A escolha do nome do gato foi feita pela Ivys, afinal como todos sabem essa história é um presente para ela, e o gato colorido saiu de sua imaginação na fic A MÃO DO DESTINO(.br/historia/73707/A_Mao_Do_Destino, ff: .net/s/6037051/1/A_mao_do_destino) , linda, para quem ainda não leu vale a pena, no final do capítulo direi o nome da madrinha do filhote dos J2.

Obrigada Ivys, pela permissão de usar sua imaginação em forma de gato e pela atenção que sempre disponibiliza para quem te procura apesar de tudo. Beijos! Você é muito especial! (Mas está fora da sociedade! Srsrsrs)

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Jared pegou a caixinha que continha o anel e apenas sorriu para o pai. Sua vontade era gritar que a única pessoa com a qual ele tinha vontade de ficar o resto da vida era o médico. Porém o moreno se calou, naquele momento não podia correr o risco de se ver afastado da mãe e Jensen com os seus traumas não lhe dava a segurança que ele queria. Por isso calou e mudou de assunto.

- Como está a mamãe?

- Está bem, e feliz com o futuro casamento. Sabe que ela gosta de festa, e essa não posso nem segurá-la para não ir! – Gerald riu do seu próprio comentário.

- Pai, eu vou ter que ir falar com o xerife Lobo. – Falou Jared se levantando e guardando a aliança. O missionário aceitou esse gesto como uma atitude positiva e se conformou.

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O resto da manhã passou rápido. Na hora do almoço recebeu uma mensagem de Jared perguntando se ele ia querer almoçar na clínica ou iria até o restaurante, Rose estava apenas esperando uma decisão sua. Jensen resolveu ir para o restaurante, pois a clínica estava ainda com alguns pacientes. Nada de grave, dava para esperarem o médico se alimentar.

Jensen pediu um sanduíche bem adubado e um energético, a noite mal dormida estava cobrando do seu corpo.

- Doutor. – Jensen levantou os olhos e viu Misha. – Posso? – Perguntou o moreno apontando para a cadeira na frente do loiro, que apenas fez um sinal com a cabeça.

- Como está a dor de estômago? – Perguntou Jensen. Eles tinham de ter um motivo para conversarem, pois se achassem que Misha tinha algum interesse no médico, o agente podia correr perigo.

- Ainda dói. Desculpa interromper seu almoço, mas não conseguir falar com o senhor ao telefone. – Disse Misha e Jensen pode ver que o moreno estava se divertindo as suas custas. – Rose veja um desse que o doutor está comendo.

- Hora da vingança. – Disse Jensen baixinho. – Rose, o agente aqui, não está em condições de comer um sanduíche desse tipo. Traz uma salada crua, sem maionese, vinagre ou limão. Apenas algumas gotas de azeite e uma pitada de sal.

- Bem para engolir isso, um refrigerante bem gelado. – Falou Misha.

- Está louco! Se não pode nem comer algo como esse maravilhoso... – Jensen momento deu uma mordida em seu sanduíche fechando os olhos. – Refrigerante nem pensar... – Falou o loiro com a boca cheia. – Um copo de leite gelado, de soja. – O médico sabia que o amigo odiava leite puro, principalmente o de soja.

- Não tem de soja Dr. – Respondeu a Rose.

- Então, o desnatado. – Disse Jensen, querendo rir do olhar do agente.

- Não pode ser um suco? – Perguntou Misha.

- Qual o suco que você tem ai, Rose?

- Laranja, limão e pêssego.

- Todos ácidos! Traz o leite, um copo grande. Já vou indo, tenho pacientes esperando-me. – Jensen se levantou e seguiu para porta. – Passe depois no consultório, irei lhe encaminhar para alguns exames. E Rose, não ceda aos pedidos do agente Collins, antes de eu saber como anda o estômago dele. Apenas leite e salada. – E com um sorriso travesso, se em caminhou para a clínica.

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- Te odeio! – Disse Misha assim que entrou no consultório de Jensen.

- Sim, o que descobriu de Matt? – Jensen foi direto ao ponto.

- O missionário não parece que está dando conta do recado. Pelegrino não apareceu ontem e o engenheiro de minas se deixou ser explorado por um dos mineiros. Claro que antes deu em cima de mim. Parece que Matt faz isso por que o missionário não se decide, é uma maneira de forçar a barra.

- Mas Pelegrino sabe?

- Aparentemente não. Hoje pela manhã foi tomar café com o Matt e saiu bem feliz da casa. Sabe como estou me sentindo? – Perguntou Misha.

- Não.

- Um fofoqueiro de plantão. A minha investigação passou a ser sobre um monte de informações sobre a vida sexual das pessoas, e por sinal, a minha está inexistente. Que saudade do Chris. – Disse Misha fechando os olhos.

- Mas você acha necessário ficar de olho no engenheiro?

- Claro, ele é uma vítima em potencial, apesar de não ser nada discreto. E no momento é a única coisa que posso fazer. Afinal você tem segurança própria, não precisa da minha. – Misha terminou a frase com um sorriso cínico, que se alargou mais quando Jensen revirou os olhos. – Na verdade queria muito uma pista... Mas enquanto a luz não brilha no fim do túnel... Cara! Duas vezes! Totalmente sóbrio? Nem eu que era apaixonado pelo Kane consegui essa façanha de primeira. – Misha tentava controlar o riso.

- Realmente você está sem nada para fazer. Quer saber? Acredito que isso aconteceu por que o meu namorado é mais gostoso do que o teu. – "Eu disse isso? Que ridículo! Gay tudo bem! Mas adolescente idiota..." Pensou o médico.

- Humm! O xerife é gostoso, o Chris que não me ouça. Mas me deu uma vontade de experimentar... – Disse Misha bem sem vergonha.

- Tenta! Eu pessoalmente vou te colocar de joelhos no meio da mata e cortar não somente os teus pulsos, mas a tua cabeça também. E vamos parar com isso que a conversa já caiu de nível há muito tempo. Para de se meter na minha vida, se dei, ou deixe de dar o problema é meu. – Jensen não estava muito confortável com essa nova experiência para encarar sem nenhum problema.

- Ciumenta... – Misha fez questão de usar a palavra no feminino. – Tão... – O agente interrompeu o que ia dizer e arregalou os belos olhos azuis para o amigo. – Não! Será? – Jensen olhava para o moreno tentando entender o que estava se passando. – Vou investigar as vítimas... Tchau loirão! – E saiu deixando o médico curioso e surpreso.

- Misha... – Jensen ainda tentou falar, mas o moreno já tinha saído.

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O dia foi agitado para Jensen. Pela primeira vez ele teve pacientes durante o dia todo, principalmente depois de um grupo de 10 crianças com infecção intestinal, por causa de um docinho com a data de validade vencida. Os casos mais graves, ele encaminhou para a cidade mais próxima, os outros mandou para a casa, devidamente medicados.

- Professora? Não me diga que deu de propósito os docinhos paras as crianças? – Perguntou Jensen, reconhecendo a mulher que foi uma de suas poucas pacientes.

- Eu vou presa?

- O xerife não está na cidade.

- Então não fui eu, estou apenas ajudando uma colega, que também não está muito bem.

- E senhora?

- Bem comecei a sentir uma dor, assim, por aqui. – Disse a mulher sorrindo e dando uma piscadela, mostrando que estava brincando. – Acho que terei de ficar internada.

- Mas aqui ninguém se interna.

- Poxa, não podemos tentar matar ninguém, por que o xerife não está. Nem podemos morrer de forma assistida, por a única clinica não faz internação... Mas para que? Se apenas de olhar para o médico já fico boazinha. Obrigada Dr.

- De nada e não precisa ficar doente para me vir visitar na clínica. – Jensen se despediu e foi liberar os últimos pacientes.

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Já passavam das seis da tarde, a sala de atendimento estava um horror, vômito por todo lado. Ordenou a limpeza, dando a chave para a faxineira, que ao ver a sujeira fez uma cara de nojo, fazendo o médico rir. As enfermeiras, Missouri e Danneel, ficaram para arrumar os medicamentos, para o desapontamento da ruiva que queria falar com o loiro.

- Dr., não teria como me esperar? Talvez nos ajudando aqui. Preciso falar com você. – Completou baixinho.

- Dan, deixa para amanhã, hoje estou muito cansado. É por isso que não posso ficar para ajudá-las. Desculpe. – Respondeu o médico, que além de cansado não estava interessado no que a ruiva tinha para dizer. Jensen virou de costas e seguiu para saída da clinica e nem viu o olhar de ódio lançado pela garota.

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Quando Jensen chegou a casa, tomou um banho quente, e no chuveiro, se permitiu a pensar sobre o que tinha acontecido em sua vida. Os anos de preconceitos tentavam o acusar, lhe recriminando pela entrega. Mas os sentimentos pelo xerife eram mais fortes e ao se lembrar de Jared, lhe acariciando, lhe preparando para possuí-lo, seu corpo começou a despertar.

- Você está aí todo feliz, nem fez esforço. – O loiro começou a conversar com seu pênis. – Mas o teu vizinho não está lá essas coisas, então nem se anima. Se hoje aquele xerife gostoso quiser alguma coisa, quem vai trabalhar é você. Senão nada feito. – Jensen riu. – Quem eu quero enganar? Posso até dizer que não, na primeira tentativa, porém... Deixa-me terminar esse banho que é melhor, e não vou fazer o que queres! Nem adianta me olhar assim todo caolho.

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Assim que terminou de colocar uma boxer e por cima uma calça de moletom, a campainha tocou, e sem vestir a camiseta correu para abrir a porta, sabia quem era.

Jared estava de civil, com uma calça jeans preta e uma camisa de algodão verde escura com listras finas pretas e mangas compridas, gola em "v". "Lindo" foi o pensamento de Jensen ao ver o moreno, que trazia nas mãos uma gaiola com o gato dentro e uma cesta acolchoada para ele.

- O nosso filhinho. – Disse, antes de colocar as coisas no chão e envolver o loiro em um beijo longo e cheio de saudade. Jensen gemeu no beijo, quando as mãos de Jared lhe acariciaram as costas nuas e recém lavadas. O moreno depois de interromper o beijo, mergulhou o rosto no pescoço do médico, aspirando o cheiro de sabonete, que rescendia do amante. – Humm... Tutti-fruit. Isso é provocação? – Perguntou de encontro à pele do loiro, provocando arrepios por todo corpo do mesmo.

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- Já tem nome? – Perguntou Jensen, se afastando do xerife, contra a vontade do seu corpo, e vestindo a camiseta preta.

- Já é Retalho. – Jared respondeu e deu um olhar de cachorrinho para Jensen, demonstrando que não gostou nada dele ter se afastado e vestido a blusa.

- Combina de maneira perfeita. – Disse o loiro. – Pegando o gato no colo. - E Não me olha assim. – Disse Jensen soltando o gato e se deixando abraçar novamente. Gemeu quando uma das mãos atrevidas do moreno lhe apertou o bico do mamilo por cima da blusa. – Está com fome? – Perguntou com a voz mais rouca que o normal.

- Muita. – Respondeu Jared lhe apertando as nádegas.

- Estou falando de comida. – Disse Jensen sorrindo, por causa do sorriso sem vergonha que se desenhava, nos lábios do moreno.

- Comida? Tá legal. Vamos comer, pois antes de pegar a estrada quero te deixar dormindo e sonhando comigo. Saindo daqui nove horas, meia noite estou chegando por lá, é de bom tamanho.

- Tenho apenas uma hora com você. – Reclamou Jensen fazendo o seu adorável beicinho.

- Apenas não vou trocar a comida por você, por que sei que está cansado. – Disse Jared lhe acariciando o rosto com o polegar.

- E você não está?

- Na verdade não muito! Depois de falar com o xerife Lobo, fui ao consultório de veterinário e tive de esperar pela vez do Retalho. Dormir na sala de espera do consultório. Então sobe, que vou colocar a pizza no microondas.

- Não, vou esperar aqui com você. – Jensen pegou o gato. – Jared você devia ter comprado a cesta dele de uma cor só.

- Por quê?

- Por que vamos perdê-lo dentro desse cesto colorido. – Disse o loiro rindo, pois o bichano estava brincando com as suas mãos.

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Comeram a pizza no sofá da sala, sempre trocando beijos, caricias, conversando, rindo, e às vezes momentos de total silêncio, apenas apreciando a companhia um do outro. Perceberam que não era apenas sexo, ou atração física que os ligava. Se completavam em todos os aspectos. Jared procurou não pensar na decisão que teria de tomar, e Jensen esqueceu suas dúvidas sobre sua masculinidade, apenas curtiam as sensações de felicidades que inundavam seus seres por estarem juntos.

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Não muito longe dali...

- Por que o Jared? – uma pessoa irritada.

- Apenas para confundir um pouco mais as investigações.

- Mas eles não têm a mínima idéia...

- Não sabemos sobre isso... De repente esse agente sabe mais do que aparenta.

- Mas...

- Por favor. – Gritou o outro. – Não torne isso mais difícil.

- Mas ele tomou uma decisão...

- Decisão? Desculpa, mas só um cego não percebe o quanto ele está apaixonado pelo médico e o médico por ele.

- Você não sabe o que está falando. – Disse outra pessoa.

- Tudo bem! Posso estar enganado. Mas acho que devemos seguir o meu plano. Quem concorda?

Das cinco pessoas presentes, apenas uma não levantou a mão. Ela sabia ser voto vencido então se calou, era assim que funcionava uma democracia, troca de idéias. Por isso não tinham cometido nem um erro até o momento.

- Ele vai viajar hoje à noite.

- É por isso que está perfeito, precisamos apenas pensar numa maneira de resolver outra situação... Essa está mais complicada.

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Na casa de Jensen...

- Ei! – Reclamou Jensen quando sentiu que Jared o carregava. – Me coloca no chão. – Esperneou o loiro. Com medo que o mesmo caísse, devido à força que este fazia para se soltar, Jared lhe colocou no chão. – Eu não sou uma garota para ser carregada.

- Eu sei, mas você estava tão fofo dormindo no sofá que não quis lhe acordar. E como você tem um namorado forte, que pode lhe dar um colinho de vez em quando... Por que tanto drama?

- Fofo? Jared, por favor! – Disse Jensen caminhando para o quarto, pisando duro, fazendo o moreno rir.

- Vou pegar o Retalho. – Disse Jared descendo do meio da escada.

Quando o xerife entrou no quarto, com a cesta e o gato, Jensen estava sentado encostado à cabeceira da cama de cara emburrada, fazendo bico e de braços cruzados.

- É para eu ir embora? – Perguntou estranhando o jeito do loiro.

- Você não ia me fazer dormir, antes de me abandonar?

- Eu não vou te abandonar. – Jared riu quando percebeu que a birra do loiro era por que não queria que ele fosse. O moreno tirou o tênis e a camisa, se aproximou da cama, se deitou puxando Jensen para os seus braços. Roçou sua boca nos lábios do loiro, antes de iniciar um longo beijo, e cheio de saudade, apenas por pensar que iriam se afastar em breve.

Jensen se aconchegou no peito de Jared e logo estava dormindo, mesmo lutando contra o sono, pois assim ele impedia de o xerife sair.

Com um peso no peito Jared se levantou, e seu coração apertou mais ainda quando o loiro reclamou, mesmo dormindo, a sua falta. Colocando um travesseiro sob o corpo de Jensen e outro que o médico abraçou, quando o moreno saiu da cama o amante abriu os olhos rapidamente, mas foi suficiente para o xerife ver um brilho de tristeza. Sentiu sua alma se contrair de culpa por saber que era ele o causador dessa pequena dor, pois ambos sabiam que era uma separação temporária.

Jared ficou observando seu amante dormindo, a sua respiração suave, os cabelos caindo suavemente em sua testa, apesar de curtos, os lábios entreabertos, rosados e sem resistir se aproximou para beijá-lo. Queria antes de sair, deixá-los vermelhos e inchados, adorava vê-los assim.

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Enquanto Jared roubava um beijo de seu amante adormecido, um grupo vestido de túnicas pretas e encapuzados, estudavam uma maneira de capturar a sua próxima vítima.

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E a madrinha do RETALHO. Apesar de ela querer ser a mãe! Foi a DEANY RS. Por sinal a idéia do concurso copiei dela, assim como a bunda tipo pulinho do Jensen.

A Deany fez um concurso para escolher o nome da filha dela mais nova, a gatinha preta, Misha. Um beijo para você e Miaus para o Damasco e a Misha.

Acredito que terei de colocar, três co-autoras: a Deany, a Ivys e a minha Anja, Angioletto, e detalhe de quem é a culpa do atraso? E dos erros? Quem respondeu dos Céus, acertaram! Obrigado a todos que participaram, os nomes foram todos anotados para futuros gatos no real ou em outras fics.

Anja obrigada por tudo, e desculpa a trabalheira! Beijos !TE AMOOOOOOOOOOOOOO!(Ela adora letra repetida) srsrsrs