Puxa! Mais uma vez atrasada! Virou costume, foi? Desculpem a falta, mas pior que tempo é algo escasso em minha vidinha!^^
Entrego a vocês o penúltimo capítulo. Seria o último, mas resolvi dividir em dois já que tem muita coisa por finalizar. Espero que gostem. Foi um pouco dramático, concordo, mas sou assim mesmo!

Obrigada pelas PMs Paulo23!Ainda estou esperando seu review, tá?


- Aizen-sama? O que faremos agora? – Tousen estava agitado, andando de um lado a outro. Não teriam mais escapatórias. Estavam cercados e a feição de Gin não ajudava muito. Estava calmo e concentrado. Ainda não sabiam quem havia traído o grupo. Aizen imaginava que Nnoitra tinha informado a polícia para diminuir a própria pena, algo extremamente comum em seu mundo.

- Nnoitra! Com certeza não foi Halibel. Mas isso não vem ao caso agora! Pelo que gritaram a fora querem uma audiência comigo antes de me entregar aos policiais! Vou atendê-los. Quanto às autoridades deste país... Não poderão fazer nada contra mim. Não tenho nada que me incrimine. Tomei todos os devidos cuidados. E no mais, nem a Inglaterra tem mais nada contra mim. Se eles pensam que isso irá me afetar, se enganam. – Soltou irritado. Nunca saia de sua máscara impetuosa e fria, mas esses "erros cometidos" o estavam irritando muito.

- Vou abrir a porta, então! O senhor sempre será meu ídolo, Aizen-san! Incrível, que mesmo em um momento como esse consegue manter a calma! Realmente incrível! – Zombou sorridente o traidor de cabelos prateados. Ichimaru estava finalmente se vingando daquele que foi responsável pela morte de sua família. Muitos anos atrás se uniu a máfia de Aizen, somente para traí-lo como ele fez com seu pai no interior da Inglaterra. Queria presenciar cada momento dessa derrota tão esperada. Apressou-se em chegar à porta pequena em vista ao galpão enorme e vazio. Não esperou os resmungos de Tousen, ou o olhar frio de Sousuke. O show tinha que começar. Sorriu ainda mais ao ver seu velho mentor aparecer na porta com o chapéu esquisito. Logo atrás um homem de jaleco, Kurosaki Ishin e dois acompanhantes inusitados. Não os esperava, mas seria muito mais divertido assim.

- Acho que isso termina hoje, meu caro! Pena que o tempo não está muito bonito, nem temos estrelas para presenciar esse ato seu! Parabéns! Seus pais estariam orgulhosos! Mas cuidado... Neliel e Hisagi querem seu pescoço, e não fazem idéia que é um dos nossos! – Pontuou com uma deixa de diversão, o antigo comandante.

- Tomarei cuidado! Penso regressar a minha bela terra com minha conquista! – Piscou para o companheiro, em alegação a bela loira que conheceu durante sua estada no Japão. Matsumoto Rangiku já estava mais que apaixonada, e aventuras era um prato cheio para seu coração aventureiro. Deu passagem aos visitantes, e sem cerimônias tomou a pequena cadeira que jazia a porta e sentou-se. Nela havia ficado de guarda o dia todo, mas agora seria para ver o julgamento de seu chefe. Aizen não falou nada enquanto entravam todos os convidados. Um a um, se colocavam a sua volta, como se isso o evitasse fugir; algo desnecessário já que estava completamente sitiado. Tousen preferiu pôr-se de lado, já que agora caia em conta de quem era o verdadeiro traidor. Encarou o companheiro de cabelos prata e tentou entender o motivo daquilo. Eles tinham um débito com Aizen. Ele os salvou da morte dezenas de vezes, mas porque Gin o traía daquela maneira? Não entendia. Observou Byakuya e seu braço direito entrar por último, e assim a porta fechou-se, impedindo os externos de presenciar aquele dito julgamento. Nenhum deles queria interpor-se naquele tribunal ilegal, mas legítimo em sua composição. Todos os presentes tinham alguém para vingar, e jamais interfeririam nisso. Justiça. Essa palavra corria na mente de cada policial que estava aguardando de fora, o desfecho desse embate.

- Quem começa? – Aizen pronunciou lacônico. Se pensavam que ele estaria nervoso, revoltado ou assustado com tudo aquilo se enganaram. Não seria um grupinho de pessoas que o fariam temer. Ele era o poderoso Aizen Sousuke. Senhor da máfia mais poderosa da Inglaterra. Aquele que podia ir e vir do país que quisesse sem preocupar-se com as autoridades locais.

- Are, are! Acho que alguém ainda não compreendeu a situação aqui. Mas, Ishida-san poderia ler para nós as acusações? Afinal isso será um julgamento justo, e não queremos que nosso réu vá para o inferno sem saber direitinho o por quê? Certo? – Urahara levantou a aba do chapéu e seu olhar assassino estava tão brilhante quanto na época em que trabalhava para a Interpol. Um leve calafrio percorreu o moreno que permanecia imóvel. Se tiver ouvido bem, aquilo seria uma execução. Olhou para o líder, mas este não pareceu estar afetado com aquelas palavras.

- Prossiga! – Ordenou altivo o líder mafioso. Emmy reagiu com um gemido. Aquilo era um verdadeiro pesadelo para ela. Jamais imaginaria que fosse tão frio e abominável o homem que um dia a ajudou a sair da terrível depressão que enfrentou quando sentiu seu mundo cair. Lembrou-se da expressão semelhante do pequeno Grimm quando assassinou o namorado dela. Ele tinha a mesma expressão de Aizen. Isso a estava mortificando, pois sabia que seu filho também acabaria assim. Pequenas lágrimas teimosas escorreram na bela face. Olhou para o lado esquerdo onde Kei tremia sem controle. O pobre velho não agüentaria mais; estava visivelmente disposto a estrangular aquele quem lhe tirou seu único rebento.

- Se me permitem! – Ishida retirou a pequena carta do paletó impecável. Acenou a Kuchiki como esperando uma permissão, e este somente lhe devolveu o gesto. – Aizen Sousuke, mafioso, traficante e assassino, essa comissão de julgamento lhe declara culpado pelos muitos crimes cometidos a coroa inglesa, ao assassinato de Kurosaki Masaki, traição e assassinato de Jaegerjaquez Werber, assassinato de Ishida Souken, corrupção de menores, como Jaegerjaquez Grimmjow, Kaname Tousen, Ulquiorra Shiffer, Ichimaru Gin, venda de narcotráfico para os cidadãos deste país e o seqüestro e tentativa de assassinato de Kuchiki Rukia. Além de fugir da pena delegada pela coroa há dezessete anos. – Finalizou solene, o jovem médico. Lembrar-se da morte do pai o fez entesar o corpo. O sangue fervia por dentro, mas tinha que conter-se em memória de seu velho pai. O senhor responsável pela clínica de tratamento de viciados em drogas havia sido covardemente assassinado por ter-se tornado um empecilho para as vendas em Tókio. Era muito famoso pelo tratamento que dispensava, e um excelente conselheiro de jovens viciados. Isso chamou atenção de Aizen, que não mediu esforços para destruir aquela pequena, mas irritante barreira a seus negócios na cidade. Pouco importava pra ele se era somente uma pequena gota em um oceano, se fosse considerado um empecilho era eliminado na hora. A risada escarninha de Aizen o devolveu ao local. Não estava nem um pouco espantado com a leitura, orgulhava-se de cada feito. Só se repreendia por ter deixado estes a sua volta vivo.

- E quem executará a sentença? Você Urahara Kisuke? Para lavar sua honra por ter perdido a oportunidade de me matar na Inglaterra? – Apontou sorridente o senhor de estranho chapéu. Urahara somente devolveu o sorriso. – Ou será o grande líder Kuchiki Byakuya? Seria para vingar-se da mancha que meu menino colocou em sua protegida? Agradeça a Kaname-kun. Se não fosse por ele, sua garotinha estaria tão suja quanto uma prostituta de cais franceses. E creia, elas são muito boas! – Gargalhou antes de continuar. Achava graça da expressão impenetrável do Kuchiki. Sempre desejou presenciar esse rosto austero quando ocorreu o assassinato de sua mulher. – Mas talvez meu velho amigo Jaegerjaquez Kei queira vingar a morte estúpida de seu filho traidor? Se me lembro bem... Ah sim, ele havia dito algo como: "Piedade, eu tenho um pequeno garoto me esperando na Alemanha!" Ou seria: "Deixe Emmy fora disso, ela não tem nada haver com isso?" Provavelmente algo assim. A minha visita foi interessante, mas envenená-lo foi mais ainda. Quer dizer... Eu saí ganhando nessa, não? Tive o prazer de usufruir do belo corpo de... – Parou após o intrépido tapa que recebeu de uma trêmula Emmy. Acariciou o local sem mover-se um centímetro do lugar e sorriu fazendo um gesto de galanteio para a jovem que tinha os belos lábios vermelhos sendo punidos com suas mordidas nervosas.

- Seu filho da... – O velho Jaegerjaquez foi segurado firmemente pelo médico Ishida. Não queriam atrapalhar aquele julgamento merecido. Aizen observou detidamente Ishin e depois Ishida.

- Ou não seria pela morte daquela velha mosca que irritava meus trabalhos em Tókio? Um mero inseto que tratei de eliminar. Um belo trabalho de Ulquiorra, se me permitem dizer. – Parou como que para pensar um pouco. Algo nele não estava completamente seguro do que iria falar. Kurosaki avançou a frente do circulo formado pelos juízes daquele tribunal e apontou uma magnun prata com o enorme silenciador na testa de Sousuke. Este ficou um pouco surpreso com a escolha de seu executor. Sabia praticamente tudo sobre o médico, devido à pesquisa realizada por Ulquiorra a pedido de Grimm. Não conseguia vê-lo como um assassino e sorriu ante a própria surpresa.

- Esqueceu-se de mim, meu velho? Ou será que o nome de minha mulher ainda te faz ter pesadelos? Sempre fiquei curioso em saber o que minha noiva fazia em suas viagens. Jamais a imaginei como uma agente da Interpol, responsável por enganar um mafioso fazendo-o apaixonar-se por ela para depois entregá-lo de bandeja. Sempre tão confiante de que seus planos saiam sempre perfeitos... Mas não pôde controlar a própria paixão que lhe corroia a alma, não? Concordo com você. Masaki era maravilhosa em tudo. Foi uma esplêndida mãe, amiga, companheira e amante. Agora entendo de onde meu filho herdou sua coragem e força de vontade. Aliás, uma incrível coincidência, não? Meu filho foi o responsável pela derrota de seu protegido. O que acha? Uma brincadeira de minha doce Masaki para você? Queria que ele estivesse aqui para ver isso, mas ele tem outros planos, sabe? Ele quer vingar minha amada terceira filha. Creio que depois daqui Byakuya-san vá querer presenciar também a vitória de meu moleque sobre o rapazinho Jaegerjaquez, não? Provavelmente sim. Mas voltemos aqui. Deve estar pensando, porque um mero médico que salva vidas será o meu executor? E não o velho comandante? Seria mais digno, não? – Fez uma pausa e segurou o gatilho. Soltá-lo seria o final de Aizen. Este não movia um músculo sequer. Não tinha mais a feição despreocupada. Em seus olhos havia ira, muita ira. Ishin aguardou a resposta e as palavras sujas que Sousuke falaria de sua falecida esposa. Esperava somente isso para soltar o gatilho.

- Não vejo o porquê de Masaki querer um lixo como você. O que pôde oferecer a ela? Nem sequer estava presente quando ela mais precisava. Sabe por que não matei seu pequeno esquisitinho de cabelos laranja? Porque pensei que seria muito divertido vê-lo se rebaixar a um assassino e me caçar! E agora olhe só. Ele irá matar Grimm o filho dessa doce senhora. Pena que não fui eu quem o desvirtuou como informou essa malfadada "cartinha de condenação"! Não precisei explicar muito de meu mundo, ele já pertencia bem antes disso. – Alfinetou encarando o velho Jaegerjaquez que tinha a boca aberta de perplexidade. Aquele homem nunca se arrependeria nem mesmo na morte?

- Talvez porque Masaki queria um homem que a fizesse feliz e satisfeita? Uma família onde poderia ser acolhida com amor e gratidão todos os dias? Um filho protetor que não temesse nem a morte para proteger a mãe? Ela queria dignidade, e encontrou em nós. Nós queríamos felicidade, e encontramos nela. Isso você nunca vai entender Aizen. Sabe por quê? Porque você já nasceu para o fracasso, já nasceu para o inferno. Não vou pedir para enviar nenhum recado a minha Masaki, pois ela não está em sua casa, então vá em frente e prossiga na solidão de se tornar um nada! Adeus Aizen! – E um disparo soou fraco e seco. Sousuke ficou com a alguma palavra presa à boca. O corpo caiu pesado no chão. Nem Tousen, nem Gin se mexeram para acudir o antigo líder. Um sorriso saiu vagaroso de Ishin, enquanto lágrimas banhavam seu rosto. A barba por fazer lhe fez parecer mais velho do que era. A mão com a arma ainda permanecia no mesmo lugar. Um tremor percorreu o corpo do médico, e mesmo Emmy sentiu pena daquele pai de família que tinha manchado o jaleco branco com o espesso sangue sujo de Aizen. Urahara pegou a pistola da mão do amigo, e jogou por cima do corpo inerte no chão. Os olhos ainda arregalados e a boca aberta deixavam aquela cena mais degradante do que já era. O antigo comandante tomou o trêmulo doutor pelo ombro e retirou o jaleco sujo, lançando nos braços de Ishida Riuuken que somente assentiu ao amigo. Mesmo Byakuya ajudou a tirar o médico daquele local fétido. Tousen ainda fez menção de cobrir o rosto do morto, mas Gin o impediu com um meneio negativo. Todos saíram do local, em silêncio. Nenhuma pergunta das autoridades, ou mesmo paparazzi para questioná-los o que aconteceu. Tudo foi encoberto e tratado de maneira sigilosa. Caia assim um passado que todos jamais iriam querer rememorar.


- Entendi! Vou avisar os meninos! Sim estamos indo para a casa de Ulquiorra. Esperamos vocês por lá! – Desligou o celular com delicadeza. Kyuraku poderia imaginar qualquer coisa, mas não um médico gentil e família como Ishin se tornando o executor da pena de Aizen. Observou Nanao que ainda tentava conter o próprio nervosismo esfregando as mãos na perna. Neliel vinha atrás com as mãos dadas a Hisagi. A vã parecia pequena para tanta gente. Toushiro tratava de cuidar das pequenas gêmeas. Odiava ter que ficar perto de crianças, como ele sempre dizia, pois não se considerava um, apesar da pouca idade e grande genialidade. Hirako e Tatsuki estavam silenciosos no último banco. À frente a bela limusine avançava sem sumir da visão da vã, com o trio seleto que deviam estar nervosos.

- Tem certeza que é boa idéia trazê-la, Kurosaki? – Ishida não conseguia se conformar com aquela irresponsabilidade em trazer a pequena Kuchiki, depois de tudo que aconteceu com ela. A menina estava pousada no colo cálido do rapaz de cabelos laranja. Um leve rubor apareceu por baixo dos óculos do estudante. Parecia estar sobrando naquele carro.

- Se ela quer assim, não será você quem impedirá quatro-olhos. – Brincou Ichigo, mais para acalmar o ambiente do que para irritar o rapaz. Passou a contemplar sua amada namorada que escondia o pequeno rostinho em seu pescoço. Seu corpo estava completamente entregue ao rapaz. Um casaco longo cobria parte do corpo para não sentir frio. A noite estava fria e vazia. Ainda não sabia da morte de Aizen, mas algo em seu coração lhe dizia que já deveria estar morto. Pensou em quem será que o matou? Urahara? Byakuya? Quem sabe, um policial qualquer, mas jamais seria seu pai. Ele era idiota, maluco, depravado e tudo mais, mas nunca assassino. Isso o fez tremer levemente. Não era exatamente isso que iria fazer? Um aperto no coração o fez apertar os olhos. Mas o calor daquele pequeno corpo trêmulo o fez voltar a sua coragem. Estava fazendo isso por Rukia. Iria fazer o maldito estuprador pagar pelo que fez a pequena. Queria que tudo isso acabasse logo, e poder levar a menina para algum lugar onde somente o amor deles existisse. Apertou-a com carinho e recebeu um carinho na nuca como resposta. Rukia não estava dormindo e nem alheia aos fatos que lhe permeavam. Mantinha os olhos fechados e uma pequena mão pousada no peito do namorado, bem em cima do coração. Sentia que podia fazer qualquer coisa se estivesse assim com ele. Mesmo as cruéis lembranças das últimas horas não fora capaz de eclipsar o sorriso meigo que Ichigo lhe demonstrava.

- Chegaremos em dez minutos, senhor. – O motorista avisou-os tirando de seus próprios pensamentos. Ichigo ajudou a pequena Kuchiki a sentar-se direito no banco e Ishida fingiu ler uma revista, já que estava incomodado com a intimidade do casal. Não demoraram muito para chegar ao bairro obscuro de Ulquiorra. O prédio de cinco andares não estava em suas melhores condições. Algumas pessoas suspeitas sumiam nas sombras para esconder suas drogas. Era um lugar perigoso e pobre. A comitiva saiu da vã e acompanhou os da limusine na entrada do prédio. O porteiro não se interessou em perguntar a que se devia uma visita naquele horário avançado, isso já deveria ser comum naquele lugar. Todos pararam na porta número quatro daquele quarto andar. Um trocadilho estranho que o dono fez com seus inquilinos. Parecia que estava vazio, pois não tinha luz acesa ou qualquer tipo de movimento. Toushiro se adiantou e bateu na porta com irritação. Não quis ficar com as gêmeas no carro, já que Neliel e Hisagi se ofereceram a cuidar delas. Nada. Nenhuma resposta. Todos se entreolharam com surpresa. Ichigo avançou o grupo e chutou a porta com força. Kyuraku e Hirako ajudaram a por a porta abaixo. Silêncio após o baque estrondoso da porta caindo. A escuridão fez todos se alertarem. Rukia foi posta diligentemente atrás de Ichigo e de Ishida. Nanao inconscientemente foi para trás de Kyuraku. Toushiro e Hirako sacaram as armas, não queriam surpresas desagradáveis.

- Será que fugiram? – Arisawa surgiu de trás do grupo. Sua voz ecoou na sala vazia. Uma mancha de sangue estava espalhada pela entrada. A pequena cadeira caída fazia alusão a algum tipo de espera ou vigia. No canto próximo a parede uma pequena pistola chamava atenção dos intrusos. O apartamento estava vazio.

- Esse sangue deve ser dele. Soube que ele foi ferido no braço. – Toushiro explicou mecanicamente. Apertou os punhos de irritação. Ichigo entrou sem esperar os outros e procurou nos poucos cômodos daquele lugar. Não havia ninguém presente. Tinha manchas de sangue em forma de pegadas na cozinha e no banheiro. No canto do ralo tinha um pouco também, mas somente isso. Mais nada. Tinham chegado atrasados.

- Miserável. Pra onde eles podem ter ido? Pra onde, droga? –Irritado, o ruivo chutou a cadeira que tinha as pernas pro ar. Conteve-se quando viu o brilho nos olhos da amada Kuchiki. Respirou fundo e sorriu somente para ela. Ignorando os companheiros aproximou-se e tomou as delicadas mãozinhas nas suas e apertou com carinho. – Vamos pegá-lo, Kia. Ele não vai escapar, eu prometo. – A menina não respondeu, só virou o rosto para onde a pistola jazia abandonada.

- Não quero que suje suas mãos! – Surpreendeu a todos com o comentário. Ichigo ia replicar, mas ela continuou. – Eu irei matá-lo. Somente eu e ninguém mais. – Soltou fria e vazia. Aquilo feriu o coração do rapaz. Não queria vê-la assim. Não queria que ela maculasse suas delicadas e puras mãos. Sem prévio aviso, agarrou-a num abraço apertado. Levantou-a com delicadeza e deixou o rosto frente a frente com o da pequena. Seus olhos mel travavam uma batalha contra os violetas. Até que lágrimas apagaram o brilho violeta.

- Jamais permitirei que faça isso. Confie em mim, amor. Vou vingar sua irmã como prometi. Vou proteger você como prometi a minha mãe! – E sem soltá-la do agarre continuou agora para os companheiros. – Onde acham que ele foi? – Apertou-a mais quando já estavam audíveis os soluços da morena.

- Talvez na mansão dos Jaegerjaquez? – Chutou Ishida. Kyuraku pensou um pouco e negou.

- Não, já teríamos descoberto. Afinal tem muitos policiais por lá. – O mais velho do grupo deu um passo atrás para encontrar-se com Ise. Esta parecia em choque. Pensar que seu inimigo estava livre era terrível.

- Quem sabe no apartamento dele? – Tentou Toushiro. Mas algo lhe dizia que era infundado. Ichigo não esperou resposta e seguiu a frente com Rukia no colo. A garota já não parecia ter mais a coragem que tinha quando falou instante atrás. A pele estava lívida e os lábios tremiam com o choro. Kurosaki e apertou para acalmá-la. Tatsuki pareceu lembrar-se de algo aterrador, pois perdeu a cor no mesmo instante.

- Arisawa-san? Sabe onde ele pode estar? – Ishida ficou preocupado com a reação da garota que sempre lhe pareceu forte e imponente. Mas esta não respondeu e começou a teclar desesperada o pequeno celular que carregava.

- Pra quem está ligando Tatsuki? – Ichigo parou brusco e como um estalo soltou um palavrão. Mesmo a Kuchiki levantou a cabeça para ver o que estava ocorrendo.

- Temos que voltar pro hospital imediatamente! –A voz imperiosa de Ichigo fez com que todos corressem aos carros. A karateka ouvia desesperada os bips sem resposta do celular da amiga. Antes de sair do hospital deixou o aparato nas mãos da ruivinha para que caso algo acontecesse ligasse imediatamente a ela. Mas não havia resposta do outro lado.

- Ele deve pensar que Kuchiki-san ainda esteja internada. Meu Deus será que ele seria capaz? – Kyuraku adivinhou o motivo do desespero dos amigos. Precisavam retornar o mais rápido possível para o hospital.


Já passam de uma hora desde que Tatsuki-chan saiu daqui. Estou com medo de ficar sozinha, mas sei que vai ficar tudo bem. Como será que Kurosaki-kun está agora? Queria tanto que ele estivesse aqui comigo. Mas deve estar com Kuchiki-san agora. Ela precisa dele... Mas eu também preciso. De quem será essa sombra na porta? Os enfermeiros daqui são muito atenciosos. Tenho que agradecer Ishida-kun por isso. Como será que está meu bebê agora?

- Pode entrar, ainda estou acordada! – Deve ser para verificar minha pressão novamente, os bebês fazem a pressão das mães aumentarem, né? Deve ser isso.

- Parece que não encontrei o que queria. Sabe onde consigo achá-la? – Não pode ser. Ele está aqui, mas como?

- Seja rápido Grimm, o hospital tem policiais por toda parte. Pare de enrolar. – Ulquiorra-kun? Grimm-san? Mas como? Como vieram parar aqui?


Enfim, chegamos ao fim de Aizen. Aiai! Senti dó de fazer meu engraçado Ishin ser o executor, mas não vi alguém mais sofrido que ele para vingar-se! Devem querer me estrangular por não ter posto Grimm, mas deixei para o gran finale! O que acham que vai acontecer a pobre (maluca?) Inoue? Quem dará o golpe final em Grimm? Como eles chegaram ao hospital sem ninguém perceber? Não é uma coisa mesmo? kkkkk

É isso pessoas, espero você no cap final! Este não creio que farei epílogo, apesar de amar fazê-lo. Mas se insistirem. ^^ Mega beijo a todos e até mais ver!
JJ