Primeiro quero agradecer de coração as minhas nakamas: Mi Yuuki e Sydhartta pelos reviews. ^_^ Como voltei de viagem, irei postar cap duplo hoje! Espero que curtam. Vão ser fortes, principalmente o segundo, por isso quem tem coração fraco e pudor moderado não leia o começo!^_~ Triste, mas tive que escrever! Mas deixa de enrolar e vamos lá!

JJ


- Aizen-sama acabo de receber uma ligação de um dos delegados responsáveis pela busca da Kuchiki! Eles estão tentando rastrear nossa localização. Falei que não era seguro uma ligação, só mostraria nosso esconderijo! – Tousen repreendia seu líder, mas este não mudava a expressão calma e segura. Até mesmo sorria com o desespero de seu comandado. Tinha tudo em seu controle, não tinha porque preocupar-se.

- Deixa de ser franguinha Tousen! Aizen já sabia que eles iriam fazer isso. É obvio! Em que século acha que estamos? Foi pra isso que pagamos esse "tira" pra nos informar tudo! Logo teremos os bilhões que Aizen pediu e eu poderei me divertir com aquela princesa deliciosa! – Grimmjow lambeu o lábio inferior ao pensar na pequena Kuchiki nua em seus braços. Estava um pouco agitado por não poder entrar no quarto dela, já que Aizen foi decisivo ao negar sua livre passagem no mesmo. Dizia que era para não cometer nenhuma besteira, já que a fama de estuprador não era nem um pouco leviana. Tousen irritado escorregou para o sofá ao lado da poltrona de seu chefe. Não gostava de ser interrompido, muito menos por aquele moleque mal nascido, a seu ver. Detestava a relação amistosa de Aizen com o rapaz de cabelos azuis. Não via a necessidade de tê-lo no grupo, já que só sabia roubar quinquilharias e estuprar garotas indefesas. Odiava injustiças. Só entrou no mundo da máfia, pois queria vingar a morte de sua noiva que havia sido assassinada ha anos atrás. Ela fora morta por um grupo rival na França, onde residia. Eram de uma família pobre e viviam nas ruas francesas em busca de comida e asilo. Vendeu drogas para sobreviver ao mundo insano da miséria, e lá a conheceu. Ficara deslumbrado com o senso de justiça da garota. Esta nunca havia roubado para sobreviver. Vivia de pedidos e um ou outro serviço que fazia para algumas poucas almas caridosas. Quando estava preste a sair da marginalidade para casar-se com a jovem, teve seus sonhos destruídos ao saber que a moça havia sido estuprada e morta por um grupo traficante local. O mesmo para o qual trabalhava ate pouco tempo atrás. Seu pior pesadelo foi ter seus próprios companheiros retirando a vida de alguém inocente somente para vingar-se de sua saída do grupo. Ficou desolado, destruído e tentou lutar contra o grupo, mas não teve forças para vencê-lo. Quando estava prestes a morrer espancado, conheceu Aizen. Na época ele havia chegado para controlar o trafico local, e o encontrou a beira da morte quando invadiu o esconderijo inimigo. Matou todos com seus homens, e salvou a vida do rapaz, pois viu nele um futuro promissor. Foi quando Tousen ganhou a admiração de seu novo líder. Era um rapaz inteligente e frio. Apesar de se guardar em seu ideal de justiça, não poupava esforços para ajudar Aizen a destruir todos os grupos inimigos ao seu redor. Conquistaria cada lugar que fosse somente para não ter que ver pessoas como sua amada noiva sendo destruída por marginais sem escrúpulos. Aizen tinha um código de honra que almejava desde pequeno. Os fortes devem proteger os fracos e destruir aqueles que se interpõem a eles. Essa era sua diretriz e se situou com ela. Mas depois entrou esse moleque sem moral ou respeito à vida. O pior foi saber que ele não passava de um estuprador sem amor as pobres jovens que destruía. Lembrou-se de sua noiva e tentou matar o rapaz, sendo impedido de consegui-lo, pois Aizen lhe informou que este homem de cabelos berrantes era imprescindível para seus planos. Ele não entendeu bem o motivo, mas acatou as ordens. Não gostava nada de ser companheiro do rapaz, e vivia investigando a vida dele. Agora tinha que suportar o mesmo se vangloriar de algo que foi Aizen quem conquistou. O sequestro bem sucedido de uma Kuchiki. Não queria fazer mal aquela pequena e frágil garota, mas se almejava que seu mundo existisse naquele país, teria que levar adiante essa culpa. Só esperava o momento certo para matar Grimmjow, como o seu líder o havia prometido. Assim que conseguissem o resgate. Sorriu ante essa possibilidade ao ver o rapaz recostado no sofá de três lugares com os pés ao alto. Ele parecia irritado. E com certeza era por não poder entrar no quarto da garota.

- Vou ver como a menina está! Retiro-me Aizen-sama! – Ignorou completamente o comentário do rapaz. Aizen assentiu e voltou a ler a noticia no notebook que levava sentado em suas pernas.

- Idiota! – Grimm soltou irritado por perceber a obvia provocação do moreno de tranças longas. Sabia que ele estava mostrando que podia ver a garota, mas o mesmo não se aplicava a ele. O rapaz saiu após a reverência ao líder e um sorriso disperso ao companheiro Jaegerjaquez.

- Não se preocupe meu filho! Logo poderá divertir-se com sua pequena presa! – Aizen tentou passar calma ao rapaz. Para ele isso era um assunto indiferente. Pouco importava quem venceria aquela batalha, se Tousen ou Grimmjow. O importante era que o mais forte sobrevivesse e fizesse jus ao seu trabalho.


Uma escuridão me envolve e sinto que meu corpo está dormente e frio. Sei que o lugar seria agradável se não fosse a minha atual situação. O quarto em que me colocaram é suntuoso e bem mobiliado. Um bom gosto moderno, onde a cama e os armários combinam tons pastéis com o amarelo claro da parede. Mas a minha vista só enxergo escuridão. Deitei-me como se fosse um feto ao ventre de sua mãe. Tenho medo. Sinto-me só e sei que não sairei mais daqui. Nem mesmo Ichigo pode me salvar.

- I-chi-go! – Sinto minhas lágrimas mais uma vez banhar meu rosto. Não adianta mais limpá-las. Não consigo mais encontrar esperanças. Nem mesmo Ichi poderá me salvar. Ele é só um menino como eu. O que poderia fazer? Não, nem quero imaginar. Esses homens são monstros, não poupariam a vida dele e isso é o que jamais desejarei. Não quero que nem ele, nem nii-sama se arrisquem para vir me salvar. Já estou me preparando para reencontrar Hisana nee-san. Isso é o melhor a se fazer.

- Ainda acordada pequena dama? – Aquele rapaz de voz gentil veio novamente ver se estou bem. Não consigo entender porque alguém como ele está em um grupo como este. Tenho pavor de pensar como essas pessoas são singulares. Aquele rapaz de olhos semicerrados e cabelos pratas me assustam. Mas não mais do que aquele senhor de olhar inquisidor e óculos quadrados. Ele com certeza é o líder desses sequestradores. Jamais imaginaria que Grimmjow-san fazia parte deles. Será que a senhora Emmy sabe disso? Não, provavelmente não. Tenho pena dela. Tenho certeza que sofrerá muito ao saber o que o filho é de verdade.

- Responder minhas perguntas ajudaria a eu perceber se está bem ou não, não acha? – Creio que perdi completamente as palavras que ele me falou. Não tenho o que dizer. Nada em mim está no lugar. Sinto como se as paredes estivessem me esmagando. Aproximam-se cada vez mais de mim e não tenho pra onde correr. A minha doença com certeza está voltando. Mas o estranho é não conseguir sequer gritar socorro. Sinto minha alma presa e solitária. Creio que isso seja a percepção da proximidade da minha morte.

- Es-tou bem, o-briga-da! – Não vai adiantar ter medo agora. Se o fizer será pior. Não quero ver Ichi chorar de tristeza quando encontrar meu corpo. Não vou permitir que meu rosto esteja triste ou desesperado. O amo com todo meu ser. Jamais permitirei que sofra por minha causa. Como queria poder sair daqui e estar ao lado dele. Em seus braços quentes. Sentir seus lábios me confortando. Talvez pensar nele esteja me fazendo ter coragem para enfrentar minha morte.

- Incrível jovem! Qualquer uma estaria em uma histeria e completo desespero! O que te faz não estar assim? – Creio que eu deveria fazer essa pergunta.

- Minha família. – Sinto-me na obrigação de falar o que meu coração grita.

- Quem? Seu irmão? Ou melhor, cunhado? – Franzi a testa ante esse comentário hostil.

- Não somente nii-sama, quanto Ichi, Hachi, Kensei e todos da mansão! Além de minha amiga Inoue. – Isso mesmo. Não vou deixar me quebrarem a única coisa que consegui de bom. Graças a Ichi consegui minha vida de volta e vou levá-la comigo. Ninguém vai tirar minha felicidade atual. Nem mesmo minha doença ou minha morte.

- Compreendo! Você me lembra alguém que tinha os mesmos princípios. Mas não foi como ela queria. Morreu estuprada e desolada e não pude fazer nada por ela. Não pense que nenhum deles virá te salvar! – Sei que essas palavras foram mordazes, mas por alguma razão sinto que ele não falou sério. Não é o que ele realmente sente.

- Tenho certeza que ela o esperou até o fim. Foi feliz enquanto o tinha por perto, e isso é o que importa. Um dia todos nós morreremos, não tem porque temer algo inevitável! Levarei comigo o sorriso e o amor de meu namorado. A sagacidade de meu nii-sama. A ternura de minha amiga. A amizade de meu motorista e a coragem de meu segurança! De uma coisa pode ter certeza, senhor. Fui feliz e morrerei com essa felicidade! Custe o que custar! – Pela mudança brusca de seu rosto, toquei seu coração. Ele não é uma pessoa má. Só está em má companhia. Quem sabe eu não alcance seu coração?

- Acredite no que quiser. Vou rezar para que você alcance paz. Quando for ao céu, por favor, diga a minha noiva que eu ainda não a esqueci, mas jamais poderei revê-la! – Ele voltou-se para sair.

- Você mesmo dirá isso! – Falei antes dele sumir atrás da porta. Pena que pessoas como ele não consigam enxergar a luz que encontrei.

- Ichi! Espero poder vê-lo um dia! – Vou voltar a dormir. Quem sabe não sonho com o sorriso que tanto amo.


- Rukia! Por quê? – Mais uma vez Ichigo andava em círculos irritando não só seus companheiros quanto a si mesmo. Sem nenhuma noticia de Urahara, só não saiu do QG porque seus companheiros não permitiram. Estava irritado com a demora das noticias de seu líder. Quando de repente a portinhola do salão de reuniões se abriu, mostrando o inusitado chapéu listrado e seu dono acompanhado de uma linda morena de olhar gatuno.

- Finalmente! E o que conseguiram? – Shinji não resistiu em ser o primeiro a questionar o que todos os presentes ansiavam saber. Na sala Nel, Hisagi, Nanao, Shinji, Ichigo, Itsugaya, Ikaku, Hirako e Kyone levantaram aguardando as respostas de Urahara e Yoruichi.

- Yo minna-san! Vejo que estão ansiosos por informações! – O líder brincou com a expressão apreensiva de todos. Terrível erro, já que Ichigo não estava nem um pouco a fim de brincadeiras. Puxou o homem pelo colarinho e o prensou contra a parede.

- QUE DIABOS É ISSO DE COMEMORAR URAHARA? ONDE RUKIA ESTÁ? – Gritou furioso enquanto via o amigo esconder o rosto no chapéu estranho. Os olhos verdes faiscavam num tom diferente.

- Are, are! Sempre ansioso e prepotente! Se não fosse meu amigo teria te dado um soco. Já iremos resgatar a pequena Kuchiki. Mas já digo que será muito arriscado. O que me diz? – Sorriu ao ver a feição confusa do rapaz. Ele estava dizendo que encontrou sua Kia? E ainda estava fazendo perguntas idiotas?

- Claro que sim Urahara! Onde e como irei resgatá-la? – Soltou o agarre do colarinho e afastou-se para ouvir a resposta dele.

- Até parece que vai sozinho Ichi! Deixe Kisuke explicar o plano. – Yoruichi não aguentou mais a pressão imposta pelo rapaz. Sabia da dor do mesmo, mas ficar nervoso não ajudaria em nada.

- Obrigado! Então vamos falar o que devemos fazer para resgatar a princesa. – E assim iniciou uma longa descrição do lugar e de como invadi-lo sem colocar a vida da garota em risco. Algo ousado, mas por dentro Ichigo sabia que podia confiar em seu amigo.


Sempre quando lembro de Tousen fico intrigada! O cara achava mesmo que estava do lado certo? Estranho né? kkkkk Por isso escrevi ele desse jeito nessa fic!^_^ O próximo como já avisei é forte, não me matem... nos vemos lá!
JJ