Promessa é dívida, aqui está mais um cap fresquinho! Espero que curtam e se por obséquio quiserem, me mandem review! Apesar de não ter recebido mais neste site, sei que tenho muitos leitores, mas não me dão o gostinho de saber o que passa pela cabecinha de vcs! Não se preocupem, vou me especializar na mente humana, e encontrarei uma forma de fazê-los escrever (falo sério)!Expressar o que sentem é muito divertido, como estou fazendo agora! Mas chega de apelo e vamos a leitura que vcs guanham mais!

Disclaimer: Rukia! RUKIA! Droga onde foi parar aquela baixinha? -Esfrega os cabelos laranjas revoltados com a raiva.


- Parece que finalmente terminou o expediente! Apesar de pequena essa clínica é bem movimentada! – Um homem de cabelos longos escuros, um olho fechado com uma cicatriz sussurrava encostado na parede da casa vizinha aos Kurosaki.

- Nnoitra precisamos agir rápido! Não devemos mais perder tempo! Lembre-se que o Grimm falou, não tolerará falhas! – O homem alto de pele negra alertou o companheiro. Estavam somente aguardando terminar todo e qualquer movimento, para atacarem o lugar. Conforme indicações de Grimmjow após a melhora no quadro clínico, Luppi retornou a clínica para ficar em observação. Logo recuperaria a consciência, e era exatamente isso que temia.

- Pode deixar Zommari, eu já fiz dezenas de vezes e em lugares mais protegidos! Não me compare a essa sua incompetência! Grimm foi claro, se Luppi não conseguir se levantar para fugir conosco deve ser eliminado! E acho a segunda opção muito mais fácil! – Confessou Nnoitra colocando com habilidade o silenciador na pistola automática. Um tiro era tudo o que queria. Ao se agachar, a camisa negra que vestia levantou-se um pouco e deixou descoberta a cintura do rapaz, mostrando a segunda arma que levava presa ao corpo. Sempre era chamado para realizar as execuções, quanto ao colega ao lado, era chamado para avaliar a possibilidade de salvar ou não alguém das mãos habilidosas de Nnoitra. Raras vezes algum integrante desertor saiu vivo deles.

- As luzes se apagaram! Hora de agir! Sem barulho ou chamar atenção! Não queremos que ninguém nos note! Não precisamos roubar nada, muito menos fazer reféns! Entendido? Nnoitra? – Zommari olhou de um lado a outro e não encontrou mais o atirador, este já estava à frente da residência escalando a garagem para entrar no quintal da casa e poder entrar na clínica pela porta lateral. O corpulento acompanhante chegou rápido, e apesar da aparência sabia andar sem fazer muito ruído. Não levou muito tempo para conseguirem abrir a porta da clínica. Entraram rápido com destreza para não esbarrar em nenhum objeto. A clínica realmente não tinha nenhum tipo de segurança especial; nenhum alarme ou câmera, algo que o dono não achava necessidade devido à calmaria no bairro.

- Creio que seja aqui! Olhe! – O atirador, já com a arma empunhada a frente do corpo, aproximou-se da cama onde pousava o companheiro de longa data. Luppi poderia parecer um simples rapaz de aparência feminina, mas já era responsável pela morte de muitos ex-membros dos Tigres.

- Ele parece bastante baqueado! Não creio que haja mais salvação para ele! Tenho certeza que ele diria o mesmo! Sabe o que fazer! – Zommari afastou-se e ficou de tocaia na porta de entrada. Tinha um punhal pequeno, mas suficiente para fazer um estrago na vítima que atacasse. Um tiro surdo saiu da pistola. Depois mais dois na cabeça. Nnoitra sempre acertava os mesmos locais em suas vítimas, um no estômago, um no olho e outro na testa, evitando assim a possibilidade de escapar alguém com vida. Guardou a pistola, e pegou a outra que já estava carregada. Ainda não estava satisfeito com a noite que levava, queria mais diversão.

- Por que não fazemos uma visitinha ao pessoal? Se existe aqui algum membro seria interessante acabar com ele antes que ele venha contra nós! – Uma regra básica da sobrevivência de um marginal é "seja o caçador, senão será a caça". Esse era o lema preferido de Nnoitra e vivia conforme ela.

- Não! Já basta! Terminamos por aqui! Vamos antes que alguém perceba nossa presença! –Sussurrava puxando o braço esguio do magro atirador; tinha que usar a força com muita freqüência para controlar o companheiro. Este não tentou se soltar e guardou a arma em sinal de rendição. Apesar de estar insatisfeito com o pouco que atuou, sabia que logo teria uma chance para mostrar seus bons serviços ao líder que admirava; Aizen Sousuke. Diferente de Grimm e Ulquiorra que não sabiam o paradeiro do criador da gang, Nnoitra estava em constante contato com este e recebia diretamente as missões que deveria executar. Não o havia decepcionado desde que chegou da Itália, sua terra natal, para tomar conta da execução dos clientes que não pagavam pelo uso dos préstimos serviços da máfia. Drogas e armas eram seus melhores produtos, e no Japão, apesar de ainda estar em seu começo, era um país promissor, devido à calmaria que ali inspirava. Lugar perfeito para se travar uma guerra. Nem todos os grandes empresários estavam satisfeitos com o governo, e muitos ainda mantinham o desejo milenar de criar "feudos" para seu controle. Esses eram os principais clientes na ilha.

- Ok! Então vamos! Tenho mais o que fazer! Tem uns "clientezinhos" que preciso colocar no lugar! – Da mesma maneira que entraram saíram. Puderam ouvir já no quintal as vozes de dois homens que acordaram com o barulho de um gato que escorregou do telhado ao chão. Sorriram e sumiram na noite. Execução completa.

- Eu não disse que era só um gato velho? Cara eu preciso dormir! Amanhã tenho prova e ainda tenho o baile à noite! – Ichigo esfregava com violência os cabelos alaranjados. Seu pai o havia acordado, pois suspeitava ter ouvido um som estranho. Estava preocupado com o paciente na clínica, afinal até aquele dia ninguém procurou por ele, algo realmente estranho.

- Mesmo assim acho melhor darmos uma olhada no paciente! – Ishin pegou o casaco que arrastava e vestiu por cima do pijama. Com esse alerta Ichigo franziu a testa e se mostrou preocupado. Não podia deixar o suspeito fugir. Ele seria a chave para descobrir o nome do cretino que estuprou sua amiga.

Andaram com cuidado evitando fazer barulho. Ishin ligou o interruptor da sala de recepção e notou que a porta tinha sido forçada. Sem esperar pelo pai Ichigo correu até o leito de Luppi e o que viu o deixou atônito. O rapaz estava morto. O sangue invadiu os lençóis brancos e escorria no chão. Tinha um buraco grande no olho esquerdo e na testa. Com as mãos tremulas Ichigo pegou o pulso do rapaz para constatar o óbvio, Luppi fora assassinado debaixo de seu nariz.

- Kami-sama! Alguém o silenciou! Ichigo afinal quem era esse cara? Agora estamos em uma terrível enrascada com a polícia, como explicaremos isso? Tem que me contar o que está acontecendo! – O pai estava desesperado. Não fazia idéia dos movimentos do filho contra alguns criminosos, e muito menos o envolvimento com a X-Cution.

- Sim, mas terá que confiar em mim! – O ruivo escorregou para o chão e segurou a cabeça com força. Tudo estava girando dentro dele. O maldito havia sido silenciado como o pai declarou. Não teriam mais como provar a culpa do criminoso que mais uma vez sairia ileso de tudo isso. Lembrou-se do rosto pálido de Nanao e não pode mais se conter de raiva e indignação. Havia falhado em sua promessa de conseguir informações com o rapaz agora morto.

- Vamos conversar enquanto contato os policiais! Vai ver como as suas irmãs estão! Graças aos céus não nos fizeram nenhum mal! – Ishin partiu para a sala em busca do telefone. O dia seria muito agitado para todos.


- Correr, correr, correr. Por mais que lutava para que minhas pernas saíssem do lugar, não conseguia fazê-las obedecerem ao meu comando. A frente um rapaz alto de cabelos azul celeste e um sorriso escarninho se aproximava sem parar. A escuridão da noite não era suficiente para apagar a imagem do Parque onde meu mundo havia sido abalado. Quando a mão daquele rapaz alçou em minha direção, meu corpo reagiu e me virei para deparar-me com a imagem de minha irmã. Estava nua cheia de arranhões e sangue escorrendo pelas pernas. Os cabelos desalinhados e os olhos arregalados, os braços abertos para mim. Ajoelhei-me e senti ela me envolver com carinho. Chorei sem parar e não tinha forças para sair do lugar. Quando vi já era tarde demais tinha nas costas uma faca cravada. Eu e minha irmã olhamos para trás sem sair de nossa posição, e pudemos ver o rosto de alguém que aparentava ser muito jovem apesar da altura. Mas o que mais me chamou atenção foi às tatuagens que ele possuía. Tinha um tigre na virilha e umas sombras azuis no canto dos olhos. Os cabelos eram espetados como se estivesse com muito gel, mas a cor era inquestionavelmente azul. Esse foi meu primeiro e inesquecível sonho após despertar no hospital! – Parecia um robô ao falar. A vida desapareceu de seus olhos que agora estavam azuis escuros. As mãos não tremiam, mas também não se mexiam. O corpo estava tensionado e o rosto tinha uma expressão fria e vazia. Rukia contava pela primeira vez desde que despertou do coma há cinco anos, o relato do sonho-lembrança que tinha gravado na mente. Ukitake não conseguia apagar a expressão de tristeza no rosto. Apesar do profissionalismo, tinha um apego especial pela pequena Kuchiki, e vê-la daquela maneira era muito emocionante. Byakuya que estava sentado ao lado da irmã não conseguia levantar a cabeça para olhar a pequena garota. Tinha medo de ver a imensa dor que ela sentia.

Não havia sido só um pesadelo. O relato que a garota contou achando ser apenas um sonho, era na verdade a maneira que sua mente infantil encontrou para se proteger do mundo. Todos os sonhos que tinha não passavam de pedaços de memórias que retornavam a cada novo dia. Ukitake reagiu e aplicou vagarosamente uma injeção com calmante no braço da menina. Sabia que daquela forma cairia em profunda depressão e não poderia permitir isso. Achavam que poderiam contar com Kurosaki, mas depois do telefonema que há uma hora que o rapaz lhe deu, não tinha mais o que fazer, e perder a concentração delicada que havia logrado com a garota após uma extensa seção de hipnose não era uma opção. Mas se arrependia do que havia feito. As marcas no rosto da garota eram de dor, medo e acima de tudo destruição. Rukia estava destruída ao lembrar-se de um passado que a mente tentou com força apagar.

- O que faremos Ukitake-san? Acha que ela vai ficar bem? – Byakuya estava nervoso e muito ansioso ao ver o terapeuta terminar a aplicação no braço da irmã. Estava com raiva por Ichigo não estar presente em algo tão importante, mas não podia culpar o rapaz, soube o que aconteceu na casa dele.

- Creio que ao acordar esquecerá o que nos falou, estando fora da hipnose voltará ao estado anterior! – Não estava muito confiante, mas por dentro almejava que isso realmente acontecesse.

Aos poucos Rukia abriu os olhos e lágrimas saíram sem controle. Ela apertou o divã com força e soluçou sem parar. Ukitake e Byakuya tentavam acalmá-la, mas o choro se tornava cada vez mais alto e descontrolado, a previsão do médico havia falhado. Com um barulho de porta sendo aberta violentamente os homens observaram Ichigo entrar sem pedir licença e se jogar contra a pequena para abraçar com força e ternura a jovem.

- Estou aqui Rukia! Não precisa mais se preocupar! Perdoe-me por demorar!Perdoe-me, por favor! – Sussurrou a baixinha que começou a silenciar o choro e os soluços. Ichigo tinha um poder incrível sobre a pequena, controlava seus temores e lhe proporcionava paz e conforto ao coração quebrantado dela.

- E-u vi tu-do ou-tra vez Ichi-go! Ela... Ela es-ta-va me abra-çan-do! – Teve a voz silenciada com o dedo do ruivo e após receber um selinho foi apertada contra o corpo dele novamente. Byakuya e Ukitake saíram sem dizer mais nada. Não podiam dar a ela o que o rapaz a dava; proteção.

- Sei que será difícil relembrar desse dia, mas saiba que estarei ao seu lado sempre! Então não chore, por favor! Prefiro seus olhos violetas a esse tom azul sem cor! – Riu baixinho e apertou-a mais a si.

- Achei que gostasse de tudo em mim! – Pontuou Rukia já mais calma a ponto de brincar com o namorado.

- Tudo, exceto isso! – Riu novamente e a beijou demoradamente. Sentou-se mais confortavelmente no divã e a colocou no colo segurando-a pela cintura. Ficaram assim por vários minutos. Abraçados e trocando carícias inocentes, voltando a beijar-se efusivamente como se tudo ao redor houvesse desaparecido. O que Rukia menos queria era voltar para a realidade em que vivia, e estar assim com Ichigo a transportava a outro mundo, onde podia ser feliz e livre de toda a dor e tristeza que sentia.

- Por favor, nunca mais me deixe sozinha! – Confessou ao terminar o beijo. Ichigo a olhou com ternura e assentiu com a cabeça e sorriu ao ver o tom violeta retornar aos olhos da garota. A cor que mais amava na morena.

- Nunca! Prometo! – Se deitou com ela no divã e ali permaneceram escutando as batidas do coração um do outro, sem se soltar ou importar onde estavam; ambos precisavam um do outro agora. Ichigo livrou-se de toda a raiva que sentiu aquela manhã e Rukia da dor que lembrou. O único remédio para a dor de uma alma é um só; amor.


É isso pessoas, semana que vem já começa a festa de Grimm, e saberemos de uma vez o que acontecerá nesse encontro tão esperado! O que vai rolar? Além de eletronic music, muitas confusões que espero ter vcs para apreciar! Beijo e bom fim de semana a todos,

JJ