Wow! Demorei muito? Ok...ok! Sei que demorei. Tinha esse cap pronto, mas não gostei e refiz ele. Por isso não postei antes. Pessoal, estou demorando também, pois minha fase de provas recomeçou (aiai), por isso espero que compreendam meus atrasinhos. Mas podem ficar despreocupados que vou postar direitinho, só que com um intervalo maior. Espero que curtam a última parte de Cercados. A fic já está imensa em quantidade de capítulos. Só espero que não enjoem dela por isso. Enfim, vou tentar ser mais enxuta na quantidade de caps. ^_^ Vamos lá então!
Ane Momsen: Pior que não vou mesmo com a cara dela Ane! Mas não a escolhi por isso, foi mais, porque só ela mesma para cair nas artimanhas de Grimm. Só não te dou umas pauladas, pois Ichi não vai me deixar tempo! kkkkkk Também adoro o Grimm do anime, mas esse aqui está na minha lista negra! Seja bem vinda e arigatô pelo review!^_^
Como haviam descoberto tão rápido seu esconderijo? Pensava Aizen furioso e frustrado. Não era bem esse o cenário que havia projetado. Tinha a menina nas mãos, mas e agora? Alguém o havia delatado, e faria qualquer coisa para saber quem foi. Mas não tinha tempo hábil agora, precisava sair daquele sítio e o mais rápido possível. Saiu de trás da imensa mesa de madeira de cedro que o protegia dos tiros, e esgueirou-se pelo chão para não ser atingido. O barulho estava em todo lugar, e algumas balas ricochetavam pelas paredes e objetos do salão. Jogou a cabeça pra trás chamando a atenção de Halibel, que rapidamente apertou uma alavanca que estava escondida no canto de uma das estantes daquela sala. A parede rugiu e vagarosamente se abriu mostrando uma passagem secreta.
- Vá na frente Aizen-sama! Eu e Nnoitra iremos distraí-los. Não se preocupe, mesmo se formos pegos vivos, não te entregaremos! Ichimaru está esperando no estacionamento do subsolo oeste. Poderá escapar! – Tousen clamou para o líder, mas de forma que não pudesse ser ouvido pelos inimigos do corredor. Aizen não gostou muito da situação, mas teria que fugir naquele instante se quisesse acabar com seus inimigos depois.
- Não! Melhor Halibel e Nnoitra ficarem. Você vem comigo! – E sem esperar resposta entrou na passagem, sendo seguido por Tousen. Instantes depois a estante e a parede retornaram a posição anterior. E o tiroteio se intensificou. Várias baixas do lado de Aizen estavam acontecendo, mas parecia que do lado inimigo não estavam em melhor situação. Tudo mudou quando se pôde ouvir o barulho de vários policiais cercarem o salão. Halibel e Nnoitra jogaram as armas ao chão quando se viram rodeados de pistolas e fuzis apontados para suas cabeças. Vinte homens foram algemados, um a um na mansão. Não resistiram, pois queriam seguir com suas vidas. Halibel foi levada por duas policiais até a saída. Os outros ficaram sentados no salão para aguardar a vez de sair. Alguns delegados tentavam encontrar o líder do grupo, mas não conseguiam arrancar nada de ninguém naquele momento. Ficaram responsáveis por encontrar fugitivos e impedir que saíssem da propriedade.
Os companheiros de Ichigo apareceram para contemplar seus méritos. Haviam arriscado tudo, inclusive suas próprias vidas para segurar aqueles homens até o assalto policial chegar. Ichigo ainda permanecia na sala, onde instantes atrás lhes serviu como abrigo. Tinha no colo uma menina assustada e tremendo muito, mas fora de perigo.
- Kia! Acabou. Agora vai ficar tudo bem! Não vou deixar mais ninguém te fazer mal, nunca mais! – Ichigo acalentava a pequena no colo como uma criançinha. Ficou esperando os médicos chegarem para cuidar da saúde da menina, mas o que não queria mesmo era solta-la. Em seu ser dizia para não ficar um instante somente longe dela. Ainda temia que lhe arrebatassem novamente. Não permitiria isso nunca mais.
- Arisawa-san? Acho melhor você ir pra casa! Deixe Inoue-san comigo, eu vou fazer companhia pra ela nesse turno. Se cansar só trará mais dor a sua amiga. Vamos, vá pra casa e descanse! – Ishida tentava retirar aquela que já havia sido proclamada a mais corajosa e animada karateka do colégio onde estudavam. Mas tinha uma jovem derrotada em seu lugar. Os olhos tinham bolsinhas escuras, os lábios ressecados e mordidos. As mãos não deixavam de crispar. Estava muito abatida. Inoue já não estava mais chorando copiosamente como antes. Foi-lhe necessário administrar um calmante forte o suficiente para fazê-la perder a consciência. E lá estava ela jazendo numa cama metálica naquele quarto de hospital. Parecia que a vida já não existia mais por ali.
- E-u não fiz nada Ishida! Ela precisava de mim... Eu devia ter obrigado ela a deixar esse canalha... E-la precisou de mim e o que eu fiz? O QUE EU FIZ? N-A-D-A! NADA! QUE ESPÉCIE DE AMIGA EU SOU? – Explodiu a morena que lutava para não correr pela porta e ela mesma procurar o monstro que destruiu sua amiga sonhadora. Lembrar-se de seu sorriso gentil e infantil com sua voz calma divagando sobre o filho que teria a fazia sentir mais asco de si mesma. Sabia que não devia ter permitido esse relacionamento, mas não fez nada para impedir esse desastre.
- Não foi sua culpa Arisawa-san. Nós não poderíamos fazer nada. Agora a única coisa que podemos fazer é apoiar Inoue e ajudá-la a sair desse pesadelo! Ela vai precisar de sua força mais do que qualquer remédio. Ela vai precisar de seu amor e companhia, mais do que esse monstro preso. Mas uma coisa tenha certeza... Esse crápula vai ser preso e pagará cada dor que fez Inoue-san sofrer! Não só ela, quanto a Kuchiki-san também! Ele não vai conseguir fugir do poderoso Kuchiki-sama. Disso você pode ter certeza! – Falou com tanta firmeza que Tatsuki reagiu as informações de forma rápida. Ainda não fazia idéia do acontecido com Rukia, e o nome citado a fez querer se inteirar de tudo o que estava acontecendo.
- Kuchiki-san? O que ela tem haver com tudo isso? Ele também fez algo com aquela pequena doente? – O semblante pasmo e preocupado da morena fez Ishida reagir tarde demais. Falou mais do que deveria. Tatsuki não merecia saber de mais problemas, mas agora já não tinha outra saída a não ser explicar sobre o seqüestro da princesa Kuchiki. Arisawa não assistiu aos noticiários, jornais ou mesmo prestou atenção aos comentários em formas cochichadas dos enfermeiros e pacientes daquele enorme hospital, e por isso não estava informada do maior seqüestro daquela cidade. Teria que ser o mensageiro das más notícias.
- Sim! – Soprou resignado e cansado. Sentando na pequena cadeira ao pé da porta, levantou o rosto para a morena que fez ademão para que continuasse. – Ela foi seqüestrada na casa da Inoue-san. Na verdade esse provavelmente era a meta dele o tempo todo. Talvez se aproveitou de seu relacionamento com Inoue para aproximar-se da Kuchiki-san, já que não é muito fácil conseguir estar no meio social restrito que ela vive. Alguns seguranças da família também eram traidores e ajudaram Grimmjow a seqüestrá-la. Ainda não se sabe quem os matou, mas tenho suspeita que seja o homem estranho que trouxe Inoue-san ao hospital. Devido à gravidade do problema, os médicos plantonistas não se preocuparam em entrevista-lo para saber quem era. Mas foi graças a ele que ela pode sobreviver. Riuken está se dirigindo agora com Kuchiki-sama para uma mansão localizada em uma região distante daqui para encontrar a Rukia-san. A negociação com os seqüestradores apresentou quem menos imaginávamos... Aizen Sousuke. Ele é o "cabeça" de toda a operação. A única coisa que devemos fazer agora é esperar que os policiais e responsáveis possam controlar essa situação delicada. – Mais uma vez suspirou cansado. Não dormiu momento nenhum desde que seu pai lhe contou sobre a situação. Parecia que estavam presos a uma história de cinema. Jamais pensaria que sua pacata cidade fosse palco de tantos acontecimentos ruins. Não era completamente segura e livre de problemas gerais, como qualquer outra cidade, mas jamais pensou que algo dessa magnitude pudesse acontecer. Tatsuki deixou-se cair na cadeira com as mãos na cabeça. Tentava assimilar todas aquelas informações. Olhou de soslaio a amiga adormecida e sentiu um desejo insano de fugir daquele lugar. Queria desaparecer e não ver mais ninguém. Mas então as palavras iniciais de Ishida a fizeram voltar. Ela era o único apoio que a ruivinha tinha. Como deixá-la no momento mais cruel de sua vida? Tinha ser forte por ela. E seria.
- Então eu mesmo vou esganar aquele cretino com minhas próprias mãos! – Entoou como um encantamento ou mantra para acalmar seu coração. Ishida sorriu.
- Vai ter que ficar na fila, pois Kurosaki vai querer ser o primeiro a fazê-lo! Se já não tiver feito – Lembrou-se do envolvimento do ruivo naquela história toda.
- Ichigo? Ah! Droga! Com certeza não vou chegar a tempo. Ele ira matá-lo sozinho! – Mais animada, aproximou-se da cama e tomou as mãos da amiga sobre as dela. Estava gelada e sua pele pálida. Mas logo se recuperaria, pois não era justo alguém inocente como ela sofrer e não conseguir realizar seus sonhos.
- Por favor, senhor Jaegerjaquez, precisa tomar o jato e fugir daqui! Eles não irão poupá-lo disso tudo. Afinal foi seus seguranças que participaram desse seqüestro, e para piorar seu neto também está envolvido! – O jovem advogado tentava inutilmente tirar o velho líder daquele país, para que pudesse ficar em um lugar seguro para sobreviver a Kuchiki Byakuya que já acionava todas as autoridades assim que descobriu o envolvimento da família nesse cenário.
- NUNCA! Eu não tive nada haver com isso! Preciso falar com Kuchiki-sama. Tenho certeza que ele vai acreditar em mim. E não tem nenhuma prova de que meu neto está nisso tudo! Ele está no apartamento dele, não tem nada com isso. Isso é um equivoco terrível! – Deixou-se cair na suntuosa poltrona de seu escritório. Não conseguia coordenar seus pensamentos. Já estava acostumado aos problemas de Grimm, mas seqüestrar a princesa dos Kuchiki, jamais passou por sua mente envelhecida. Àquelas horas de espera o envelheceram mais dez anos, e não comeu nada ou bebeu pela ansiedade. Queria conversar com seu jovem amigo e explicar que aquilo tudo não era verdade. Não era isso o que tinha planejado. Queria a união da família através do matrimonio dos jovens, e não um absurdo seqüestro. Olhou para a parede e viu uma mulher sumida em seus pensamentos sentada numa pequena poltrona. Emmy também tinha envelhecido anos. Estava desesperada. Seu único filho havia passado dos limites naquela vez.
- Mas senhor... – O pobre rapaz desistiu ao ver o brilho nos olhos escurecidos de seu cliente. Observou a bela mulher que parecia mais um fantasma se levantar e se aproximar da mesa.
- MEU FILHO NÃO Está ENVOLVIDO COM ESSES MONSTROS! TENHO CERTEZA DISSO! – Usou suas últimas forças para enfrentar aquela situação terrível. Os olhos azuis carregados de lágrimas, fez com que o jovem advogado sentisse pena daquela bela mulher. Também não saberia como reagir diante disso. Mas tudo estava contra ela.
- Então porque ninguém consegue encontrá-lo desde ontem cedo? Porque não responde ao celular e desligou o GPS para não ser localizado? Sinto muito, mas não temos nada em nosso favor senhorita! Sinto muito! – Arrependeu-se de suas cruéis perguntas ao ver naquele lindo rosto lágrimas caírem como cascatas. Jamais imaginou aquela beldade nessa máscara de sofrimento e dor. Seu coração apertou e virou o rosto para não continuar naquele momento constrangedor.
- E-ele não é... Não é assassino... Não é... Ele é meu filhinho... – Chorou e desabou nos joelhos. O advogado tentou ajudá-la, mas foi rechaçado pela jovem mãe. Kei não esboçou nada nem saiu de sua posição distante. Estava mais irritado com o possível envolvimento do neto do que com a dor de sua nora. Nunca deveria tê-lo trazido ao Japão. Nunca deveria ter permitido seu filho estudar no exterior. Na Alemanha ou em lugar nenhum. Como estava arrependido disso.
Já estava fugindo há horas. Perdeu a noção do tempo. Teve que se esconder das várias viaturas que circulavam pela cidade em busca dos fugitivos. Aproximou-se do pequeno prédio. Não era localizado num ponto privilegiado como seu próprio apartamento, mas estava num local solitário e não teria como os policiais procurá-lo por ali. Ulquiorra era um homem reservado e ninguém sabia onde morava. Isso estaria a seu favor. Subiu sorrateiro pelas escadas de emergência e alcançou o último andar daquele prédio de seis andares. Entrou no pequeno corredor e direcionou-se a porta do apartamento dos fundos. Abriu com sua chave reserva e adentrou o lugar que estava escuro e parecia vazio. Ligou o interruptor e se encontrou com o rapaz de olhar vazio sentado a sua frente com uma enorme pistola com silenciador apontado para a porta de entrada.
- Sou eu, idiota! Pode baixar essa arma. Você me deve uma... Não voltou para nós, mas fez bem, o plano foi pelo ralo. – Trancou a porta e se voltou ao companheiro que ainda tinha a arma apontada para si. Estranhou aquela atitude. – Já disse. Pode baixar a arma, idiota. Não vê que estou com o braço ferido? Preciso de sua caixa de primeiros socorros. Consegui estancar o sangramento, mas ainda dói pra caramba, cara! Ulquiorra? – O rapaz não se moveu e nem fez ademão de baixar a pistola.
- Acabou Grimm. Sua história acaba aqui! – Atirou e o barulho da carne do ombro de Grimmjow inundou o lugar.
- Se-eu maldito... Co-mo pode fazer is-so comi... – Pela perda excessiva de sangue anterior não resistiu ao novo ferimento e tombou sujando o chão da pequena sala. Seria aquele seu fim? Ulquiorra aproximo-se de seu ouvido e sussurrou.
- Você tinha tudo o que eu queria ter... E o que fez? Jogou tudo pro alto. Não Grimm, dessa vez você não vai sair ileso disso tudo. – Levantou-se e jogou a pistola no sofá. Sentou-se na mesma poltrona onde instante atrás liberou sua própria ira. Mas estava satisfeito com o que fez? Deixaria seu companheiro morrer depois do que ele fez anos atrás? Um conflito mental não o deixava pensar em paz.
É isso pessoas! Vejo vocês no próximo. Sei que estou enrolando, mas não quero finalizar sem antes terminar todos os assuntos pendentes dessa fic. Então ainda tem um bocadinho a frente! Beijasso,
JJ
