Não tenho mais cara para pedir desculpas, sempre são as mesmas, mas estou de férias, por tanto logo teremos atualizações, prometo!
Porém demorei mais por culpa do cé
Jared acordou pouco tempo depois, com um peso sobre o seu corpo. Por um momento ficou confuso, mas mesmo antes de abrir os olhos, sorriu ao lembrar quem estava em seus braços, deitado sobre seu peito.
"Queria acordar assim por toda a minha vida". Pensou Jared ao abrir os olhos e ver a cabeça loira repousando sobre ele, o braço de Jensen lhe abraçando e as pernas entrelaçadas. "Se eu tinha decisões difíceis para serem tomadas, acabaram de ficar piores." Foi o que veio na mente do xerife quando o loiro acordou e lhe olhou com um sorriso tímido na boca, e nos olhos verdes, um brilho especial.
- Oi. – A voz de Jensen saiu baixa e rouca, mas teve o poder de acelerar o coração de Jared. – Você está bem? Te machuquei? – Perguntou preocupado, depositando um leve beijo nos lábios de Jared.
- Eu estou bem, muito bem. – Disse Jared abraçando o loiro e mudando de posição, se deitando sobre o corpo menor, e beijando apaixonadamente os lábios pornográficos que lhe sorriam de lado.
Eles ficaram se beijando por um longo tempo, os corpos nus em contato um com outro começaram a reagir, e Jensen em uma atitude de domínio, voltou a ficar sobre Jared.
- Você está pronto para outra? – Perguntou Jensen de maneira provocante ao ouvido de Jared, antes de lhe morder o lóbulo da orelha, sugando-o levemente, fazendo o moreno gemer e soltar um longo suspiro.
- Pensei que agora era a minha vez! – Perguntou Jared entre um gemido e outro, pois o loiro descia com a ponta da língua por seu pescoço.
- Como assim? – Perguntou Jensen, interrompendo as carícias, um pouco assustado.
O telefone interrompeu a resposta de Jared.
- Jensen, espero que esteja acordado. – Ouviram a voz do doutor Beaver, quando este deixou a recado na secretária eletrônica, pois o loiro não atendeu ao telefone. Sem sair de onde estava, esticou a mão e pegou o aparelho.
- Aconteceu alguma coisa? – Perguntou o loiro.
- Crianças não escolhem a hora para nascer. – Disse Jim.
- E o que eu tenho a ver com isso? – Perguntou Jensen, controlando um gemido, pois Jared que continuava sob o médico, e distribuía leves beijos no pescoço do loiro.
- O que você tem a ver com isso? – Falou o Jim, quase gritando. – Você é médico, e médicos trazem crianças ao mundo.
- Mas eu... – Jensen nunca tinha feito um parto.
- Escute, eu estou no lago e não tenho como sair daqui, nesse tempo a estrada fica intrafegável. – Disse Jim.
- Mas eu... – Jensen tentou falar; Jared percebendo a agonia do loiro parou e ficou olhando de maneira curiosa para o desespero que via no rosto de Jensen.
- Eu sei o que você vai dizer. – Continuou Jim. – Que nunca fez um parto. Mas um médico que ficou entre os dez melhores alunos de Harvard, deve se garantir em trazer uma criança ao mundo.
- Tem certeza que o senhor não pode ir? Eu vou lhe buscar. – Tentou Jensen.
- Aquele carro velho que dirige não se garante nem em sair nessa chuva, quanto mais vir aqui. – Respondeu Jim.
- Mas então como faço? – perguntou Jensen com esperança de escapar da missão.
- Encontre o xerife. – Disse Jim. "Isso é fácil". Pensou Jensen sorrindo pela primeira vez desde que soube da noticia. – Estou ligando para o celular dele, mas está indo para a caixa postal, e na casa dele ninguém atende. Vá até a delegacia, quando chove assim o telefone de lá não funciona. Em toda cidade só acontece com esse telefone, não sei por que ainda não consertaram, se os bandidos descobrem... Então, espero que ele esteja de plantão.
- O xerife está aqui em casa. – Disse Jensen. "E nesse momento era para eu estar dentro dele, se não fosse esse maldito telefonema." pensou o loiro.
- Vocês estão transando na minha cama? – Gritou Jim do outro lado, fazendo Jensen afastar o telefone do ouvido.
- Não! – Disse Jensen se defendendo e ficando vermelho. No conceito de Jared o loiro estava adorável dessa cor.
- Quer enganar a quem? Se durante o dia, com um monte de gente ao redor, você só faltam pular um no outro; imaginem em uma casa, sozinhos, à noite, com chuva e frio! Vocês estão se comendo, isso se já não se comeram... Ou estavam começando a se comerem novamente. – Jim deu uma pausa. – Mas tudo bem, pelo menos essa parte esta resolvida. Vão para a fazenda dos Willians, Caroline está com dor para ter a criança, terminem o que estava fazendo depois. – E desligou sem dar chance de resposta para o médico, que estava vermelho feito um camarão.
- O que aconteceu? – Perguntou Jared.
- Temos que ir a fazenda dos Willians, Caroline vai ter um bebê, agora. – Disse Jensen se levantando e indo para o banheiro.
- Jensen? – chamou antes de o loiro entrar no banheiro.
- O que foi? – Perguntou e sorriu ao olhar o vidro de lubrificante de um litro nas mãos de Jared.
- Por que esse... Exagero? – Disse o xerife olhando com curiosidade para Jensen.
- Eu uso muito, tem cidades que às vezes são dois desse por dia. - Respondeu o médico se divertindo com o olhar assustado do moreno. – Pensei que fosse usar muito aqui e por isso trouxe uma caixa com 20 vidros desse, não sabia como era o mercado, se era fácil de adquirir. – Cada vez mais os olhos de Jared se arregalavam. – Mas o Dr. Beaver não tem um aparelho de ultrassonografia. – Dizendo isso deu um sorriso sem vergonha quando o Jared soltou a respiração, aliviado. – Estava pensando o que?
- Estava pensando que era para isso mesmo. – Sorriu sem graça e loiro foi tomar banho.
Jensen tomou um banho rápido e foi se vestir e arrumar as coisas. Escolheu uma roupa para Jared enquanto ele se banhava, pois as dele estavam molhadas e emboladas pela casa.
- Vistas essas roupas, devem dar em você, mas os sapatos... – Disse Jensen assim que viu o moreno sair do banheiro apenas com uma toalha enrolada na cintura. – Uau... Será que esse parto não é alarme falso? – Disse o loiro se aproximando do moreno como tigre preparando o ataque.
- Apesar de tentador, vamos deixar a sua vez para mais tarde. – Disse o moreno fugindo a contragosto do médico. – Eu tenho botas dentro do carro, não se preocupe.
- Depois vamos ter de conversar sobre essa história de minha vez. – Disse o loiro descendo para esperar o xerife.
J&J
- Não precisa ficar tão preocupado com a sua vez. – Disse Jared assim que estacionou na frente da casa dos Willians, pois durante toda a viagem Jensen ficou calado. Mordia os lábios, balançava a perna, suspirava, revirava os olhos, e depois renovava o ciclo dos gestos.
- No momento estou preocupado com outra coisa. –Respondeu Jensen.
- O que?
- Eu nunca fiz um parto. – Respondeu desesperado o loiro.
- Você é um excelente médico, vai conseguir. – Disse o xerife lhe dando um longo beijo. – Vamos?
J&J
- Força! Caroline. – Pedia Jensen.
- Eu sei doutor! AHHHH! – Disse Caroline, uma garota loira com incríveis olhos azuis, que apesar da dor, deixavam transparecer felicidades. – Esse é o terceiro. – Ela disse rindo depois de mais um grito de dor.
- Que bom que alguém tem experiência em partos por aqui. – Disse Jensen sorrindo. – É agora, vai! – Disse Jensen segurando a cabeça do bebê. "Não desmaia agora Jensen" pensou o loiro, enquanto puxava a criança. – Você acaba de ganhar uma linda menina. – Disse o médico colocando a criança nos braços da mãe, para cortar o cordão umbilical. – Já sabe qual é o nome dela?
- Eu tinha um escolhido, mas eu acabei de mudar – Respondeu Caroline, entre sorrisos e lágrimas de felicidades. – Será Jensen. Achei seu nome lindo.
- Jensen é um nome masculino. – Disse o médico.
- Acho que fica bem para uma menina. – respondeu Caroline. – Não gostou? – perguntou a garota preocupada.
- Não, estou honrando. – Respondeu Jensen. – Eu acho... – Completou baixinho.
- Falou alguma coisa? – Perguntou a mãe de Caroline que estava ajudando o médico.
- Parabéns, pela sua nova neta.
- Obrigada.
J&J
- Venha doutor, vamos brindar e comemorar, afinal mais uma alma chegou a terra para cumprir sua missão. Mãe, sua oração. – Pediu o pai de Caroline, para uma velha senhora, a matriarca da família. Na verdade ela era a sua avó, era a mais velha da família. Os Willians pertenciam a mesma religião de Jared, mas em sua forma original. Acreditavam na reencarnação e faziam culto à natureza, e para desagrado dos membros da nova versão, promoviam festivais, com ritos pagãos.
Depois da oração de agradecimento, pegaram a criança recém nascida – para o desespero do médico – e o levaram ao ar livre.
- Sinta o clima e a hora que o criador escolheu para você nascer. E saiba que dentro de você exista a força da natureza. Assim como a noite não se deixa vencer pelo brilho do dia, nada ofuscará a sua beleza e o direito de existir. Sinta em sua pele as gotas da chuva, e aprenda com a nossa irmã chuva que banhou seu corpo pela primeira vez, sem perguntar se era rico, se era homem, se ia ser uma pessoa boa, e lhe tratou como igual a todas as criaturas. E se um dia esquecer essa lição que ela sirva para lembrar-lhe que todos têm direito e merecemos respeito sem distinção. Mãe natureza lhe, eu apresento Jensen, que hoje se encontra revestida de carne, para continuar com o duro aprendizado, e assim alcançar a evolução espiritual. – Essas foram as palavras da matriarca da família, enquanto segurava a criança acima da cabeça.
J&J
Assim que terminou o ritual, Jensen e Jared se despediriam da família. – Xerife. – Chamou a matriarca. – Você sabe a benção que recebeu? Uma das maiores que podemos ter na vida. – Disse a mulher, que segurava Jared pela camisa para colocá-lo a sua altura. – Você teve a dádiva de encontrar sua alma gêmea. Presentes assim, aceitamos sem dúvidas em nossas vidas.
- O que ela estava falando com você? – Perguntou Jensen, curioso.
- Nada. – Respondeu Jared, ainda pensativo no que a anciã tinha lhe dito. – Jensen, você se incomoda se formos para a minha casa? É mais perto, são duas da manhã, ainda chove, podemos terminar a noite lá, e amanhã lhe levo em casa para se trocar e ir trabalhar. O que acha?
- Onde você estiver para mim está bem. – Respondeu Jensen massageando sua própria nuca, e Jared percebeu o quanto o loiro estava tenso e cansado, pois foram quatro longas horas desde que chegaram à fazenda. O médico não descansou e nem relaxou, afinal era a primeira vez que fez um parto e ainda tinha o peso de estar longe de um hospital. O xerife puxou o loiro, e como o banco do jipe era inteiro, Jensen descansou a cabeça nas coxas de Jared, e logo adormeceu.
Quando chegaram à casa do xerife, Jared acordou o loiro com carinho. Recebeu um sorriso preguiçoso, um beicinho e um olhar sensual entre os cílios, antes de o médico se sentar no banco totalmente desperto. "Como alguém pode ser tão perfeito?" pensava Jared vendo o médico despertar. "Quero acordar todos os dias com essa visão" pensou Jensen.
A casa do xerife era uma casa de madeira, com dois pisos, a garagem era externa sem ligação com a casa. Dentro da casa, no andar de baixo havia uma sala, cozinha e banheiro, e em cima dois quartos, sendo que um era uma suíte simples, mas bonita, sem muitos móveis. Na sala apenas um sofá, uma poltrona, mesa de centro e a televisão. A cozinha era equipada com tudo que era eletrodoméstico e uma pequena mesa redonda com quatro cadeiras.
Lembrando que não tinham se alimentado, Jared fez um lanche leve para os dois, pois estava tarde. Estava sempre com o loiro perto dele, se aproveitando de qualquer oportunidade para tocá-lo, beijá-lo. Enfim namorando e brincando um com outro.
Foram para a sala e se sentaram no sofá, bem juntinhos. Jared com as pernas levantadas e Jensen entre elas.
- Agora estou com fome de outra coisa. – Disse o loiro depois de tomar o ultimo gole de suco.
- E o que seria? – Disse Jared provocante.
- Um xerife, gemendo, sob o meu corpo. – Falou Jensen, indo para cima de Jared, praticamente se deitando sobre o corpo do moreno.
- Eu estava pensando em te fazer experimentar um xerife de maneira mais profunda, dentro de você. O que acha? – Disse Jared escorregando as mãos para o traseiro de Jensen que pulou ao sentir o toque do moreno. – O que foi?- Perguntou o xerife por causa da reação de Jensen.
- Nada, desculpe. – Jensen fechou os olhos como se estivesse pensando como dizer algo muito importante e estava com medo da reação do Jared. – Na verdade, eu não quero ser passivo. – Ele achou ser melhor ser direto. – Eu nunca me imaginei com outro homem, você foi o primeiro a me atrair, sempre fui hétero. Até certos tipos de carinho eu não gosto, mesmo que seja uma mulher fazendo. – Jared olhava para Jensen com um misto de surpresa e decepção. "Droga, não me olha assim." pensava Jensen preocupado em perder o moreno.
- E se eu não cedesse. Você ia fazer o que? Deixar de falar comigo, fingir que nada tinha acontecido? Tentar me esquecer? – Perguntou Jared.
- Não, eu tentaria te seduzir até você dizer sim. – Respondeu Jensen com sinceridade.
- E seu eu não dissesse?- Perguntou Jared.
- Você ia dizer sim, com certeza. – "Eu ficaria de quatro para você. Mas ninguém precisa saber disso agora" pensava o loiro enquanto respondia.
- Você é muito convencido. – Falou Jared sério, se afastando de Jensen e se levantando. "Claro que eu ia dizer sim. Estou louco para dizer agora, mas simplesmente não posso te deixar mais cheio de si." – Você vai dormir no quarto de hóspedes. Tem lençol e cobertor no armário. – Disse Jared subindo a escada e o loiro ia andando atrás dele.
- Espero que você não seja desses homens que acham que ao dormir com um homem e não serem os passivos, são mais machos. – Disse Jared sério para na porta do seu quarto olhando para Jensen.
- Não! Sempre achei que homem que dorme com outro homem, independente da posição que ocupava na relação, era bicha e acabou. – Jensen mordeu os lábios quando reparou o termo preconceituoso que usou. – Quero dizer homossexual.
- Jensen, você é homofóbico? – Perguntou Jared sem acreditar que aquele homem tão carinhoso e apaixonado, fosse tão preconceituoso.
- Não! Só um pouco, eu não entendia como um homem podia não gostar de mulher. Elas são tão gostosas, macias... – Jensen interrompeu sua fala quando viu o olhar incrédulo de Jared. "Ele vai me odiar por isso." pensava o médico.
- Se você acha as mulheres tão gostosas, por que você me levou para a cama, e está aqui comigo, me querendo, por quê? – Perguntou Jared com a voz magoada.
- Por que eu me apaixonei por seu sorriso. – A resposta simples desarmou Jared.
- Apenas pelo sorriso? – Perguntou o moreno um pouco mais calmo.
- Foi apenas o começo. - Disse Jensen. "O começo da perda da minha sanidade, ou o começo da minha vida", o loiro que nunca tinha se sentido dessa maneira por ninguém. – Eu sou totalmente apaixonado por você. – Disse o médico olhando aqueles olhos azulados que tanto amava.
- Para quantas você já disse isso? – Falou Jared, pois não esperava isso. E com essa declaração as coisas pareciam que se tornavam mais difíceis.
- Você foi o primeiro e único. – Disse Jensen.
Sem resistir à declaração o xerife puxou o loiro para si envolvendo seu corpo em seus braços enquanto capturava os lábios carnudos de Jensen. "Sou tão idiota. Mas como não ceder, tendo um homem lindo e gostoso dizendo que eu fui a única paixão dele? Atire a primeira pedra quem disser não."
Assim que o beijo foi interrompido Jensen se afastou. – Para onde você vai? – Perguntou Jared segurando uma das mãos do médico.
- Posso ficar com você? – Perguntou o loiro, sorrindo e mordendo os lábios.
- Como uma condição. – Disse Jared. "É agora que eu fico de quatro" pensava Jensen, enquanto esperava o moreno falar.
- Não vamos fazer amor, acontecerá apenas se você ficar por baixo. Ok? – Disse Jared.
- Ok. Mas por que isso é tão importante quem vai ficar por cima? – Perguntou Jensen querendo virar o jogo, pois ele sabia que a questão não era essa.
- Isso não seria importante se você não fosse um preconceituoso machista. Agora vamos deitar, ainda tenho umas perguntas para te fazer.
- Posso tirar a calça? – Perguntou Jensen com a cara bem safada.
- Claro. – Respondeu Jared, dando um sorriso inocentemente falso.
- Não! É melhor eu ficar vestido, pois está frio. – Disse Jensen percebendo que seria uma faca de dois gumes.
- Que isso? Fica apenas de boxer, não vou te violentar. – Disse Jared.
- Por que você mudou de idéia e quer que eu durma aqui? – Perguntou Jensen tirando a calça, ficando apenas de boxer e camiseta.
- Ainda quero conversar com você. – Respondeu, mas pensou "por que quero sentir o teu calor junto de mim. E se eu mudar de idéia, para não ficar muito humilhante ir atrás de ti, me deixando seduzir."
- Muito bem quais são as perguntas? Estou pronto para o interrogatório. – Disse o loiro. "E sei que vou me ferrar mais ainda."
- Quais os tipos de carinho não gosta que façam em você? – Começou Jared.
- Pegar na minha bunda, odeio que façam isso. – Disse Jensen sério.
- Colocar o dedo nem pensar. – Disse Jared rindo.
- Claro que não! – Sem conseguir esconder a indignação. – A única mulher que tentou fazer isso, eu a deixei sozinha, no quarto do motel.
- Que mais?
- Chupar meus mamilos, não tenho seio. – Jensen sabia que a cada resposta o conceito dele baixava, mas ele gostava do xerife e queria ser sincero.
- Nem uma lambidinha de leve. – Disse Jared provocante.
- Isso é boiolagem. – Disse em um impulso. – Desculpa, acho melhor ir para o outro quarto, disse Jensen sentando na cama.
- Essa noite era para ser a nossa única vez? – Perguntou Jared assim que o loiro se sentou na cama.
- Lógico que não! Qual a parte de eu estar apaixonado, você não entendeu? – Perguntou Jensen olhando nos olhos de Jared. – Eu quero namorar você. Te beijar sempre que tiver vontade, te abraçar, te possuir...
- Pode incluir nessa lista se deixar possuir. – Quando Jared disse isso, Jensen fechou os olhos em um gesto de pura agonia. – Jensen, eu aceito te namorar.
- Sério? – O médico perguntou sorrindo.
- Sério, mas...
- Sempre um 'mas'. – Disse Jensen interrompendo.
- Mas... – Recomeçou Jared. – Não posso ficar com ninguém que fique limitando onde posso beijar ou acariciar, baseado em pensamentos preconceituosos.
- Não é preconceito, apenas não gosto, não sinto prazer. – Argumentou Jensen.
- Isso é mentira, e você como médico sabe muito bem disso. A próstata é uma fonte de prazer para o homem, e que prazer! Uau! Só de lembrar dá vontade de esquecer o que você é.
- Quer dizer que qualquer um pode chegar meter o dedo e pronto é um gozo certo? – Disse Jensen, visivelmente irritado, pois estava cansada de ser julgado. Afinal se ele fosse tão preconceituoso, nunca pediria um homem em namoro.
- Antes eu era a paixão da tua vida e agora sou qualquer um? – Perguntou Jared também irritado.
- Não, mas eu não quero... – Jensen foi interrompido quando Jared colocou o dedo sobre a boca dele.
- Quero apenas saber se posso tentar te seduzir até dizer sim. Apenas isso para podermos tentar ficarmos juntos. - Disse Jared olhando nos olhos do loiro.
- Todo bem, mas não vai brigar comigo quando essa sua idéia não der certo.
- Ótimo! – Disse Jared puxando Jensen para mais perto, lhe dando um beijo enquanto suas mãos invadiam sua camisa indo em direção ao peito do loiro, onde segurou um dos bicos entre o dedo médio e o polegar, fazendo o loiro gemer.
- Jared, já disse que não tenho seio. – Disse Jensen reagindo contra as sensações do seu corpo.
- Você disse que eu tenho livre acesso para tentar.
- Mas você pararia se eu não sentisse prazer.
- Primeiro lugar você gemeu, e segundo lugar... – Jared parou de falar e segurou o pênis de Jensen que estava ereto. – Para quem não gostou você parece bastante animadinho.
- Primeiro lugar: gemi por que doeu. E em segundo lugar estou na cama com uma pessoa que apenas sorrindo consegue esquentar todo o meu corpo, como não ficar duro?
- Sério? Quer dizer que posso ficar aqui na ponta da cama sorrindo para você que vai ter orgasmos gloriosos – Perguntou Jared sorrindo e se afastando mais ainda do loiro.
- Isso mesmo. – Respondeu Jensen.
- Quero ver! – Disse Jared se cobrindo deixando apenas a cabeça do lado de fora com um belo sorriso cínico no rosto.
- Mas não é esse o sorriso que me deixa louco. – A voz de Jensen saiu rouca.
- E qual é? – O tom de voz do loiro, fez Jared ver que estavam perdendo tempo com uma discussão que não ia levar a nada. Afinal ele não ia deixar o loiro e Jensen parecia disposto a ficar com ele, então, por que não aproveitar o resto da madrugada?
- Aquele que mostra as tuas covinhas, elas são tão fofas. – Disse Jensen com a voz rouca e um sorriso doce.
- Fofo? Depois o gay aqui sou eu. – Disse Jared dando o sorriso de covinhas que Jensen adorava.
- É esse que eu... Gosto. – "Na verdade amo..." pensou o loiro enquanto tirava a camiseta e escorregando lentamente as mãos pelo seu tórax até entrar na boxer onde massageou seu membro. Sempre olhando para ao xerife, que hipnotizado acompanhava a mãos do loiro percorrendo os músculos bem definido do peito e abdômen. – Você está trapaceando, deixou de sorrir. – Disse Jensen agora com seu membro para fora da boxer. Sua mão fazia um movimento de vai e vem, por enquanto bem devagar, e sempre olhando para o xerife. – Mas tudo bem... Ahhh! – Nesse momento o médico deu um gemido, mordeu os lábios e cerrou rapidamente os olhos para deixá-los somente entre abertos. – Como ia dizendo tudo bem, eu também estou trapaceando. Não consigo deixar de imaginar teu corpo, de lembrar o quanto você é quente, apertado, profundo e delicioso. – A respiração do Jensen ia acelerando e seus movimentos com a mão também se tornavam mais rápido.
Jared olhava a cena toda. Parecia que tinha deixado de respirar. Quando viu que o loiro ia chegar ao orgasmo sozinho, se aproximou de Jensen rapidamente e interrompeu o médico, que abriu totalmente os olhos numa pergunta muda.
O xerife, que ainda estava vestido, ficou em pé na cama, onde retirou a camiseta. Jensen vendo a cena do moreno tirando a roupa voltou a se tocar. – Não. – Pediu Jared, que foi prontamente obedecida por Jensen. O moreno voltou a se despir, e apenas com um gesto tirou a calça e a boxer mostrando toda a sua bela nudez para o médico, que passava a língua pelos lábios, apenas esperando o próximo movimento. Naquele momento, para ele não importava mais nada, se ele seria o passivo ou ativo.
Jared voltou a se sentar na cama mais com uma perna de cada lado do loiro na direção do joelho e puxou a boxer de Jensen ate o meio das coxas. Jensen engoliu seco, quando o xerife colocou seu membro na boca, primeiro sugando a glande, para em seguida engolir tudo. O prazer era tanto que o loiro gemia alto e segurava a cabeça do moreno enfiando os dedos pelos cabelos compridos do xerife que sentindo o pré-gozo do médico interrompeu a caricia, e foi engatinhando distribuindo beijos pelo abdômen, até chegar ao peito, onde capturo um mamilo entre os dentes para depois sugar e repetiu a mesma operação com o outro.
Enquanto Jared fazia esse percurso Jensen fazia sons pornográficos com a boca e suas mãos ora acariciavam suas costas, ora segurava a cabeça do xerife contra se corpo, para sentir com mais intensidade os beijos, as chupadas e mordidas que o moreno distribuía por seu corpo.
Quando o rosto de Jared ficou na altura da face de Jensen, eles se olharam, trocaram palavras silenciosas antes de se entregarem a um longo beijo apaixonado, onde ambos exploraram a boca um do outro.
Quando as bocas se separaram, os lábios inchados e vermelhos de Jensen desceram pelo pescoço do xerife arrancando gemidos desse. O membro ereto do loiro se esfregava no traseiro de Jared, e as mãos do loiro lhe seguravam o pênis, bombeando-o.
Em um momento de lucidez, Jared se esticou e pegou um vidro de lubrificante e entregou nas mãos do loiro, que interrompeu a caricia e lubrificou o seu pênis e Jared, que sentou sobre o membro do médico. Este lhe segurava pela cintura ajudando o moreno a controlar a penetração, quando o xerife sentiu que estava todo preenchido, respirou fundo antes de começar a se movimentar numa excitante cavalgada.
Jensen acompanhava o movimento de Jared o masturbando, bocas unidas capturando os gemidos de ambos, inclusive o grito de prazer na hora do orgasmo, enquanto Jared se derramava nas mãos de Jensen, o loiro lhe preenchia com seu sêmen.
Cansado Jared se jogou nos braços do loiro que ainda sentia as contrações do xerife sobre o seu membro, e assim adormeceram.
Quando o despertador tocou acordaram juntos e viram como dormiram. Jensen meio sentado e Jared deitado sobre ele com as pernas dobradas.
- Minhas costas, mas valeu a pena. – Disse Jensen se espreguiçando e roubando um beijo de Jared, antes que o moreno saísse de cima dele.
- Amor, precisamos de um banho com urgência. – Disse Jared sorrindo.
- Repete. – Pediu Jensen, sorrindo encantado.
- Precisamos tomar um banho. – Falou Jared.
- Não, a primeira parte.
- Amor. – Disse Jared.
- Fala de novo. – Pediu novamente Jensen.
- Vamos, amor, tomar banho. – Disse Jared puxando o loiro para o banheiro.
Debaixo do chuveiro se abraçaram sentindo o corpo um do outro enquanto se beijavam. Quando separam suas bocas, Jared pegou o sabonete e começou a esfregar as costas do loiro, acariciou a bunda do médico que ficou um pouco tenso nos braços do xerife, o que bastou para Jared jogar Jensen contra a parede, o deixando de costas para ele.
- Livre acesso. Lembra? E não se preocupa que a tua vez não é agora, confia em mim, pois sou um homem de palavra. – Sussurrou Jared, junto a Jensen.
- Homem de palavra, você disse que só faríamos amor se eu ficasse por baixo. – Respondeu Jensen provocando Jared, mas sua voz estava rouca de desejo por sentir as mãos do xerife que lhe acariciavam entre as suas nádegas, passando sabonete.
- Lógico que tenho palavra, tecnicamente você ficou por baixo. – Disse Jared soltando uma risada rouca, fazendo o loiro ficar todo arrepiado mesmo com a água quente escorrendo sobre o seu corpo. – Você tem uma bunda linda, e por isso vou deixar para penetrá-la em outro momento, pois quero possuí-la sem pressa. Mas a arrebita mais do que já é para eu brincar um pouquinho. – Pediu Jared, depois de morder o lóbulo da orelha de Jensen, que gemeu antes de obedecer ao moreno.
Jared colocou seu pênis entre as pernas de Jensen, e em movimentos de vai e vem ajudado pela espuma do sabonete, ensaiou uma relação anal. Com um dos braços segurava o médico junto a si, enquanto com a outra mão masturbava o loiro, logo o banheiro era preenchido com gemidos de prazer. Quando Jared gozou, seu esperma escorreu pelas pernas do loiro, que gozou logo em seguida nas mãos do xerife.
Sem forças, ambos terminaram o banho, sentados no chão e ficaram abraçados até terem condições de se levantar.
J&J
Lá no banheiro você poderia ter me penetrado se quisesse. – Comentou Jensen enquanto se enxugava, querendo parecer indiferente. "É impressão minha ou estou meio decepcionado?" Pensou o loiro
- Eu sei, mas como falei, quando isso acontecer não quero pressa. Mas não fique decepcionado, não vai demorar muito. – Disse Jared sorrindo e abraçando o loiro lhe dando um beijo e mordendo os lábios, pois adorava vê-los inchados e vermelhos. "Amanhã nesse horário, já terei te possuído, te fazendo meu, te marcando para sempre." pensava o xerife sem querer terminar o abraço que dava no médico.
Coloquei em dias as resposta para os comentários, por tanto quero mais! Nem que seja para brigar comigo!
