Cap-16

Jensen e Jared começaram a procurar Retalho pela casa, pois quando viram a ratazana morta pensaram no pior. O encontram debaixo da geladeira, aparentemente estava apenas com medo.

- Meu carro. – Jensen correu para a garagem. Felizmente não foi atingida.

- Jensen, você não vai ficar aqui nessas condições. Vamos para a minha casa e amanhã arrumaremos alguém para limpar e consertar isso aqui. – Falou Jared, olhando desolado ao redor.

- Não ficarei aqui, mas não vou para a sua casa, irei para o hotel. – Disse Jensen.

- Mas...

- Xerife, se eu for para sua casa podem pensar que estamos juntos e você sofrer retaliações. Olhe ao redor, as pessoas me odeiam. O que acha que vão fazer com você? Tem o teu trabalho, a tua família. Não vou me perdoar se algo te acontecer. – Disse Jensen com a voz um pouco alterada.

- Jensen, nós estamos juntos. Ou você quer dizer, com todo esse discurso, que esta me deixando? – O médico apenas virou de costas e subiu as escadas. Pegou uma mochila jogou algumas roupas dentro e os produtos de higiene pessoal.

Quando o loiro desceu, Jared já tinha colocado o gato em sua gaiola de transporte, pego a cesta e a ração do animal.

- Eu vou ficar no hotel da cidade. – Disse Jensen.

- Eu acho melhor você ir para minha casa, todos sabem que somos amigos...

- Não! Muitos desconfiam de seus gostos, e de repente você acolhendo um gay, podem ter certeza. Não quero isso para você. Eu posso ir embora a qualquer momento, tenho uma vida fora daqui, mas e você? – Disse de cabeça baixa.

Se Jensen tivesse olhado para Jared veria a dor nos olhos do moreno. Ele preferia que o médico lhe cortasse um pedaço do fígado sem anestesia, do que aquelas palavras.

- É simples assim? E aquela história de eu ser a paixão da sua vida? – Perguntou Jared. – É assim que a nossa história vai terminar? Jensen me olha!

- Jared, eu quero ir para o hotel, esse fedor está horrível, estou cansado, quero esquecer esse dia. – Falando isso Jensen se encaminhou para a porta.

- Por que não me olha? – Perguntou, puxando Jensen pelo capuz.

- Droga! Estou cansado! – Gritou Jensen livrando a roupa das mãos do xerife. "Se eu te olhar, perderei as forças de fazer o que é o certo." Pensou enquanto caminhava para a garagem.

- Então deixa o carro aqui. Não vai ter onde guardá-lo. – Falou Jared, e foi o momento que o loiro deu razão para o xerife pela primeira vez, desde que se encontraram depois da viagem, mas mesmo assim não o encarou.

Não muito longe dali...

As cinco pessoas com túnicas desciam do carro protegidos pela noite, porém diferente das outras vezes alguém viu...

No Hotel

- O senhor não pode ficar aqui. – Disse o dono do único hotel da cidade.

- Por quê? Se for por causa do gato, o xerife vai ficar com ele. – Falou Jensen.

- O animal pode ficar, sem problemas, mas não o senhor! – Falou o homem sério para um surpreso Jensen. – Minha família mora no hotel, não posso colocá-la junto a pessoas do seu tipo. O meu dever é preservá-la.

Misha que chegava ao hotel naquele momento observava a cena de boca aberta.

- Isso é um absurdo, é contra lei. – Disse Jensen desesperado de raiva.

- Me processe, mas aqui o senhor não fica. – Falou o homem com grosseria.

- Doutor! Venha! - Disse Jared.

- Você não vai fazer nada? – Gritou para o xerife.

- Não vai adiantar. – Disse Misha em socorro de Jared, pois viu a palidez que surgiu em seu rosto quando o loiro gritou com ele.

- Como não vai adiantar? – A pressão do dia estava acabando com os nervos de Jensen.

- Se o senhor não sair do meu estabelecimento, vou dar queixa! E aí terá onde passar a noite. – Gritou o dono do hotel para ele. – Xerife, tire esse verme do meu hotel.

- Não tem o direito de tratar ninguém assim. – Gritou Jared, ao ver como o homem se referiu a Jensen. – E se continuar a ofendê-lo, quem vai preso é o senhor. – Disse apontando o dedo no rosto do dono do hotel. – Venha Dr. – E com a ajuda de Misha saiu levando Jensen.

- Você vai ficar na minha casa. – Disse Jared colocando as coisas dele novamente no carro.

- Não! Posso ficar na clínica. – Disse Jensen, tentando pegar a sua mochila.

- Olha se você não quer ir para a minha casa, por que está fugindo de mim... – Disse Jared baixinho, depois de puxar o médico para longe de Misha, e assim evitar que o agente ouvisse. –... se engana, pois onde você ficar, ficarei. Não interessa o que vão pensar, não vou te deixar sozinho, correndo risco de ser agredido ou até mesmo morto. Tem um quarto sobrando, não precisa dormir comigo. – Completou se afastando. – Entra no carro.

Jensen olhou para Misha, que apenas balançou a cabeça, antes de entrar no carro.

O percurso até a casa de Jared foi feito em silêncio. Jensen encolhido junto à janela, mantendo a maior distância possível do xerife.

- Vá tomar um banho, e depois venha comer alguma coisa. – Disse Jared.

- Não estou com fome. – Respondeu Jensen.

- Eu disse que você vai comer alguma coisa, sim. – Reafirmou o xerife, com mais firmeza.

- E eu disse que não estou com fome. – Rebateu Jensen no mesmo tom.

- Tudo bem! - Jared desistiu, não ia discutir com Jensen. – Fique a vontade. No armário tem tudo que precisa para passar a noite. – Dizendo isso subiu para o próprio quarto.

Jensen tomou um banho quente, no banheiro de baixo. Lágrimas teimavam em cair sem o seu consentimento, não queria chorar, mas mesmo assim sentia o gosto salgado se misturando a água do chuveiro. Se controlou e vestiu apenas um roupão, subiu as escada para ir dormir, ou tentar.

Jared ficou parado na porta do seu quarto esperando Jensen subir e quando loiro passou por ele de cabeça baixa, o xerife o puxou pelo roupão, o jogando contra parede o prendendo com o seu corpo. 1

- Me solta! – Gritou Jensen evitando encará-lo e lutando para sair do domínio do moreno.

- Me olha! – Gritou Jared, fazendo Jensen estremecer, mas funcionou, pois o loiro parou de se debater. 2 Quando seus olhos verdes, cheios de dor, encontraram os verdes azulados do xerife, cheios de preocupação, Jensen colocou toda a sua angústia para fora em forma de lágrimas ambulantes. O moreno lhe puxou contra o corpo e o foi conduzindo sem soltá-lo, para dentro do quarto, onde se deitou com o loiro sobre o seu peito.

Jensen chorava pelas agressões sofridas, pela falta de respeito, pela tentativa de violação do seu corpo, e pela violação de seus direitos como cidadão, pela injustiça que Misha estava sofrendo, pela Jenny. Mas principalmente por esse amor que preenchia todo o seu ser, pois por mais que quisesse negar, renegar, fugir, sabia que nem à distância e nem o tempo arrancaria de sua vida os sentimentos que nutria por Jared.

"Meu Deus porque permitiu que esse amor tão intenso nascesse dentro de mim para depois dizer que sou amaldiçoado por isso." Pensava Jensen se agarrando ainda mais ao corpo de Jared. 3

Jared também chorava, por que apesar de se magoar com o as atitudes do loiro, não conseguia deixar de pensar que talvez realmente a melhor coisa a fazer fosse se afastarem. Afinal em pouco mais de uma semana teria de tomar uma decisão, voltar para o seio da religião, casar com Gene e ir para a escola de missionários.

Quando voltasse, assumiria funções dentro da igreja, trocaria o uniforme de xerife pelo paletó preto da missão. Antes de conhecer Jensen, esse destino não o incomodava, pois de repente nem teria tantos anos de vida, caso desenvolvesse a doença de sua mãe.

Nem essa possibilidade o afetava tanto, parecia que sua vida não tinha sentido. "Senhor me permita viver esse amor que preenche cada célula do meu ser." Com essa oração silenciosa abraçou o loiro mais fortemente, como se fossem arrancá-lo dos seus braços a qualquer momento.

O abraço de Jared sobre o seu corpo estava tão apertado que em outra ocasião Jensen reclamaria por falta de ar, mas naquele momento ele apenas queria sentir o corpo, a presença, a respiração de Jared junto a si. 4

E abraçados chorando suas dores e dúvidas, adormeceram cansados por causa da tristeza que os esgotava fisicamente.

Algum tempo depois Jensen acordou, a primeira coisa que sentiu foi à sensação de aconchego, de proteção. Parecia que entre aqueles braços fortes, que envolviam seu corpo, ele era intocável, invulnerável. O mundo poderia se voltar contra ele que não o atingiria.

Percebeu que cometeria o maior erro de sua vida se abrisse mão desse amor por causa de outros, fossem esses outros importantes ou não na sua vida. Mas nada era mais importante do que ter Jared do seu lado. Com a decisão tomada parecia que a dor sufocante que o acompanhou durante todo o dia se esvaiu.

Jared acordou sentindo as pontas dos dedos de Jensen contornando seus lábios, por alguns segundos ficaram conversando em silêncio. Os antigos diriam que eram suas almas se entendendo.

- Eu te amo tanto. – Jensen foi o primeiro a quebrar o silencio, sem desviar os olhos. Naquela simples frase mostrou que seu amor era tanto que não cabia mais dentro de si. Continuou acariciando o rosto amado, tocando as covinhas formadas pelo sorriso ao ouvir a declaração.

- Eu também te amo. – Respondeu Jared, esquecendo naquele momento tudo que podia impedir aquele amor de se realizar.

Com loucura se beijaram, um beijo intenso, a língua de Jensen invadia a boca de Jared que a sugava com força fazendo o loiro gemer, as mãos do xerife apertavam a pele das costas de Jensen, marcando-a.

- Preciso sentir você dentro de mim. – Disse o loiro ofegante assim que o beijo foi interrompido, ainda estava por cima do corpo de Jared.

- Tem certeza? – Perguntou.

- Tenho. Tudo que eu quero é ter você dentro de mim, outra vez. - O xerife o abraçou, e beijando a sua boca, rolou o corpo, ficando agora por cima de Jensen.

Sem perder tempo Jared ficou em pé, retirou a calça de moletom que vestia, expondo toda sua nudez. Se ajoelhou entre as pernas do médico e o puxou o colocando sentado, retirou o roupão apenas para ter acesso aos braços do loiro, a única parte coberta do corpo dele.

Sentando sobre as próprias pernas Jared puxou Jensen para o seu colo, que o laçou com as pernas.

Nessa posição sentiam toda a extensão do tronco um do outro, os sexos se tocavam, mãos se exploravam e bocas famintas se procuravam, se mordiam, se lambiam, gemiam e diziam que se amavam.

Jared não queria sair de onde estava para pegar lubrificante então colocou dois dedos na boca de Jensen que os sugou, deixando-os bem molhados.

O xerife fechou os olhos para se controlar, quando viu a boca do Jensen envolvendo seus dedos.

Apertando o loiro junto ao corpo, procurou sua intimidade, primeiro massageou, e foi introduzindo aos poucos o primeiro dedo.

Na hora em que o dedo do xerife o invadiu, Jensen cravou as unhas nas costas de Jared, mas não tentou fugiu do toque. O moreno voltou a beijá-lo, antes de penetrar o segundo dedo, iniciou um movimento de vai e vem, até o loiro começar a gemer e implorar para ser penetrado.

- Preciso de você. – Repetia Jensen incessantemente, entre gemidos de puro prazer, sentindo os dedos de Jared lhe tocando em sua próstata. – Por favor! - Ele implorava

Quando o xerife sentiu seu pré-gozo, espalhou por seu membro, deixando-o lubrificado, segurou Jensen pela cintura o posicionando sobre o seu pênis. Capturando sua boca, abafou todos os gemidos de dor do loiro e os seus de prazer, enquanto penetrava aquele corpo amado, tão quente, tão apertado, tão seu.

Assim que se viu completamente dentro de Jensen, interrompeu o beijo, encarou os olhos verdes. Fez um carinho nos cabelos loiro curtos, mas que caiam suados na testa. Sorriu e depositou um leve beijo nos lábios inchados e perfeitos, antes de deitá-lo, mas sem sair de dentro dele.

- Posso continuar? – Jared perguntou baixinho junto ao ouvido de Jensen e em seguida mordeu o lóbulo, arrancando um 'sim' gemido do loiro.

Segurando Jensen pela cintura e distribuindo beijos pelo rosto, pescoço e peito do loiro, principalmente mordendo seu mamilo, Jared se movimentava. Primeiro devagar, e aos poucos acelerando, de acordo com os pedidos que escapavam da boca do médico, que o envolvia com as pernas.

Pela primeira vez Jensen estava completo: corpo, alma e mente. Todos de comum acordo, todos querendo apenas uma única coisa: se abandonar, se entregar totalmente a Jared, que no momento lhe possuía com paixão e força, o fazendo gritar de prazer.

Com harmonia se movimentavam em um mesmo ritmo, e no mesmo momento que Jensen se derramava entre seus abdomens, Jared explodia de prazer dentro do loiro. Assim chegaram ao ápice do prazer, balbuciando palavras desconexas, as poucas entendíveis eram: Eu te amo.

Saciado e cansados adormeceram instantaneamente, ainda ligados de corpo e alma.

Jared acordou primeiro, pela janela viu o sol nascendo, mas seus olhos se voltaram para o rosto de Jensen. Os belos traços refletiam a paz que o xerife não compartilhava com ele. Examinou com detalhes os longos cílios, as sardas, os lábios carnudos, tentando memorizar cada detalhe, pois sabia que teria de abrir mão da felicidade de viver esse amor. 5

Respostas aos reviews:

Elisete ()

Ficou super másculo! Se eu fosse o Jensen me jogava nos braços dele e gritava meu herói! Srsrsrs

Adorei o Jensen jogando capoeira, é uma luta que protege mais as mãos e ele como médico não podia arriscar!

Mas o que você fizeram com essa vizinha? A colocaram na encruzilhada! Srsrs

Bem devido as ameaças que sofri, tive que salvar o retalho e ninguém pensou no pobre que morreu no meio da mata? Srsrsrs Que vergonha! Não quero choro depois!

Prepara o caixa de lenço que a coisa vai pegar!

E nem adianta biquinho do Jen! Eu acho! Srsrs

Beijos!

Essa historia de me afastar por que é o melhor, não tenho boas recordações! Srsrsr Mas pula essa parte!

Não fala assim do meu loirinho ele não sabe que gosta de ceder a cauda(você que começou com isso) srsrsrs Mas ele se entrega, mas não se rende!

A nossa revolta cresce por saber que não é apenas uma história de ficção, coisas assim acontecem sempre, parace que o gay só é bem aceito em cima de um palco fazendo piada!
Arrepiou o Jared chegando com um rifle na mão! Srsrsrsr Apenas ele chegando já e show, armado em tão...
As vezes duvido se os animais são irracionais mesmo!
Eu jurava que dessa vez o jensen ia dançar de alguma forma hehe! Mas Super
Xerife e seu rifle (ui!) salvou a noite!

Estou aprendendo a ser má professora! srsrrs
Ainda bem que você entendeu a resposta para você, vi que não coloquei o seu nome! Srsrsr Desculpa, vou editar!

"E vai piorar? Minha nossa! Rsrs... Quero só ver!" Aguarde e não quero ameaça afinal aceito muito bem as tuas maldades!

Raquel Cullen
Oi!

Tadinho do meu loiro, pensa na barra que ele passou, mas nada como um abraço do Jared para ele esquecer o mundo, e resolver lutar por seu amor.
E O Misha sofreu, mas ele sabe que por amor sempre vale a pena enfrentar os desafios.

O xerife é louco apaixonado, no próximo teremos a história dele desse dia.

Onde é que o Jensen vai passar a noite agora que a casa dele foi vandalizada? Viu que ele não ficou sem abrigo? srsrsrrss
Beijos…

Jess Winchester

Negue Jen, negue o quanto quiser, mas você que ama ele... Isso você viu que uma verdade e o fato de sua entrega ser total, foi a maior prova de amor para o xerife, na concepção dele.

"Demitir o Misha por preconceito é injustiça e besteira. São humanos como
todos os outros."Infelizmente isso acontece muito na vida real.

E pode não parecer mais as palavras do Misha agiu dentro do loiro, e mais chorar nos braços do amado, tudo resolvido! Agora o Jared...

Quais os teus suspeitos! Acredito que desconfiam de um e o resto?

Com um loiro daquele na cidade se dizendo gay, o que tem gente querendo sair do armário! Srsrs

Gosto do Jensen por cima, mas gosto de ver ele sendo cuidado! srsrsr
Nem desconfia de quem ficou preso?

Todos choram pelo Retalho e ninguém chora pelo pobre coitado? Morrendo no meio da mata!
Não se preocupa que a vez do Jay está guardada!

Mas o loiro que vai sofrer mais, sempre! Sofre duas vezes! Tadinho! Do meu loirão!

Beijos no coração!

Notas da beta:

1-(aiii... só de imaginar... dá até uma arrepio!); 2-(também, com uma atitude de macho que nem essa!); 3-(tadinho... dos dois... deu vontade de chorar!); 4-(vou mandar a conta dos lencinhos!); 5-(meu Jay.. tão sofrido... ele sofre e eu choro! Aninha malvada!)