomago, o outro dei um chute, mas como me distrai, Kensei se aproveitou e socou meu olho esquerdo me deixando no chão inconsciente.

FIM FLASH BACK


– Kensei você ainda me paga! – Gemi diante do toque de minha mão em meu olho dolorido. Com que cara irei pro colégio amanhã? Ou melhor, daqui a pouco, pois pelo que vejo no relógio de meu celular já são praticamente três e meia da manha. Ainda tenho que dormir um pouco para me preparar para o dia que com certeza será longo, pois hoje, custe o que custar vou ver Rukia, nem que tenha enfrentar todos os seguranças da mansão. Ajeitei-me na cama e adormeci com a imagem de um sorriso terno do anjo mais lindo que já vi; Rukia, minha namorada.


Ohayo Kuro-saki-kun... Aconteceu alguma coisa com seu olho, Kurosaki-kun? – Inoue tapou a boca deixando a bolsa que levava caída no chão enquanto tentava conter a vontade de tocar o olho roxo e inchado de Ichigo. Este estava o cenho mais franzido que o normal, uma irritação aparente, além de uma aura maligna ao seu entorno que fez muitos estudantes que passava pelo corredor se afastar automaticamente.

– Está tudo bem Inoue! Eu só est... – Foi interrompido com um abraço nojento de Keigo, que sem do foi arremessado contra a parede pelo ruivo. O rapaz mostrava sua vontade de quebrar alguém, já que não pode fazê-lo com Kensei, e não hesitaria em descontar no idiota do amigo.

Yo Ichigo! Parece que alguém acordou de mau humor hoje! Brigou com alguma gang foi? Pois já não era sem tempo, faz meses que você não aparecia com alguma atadura ou olho roxo! – Ishida arrumava seus óculos com um sorriso debochado. Sado meneou a cabeça em forma de confirmação atrás do rapaz, mas Ichigo não estava para explicações e deixou seus amigos falando sozinho dando-lhes as costas e entrando na sala. Jogou com violência a mochila no chão e sentou-se irritado na cadeira. Apoiou o queixo nas mãos e olhou para o lado onde a mesa de Rukia permanecia vazia. Lembrança da baixinha lhe veio à mente, o que o fez desejar que o tempo passasse mais rápido. Pegou o celular e digitou rápido os números que discou a semana inteira. Aguardou que atendessem, apesar de achar que talvez ainda permanecesse dormindo. Mas precisava ouvir sua voz, saber se estava bem.

Moshi, moshi! – Rukia atendeu com a voz um pouco cansada, sinal de acabava de acordar.

– Rukia, sou eu! Senti sua falta e liguei pra ouvir sua voz! – Relaxou o cenho e deitou por cima do braço aconchegando o celular na orelha. U sorriso bobo brotou quando percebeu a demora da morena em responder, podia imaginar seu rostinho corado como pimentão. Amava essa reação na baixinha.

– Ichi-go? Você está bem? Aconteceu alguma coisa com você? Meu nii-san não te fez nenhum mal? Fiquei com medo de que algo tivesse acontecido, pois todos estão agitados aqui na mansão! – Rukia parou um pouco para respirar, e Ichigo aproveitou a deixa para cortar seu desespero.

– Estou bem sim baixinha! Não precisa se preocupar! Tive uma conversa que não foi muito bem recepcionada, mas isso não ira me impedir de te visitar hoje! Ou pelos menos espero! – Ichigo esfregou os cabelos e observou com desconforto seus colegas de sala chegar aos poucos para sentarem em seus lugares.

– Mas, não seria melhor deixar pra outro dia? Não quero que te machuquem Ichigo, eu não suportaria! –A voz da morena mostrava um principio de choro que entristeceu o ruivo.

– Não se preocupe! Vou acompanhado dessa vez! Byakuya não vai poder me expulsar na frente dos outros, ele precisa manter o protocolo! – Riu ante sua idéia simples, mas satisfatória. Inoue olhava atenta a risada do amigo e a maneira relaxada e feliz que estava ao simples falar pelo telefone. Ficou super chateada por saber quem estava atrás da linha. Ouviu em alto e bom tom o nome da menina que só freqüentou a sala por dois ou três dias. Não conseguia entender porque Ichigo não a enxergava. Ate mesmo aquele estranho rapaz que conheceu no dia anterior lhe falou que era linda e tentadora. Praticamente á cantou o tempo todo enquanto a acompanhava gentilmente a loja de roupas e artigos para inverno. Deitou-se na mesa para afogar a magoa que sentiu ao ver o lindo sorriso que só aumentava no rosto do ruivo que já conhecia a mais de cinco anos. Uma garota que sequer ele conhecia direito o fazia ter tantas mostras de emoção e alegria. Porque aquele sorriso não podia ser para ela e por ela?

– Então te pego as treze! Deixa seu irmão avisado, ok? – Terminou e desligou com os olhos de todos em sua direção. Parece que quando se está apaixonado não existe mais ninguém ao redor. Ao perceber os sorrisinhos e cochichos maliciosos a sua pessoa, o ruivo corou e escondeu o rosto alegre em seu cenho super franzido e olhar debochado.


– Mestre Kuchiki-dono o jovem Kurosaki-san pede permissão para entrar! Ele informa que está acompanhado com o senhor Ukitake-sama e precisa ver a senhorita Kuchiki-dono! – Hachigen tentava não irritar o líder da família. Sabia do acontecido na noite anterior, e achou um exagero o modo como o jovem ruivo fora tratado, já que graças a ele a senhorita Rukia estava muito melhor.

– Aquele moleque é insistente! Como Rukia está? – Tentou não passar sua raiva mantendo seu manto de indiferença e frieza.

– Está se arrumando e aparenta estar muito feliz! Nunca vi a jovem Kuchiki-dono tão animada em tão pouco tempo! Creio que a estamos recuperando! – Hachi sorriu ao lembrar-se da primeira vez que viu a linda garotinha de longos cabelos negros correr pela enorme sala de estar, com a boca aberta contemplando a beleza daquele suntuoso local. Afinal a irmã estava noiva do jovem mestre, e acabava de sair do orfanato para morar com sua nova família.

*Suspirou*

– Não tenho escolha! Deixe-o entrar e peçapara Ukitake-san vir ate minha sala! – Finalizou e retornou aos seus documentos. Por mais que não quisesse admitir, Rukia estava cada dia melhor, e isso tinha um motivo: Kurosaki Ichigo. Sua atenção, carinho e agora amor, como lhe confessou a noite, estavam servindo de pilar para a melhora da menina. E não seria ele aquele que atrapalharia esses progressos. Queria o bem estar da irmã, devia isso a sua querida Hisana, que tanto amava a irmãzinha. Ainda tinha que descobrir os nomes dos monstros que a mataram e roubaram a paz daquela casa, e talvez, Kurosaki fosse um apoio nesse encalço. Sacudiu a cabeça em forma de negação. Não, o moleque era só por causa de sua irmã, e caso ele a fizesse qualquer mal, ele mesmo cuidaria de destruí-lo sem piedade.

Ichigo entrou receoso após olhar serio para Kensei, que não estava muito alegre pela sua presença ali. Mas sua tristeza e raiva se foram quando viu assomar na escadaria a sua linda baixinha vestida com uma saia plissada verde, com uma camisa branca e os cabelos presos em um prendedor de cabelo. Estava simples e linda aos seus olhos. Ukitake tossiu para que ele o percebesse já que o ruivo quase se perdeu nos olhos azuis da menina que descia com um sorriso estampado no rosto

– Rukia! Vim te ajudar na tarefa de hoje! Dessa vez teremos que fazer com que você consiga cantar pelo menos uma musica ao pessoal da mansão! O que acha? – O ruivo sorriu quando a menina se aproximou e o abraçou com força. Inalou o perfume suave da menina e a afastou ternamente para vê-la melhor. Estava com o rosto rosado e os olhos não tinham as profundas olheiras que apresentava ao acordar. Parece que teve um bom sono.

– O que aconteceu com seu olho Ichigo? – A morena tocou de leve o roxo e inchado olho do ruivo que fez uma pequena careta, e para sentir melhor sua baixinha segurou a mão da menina contra a sua. Meneou a cabeça para mostrar que estava bem. Não precisavam falar muito, seus olhares falavam por si só. A menina ao perceber sua analise se prontificou a esclarecer sua boa disposição e descontrair um pouco o ambiente.

– Essa noite não sonhei nenhum pesadelo! Ichigo eu consegui dormir a noite toda sem precisar tomar meu calmante!Ah!Perdão Ukitake-san, boa tarde! – Rukia ficou vermelha por ter negligenciado o terapeuta. Este curtia a cena do casal analisando cada movimento e o expressivo progresso de sua querida paciente.

– Descuida Kuchiki-san! Fico muito feliz por saber que segue melhor e acima de tudo sem gaguejar ou sentir medo! É incrível o que vem conseguindo Kurosaki-san! Os céus o enviou a nossa menina! – Ukitake estava visivelmente emocionado. Sabia que o caso de Rukia só teria progresso se esta quisesse se curar. Nem todo o remédio ou terapia do mundo poderia curá-la se ela não cooperasse. E Ichigo a fazia querer lutar contra seus medos, a protegia de seus próprios temores. O ser humano era uma verdadeira caixinha de Pandora.

– Senhor Ukitake-san, Kuchiki-sama manda chamá-lo! – Hachi encaminhou o terapeuta de longos cabelos brancos após se despedirem do casal. Depois um silêncio caiu sobre os dois, um passou a contemplar o outro.

– Podemos ir ao jardim? – Ichigo ainda estava nervoso, pois achava tudo muito calmo para ser verdade. Afinal, ontem o haviam enxotado como cachorro, e agora o recebiam de bom grado. Claro que trouxe Ukitake, mas não pensava que seria tão fácil.

– Claro! – Abraçou o rapaz e encaminharam devagar ate o jardim. Conversaram amenidades e Ichigo a colocou a par dos assuntos rotineiros da escola. Teriam um dia cheio, mas cheio de novidades e alegrias.

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– Não entendi Ichigo, meu irmão não conversou muito, mas me parecia irritado!Afinal o que conversaram ontem? – Rukia me olhou ternamente. Apertei sua delicada mão as minhas e observei ao longe o céu que estava no mais puro azul como os olhos dessa menina ao meu lado. Estou ficando meloso demais pro meu gosto.

– Ele falou o que tinha pra falar, e eu lhe disse que não adianta tentar me afastar que eu não irei permitir! – Vi de canto ela sorrir um pouco. Estou cada vez mais encantado com seus mais freqüentes sorrisos.

– Então ele aceitou nosso... Hum... Namoro? – Percebi sua hesitação e seu rosto corou na mesma hora. Que bonitinha esta com vergonha de me olhar diretamente. Aproximei-me e toquei seu rosto alvo e macio. Queria beijá-la novamente, sentir seu corpo e sua alma em mim. Mas se acham que estamos sozinhos, enganou-se, a poucos metros de nos o chefe da guarda me fuzilava com os olhos. Virei-me na direção dele e fechei a cara como mostra de minha irritação pelo pajem que não arredava o pé.

– Creio que sim! O que importa, é que estamos juntos! Acho melhor irmos para onde Ukitake-san ira te examinar! – Levantei-me e a puxei pra mim, e aproveitei para dar um selinho rápido quando seu corpo se chocou contra o meu. Ouvi os grunhidos do segurança e a minha baixinha soltar uma risadinha pela cara de Kensei. Finalmente Rukia estava agindo como uma garota normal. Sei que ainda teremos muito que enfrentar, mas ela não lutaria mais sozinha, pois agora ela me tem como guardião.


– Nanao-chan é muito mau! Eu vim o mais rápido que pude para visitá-la e ela se foi sem se despedir de mim! Como ela é ma! – Kyuraku choramingava no ombro da pequena Yuzu que tentava em vão acalmá-lo. Sentia como se o professor e amigo de seu irmão fosse irmão gêmeo de seu pai amalucado.

O nomeado assinava alguns documentos de liberação da clinica com seu laudo sobre a jovem Ise. Esta já havia sido levada pelos familiares para sua residência para que pudesse se recuperar melhor. O mais indicado agora era iniciar o tratamento psicológico da moça, já que não devia ser fácil passar pelo que passou sem acompanhamento profissional.

Ao longe da clinica, Nanao repassava os acontecimentos que sofreu. Ainda estava muito débil, e sua maior dor era a psicológica. Havia tomado mais de cinco banhos aquela manha, tentando em vão tirar aquela sensação de asco e nojo de seu próprio corpo. Sentiu que realmente precisaria de ajuda medica e apertou com forca o cartão que Ishin lhe havia dado para procurar tratamento. O nome lhe era estranho, provavelmente estrangeira, mas era a única pessoa agora que poderia conversar sobre o que enfrentou. Não conseguia falar disso com um homem, por isso rejeitou o nome do maior terapeuta de sua cidade, e aceitou aquele nome ainda desconhecido, mas feminino. Olhou novamente e sorriu debilmente ao ler o cartão delicado que possuía desenhos de flores vermelhas em sua borda.

– Espero que a senhorita Emmy possa me ajudar a vencer esse terror! – Sussurrou pra si, sendo confortada pela mãe que a apertava contra o peito para que se acalmasse. Seus pais voltaram de viagem assim que souberam da internação da filha. Pretendiam voltar somente no dia seguinte, mas exatamente por isso já estavam a caminho, o que encurtou o período do reencontro.


Ok agora podem jogar as pedras! Sei que não ficou um cap interessante, mas o feriadão me deixou com preguicinha! Por isso prometo fazer algo melhor no próximo! Só não me abandonem, ok? Muitos beijos a todos que me mandaram reviews e alegraram meu extenuante dia! Agora vou preparar o outro cap e postar das outras fics! Fiquem ligados e me mandem review! Beijocas e abraços,
JJ