Editado: Não coloquei o fato de o atraso ser culpa da minha anja! Ssrrsrsr Meu lema: Consciência limpa você tem quando encontra alguém para levar a culpa! Brincadeira gente a Anja é a única que me aguenta como escritora! Beijos, Linda e obrigada!
Jared acordou sentindo umas lambidas no rosto.
- Sade, sai! Eu gosto de acordar assim com beijos, mas não os teus. - Reclamou o moreno sorrindo. - Por falar nisso, onde está o meu doutor? - Falou sonolento. - Jensen? - Chamou um pouco mais alto.
- Estou aqui! Já que tenho de viajar, vou arrumar a minhas malas e as suas. - Respondeu Jensen de dentro do closet, que tomava todo um lado do quarto. Seus amigos diziam que só assim eles pareciam que eram gays mesmo, pela quantidade de roupas e sapatos.
- Estou com saudades. - Disse Jared da porta, examinando com atenção o corpo nu do marido, tocando no membro que começava a endurecer.
- Dá para perceber a tua saudade, e ela está enorme. - Falou Jensen passando a língua pelos lábios, olhando com desejo para o membro agora totalmente ereto do marido.
- E não quer matar essa saudade? - Perguntou Jared de maneira rouca, nem parecia que tinham se amado até tarde da noite.
- Claro. - Respondeu o loiro se aproximando com o andar elegante de um tigre, olhando no rosto bonito do moreno, fixando em seus olhos na boca fina e rosada de Jared que a entreabriu esperando o beijo que não demorou acontecer. - Eu te amo. – Disse Jensen depois de separar seus lábios dos de Jared. – Quero você. – Na voz uma urgência, uma ordem, um carinho, sensações se misturavam, e todas aqueciam o corpo do moreno que virou de costas e se empinou, se oferecendo ao loiro.
- Eu também te amo e sou todo teu, a hora que quiser. – Falou Jared, lhe olhando por cima do ombro.
Jensen passou os braços pela cintura de Jared, colocando seu corpo no dele, lhe mordeu a nuca, começou a passear pelo tórax definido do moreno com as mãos, enquanto iniciava a penetração, pois o corpo amado estava pronto para lhe receber, por terem feito amor na noite anterior.
Jared gemeu alto e jogou a cabeça para trás, ao sentir a primeira estocada. Jensen aspirou o perfume da pele do outro e de olhos fechados começou a se movimentar, acertando o ponto de prazer do parceiro todas as vezes que a penetração ia mais fundo. Jensen repetia de maneira incansável o quanto o amava e não queria perde-lo.
Jared logo se derramou, ao sentir as mãos de Jensen em seu membro o bombeando no mesmo ritmo das estocadas recebidas, e ao se contrair fez com que o loiro se gozasse dentro dele.
Jared sentindo as pernas bambas foi deslizando junto à porta, levando consigo Jensen, que não queria se desligar do moreno. Assim ficaram deitados no carpete do quarto se recuperando do ato de amor.
- Vamos tomar banho. – Disse Jared depois deles recuperem mais o fôlego, Jensen sorriu. – Banho. Entendeu? – Repetiu o moreno, pois percebeu que o marido estava com pensamentos menos inocentes do que um simples banho juntos.
- Mas... – Tentou argumentar o loiro, mas foi impedido por um beijo longo e apaixonado, onde Jared tentou mostrar para ele que tudo ia acabar bem. Apesar de se amarem sempre e de maneira constante, o moreno sabia que aqueles atos, no momento, não eram apenas de paixão e amor, mas o desespero, o medo estava presente em cada uma das vezes que eles se amaram desde a notícia da fuga de Jake.
No banho apenas namoraram, se tocando enquanto se lavavam, rindo e trocando declarações de amor, coisa que nunca se cansavam de fazer, quando não era com palavras, os olhares falavam por si.
- Você nem me falou que seus pais iriam conosco. – Disse Jensen depois de tomar café, onde Jared comunicou que tinham de ir buscar Gerald e Sharon no aeroporto.
- Esqueci. Estava com tanto empenho de te fazer aceitar os meus planos. – Jared sorriu dando um selinho no loiro, fazendo Jenny revirar os olhos.
– Cada vez gosto mais do seu plano. Muitas babás, isso é bom. – Jensen falava com um sorriso mostrando que várias ideias existiam na sua mente.
- Meus planos sempre são perfeitos. – Disse Jared também sorrindo.
- Ei! Não pensem que vão se livrar de mim. – Exclamou Jenny, entendendo o que os pais queriam dizer.
- Se livrar de você? Nunca. – Disse Jensen, fazendo um rosto no cômico e virando o rosto para não rir.
- Isso nem me passou pela ideia. – Jared fez a mesma coisa do marido.
- Hum... – Bufou a menina de braços cruzados, batendo o pezinho e fazendo bico. Fazendo com que ambos caíssem na gargalhada.
- Vem, vamos nos arrumar. – Chamou Jensen.
- Quero colo. – Disse a menina. – Tenho de aproveitar enquanto não sou tão grande. – Falou assim que se viu nos braços do loiro. – Logo estarei sendo carregada como um saco de batatas.
- Você nunca será um saco de batatas, pois é o nosso bebê. – Disse Jensen embalando a garota.
- Não sou mais bebê! Sou quase uma mocinha. – Reclamou Jenny. – Logo estarei namorando.
- Namorando? Você apenas vai começar a namorar com 30 anos. – Falou Jared
- 30? Da última vez era 20. – Falou a menina desanimada.
- Jenny minha princesa, acredito que 35 anos sejam uma boa idade para começar a namorar. – Disse Jensen.
- Acho que vou ficar calada, senão só caso com 100 anos. – Jenny deu a sentença fazendo o biquinho igual do Jensen.
- Gerald você vai dormir a viagem toda? – Perguntou Sharon, que não pregou os olhos a noite toda. Nunca conseguia dormir em avião algum, mesmo com viagens longas, e sempre se irritava com o marido, que tentava acompanhar a esposa, mas o sono sempre o vencia.
- Em vez de reclamar devia ter feito o mesmo. Agora vai dormir o dia inteiro e não vai me deixar descansar durante a viagem para o Havaí, estou até vendo. – Reclamou Gerald. – A sorte é que eu te amo e você é linda. Ao dizer isso Sharon sorriu e se aconchegou ao marido, em duas horas estariam junto ao filho, não podia estar mais feliz.
- E pensar que se me dissesse que eu estaria viajando para o Havaí com Jared e o marido há dois anos, te mandaria exorcizar. - Gerald riu e abraçou a esposa e deixou se levar pelas lembranças.
Flash Back – Gerald Padalecki Pov.
O dia em que virei de costas para o meu filho foi o pior dia da minha vida. Superou o momento em que o médico disse qual era a doença da Sharon. Apesar da minha frieza, estava derrotado por dentro e não imaginei que podia ficar pior.
- Sr. Padalecki, me desculpe, mas a Sra. Havelle está chamando-o lá embaixo e diz que é urgente. – Meu coração apertou quando ouvir isso da Sra. Smith, nossa secretária do lar.
- O que foi Helen? – Perguntei ao ver a mulher aflita e chorando, me desesperei ao ouvir o nome da Jared. – O que aconteceu com Jared?
- O pegaram. – Meu coração falhou nesse momento eu sabia o que isso significava. - Mas como... Ele ... – A palavra "morreu" ficou presa na minha garganta.
- Teu desejo se realizou? – Olhei para cima e vi Sharon sentada na cadeira de rodas no topo da escada, e sem conseguir encara-la sair porta a fora, totalmente sem rumo, vestido apenas com um roupão por cima do pijama e por sorte estava de meia, apesar de estar com um chinelo. Mas naquele momento não conseguia pensar, apenas andar e tentar fugir dos meus pensamentos.
Descobrir o real significado que apenas damos valor para alguém quando perdemos. Imaginava que Jared estava morto e não me perdoava pelas palavras ditas mais cedo:
"- Não estaria mais triste se estivesse no teu enterro."
Elas chicoteavam meu cérebro me acuando e castigando.
Eu acredito que apesar de raivas e mágoas, quando a morte se faz presente temos essa tendência ao arrependimento. O pior é que não tem jeito, nada consola. A tristeza da perda com o sentimento de culpa quebra qualquer alma, e a minha estava despedaçada. Se eu pudesse daria minha vida por ele.
Não sei por quanto tempo caminhei, quando vi estava no meio da mata, e comecei a sentir que meus pés doíam. Mas nada importava. Continuei andando sem me preocupar com os perigos da noite no local, estava fugindo, apenas parei quando percebi que fugia de mim mesmo. Sentei em uma pedra, devia estar perto de algum riacho, ouvia o som de água corrente.
Sentado ali no escuro, rodeado de criaturas invisíveis aos meus olhos, ouvindo o barulho da água e tentando ignorar a Deus, mergulhei nas lembranças que tinha de Jared.
Ele aos dez anos:
"- Pai, a mamãe foi dormir, mas fiquei acordado para lhe esperar." – Isso sempre acontecia quando eu chegava tarde das visitas à comunidade. Eu era um missionário presente na vida das minhas ovelhas, o mais compreensivo com os pecados cometidos, por tanto o mais procurado. Isso se devia ao fato que a minha criação foi dentro da antiga religião, mudei apenas para casar com Sharon. E nessas horas mesmo cansado me sentia revigorado com o seu sorriso.
- Senhor... Por favor... – Lembro que comecei essa oração e parei, em minha dor não sabia mais como orar, não sabia mais o que era Deus para mim. E voltei para o sorriso do meu filho, o sorriso que naquele momento achava perdido para sempre.
O sorriso do Jared sempre levou alegria a aonde ele ia. Lembrei-me de quando começou a ir comigo nas visitas, os doentes pareciam adquirir novos ânimos, as crianças adoravam e as garotas? Suspiravam, faziam de tudo para chamar atenção, e naquela hora percebi que elas nunca conseguiam.
Em uma ocasião, participei de uma cerimônia matrimonial realizada na Antiga Religião, e Jared disse que gostaria que eu realizasse o casamento dele daquela maneira. Argumentei que não pertencia mais àquela vertente da crença e, que de repente, a mulher com quem ele se casaria podia não aceitar o rito.
Ele ficou calado, pensei que estivesse refletindo uma maneira de convencer sua futura noiva a mudar de ideia, mas hoje sei que aquele casamento mexeu com ele, por que eram dois homens a se casarem.
Quando ele fez 17 anos, o chamei para informar que estava tudo pronto para seu ingresso no seminário, pela primeira vez vi receio em seu olhar, mas ele buscou a coragem que sempre existiu dentro dele.
- Pai, não quero ir para o seminário. – E ele contou quais os seus sonhos para o futuro. No primeiro momento tentei persuadi-lo, mostrando o quanto ele daria um excelente missionário, que a nossa religião precisava de pessoas mais caridosas, menos intolerantes, mais abertas às mudanças do mundo. Se eu soubesse o monstro que me tornaria...
Nada o fez mudar de ideia, e claro como um homem compreensivo que era aceitei, e custeei seus estudos em Biologia, compareci como um pai orgulhoso em sua formatura. Mal ele sabia o que eu estava passando desde a sua partida.
Os outros missionários achavam um absurdo eu permitir meu filho fazer parte de um mundo tão pecaminoso, que Deus ia acertar as contas comigo cedo ou tarde. Mas essas acusações não me atingiam, eu estava feliz, minha família estava bem, tudo estava dando certo.
Quando Jared se especializou em vidas marinhas, percebi que ele não voltaria, dei graças a Deus, afinal ele não teria de enfrentar os preconceitos da comunidade religiosa, principalmente depois que um dos membros, visitando a universidade onde Jared cursava, ouviu algumas histórias sobre a sua homossexualidade.
Essas histórias me incomodavam, mas sempre visei à felicidade dos meus filhos, porém quando a Sharon adoeceu, simplesmente não suportei. Comecei a buscar motivos de tamanho castigo, e aqueles que me condenavam pelas minhas atitudes com Jared, me deram os motivos que procurava para perdoar Deus por ser tão injusto comigo, e quando ele voltou para perto da mãe por causa da maldita doença, exigi dele tudo aquilo que rejeitou.
- Jared, você vai casar e ir para o seminário, como devia ter sido desde sempre. – Disse em sua primeira noite em casa depois de seis anos longe.
- Eu vim para ficar junto da minha mãe, eu não vou partir para longe dela outra vez. – E ele me respondeu assustado com a possibilidade de partida.
- Gerald, o deixe em paz. – E me calei naquele dia, Sharon estava visivelmente frágil, havia tido uma crise, desceu para o jantar por causa do filho.
- Pai, por favor, não quero ir para longe da minha mãe. – Disse Jared em particular, depois do jantar, na biblioteca.
- Jared, sempre deixei você fazer o que quisesse e veja o que deu? Sua mãe ficou doente, uma doença que pensávamos que ela não tinha adquirido, mas os sintomas e o histórico indicam a Doença de Huntington. – Passei as mãos na minha cabeça e lancei a bomba. – Você terá de fazer o exame, para ver se tem o Gene. Seus irmãos deram negativo, o médico acha que você deve ser o positivo, por causa das probabilidades. Eu acho que vai dar positivo por causa de sua vida desregrada, até andar com outros homens ouvi que você fazia, isso é verdade?
- Se for? – Louco de preocupação, descontei toda a minha frustração, pela primeira vez bati em Jared e o expulsei de casa.
No outro dia o procurei no bar da Helen. – Para mostrar que não guardo ressentimento, o cargo de xerife está vago, quero que faça o curso necessário para assumir, enquanto não se decide a ir para a Missão. – Ofereci essa opção me sentindo o mais justos dos pais. – Poderá visitar sua mãe aos domingos.
- Pai? – Vi a dor nos olhos do meu filho e não recuei.
- Jared, Deus é justo e sempre faz o certo. Se isso aconteceu era para você voltar para a sua família e seguir o seu destino real, acredito que colocará a mão na consciência e fará o certo. Pela sua mãe e principalmente por sua alma. – A partir desse dia fiz de tudo para ele voltar ao seio da religião, se tornar um missionário e casar com uma das moças do nosso núcleo.
Quando Jared disse que estava namorando a Genevieve vibrei de felicidade, e os assassinatos começaram. Foi como um aviso que eu estava certo nas minhas ações e elas me levaram até aquele momento de dor, no escuro em alguma parte da mata.
- Gerald. – Acordei com Jim me chamando, estava tremendo de frio. – Ele não morreu! – E olhei para lado e por cima das águas, vi o arco íris e percebi que tudo ia terminar bem, foi meu último pensamento antes de desmaiar.
Quando acordei estava no hospital. Devido à noite ao relento e sem proteção, adquiri um principio de pneumonia, me internaram em Regency, no mesmo hospital em que Jared se encontrava.
Soube quando ele acordou, queria ir vê-lo, mas Jensen me proibiu de chegar perto dele. Não lhe tirei a razão, mas mandei recado dizendo que estava arrependido.
- O que o Jensen falou? – Perguntei para a enfermeira, Eve, uma garota doce, que estava um tanto sem jeito para dá a resposta do recado.
- O Dr. Ackles, ele é muito protetor com o Sr. Padalecki. Acredita que não me deixou fazer o meu trabalho direito? Me proibiu de dar o banho diário do paciente. – Eve falou.
- Mas o que foi que ele disse, eu vou poder ver meu filho? – Perguntei, sabia que nenhuma lei me proibiria de ver o Jared, mas já tinha feito tanta bobagem...
- Ele disse para o senhor enfiar o seu arrependimento no... E que se chegar perto do Jared ele o mata. – Disse a garota visivelmente constrangida.
Apesar da mágoa com a minha pessoa, Jensen encaminhou a Sharon para o Dr. House.
- O Dr. Ackles, o seu genro, casou com o seu filho certo? – Perguntou House com um sorriso na cara, cínico, queria me constranger. Desconfiei quando ele comentou. – Sempre desconfie que Jensen curtisse com homens também, mas acho que a mulher da relação é o seu filho.
- Quero apenas que eles sejam felizes. – Comentei simplesmente, não queria perder a oportunidade.
- O Jared vai ser. 100% do corpo de enfermagem que foi para a cama com Jensen, disse que ele é um amante fabuloso. – Disse House rindo. Engoli seco, apesar de querer ver meu filho, ficar perto dele, imaginá-lo na cama com outro homem era difícil. – Além de bom de cama, um bom médico, tanto que mandou fazer o exame que nenhum outro fez. Talvez pelo histórico familiar, mas nunca devemos deixar nada passar, Jensen aprendeu comigo. Portanto sua esposa não tem a Doença de Huntington.
- Obrigado pela notícia. – O abracei feliz, mas House não gosta de ninguém feliz.
- Agora falta descobrir o que ela tem, espero que não seja pior que Huntington, nem que seja hereditária. Sorte do Jensen que o Jared não engravida, por tanto seja qual for o resultado, o Dr. Ackles está bem. – Nesse momento me sentir como uma pessoa que estava se afogando e conseguiu um pouco de ar para voltar a se afogar novamente.
Sharon passou por vários exames, muitos remédios, e dores, mas ficou constatado que sua doença não era hereditária, e sim uma bactéria que se alojou no cérebro, e causou alguns estragos, uns irreversíveis por causa do tempo para o diagnóstico. Porém com fisioterapia, Sharon conseguiu sair da cadeira de rodas, ela usa apenas uma bengala, se cansa rápido, mas a deterioração física e mental foi interrompida.
Jensen e Jared vieram visitar Sharon, mas meu filho nem mesmo perguntou por mim.
- Não faça isso. – Jensen me impediu quando tentei ir à direção do quarto onde sabia que Jared estava com a mãe. – Ele já sofreu muito por sua causa, o deixe em paz.
- Eu quero apenas pedir perdão, por tudo que eu fiz. – Falei, ele baixou a vista, mas logo me encarou.
- Não vou arriscar essas últimas noites, em que ele não acorda chorando e com medo. Em alguns desses pesadelos ele chama pelo senhor. Não sei se faz isso por que o quer perto dele ou por que tem medo. Mas prefiro não arriscar. - Jensen me falava em seu olhar dava para perceber o quanto me culpava. – Ainda temos muitas coisas a enfrentar: o julgamento, a adoção da Jenny. E com sinceridade não lhe quero nas nossas vidas. Então se você o ama, o deixe em paz. Deixe-nos em paz.
Como tratamento da Sharon, o julgamento, os problemas que tiveram com a adoção da Jenny, realmente não os procurarei. Mas todos os dias pensava nele e nas situações que o fiz passar.
Abandonei a religião, peguei algumas pedradas, mas me senti liberto e descobri o Deus Pai.
Quando a Jenny finalmente foi adotada, Sharon já estava bem e resolveu visitar o filho, sentir tanta vontade de ir junto, mas as palavras de Jensen ecoavam na minha mente: 'Deixo-nos em paz.'
- Por que você não viajou com a Sharon? – Disse Rose, eu estava almoçando em seu restaurante depois que cheguei do aeroporto de Regency.
- O Dr. Ackles não me quer na vida deles e não quero causar problemas. Parece que tudo está indo bem, quem sabe em outra ocasião. – Expliquei, estava triste.
- Bobagem, não se afaste do seu filho outra vez. Apesar de tudo, dele ter o Jensen, a Jenny, de ter construindo sua família, com certeza deve sentir a tua falta. E o Jensen tem um coração de ouro, vai se render ao seu arrependimento. – Explicou a mulher.
- Não sei...
- A vida é tão curta. – Disse Rose me interrompendo. – Queria tanto poder abraçar meu filho novamente... – E suas palavras, que morreram em nos soluços e lágrimas de saudades do filho morto, me fizeram tomar uma decisão.
As 16hs do outro dia, estava no hospital esperando Jensen sair de suas visitas de rotina aos seus pacientes.
- Sr. Padalecki. – Ele me olhou sério ao falar o meu nome. – Por favor, me acompanhe até a minha sala. - Eu estava preparado com todos os argumentos, estava disposto até mesmo a me ajoelhar aos seus pés, eu precisava da permissão de Jensen, pois sabia que o meu filho me perdoaria, mas não queria causar problemas ao seu casamento.
- Dr. Ackles, eu... – Parei quando ele fez um gesto me mandando parar.
- Sr. Padalecki, antes de qualquer coisa quero lhe dizer que o senhor fez da minha vida e a do Jared um inferno. Não consigo esquecer a surra que estava lhe dando no meio das pessoas na igreja, o humilhando e lhe virando as costas, quando o seu papel de pai era protegê-lo, principalmente por que ele não tinha cometido nenhum crime. – As palavras de Jensen eram tapas sem mão na minha cara.
- Eu...
- Não terminei. – Jensen parecia se controlar, para não me mandar embora. – Hoje pela manhã, antes de vir trabalhar, ele me disse que estava muito feliz, que a única coisa que aumentaria essa felicidade seria lhe ter novamente na vida dele. – Essas palavras de Jensen me fizeram chorar de tanta alegria. – Eu o amo demais, e o quero mais feliz possível nessa vida, e se para isso terei de suportar a sua presença, farei esse sacrifício. O senhor está em um hotel?
- Sim, eu estou. – Respondi, não sabia o que falar, vim preparado para implorar, chorar e não para aquela aceitação, tão fria que doía mais que uma negação.
- Então vamos buscar suas malas. – Disse Jensen se levantando e avisando que estava saindo para sua assistente.
- Dr. Ackles, eu prefiro ficar no hotel, você não gosta de mim e não quero ficar em uma casa cujo dono não me quer lá. – Disse, talvez com um pouco de orgulho.
- Sr. Padalecki, espero que entenda que não se trata de o senhor querer ou eu querer, e sim o que o Jared quer. Ele não vai acertar o senhor ficar em um hotel tendo lugar em nossa casa. Realmente por mim não ficaria nem na mesma cidade, mas prometo lhe tratar com respeito e cordialidade. – Disse o loiro. – E me chame de Jensen.
- Uma trégua? – Perguntei lhe estendendo a mão.
- Tudo bem. – Disse ele apertando-a depois de hesitar um pouco.
- Eu abandonei a religião. – Disse tentando manter alguma conversa, depois de passarmos no hotel em que estava hospedado, onde ele pagou a minha conta, como um genro atencioso.
-Espero que tenha pegado umas boas pedradas. – Ele falou e em seguida mordeu os lábios. – Trégua, desculpe esqueci.
- Tudo bem. – Respondi. – Peguei sim, mas já estava vingado, eles me virão nu antes.
- Deve ter sido uma visão dos infernos. – Ele comentou me olhando. – Droga! Desculpe novamente.
- Quando eu era jovem parecia com o Jared. – Falei.
- Ainda bem que o amor é cego. – Respondeu Jensen, e ambos caímos na gargalhada, e pode perceber que entre nós as coisas ainda podiam dar certo.
- Papai! Papai! – Ouvir aquela voz infantil, juntamente com latidos vindo em nossa direção. – Assim que o carro estacionou de frente a casa. Sorri ao reconhecer a Jenny, a menina parou junto à porta e me olhou com curiosidade. – Boa tarde Sr. Padalecki. – Falou quando abrir a porta.
- Boa tarde Jenny. – Passei a mão na cabeça dela e na porta da entrada Jared me observava, sem saber o que fazer. Simplesmente estendi os braços para ele, que correu em minha direção, se eu pudesse naquele momento o colocaria no colo o abraçaria como nunca deveria ter deixado de abraçar. E pedindo perdão me ajoelhei aos seus pés. – Me perdoa, por favor meu filho, me perdoa.
- Levante. – Ele pediu. - Está tudo bem agora, o senhor está aqui. Obrigado meu amor. – Ele falou olhando para Jensen, que beijou a mão dele, com tanto carinho e no olhar de ambos refletia o amor que sentiam um pelo outro, a conversa muda, coisa que na convivência com os dois, ia saber que era comum.
- Jared, preciso lhe pedir perdão também. – Falou Jensen olhando nos olhos do meu filho. – Seu pai lhe procurou quando você foi vitima dos loucos de Iron, mas eu nunca o deixe se aproximar, não fiz por mal, apenas queria te proteger.
- Você não fez nada errado para pedir perdão, naquela época eu não perdoaria o meu pai. – Disse Jared puxando Jensen para os seus braços. – Esse foi o momento certo. – E lhe Jared lhe beijou de maneira calma, eu pensei que poderia me chocar, mas eles se encaixavam de maneira tão perfeita, que me perguntei como não tinha percebido isso antes, mas não percebi tantas coisas... – Vou pegar suas malas. - Falou soltando de maneira relutante seu marido.
- Não precisa, eu pego, fique com o seu pai. Caso queira podemos adiar o jantar na casa dos meus pais para outra noite. – Disse Jensen.
- Não precisa cancelar o jantar, quero que todos conheçam o meu velho logo. – Falou Jared me abraçando e nesse jantar percebi o quanto quase perdi meu filho, ao vê-lo chamando de pai o Roger, e vi para quem Jensen puxou no caráter. O Dr. Ackles me tratou com muita educação e cordialidade, porém ia ter que andar na linha para conquistar essa família.
- Jenny, gostaria de falar com você. – Pedi para a menina que arregalou os olhos e olhou para Jensen como se pedindo permissão, nessa hora fiquei um pouco aborrecido, isso significou que ele devia reclamar de mim na frente da menina. – Mas antes quero falar com o Jensen. – Jared me olhou de forma apreensiva com medo de acabar com a fina linha da paz.
Jensen se levantou e me levou até a varanda da casa dos seus pais. – O que foi Sr. Padalecki?
- Eu sei que agi de maneira muito errada, mas não achei justo envolverem a criança, ela tem medo de mim. – Disse com calma procurando não irritar.
- Sr. Padalecki, não sei se o que vou dizer irá chateá-lo. – Começou Jensen. – Mas realmente isso não me interessa, o seu nome nunca foi tocado em nossa casa, nem para falar mal, pois isso magoaria Jared. Afinal apesar de tudo pai é pai, e como o senhor percebeu, ele lhe ama muito. – Passando as mãos nos cabelo ele continuou. – Jenny tem receio do senhor, por sua própria causa, caso não lembre no dia em que fui até a igreja e estava espancando o Jared, ela estava de castigo rezando de joelhos junto a uma cruz. E com sinceridade não sei até que ponto esse sentimento esta no seu coração infantil. – Dizendo isso Jensen me deixou com os meus pensamentos.
- Sr. Padalecki. – Alguns minutos depois Jenny me chamou. – Pai Jensen me mandou aqui falar com o senhor. – Agradeci mentalmente por Jensen ser melhor do que eu.
- Jenny eu sei que você não deve ter lembranças muito boas minhas, mas eu queria que me chamasse a vovô. Eu ainda não tive netos, e queria que você fosse a minha primeira netinha. – Pedi com carinho apostando no coração puro de criança.
- Se o senhor não bater mais no meu pai, tudo bem! – Ela disse sorrindo, e baixei a cabeça, envergonhado.
- Juro que nunca mais farei isso. – E cruzei os dedos os beijando reafirmando as minhas palavras.
- Venha vovô. – Ela me puxou. – Papai vai cantar.
Depois de muito tempo sorrir totalmente feliz quando Jared sentou no chão entre as minhas pernas com a Jenny em seu colo para ouvir Jensen no violão. Sentir seus cabelos macios sobre os meus dedos e ver seu sorriso todo covinhas, e silenciosamente pedi perdão novamente por tudo que fiz a ele e agradeci a Deus por essa segunda chance.
Fim Flash back
- Gerald, já estava dormindo de novo? – Gerald voltou ao presente com Sharon o balançando. – Já chegamos, vamos aterrissar.
Os dois estavam felizes por que iam passar as férias com o filho e o marido, as diferenças entre Gerald e Jensen foram se superando aos poucos. Era a terceira vez que se encontravam em um ano, e decidiram ir para o Havaí com o casal por causa da situação que passavam.
- Vovó! Vovô! – Reconheceram a voz de Jenny e viram o pequeno foguete loiro correndo em suas direções.
- Sharon, Gerald fizeram boa viagem? – Perguntou Jensen nos abraçando.
- Eu fiz. – Respondeu Sharon. – Mas o Gerald não deve saber se a viagem foi boa ou não, pois dormiu o tempo todo. – Esse teu pai, nunca aprende. – Jared abraçou os pais e não entendeu o que a mãe queria que o pai aprendesse, mas não se importou, pois era sempre a mesma coisa.
- Vamos mãe, a senhora precisa descansar. – Ditou Jared.
Quando entraram no condomínio o coração de Jensen falhou uma batida, uma ambulância estava parada na frente da casa dos seus pais.
Enquanto isso alguém percorria a estrada indo na direção de São Francisco, em cima de uma caminhonete. Tinha conseguido essa carona com um simpático casal de velhinhos que adoravam, desde que se aposentaram, viajar pelo país.
- Essa carona é perfeita Dr. Ackles, logo estarei cumprindo a minha missão.
Nota A.: Gente desculpa a demora! Srsr Mas isso vai acabar um ou dois capítulos e... Adus xerife, , Jenny,.. Já estou com saudedes! Desculpem a nota sem noção caindo de sono!
Comentário da beta:
(Sério. Ponto mais alto da fic inteira. Fiquei chocada com a Sharon nessa parte, porque sinceramente, nunca imaginei que ela fosse tão fundo na ferida do marido. Achei excelente, uma prova de que realmente é mãe, é leoa pra proteger o filho. De verdade sou totalmente fã desse trecho.) Quando A Sharon pergunta se o desejo dele se realizou.
(Nossa! Ele é demais né? Ele que perdoa Deus! Caramba, queria conhecer alguém poderoso assim!) Sobre gerald achar Deus injusto.
(Adoro ele nessa hora... Nossa... Você não tem ideia!) Ironia por que Gerald bateu no Jared.
(Uma coisa boa que ele disse... No final não o odeio tanto assim!)´Quando Gerald falou que o meninos fossem felizes.
(Sharon e Jensen, dupla dinâmica! Meu Deus, eles querem acabar com o Gerald!) + Tá, mas ele até que merece uma parte disso!) + (Loirão... Frio assim eu até gamo!) Sobre as palavras do Jensen para o Gerald.
(To sentindo que não foi só um mero esquecimento!) Quando o jensen diz que o Gerald pelado deve ser uma visão dos infernos.
(Ela é um encanto que nem o Deanzinho!) Para quem não sabe Leia Piratas 2 é demais!
(Até que nessa hora eu comecei a gostar dele!)Quando Gerald acaricia os cabelos de Jared.
Resposta aos reviews não logados:
Medecris
Ainda bem que sempre postei aqui, até pensei e para, pois todos os meus leitores eram do Nyah, bem poucos aqui, mas por esses eu continuei, ainda bem.
A jenny foi criada em um orfanoto teve de aprender a ser defender e o loirão providenciou um treinamento oficial.
Mas como convencer uma criança a larga de um animal? Srsrsr
Você esta certa em relação ao Jack tudo que aconteceu com ele o fez ficar assim, claro que tem pessoas que passam bem pior, mas não pirão o cabeção, porem tem pessoas e pessoas, o que eu aguento, você pode não aguentar!
E esse enfermeiro teve o que mereceu, mesmo o jack sendo o que é ele deveria respeitar seus paciente, ainda mais um que acha uma relação homoefetiva um pecado mortal.
Gostou do pai do Jared? Srsrsr
Mil Biejos!
HALLEY PADALECKIACKLES
OI!
Infelizmente não é apenas em fics que existe lugares assim, na verdade o preconceito é presente, as vezes velado, mas tangível.
Mas quando a família esta do lado essa experiência pode ser ultrapassada sem grandes traumas, ainda bem que a Jenny teve o apoio dos pais. E com isso ajudou o JR que passava pela situação de preconceito e não falava nada para os pais, com certeza sofrendo calado,
Agora quase tudo certo! Srssr F Que achou do Gerald, ele foi muito detestado! Mas acontece, ele teve sorte que o filho não morreu.
MIol beijos!
Cleia
É uma pena mas tem de terminar! Srsrsrs. Apesar que dá uma saudade, foram dois anos na companhia desse médico lindo e do ex-xerife, é difícil de despedir até do Jack. Acredito que teremos mais dois ou um além deste. Mil Biejos!
