Mais um capítulo, e espero que continuem comigo!
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Jared se sentou na cama para calçar seus sapatos, e Jensen instantaneamente lhe abraçou a cintura. – Jensen. – Sussurrou o moreno, que caiu na besteira de olhar para o loiro, que estava com os seus olhos verdes bem abertos.
- Você tem mesmo que ir? – Perguntou o loiro, baixinho, com a voz mais rouca por causa do sono.
- Tenho. – Respondeu com pesar. Jensen o soltou e fechou os olhos novamente, Jared riu com a situação. – "Como sou idiota." – Pensou o moreno. – "Eu não preciso ir agora, é só sair cedo amanhã".
Jared estava acostumado a ir para esses treinamentos, e sempre saía no fim da tarde do dia anterior, chegava ao começo da noite e ia à busca de satisfação sexual. Mas isso ele não precisava e nem tinha a real necessidade de viajar a noite, eram três horas de distância. Podia sair as cinco e chegaria as oito. As aulas começavam somente as nove, tinha uma hora folgada.
Decisão tomada, tirou a sua roupa, e começou a despir Jensen que acordou assustado. Mas sorriu ao ver Jared nu, sorrindo, lhe arrancando as roupas.
- Vou ficar. – Sorriu mais ainda quando viu o sorriso de felicidade do loiro. – Jared se deitou na cama e Jensen se deitou sobre ele entrelaçando suas pernas nas dele, como se para impedir que houvesse alguma mudança de idéia.
Jared estava tão feliz por ter o médico ali em seus braços, que não se preocupou com o fato de seu carro estar estacionado durante a noite toda, na frente da casa de Jensen1.
Próximo as minas...
- Aceita um café agente? – Collins se assustou quando Matt apareceu na janela do carro, com uma garrafa térmica.
- Obrigado. – Respondeu aceitando o liquido quente.
- Por que você não sai daqui? Toda noite? Sei que não é por minha causa. – Disse Matt, sorrindo.
- É por sua causa, mas não como você pensa. Deve saber dos crimes que estão ocorrendo na região, e acredito que você corre perigo. – Disse Misha, sério.
- Quando começaram as mortes tive medo, tentei ir embora, mas não consegui. – Matt baixou a cabeça viajando em suas lembranças. – Às vezes amamos tanto alguém que a vida fica sem sentido se essa pessoa não faz parte dela. Então enfrentamos qualquer coisa, até mesmo a morte. Mas depois de tanto tempo por aqui e nada aconteceu, acho que não acontece mais. Acredito que não tenho o perfil. – Respondeu Matt.
- Pode ser! E hoje? Noite solitária?
- Mais uma.
- Quem ama trai?
- Você não sabe de nada. – Disse Matt, depois de alguns segundos calado, na voz não havia raiva e sim uma solidão imensa. – Às vezes procuramos em outros corpos o preenchimento da ausência do único que nos completa. E sabe o que é pior? Não conseguimos. – Matt sorriu com tristeza. – Noite fria e solitária nos faz filósofos. Boa noite, agente. Fique com a garrafa de café.
Collins sabia sobre o que Matt falava, e pensou que tinha sorte. Apesar de todos os preconceitos que passava desde que assumiu a sua relação com Chris, pelo menos eles estavam juntos.
Não muito longe da li...
-Tem uma maneira... – Disse alguém.
- Não somos assassinos, e além do mais seria perigoso, poderíamos ser descobertos.
- Na verdade acho que você não quer...
- Claro que quero... É preciso...
- Deus vai reconhecer o seu sacrifício. – Depois de ouvir essas palavras, recebeu um abraço consolador.
- Vamos embora. Acho que por essa noite, temos que desistir.
Frustrados cada um foi para o seu lado, perdidos nos próprios pensamentos, mas com a certeza de que estavam agindo corretamente.
A madrugada avançava...
Misha sorriu ao ver o missionário entrando na casa de Matt. Se enrolou no seu sobretudo, tentando se aquecer, mesmo sabendo que o frio que envolvia o seu corpo, era de saudade. Apesar da hora avançada ligou para o namorado.
- Misha, meu amor, você está bem? – Perguntou Chris, assim que atendeu. Na voz um tom preocupado.
- Não. – Respondeu o moreno. – Estou morrendo de saudades, odeio ficar longe de você, queria tanto te beijar, sentir teu corpo junto ao meu, ouvir a tua voz. Canta para mim. – Pediu Collins.
Kane escolheu uma musica bem calma, apaixonada e cheia de saudade2. Quando acabou de cantar percebeu que Misha chorava. – Por que você não volta para casa? Existem outros agentes que podem proteger Jensen da mesma maneira, mas eu tenho apenas você para fazer amor comigo.
- As coisas mudaram, não posso abandonar o loirão agora. Mas do que nunca ele precisa de mim. – Misha estava nesse trabalho por causa de Jensen, mas era o último.
- Eu apenas aceito que você faça esse trabalho pelo o que está acontecendo na vida do Jensen. – Misha já tinha contado para o namorado a relação do médico com o xerife. Por causa da insistência de Chris para ele voltar para casa. - Mas se fosse por causa desses filhos da... Nunca ia permitir que corresse esse risco, e muito menos que ficasse longe de mim.
Misha tinha sido demitido do FBI por causa de sua sexualidade. Os próprios colegas pediram a sua cabeça; e a resposta veio durante o tempo que estava em Iron, apenas não foi embora por causa da situação de Jensen. Ficou com medo que quem o substituísse não protegesse o loiro como deveria, devido sua relação com o xerife.
O moreno também não contou nada para Jensen. Graças a Morgan que era totalmente contra o fato de Misha ter de sair do FBI simplesmente por ser gay, pois ele era um dos melhores agente, melhor até mesmo dos que tinham pedido o seu desligamento, pode continuar na missão3. Ainda ficaram conversando bom um bom tempo tentando matar a saudade um do outro.
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Matt se entregava para Pelegrino a única pessoa que o fazia sentir-se completo, não compreendia por que o amor deles era considerado errado. Amaldiçoava a hora que decidiram vir para essa cidade, desde desse momento sentia que perdia Mark para algo, que no conceito dele não era Deus. 4
- É tão maravilhoso está dentro de você. – Disse o missionário junto ao seu ouvido, enquanto se movimentavam em um balé, o mais antigo do mundo.
- Vamos embora... – Pedia Matt, entres gemidos de prazer. Pelegrino o calava com beijos. 5
- Hoje é a ultima vez que fazemos amor. – Disse Mark, depois de alcançarem o ápice juntos.
- Como assim? – Perguntou Matt, no olhar a dor da rejeição.6
- É pecaminoso e você me trai. – Falou olhando nos olhos do engenheiro.
- Eu te traio para te esquecer. – Respondeu sem negar nada.
- Eu não posso viver uma vida dupla, pregando a moral durante o dia e noite me derretendo em seus braços.
- Então escolhe os meus braços, e vamos embora daqui, juntos.
- Não! Aqui é o meu lugar.
- O teu lugar é comigo.
- Sinto muito! A decisão foi tomada. – Mark saiu da cama, se vestiu e saiu da casa sem olhar para trás. Porém de cabeça baixa como se carregasse o mundo nos ombros.
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Nesse momento um telefone despertava, Jared acordou e rápido o desligou. Não queria que Jensen acordasse com o barulho do aparelho, ele mesmo queria acordar o loiro.
- Jared. – O xerife sorriu ao ouvir seu nome assim que começou a beijar o pescoço do médico, e levantando a cabeça viu que o mesmo ainda estava de olho fechado. Sorrindo, resolveu continuar o que pretendia fazer.
Descendo com a boca pelo corpo de Jensen, que gemia de prazer, apesar de estar aparentemente adormecido, Jared chegou ao sexo do loiro que estava rígido. Quando começou a sugar sentiu as mãos do médico segurarem sua cabeça, fazendo um movimento de vai e vem. Assim que o moreno viu que o loiro estava para gozar, interrompeu e foi pegar o lubrificante, que estava na cabeceira da cama. Queria possuir o amante antes de viajar, afinal seriam dois dias longe dele.
- Não Jared! – O xerife não esperava o pulo que o médico deu ao sentir seus dedos querendo lhe preparar para o ato sexual. – Eu não quero. – Disse Jensen totalmente desperto e um pouco agitado. "Se eu ceder agora, terei de ceder sempre." Pensou o médico.
- Mas Jensen, isso é bobagem, não é a primeira vez. – Jared ainda tentou, mas o loiro retesou o músculo das nádegas impedindo o contato. O xerife estava deitado em cima do médico e poderia tentar força a relação. Sabia que o outro ia gostar na hora, porém o depois o preocupava, iria ficar longe e temia o que aconteceria na cabecinha tão cheia de preconceitos, caso insistisse. – Eu queria apenas fazer amor com você, antes de viajar. – Falou se deitando ao lado do médico, olhando para o teto.
- Eu sei. – Disse Jensen mais calmo e aliviado por Jared ter desistido, mas com o coração apreensivo, pois não queria que o moreno saísse de lá chateado com ele. – Mas toda vez agora é a minha?
- Jensen, não existe isso de vez. É o momento que manda. Eu queria apenas fazer amor com você, mas estava dormindo, e resolvi te acordar bem devagarzinho. – Disse Jared, que apesar de estar um pouco triste, acariciava o rosto perfeito do loiro, delineando os lábios. Sorriu ao pensar que a palavra perfeição adquiriu sentido, depois de ver aquela boca pela primeira vez.
- Agora estou acordado. – Disse o loiro, mas mordeu os lábios, pois com certeza o xerife não ia querer. "Acho que agora dancei de vez", pensou. Mas se enganou. O moreno capturou sua boca, iniciando um beijo cheio de paixão e desejo, apesar de no primeiro momento querer levantar da cama se arrumar e sair.
"A tua sorte é que você é muito gostoso"7. Pensou Jared, se aprofundando no beijo e começando a gemer, quando Jensen começou a percorre-lhe o corpo com as mãos. "E sabe trabalhar com as mãos de maneira divina. Não vejo à hora de você aprender a fazer isso com a boca", completou o pensamento ao se sentir masturbado por Jensen.
Logo qualquer mal entendido estava esquecido, Jared só queria sentir Jensen dentro dele, e implorou isso para o loiro, que estava se controlando ao máximo, pois sua vontade era de ter penetrado o corpo do moreno há muito tempo; mas o receio por sua atitude o impedia.
A excitação de ambos era tanta que logo alcançaram o ápice juntos, gemendo e chamando um pelo outro. Ainda ligados, mergulharam um no olhar do outro, tentando transmitir o quanto se amavam, mesmo sem palavras. Jared entendeu que era questão de tempo e que logo Jensen seria totalmente seu, sem restrições e o médico compreendeu que o xerife o esperaria o tempo que fosse necessário. Um "Eu te amo" dançava nos lábios de ambos.8
Com dificuldades Jared se levantou e impediu de Jensen fazer o mesmo. Com uma toalha molhada limpou o loiro. – Depois você toma banho. – Jensen apenas concordou, ainda queria dormir mais um pouco. E vestiu o loiro com a calça de moletom e uma camiseta. – Estou fazendo isso, mas é contra os meus princípios.9 -O que? – Perguntou sonolento.
- Te vestir, eu gosto apenas de tirar a tua roupa. – E com Jensen já vestido, lhe deu um leve beijo. – Não sei se irei suportar ficar longe de você. Sei que são apenas dois dias, mas...
- Se eu fosse me encontrar com você lá, iria parecer que... É... Assim... Que namorado chiclete eu arranjei? – Jensen mordeu os lábios, esse gesto sempre indicava que estava sem jeito ou inseguro.
- Você iria mesmo? – Jared sorriu, mostrando as covinhas.
- Claro, vou ligar para o Jim vir me substituir amanhã, e saio daqui umas seis horas. Voltamos juntos. O que acha?
- Perfeito. Agora tenta dormir mais um pouco, vou colocar o despertador para 6:30 h, está bom? – O loiro balançou a cabeça e fechou os olhos.
- Mas você vai ter que tomar café. – Disse Jensen abrindo novamente os olhos, mostrando que se preocupava como moreno.
- Não se preocupe. Vou tomar um café delicioso, na Rose, ela acorda cedo. – E dizendo isso foi tomar banho.
Jared estava de saída do quarto quando viu algo se movimentado por debaixo da coberta próximo ao loiro, que já estava adormecido. Quando viu o que era sorriu. – Cuida bem dele pra mim, viu Retalho? Se eu pudesse você iria no meu lugar. 10
Quando Jared saiu da casa, enxergou o missionário Fuller próximo do carro, e nesse momento percebeu o quanto os dois estavam displicentes. Viviam sem preocupar com a opinião dos outros e o xerife sabia que se isso era quase impossível pelo mundo afora, em Iron era totalmente improvável.
- Bom dia xerife, sei que não é da minha conta, mas você dormiu aí? – Perguntou o missionário na maior cara de pau.
- Dormi. Ficamos jogando Guitar Hero, e perdemos à hora. Resolvi ficar por aqui. – Jared não podia negar, dizendo que tinha acabado de chegar, pois o sereno sobre o carro o denunciava.
- Vocês parecem ter adquirido uma grande amizade, em pouco tempo. – O homem o olhava como se fosse uma cobra observando sua vítima.
- Verdade. Sou muito grato ao Dr., ele vai pedir ao Dr. House que avalie novamente os exames da minha mãe, e quem me dá uma esperança assim merece a minha amizade. – Mentiu Jared, pois não concordava com o fato do loiro encher de esperança o coração de seu pai.
- Claro. – respondeu o homem com um sorriso cínico.
- Bem, já estou me atrasando, vou para um treinamento em Penn Halls.
- Você sempre ia um dia antes... – Mostrando que era sempre observado.
- A intenção era essa, mas acabei perdendo a hora. – Jared entrou no carro antes que sucumbisse a sua vontade de mandar o missionário Fuller e todos os homofóbicos da cidade para o inferno. "Acho que não vai sobrar muita gente, se isso acontecer." Sorriu com o pensamento. – Bom dia, missionário.
- Bom dia xerife e bom treinamento. Precisamos de homens de verdade tomando conta da lei e da ordem em nossa cidade.
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Jensen acordou feliz com a noite que passou, tomou um banho rápido e resolveu tomar o café na Rose. Estava sentado, quando Danneel chegou, e sem ser convidada, se sentou na cadeira a sua frente.
- Jensen, precisamos conversar. – Falou usando o nome dele, sem o habitual Dr.
- Mas tem de ser agora? – Perguntou, tentando controlar um suspiro.
- Tem, é sobre o beijo que você me deu...
- Eu não lhe beijei. – Disse Jensen interrompendo. 11
- Eu estava abalada, você se aproveitou de mim, e não me procurou...
- Dan. – Chamou interrompendo a ruiva outra vez. – Eu não sei que fantasias você colocou na sua cabecinha, mas lhe a conselho a tirar, por que... – Jensen respirou fundo e sabia que nesse momento começaria a correr risco real. – Eu sou gay. – Falo de uma vez.
- Não ouvi direito... – A ruiva não queria acreditar em seus próprios ouvidos.
- Eu sou gay. 12 – Repetiu e o silêncio se fez presente no ambiente. Nesse momento percebeu que falara alto de mais, porém Jensen não teve tempo de pensar, pois de repente estava sendo levantado pela gola da camisa e sendo jogado em direção a porta, onde perdeu o equilíbrio e caiu sentado. Conseguiu se desviar de um copo de café jogado em sua direção.
- Seu bichinha, aberração dos infernos, fora da nossa cidade. – Disse o homem que tinha feito isso com ele. 13
Seus olhos verdes se abriram ainda mais quando viu que outros homens presentes se levantavam como se fossem agredi-lo.
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N.A: E agora será que o meu médico preferido vai apanhar, e o xerife nem está ai para defende-lo.
Ele precisa de você, poucos comentários ele apanha! TPM! Então salvem o médico/agente mais gostoso do planeta de levar uma surrar. Eu odeio fazer ele sofrer, mas... TPM!
Para as minhas amadas não logadas:
Elisete
Que bom te ver por aqui também.
Muitas coisas ainda vão rolar! Esse pessoal esta aprontando das suas!
O Jensen médico é tudo de bom! Resistiu mas cedeu ao xerife!
Queria tanto ser mais freqüente, chego a me sentir culpada!
Mas posso afirmar que esta tudo encaminhado!
Tanto Em nome de deus como em Piratas!
Estou pensando em uma maneira de não demorar muito.
Beijos!
()
Obrigada! Me sinto tão culpa as vezes que não consigo escrever, porém o atraso não é muito por isso, por que a história esta montada e fechada! É tempo meu e da Anja(super ocupada) que revisa, e ainda tenho outro problema, e estranho mas não sei escrever apenas uma fic de vez, tenho que escrever varias, senão não consigo digitar! Srsrsr
O amor deles é lindo, e o loiro vai passar por momentos difíceis nos próximos capítulos é a primeira provação do amor deles!
Essa história de casamento vai ser outra!
Não sei nem se sairão vivos dessa! Ops! Spoiller!
Vou para por aqui! Srsrs Sou bocuda igual ao Jensen.
Beijos
Nota da beta: 1(Dupla inteligente!) 2-(já pensou que delícia?) 3-(ridículos!) 4-(muita dó do Matt!) 5-(achei tão tristemente romântico...) 6- (agora já foi angust demais...) 7-(Concordo!) 8-(coisa mais meiga!) 9-(esses dois vestidos deveria ser contra a lei!) 10-(adorei o retalho!) 11-(curto e grosso! Hahaha) 12-(retificando. Curto, grosso e bocudo!) 13-(ai, tadinho do loirão...)
