Cap-10

Jared fechou a porta atrás de si, trancando-a, enquanto Jensen observava o ambiente. Era apenas um quarto. Além da porta de entrada existiam duas outras portas, uma estava fechada e a outra era no chão e estava aberta, parecia que dava acesso a um porão. Do outro lado existia uma lareira que ardia com um leve fogo, que aquecia o ambiente.

Na frente da lareira, várias mantas estendidas, formando uma espécie de cama que Jensen classificaria como 'ninho de amor'. Ao lado desse leito improvisado uma pequena mesa com frutas, queijos, frios diversos, pães italianos e uma panela que parecia de fondue. A iluminação era feita por lampiões estrategicamente colocados; tudo naquele lugar cheirava a sedução.

- Gostou? – Perguntou Jared, o abraçando por trás e pela cintura.

- Adorei, foi por isso que não almoçou comigo? – Falou Jensen enquanto Jared lhe retirava a jaqueta.

- Foi. – Disse Jared, agora lhe desabotoando a blusa.

- Não que eu esteja reclamando, mas para quem teve tanto trabalho para me seduzir, está bem apressado. – Disse Jensen agora levantando os braços para facilitar a retirada de sua camiseta. E Jared sempre nas costas de Jensen.

- Você devia usar menos roupas quando estiver comigo. E não, eu não estou com pressa, apenas lhe preparando para a primeira parte de nossa noite. – Falou Jared agora passando as mãos pelo tronco nu do loiro.

Quando Jared baixou as mãos para lhe abrir as calças, Jensen interrompeu o gesto se virando de frente para o moreno. – Acho que estou em desvantagem. – Disse o loiro antes capturar os lábios do xerife com os seus. Durante os beijos, Jensen começou a retirar a jaqueta de Jared e lhe desabotoar sua camisa. – Você também devia diminuir as roupas que usa. – Disse depois de interromper os beijos para retirar a camisa e a camiseta do xerife. Ambos nus da cintura para cima se examinavam.

Jared vestido com botas e calça preta da farda. Jensen nunca imaginou achar um xerife tão sexy e perfeito. Ou melhor, nunca se imaginou desejando beijar, morder e passear com a língua em um peitoral masculino. Um sorriso cínico de lado surgiu no rosto de Jensen quando um pensamento sem vergonha surgiu em sua mente. "É, eu virei gay, mas um gay de muito bom gosto. Ninguém pode me condenar se me entregar a esse homem".

Jensen de calça branca e sapato também branco era pura sedução, um verdadeiro convite para brincar de médico. – Esse sorriso indica pensamentos não muito inocentes. Acho que vou ter que usar métodos pouco usuais para arrancar uma confissão. – Disse Jared, abraçando o loiro e prendendo os braços do mesmo para trás, enquanto lhe beijava o pescoço.

-Então, xerife, lhe desafio a me arrancar meus pensamentos. – Respondeu Jensen entre um suspiro e outro. O loiro sentiu uma pequena risada de contra a sua pele que fez seu corpo arrepiar.

- Até amanhã de manhã, teus pensamentos, tua alma, teu corpo... Me pertencerão. – Disse Jared baixinho em seu ouvido, fazendo as pernas de Jensen fraquejar com a expectativa. Com as mãos livres se apoiou nos ombros de Jared, que agora lhe segurava pela cintura.

Sem resistir, se abraçaram sentindo a pele nua um do outro, as mãos de um exploravam os músculos das costas do outro, sentindo a força e a vigor do corpo que queriam possuir. Nos beijos trocados, línguas se enroscavam e lutavam por espaço na boca do outro, as ereções se comprimiam dentro das calças enquanto eles se esfregavam buscando mais contato.

- Calma. – Disse Jared ao se separar do loiro com muita dificuldade. – Temos a noite toda pela frente.

Sem lhe soltar o corpo, Jared lhe conduzia em direção a porta localizada no chão. Quando chegaram à borda Jared virou Jensen de frente para descerem a escada. Assim o fizeram, com o moreno na frente segurando a mãos do loiro, lhe conduzindo. O caminho estava iluminado por pequenos lampiões; desceram a uma profundidade de uns quatro metros no final da descida uma grande pedra lisa e depois mais degraus que agora adentravam numa espécie de piscina natural. Pararam na pedra, Jensen estava encantado, era uma espécie de caverna subterrânea. A casa havia sido construída em cima da entrada dela.

- Por onde viemos é a única saída por terra; a outra fica por baixo de uma grande pedra. Meu avô que descobriu e construiu essa casa. E para evitar que animais entrem aqui, colocou uma grade na saída aquática. – Explicou Jared. – Agora é hora de um banho bem gostoso. – Falou o moreno desabotoando a calça do médico.

- É linda essa caverna e um banho é bom, mas acho que essa água está meio fria. – Disse Jensen olhando com receio para piscina.

- Não, essa caverna é de rochas vulcânicas e alguma coisa a deixa sempre com a temperatura ideal, principalmente no inverno. Ops! Caiu a calça! – Disse Jared sorrindo.

- Não caiu! Você puxou. – A reclamação de Jensen fez Jared sorrir do jeito que Jensen gostava. Tirou os sapatos e o resto da calça que tinha ficado arriada no meio das pernas. – Vem cá deixa eu lhe ajudar também. – Disse o loiro agora apenas de boxer e fez o moreno sentar nos degraus e lhe tirou as botas.

- Por que essa violência? – Disse Jared quando o loiro lhe puxou pela calça para colocá-lo em pé. O comentário foi ignorado e Jensen lhe retirou totalmente a roupa, inclusive a boxer. Para praticar essa ação, o loiro tinha se abaixado ficando com um dos joelhos no chão e assim ficou admirando a beleza do xerife o corpo nu iluminado apenas pelas fracas luzes dos lampiões.

Jared estendeu as mãos para Jensen ficar em pé e lhe retirou também a sua boxer. Os pelos dourados do médico brilhavam formando uma aura mágica em volta do loiro, deixando o moreno totalmente hipnotizado pela visão.

Jensen caminhou para água e colocou primeiro o pé para sentir a temperatura, e percebeu que realmente era agradável e foi descendo os degraus bem devagar e viu que Jared não o acompanhava. – Ei, preciso de alguém para esfregar as minhas costas. – Disse o loiro, e assim o moreno veio em sua direção.

Eles se abraçaram e se envolveram em um longo beijo, a profundidade da água lhes chegavam até a cintura. Jared conduziu o loiro até a escada de acesso e sentou colocando o médico sentado em uma de suas coxas, pegou um sabonete liquido e começou a passar em Jensen.

- Tutti-frutti! – Exclamou Jensen ao sentir odor do sabonete.

- É neutro. Aqui é uma fonte de água, apesar de corrente não quero agredi-la com produtos mais fortes. Então fica quieto e aproveita o banho.

As mãos de Jared percorriam o corpo de Jensen, que agora estava em pé enquanto o moreno lhe ensaboava. Ombros, o peito, se demorando nos mamilos, o xerife riu na hora em que Jensen trancou os lábios com os dentes, mas não falou nada. Apenas um gemido quando Jared apertou o bico do seu peito. – Doeu. – Disse o loiro com a voz rouca e meio ofegante.

- Eu sei. – Falou Jared divertido. Continuou a viagem pelo corpo do loiro, lhe tocando em lugares que ele nunca permitiu ninguém tocar, principalmente um homem. Mas apesar de certo constrangimento, o prazer era maior. Quando moreno lhe virou de costas e foi descendo e tentou lavar entre as nádegas, o loiro ficou tenso. – Relaxa. – Pediu Jared junto ao seu ouvido.

- Não consigo.

- Não vou fazer nada que não queira.

"Esse é o problema. Eu quero! Eu pensei isso? Que eu quero? Não! Eu não quero. Quer sim..." Jensen brigava com ele próprio em pensamento e Jared percebeu, interrompendo os carinhos.

- O que foi? – Perguntou preocupado.

- Nada. – Respondeu Jensen sorrindo. – Agora é a minha vez. – Disse Jensen pegando o sabonete. Jared sabia do conflito na cabeça do loiro, mas ele não estava com pressa e deixou-se acariciar pelo médico, afinal era maravilhoso sentir aquelas mãos em seu corpo. Isso fazia Jensen ficar mais seguro e por conseqüência baixar a guarda. "Essa noite vai ser deliciosamente longa". Pensou o xerife enquanto se entregava as carícias de Jensen.

Enquanto percorria o corpo de Jared, seu olhar era de pura adoração pelo moreno. A cada músculo perfeito por onde passava a mão, gemidos de prazer escapavam de sua boca sem nem ao menos perceber, mas Jared se excitava com as reações que provocava em Jensen, e nem se importou quando este o virou de costas.

- Esse sabonete é neutro e não agride a natureza e com certeza não vai fazer mal a você. – Disse Jensen, se posicionando na lateral do corpo de Jared, e assim tendo acesso total ao xerife, tanto pela frente como por trás. E o xerife percebeu as intenções do loiro.

- Jen... – Jared parou quando sentiu uma das mãos do loiro em seu membro, enquanto a outro procurava a sua entrada mais íntima, lambuzada com bastante sabão para não machucar o moreno. O xerife olhou para o loiro e se perdeu no verde daqueles olhos cheios de desejo. E gemeu ao se sentir invadido pelo primeiro dedo do loiro. – Isso era para depois. – Falou o moreno com a respiração entrecortada, ainda tentando impedir, mas sem vontade alguma que o médico parasse aquela invasão que com certeza lhe encheria de prazer.

- Depois tem mais. – Disse Jensen lhe beijando, sem deixar de lhe manipular o pênis, e nesse momento colocando o segundo dedo e o terceiro logo em seguida.

- Mas... – Jared ainda tentou evitar o que estava para acontecer.

- Agora eu digo para você: relaxa. – Jensen sussurrou em seu ouvido e em seguida lhe beijou e o virou de costas contra a parede lateral que formava a escada.

"Essa parte não estava nos meus planos." Foi o último pensamento do xerife, enquanto Jensen lhe penetrava com cuidado, mas com firmeza. Assim que se viu totalmente dentro moreno, parou e esperou o xerife se acostumar e dar o sinal para ele continuar o que não demorou, pois logo Jared se mexeu contra seu membro, em um leve rebolado arrancando um gemido de puro prazer de Jensen, que não deixou o seu amante esperando.

Com estocadas rápidas e sempre manipulando o pênis do xerife, logo os dois alcançaram o ápice do prazer. Após ficarem um pouco abraçados, Jared viu pelas mãos do loiro que já estavam muito tempo dentro d'água. Trocaram um longo beijo e terminaram o banho.

- Vou ficar nu? – Perguntou o loiro, quando voltaram para cima.

- Acredito que não vai precisar de roupa, mas trouxe algo bem confortável e fácil de tirar. – Falou Jared sorrindo e lhe mostrando um rob de seda verde. – Vem. Deixa eu te enxugar – E assim foi feito, um enxugou o outro. O rob de Jared era azul escuro.

Sentaram-se enfrente a lareira, Jared pendurou a panela com a fondue de queijo, serviu um liquido vermelho que parecia vinho em duas taças.

- Vinho? Isso é para me deixar porre e depois se aproveitar de mim? – Perguntou Jensen de maneira provocativa.

- De maneira alguma, é suco de uva, sem nada de álcool. Para o que vou fazer com você, te quero totalmente sóbrio. – Respondeu Jared, olhando nos olhos verdes de Jensen que sentiu seu coração acelerar diante da resposta do xerife. – Comida leve e de fácil digestão.

Jensen aconchegou seu corpo junto ao do maior que o abraçou e assim se alimentaram. Servindo a comida, que era composta apenas de frutas, pães e queijos que eram colocados em suas bocas pelas mãos do outro, sempre sorrindo e conversando sobre suas vidas. Jensen descobriu que Jared era biólogo marinho, o loiro lhe contou algumas histórias da faculdade. Queria lhe dizer que era do FBI, mas não podia, apesar de confiar no moreno.

Assim que terminaram, Jared afastou a mesa, tirou a panela da lareira e voltou para junto do loiro. – Agora vamos ao prato principal. – Falou antes de iniciar um beijo profundo, calmo, romântico e possessivo. Suas mãos escorregavam pelo tecido macio do rob que Jensen vestia, buscando o cinto que mantinha fechado. Depois de ter aberto a roupa do loiro, começou a passear pela pele macia e perfumada do médico, suspiros se faziam ouvir pela cabana.

-Por que sempre sou eu que fico sem roupa primeiro? – Falou Jensen se ajoelhando e abrindo o rob de Jared. – Você é maravilhoso, e me pertence. – O xerife se surpreendeu com o tom de tão cheio de posse que Jensen usou.

- E você é meu? – Perguntou aproveitando o gancho do loiro.

- Totalmente. – Respondeu olhando nos olhos do moreno.

- Então deita. – Disse o moreno e loiro prontamente obedeceu. – Deixa-me tomar posse do que é meu. – Jared estava por cima do loiro e entre suas pernas e percebeu a tensão tomando conta do corpo do loiro. A luta interna entre se entregar ao momento e o preconceito. – De que você tem medo, não vou te machucar. – Falou Jared acariciando o rosto de Jensen. – Não irei fazer nada que não lhe dê prazer ou que não queira. Confia. – Pediu antes de lhe beijar.

Jared abandonou a boca pecaminosa de Jensen, e foi distribuindo beijos até o lóbulo de sua orelha onde deu uma sugada e mordeu levemente. Suas mãos passeavam pelo peito musculoso e pela lateral do corpo de Jensen, que abraçava o moreno e às vezes enterrava os dedos nas costas do xerife quando a sensação das carícias se intensificava.

Palavras desconexas escaparam dos lábios de Jensen, quando a boca de Jared começou a sugar seus mamilos, alternando entre lambidas e mordidas. Sua boca viajava de um para o outro, derrubando a primeira barreira do médico, sobre o fato de que não sentir prazer no peito. Em alguns momentos Jensen apertava a cabeça do xerife contra ele e em outros puxava seus cabelos com violência, e gritava quando Jared mordia com mais força devido o puxão no seu cabelo.

Depois de um tempo nessa brincadeira o xerife continuou descendo pelo corpo do loiro, passou pelo seu sexo sem tocá-lo, desceu pelas pernas, sempre beijando e lambendo cada pedaço de pele do loiro. Repetiu a operação do outro lado, Jensen estava totalmente entregue. Era uma massa de terminações nervosas, nunca imaginou sentir tanto prazer, e Jared nem tinha tocada em seu pênis e o impediu de fazer quando tentou.

Depois de percorrer suas pernas de alto a baixo, Jared voltou a lhe beijar e desceu novamente. Dessa vez dobrou as pernas do loiro e o beijou pela parte interna. Jensen gemeu alto quando a língua do moreno passou pela fronteira entre a coxa e a virilha.

Jared estava encantado do jeito entregue do loiro, sentiu que podia fazer o que quisesse com ele, mas resolveu esperar, pois a exploração pelo corpo de Jensen era muito prazerosa para ser interrompida.

O xerife colocou os testículos de Jensen entre os lábios e sentiu as pernas do loiro querem fechar e assim lhe prendendo. Essa reação foi devido à forte sensação que lhe percorreu o corpo, mas conseguiu segurar e mantê-las na posição.

Jared parou o carinho e ficou olhando para Jensen até que o loiro abriu os olhos, que estavam escuros de tanto prazer que estava sentindo. Sua respiração estava ofegante e seu coração acelerou mais quando viu a boca do xerife ir em direção ao seu membro que latejava de tão duro que estava.

O xerife passou primeiro a língua por toda extensão do pênis do loiro, que agora lhe olhava com os lábios entre abertos, na expectativa. Jensen gemeu alto ao ver a glande envolvida pela boca de Jared, seu corpo tremia todo e o moreno começou em um vai e vem, que aos poucos ia acelerando, e sem agüentar o médico agarrou a cabeça do amante e começou a ditar a velocidade.

O gosto e o cheiro do loiro eram embriagadores e por isso Jared continuou com o sexo oral, até Jensen gozar na sua boca. Apesar de o médico ter tentado parar, foi totalmente ignorado, então se deixou levar pelos espasmos de prazer que lhe tomavam o corpo.

Jared saboreou cada gota do sêmen de Jensen, e depois foi abraçar o corpo cansado e saciado do loiro que suspirava feliz junto ao seu pescoço.

Apesar do orgasmo recente o loiro começou a beijar o moreno, sentindo seu próprio gosto na boca do xerife. – Sabe que vou te beijar todinho. – Disse Jensen resolvido a proporcionar o mesmo prazer que sentiu.

- Todinho? – Perguntou Jared provocando o loiro.

- Todinho. – Respondeu e para provar isso começou a explorar o xerife com as mãos e boca.

Jared gemia com os beijos e mordidas que recebia por todo o seu corpo. Jensen sugava com maestria seu mamilo, e manipulava o outro com a mão, e alternava. Virou Jared de costas e lhe beijou todos os músculos. Desceu a língua até a base da coluna, e depois mordeu cada nádega, e também desceu por uma perna e subiu pela outra. Se deitou em cima do corpo do xerife, esfregando seu membro ereto em suas nádegas, e ele estava pronto para ser possuído pelo loiro novamente, mas Jensen não queria isso... Ainda.

Descendo novamente pela coluna do moreno, adentrou com a língua entre as nádegas do xerife, fazendo-o prender a respiração pela carícia ousada do médico. "Se continuar assim, acho que não vou ter esse loirinho essa noite, por que o que mais quero é me entregar outra vez a ele."

Jensen virou novamente o xerife de frente para ele e se encaixou entre suas pernas, suas ereções roçavam uma na outra, suas bocas se encontraram em um longo beijo interrompido apenas para respirarem.

- Preciso de você agora, por favor. – Disse Jared, que o abraçava e enlaçava o corpo do loiro com as pernas. "Sou tão fácil, mas quem resistiria a essa boca lhe percorrendo o corpo." – Pensou Jared assim que o pedido saiu de sua boca.

- Sinto muito, mas ainda não cumpri o que prometi. – Disse Jensen resistindo à tentação de possuir o moreno, que se abria e se esfregava nele. – Ainda tem partes do seu corpo que ainda não provei. – Completou mordendo o pescoço do xerife e começando a descer com a boca em direção a seu sexo, o próximo alvo do loiro.

- Você quer fazer isso? – Perguntou Jared quando o loiro parou junto ao sexo do moreno.

- Quero conhecer o sabor do teu corpo em detalhes. – Respondeu o loiro olhando para o membro pulsante a sua frente. "Nunca pensei que estaria tão ansioso para colocar um pênis na minha boca; é enorme e parece ser tão saboroso. Mas será que existe alguma parte desse homem que não seja gostosa?" Foi o pensamento de Jensen quando, com a ponta da língua, percorreu toda a extensão do membro do Jared, que procurava ar devido o prazer de sentir e ver a ação do loiro.

Jensen circulou com a língua a glande, como se estivesse experimentando, e Jared estava para alcançar o ápice apenas por visualizar aquela boca pornográfica se preparando para abocanhar o seu membro.

- PARA! – Gritou Jared assustando Jensen, que parou sem saber o que tinha feito de errado.

- O que foi? – Perguntou o loiro confuso.

- Os dentes. – Disse Jared, se referindo ao fato de que quando Jensen colocou o seu pênis na boca, não o protegeu dos dentes, causando uma sensação contrária a que o loiro queria.

Jensen sorriu sem jeito. – Desculpa, mas eu nunca fiz isso.

- Eu sei meu amor, mas você vai aprender bem direitinho, não se preocupe. Agora deixa eu te mostrar, de novo, como se faz. – Disse Jared, tentando fazer o loiro deitar. "Agora serás meu."

- Mas antes, você queria uma coisa, que quero agora. – Falou Jensen insinuante.

- Antes... Agora te quero deitado, para sentir sua pele sob a minha boca novamente.

"Sinto que não escapo dessa vez." Pensou Jensen, se deitando nervoso com a expectativa.

Com carinho, começaram novamente a sessão de beijos, carícias, palavras obscenas eram ditas, gemidos escapavam de maneira sem vergonha, gritos eram ouvidos quando algumas mordidas mais fortes eram sentidas.

Jared, com uma calma torturante, beijou o tórax do loiro, sem esquecer-se de lhe sugar os mamilos, pois sabia que enlouquecia de prazer o médico, ao contrário do que este dizia.

Se posicionando entre as pernas do loiro, pegou o lubrificante e melou três de seus dedos. Sorriu passando confiança para Jensen que lhe olhou sério, mas lhe sorriu de volta como se dando permissão.

O xerife tomou o membro de Jensen com a boca, sugando e lambendo, distraindo a mente do loiro, enquanto lhe abria mais as pernas e tentava lhe introduzir o primeiro dedo. O médico ficou tenso, mas logo relaxou, devido à ação da boca do moreno em seu pênis.

Jensen gemeu de dor ao se sentir penetrado com o primeiro dedo e depois gemeu de prazer com as primeiras movimentações de Jared dentro dele, voltou a reclamar com a introdução do segundo dedo, mas logo a dor foi esquecida e em seguida o terceiro dedo, e o moreno sempre lhe sugando o pênis.

O médico não esperava as fortes sensações que dominavam o seu corpo e não agüentou gozando novamente na boca de Jared.

Jensen tentava normalizar a respiração, enquanto Jared lhe encarava entre o divertido e o terno – Meu doutor está satisfeito? – Perguntou.

- Hã... Hã. – Foi a resposta de Jensen.

- E o que ele quer agora? – Perguntou Jared que abraçava o loiro, que estava praticamente deitado em seu peito.

- Dormir. – Respondeu Jensen de olhos fechados, se aninhando nos braços de um surpreso moreno.