Desculpem a minha cara de pau de pedir desculpa pela demora, e foi longa, pois mesmo sem noção de tempo(eu não tenho nenhuma) percebir! Ivys, amada, perdoa, mas as horas do dia estão poucas!
"Por que ele está me olhando assim? Será que eu estou recebendo sinais errados? Não quero me aproveitar por ele estar bêbado, mas com esse olhar e essa boca vindo em minha direção ele está tão aproveitável. Não posso perder essa oportunidade." Jared fixou o olhar na boca de Jensen enquanto seu rosto se aproximava da face do loiro.
- Oi! Dr.! – Jake apareceu na janela do jeep de Jared ao lado passageiro, quebrando todo e qualquer clima existente entre Jensen e Jared.
"Se eu tivesse porre suficiente manda esse carinha se fu... Não! Isso é bom. Jogava uma praga para ele nunca mais transar com ninguém. Isso se ele transa. Acredito que não para ele estar aqui atrapalhando a vida e a transa dos outros." – Enquanto Jensen pensava isso ficava olhando para Jake que esperava uma resposta.
- Que ajudar para sair do carro? - Perguntava sorrindo, enquanto abria a porta para Jensen descer do carro.
"Quer ajuda para sumir daqui?" – Pensou Jared.
Como o jeep era um pouco alto e Jensen não estava em seu equilíbrio perfeito, Jake o amparou quando o loiro quase caiu, porém sua mão invadiu a jaqueta do médico, e sem resistir acariciou as costas de Jensen por cima da camisa, e apertou sua cintura. Jensen olhou para Jake que estava com a respiração suspensa e o olhava assustado.
- Xerife, quero prestar uma queixa! – Disse Jensen. – O teu ajudante está passando a mão em mim.
- Eu não fiz isso, seu bêbado idiota, apenas te segurei para você não cair. – Disse Jake visivelmente alterado, sem conseguir soltar Jensen, pois seus braços se recusavam a deixar o corpo do loiro.
Jared que tinha descido do carro olhava para Jake abraçando o loiro com ódio, sua vontade era arrancar Jensen daquele abraço e quebrar a cara de seu ajudante, por dois motivos: primeiro por ter atrapalhado o beijo e segundo por estar segurando Jensen de maneira tão forte, considerava que apenas ele tinha esse direito.
- Está passando a mão em mim! Não minta e me solta! – Disse Jensen tentando se desvencilhar do abraço.
- Solta ele, Jake. – Disse Jared.
- Estou apenas segurando para ele não cair. – Disse Jake, ainda abraçando Jensen, e por estar nervoso apertou ainda mais o loiro.
- Para de me apertar e me solta! – Disse Jensen que empurrou Jake com mais força e consegui se livrar, mas se desequilibrou e apenas não caiu por que Jared o apoiou.
- Eu não estava alisando-o. – Falou Jake.
"Se tiver não posso culpá-lo, esse loiro é pura tentação". Pensou Jared com Jensen em seus braços. "Mas se for verdade, eu te mato!"
Jensen que estava de costa para Jared se virou nos braços do moreno, mas em vez de se afastar apoiou os braços no ombro do xerife.
- Você acredita em quem? – A voz de Jensen tirou Jared dos seus pensamentos. Mas o moreno não disse nada, estava sem ação por ter o loiro assim tão próximo. – Quer saber? A Polícia local só serve para atrapalhar. – Disse Jensen magoado com o silêncio de Jared.
Com essa declaração saiu dos braços de Jared e seguiu para entrar na casa, com as expressões de surpresa dos dois.
- Jensen! – Chamou Jared.
- Vá para casa xerife e fique com seu ajudante tarado. – E o loiro bateu a porta. Mas deixou a chave do lado de fora.
- É a Polícia local só serve para atrapalhar. – Dizia o loiro par si mesmo encostado na porta. – Principalmente o xerife, que acabou com toda a minha vida apenas com um sorriso. – Jensen deu um sorriso triste e subiu para o quarto, e tirando somente a camisa se deitou na cama e dormiu.
J&J
Enquanto isso no estacionamento do Bar da Estrada...
- Sei que está com saudade, mas infelizmente não sei quando esse trabalho vai terminar, mas assim que eu puder vou te ver. Eu também te amo muito. – Dizia Misha no telefone falando com Chris.
O homem com a cruz na madeira no peito se aproximou.
- Boa noite.
- Boa noite. – Respondeu Misha.
- Sua esposa? – Perguntou o desconhecido.
- É. – Confirmou Misha sorrindo, pensando na "esposa".
- Meu amigo foi embora, será que você poderia me dar uma carona? – pediu o homem.
- Tudo bem que a cidade é pequena, mas carona é carona, o perigo sempre existe.
- Mas você é um agente do FBI, não corro risco. – O homem falava de maneira estranha, parecia que estava dando em cima dele.
- Mas eu não te conheço. – Disse Misha.
- Hei Jô, fala para o agente quem sou eu! Quero uma carona e ele está com medo. – Gritou o homem para garota que saia do bar para deixar o lixo.
- Não tem risco agente, ele é o engenheiro de minas, trabalha na empresa que tem sede aqui na cidade. – Disse a garota.
- Então vamos! – Disse Misha sem muita vontade.
- Meu nome é Matt Cohen. – Se apresentou o homem entrando no carro.
Quando Misha parou o carro na frente da casa do engenheiro, o mesmo pousou a mão na perna do agente.
- Como você mesmo viu, eu sou casado. – Disse Misha retirando a mão do rapaz de sua coxa. – Agora desça que amanhã meu dia é cheio.
- Ok! Obrigado e desculpa, mas a solidão aperta. Também tenho um amor, mas ele nunca pode estar comigo. Coisa de religião. – Disse o rapaz de maneira triste. – Boa noite.
Misha ficou observando o engenheiro entrar em casa, mas quando deu a volta o farol iluminou um homem e ele freio rapidamente o carro.
- Fazendo amizades, agente? – Perguntou o homem que se dirigiu rapidamente a janela do motorista.
- A palavra caridade se encaixa melhor, missionário Pelegrino. – Disse Misha reconhecendo o missionário. – Mas o que o senhor faz aqui? Essa hora?
- Salvando almas. – Disse o missionário rindo.
- Quer uma carona também?
- Não! Obrigado tenho o meu próprio transporte. – Pelegrino ficou observando o carro do agente se afastando. "Eu não devia ir lá, esse tal de Misha Collins, não deve ter ido embora. Mas eu preciso..."
Misha o cumprimentou e fingiu que foi embora, deixou o carro um pouco afastado e foi andando rapidamente se escondendo pelas sombras da noite, algum tempo depois o missionário bateu na casa do engenheiro e entrou.
J&J
Alguém aproveitando a distração do loiro entrou na casa e seguiu direto para o quarto onde o médico dormia. A pessoa, um homem, olhou para o corpo de Jensen, examinou com atenção os músculos das costas, pois o loiro dormia de bruços, a bunda empinada, as pernas arqueadas entre abertas, indo em direção a cabeceira da cama e assim olhar o rosto do médico melhor. "Que boca", se ele tivesse coragem o acordaria para poder ver de perto aqueles olhos verdes. "Se ele acha que a Polícia local atrapalha, ele poderia ser preso pela devastação que esta fazendo no coração de muitas pessoas na cidade. O próximo furacão devia ter o nome dele."
O homem estava excitado, seu membro precisava de alívio, mas era pecado se tocar. Porém seu corpo venceu, era impossível lutar contra a carne diante de tamanha visão.
De joelhos, o homem retirou seu membro de dentro da calça e começou a se masturbar. Se Jensen não tivesse bebido, acordaria com os gemidos que escapavam da boca do invasor.
- Perdão Senhor! – Dizia o homem na hora do gozo. Mas suas preces foram interrompidas quando avistou outra pessoa dentro do quarto.
- O queridinho da mamãe se maculando com as mãos, e pensando, ou melhor, olhando para um homem? Apesar dele realmente ser uma tentação, dois graves pecados que são punidos com o fogo do inferno. – Essas palavras foram ditas em um tom baixo e irônico. – O missionário vai saber disso.
O invasor com a cabeça baixa fechou a calça e seguiu a pessoa que já saia da casa. Ia chorando com o uma criança.
O Dr. Ackles teve outra visita sem saber de manhã bem cedo. A pessoa entrou na casa por que a porta estava escancarada, olhou todos os cômodos, foi até o quarto, sorriu ao ver o loiro. Sua vontade era de deitar naquela cama e contar todas as sardas daqueles ombros e costas, mas ele queria fazer isso com a ponta da língua. Se controlou e foi embora, antes colocou a chave da casa pelo lado de dentro e fechou a porta.
J&J
Jensen acordou com o celular tocando.
- Alô? – Perguntou Jensen com voz rouca e sonolenta.
- A noite foi boa? Estava quase desistindo, essa é a quinta vez que ligo. – Respondeu Misha. – O xerife ainda está ai? – Perguntou com tom de riso, fez isso apenas para irritar o loiro.
- E por que ele estaria aqui? – Perguntou Jensen já totalmente desperto.
- Está fora de forma loirão, bêbado com menos de dez cervejas e deixou o xerife escapar depois de se declarar apaixonado. Ops! Desculpa não era para te falar que está apaixonado pelo xerife. Ai! Falei de novo. - Jensen desligou o telefone.
- O que é? – Perguntou ao atender ao telefone outra vez.
- Eu estou no residencial dos funcionários da mina, conheci um engenheiro ontem, e ele me parece uma vitima em potencial. O missionário Pelegrino estava andando por aqui, e de acordo com ele, estava salvando almas. Esse cara me dá arrepios. – A ordem era essa sempre que eles tinham de fazer uma investigação extra, tinham de comunicar um ao outro. – Mas ele passou a noite toda na casa do engenheiro.
- Mas acredito que Pelegrino não seja louco de fazer algum mal para o cara sabendo que você o viu. – Disse Jensen.
- É verdade, mas esses caras são loucos, não podia arriscar. Espera! O missionário está saindo, vou fazer uma visita agora. - Falou Misha.
-Que ajuda? – Perguntou Jensen.
- Não tem necessidade. E Jensen, parabéns!
- Por quê? – Perguntou o loiro curioso.
- Pela sua dedicação ao trabalho, encarnou tão bem o seu disfarce, que se apaixonou por um belo moreno. – Misha caiu na gargalhada, mas Jensen já tinha desligado outra vez o telefone.
Jensen se levantou e foi para o banheiro. Sua cabeça fervilhava, seus pensamentos estavam tão confusos que ele não entendia, ou melhor, não queria entender, pois todos eram relacionados com o xerife de sorriso encantador.
"Não pensa Jensen! Não pensa!"
J&J
Depois de um banho demorado, como se água pudesse lavar os pensamentos e tirar o xerife da cabeça, Jensen se obrigou a tomar seu próprio café, que ele mesmo assumia que era horrível. Mas nada parecia importar, a não ser uma boca que tinha o sorriso mais lindo que já tinha visto na sua vida. Ele gostaria de saber se os gostos desses lábios eram tão saborosos quanto parecia.
Jensen ia tão distraído pela rua que atravessou a rua sem prestar atenção, um carro freou em cima dele.
- Apaixonado Dr.? – Falou o motorista.
- Desculpe! O que falou? – Perguntou Jensen um pouco assustado, mas reconheceu Pellegrino.
- É paixão mesmo! A enfermeira Danneel vai ficar feliz. – Disse o missionário Pellegrino. Jensen deu um sorriso de lado, e continuou o caminho, sem responder nada.
O loiro não quis ir para a igreja. Não estava a fim de ser ver ameaçado pelo fogo do inferno, apesar de que sua passagem já estava comprada de acordo com muitas religiões, mas ele arderia no fogo eterno apenas para abrandar esse calor que tomava conta do corpo dele por pensar no xerife.
Jensen chegou a clinica, organizou seus pertences, cumprimentou Missouri, que estaria de plantão junto com ele, e esperou dá o horário para ir à igreja e fazer o curativo de Jenny. Sorriu ao pensar na menina.
J&J
Quando entrou no templo a celebração tinha terminado, as pessoas saiam lentamente, nos rostos uma expressão triste, como se cada um tivesse uma espada acima da cabeça pronta para cair ao primeiro deslize. Ele não entendia como nos dias de hoje homens tinham poderes absurdos sobre outros homens.
Uma cena lhe chamou atenção, Jared estava de joelho junto a uma cruz. Por sinal não apenas ele, mas em frente às cruzes que decoravam as laterais da igreja encontravam-se vários fies, todos de joelhos com a cabeça baixa, inclusive Jenny. Vendo aquele ser tão pequenino ajoelhado no chão, seu coração se encheu de revolta, seu impulso o levou diretamente a menina.
- Não! – Disse a menina, segurando na cruz, quando Jensen a levantou.
- É apenas para fazer o curativo. – Disse o médico para a garota.
- Faz aqui, por favor. – Pediu a menina.
Jensen aceitou por que parecia que a menina estava estranhamente feliz. O médico abriu sua maleta e se abaixou para cuidar de Jenny.
- Aproveite e se ajoelhe para se reconciliar com Deus. – Falou o missionário Padalecki, pai de Jared.
- Não lembro ter brigado com Deus! – As palavras escaparam sem querer de sua boca.
- Insolente! – Gritou o missionário.
- Desculpe! Mas eu não sei o que fiz. – Respondeu Jensen tentando ser o mais humilde possível, em quanto cuidava da mão da garota.
- Você pecou! Junto com meu filho. – E apontou para Jared, que continuava de joelhos com a cabeça baixa. – Se embebedaram, até perderem a noção, abandonando bens e pessoas. – Nesse momento o missionário olhou para Genevieve, sentada no banco da frente. – A noiva de Jared, a futura mãe de seus filhos, ficou esperando-o, para conversarem e continuar a construção do conhecimento mútuo. Mas ele apareceu somente hoje, e no rosto resquícios de uma noite de entrega aos prazeres do álcool, no bar das almas perdidas das Harvelle. – Padalecki exagerava o gole de cerveja que tinha visto Jared beber.
Flash Back
O missionário Padalecki voltava da cidade vizinha de um evento da igreja quando passou pelo bar da estrada avistou o carro o filho e resolveu parar e ver o que Jared fazia ali. Entrou no exato momento em que o xerife bebia um gole da cerveja de Jensen, indignado se retirou rapidamente sem que o filho o visse.
Fim do Flash back.
"Será que construir conhecimento mutuo é transar?". Foi o pensamento do Jensen, que ainda estava surpreso com a revelação que Genevieve era a noiva de Jared. Pensava apenas que eram namorados, e não gostou de saber disso. "Se esse escândalo é só por causa de uma cerveja, se soubesse o que eu realmente queria com o filho dele, ele me levaria pessoalmente até o inferno". Jensen mordeu os lábios para não rir com esse pensamento e provocar ainda mais a ira no homem.
Para acalmar o homem Jensen resolveu ficar um pouco de joelhos, e aproveitar e fazer uma oração não custava nada. "Jared, por favor, deixe-me orar". Jensen não conseguia se concentrar em nenhuma oração, pois seu corpo tinha plena consciência do moreno que estava ao seu lado.
Vendo que não ia se concentrar, se levantou sob os olhares raivosos do missionário Padalecki, se despediu da Jenny que apenas sorriu e de Jared que não falou nada e nem lhe olhou.
"Perdoa Senhor! Deveria estar orando pela minha alma, mas sou fraco. Meu corpo implora por senti-lo, minha boca quer sentir o gosta da dele, de sua pele." Pensava Jared, desesperado de desejo.
- Não contribua para a perdição do meu filho, mais do que ele anda perdido. – Disse o missionário para Jensen quando o médico passou por ele.
"Se ele anda perdido, eu quero me perder com ele" – Pensou Jensen.
O médico ia saído da igreja quando avistou na cruz mais próxima a porta, Jake Abel.
- Está pedindo perdão por ter me alisado ontem à noite? – Perguntou baixinho Jensen junto ao ouvido do policial.
Jake assustado olhou para o médico; em seu olhar uma angustia tão grande que Jensen se arrependeu da brincadeira.
- Me perdoa! – Falou o loiro e rapidamente se dirigiu a saída.
Ao chegar a porta outra cena lhe fez faltar o ar, olhou para trás na direção do Jared e com algo parecido com um chicote o missionário bateu nas costa do xerife. Que trancou os dentes para não gritar.
– Isto é o castigo de um pai, que faço em nome de Deus, pois ele manda castigar seus filhos quando estão no caminho errado. – Sua voz ressoou pelo templo, e deu outra chicotada em Jared. Pelo olhar de desafio que lhe lançou, Jensen começou a achar que o Sr. Padalecki batia no filho por causa dele. Sua vontade era de arrancar aquele chicote das mãos daquele homem e carregar o xerife e a Jenny daquele lugar e para bem longe dos loucos ali presentes.
J&J
Jensen foi para a clínica, e durante todo o tempo não conseguiu esquecer os acontecimentos na igreja. Ele não entendia como um homem feito, independente podia se submeter aquele tipo de tratamento, mas pensando bem, era plenamente possível. Ele próprio ficou de joelhos, e nem pertencia a comunidade, imagine quem foi criado nessa situação.
Misha ligou contando que estava tudo bem com o engenheiro. Na verdade quando Matt atendeu a porta estava sorrindo de pura felicidade apesar da hora. Não eram nem oito horas da manhã.
- Será que o missionário, vai deixar de ser suspeito, para se tornar uma futura vitima? – Perguntou Jensen, se lembrando que Pellegrino, estava com uma expressão suave quando quase o atropelou naquela manhã.
- Com licença Dr.? – Pediu Jo, na porta de seu consultório.
- Por favor, me dá uma boa noticias, e diga que esta doente. – Falou Jensen rindo.
- Sinto muito, mas vai ter que esperar outra cobaia. Vim trazer apenas as chaves e aquela banheira que você chama de carro. – Respondeu à loira, sentando na frente do médico.
- Não ofenda a minha garota e não sei se devo falar com você.
- Estou sabendo, estava pedindo perdão por ter bebido ontem à noite! – Disse a garota rindo.
- A notícia corre rápida por aqui. Mas me esclarece algumas coisas antes que eu me converta totalmente.
- Claro.
- Eles não são a maioria, mas eles dominam toda uma cidade. Por quê?
- Eles não são a maioria, mas são donos de tudo aqui, todos trabalham para ele. Com exceção de minha mãe, mas que não pode viver dentro dos limites da cidade, e essa clinica.
- E por que o Dr. Beaver vive aqui?
- O Dr. Beaver, se apaixonou e casou com uma das mulheres da congregação, e por isso ficou. E mesmo com a morte da esposa não quis abandonar a comunidade, mas ele é uma pedra no sapato do missionário Padalecki.
- Mas o Dr. Beaver parece ser muito bem aceito por todos.
- Por que eles não têm um médico, então aceitam o Jim, com a desculpa que é por causa de sua falecida esposa. Todos os jovens que saem daqui para estudar, não voltam, ou melhor, apenas o xerife voltou.
- Por quê?
- Isso é com ele.
- Mas esses castigos absurdos, ficar de joelhos e ser surrado. – Disse Jensen indignado.
- A parte da religião é apenas ficar de joelhos, fazendo jejum e rezar durante horas pedindo perdão a Deus. A surra é obrigação dos pais. – Explicou Jo.
- Não consigo acreditar que o xerife com toda aquela jovialidade, alegria, conhecimento, pode se sujeitar a isso.
- Você não sabe da missa a metade.
- O que você quer dizer?
- Apenas o xerife tem o direito de lhe falar, mais ninguém.
-Dr.? Desculpe pensei que estivesse sozinho. – Era Danneel que abriu a porta sem bater. – Minha mãe gostaria de conversar com você, antes de meu pai chegar de viajem, por isso estou aqui para lhe convidar para o almoço.
- Dan...
Jo percebeu o olhar que a Dan direcionava a ela, e resolveu provocar.
-Essa conversa vai ficar para depois, pois o Dr. Vai pagar o meu almoço. É o mínimo que ele pode fazer depois de ter me feito sua motorista e de trazer aquilo, que me recuso a chamar de carro. – Falou a loira jogando charme e segurando a mão do médico.
- Apesar de você insistir em ofender a minha garota, vou pagar seu almoço. – Respondeu afagando com carinho a mão da Jo, que foi fuzilada pelos olhos da enfermeira que fechava a porta.
- Dan. – A voz de Jensen a fez voltar todo sorriso, que morreu quando viu a Jo, apoiada no ombro do médico. – Depois marcarei um dia para conversar com sua mãe, apesar de não entender o motivo.
- Você não entende o motivo? – Perguntou Dan, indignada.
- Espero que não seja sobre o episódio de sexta a tarde, se for esqueça. – Ouvindo essas palavras a enfermeira fechou a porta com força.
- Vamos ver Doutor. Quem vai esquecer o quê. – A ruiva disse a baixinho antes de sair da clinica.
J&J
Jensen almoçou com as Harvelles. Foi divertido, mas não conseguiu descobrir mais nada da vida de Jared e o porquê dele aceitar aquele tipo de tratamento. Voltou para a clínica quando recebeu um telefonema de Missouri dizendo que tinha pacientes lhe esperando.
Jensen atendeu dois casos simples de infecção intestinal, dois adolescente que exageraram em besteiras quando os pais saíram, após o termino do soro os liberou.
- Batemos o recorde hoje! – Disse Jensen para Missouri, se referindo ao número de pacientes atendidos. - Você pode ir para casa, qualquer coisa eu dou conta sem problemas.
- Então boa tarde, estou com saudades do meu marido. Depois de uma semana dentro de uma caverna, acho que essas horas extras serão bem aproveitadas. – Falou a enfermeira rindo e fazendo Jensen rir com o comentário.
Jensen já ia começar o seu passamento, brincar de paciência – ou melhor, tentar, pois agora sozinho seu pensamento podia vagar livremente em direção a um moreno alto com um sorriso de covinhas que o deixavam louco – e nessa distração se assustou quando bateram na porta.
- Entre. – Respondeu.
- Desculpe, mas só conseguir pensar em você. – Disse Jared quando abriu a porta. O xerife mordia os lábios, olhava para cima e respirava fundo, Jensen percebeu que o moreno estava para desmoronar e se levantou rapidamente indo em direção do xerife lhe acolhendo nos braço. Logo sentiu o corpo do outro tremer em um choro forte e sentido.
Próximo capítulo, teremos fortes emoções! Prometo! Porem estou precisando de reviews dizendo o quanto sou maravilhosa! Ahahaha
Obrigada Anja por assumir meus erros sempre!
