Tudo bem, demorei! Mas deem um desconto, pois estou me matando pra fazer meu pré-projeto pro mestrado, e estou perdendo minha escassa massa cinzenta nesse encalço! kkkkk! Mas vou continuar escrever, sem estresse!

Beijo especial a:

Gabi: Calminha Gabi, Grimm está, mas não da maneira que nosso Ichi pela baixinha. Mas dará um tremendo trabalho pra ele. E afinal, quem resiste ao charme Kuchiki? pelo elogio!
Zi:E ainda temos muitos pra frente... O Ichi vai surtar assim que sacar o interesse do antigo cabelo celeste! Mas tem chão! Obrigada pelo review!

Curtam a leitura e me digam o que acharam! Fui!


- Ku-ro-sa-ki-kun? Por-que? – Sentada no ultimo degrau da escadaria secundaria de mármore da mansão dos Jaegerjaquez. Os cabelos caiam a frente do rosto escondendo as densas lagrimas que rolavam no alvo rosto. A menina ruiva estava confusa e destruída por dentro. Não imaginava que pudesse ver o garoto que amava há tanto tempo, estar acompanhado da garota "problema". Não entendia o que ela tinha que a fazia especial para seu amado. Ichigo estaria namorando com a pequena Kuchiki? E sem perceber estava sendo observada por alguém que se aproximava surpreso.

- Inoue-san? O que esta fazendo aqui? E porque esta chorando? – Ishida aproximou-se da ruivinha e acariciou com ternura procurando atraí-la para se explicar.

- I-shi-da-kun? – Sem responder, se joga nos braços do rapaz, que por timidez ficou vermelho e desconfortável. Preferiu abandonar essas preocupações e ajudar a menina que tremia e soluçava com desespero.

- Tudo bem! Estou aqui! Venha até nossa limusine, poderá beber algo e me contar o que aconteceu! –Passou por um homem de cabelos brancos, mas de aparência jovem, vestido de terno de mesma cor, que ate aquele momento não pronunciou nada ou saiu do lugar. Arrumou os óculos quando o garoto seguia com a menina segurando em seus ombros para apoiar-se.

- Ryuken poderia ir sem mim? Inoue-san é uma amiga e precisa de minha ajuda! De meus parabéns ao aniversariante, por favor! – Parou de costas para o pai que sempre chamava pelo nome. Sua relação era estranha e distante. Ishida era uma família abastada e de nome na sociedade japonesa. Conheciam de longa data aos Jaegerjaquez, e como os bons modos exigiam, estavam presentes, apesar do considerável atraso, na festa do jovem da família.

- Só dessa vez Uryu! Não conte sempre com minha boa ação! – Saiu sem se voltar para o filho e garota que continuava chorando alheia ao que acontecia ao redor de si.


- Senhorita Nanao-sama tem visita na sala de espera! O senhor diz ser um amigo! Chama-se Kyuraku-san! – A jovem empregada trajando o impecável uniforme azul aguardou a resposta da princesa da casa. A família Ise, mas tinham contatos e amigos engendrados na alta sociedade. Eram uma família emergente da classe media alta, e possuíam bons investimentos em tecnologia, proporcionando um provável futuro promissor, apesar de manter a aparência simples.

- Por que ele insiste? – Murmurou pra si, apesar de ter sido ouvida pela jovem que manteve discrição e aguardava pacientemente a resposta de Nanao. – Ok Miruiko, já desço! Não permita que seja servida bebida alcoólica para ele! Não quero que meus pais achem que me envolvo com pessoas errada! – Jogou na mesinha da biblioteca onde estava, o livro que tentava ler. A aludida não compreendeu bem o que a garota queria dizer, mas sem perguntar nada reverenciou e saiu sem fazer barulho. A jovem Ise soprou com impaciência o ar em seus lábios. Não queria conversar com ninguém. Apesar da esplêndida conversa que teve com a senhorita Emmy, agora sua terapeuta pessoal, ainda não sentia preparada para socializar-se com as pessoas, em especial seus amigos, que sempre a olhavam com pena e tristeza. Não queria mostrar suas fraquezas, muito menos chorar na frente deles. Queria dar a volta por cima e mostrar que pode sim viver normalmente depois de um estupro. Estupro. Essa palavra virou rotineira em seus pensamentos. E para distrair resolveu ir conversar com seu amigo e companheiro de faculdade.

- Pensei ter dito para não servir bebida alcoólica a Kyuraku-san? – Arqueou uma sobrancelha e apoiou ambos os braços na cintura, batendo um dos pés com irritação. O homem de cabelos longos amarrados em um rabo de cavalo tentou esconder a garrafa de sakê atrás das costas. Sorriu ao ver a bela amiga, que apesar da palidez, ainda mantinha seu ar altivo e inteligente.

- Nanao-chan sempre tão delicada e preocupada com minha saúde! Vim fazer uma visita, já que não se despediu de mim! – Se jogou para um abraço de urso na amiga. Ela tentou se sair, mas o agarre era mais forte. Parou de relutar e sentiu a suave respiração do rapaz em seu pescoço.

- Me perdoe Nanao! Se não tivesse atrasado para a reunião... Nada disso teria acontecido! – Apertou-a com carinho e teve a cintura rodeada pela morena que segurava o choro para não fugir de seu delicado controle.

- Não Kyuraku! Não precisa se culpar! Tenho certeza que tudo vai ficar bem! Vamos encontrar aquele criminoso e colocá-lo em seu devido lugar, para que não machuque mais ninguém! – Soluçou e tentou esconder algumas lagrimas que venciam sua forca de vontade. Escondeu o rosto no peito do amigo e professor. Sempre podia contar com esse amalucado para toda e qualquer situação. – Ainda temos aquele rapaz! Quando ele acordar eu mesma arrancarei as informações necessárias dele! – Sorriu de forma triste elevando o rosto para ficar frente a companheiro. Este não esboçou um sorriso e abaixou o rosto. Ise percebeu que algo estava errado. Incentivou-o com os olhos para que ele respondesse o motivo da mudança de humor repentina.

- Quanto a isso! Nós... Nós perdemos! – Terminou e a soltou para se encaminhar ate o pequeno bar de madeira de tom vermelho, para pegar uma taca e enche-la de vodca e traze-la para que a garota bebesse.

- Co-mo as-sim? – Ise pegou de forma mecânica a taca e bebeu um gole. Seu corpo passou a tremer levemente e sentiu o chão mover-se abaixo de si.

- Sente-se! Precisamos conversar! – Pontuou de forma sombria e a encaminhou ate uma poltrona que estava no extremo de onde estavam. A noite seria longo e tediosa para ambos. A meta do professor era convencer Nanao a fazer uma declaração diante dos policiais para conseguir um pedido de prisão ao estuprador. Não poderiam agir mais sozinhos, pois não tinham mais a testemunha que dispunham. Um erro fatal foi deixar a clinica sem vigilância constante.


A escuridão me encurralou e uma risada aguda se aproximava com mais intensidade. Ouvi gritos de desespero. Eles vinham dos lábios de minha nee-san. Não consigo me mexer. Sinto meu corpo inerte e sem vida. Ao redor de meu pescoço tem uma mão apertando com violência. Quero gritar, mas nada sai de minha garganta. Será que nunca poderei ser feliz? Nunca conseguirei ser livre? Ichigo? Ichigo onde você esta?

- Ichi-go! – Abri devagar meus olhos e enxerguei o par de olhos mel me observando apreensivo. Ouvi sua suave voz me confortar.

- Estou aqui minha baixinha! Não precisa se preocupar! – Ichi me abraçou de forma possessiva. Afinal o que aconteceu? Levantei a cabeça por sobre o ombro de meu namorado e vi meu nii-sama me observar consternado. Atrás deles estava o senhor Jaegerjaquez e a senhorita Emmy, e logo atrás estava um rapaz que não conhecia bem. Seria aquele homem que sorriu de forma misteriosa e familiar? Não, estava confundindo ele com aquele monstro. Não poderia ser ele. Não poderia.


- Rukia? Sente-se bem? Quer que voltemos a nossa mansão? – Byakuya falou em tom frio, mas preocupado. Os convidados e parentes dos anfitriões tentavam erguer suas cabeças para ver o movimento do suntuoso banheiro de mármore onde a pequena princesa Kuchiki pousava. Ele possuía uma saleta contigua ao toalete, que tinha sofás e mesinhas de centro com revistas. Um balcão de mármore que pendia ao lado do enorme e lustrado espelho, tudo disposto com requinte e bom gosto. Rukia estava pousada neste balcão tendo a cintura segurada pelo ruivo que franzia o cenho para os curiosos que só aumentavam em numero.

- Sim nii-sama! Estou bem! Acho que não preciso voltar agora, não quero desfazer de nossos anfitriões! Além do mais... Tenho Ichigo aqui comigo! Vou ficar bem, prometo! – Deixou-se ser novamente abraçada pelo rapaz que acariciava seus cabelos para acalmá-la mais. Byakuya assentiu e olhou para os curiosos de forma fria mostrando sem uma única palavra o seu mandado de dispersão, e como encanto todos compreenderam e se retiraram de forma solene. Desrespeitar a ordem de um Kuchiki era algo inconcebível e impensado. Key aproximou-se do cliente e amigo para acompanhá-lo a saída. Desejou de forma silenciosa melhoras a pequena e tomou Emmy pelo braço, já que essa não fazia menção de sair, apesar do calafrio que sentiu ao chocar-se com o olhar altivo e poderoso do jovem líder. Grimm já havia saído há algum tempo. Nem precisou ver Byakuya em ação; tinha saído assim que escutou a frase de Rukia sobre Ichigo.

Esbarrou-se em alguns convidados que perguntavam curiosos sobre a situação da morena, mas não estava a fim de conversa. Correu desviando de seus amigos e companheiros para seu reduto; seu quarto. Trancou-se nele e chutou uma cadeira que ficava ao lado da mesa de computador. A entrada do quarto era na verdade uma sala de estar equipada com televisão de plasma, computador e sofás. O grande tapete em forma de tigre tinha a cabeça apontada à porta de entrada da recamara de seu dormitório. Grimm estava furioso com o que estava acontecendo. Seus planos estavam ameaçados e não permitiria isso. Ela tinha que ser dele! Precisava mostrar aquele líder engrandecido quem ele realmente era. Precisava de poder, e a família Kuchiki seria vital para isso. Sentia seu orgulho pisoteado. Havia imaginado a situação de forma totalmente diferente.

- Isso não pode estar acontecendo! Afinal quem é aquele punk idiota? – Grimm sentou na imensa cama negra com as mãos na cabeça. Precisava pensar rápido, pois não dispunha de muito tempo. Sua festa fora planejada com sumo cuidado para fazer desse encontro um possível compromisso. Jamais imaginava que a pequena tivesse alguém ao seu lado, que não fosse o irmão mais velho.

- Grimm precisa fazer algo! Aquele garoto esta com sua futura esposa nas mãos! Já tínhamos tudo calculado para o Miai, e olha no que da! – Emmy assomou de forma rápida em frente ao filho. Grimm nem percebeu a hora que a mãe entrou em seu quarto. Sabia muito bem que precisava agir, mas como faria isso sem usar a violência?

- E como espera que eu reaja? Ela já tem namorado! Disse-me que ela só tinha um amigo! Quem falhou? – Riu de forma desesperada para a mãe que constrangida se senta ao lado para acalmar.

- Pensei que fossem só isso! Mas não significa que perdemos essa guerra! Tem que aproximar-se dos dois! Só assim ganhara a confiança dela! Terá meu apoio, por isso não se preocupe, conheço a mente humana! – Finalizou e abraçou o filho encaixando a cabeça do rapaz contra seus seios. Queria o melhora para o filho. Temia que ele voltasse para o mundo do crime e destruísse a própria vida. Queria livrá-lo das, mas companhias e torná-lo um homem importante e poderoso.

- Está bem! Vou tentar! – Após um longo suspiro soltou-se da mãe, arrumou os cabelos negros e ajudou-a a se levantar para retornarem a festa. Afinal ainda tinham mais algumas horas para tentar a aproximação.


-Tem certeza que quer continuar Rukia? Podemos te levar pra casa! – Tentei novamente convencê-la para que saíssemos daquele lugar, mas Rukia é uma cabeça dura. Não conseguiu me explicar o que aconteceu, só que achou que conhecia de alguma forma aquele rapaz. Isso me deixou alerta. Poderia ser o responsável pelo sofrimento dela? Não poderia ser ele! Ele não tem os cabelos azuis e muito menos as tais tatuagens no olho. Devia ser uma confusão mesmo.

- Sim Ichi! Quantas vezes vou ter que repetir? Ajude-me a descer para que voltemos à mesa! Devem estar preocupados e não quero fazer mais cena vergonhosa pra minha família! – Sempre a honra em primeiro lugar! Pois bem, seria do jeito dela. Ajudei-a descer e me certifiquei de que realmente estivesse bem para andar sozinha. Não gosto de vê-la assim.

- Muito bem! Mas não vou deixar você sair do meu lado! Vem! – Apertei-a pela cintura e beijei o ombro para confortá-la. Encaminhamos-nos ao salão novamente onde a musica já soava. Casais dançavam de forma suave e compassada. Levei-a ate o centro e convidei-a para dançar. Não precisamos falar nada, bastávamos nos olharmos para entender o que um queria dizer ao outro. Segurei a mãozinha delicada dela e coloquei em meu ombro; encaixei minha outra mão em sua cintura e bailamos como se nada tivesse acontecido com dezenas de olhares curiosos a nossa pessoa. Odeio esse tipo de ambiente. Sei que Rukia esta lutando para manter-se controlada. Tremia cada vez que um casal esbarrava sem querer em nosso caminho.

- Quer dar uma volta? – Percebi que a palidez de Rukia estava mais acentuada, e para acalmá-la resolvi sair um pouco. Ela assentiu e saímos ante os olhares perspicazes de todos. Ao longe, Byakuya velava pela irmã. Antes de sairmos o aniversariante que ainda não tive a chance de saber o nome surgiu em nossa frente com um sorriso mais tímido.

- Espero que tenha melhorado Kuchiki-san! Deu-nos um tremendo susto! Permitam me apresentar! Jaegerjaquez Grimmjow a seu dispor! – Aproximou-se de mim e apertou minha mão efusivamente, me deixando levemente desconfortável. Tenho a impressão que queria machucar minha mão. Tomou a mão de Rukia e quando ia beijá-la a baixinha a retirou rápido e passou pra trás de mim. Estava com medo. Fiquei com pena da cara do tal Grimm que estava visivelmente desconfortável com a reação de Rukia, mas tentei apaziguar o ambiente.

- Não leve a mal Grimmjow! Rukia ainda tem medo das pessoas! Tenho certeza que ela não fez por mal! – Sorri e senti as mãozinhas de minha pequena apertar minha camisa. Estava com a cabeça encostada em minhas costas e creio que invisível aos olhos de Grimm devido meu tamanho cobri-la completamente.

- Fe-liz ani-ver-sario Jae-ger-já-quez-san! – Senti um átimo de me virar e abraçá-la para mantê-la mais calma. Beijei o alto de sua cabeça e sussurrei palavras de conforto no ouvido. Viramos-nos juntos, e mantendo meu braço ao redor de sua cintura; Rukia sorriu ao rapaz que fez o mesmo.

- Obrigado! Sejam bem vindos a minha casa! Mas se me permitem, que tal irmos a um lugar mais privativo e com pessoas de nossa idade? No outro salão tenho bebidas e boa musica! Muito melhor que essa pompa esquisita! – Sorriu novamente, mas agora com mais firmeza. Sinto-me mais relaxado agora. Ele eh um adolescente como nos, mas não vou baixar a guarda pra esses tipos.

- O que acha Kia? – Normalmente a chamo de nanica, mas vou tentar evitar na frente de estranhos, já que percebi que ela não se agrada muito do apelido. Minha musa concordou com a cabeça e o acompanhamos ate a dita sala. Acredito que Rukia ficara melhor sem ter que manter esses padrões exagerados da alta sociedade.

- Não me disse seu nome! – Grimm me questionou ainda de costas a nossa frente. Sempre me esqueço de fazer isso quando estou com Rukia. Aliás, esqueço-me de tudo ao meu redor quando estou com ela. Nota mental: ser mais sociável.

- Kurosaki Ichigo! Namorado de Rukia! – Apertei a mãozinha de minha namorada que caminhava ao meu lado silenciosa. Vi ela virar-se para mim e sorrir de forma suave.

- Kurosaki? Hum! Prazer! Espero que curta a minha festa! – Senti uma deixa de nervosismo na voz dele. Será que me conhece de algum lugar? Não me lembro de tê-lo visto antes. Mas vou ficar de olho nele.


É isso pessoas! Como o capítulo ficou grande demais, dividi ele em dois, portanto teremos uma terceira parte da Festa de Aniversário! Mandem reviews e me digam o que acharam, beleza? Boa semana pra todos! Beijocas,

JJ