Editei essa história por causa de um mal entendido com a nota final interpretaram de maneira errada, a em referência a Emptyspaces11, foi uma homenagem carinhosa, pois foi a primeira pessoa em que tive contato nesse mundo da fic, a formatação dos meus textos é pelas dicas dela, até o cabeçalho inicial das minhas fic ainda sigo o primeiro que ela fez para mim, então quis agradecer, e brinquei dizendo que fui abandonada, mas isso não é verdade, o nosso tempo que ficou diferente, e eu não quis esperar, então para quem achou que eu estava reclamando ou sendo irônica. A verdade é essa, foi uma brincadeira mal interpretada!
Desculpa Emptyspaces e aos amigos que se ofenderam por ela.

Jensen logo interrompeu o beijo.

- Desculpe Doutor. – Disse a ruiva escondendo o rosto no ombro do médico. Não por constrangimento, mas para esconder o sorriso cínico que se formou em seu rosto. Se Jensen pudesse ver sua expressão não a acharia tão bonita.

- Tudo bem. Vou te levar para casa. – Jensen passou o braço pelos ombros da Dan, pois a garota demonstrou ainda estar abalada com a situação. "Esse James deve ter sido muito importante para ela ter ficado assim tão descontrolada, vou ter que conversar com o Misha."

Jared ao longe olhava a cena, e seu coração se enchia de ciúmes por ver a atenção e o carinho que Jensen demonstrava para a enfermeira.

- Será que teremos outro médico preso a nossa cidade pelo amor? – Comentou Jake Abel, que sorriu quando viu a cara do xerife.

- O que foi Jake? – perguntou Jared.

- O que?

- Não entendi o teu sorriso.

- Estou apenas feliz pela enfermeira Harris. – Jake foi criado no orfanato da cidade. O mais próximo de mãe que ele conhecia era Linda Blair, que sempre dedicou um carinho especial ao pequeno órfão.

J&J

- Espero que você se recupere. Não há necessidade de tirar o plantão nesse final de semana, com certeza não terá ninguém para atender. – Disse Jensen quando estacionou enfrente a casa da enfermeira.

- Eu já estou melhor. Você não quer entrar? – Perguntou Dan, olhando-o de maneira apaixonada.

- Não obrigado, irei para a casa.

- Mas eu não aceito recusa para que você venha jantar aqui com a minha família. Afinal depois daquele beijo...

- Calma aí! Quem me beijou foi você!

- Vocês da cidade grande são todos iguais, só querem se aproveitar. – Dizendo isso Dannell saiu do carro sem se despedir, batendo a porta com força.

- Desculpa por isso meu bebê. – Disse Jensen acariciando o volante. – Que garota sem noção. Mas é melhor assim! – Disse Jensen para si mesmo, dando a partida.

Jensen esperou o xerife aparecer para a corrida noturna, e nada de o moreno chegar.

"Deve ter acontecido alguma coisa". Jensen ligou e deixou o celular tocar até cair na caixa postal, mas não quis deixar recado. Resolveu se deitar no sofá e esperar Jared mais um pouco. Devido à noite mal dormida, logo caiu no sono.

Jared deitado na sua cama viu quando o telefone tocou. "Ele deve estar querendo avisar para eu não ir." Genevieve tinha comentado toda empolgada, que o Doutor iria jantar na casa de Danneel. Parecia que o namoro iria sair apenas dos planos da enfermeira.

J&J

Proximo a casa do xerife duas pessoas conversavam.

- Não disse que daria certo! – Dizia uma.

- Mas logo eles voltarão a se falar e ficará tudo esclarecido. – Disse a outra.

- O problema é o Jared.

- Não...

- O médico é hetero, pelo que se sabe. Então deve ser apenas amizade. Porém da parte do xerife, você sabe que existe algo a mais.

- Mas se o Doutor ficar com a Dan, ele não vai insistir, e o problema se resolve. O pai dele está para fazer o ultimato, ou se casa ou ele nunca mais vai ver a mãe.

- Vamos aguardar! Agora o médico vai ficar com a Dan, mesmo que ele não queira. – A pessoa deu um sorriso cínico. - Acredito que semana que vem teremos um lindo casal, e quem sabe até um casamento duplo. Vamos que já está tarde, e o xerife não vai a lugar nenhum agora.

J&J

Jensen acordou de madrugada, assustado com a sensação que alguém o estava observando. "Deve ser pelo mau jeito que estou dormindo", não se preocupou e foi para a cama. Não viu uma pessoa que o olhava pela janela da sala, que estava com a cortina aberta.

"Para o seu próprio bem, Doutor! Espero que a enfermeira Harris esteja certa, que seja apenas uma amizade, não uma paixão, senão... A ira de Deus pode descer sobre esse sentimento abominável, no Céu e na Terra." – Pensava a pessoa na varanda do médico.

J&J

Jensen acordou, tomou um banho rápido e resolveu ir falar com Jared para esclarecer tudo de vez, afinal o moreno não cumpriu o combinado e nem ligou. Comprou dois cafés acompanhados de rosquinhas e foi para a delegacia.

- Oi, Jake! O xerife está aí?

- Não, ele foi direto fazer a ronda pelas minas. Hoje é dia de pagamento dos mineiros, e ele ajuda dando segurança no local.

- Obrigado! Eu trouxe para ele, mas você quer? – Jensen ofereceu o café para Jake, tentando não parecer decepcionado.

- Eu já tomei café. A Gen também pensava tomar café com o xerife, mas só ganhou um beijinho. – Contou Jake, rindo. – Está super mal humorada, vou entregar para ela. – Disse pegando o copo e o saco de rosquinha das mãos de Jensen, e indo para a sala do xerife.

"Ficar mal humorada depois de um beijinho do xerife? Acho que eu ficaria bem humorado o resto da vida." O médico parou no meio do caminho. "Mas que pensamento é esse? Será que eu... Não, não é possível... Esquece."

As 10:00 h em ponto Jensen estava no orfanato. Jenny o esperava na sala de Linda Blair.

- Bom dia senhoritas. – Jensen falou ao mesmo tempo com as duas. Jenny correu e lhe abraçou. Pegando a menina no colo, pediu licença para sentá-la em cima da mesa, pois era o local de melhor altura para realizar o curativo.

Apesar de a senhorita Blair sorrir para o médico, Jensen não sentia que era bem vindo ali. Talvez se não fosse a quantia doada para a instituição, seria proibido de entrar no local.

Jensen retirou a atadura, limpou o ferimento, passou os medicamentos e depois enrolou novas ataduras. Na verdade não precisaria de tudo isso, bastaria um esparadrapo hipoalérgico e passar o medicamento por cima. Mas se ele fizesse isso não poderia ir ao orfanato, e sentia que Jenny necessitava dessas visitas.

- Doutor, o senhor ainda tem luvas? – Perguntou Jenny de um jeito tímido.

- Você já usou todas que lhe dei ontem? – Perguntou Jensen surpreso.

- Fiz balão. – Jensen mordeu os lábios para não rir devido à cara de poucos amigos que Linda fez.

- Ela promoveu uma verdadeira bagunça. Gostaria que o senhor não lhe desse mais luvas.

- Claro, então eu as entrego para a senhora, desculpe, senhorita, caso seja necessário. – Disse Jensen entregando as luvas para Linda. – E deu uma leve piscada para Jenny, que sorriu.

O médico levou bombons que distribuiu para todas as crianças. Entregou um diferente para Jenny escondido, quando a menina foi levá-lo até o portão.

- Não posso aceitar, pois não sou melhor do que ninguém aqui. – Respondeu a garota como se fosse uma lição que deveria ser repetida.

- Mas isso não é por que você é melhor. E sim por que você é especial para mim. – Jenny segurou o bombom, e abriu o sorriso que Jensen classificou como o mais lindo, perdendo apenas para o do xerife. "Que pensamento mais ridículo, será que vim para essa cidade apenas para me... Não completa." – Se cuida! Até amanhã.

- Amanhã estarei na igreja. – Informou a garota.

- Ok.

J&J

O resto da manhã foi tranqüilo, como ele tinha dispensado Danneel, ficou sozinho na clínica. Por mais incrível que parecesse, uma paciente apareceu com pressão alta. Era a professora de matemática da escola local. Essa paciente foi uma sorte para o médico, que estava ficando louco com os seus pensamentos.

- Particularmente não tenho pressão alta, porém a eleição para a direção está me deixando nervosa. – Explicou a professora. – Mas acho que foi um erro ter vindo aqui.

- Por quê? – perguntou Jensen entre o curioso e quase irritado, por causa do boicote que a população local estava fazendo com ele.

- Com esses imensos olhos verdes me olhando a minha pressão nunca vai baixar. Principalmente sabendo que você esta sozinho aqui. – Jensen não agüentou e riu com a explicação. – Não ria assim que me apaixono, estou muito fácil hoje.

- Bem professora, com esse medicamento sua pressão vai baixar. Agora, a senhora faça esses exames, apenas para comprovar se esse foi um caso isolado ou se realmente precisa de controle de pressão permanente. – Jensen gostou do bom humor da mulher. Ele estava precisando de algo assim para distraí-lo. – Se quiser já pode ir para a casa.

- Só se eu quiser? Então vou ficar. – E voltou a se sentar na cadeira destinada aos pacientes.

Ficaram conversando até o almoço. Jensen a convidou para acompanhá-lo, mas ela recusou. Na despedida ela comentou.

- Antigamente ficava bolando uma maneira de cometer um crime para ser presa. Agora vou ter que levar um tiro para primeiro, passar na clínica. Tchau Doutor. – Jensen pensou que talvez tivesse que praticar realmente algum crime para ver o xerife.

O almoço foi triste, Jensen deixou metade da comida no prato. Já tinha ligado para o xerife, mas quem atendeu foi Genevieve, dizendo que o Jared não poderia atender por que estava ocupado.

- Apaixonado Doutor? – Perguntou Misha sentando na cadeira na sua frente, onde o xerife deveria estar.

- Por quê? – Perguntou Jensen assustado.

- Não comeu nada! E por que o susto? – Misha queria brincar mais com o amigo, porém não podia. Poderiam pensar que tinham algo e ele também viraria um alvo.

- Com licença Agente Collins. Tenho que voltar ao trabalho.

- Claro Doutor.

- Boa tarde! Como estão as investigações Agente Collins? – Misha se assustou com a pergunta do missionário Fuller. – Já descobriram outros suspeitos além dos membros de nossa congregação?

- Boa tarde missionário. Nossas investigações estão caminhando bem na medida do possível. – Respondeu Misha, educadamente.

J&J

Jared, depois de uma noite mal dormida, apenas passou na delegacia rapidamente e se encaminhou para as minas, tentando ficar ocupado o máximo possível, para não pensar em Jensen.

No meio da manhã Genevieve foi ao seu encontro, e seu assunto predileto era o quanto a amiga estava feliz com seu namoro com o médico.

- Ontem parece que furou o jantar, não entendi o por que. – Gen não podia manter o jantar por que era fácil de Jared descobrir a verdade, e a armação para afastá-lo de Jensen. – Ela me disse que o beijo dele é maravilhoso. – Nesse momento Jared não agüentou e se afastou da morena, com a desculpa de ir falar com Cliff, um dos gerentes das minas. Foi nessa hora que Jensen ligou. Gen atendeu já que Jared tinha deixado o telefone no painel do carro.

- Quem era? - Perguntou Jared que vinha voltando.

- Engano. – Respondeu Gen sorrindo.

J&J

No final da tarde quando Jensen saiu da clínica, olhou para a delegacia e o carro do xerife não estava lá. "Nem adianta ser preso agora. Droga! Que saudade é essa parece que sufoca."

Jensen foi para a casa. Por volta das 7:00 h ligou para o xerife, 7:10 h outra vez, 7:15 h novamente. "Droga o que eu estou fazendo, agindo como uma garota idiota andando atrás de um cara que não quer nada com ela. Você ligou o dia inteiro para ele, e nem uma vez teve retorno? Desiste... Mas antes vou ligar a ultima vez". Eram 7:20 h. "Quer saber? Vou sair e me divertir um pouco!"

Jensen vestiu uma calça jeans escura, uma camisa verde de algodão, de mangas compridas, que marcavam seus músculos. Como estava um pouco frio, colocou uma jaqueta de couro, com os cabelos curtos penteados de maneira displicente, estava completo o visual rebelde.

O lugar mais próximo que poderia beber uma cerveja era o Bar da Estrada, Jensen sentou junto ao balcão e pediu uma cerveja.

- Oi Doutor. – Cumprimentou Jo.

- Oi.

- O xerife está enrolado.

- O xerife! O que aconteceu? - Tentou parecer despreocupado, mas as batidas do seu coração aceleraram pela simples menção do xerife.

- Não sei ao certo, mas parece ser uma pequena confusão em uma mina próxima a fronteira tanto que o xerife do outro condado está lá também.

- Espero que termine tudo bem! – Falou Jensen.

- Acredito que não seja nada sério. Pode beber a vontade que talvez ninguém precise dos seus serviços.

- Em caso de dúvida, vou maneirar.

Jensen estava na segunda cerveja quando Misha sentou ao seu lado junto ao balcão.

- Oi Doutor!

- Oi Agente, bebe uma cerveja?

- Claro! Vamos jogar uma sinuca.

- Apostando?

- Pode ser!

Jensen estava pronto para dar uma tacada final, quando seu telefone tocou e ele errou. Misha esqueceu por um momento que eles ali não eram amigos e comemorou o erro passando a mão na cabeça de Jensen o assanhando. Coisa que ele detestava, e devolveu dando um soco no ombro de Misha.

Alguém achou o comportamento de Misha estranho, e resolveu prestar mais atenção no Agente e no médico.

Quando Jensen viu quem era, seu coração acelerou novamente dessa vez bem mais forte. "Deve ter sido por causa do susto." – Oi xerife!

- Oi, vi varias ligações suas, aconteceu alguma coisa?

"Várias ligações que exagero, apenas umas quatro ou cinco." – Nem foram tantas assim, mas esquece, eu queria... "Te ver". Te convidar para tomar umas cervejas com a gente, aqui no Bar da Estrada.

- Com a gente quem? – Perguntou Jared, estranhando, pois com certeza não com a Dan.

- Estou com o Misha. – Jensen sem querer chamou o amigo pelo nome.

- Misha? - Perguntou Jared intrigado.

- É o Agente Collins, não temos muitos amigos por aqui, então estamos tomando uma cerveja juntos. O que você esta fazendo?

- Estava numa missão. Um dos mineiros bebeu demais, invadiu o escritório fazendo de refém seu chefe. Achava que não tinha recebido o salário justo por seu trabalho. – Informou Jared. – Mas já estou retornando para casa.

- Terminou tudo bem?

- Sim. O bebum dormiu, e como a mina é na fronteira, deixei o brigão com o outro xerife, que fazia questão de levá-lo preso, e assim aparecer no noticiário local.

- E você não queria aparecer no noticiário? Você vem aqui? "Cara isso é patético". Esquece você deve estar cansado. "Mais patético ainda". Boa noite xerife. Vou falar com o Collins ele deve estar me roubando na sinuca. Até amanhã. – Desligou sem esperar resposta.

Jensen sentou junto ao balcão e pediu outra cerveja. Já era a quarta, e por não ter comido nada, sentiu que estava tonto. "Essa tristeza que estou sentindo, deve ser por causa da cerveja" pensou.

- Ei, não vai jogar mais? – Perguntou Misha vindo em sua direção. – Pegou um fora? – continuou recebendo um olhar de ódio do loiro. – Ei, Jo essa cara do Doutor é de quem?

- De quem pegou um fora. – Disse a loira. Anteriormente ela tinha ouvido a pergunta do Agente, e entrou na brincadeira apenas para zoar com Jensen.

Jensen sorriu de maneira triste e continuou a beber sua cerveja, ignorando o amigo.

- Você está bem? – Misha olhou preocupado para Jensen, que terminou a cerveja e pediu mais uma.

- Estou. Apenas cansei, vou tomar mais essa e vou embora... – Jensen interrompeu a frase e seu rosto se iluminou em um sorriso, que Misha classificou como "o de uma criança que acaba de receber o presente de seus sonhos diretamente do Papai Noel". E olhando na direção para onde Jensen olhava, viu que o xerife era o presente e que estava vindo na direção deles com o mesmo sorriso no rosto.

- Agente. – Jared cumprimentou Misha, mas não desviou o olhar de Jensen. – Olá Doutor.

- Oi, ainda está de serviço? – Foi a única coisa que veio a mente de Jensen.

- Saindo. – Disse Jared tirando a estrela do uniforme e guardando o bolso. – Jo, trás uma pizza para mim. – Divide comigo?

- Ainda não comi nada, acho que vou te acompanhar.

O xerife sentou ao lado de Jensen no balcão. Por ironia do destino esse banco tinha sido colocado muito próximo do outro por erro de cálculo na hora da instalação. Essa proximidade fazia com que ambos invadissem o espaço pessoal um do outro. Suas pernas se tocavam e a sensação era tão boa que Jared se ajeitou de uma maneira para aumentar ainda mais a área de contato.

Misha tinha se afastado, afinal foi ignorado completamente e foi jogar sinuca com um morador local.

- Doutor, amanhã você vai trabalhar? – Perguntou Jared para iniciar uma conversa.

- Na verdade tenho que ir, mas ninguém vai aparecer. – Respondeu Jensen. – Então não vou. - Completou rindo, mostrando que as cervejas já estavam fazendo o seu efeito.

- Quer uma cerveja? – Perguntou Jensen quando a pizza chegou e Jared pegou a que o médico tinha na mão e bebeu. Na verdade Jared não bebia, mas ele queria sentir o gosto do loiro desde que entrou no bar. Essa foi a maneira que ele encontrou. – Eu estava pensando em pegar uma para você.

- Desculpa, a sede bateu rápido. – Disse Jared devolvendo a cerveja a Jensen.

"É impressão minha ou essa cerveja está mais gostosa?" Pensava Jensen enquanto bebia da mesma garrafa que Jared tinha tomado. Quando terminou o gole, Jensen passou a ponta da língua nos lábios. O xerife ficou tão fora de si que para se controlar e não agarrar o loiro ali mesmo, pegou a garra e em um só gole tomou o resto da cerveja, para a surpresa de Jensen.

Infelizmente para o xerife outra pessoa também ficou surpreso vendo-o tomar aquele gole de cerveja. Mas antes que Jared o avistasse ele se retirou. Somente Hellen viu de quem se tratava, mas resolveu não falar nada, pois sabia que não ia adiantar. Resolveu deixar o moreno se divertir um pouco, antes do sofrimento que com certeza viria.

- Por que está aqui bebendo e jogando sinuca quando poderia está namorando? – Falou Jared com medo da resposta.

"Eu estou namorando com você." O pensamento fez Jensen rir. – Com quem eu deveria estar namorando? – perguntou curioso.

- Com a Dan! Passei o dia inteiro ouvindo o quanto você beija bem. "Queria comprovar se é verdade…".

- Ah! O beijo! – Jensen revirou os olhos. – Garota louca! Me agarra, depois me convida para jantar, e quando não aceito, me agride!

- Então vocês não têm nada? – Jared tento disfarça o sorriso de felicidade, porém ele tinha certeza que não tinha conseguido.

- Correto. – Jensen falou de uma maneira como se Jared estivesse louco de pensar algo dessa maneira. Jared ficou tão feliz que tomou outro gole de cerveja na garrafa do médico, que não se importou nem um pouco. Continuaram conversando sobre outros assuntos, curtindo a companhia um do outro.

Jared comeu a pizza acompanhada de suco natural, e Jensen continuou com a sua cerveja. O loiro sempre se sujava quando comia algo com maionese e katchup, parecia uma criança.

- Acho que vou lavar a mão. – Quando se levantou, o efeito da cerveja subiu para a sua cabeça. Assim que ficou em pé, Jensen fechou os olhos, esperou passar a tontura e foi para o banheiro. O xerife vendo a situação do médico resolveu que era o momento de levá-lo para a casa.

Jensen estava lavando a mão quando Misha entrou no banheiro, verificando se tinha outras pessoas ali. Assim que constatou que estavam sozinhos segurou o loiro pela jaqueta, obrigando a olhar para ele.

- O que você esta fazendo? Bebendo desse jeito! Mais do que ninguém, você precisa ficar em pleno controle dos teus atos.

- Controle dos meus atos? – Jensen começou a rir. – Cara eu estou totalmente descontrolado, eu não mando nem eu meus pensamentos. – E continuou a rir. – Vou te contar uma coisa, promete que não conta para ninguém, eu... Vou te contar por que preciso dizer isso para alguém, se não vou ficar louco… E você é o meu melhor amigo, mas me promete que não vai contar para ninguém... Ninguém, nem pra mim.

- Tudo bem, mas como vai me contar uma coisa sem saber que está me contando? – Realmente o seu amigo estava ficando louco, pensou o moreno.

- Vou te contar com os ouvidos tampados. – E ouvindo essa resposta Misha se preocupou realmente com o amigo. – Promete que você vai ouvir e não me falar nada? – Jensen estava sério, nós olhos refletiam um desespero de alguém perdido e sem esperança de achar o caminho, mas parecia acreditar que não ouvindo a própria voz se resolveria o problema. Misha acreditava que devia ser o efeito da bebida.

- Tudo bem, eu prometo!

- Eu acho que estou apaixonado pelo xerife. – Jensen falava baixinho e com os dedos nos ouvidos.

- Você se apaixonou pelo xerife! – Repetiu Misha.

- Não era para você me falar nada. – Disse Jensen e encostando-se à parede com um ar desolado.

- O que está acontecendo aqui? – Perguntou Jared que apareceu para ver como estava o médico. Vendo Jensen encostado na parede, com Agente na sua frente bem próximo, e o loiro com a expressão angustiada correu em sua direção. – O que foi que você fez apara ele? – Perguntou o moreno que apenas não partiu para cima de Misha por que Jensen o abraçava.

"Estou ferrado com esses dois". Pensou Misha percebendo a raiva do xerife. – O teu amigo apenas bebeu demais, leva ele para casa.

- Ainda não bebi suficiente. – Disse Jensen, o que era uma verdade. A falta de alimentação combinada com as cervejas o deixou assim. – Não bebi ainda o suficiente... – Repetiu.

- Fora daqui. – Disse Jared para Misha, que saiu imediatamente antes que o xerife resolvesse levá-lo preso. – Vou te levar para casa. – Falou para o loiro.

Saíram do banheiro juntos e Jensen sentou junto ao balcão novamente.

- Quero mais uma cerveja! – pediu para Hellen.

- Você não acha que bebeu suficiente? – Perguntou a dona do bar.

- Ainda não mamãe. – Respondeu brincando.

- Hellen fecha a conta que vou levar o Doutor para casa. Dois bêbados em uma mesma noite, eu não agüento.

- Não fala assim de mim. – Disse Jensen se sentindo magoado e reforçando a mágoa fez um biquinho com a boca.

"Que coisa fofa esse beicinho. Esse pensamento é muito gay até para você, Jared". Pensou o xerife. – Vamos Doutor!

- Não, pede desculpa. – Disse Jensen. – Afinal eu estou assim por tua culpa.

- Tudo bem, desculpa, mas por que minha culpa?

Jensen olhou para o xerife, abriu a boca, mas fechou sem falar nada.

- Por que minha culpa? – Repetiu.

- Esquece, não bebi o suficiente.

- Jo! Você leva o carro do Doutor amanhã para a cidade?

- Dirigir aquela banheira velha? Tudo bem. Faço isso pelos postes e muros da cidade!

- Não chama a minha garota de banheira velha! – Reclamou Jensen. – Eu estou bem para dirigir.

- Não vou discutir isso. Pela conta, você bebeu apenas oito cervejas e ficou assim? Muito fraco, Doutor.

- Eu não comi direito o dia todo. – Disse Jensen.

- Por que você não comeu? – Perguntou Jared para Jensen que mordeu os lábios.

"Por tua causa". Pensou mas respondeu. - Ainda não bebi suficiente.

- Eu acho que você já bebeu mais do que o suficiente. – Disse Jared.

- Eu ainda mando na minha boca! – Disse Jensen, que começou a rir por causa de seu comentário. "Infelizmente ainda mando na minha boca, senão ela estaria beijando você todinho agora. Não quero pensar nisso!" E Jensen começou a balançar a cabeça de um lado para outro, ficando mais tonto.

- Agora vamos Jensen. - Disse Jared, usando o seu nome, pela primeira vez, já que sempre o chamava de Doutor, mesmo nas corridas noturnas.

"Gostei do som do meu nome" – Repete!

- Repetir o quê? – Perguntou Jared confuso.

- Jensen. - Disse apoiando as mãos no ombro de Jared para se levantar. As deixou escorregar até o peito do moreno e deixou suas mãos ficarem sentindo os músculos firmes do xerife. Nesse momento o contato visual foi estabelecido, e Jensen tomou por instante consciência do que estava fazendo e se afastou indo em direção a porta. Deixando um Jared confuso para trás.

O xerife alcançou o médico e o guiou até o carro.

- Coloque o cinto. – Pediu Jared.

- Não consigo. – Disse Jensen puxando o acessório que tinha engatado.

Jared se debruçou sobre o médico. "Se eu o agarrasse agora poderia colocar a desculpa na cerveja. Você devia ter bebido mais uma". – Pensou Jensen.

"Gostaria de ter coragem e me aproveitar dessa bebedeira e matar o meu desejo de provar essa boca, essa pele. Calma xerife... Dizem que de bêbado não tem dono!". Esse pensamento fez Jared rir.

- Se eu pudesse guardaria teu sorriso... – Falou Jensen. – Só para mim. – Completou baixinho, tão baixinho que o xerife ficou em dúvida se era aquilo mesmo que tinha ouvido. Mas quando foi perguntar o loiro estava de olhos fechados com a cabeça recostada no assento.

Assim que o carro começou a se movimentar Jensen abriu os olhos virou o rosto em direção ao motorista e passou o percurso até a sua casa, examinando atentamente o xerife.

Na penumbra do carro seus olhos percorreram o perfil do rosto. Acompanhou o movimento de uma das mãos que vez ou outra abandonava o volante para retirar os cabelos rebeldes que caiam na testa. Isso quando o xerife não balançava a cabeça daquele jeito tão característico, que Jensen já estava acostumado e achava engraçado por que parecia em vão. Logo os fios rebeldes estavam de novo caindo em seus olhos.

O médico o olhava com tanta intensidade que seu corpo começava a reagir perante exame tão minucioso. Seu coração falhou uma batida quando as mãos de Jensen passaram sobre os seus cabelos, os retirando de sobre a testa, e depois os dedos do médico percorreram todo o comprimento, e se enroscaram nas pontas dos fios. Sem coragem de olhar para o loiro manteve a visão na estrada.

"Eu me perderia na maciez desses cabelos. Apenas não passaria a minha vida toda os acariciando, por que o xerife tem muitos lugares para serem explorados." Pensava Jensen enquanto sentia a suavidade dos fios. Esse pensamento fez surgiu no rosto de Jensen um sorriso de pura luxuria que o xerife não viu por que estava com o olhar fixo na estrada.

Quando estacionou na frente da casa do médico, sua vontade era de carregar o loiro para dentro da casa e realizar todas as suas fantasias e sonhos que vinha tendo desde que conhecera Jensen, mas seu caráter não permitia tamanha ousadia.

- Chegamos. – Disse Jared.

- Que pena. – Falou Jensen suspirando e retirando a mão dos cabelos do xerife.

- Ainda queria continuar no bar?

- Mais uma cerveja! – Disse Jensen ainda olhando para Jared, fazendo o xerife rir, por que parecia que o médico estava com pensamento fixo.

"Queria tanto me perder nesse sorriso, sentir o gosto dessa boca… Será que se eu fingir que estou muito porre e o agarrar, ele vai me perdoar depois? Eu poderia me aproximar bem devagar e roubar um beijo." Jensen pensava e sem perceber ia se aproximando lentamente do xerife.

"Por que ele está me olhando assim? Será que eu estou recebendo sinais errados? Não quero me aproveitar por ele está bêbado, mas com esse olhar e essa boca vindo em minha direção ele está tão aproveitável. Não posso perder essa oportunidade." Jared fixou o olhar na boca de Jensen enquanto seu rosto se aproximava da face do loiro.

J&J

Assim que Jensen saiu, Misha pagou a sua conta e se retirou também. Não percebeu que estava sendo observado.

"Qual será desse Agente?". Pensava um homem com uma cruz de madeira pendurada no pescoço por um cordão de couro.

Quando Misha saiu, esse homem se levantou e foi atrás do Agente. O moreno seguiu em direção ao seu carro, no meio do caminho seu telefone vibrou.

- Chris, meu amor que bom ouvir a sua voz! Estou morto de saudades. - falou Misha.

O homem se aproximou do Agente sem que este o visse.

N/A: Como sempre todos os erros são da minha Anja, que esta com o computador doente! Mas parece que agora tudo volta ao normal! Acredito que esse seja o ultimo capitulo do ano, mas logo no comecinho estarei atualizando.

Desejo a todos um FELIZ NATAL E UM ANO NOVO MARAVILHOSO.

2010 foi o pior ano da minha vida, mas as pessoas que conheci ajudaram muito em alivar, os momentos mais críticos!

Por esses amigos que conheci no mundo das fic, não riscarei esse ano da minha vida!

Algumas bênçãos que recebi: Dany, Ivys, Sun, Cristaltec , Lothus e outros que tenho medo de citar e esquecer alguém!

EmptySpaces11 a minha primeira beta, desistiu de mim! Ahahah(brincadeirinha) Pessoa fantástica com uma imaginação e com certeza com o coração cheio de amor e carinho. Obrigada por ter me recebido no mundo das fics com tanta amizade. Obrigada!(Essa parte é verdade) Deixei a mensagem na integra, por que acredito que ja foi esclarecido!

A minha Anja Angioletto, não tenho mais palavras para descrever o quanto essa menina se tornou especial em minha vida, corrigindo as minhas histórias, se intrometendo na minha vida, etc. rsrsrrss, uma amiga perfeita! Sinta-se abraçada e beijada! Desculpa para as outras pessoas, mas se eu pudesse dava para ele o Jared de presente nesse Natal. Até nisso deu sorte não brigamos cada uma tem o seu, temos algumas discussões na hora em que ela não aceita que o Jensen é o mais gostoso! Hahahah (Desculpa para as Jared girls)

Acabei!