Nem vou comentar, pois no final extrapolo! Srsrs

Participem do concurso!

- Dormir! – Exclamou Jared quase que indignado.(1) – Você está satisfeito, mas eu não estou! – Disse Jared que sentia seu corpo arder de desejo pelo loiro.

- Eu sei. – Falou o loiro abrindo os olhos e neles um sentimento de culpa. – Desculpa, mas se você me der cinco minutinhos, apenas cinco minutinhos, posso resolver esse problema. – Disse Jensen praticamente fechando os olhos. Jared viu que realmente Jensen não teria nenhuma condição de fazer qualquer coisa.

- Ok! Cinco minutos. – Falou o moreno conformado, e ajeitando o loiro sobre seu peito da maneira mais confortável para Jensen que já dormia, nos lábios um sorriso de felicidade.

Jared ficou olhando o loiro dormir. A respiração suave, com os lábios entre abertos, o corpo nu bem junto ao dele, o perfume que escapava de seus cabelos, o ombro sardento. Tudo em Jensen lhe despertava desejos contraditórios. De um lado uma vontade de deixá-lo dormir e cuidar que nada lhe perturbasse o sono, do outro a intenção de acordá-lo e o possuir, não necessariamente nessa ordem. "Ele tinha que ser tão perfeito? Mesmo dormindo me seduz tanto." – Foi o pensamento de Jared, que decidiu o que fazer com o loiro.

Sem conseguir se controlar mais, Jared virou o loiro deitando-o de costas para o leito improvisado, e se deitou sobre ele.

- Jensen. – Chamou Jared, falando baixo em seu ouvido, lhe dando leves mordidas. Fazendo o loiro gemer mesmo adormecido. – Jensen, meu amor, já passou mais de cinco minutos, preciso de você. – O moreno falava e avança sobre seu pescoço, aos poucos o loiro ia acordando.

- Quero acordar assim todos os dias da minha vida. – Comentou Jensen, sentindo a boca de Jared sobre a sua pele. O médico ficou preocupado em saber se daria conta de satisfazer o xerife, afinal ele estava cansado e saciado. Sua preocupação durou pouco, pois logo seu corpo começou a reagir perante as carícias do moreno. Ao tentar virar o corpo para ficar sobre o xerife, Jensen foi seguro para ficar na posição em que se encontrava, totalmente dominado.

As mãos de Jensen percorriam as costas de Jared, que se encaixava entre as pernas do loiro, enquanto descia com a boca em direção ao membro já ereto do médico, o tomando nos lábios. O xerife pegou o lubrificante e começou a preparar o loiro, que não resistiu à entrada do primeiro dedo e gemeu de maneira maravilhosa aos ouvidos de Jared. O moreno viu nisso um convite para colocar o segundo, sem deixar de sugar o membro do médico. Se deliciou quando o loiro movimentou o corpo procurando mais contato.

Com as mãos enroladas nos cabelos do xerife, Jensen não sabia de onde vinha tanto prazer: da boca de Jared ou de seus dedos lhe invadindo, abrindo caminho para aconchegar algo bem maior. Essa expectativa lhe enchia de prazer, mas no fundo sua mente não aceitava o que seu corpo desejava.(2)

Jared lhe largou o membro, levantando e abrindo as suas pernas, expondo melhor seu objetivo, e se deitou sobre o corpo do loiro lhe beijando. Assim se posicionando para começar a invasão do corpo tão desejado.

- Jared, espera. – Pediu Jensen, ao sentir o pênis do xerife forçando a sua entrada. – Por que você quer me dominar desse jeito? – Perguntou.

- Dominar? Quando você me penetra é isso que está fazendo? Me dominando? – Perguntou como resposta para o loiro.

- Não! – Respondeu Jensen de maneira angustiante, por medo de ter sido mal interpretado por Jared. E talvez ter magoado o moreno.

- Então por que é? – Insistiu o xerife.

- Por que eu te desejo e te quero por inteiro. – "E eu te amo". O pensamento surpreendente completou o motivo de sempre querer possuir o moreno. "E por te amar, vou me entregar a você!". Jensen não conseguia colocar isso em palavras e insinuou seu corpo aconchegando mais Jared entre as pernas. Envergonhado baixou os olhos esperando a consumação do ato.

- Olha para mim. – Pediu Jared. – Meu desejo por você é tanto que chega a doer, é por isso que preciso te sentir por inteiro, saber como é estar dentro do seu corpo. – Disse o xerife assim que os olhos verdes de Jensen lhe encararam. "E além do mais eu te amo. Quando amamos queremos tudo que o ser amado pode dar." Esse foi o pensamento de Jared, ao iniciar a penetração do corpo de Jensen.

Eles não diziam que se amavam, mas tudo neles gritavam esse amor.

O médico cravou as unhas curtas nas costas do xerife, assim que a glande começou abrir caminho para o resto do membro. A dor inicial era tanta que o loiro não conseguia respirar, e Jared ia avançando sentindo-se vitorioso a cada centímetro conquistado. Estava preocupado com Jensen, mas ele sabia que essa dor era apenas no início e logo o prazer substituiria a dor.

Para conseguir respirar Jensen soltou um grito de dor. – Por favor! Para. – Pediu; não sabia como Jared tinha agüentado, afinal ele não era pequeno.

- Calma meu amor, falta apenas um pouquinho, e logo a dor passa.(3) – Disse Jared parando, mas sem sair de dentro do loiro.

- Falta? – Perguntou o loiro, com os olhos arregalados. – Eu não agüento mais nadinha.

Jared riu da expressão de surpresa e incredulidade de Jensen. – Agüenta e vai pedir mais.

- Impos... – Jared interrompeu o loiro lhe tomando os lábios em um beijo e assim distrair a mente do loiro, enquanto terminava a sua conquista naquele território inexplorado. Assim que se viu todo dentro de Jensen, interrompeu o beijo e ficou parado olhando para o loiro. Seus olhos azuis esverdeados estavam escuros de desejo, Jensen estremeceu pensando no momento em que esse desejo explodiria. Ele nem sabia que esse desejo também estava refletido em seus olhos.

Depois de um tempo Jared iniciou a se movimentar, retirou com calma todo o pênis para enfiar novamente, arrancando novos protestos de Jensen. Repetiu a operação de novo, e na terceira vez os protestos se transformaram em gemidos de dor e prazer.

"Como algo tão dolorido no começo pode se tornar algo tão gostoso?" Pensou Jensen entre gemidos e antes de esvaziar totalmente a mente e se entregar as sensações prazer. Nunca antes de maneira tão intensa.

- Se eu soubesse como é bom estar dentro de ti, que era tão quente, não tinha esperado tanto tempo. – Disse Jared, enquanto levantava uma das pernas de Jensen para penetrá-lo mais profundamente, arrancando novos e mais fortes gemidos de prazer.

"E se eu soubesse que era tão bom te ter dentro de mim, já teria me entregado a mais tempo". Pensou Jensen diante das palavras do moreno, mas admitir isso em voz alta estava longe de acontecer.

Logo estavam se movimentando em um mesmo ritmo, entregues aquele ato. Para Jensen só existia Jared lhe penetrando, lhe beijando e mordendo, esmagando seu corpo com o dele e dos belos lábios do loiro um único som: uma espécie de mantra, pedindo por mais e invocando o nome do xerife.

Jared tentava se aprofundar mais no corpo do loiro, como se fosse possível, a cada pedido que escapava daquela boca, que era a sua perdição.

Com as pernas de Jensen lhe envolvendo a cintura, Jared agarrou o corpo do loiro por baixo e aumentou a velocidade e a força de cada estocada, arrancando gritos de puro prazer do médico e nem percebia os sons que também fazia.

Como testemunha daquela entrega e posse, o fogo da lareira que se sentia inútil. Sabia que aqueles corpos que iluminava não precisavam de seu calor.

Jensen não queria que aquele momento acabasse e muito menos Jared, que tentou diminuir o ritmo. Era uma missão impossível e assim juntos, lutando para prolongar aquele ato tão cheio de prazer e descobertas, alcançaram o êxtase. Jatos quentes preencheram o loiro, enquanto seu sêmen se derramava entre os dois.

- Fica. – Foram as palavras do loiro antes de adormecer, quando Jared ia sair de dentro dele. Obediente,(3) Jared apenas se aninhou sobre o corpo de Jensen da melhor maneira possível e se entregou ao sono, que invadia os amantes saciados.

J&J

Jensen acordou com o som do celular de Jared tocando para despertar. Com o peso do xerife sobre si, e uma incomoda e desconhecida dor, até aquele dia, numa certa parte de seu corpo. Lembrar o motivo dessa dor o fazia corar de vergonha.

Jared também acordou com o barulho irritante do celular, feliz levantou a cabeça e encarou os olhos verdes de Jensen; neles o moreno percebeu a confusão em que estava a mente do loiro.

- Nem vou perguntar se foi bom para você, por que... Seus gemidos na hora, não vão permitir mentiras. – Disse Jared, recebendo de volta um sorriso tímido de Jensen.

- Por que tão cedo? – Disse o loiro ignorando o comentário do moreno.

- Temos que tomar um bom banho. Vamos passar na fazenda dos Willians. Você tem de ir à sua casa trocar de roupa e eu tenho de estar às 7hs na delegacia. Sou o xerife e tenho de dar o exemplo. – Explicou Jared dando leves beijos no rosto de Jensen, que fechou os olhos de prazer por sentir os lábios do maior em sua pele.

-Ai! – Reclamou Jensen quando se levantou, e em seguida mordeu os lábios, constrangido.

- Fica doído, é normal. – Disse Jared.

- Não! É por que você é... Enorme. – Falou Jensen como acusasse o moreno.

Jared sorriu. – E você é pequeno? Acha que não doeu? Vem tomar um banho, a água quente deve estar uma delícia. – O moreno puxou o médico para um beijo, que foi prontamente correspondido. – E sabe o que é mais engraçado? – Continuo depois do beijo. – Apesar da dor do começo e do depois, o prazer entre esses estágios é tão maravilhoso, que cedemos apenas para experimentar novamente, e novamente e novamente...

Jensen deu um sorriso de lado. – Acho que não vou querer experimentar de novo, não consigo nem andar. Vou ter que fazer as minhas consultas hoje todas de pé. Vou ter que passar o dia de pé. – E foi andando em direção a caverna subterrânea, sem olhar para o xerife. Não pode ver o sorriso cínico do mesmo e nem o seu olhar cheio de desejo ao ver o corpo do médico, iluminado pelos lampiões, que ainda estavam acessos.

O loiro mergulhou na água de temperatura perfeita e realmente relaxante. Tentou esvaziar a mente dos últimos acontecimentos, que apesar de serem prazerosos, perturbavam os seus pensamentos. Não que estivesse arrependido, mas estava muito confuso.

Jared parou no meio da escada com as águas batendo-lhe no joelho e ficou observando o loiro, que nadava com braçadas vigorosas. Ele ia até o outro lado da caverna, que tinha uns oito metros de comprimento e outros três de largura.

Vendo o moreno ali parado, mostrando sua magnífica nudez, como se estivesse hipnotizado Jensen nadou de volta em direção ao xerife.

- Nadando assim? Melhorou a dor? – Perguntou dando a mão a Jensen que aceitou e ficou de frente para o moreno, lhe olhando nos olhos, sem responder. Mas logo se envolveram em um longo e apaixonado beijo. – Me deixa dar um banho nesse corpo que agora me pertence. – Disse Jared em seu ouvido como se contasse um segredo, fazendo o médico ficar vermelho. Antes que ele reclamasse de qualquer coisa, o xerife já o estava beijando novamente e percorria seu corpo, lhe tocando, apertando, arranhando, provando que estava certo, seu corpo não lhe pertencia mais.

Pegando o sabonete com o aroma de tutti-fruit começou a ensaboar Jensen no peito, se demorando nos mamilos, arrancando gemidos de prazer do loiro. Desceu pelas pernas e depois subiu acariciando a parte interna das coxas. Segurou os testículos entre as mãos, numa leve massagem, e sem pressa subiu pelo membro do loiro que estava ereto. Em uma leve masturbação atiçou o loiro ainda mais, antes de virá-lo de costas. Jensen se apoiou na parede que formava a escada com á água pelos joelhos.

Massageando os ombros, passando pela lateral do corpo do loiro, Jared ia espalhando o sabonete líquido pelo seu tronco. Quando o xerife invadiu, com dedos audaciosos, entre suas nádegas não reclamou, nem quando sentiu os primeiros dedos a lhe invadirem. Aceitou tudo com gemidos de prazer.

- Arrebita pra mim. – Ordenou Jared, lhe segurando pelo quadril e foi prontamente obedecido.

Jensen teve uma reação de surpresa a se ver penetrado novamente, mas Jared lhe acertou diretamente naquele ponto de prazer que o homem tem, mas que é tratado com tantos tabus. E qualquer protesto morreu em um grito de prazer.

Totalmente dentro do loiro, Jared esfregava o peito musculoso nas costas do médico, que por estar ensaboada, diminuía o atrito entre as peles, em um louco deslize de prazer. Jensen, se sentindo preenchido, começou a mexer os quadris buscando satisfação, no que foi prontamente atendido pelo xerife. Com estocadas vigorosas e fortes se perdiam nas sensações provocadas pelo outro.

Totalmente entregue Jensen alcançou o orgasmo, apenas com a penetração, sem nenhuma manipulação em seu pênis. Jared gozou logo em seguida ao sentir as contrações do menor em seu membro.

Jared virou o loiro de frente e lhe beijou. Depois o puxou para a água, a fim de terminarem o banho. Apesar de o loiro não se recusar a receber os carinhos, o moreno percebeu que o mesmo evitava lhe olhar nos olhos. "De novo eu aceitei sem nem reclamar! Mas é tão maravilhoso ter ele dentro de mim, realmente esse corpo não me pertence mais." Pensava Jensen, enquanto era banhado por Jared.

- Por que você fez? Eu disse que estava dolorido e não queria outra vez. – Falou Jensen quando já estavam de volta à cabana.

- Não vi você reclamando. – Disse Jared. Jensen não replicou e novamente aceitou a aproximação do moreno, que lhe envolvia em uma toalha. – Droga, queria ter mais tempo. – Falou o moreno depois de terminar a deliciosa tarefa de enxugar o belo corpo do loiro.

-Mais tempo? – Perguntou Jensen vestindo uma calça de moletom de Jared, sem cueca, pois não tinha nenhuma.

- Para um terceiro round. – Disse o moreno provocando o loiro, o tocando por cima da calça. O loiro ficou vermelho. – Você está vermelho como uma virgem recém deflorada.

- Mas eu sou uma virgem recém deflorada. – Respondeu Jensen, fazendo Jared sorrir com gosto, mostrando as covinhas que ele tanto amava. – Duas vezes.

- Jensen. Somos deflorados apenas uma vez, e eu também era virgem, mas nem por isso fiquei assim tão envergonhado. – Falou o moreno. – Até parece que o que fizemos foi sujo ou errado. Ou você está se sentindo assim? – Perguntou o xerife já se cansando da atitude do loiro.

- Não, mas...

- Não venha com 'mas'. – Disse Jared interrompendo. – Dizendo que sou gay e etc. Apesar de ter aceitado melhor do que você o que aconteceu, nunca pensei em ser o passivo. – Era verdade. Apesar do discurso de que aquilo não era pecado, Jared não tinha tanta certeza e achava que sendo sempre o ativo podia o castigo ser mais leve, contraditório, mas assim era a sua vida com esse segredo que carregava. Porém agora que aconteceu não conseguia se arrepender, pois por mais que não falasse, tinha se entregado por amor e esperava que Jensen correspondesse a esse amor.

J&J

Passaram na fazenda do Willians. Descobriram que Genevieve, juntamente com Dannell, estiveram por lá, numa visita para o novo membro da família.

A matriarca recebeu ambos com um sorriso estranho no rosto. E quando tocaram no nome das duas um comentário: – Cuidado. Elas não vieram aqui por causa da pequena Jensen. – O médico foi ver a sua menina, a primeira que nascera por suas mãos. A emoção de ver esse pequenino ser era única, sentia que sua contribuição para aquele ser estar ali vivo era significativa. Agradeceu por ter sido um excelente aluno em Harvard e mesmo sem nunca ter feito um parto, teve sucesso. E sem as condições adequadas de um hospital.

Quando o médico ia saindo foi chamado pela matriarca. – Dr., almas gêmeas quando se encontram não se incomodam em quais corpos estão vestidas nessa vida, o único desejo delas é ficarem juntas. Quando a mente, por algumas regras inventadas pelo homem moderno, não quer aceitar essa ligação, a alma padece e faz adoecer o corpo. Espero que a pequenina tenha a sorte de encontrar a sua outra metade, assim como o responsável pelo seu nome teve, e que este tenha a sabedoria de aceitar e lutar por esse amor. – A velha senhora, colocou a mão na cabeça de Jensen, fechou os olhos como se fizesse uma pequena oração. – Pequenos segredos podem causar grandes estragos. – Disse a matriarca após abrir os olhos. O loiro se despediu e durante todo percurso até a sua casa se manteve calado.

Jensen saiu do carro e não chamou o xerife para entrar. Na verdade ele estava tão envolvido nas palavras da anciã que não percebeu o que fez e nem o olhar magoado do moreno.

J&J

Jensen chegou ao quarto, trocou de roupa, e se encarou no espelho.

"Idiota". Era o que sua imagem refletida no espelho dizia. "Você gemeu como uma vadia no cio. E se ele chegasse agora e te jogasse nessa cama você não diria não. Então para de frescura." (5)O loiro brigava com ele mesmo. Jensen estava nessa discussão consigo quando o xerife entrou no seu quarto.

- Jensen! – Jared o chamou, e assim que o médico lhe encarou viu nos olhos do moreno a mágoa, a incerteza e um pouco de raiva. – Eu não posso voltar atrás do que aconteceu, e mesmo que pudesse não voltaria, pois não me arrependo, mas... – Parou de falar como se pensasse se devia continuar, mas resolver abrir o que passava dentro de seu ser. - Estou com medo de te perder por causa de algo que para mim foi especial, porém parece que para você foi apenas uma coisa que lhe envergonha, pois nem consegue me olhar direito.

- Eu sou um idiota! Me perdoa! Eu... Estou... Apenas confuso, eu... – Jensen mordia os lábios. – Eu ... – Respirou fundo e Jared lhe olhava em expectativa. – Gostar tanto... – Falou baixinho, desviando os olhos do moreno, que mesmo a um metro de distância não conseguiu ouvir direito.

- Não ouvi o que disse... – Falou o xerife se aproximando mais do loiro.

- Eu não esperava gostar de te ter dentro de mim. – Jensen falava e ficava vermelho.

- Você está preocupado por razões erradas, por que agora você está achando que sempre foi gay?

- Eu não sou gay! – Jensen mordeu os lábios e revirou os olhos. – Quero dizer... O único homem que desejo é você.

- Tudo bem. Sei que estás confuso, mas... Apenas não se afasta de mim.

- Nunca... Você vai ter que casar comigo, afinal eu era virgem. – Disse Jensen sorrindo, mais calmo naquela manhã pela primeira vez.

Jared sorriu e segurou o rosto de Jensen em suas mãos e depositou leves beijos em seus olhos, na ponta do nariz fazendo o loiro sorrir e no final tomou posse dos lábios que eram a sua perdição, em um beijo calmo, apaixonado que aos pouco ia se aprofundando. Continuaram nesse beijo até instinto de sobrevivência pedir para respirarem, e perceberam que estavam envolvido em um abraço forte, onde os corpos de ambos exigiam mais contato entre si.

- Acho que temos de descer e parar por aqui, senão a cidade vai ficar sem segurança e saúde por hoje. – Disse Jared.

- Mas aqui o povo nem adoece e nem causa tantos problemas com a lei. – Falou Jensen se aconchegando nos braços do xerife, beijando o pescoço do mesmo fazendo-o gemer e apertar com força a cintura do loiro.

- Vamos descer, caso contrário não vou me responsabilizar pelos seus traumas. – Disse Jared se afastando com dificuldade de Jensen.

- E quem disse que eu ficaria por baixo? – Respondeu Jensen rindo de maneira sem vergonha.

- Quem me experimenta uma vez, vai querer me experimentar sempre. (6)– Rindo da cara indignada que Jensen fez. – Vamos tomar café por aqui? Ainda dá tempo.

J&J

Tomaram o café, o clima já estava mais leve. Jensen conseguiu guardar suas dúvidas e preconceitos, resolveu se deixar levar pelos sentimentos que nutria por Jared, fora que essa decisão deixa as coisas mais fácies de serem encaradas.

- Olha amor, não vamos almoçar hoje. – Disse Jared no carro, quando pararam em frente à delegacia.

- Por quê? Tem surpresa hoje à noite? – Perguntou o loiro sorrindo.

- Tenho que ir até a cidade vizinha e verificar os papéis para minha viagem. – Disse Jared vendo o sorriso de Jensen morrer nos lábios.

- Viagem? – Perguntou o loiro visivelmente chateado.

- Calma! Não vou fugir das minhas responsabilidades, eu volto para casar com você. – Disse Jared rindo do jeito de Jensen. – É o treinamento semestral e o xerife Lobo me pediu para ir lá com ele. Parece que tem uns relatórios de seus homens e quer que eu leve- os, não me explicou muito bem. É isso que dá ser o caçula aqui da região, mas o Lobo é legal, o pior é o Gordon, gosta de se meter na minha vida.

- Quando você volta? – Jensen tentou sorrir para parecer casual.

-Depois de amanhã à noite. Vou agora falar com o Lobo, volto para te ver e depois pego estrada, são três horas de viagem. PennHalls, é a maior cidade antes da capital, tenho que estar as 8hs horas da manhã por lá. São dois dias. – Informou Jared. – O que foi? – Perguntou para o loiro que lhe olhava sério.

- Nada. – Disse Jensen tentado sorrir o mais sincero possível. "Como vou dizer a ele que já estou morrendo de saudade?" Pensou o loiro saindo do carro. – Então até a noite.

"Não sei se vou agüentar ficar longe de você." Pensou Jared, vendo o médico indo para a clínica.

J&J

O telefone de Jensen tocou. – Oi, Misha! O que me conta de novo? – Perguntou para o agente do outro lado da linha.

- Parece que o missionário Pelegrino não está satisfazendo o engenheiro dele. – Respondeu.

- Ai! – Exclamou Jensen ao se sentar na cadeira, de mau jeito.

- Está ruim de sentar? – Perguntou para o amigo, provocando-o. – Não se preocupa que logo você acostuma.

- Que sentar! Apenas tropecei. – Mentiu o loiro. – Mas continua o que estava falando.

- Deve ser a ressaca. – Ignorando o loiro.

- Não estou de ressaca.

- Então você deu para o xerife, de cara limpa? Amigo, você é mais gay, quero dizer corajoso do que eu! Na minha primeira vez o desgraçado do Kane me deixou bêbado! – Misha não parava de falar. E tentava controlar o riso. – Por sinal, nas três primeiras vezes, era assim: um porre, uma briga, eu ficava com ódio, e fazíamos as pazes. Ai era a minha vez: dava um porre nele, brigávamos e recomeçava o novo ciclo. Até que paramos com essa sem-vergonhice e assumimos que gostamos muito um do outro para abrir mão do prazer de se entregar. Porém vejo que você está aceitando legal, se despediu sem brigas, com um sorriso nos lábios. – Jensen sábia que Misha o observava.

- Mas quem disse que eu... Eu cedi! – O preconceito o fazia mentir.

- Jensen, já reparou como você está andando? – Misha adorava deixá-lo sem graça. Queria estar de frente para o amigo nesse momento.

- Estou andando estranho? – A voz do Jensen saiu meio baixa envergonhada.

- Está! Com as pernas meio tortas! – Disse Misha.

- Mas eu tenho as pernas tortas. Digo, levemente arqueadas! – Exclamou o loiro.

- Porém hoje estão tortas!

- Tudo bem, mas eu briguei com ele também! Principalmente quando ele me pegou da segunda vez... – Jensen mordeu os lábios, quando ouviu a gargalhada do Misha do outro lado. – Misha, fala das tuas descobertas, senão vou desligar.

- Ok! Desculpa. O Matt ele... Cara duas vezes... E na terceira fizeram as pazes. – Misha apenas ouviu o telefone sendo desligado.

Jensen não atendeu mais o amigo, pois se o que o outro tivesse descoberto fosse importante não ficaria perdendo tempo falando de sua vida sexual. "Droga, por que eu tinha de contar? Agora vou ter que deixar de falar com ele, é uma pena, por que é um bom amigo. Talvez eu tenha de matá-lo, ele pode espalhar que dei duas vezes, sóbrio e nem briguei com quem fez isso! O loiro começou a rir do pensamento insano que estava tendo. Resolveu parar de bobagem e ir trabalhar.

Ele atendeu alguns pacientes. Um dia que queria descanso, pois a noite foi cansativa – apesar de ser classificada como a melhor noite de sua vida – parecia que as pessoas adivinharam e resolveram aceitar o novo médico.

Mesmo com a sala tendo pessoas para atender Jensen não abriu mão de ir ver Jenny. Verificou que não havia nenhum caso muito urgente e saiu.

J&J

- Ei! Jenny – Falou Jensen assim que viu a menininha correndo em sua direção.

- Oi, Jensen, posso te chamar de Jensen? – Perguntou a garota.

- Claro. O que aconteceu com o curativo que fiz? – A mão da menina estava sem as gazes do dia anterior.

- Não precisa entrar, vamos conversar ali, embaixo daquela árvore. – A garota foi puxando em direção a um banco existente no jardim do orfanato.

- Dr. Ackles! – A administradora chamou o médico.

- Droga, a bruxa apareceu! – Disse Jenny baixinho.

- Senhora Blair.

- Dr. Ontem o médico que examina as crianças do orfanato apareceu e verificou o ferimento da Jenny. Retirou as ataduras dizendo que nunca foram necessárias, alguma explicação sobre o fato?

- Aquele velho não sabe de nada.

- Jenny! – Repreendeu Blair.

- A senhora deve saber que a Jenny é muito ativa, gosta de estar em contato com a natureza, então para evitar qualquer infecção utilizei o exagero. – Explicou Jensen com o seu sorriso mais sedutor. – Me deixa ver como está sua mãozinha. – Pediu para a garota.

- Está doendo muito desde que tiraram o curativo que você...

- Você não! Senhor. – Interrompeu Blair.

- Que o senhor fez. – Jensen examinou o ferimento que estava seco e sem sinal de inflamação, agora coberto penas com um esparadrapo antialérgico.

- Devo dizer que está bem, amanhã retirarei os pontos. – Informou Jensen.

- Claro doutor. – Disse Blair, tentado disfarçar o desagrado.

- Então até amanhã!

- Sabia que a senhora Blair era para ser minha tia avó? – Perguntou a garota caminhando junto com Jensen até o portão.

- Sério e o que aconteceu?

- O namorado dela, irmão do meu avô, morreu igual ao noivo da Dan. Deve ser por isso que são tão amigas.

- Jenny, o que aconteceu com a sua família? – Perguntou Jensen agora realmente interessado.

- Morreram todos em um acidente, por isso vim para cá. A senhora Blair disse que apesar de eu ser amaldiçoada, sou especial para ela. Mas eu não sinto isso, na verdade acho que ela não gosta muito de mim. – Disse a menina, baixinho.

- Você não é amaldiçoada, o que aconteceu com a sua família foi uma tragédia, apenas isso, e não uma maldição. Ok? E para mim você é especial, sente isso? – Falou Jensen ajoelhado ao lado da garota.

- Sinto! – Disse a menina lhe abraçando. – Espera aqui. – Disse o soltando e correndo para o outro lado da rua entrando na mata em frente ao orfanato.

Jensen esperou a garota dentro do carro. Jenny chegou pelo lado do passageiro, batendo no vidro da janela. Quando Jensen baixou o vidro, ela colocou uma caixa no banco com todo cuidado e carinho.

- Você sempre me deu presentes e eu nunca pude te dar nada.

- Não precisava. – Disse Jensen encantado com a seriedade que a menina falava.

- Eu sei, mas quero que fique. É algo muito precioso para mim. Acho que vocês devem ficar juntos, por você ser especial na minha vida. – A garota correu para lhe abraçar pela janela lhe dando um beijo na bochecha. – Tchau.

- Tchau!

- Dirige devagar para não assustá-lo. – A menina gritou quando Jensen saiu com o carro, e o loiro pisou no freio. Abrindo a caixa, e arregalando os olhos com o conteúdo.

- Gostou? – Perguntou a menina que tinha ido até o carro que andara poucos metros.

- É Lindo! Adorei! – Respondeu sem saber o que fazer com aquele presente de grego.

- Eu sabia! – Dizendo isso a garota saiu correndo de volta para o orfanato.

- Xerife? Onde você está? – Perguntou Jensen ligando para o celular de Jared.

- Estou de saída amor, por quê?

- Preciso de um favorzinho.

- Venha. Para você até um favorzão.

- Que bom. – Disse o loiro depois de desligar o celular.

J&J

- Oi. Não esperava te ver tão cedo! – Disse Jared assim que o loiro entrou na sua sala.

- Preciso que isso fique aqui na delegacia, não posso levar para a clínica e nem para a casa agora. – Disse Jensen mostrando o conteúdo da caixa que trazia para Jared.

- O que é isso? – Perguntou Jared, com um olhar estranho para o animal na caixa.

- Um gato! Eu acho! – Disse Jensen examinando o bicho.

- Ele é muito esquisito. – Disse Jared rindo e observando o gato. Ele tinha um olho verde e o outro azul. O pêlo da cabeça era branco, mas uma das orelhas era completamente preta. O restante do corpo era amarelo, mas o rabo era cinza. Ele mais parecia um arco-íris.

- Mas eu o acho lindo! – Disse Jensen pegando o animal, que deveria ter uns três meses.

- Tem o seu charme. Qual o nome dele?

- Isso é com você! Já arranjei o gato, agora arruma um nome! Tenho que fazer tudo? – Falou Jensen rindo, fingindo indignação.

- Vai ser o nosso filhinho? – Perguntou Jared para provocar.

- Eu achei isso super gay!

- Jensen... Esquece! Deixa-o aqui. – Disse Jared.

Eles estavam junto um do outro, olhando o gato dentro da caixa, quando abriram a porta sem bater. Jared ia falar alguma coisa, mas se calou ao ver que se tratava de seu pai.

- Aconteceu alguma coisa com a mamãe? – Perguntou Jared preocupado, pois seu pai dificilmente ia à delegacia.

- Não, sua mãe está bem. – Disse o missionário Padalecki entrando na sala, seguido por Genevieve e Danneel. – O que vocês olham sorrindo tanto?

"Seu netinho" Pensou Jensen sorrindo com o próprio pensamento.

- Um gato, que o doutor pediu para ficar aqui na delegacia. – Explicou Jared.

- Mas qual foi o crime do gato? – Perguntou o missionário, fazendo Jared sorrir, dificilmente seu pai fazia graça.

- Não posso ficar com ele agora, tenho de ir para a clínica. – Falou Jensen sorrindo.

- Tem de ir mesmo, vim buscá-lo. – Falou Danneel, que parecia ter esquecido os últimos episódios, e segurou nos braços do médico carregando-o consigo.

- Missionário, enviarei hoje os exames de sua esposa para o House. – Disse Jensen saindo, louco para dar um beijo de despedida em Jared.

- Espero que eles se acertem. – Comentou o pai de Jared ao ver Jensen e Danneel saírem de braços dados.

- Eu acho que irão se acertar. – Comentou Genevieve.

"Só passando por cima do meu cadáver" Pensou Jared com o sorriso paralisado no rosto, fazendo seus músculos da face doerem.

- Dr. Ackles é um bom médico. Seria bom ele ficar, assim nos livraríamos da má influência de Jim. – O Dr. Bearver não aceitava certas atitudes da crença e por isso não era bem quisto dos líderes da religião local. – Mas vim falar de você, ou melhor, de vocês. – Disse apontando para Jared e Gen.

- Falar o que? – Perguntou se fazendo desentendido.

- Gen, espera lá fora. – Pediu o missionário para a morena. Coisa desnecessária, pois ela sábia o que Gerald Padalecki, estava fazendo ali. – Em nossa última conversa, ficou acertado de marcarmos a sua volta a seio da salvação. Genevieve quer ser a noiva da primavera, então a cerimônia do retorno terá de ser nessa primeira sexta-feira do mês, em quinze dias. – Como Jared estava afastado das regras, teria de ter um ritual para a sua integração ao seio religioso novamente. E apenas poderia casar com a Gen, se fizesse isso. - Aqui está o anel de noivado de sua mãe. Posso começar a fazer os preparos? É meu ultimo filho a casar, quero fazer uma grande festa e anunciar que o filho pródigo, voltou! – Jared sorriu e pegou a caixa onde continha a jóia.

Em algum lugar da cidade...

- Você tem certeza? – Perguntou alguém.

- Sim, não posso mais aceitar essa situação. – Respondeu a outra pessoa visivelmente irritada.

- Certo, mas não entendi. Por que o Jared?

- Apenas para desviar atenção.

- Mas tem pessoas no grupo que não irão aceitar isso.

- Nós somos uma família, unidos por laços mais forte que o sangue, então temos que fazer tudo pelo bem de todos. E você sabe... – Disse a pessoa interrompendo a frase e olhando para a outra como se pedindo forças para continuar numa longa e cansativa batalha.

NA.: Hoje tem mais nota que história!

O gatinho está sem nome e gostaria de receber sugestões, a assim ajudar os dois a darem nome para o primeiro filhinho deles srsrsrs.( essa idéia de pedir sugestão de nome de gatos é da Deany, ela usou para escolher o nome de sua gatinha, que teve a honra de ser chamada de Misha.

O gato descrito foi retirado da fic: A mão do Destino, escrita pela Ivys, como sabem essa fic é um presente para ela, então foi mais uma homenagem, para essa menina maravilhosa que SPN me trouxe de presente.

Uma das coisa maravilhosas em ter a Angioletto como beta, e a nossa amizade e comentários que fazemos quando corrigimos as nossas histórias. Então selecionei alguns.

(1)(até eu fiquei com vontade de bater nesse loiro agora!)

(2)(ele podia admitir logo que ta loco pelo xerife gostoso né?)

(3) (menino simplório!)

(4)(que bom menino não? todo obediente!)

(5)(já tava na hora né?)

(6)(posso experimentar?)

(7)(e tem como brigar com akele monumento! Só o olhar de cachorrinho mata qualquer um!)"

4- Já chega e ajudem a escolher o nome do gato, Angel é uma opção!