Nota Inicial: A maioria do capitulo é um Pov da Jenny, hoje ela tem 9 anos, é um capitulo cheio de doçura, espero que gostem.

Obrigada Anja pela paciência, por todo esse tempo sempre firme e forte. Aguentando lágrimas, risos e TPM! Srsrrs

Minha amada Ivys que mesmo afastada das fics, continua acompanhando o seu presente, ele está se estendendo tanto, mas acho que teremos apenas mais dois capítulos.

Jared acordou com o telefone do quarto tocando, demorou um pouco para levantar, ainda estava deitado sobre o corpo do loiro, que o abraçava. Dessa maneira Jensen acordou, mas ficou quieto. – Alô? – Perguntou o moreno ainda sonolento quando conseguiu atender.

- Por que vocês não atendem o celular? – Perguntava Mackenzie nervosa. – Estou ligando a um bom tempo, a Jenny esta começando a chorar aqui.

- Me deixa falar com ela. – Pediu Jared. – Minha princesa, não precisa se preocupar, nos estamos bem. – Pausa. – Desculpa, porém chegamos cansados e dormimos, os celulares ficaram na sala. – Jared sorriu, mesmo preocupado com a criança, ao lembrar que deveriam estar jogados na porta de entrada e o motivo deles estarem lá.

- Pai Jensen está bem? Ele ainda está de mau humor? – Perguntou a criança já calma.

- Ele está ótimo, feliz da vida. – Jared sorriu ao ver o Jensen fazendo um careta de dor quando este tentou se mexer. – Passa para sua tia. – Jared pediu para Mackenzie trazer pizzas, pois nem tinham almoçado, Jensen estava em jejum desde o dia anterior.

- Não vai levantar para tomar banho? – Perguntou Jared sorrindo depois que desligou o telefone.

- Acho que a única parte que posso mexer do meu corpo são os olhos. – Respondeu Jensen se mantendo imóvel.

- Por mim tudo bem, adoro quando você revira os olhos. Só de pensar já estou ficando duro. – Disse brincando.

- Pois se mantenha mole! – Disse Jensen, tentando se levantar.

- Deixa lhe ajudar. – Falou Jared que abraçou o corpo nu do marido. – Desse jeito é difícil ficar mole. – Riu pelo bico do marido. - Não quer um banho de banheira?

- Adoraria, mas a Jenny logo chegará, uma ducha quente está de bom tamanho. – Jensen foi caminhando devagar para o banheiro, não pela relação sexual, mas aguentar 1,93 m de musculo dormindo sobre si, não é muito fácil. Porém não reclamava, adorava quando isso acontecia.

Mackenzie trouxe duas pizzas família, sabia o quanto o cunhado comia, Jensen estava com mais fome do que pensava, tanto que roubou um pedaço da Jenny quando ela se distraiu sintonizando a tv.

- Quem comeu a minha pizza. – Falou a menina quando não encontrou o seu pedaço no prato.

- Pai Jared! – Acusou o moreno por ser mais guloso, de boca cheia Jared não conseguia se defender, enquanto Jensen de boca cheia tentava não se entalar com a comida. – Não acredito! Pai Jensen, você não era assim. – Reclamou à menina fazendo um bico, ela aos poucos pegava alguns trejeitos do Jensen e do Jared. Mack deu o seu pedaço para a criança e se despediu do grupo.

- Amanhã, estarei aqui para ajudar com as malas. – Disse irmã de Jensen. – E Jared você já abusou suficiente do meu irmão, pensa que não percebi. – Falou baixinho rindo dando um beijo em seu rosto. – Tchau maninho! – Saiu depois de beijar o loiro e a Jenny.

- Vamos para o quarto da Jenny. – Disse Jensen, pois queria colocar a filha para dormir e isso só aconteceria se fossem todos juntos.

Jensen se sentou na cama de solteiro da menina enquanto esta se agasalhava em seu colo, já pensando em uma maneira de ficar acordada e assim reparar o loiro e ter certeza que ele ficaria bem.

Jared se sentou em uma poltrona perto da cama, com um livro na mão, A Bela e a Fera. Jensen logo dormiu ao som da voz do moreno, e Jenny ficou perdida em suas lembranças e pensamentos.

Aqui no colo de Jensen observando ele dormir, quando eu deveria ser ao contrário e ouvindo a voz do Jared, recordo a minha vida com eles, tantas coisas aconteceram e parece que ainda vão acontecer muitas. Queria que fossem só coisas boas, mas aprendi que infelizmente não é assim.

Jenny Pov. Flash back

A maior alegria da minha vida foi quando Jensen chegou ao orfanato para me trazer de vez para morar com ele. Claro que já estava feliz desde que o conheci, pois encontrei alguém que me amava. A dor que senti quando tive de ir embora de Iron foi horrível pensei que ia morrer, ainda bem que não, pois logo soube que ele ia ser meu pai.

Não lembro muito dos meus pais, eu era muito pequena para isso, porém Deus, esse Deus que me apresentaram esses tempos, não o outro – daquele eu não gosto, me tirou os meus pais – mas esse novo, me deu o Jensen e o Jared.

Lembro o dia em que eles foram me buscar a primeira vez para passear, e ai soube que teria dois pais, e não um pai e uma mãe. Não entendi qual era o problema disso, principalmente quando em um sábado a Samantha, a assistente social responsável pelo meu caso, chegou dizendo que os dois não podiam me ver, por causa de um juiz, que não queria deixar eles me adotarem, comecei a chorar.

- Calma meu amor! – Dizia a Sam enquanto limpava as minhas lágrimas. – Vou leva-la para tomar um sorvete.

- Não quero sorvete! Quero o Jensen e o Jared! – Gritei querendo escapar estava com raiva e triste.

- Você quer sim! Um sorvete de flocos! – Disse Sam firme. Quando ela falou 'sorvete de flocos' uma esperança de ver o Jensen nasceu em mim, e mesmo sem vontade de tomar sorvete a segui.

- Jensen! – Gritei e corri para seus braços ao vê-lo quando entrei na sorveteria. Abracei o Jared, vou dizer a verdade: eu gostava muito do xerife, mas ainda não o amava como agora.

- Oi. – Disse Jensen sorrindo, mas eu sabia que ele estava triste o seu sorriso não chegava aos olhos verdes mais lindos do mundo. E Jared também, parecia até que tinha chorado, nesse tempo que estou com eles, descobrir que ele é o chorão de todos, até mais do que eu.

Tivemos outros encontros escondidos, sempre com a ajuda da Sam, que arrumava casais amigos dela, fingindo que queriam me adotar e me levavam para passear. Mas na verdade era para sair com o Jensen e o Jared, nas despedidas dávamos um abraço triplo, com gosto de saudade, com vontade de nunca nos separarmos.

Quando Jensen foi me buscar, o orfanato estava fechando para visitas, se ele demorasse um pouquinho, somente no outro dia poderia ir com ele, ainda bem que deu tempo. Já íamos fazer um ano que nos conhecíamos.

Conheci o meu quarto, nunca me mostraram nada. Sempre diziam que veria ou saberia como era no dia em que fosse definitivamente morar com eles.

Quase tive um ataque do coração. Meu quarto era de princesa, a cama macia, bonecas, brinquedos de tudo quanto é jeito, até carros de controle remoto. Apesar de hoje achar que esses carrinhos eram deles, pois para eu poder pilota-los é uma briga. Mas geralmente consigo, eles fazem tudo por mim, para me verem feliz.

Chorei de alegria ao ver o Retalho, mas esse gato sabe que o dono dele é o Jensen, ele vem para o meu quarto apenas quando o Jared o coloca para fora. Esse meu pai é tão ciumento, até do gato.

Com dois pais a minha maior dificuldade foi saber como chama-los. Resolvi que seria pai para ambos e colocava o nome para explicar quem é quem, ficou melhor assim sem brigas ou ciúmes.

Quando eles disseram que seria difícil ser filha de dois homens casados entre si, realmente não entendi. Mas nós formamos o grupo dos mosqueteiros, e sabíamos que cuidaríamos sempre um do outro, por isso nem me preocupei. Mas logo descobrir que eles estavam certos, na minha segunda semana na escola.

- Bom dia, Sr. Ackles. Sou a mãe do Erik, sexta-feira será o aniversário dele, sei que está em cima da hora, mas conhecemos a Jenny apenas essa semana, porém gostaríamos muito que ela fosse, acho que foi amor a primeira vista. – Disse a Sra. Milton, ela me olhava encantada, e mais encantada ficou quando conheceu meu pai, porém esse encantamento durou até o dia em que ela conheceu o meu outro pai.

Dois dias depois, quinta feira.

- Pai! – Gritei ao ver Jared saindo do seu carro, era o primeiro dia em que ele ia me buscar.

- Jenny! – Chamou a Sra. Milton. – Seu pai não é outro?

- Eu tenho dois pais! – Falei e todo mundo ao redor ficou em silêncio

- Pai, essa é a Sra. Milton, é na casa dela que será a festa amanhã. – Disse alegremente.

- Prazer, sou o Sr. Padalecki, mas pode me chamar de Jared. – Estendendo a mão que foi ignorada.

- Sr. Padalecki, eu lamento informar que a festa foi cancelada. – Disse a mulher de maneira séria.

- Claro que foi. – Pai Jared respondeu sério também, percebi que ele ficou chateado, não entendi por que.

- Poxa! Mas eu trago o teu presente amanhã. – Disse para o Erik que quis chorar, parece que ele não sabia que não ia ter mais festa.

- Não é necessário Jenny. Obrigada. – Disse a mãe dele.

- Mas já está comprado. – Respondi.

- Venha Jenny, temos que pegar o teu outro pai, vamos jantar no shopping. – Disse Jared mais sério ainda.

- O que aconteceu? Você está meio triste. – Falei quando entramos no carro.

- Nada! – Ele disse sorrindo, mas as covinhas não apareceram.

Depois disso as coisas mudaram. Meus colegas que sempre estavam sempre cuidando de mim, pois era a mais nova, estava adiantada, com oitos anos na quarta série, deixaram de falar comigo, meu único amigo era o JR, filho do Dr. Malik. Mas também ninguém falava com ele, por que era negro.

No final de tudo fui parar na diretoria e o Erik, na enfermaria, até rimou!

- Sr. Padalecki, a escola o chamou aqui, por que a Jenny agrediu um coleguinha, pelo motivo de ter dito que os pais dela eram gays. – Dizia o diretor.

- Não foi por isso! – Gritei interrompendo a conversa, sabia que isso era errado, porém mais errado estava o diretor que não contava toda a verdade. – Conta tudo! – Continuei. Mesmo recebendo um olhar sério do homem.

- Gostaria de saber todos os fatos diretor Holston. – Disse meu pai de maneira séria.

- Onde esta o Sr. Ackles? – Perguntou o diretor.

- Está chegando. – Respondeu Jared.

- Prefiro conversar com os dois. – Disse o diretor. – O senhor pode esperar lá fora.

- Ok – Disse Jared, se o diretor soubesse o perigo de morte que ele correu naquele momento. – Venha Jenny.

- A menina fica aqui dentro, ela está de castigo. – Disse o Sr. Holston.

- De maneira alguma, a minha filha sai daqui comigo. – Disse Jared sem se abalar.

- Sr. Padalecki acredito que se isso acontecer, a sua filha terá de ser transferida para uma outra escola.

- Não se preocupe, começarei agora mesmo adiantando as papeladas. – E pegando na minha mão se retirou da sala para esperar o Jensen. Meu pai Jared bufava de raiva, dava para sentir. – Agora me conta, o que aconteceu? – Perguntou depois de contar até dez, mas acho que foi mais.

- Ele disse que meus pais eram gays. Eu não liguei. Pois é verdades, ninguém bate nos outros por falar a verdade, certo pai? – Perguntei ansiosa.

- Certo. – Ele concordou sorrindo.

- Mas ai ele me empurrou, cai sentada. – Parei de contar, pois Jensen chegou e tive de repetir a história. – Cair sentada e quando levantei parti para cima dele. Muito fraco, dei apenas um soco no nariz dele e o babaca foi chorando, minha mão doeu e nem chorei.

- Boa tarde. – Falou um homem, que parecia com raiva. – Sou o Sr. Milton, pai do Erik, sua filha quebrou o nariz do meu filho. E apontou para o meu ex-colega que estava agarrado na saia da mãe, com o curativo no nariz. – A despesa será por conta de vocês e pedirei a expulsão de sua filha imediatamente, pois aqui é uma escola de família.

O Jared segurou as pernas do Jensen que ele ia dar um chute certeiro na cara do Sr. Milton, até fechei os olhos.

O diretor nos chamou nessa hora.

- Eu ia dar apenas uma suspensão para a Jenny, mas como vocês optaram pela transferência, a documentação dela esta aqui, claro que com ressalvas do seu comportamento. – Disse o Sr. Holston.

- Espero que essas ressalvas, sejam retiradas de qualquer documentação, caso contrário os meus advogados irão lhe procurar. – Disse Jensen.

Imediatamente o Sr. Holston mandou refazer a documentação. – Sr. Ackles e Sr. Padackles, aconselho que na próxima escola, não se apresentem como um casal, e assim a sua filha pode quem saber fazer amigos, e não ficar sozinha como aconteceu nessa semana.

- Mas eu tinha um amigo. – Será possível que esse homem vive mentindo, pensei.

- O amigo dela era o Charles Malik JR., que é um excluído. É isso que os senhores querem para a sua filha, que ela seja uma excluída? – Perguntou o Sr. Holston.

- Prefiro que ela seja uma excluída a uma filha da... – Jensen me olhou e parou de falar. – Uma filha preconceituosa. – Sinto que não era isso que ele ia dizer.

- Por que ninguém fala com o JR? – Perguntou Jared curioso.

- Por que ele é negro. – Respondeu Erik, e todos olharam para ele e para a mãe, que também era negra, ele era branco por causa do pai.

- Mas tua mãe é negra. – Falei surpresa.

- Não é não! – Gritou o Erik que me empurrou, apenas não cair por me apoiei na perna do Jensen, que me segurou. Ia quebrar ainda mais a cara dele.

- Não, meu amor, pode machucar sua mão. – Disse meu pai loiro. – Eu espero que a minha filha nunca renegue ou tenha vergonha de mim ou do meu marido, por sermos gays. Pelo olhar da Sra. Milton, acredito que isso deva doer bastante.

- Eu nunca ensinei o meu filho a ter preconceito com raça, e no caso de vocês, essa relação é um pecado as vistas de Deus, por isso pedi para se afastar da Jenny. – Justificou a mulher com tristeza, mas achando que estava correta na educação do filho.

- Acho engraçado, vocês justificarem os preconceitos, usando a palavra de Deus, e sempre me pergunto, onde você usam aquelas tipo: Amar ao próximo como si mesmo ou Não julgueis para não serem julgados, essas não tem valor? – Perguntou Jensen.

- Quando ensinamos aos nossos filhos algum tipo de preconceito, deixamos o coração deles aberto para deixarem de respeitar a diferença – Falou Jared. – E isso pode fazer que reneguem a sim mesmos.

Os pais de Erick ficaram calados e de cabeça baixa.

A secretária entrou e entregou as papeladas para o diretor e meu pai Jared releu e mostrou para o Jensen.

- Vamos amores. – Disse Jensen chamando o meu pai Jared e pegando na minha mão. – Se for necessário o Medical Center of Califórnia, está disponível para examinar e tratar do Erik, por minha conta.

- Pais, me desculpem. – Pedi.

- Por que meu amor? – Disse Jared.

- Por que vocês sempre dizem que com violência não se resolve as coisas. – Eu falei.

- É verdade. Por isso vai receber um castigo. Pequeno, mas infelizmente terá de ser assim, sabe que errou? Certo? – Falou Jensen.

- Jensen... – O pai Jared queria ficar do meu lado, mas ele parou apenas com um olhar do Jensen.

- Em casa nos conversamos. – Falou Jensen que apertou a mão do Jared, levando-a até o volante junto com a dele, e mesmo triste por que vou ficar de castigo, sorrio. Eles são muito fofos juntos.

Entrei em casa e esperei a sentença. Não somente eu, mas o meu pai Jared também. – Jantar no quarto, só por hoje, tudo bem? – Jensen perguntou.

- Tudo pai. Mas você está com raiva de mim? – Perguntei. Jantar sozinha no quarto eu aguentava, mas saber que eles poderiam se magoar ou ficar com raiva me doía muito.

- Não. – Falou Jensen que me pegou no colo e me levou para o meu quarto onde me deu um beijo antes de sair. – Está tudo bem! – Depois desse carinho me acalmei.

Na hora do jantar vi que a minha educação estava perdida, os dois entraram com pizza, refrigerante e sorvete.

- Não estou de castigo? – Perguntei.

- Claro que está! – Jensen falou sério, mas aquele brilho lindo nos olhos verdes me fez sorrir. – Pensa que vai sair daqui? Só amanhã pela manhã, quando for conhecer uma nova escola.

- Já arranjou outra escola? – Perguntei tão desolada que todos riram. – Vocês são rápidos!

Depois do jantar, Jensen cantou para mim até eu dormir, mas antes de adormecer completamente ele sussurrou no meu ouvido. – Eu te amo minha princesa. Sempre estarei do seu lado. Lembre-se que agora você não esta mais sozinha.

E realmente desde que vim morar aqui, nunca mais me senti sozinha, mesmo quando o Jensen está de plantão e o Jared trabalhando em pesquisas e não volta para casa, tenho os meus tios, avós, primos e a Missouri que veio de Iron trabalhar com o meu pai Jensen no hospital, mas preferiu ficar tomando conta de mim.

A nova escola era bem mais legal que a primeira, eles trabalhavam a diferença e não aceitava bullying de nenhum tipo, sob a condição de expulsão.

- Oi! Meu nome é Jenny. – Disse me apresentando no primeiro dia de aula. – Esses são meus pais: Jensen e Jared.

- Bom dia, sou Jensen Ackles. – ele é muito fofo todo tímido. – Sou o médico cirurgião do Medical Center of Califórnia, e estou muito feliz por conhecer vocês.

- Bom dia, sou Jared Padalecki. – Esse meu pai é exibido , estava todo sorriso. – Sou professor-pesquisador do Aquário de São Francisco, e posso leva-los a um passeio nos tanques dos tubarões e golfinhos, é só a escola marcar comigo.

A criançada gritava feliz, queria ir naquela hora mesmo, foi preciso à professora falar alto.

- Sr. Ackles o que o senhor pode oferecer para gente? – Perguntou um garoto de óculos, que depois vim saber que se chamava Harry.

- Injeção? - Jensen perguntou sem graça, e deu um sorriso amarelo quando todo mundo fez um 'Ahhh' bem grande.

- Eu sou Charles Malick JR., mas me chamem de JR. – Esse é meu pai Charles Malik, chefe do pai da Jenny, eu não tenho mãe e queria muito ter ou outro pai legal igual ao meu, igual a Jenny.

- Eu também tenho dois pais. – Gritou um garoto.

- E eu duas mães. – Disse outra menina.

- Bom dia, sou Charles Malick, trabalho com médico chefe do pronto socorro do Medical Center of Califórnia, e nesse setor sou o chefe do pai da Jenny e sou eu que libero as injeções.

O pai Jensen contou para o pai do JR que ninguém falava com ele na escola e por isso o Dr. Malick o retirou da outra escola e resolveu colocar na mesma da minha, tivemos sorte era as duas últimas vagas para a quarta série.

Um mês depois foram chamados de novo na escola, mas eu não fui culpada outra vez. Encontrei um cachorrinho e nesse dia o pai da Mary que ia nos levar de volta para casa, na escola existia um sistema que os pais levavam os filhos e os colegas de uma rota para escola e o outro trazia de volta.

- Jenny, sou alérgico a pelo de animal, você não pode levar o cachorrinho. – Ele disse. - O deixe aqui, passa muita gente e logo ele encontra um novo dono.

- Mas eu o quero para mim. – Falei.

- Mas será que teus pais vão querer? – Perguntou o Sr. Rodrigues.

- Vão sim! – Eu sabia que o Jared ia, eu o ouvi cobrando do Jensen dois cachorros, parece que foi uma promessa de casamento, não entendi direito.

- Vou ligar para o teu pai. – O Jensen não pode atender, somente o Jared, que pediu para a diretora ficar comigo até ele chegar.

- Olha pai! Olha que eu achei! – Mostrei um lindo filhote os olhos do Jared brilharam era um Akita Americano estava todo encardido, mas dava para ver que teria lindo pelos brancos. – Podemos ficar com ele?

- Claro! – Disse Jared sorrindo para o cachorrinho. – Ele é lindo. Obrigada Sr. Willys.

- Tudo bem! Boa tarde Sr. Padalecki, tchau Jenny. Lembre-se que é mais uma responsabilidade. – Acho engraçado; os adultos falarem isso para gente, era mais fácil dizer: você que vai limpar o coco dele.

- Eu sei Sr. Willys, obrigada! – Sabia de nada, queria o meu cachorro. - Jenny, temos dois problemas. – Jared falou assim que saímos da escola.

- Quais? – Perguntei, mas quando cheguei ao carro percebi a janela com vidro baixo e um cachorro amarrado no banco traseiro. – Pai! Que lindo!

- Linda, é uma garota, eu a achei no caminho do trabalho, o teu pai disse que eu poderia arranjar um cachorro e depois outro, dois de uma vez ele achava que poderia causar problemas. – Falava Jared.

- E agora? – Perguntei preocupada.

- Olhar de cachorrinho perdido. – disse Jared sorrindo na certeza que ficaríamos com os dois. – Vamos ao veterinário, um bom banho e vacinas.

- OI! Dr. Sheppard. – Mark Sheppard, era o medico veterinário do Retalho.

- Boa tarde, mas o que temos aqui? – Perguntou surpreso.

- Dois irmãos para o Retalho. – Disse alegremente.

- Será que o Retalho vai curtir esses irmãos? – Perguntou o médico se divertindo e examinando a Sadie, foi o nome escolhido para a cadela que Jared encontrou. – Vejo que a menina está magra, devido os maus tratos e por viver na rua, mas me parece bem, vamos fazer uns exames, dar um bom banho e vaciná-la, o mesmo para o rapazinho aqui. – Disse pegando o filhote do meu colo.

- Flocos. – Respondi.

- Nome fofinho, vamos leva-lo para o banho também. – Sheppard entrou nos deixando na sala de espera.

Quando ele voltou, os cachorros pareciam outros. – Agora é só cuidar direitinho, aqui esta o cartão de vacina, com o dia da volta. O Dr. Ackles sabe desses dois cachorrinhos?

- Não, será uma surpresa. – Respondi feliz com o Flocos no colo.

- Parece que termos uma noite de surpresas. – Disse o veterinário.

- Por quê? – perguntou Jared.

- Cachorros e mais cachorros igual a grandes surpresas. – Respondeu de maneira estranha, mas sorrindo.

Quando o Jensen chegou, estávamos sentados nos degraus, cada um segurando um cachorro, e no olhar um caprichado olhos de cachorrinho abandonado.

- Que temos aqui? – Perguntou Jensen bem sério, às vezes penso que o pai Jared tem medo de levar umas palmadas.

- Eu achei esse cachorrinho na escola. – Respondi.

- Eu achei essa no caminho do trabalho. – Falou o Jared olhando com expectativa para Jensen.

- As pessoas estão muito descuidadas. – Disse Jensen se dirigindo ao carro. – Acredita que achei esse também. – E um lindo cachorrinho todo branco e fofo dentro de uma gaiola de transporte. – Este é o Icarus.

- Ele é lindo! Pai! Me dá! Deixa eu segurar! Por favor. – Pirei com Icarus.

- Você passou no Dr. Sheppard? - Perguntou Jared.

- Ele passou o dia lá na clinica veterinária. Não podia leva-lo para o hospital e queria fazer surpresa. – Disse Jensen enquanto soltava o Icarus e colocava no meu colo.

- Então está explicado. – E Jared contou sobre a nossa visita.

Os três cachorros ficaram amigos instantaneamente, o problema foi o Retalho, não aceitava os irmãos. Mas aos poucos foram conquistando o gato que adorava receber umas lambidas. E isso os cachorros faziam demais.

O único animal que o meu pai Jensen não me permitiu ficar, mesmo comigo implorando, chorando, fazendo promessas, chantagem e birra, foi uma jiboia albina, ganhei do tio Misha, ele apreendeu uma carga de animais silvestres e entre eles estava esse filhote de cobra.

- Não Jenny! – Disse Jensen. Eu não acreditava que minhas lágrimas não estavam o convencendo. – Misha, você devia ter me ligado perguntando! Pode devolver, tenho certeza que lá vão fazer o melhor.

- Mas é um animal tão lindo. – Disse o tio Misha. – E não posso devolver!

- Por quê? – perguntou Jensen.

- Por que não. – Respondeu Misha olhando para o lado.

- O FBI não sabe que você pegou essa cobra? – Jensen estava surpresa, pois o tio era um dos agentes mais honestos que ele conhecia, vivia dizendo isso, foi uma decepção.

- Não! Quando levaram os animais, não a viram, guando voltei ao galpão, ela estava ali perdida e abandonada, lembrei-me da minha princesa. – Falou Misha sorrindo para mim, acho que os anjos devem ser assim.

- Primeiro lugar: A princesa é minha. E segundo lugar: Essa cobra vai ter de sair daqui e em terceiro lugar: Se a história foi desse jeito, acredito que a devolução ocorra sem problemas. – Falou Jensen.

- Pai de um motivo real para não poder ficar com a Mimi. – Disse, eu já estava apegada.

- Ela é uma cobra. – Disse Jensen.

- Isso eu sei, mas não é você que condena preconceitos. – Falei.

- Tudo bem, sabe que uma jiboia cresce muito, ela mata apertando a vítima e depois a come. Logo ela estará grande suficiente para comer o Retalho e o Icarus, e depois a Sade e logo em seguida você. – Explicou Jensen.

- Eu? – perguntei olhando assustada para aquele animalzinho que se encontrava enrolada no meu braço, e algo a fez começar a aperta. – Tá apertando. – falei e o tio Misha veio em meu socorro.

- Não disse? – Falou Jensen, feliz, pois tinha provado a sua teoria. – Depois de te engulir, vai pegar o Jared e depois eu.

- Mas depois dela me comer, ainda vai ficar com ela? – perguntei.

- Claro, já estarei apegado. – respondeu meu pai sem hesitar.

- Ai que ele vai gostar mesmo dela, pois estará enorme quando isso acontecer. – disse o tio Misha que recebeu um olhar mortal de meu pai, não entendi por que!

- Jensen, ela não vai crescer tão rápido assim, a deixa ficar um pouquinho? – pediu Misha. – para onde ela vai?

- Leva ela para tua casa. – respondeu meu pai.

- Em casa mesmo não. – Disse Tio Kane que tinha acabado de chegar, junto com o Jared.

- Que exemplar lindo. – Disse Jared.

- Aqui ela não vai ficar. – Cortou o pai Jensen.

- Não vai mesmo. – Confirmou Jared. – Vou leva-la para um lugar onde será criada de maneira correta e segura. - E assim eu perdi a minha cobra, mas depois que ela apertou meu braço, já não estava muito empolgada com a ideia de criá-la.

São tantas lembranças, posso dizer que tenho uma família maravilhosa, dois pais lindos, três cachorros e um gato. E agora isso estar ameaçado por que o meu pai Jensen é lindo.

Nunca vi alguém ter de morrer por que é lindo.

Flash Back e Jenny Pov Off

- Está rindo de que? – perguntou Jared me fazendo voltar para a realidade.

- Estava lembrando algumas coisas e você esta babando olhando para o pai Jensen. – Disse Jenny. – 'Tá com cara de bobão!

- Me respeita moleca! – Disse Jared, mas sem perder o ar apaixonado, pois não conseguia deixar de olhar para o rosto do marido, o moreno sentia que podia ficar o resto da vida admirando Jensen.

- O deixa ficar comigo hoje, por favor, ele já dormindo, se o colocar no colo, vai acordar sempre acorda. – Pediu a Jenny, mas a menina já sabia a resposta.

- A cama é pequena, no nosso quarto ele dorme mais confortável. – Disse Jared tentando pegar com jeito o Jensen para não acorda-lo.

- Poxa pai é só uma noite longe dele, que coisa. – Falou Jenny com a mão na cintura.

- Meu amor, cada segundo longe dele é muito, basta o tempo que temos de ficar separados. – Respondeu colocando o loiro no ombro, que por milagre não acordou. Jenny sorriu com a resposta. Achava perfeito o amor dos pais e sonhava que um dia também teria alguém assim para amar.

Jared caminhou para a porta do quarto e Jensen levantou a cabeça piscando para a menina mostrando que estava acordado.

- Esses meus pais! – Jenny falou baixinho e sorriu esquecendo um pouco as sérias preocupações que povoavam a sua cabecinha.

Jared inocentemente depositou Jensen na cama o ajeitou com carinho, e se deitou ao lado do loiro.

- Te peguei! – Disse Jensen montando em cima de um Jared agradavelmente surpreso. – Sabe que aquele sono na cama da Jenny, foi revigorante? Acho que vou devolver o tratamento de hoje à tarde. – E o loiro tomou posse da boca do moreno abafando os primeiro gemidos daquela noite.

Do outro lado do país, um rapaz alugou um quarto no motel que existia ao fundo do posto de gasolina na beira de uma estrada esquecida depois da construção da rodovia principal. O atendente nem o olhou ao entregar a chave, estava com muito sono para se incomodar com um hospede perdido naquele fim de mundo.

O rapaz olhou no espelho e viu que sua barba e bigode estava crescendo, ficou satisfeito, era um bom disfarce, examinou suas roupas recém-compradas e percebeu que não chamaria muita atenção. O dinheiro roubado do caminhoneiro estava ajudando bastante.

Deitado na cama retirou de dentro da carteira uma foto do Jensen que foi recortada de uma revista médica, estava uma pouco amassada, gasta e com vincos profundos, pois a guardava dentro de seu sapato para ninguém pegar. Mas mesmo assim dava para se deliciar com beleza do loiro.

E olhando para aquela imagem retirou o seu membro de dentro da boxer, e começou uma lenta masturbação, sussurrando o nome do loiro, quando chegou ao orgasmo, assim como das outras vezes se ajoelhou e pediu perdão a Deus, prometendo livrar o mundo de tão doce pecado.

N.A.: Próximo capitulo teremos os pais de Jared! Srsrrs

Reviews não logados

HALLEY PADALECKIACKLES

Obrigada pelo carinho, realmente o Jensen e o Jared merecem serfelizes, na verdade eles são, mas a vida nunca é só alegria, tem situações que infelizmente acontecem.

O Jake estava preso, mas o enfermeiro pensou com a cabeça de baixo ai sobrou para o loiro.

O Misha está atrás do taradão! Srsrsr

Esse capítulo foi sobre a Jenny e próximo será sobre o pai de Jared como ele encara essas coisas.

Vai ter algumas coisas antes do final! Srrs Aguarde.

Mil beijos!

Comentários da beta:

(Não discutir e sair rápido: solução pra tudo! Essa menina é um gênio!) Sobre o cachorrinho.

(Esse dois são pais ótimos!) Sobre o castigo de Jensen.

(vai Jenny!) Quando ela bate no menino.

(Claro... Ciúmes... é!) O Jared com ciúmes do Retalho.

(Mentira! Ele só é sensível!) Sobre o Jared ser chorão.