Não tenho mais desculpas, elas continuam as mesma, como falou a Ivys em resposta ao meu review, meu tempo livre corre sobre meus dedos, mas essa capitulo está longo e espero compensar o atraso.

E todos os erros são da minha amada anja! Obrigada linda!

Jensen levou o moreno para o pequeno sofá que tinha no consultório, e igualmente como fez com Danneel. Amparou o xerife, mas dessa vez ele se recostou no braço almofadado do sofá e puxou Jared sobre si.

Apesar de estar preocupado com o xerife que apenas chorava sem conseguir se expressar, Jensen começou a ter pensamentos nada consoladores em relação ao moreno.

O peso do xerife sobre si e o perfume dos cabelos de Jared lhe invadiam as narinas, o fazendo afundar o nariz naquele emaranhado castanho tentando aspirar ao máximo possível daquela fragrância que lhe entorpecia a mente. Enquanto suas mãos percorriam lentamente as costas do xerife, aguardando calado o moreno ter condições de falar.

- Desculpe por isso. – Disse Jared se afastando de Jensen constrangido.

- Não! Fica quietinho, você ainda está muito nervoso. – E puxou novamente Jared para seus braços, que não ofereceu nenhuma resistência e se aninhou novamente junto ao peito do loiro, com os olhos fechados apenas sentindo e aproveitando o calor do corpo de Jensen.

Jared já estava calmo suficiente para perceber onde estava e ao abrir os olhos, olhou para cima e viu a pele do pescoço de Jensen, e um desejo insano de provar aquela pele tomou conta do seu corpo.

"Meu domingo está acabado mesmo, se eu beijar esse pescoço e Jensen brigar comigo, não ficarei pior do que estou; ou talvez tenha uma compensação" – Pensava Jared, mas quando ele ia partir para a ação o médico se afastou.

– O que aconteceu? – Perguntou algum tempo depois, e mesmo contra vontade afastou o moreno para lhe olhar no rosto. – Você já está em condições de falar?

Jared queria voltar para colocar seu plano em ação e apenas balançou a cabeça dizendo que não. Passando os braços em volta de Jensen, afundou sua cabeça na curva do pescoço do médico. Sem perder tempo, mas inseguro, encostou os lábios na pele do loiro, que gemeu devido à surpresa do gesto.

"Quem gemeu? Fui eu!" – Jensen se perguntava, não acreditando que apenas o tocar dos lábios do xerife, pudesse causar tal reação.

O xerife apertou um pouco mais o abraço ao sentir a receptividade do médico.

Nesse momento bateram na porta. E eles se afastaram imediatamente.

- Entre. – Disse Jensen com a voz rouca. Ao mesmo tempo em que pensava: "Se for um paciente, que seja muito grave, apenas com o atestado de óbito para eu assinar!"

- Jared, tua mãe quer te ver e é para o senhor vir também Dr.. – Disse Genevieve nervosa assim que entrou no consultório.

- Mas o que aconteceu? – Perguntou Jared agoniado. – Minha mãe está bem?

- Ela sofreu um mal estar e pediu para te ver. Teu pai procurou o Dr. Beaver, mas não o encontrou, então mandou buscar o Dr. Ackles. – Explicou a morena.

Jensen pegou sua maleta e saiu com os dois.

- Tem certeza que o teu pai vai permitir que eu entre na sua casa? – Perguntou Jensen assim que entrou no carro do xerife.

- Meu pai é apaixonado por minha mãe, se não fosse isso nem eu entrava naquela casa. – Falou Jared.

Em um acordo silencioso Jared e Jensen decidiram deixar o que aconteceu no consultório para ser discutido depois, mesmo por que a morena resolveu seguir junto com eles, deixando o carro dela na delegacia.

J&J

Quando chegaram a casa, foram encaminhados imediatamente ao quarto da mãe de Jared. Sharon era uma mulher bonita apesar de estar abatida pela doença degenerativa que a matava pouco a pouco.

Na hora de começar o exame, Sharon pediu apenas que Jared permanecesse no local, para o pesar do missionário Padalecki.

Assim que se viu sozinha com Jensen e Jared, Sharon se sentou na cama sorriu e abriu os braços para o filho que se sentou na cama para abraçar a mãe.

- Não estou doente, e nem sentindo nada. Desculpe Dr., apenas queria lhe conhecer. – Disse Sharon sorrindo para o médico.

- É mal de família inventar doenças para eu tratar? – Perguntou Jensen, sério.

- Desculpe. – Sharon repetiu rindo. – Meu traseiro não é tão bonito quanto o do meu filho, mas acho que agüenta uma injeção. – Com essa observação Jensen ficou vermelho e sorriu timidamente.

- Mãe! – Exclamou Jared.

- Ora meu filho, com tanta gente falando da beleza do novo médico e eu presa nessa cama, tive que inventar alguma coisa e convencer o Jim a sumir do mapa, afinal o seu Dr. deixou seu pai bem irritado. E o seu Dr. é lindo mesmo.

- Mãe, ele não é meu Dr. – Disse Jared. "Infelizmente" pensou Jensen, que ficou um pouco mais vermelho.

Sharon e Jared tinham uma relação de mãe e filho ideal. A mulher sempre foi confidente do filho, sabia de suas preferências sexuais e do seu interesse pelo médico, por isso quis conhecê-lo.

Ficaram alguns momentos conversando, Sharon se mostrou uma mulher além de bonita espirituosa e divertida. Não sabia como poderia ser casada com Gerald Padalecki, Jensen concluiu que Jared tinha puxado para a mãe.

- Bem Dr., foi um prazer em conhecê-lo, agora invente uma desculpa para o meu marido. Por favor, acalme-o. – Pediu a mulher.

- Tudo bem, vou falar com ele, agora. Te espero lá embaixo Jared. – Disse Jensen. – Sra. Padalecki foi um prazer conhecê-la. Ainda acho que pelo susto tanto no seu marido como no seu filho merecia uma bela injeção. – Falou antes de depositar um beijo na face da mulher.

- Tem gente que prenderia um por esse simples beijo. – Disse Sharon, fazendo Jared tossir, afogado em um gole de água.

- Mãe, o que foi isso? – Exclamou o Jared assim que o médico saiu.

- Nada meu filho, você é que entrega o jogo. – Disse Sharon com a cara mais inocente do mundo. – Venha cá, machucou muito? – perguntou com carinho, pois sabia o que o marido tinha feito.

Foi nessa hora que começou a passar mal, ou melhor, inventar que tinha passado mal. Fez o pai de Jared prometer que nunca mais iria tocar daquela maneira no filho, caso contrário, iria pedir a exclusão do seio da religião.

- Não, nada que uns beijinhos não curem?. – Respondeu o xerife abraçando a mãe.

- Meus ou do Dr.? – Perguntou faceira.

- Os seus, claro! – Respondeu Jared rindo.

- Mentiroso, é pecado mentir para a mãe.

- Seus beijos sempre curarão qualquer dor, tristeza. Eu te amo, mãe. – Disse Jared abraçando Sharon.

- Eu também te amo, meu filho. – Correspondendo o abraço. – Agora vá, pois vai cair um temporal e vai ficar ruim para dirigir.

- É verdade, ainda tenho de deixar a Gene e o Jensen nas suas casas. – Disse Jared saindo.

- Jared? – Chamou Sharon.

- Sim?

- Esse teu médico é lindo, será que tem vaga para mais uma paciente?

- Controle-se, é o meu médico. – Brincou antes de fechar a porta.

Enquanto Jared conversava com sua mãe.

- Ela está bem? – Perguntou o missionário preocupado. Jensen percebeu o quanto Gerald era apaixonado pela esposa, pois mesmo não gostando de Jensen, o tratava com cordialidade.

- Está! Não foi nada sério, apenas gazes. – Informou Jensen.

- Tem certeza? – perguntou Gerald, pois o teatro de Sharon foi grande. – Ela pediu para se despedir do filho.

- Mulheres às vezes são dramáticas.

- É verdade, a Sharon então. – Disse Gerald rindo.

- Qual foi o diagnóstico? – Perguntou Jensen interessado.

- Doença de Huntington. – A informação saiu baixa e cheia de dor.

Jensen sabia o quanto essa doença era terrível, e era hereditária se preocupou com Jared.

- Tem histórico na família?

- A avó de Sharon morreu dessa doença.

- E a mãe dela?

- Morreu muito jovem, não sabemos se poderia vir a desenvolver a doença.

- Os seus filhos fizeram o teste?

- Todos, menos o Jared. Não quis saber algo que não poderia ser mudado, apenas o faria sofrer antes. Os outros deram negativo.

- Há quanto tempo a Sra. Padalecki está assim?

- Três anos. – Respondeu com tristeza.

- Três anos! – Perguntou Jensen surpreso. – Agora sou eu que pergunto: O Sr. tem certeza desse diagnóstico?

- Claro procurei os melhores médicos, e todos confirmaram, principalmente por causa do histórico.

- O Sr. Procurou o Dr. House?

- Procurei. Nem quis nos ver. Disse que não era caso para ele, pois não apresentava nada de interessante, que chamasse atenção.

- Típico! Mas acredito que agora chame atenção dele.

- Por quê?

- Não gostaria de lhe dar esperanças...

- Por favor, para mim qualquer esperança é bem vinda. – Interrompeu Gerald.

- Essa doença quando começa a desenvolver, apesar do tratamento, é rápida em alguns sintomas. Mas no caso da Sharon, isso não está acontecendo, se o senhor permitir gostaria de levar o caso ao Dr. House, tenho um relativo acesso a ele. E não conheço médico melhor.

- Você faria isso por mim?

- De certa forma, não seria pelo senhor, mas com certeza seria um dos beneficiados. - Jensen foi sincero, por que não gostava de Gerald, pelo que tinha feito ao xerife.

- Certo, vou buscar os exames. – Gerald sorriu pela primeira vez, Jensen se lamentou por dar essa pequena esperança diante da felicidade do missionário, pois ficou preocupado com o tamanho da queda caso estivesse errado.

Quando Jared desceu encontrou Jensen sozinho na sala, não estranhou, pois sabia que seu pai não ia ficar fazendo sala para o loiro.

- Vamos, vai chover forte, e as estradas ficam de difícil dirigibilidade.

- Estou esperando o seu pai.

- O que? – perguntou surpreso.

- Estão aqui, todos os exames, desde os primeiros. – Disse Gerald entregando vários envelopes para Jensen.

- Logo lhe darei uma resposta. Mas...

- Não quero ouvir nada, faça o que tem de fazer, pior não pode ficar.

- Tudo bem.

Jared percebeu o que estava acontecendo. Seu pai sempre se agarrava a esperança que houvesse erro, depois ficava dias sofrendo com resultado. Jared nunca pensou que Gerald fosse buscar essa esperança em Jensen.

- Dirijam com cuidado.

- Até outro dia, pai. – Disse Jared preocupado com o sorriso de Gerald, pois sabia que duraria pouco, e a tristeza viria com mais força. Sempre que isso acontecia Gerald se castigava, se lamentava para Deus, os seus sermões se tornavam mais sombrios, e ele, mais amargo.

Genevieve estava o esperando no pátio conversando com a Meg, que beijou o irmão se despedindo, e os três foram para o carro, tendo a morena se sentado na frente, para o ciúme de Jensen. Porém Jared tinha olhos apenas para o loiro pelo retrovisor.

- Jared, seu pai me disse que você não quis fazer o exame? – Perguntou Jensen assim que entrou no carro.

- Não quero falar disso, não adianta nada, só vou sofrer por antecipação. Vamos falar de outra coisa? – Disse Jared, pois ele tinha em mente outro assunto bem mais interessante. Esse ele preferia deixar para depois, caso fosse necessário.

- O que? – Perguntou Jensen, entendendo os sentimentos de Jared e por isso resolveu não insistir, deixaria para outro momento.

" O gemido que você deu quando beijei seu pescoço" Pensou Jared, mas não falou nada por causa de Genevieve.

- Você vai deixar primeiro o Dr.? – perguntou Gene.

- Não, vai chover muito e sua casa é a mais próxima. – Respondeu Jared para o desgosto da morena.

"Perdeu!" Pensou Jensen com satisfação. "Que coisa ridícula, concorrer com a namorada do cara! Mas que ela perdeu, perdeu." Esse pensamento fez surgiu um sorriso de lado no rosto de Jensen, que depois mordeu os lábios.

- Mas você poderia passar a chuva em casa. – insistiu a garota.

- Não, você sabe que a comunidade fala demais. – Cortou Jared.

"Desiste! O cara não quer, essa chuva ele vai passar comigo." Pensou o loiro. – Acho que isso foi longe demais.

- O que foi longe demais? - Perguntou Jared e Jensen percebeu que falou alto sem querer.

- Nada! Pensei alto de mais. – E Jensen começou fazer baixinho barulhos com a boca que Jared identificou como os acordes iniciais de Eye of the Tiger do Survivor. Isso fez com que o olhasse de maneira interrogativa para o médico, que balançava a cabeça, olhando para cima como se estivesse acompanhando o ritmo da música mentalmente, e sem deixar de fazer barulhos, que para o xerife eram adoráveis.

Jensen se concentrou em uma de suas músicas prediletas para desviar seus pensamentos do caminho que eles estavam seguindo e nem percebia suas ações, e os olhares entre o divertido e o encantado do xerife. Pelo espelho, apenas Gene viu o que estava acontecendo, chateada cruzou os braços e não falou mais nada. Quando o carro para enfrente da sua casa correu para dentro, com uma despedida rápida com a desculpa das primeiras gotas de chuva que começavam a cair.

Assim que a morena desceu Jensen rapidamente foi para o banco de passageiro ao lado do Jared. "Enfim sós." Esse pensamento fez o loiro sorrir, mas o sorriso morreu em sua boca ao perceber que agora estavam sozinhos pela primeira vez, desde o acontecimento no consultório, e ele não sabia como lidar com isso.

Pelo silencio constrangedor, Jensen percebeu que o mesmo pensamento passava na cabeça do xerife.

- Jared, o que foi que aconteceu para você chegar chorando daquele jeito? – Jensen perguntou por que queria saber e também para quebrar aquele silêncio; tão denso, que uma faca podia cortá-lo. – Isso se você quiser contar. – O loiro completou quando viu a sombra de tristeza nos olhos de Jared.

- Não tudo bem. Você viu as condições de minha mãe, eu voltei para Iron por causa dela. – Jared preferiu falar sobre sua vida. – Mas devido estar afastado da religião, posso vê-la apenas uma vez na semana, isso por causa dela. Se fosse por meu pai, só poderia vê-la caso voltasse assumir a igreja como deve ser. Meu pai usa meus sentimentos por minha mãe, para me trazer de volta para a igreja, e ontem quando ele me viu tomando aquele gole de cerveja decidiu me castigar e fazer um ultimato. – Jared dirigia devagar por causa da chuva, que tinha aumentado consideravelmente escurecendo o final de tarde, e pela história.

- Que ultimato? – Perguntou Jensen.

- Ou volto de uma vez para o seio da religião, inclusive fazendo curso para missionário, me casando com a Gene, ou nunca mais vejo a minha mãe. – Jared falava com os olhos fixos na estrada. – Eu larguei tudo emprego, amigos... – Jared deu um suspiro antes de continuar. – Até reneguei a minha sexualidade. Só para alguém chegar e planejar minha vida do jeito que achar melhor.

- Como assim? Renegou sua sexualidade? – Perguntou Jensen, entre o surpreso e o indignado.

- Eu sou gay, meu namoro com a Genevieve é de fachada. – Disse Jared parando o carro no meio da estrada, e assim olhando para Jensen para ver a reação do loiro. – Ela que propôs isso para mim, pois meu pai andava desconfiado. Sempre fomos amigos. Aceitei, foi cômodo, mas acredito que ela se apaixonou por mim.

-Quem não se apaixonaria por você? – Falou Jensen sem pensar. – Quero dizer... Você é um bom partido na região, deve ter filas de pretendentes. – "Acho que vou ter que pegar uma senha. Pelo menos tenho uma chance." Pensou o loiro. "Jensen, o cara abrindo o coração dele para ti, e você pesando as suas chances?" Em pensamento Jensen chamava atenção de si mesmo. – Mas o que você decidiu? – Perguntou desviando a atenção de si mesmo, pois Jared lhe olhava interrogativamente com certeza lembrando o que aconteceu mais cedo, e o xerife colocou o carro em movimento.

- Ainda não decidi nada. Pela falta de resposta imediata, ele não deixou ver minha mãe e almoçar com ela, coisa que faço todo domingo. – Nessa conversa com o pai, vieram à tona todas as pressões sofridas ao longo de todos os anos, e por isso Jared desmoronou.

- E o que você pretende? Casar com a Gen? – Perguntou Jensen, estranhando o aperto no coração enquanto esperava a resposta.

Nesse momento o carro parou na frente da casa do médico.

- Chegamos! - Disse Jared, e como um passe de mágica esqueceram Gen, missionário Padalecki e o mundo lá fora. Apenas a lembrança do que aconteceu no consultório, entre eles. – Vamos conversar ou vamos esquecer? – Continuou Jared, criando coragem e expondo o pensamento que estava na cabeça de ambos.

Depois da pergunta crucial de Jared, eles se olharam e no instante seguinte suas bocas se encontraram em um beijo ansioso, forte, explorador. Suas línguas procuravam sentir o gosto do outro, seus corações aceleravam-se e a falta de ar começava a apertar em seus peitos, mas nenhum queria abandonar a boca do outro, deixar de sentir aquele sabor único, para fazer algo que era tão comum, respirar.

Os braços de Jensen envolviam o corpo do xerife tentando o máximo contato que poderiam ter dentro daquele carro e as mãos grandes de Jared seguravam a cabeça de Jensen pela nuca, quando o instinto de sobrevivência deles interrompeu o beijo, mantiveram os olhos fechados enquanto suas respirações se regularizavam.

Jared abriu os olhos, e se deparou com a visão mais tentadora de sua vida: Jensen de olhos fechados, com os lábios entreabertos e a respiração acelerada. Sem resistir beijou o loiro novamente, antes mesmo que este estivesse totalmente recuperado, mas Jensen não se importou e deixou a língua do xerife invadir a sua boca.

Jensen nunca tinha se entregado dessa maneira, a ponto de perder o controle sobre seus pensamentos, conceitos e preconceitos. Para ele, naquele momento, apenas existia a boca que tomava da sua, os braços musculosos que agora o apertavam, as mãos que tentavam invadir sua camiseta por baixo da jaqueta que ele usava e a vontade de tomar posse daquele corpo que aumentava a cada instante.

- Preciso de você. – A voz do xerife se fez ouvir baixinho junto ao seu ouvido quando interromperam novamente o beijo.

Como se despertasse de um sonho Jensen saiu dos braços do xerife e de dentro do carro deixando o Jared surpreso com a atitude do loiro.

- Mas... – O xerife não concluiu a sua frase, pois Jensen abria a porta do lado de Jared no carro.

- Vai ficar a noite toda ai? – Perguntou Jensen, Jared saiu de dentro do carro rapidamente, pois o loiro já o segurava pela gola da jaqueta. A ânsia do loiro era tanta que deu apenas para o xerife fechar a porta do veículo, antes de ficar imprensado entre ela e Jensen, com o médico o beijando com desespero.

Chovia forte, já estavam ensopados, mas não se importavam. Ainda contra o carro Jensen beijava e lambia o pescoço do xerife bebendo água que escorria pela pele quente de Jared. Apesar do frio, e a noite que estava chegando, eles estavam quentes, muito quentes.

Por ser menor Jensen facilmente desceu pelo pescoço até os primeiro botões fechados da camisa de Jared. Sem pensar, começou a desabotoá-los com certa dificuldade, pois suas mãos tremiam de desejo e o loiro não estava preocupado em ver o que estava fazendo. Sua boca não parava de beijar, lamber e agora morder a pele que ia sendo descoberta a cada botão vencido.

Com muito esforço Jared segurou as mãos do médico impedindo-o de avançar.

- Por quê? – Perguntou Jensen ofegante.

- Estamos no meio da rua. Acho que é bom motivo. – Disse Jared, mesmo que não achasse sua justificativa tão boa, pois já estava sentindo falta das carícias de Jensen.

- Ok! – Foi a única coisa que o loiro disse antes de sair correndo em direção a casa, mas desta vez Jared o seguiu. Assim que se viram dentro de casa protegidos de olhares curiosos de algum mortal que tivesse coragem de sair naquela chuva, Jensen continuou com a sua importante missão de despir o xerife, sempre no mesmo ritual: pele desnuda, território conquistado pelos lábios carnudos do médico.

Jared estava encostado na porta da sala e tão imobilizado pelas caricias de Jensen que apenas gemia a cada beijo e mordida. Assim que o loiro conquistou o último botão, enfiou a llingua atrevida no umbigo do moreno que delirava de tanto prazer, o loiro que estava abaixado junto a Jared se levantou e retirou a camisa e a jaqueta do xerife de uma vez só, parando suas ações por poucos segundos apenas para apreciar o físico perfeito do moreno.

Os olhos de Jensen estavam escuros de tanto desejo e Jared se sentia indefeso diante daquele olhar. Nunca em sua vida tinha sido dominado tão completamente como estava sendo agora e somente com beijos, carinhos e olhares.

- Acho que não está havendo justiça aqui. – Disse Jared quando Jensen avançou novamente sobre ele tentando agora desabotoar as suas calças. Rapidamente tirou a jaqueta e a camiseta de Jensen, expondo o tórax do loiro, não tão forte quanto o dele, mas igualmente perfeito. Envolvendo Jensen em um abraço, tiveram o primeiro contato de pele contra pele, Jared abraçou o loiro, suas mãos grandes pressionavam o corpo do menor contra o seu. Com as calças jeans molhadas se esfregava um no outro sentindo suas ereções, seus corpos pediam satisfação do desejo que os queimavam.

Com urgência desabotoaram a calça um do outro, sorriram ao sentir a pressão sobre as suas ereções diminuírem e novamente se beijaram. Dessa vez, Jared, antes de interromper o beijo, trocou de posição com o loiro prendendo o corpo do menor contra a parede, descendo sua boca pela pele que tanto desejou provar.

Jared enfiou a mão dentro da calça de Jensen massageando a ereção do loiro por cima da boxer, o loiro gemeu alto mordendo os lábios enquanto suas mãos percorriam as costas do xerife em direção as nádegas do mesmo apertado-a. "Uau ! Que traseiro firme." Pensou o loiro, que em seguida trocou de posição com o xerife, agora era o moreno que estava contra parede e de costa para o loiro.

O médico em um momento de preocupação examinou a costa de Jared, vendo que não tinha nenhuma marca, depositou beijos carinhos na altura do ombro e deu leve mordidas na nuca do xerife, que estava entregue ao loiro.

Jensen estava com as mãos junto à parede formando com seus braços uma prisão para o corpo do moreno que não fazia questão nenhuma de escapar. Pressionando seu corpo, esfregava sua ereção na bunda firme de Jared. Sempre distribuindo beijos e mordidas nos ombros do moreno que tinha a respiração descompassada, os olhos fechados e seu corpo procurava aumentar o contato com o do loiro.

Jared começou a se perguntar se Jensen tinha mais de dois braços, pois ele sentia os carinhos do médico por todo o seu corpo ao mesmo tempo, por onde as mãos e boca do loiro passavam parecia que estava pegando fogo.

O xerife sentiu Jensen puxar sua calça para baixo e seu pênis foi tomado entre as mãos do loiro que faziam um movimento de vai e vem enlouquecedor, fazendo que o moreno jogasse a cabeça para trás, em seu ouvido os gemidos e o som da respiração acelerada que Jensen fazia o deixavam mais duro.

Com o braço livre Jensen abraçou o corpo de Jared esfregando novamente sua ereção que ainda estava presa dentro do jeans, no agora traseiro nu do xerife.

Jensen largou o pênis de Jared para tirar sua calça e esse movimento fez o lado ainda consciente de Jared despertar para o que ia acontecer.

- Jensen? – Chamado rouco mais urgente de Jared, interrompeu os movimento do loiro.

- O que foi? - Aquela voz maravilhosa junto ao ouvido do xerife, quase vez o moreno esquecer o que ia dizer e pedir que o médico o possuísse naquele momento. Mas as dúvidas eram maiores, pois Jared nunca tinha sido o passivo em nenhuma relação, e devido todos os acontecimentos não sabia se estava preparado para dar esse passo.

- Eu sou gay, mas...

- Eu sei. – Disse Jensen interrompendo o moreno e recomeçando a beijar o pescoço de Jared.

- Não! Para! – Disse Jared com mais urgência.

- Não vou parar, não se preocupe. – Disse Jensen entendendo errado o pedido.

- Por favor! Para! – Falou Jared reformulando a frase.

- Por quê? Eu quero. Você quer. – Jensen sussurrava no ouvido do Jared, fazendo que os pensamentos do moreno ficassem confusos, mas ele precisava falar.

- Eu nunca fui passivo. – Disse o xerife rapidamente, e Jensen o abraçou mais fortemente.

- Quer dizer que eu serei o primeiro. – Disse o loiro afundando a cabeça no pescoço do moreno lhe dando uma leve e provocante mordida. – A não ser que você não queira. – Quando disse isso foi como um balde de água fria em sua cabeça. – É isso! Você não quer, deve estar se guardando para alguém especial, desculpe. – E aos poucos foi se afastando. – Eu vou tomar um banho frio, fique a vontade. – Disse Jensen dando um sorriso sem graça e mordendo os lábios, antes de sair correndo para o seu quarto, enquanto ele podia, casso contrario agarraria o moreno independente do outro está preparado.

Quando Jensen se afastou, o frio da noite tomou conta do corpo de Jared. Ele subiu sua calça que estava no meio da perna, porém o frio aumentou, pois sua roupa estava molhada.

Jensen andava de um lado para o outro tentando acalmar seu corpo, na mente dele era inconcebível ele fazer outro papel naquela relação. Não que ele achasse que o Jared por ser gay tinha de ser o passivo, mas ele não se via nessa posição.

"Tudo bem, posso não ser uma pessoa especial para ele agora, mas posso tentar conquistá-lo, por que preciso tê-lo junto de mim." Pensava Jensen constatando que seus sentimentos por Jared estavam mais forte do que ele poderia imaginar. Pela primeira vez na vida estava verdadeiramente apaixonado. "Ele deve estar pensando que estou com raiva e apenas queria me aproveitar, afinal o deixei sozinho e molhado na porta da casa. Vou descer e vamos ficar juntinhos, afinal está chovendo. Não precisamos fazer amor. Posso esperar." Com essa resolução Jensen pegou algumas roupas enxutas que poderiam dar no xerife e uma toalha. "Espero que ele ainda esteja lá; deve estar não vi o barulho do carro."

Quando o médico abriu a porta, Jared estava lá em pé pronto para bater na porta.

- Eu ia levar roupas enxutas para você vestir. – Disse Jensen entregando as vestimentas nas mãos de Jared.

- É o que eu menos vou precisar agora. – Disse o moreno jogando as roupas no chão. – Acredito que nunca encontrarei alguém mais especial do que você.

- Tem certeza? – Perguntou Jensen, ainda sem acreditar que Jared estivesse ali para se entregar a ele.

Em resposta Jared abraçou Jensen e lhe capturou os lábios perfeitos. Quando invadiu a boca do loiro sentiu sua língua ser sugada de uma maneira tão sensual que apertou com mais força o corpo do médico. Esse beijo foi diferente dos outros, já que a ansiedade dos outros foi substituída pela entrega e certeza de que o caminho era esse.

Jensen ainda abraçando o corpo de Jared, como se estivesse com medo que o moreno desistisse, o guiou até próximo ao pé da cama. Colocou as mãos no cós da calça e olhou para o rosto de Jared buscando permissão. O xerife apenas sorriu, ele estava nervoso, mas era isso que ele queria.

Com calma o loiro abaixou as calças do xerife e o fez sentar na cama. Com a mesma calma retirou a bota que Jared ainda calçava, para em seguida deixar o moreno totalmente nu.

Os olhares que Jensen lhe lançou eram tão cheios de desejos que Jared se deitou na cama e chamou o loiro que ainda o olhava. Parecia que estava perdido dentro de sua paixão e que não sabia o que fazer, talvez com medo de magoar ou machucar o xerife.

- Jensen, tudo bem que você será o primeiro, mas eu não sou nem uma donzela intocável para você ficar assim apenas me olhando, meu corpo precisa do teu calor. – Disse Jared rouco e olhando com luxuria para Jensen

Sem pressa Jensen começou a tirar a roupa sob os olhares atentos de Jared. Quando o loiro ficou totalmente nu em sua frente. – Você é perfeito – Disse o xerife.

Jensen se deitou na cama ficando de lado para melhor apreciar o corpo moreno que logo iria recebê-lo. Acariciou o rosto de Jared, e segurando em sua nuca beijou sua boca, onde denunciou toda a paixão que tentava controlar. Nesse beijo a loucura da luxuria experimentada lá embaixo, explodiu novamente.

Totalmente nus sentiam cada pedaço de pele do outro, suas bocas se desgrudavam apenas para respirarem, mãos se exploravam, seus membros se tocavam e se apertavam entre seus corpos. Jared segurando o quadril de Jensen, o puxou para cima de seu corpo, fazendo o loiro se encaixar entre suas pernas.

Jensen percebeu que eles estavam prontos para darem o próximo passo.

- Espera um pouco. – Disse Jensen se levantando e indo até o armário onde pegou um vidro de lubrificante. Voltando rapidamente para cama, abriu o vidro melou três dos seus dedos e se deitou de lado novamente junto a Jared, que olhava nervoso para os dedos de Jensen. Segurando o moreno junto a si, lhe beijou calmamente enquanto sua perna afastava as do moreno uma da outra, deixando-as em formas de "V" e depois dobrando uma delas.

Sem deixar de beijar o xerife, Jensen procurou o ponto mais íntimo de Jared, massageando antes de começar a introduzir o primeiro dedo. A dor se fez presente, mas como um bom médico, o loiro conhecia bem a anatomia humana e sabia direitinho como encontrar a próstata de primeira e assim o fez.

Jensen se deliciou com os gemidos de prazer de Jared, que teve de interromper os beijos, pois as sensações foram tão fortes que lhe faltou o ar no momento. – Mas... O que... Ai... – As palavras saiam desconexas e Jared não conseguia formar frases inteiras. O prazer era tanto que quando Jensen colocou o segundo dedo a dor não incomodou e no terceiro, Jared procurava aprofundar o contato com as mãos do médico.

Jensen vendo a hora de Jared gozar e ele também, pois era muito excitante ver o moreno entregue daquele jeito, resolveu que era o momento de tomar posse daquele que acreditava que lhe pertencia. Quando o loiro tirou os dedos de dentro do xerife este reclamou a falta, apenas se conformou quando sentiu o loiro levantando uma de suas pernas e assim lhe deixando mais exposto.

- Abre os olhos para mim. – Pediu Jensen antes de começar a penetrá-lo, e Jared não se arrependeu de manter os olhos abertos. Diante do brilho no olhar do loiro e a sua expressão de êxtase que iluminava seu rosto.

Apesar de estar bem preparado e lubrificado, o loiro não era pequeno, a dor se fazia presente, mas a promessa de prazer fazia Jared se abrir mais a cada centímetro que o pênis do médico se aprofundava.

Assim que Jensen se viu totalmente envolvido pelo corpo de Jared, uma emoção diferente tomou conta do seu ser ao olhar o moreno ali, lhe olhando, sorrindo. Mas não deu tempo para ele pensar no sentimento que lhe aquecia a alma, pois nesse momento Jared começou a se mexer sob ele mostrando que queria mais, e não ia deixar o moreno esperando.

Com o corpo e a alma em sintonia, Jensen começou a se movimentar bem devagar, entrando e saindo de dentro do xerife, que parecia conhecer uma única palavra: mais. E Jensen lhe dava mais.

Jensen e Jared estavam em harmonia perfeita, os movimentos de um completava o do outro. Os gritos e os gemidos de prazer dos dois se misturavam ao barulho da chuva. Quando sentiram que o êxtase estava chegando, o xerife abraçou com as pernas o corpo do médico que se deitou sobre ele. Assim Jensen gozou, derramando seu sêmen quente dentro de Jared e este se derramou sobre seu próprio abdômen. O grito de prazer de ambos foi abafado pelo beijo trocado no momento exato do orgasmo.

Ainda ligados foram recuperando o ritmo correto da respiração e seus corações aos poucos iam se acalmando.

- Queria passar o resto da vida dentro de você – Disse o loiro, levantando a cabeça e recebendo um beijo de Jared, que ainda o abraçava.

Jensen a contragosto se levantou foi ao banheiro se limpou e com uma toalha limpou Jared delicadamente, pois o moreno tinha adormecido e isso não o impediu de agarrar o loiro assim que esse deitou ao seu lado.

Com a cabeça repousando no peito musculoso de Jared, Jensen logo adormeceu. "Se antes me achava apaixonado, agora tenho certeza que te amo." foi seu ultimo pensamento antes de dormir.

N.A.: Desculpem pela primeira vez não respondi todos os reviews, mas irei fazer isso, afinal são muito importantes para mim, todos eles, do mais simples aos mais detalhados. Por tanto mesmo que ainda não tenha respondido, eu quero e caso alguém não queira mandar eu tenho uma carta na manga: Hoje dia 16 de fevereiro, faz um ano que postei a minha primeira fic, A força do amor, no FF. Por tanto, me desejem para bens ou me mande aposentar! Ahahaha

Obrigada a todos que me agüentaram durante esse ano. Valeu mesmo, o carinho de vocês me fizeram chegar até aqui.

A minha Anja, Angiolleto, que em muito momento difíceis segurou a minha mão e me fez caminhar, mentira... Ela me empurra mesmo para frente, as vezes no tapa e pescoção. srsrsrs