Cap33

Jensen parou o carro na frente da casa dos pais e correu para ver o que aconteceu, seu pai estava saindo na maca com respirador no nariz e estava inconsciente.

- Mãe! O que aconteceu? – Perguntou.

- Ele teve um derrame. – Respondeu Donna, indo em direção a ambulância.

- Eu vou junto. – Falou Jensen entrando no transporte. – Mãe vá com o Jared.

Na ambulância encontrava-se o irmão de Jensen, Josh, cardiologista, que veio junto, pois estava de plantão, para os primeiros socorros do pai. Jensen o auxiliou na tentativa de controlar a pressão de Roger, o nervosismo dos filhos era superado pelo desejo de salvar o pai.

Roger foi internado no CTI, não tinha recuperado a consciência e com a pressão altíssima, Josh tomou a decisão de induzir o pai ao coma.

- Somos uma boa equipe maninho. – Disse Josh para Jensen, após estabilizar o estado de Roger. – Não se preocupe ele vai ficar bem. – Abraçou o irmão, o loiro parecia que estava muito mais abalado, talvez devido a situação por qual passava e agora a saúde do pai. – Você pode viajar em paz.

- Como você acha que posso viajar dessa maneira? – Perguntou Jensen saindo do abraço e lhe olhando com incredulidade.

- Nem pensar em ficar aqui. Não precisamos de outra preocupação. Você vai sim. – Disse Josh. – Deixa de ser egoísta, o papai vai ficar mais tranquilo quando acordar sabendo que está longe do alcance de qualquer louco que queira te matar.

- A pressão do papai subiu por minha culpa? – Perguntou Jensen baixinho sentindo o peso dessa constatação

- A culpa não é sua. – Disse Josh.

- Mas foi por isso! – Jensen tentou fazer em tom de pergunta, mas saiu uma exclamação, e sentiu a culpa. E encostando-se à parede, toda aflição que sentiu ao ver o pai na maca, tomou conta do seu corpo e a dor nublou os verdes de seus olhos.

- Jensen... – Josh se arrependeu do que falou para o irmão ao ver o seu estado, mas não sabia o que falar para reverter a situação. E baixou a cabeça quando loiro balançou a cabeça em uma negativa e começou a caminhar para a saída do CTI.

Jared, Donna, e Gerald estavam esperando na sala de recepção do centro e quando viram Jensen sair, seus corações apertaram, o loiro parecia carregar todo o peso do mundo em seus ombros, e pensaram no pior.

-O que aconteceu? – A mãe de Jensen correu em sua direção. – Como está seu pai?

- Calma mãe! – Falou Josh que estava logo atrás do irmão. – Ele está estável. Eu que falei bobagem. - Jared abraçou Jensen, sabendo o que ele estava pensando. – Cunhado, mantenham a viagem. – Falou para o moreno, que sentiu o loiro tremer em seus braços - o papai está bem assistido, ele se recuperará mais rápido e com tranquilidade.

Jared sentiu as lágrimas de Jensen molharem seu pescoço e sem falar nada para o Josh o afastou de lá, indo em direção a sala particular do loiro, onde Sharon estava com Jenny, que se recusou a ficar em casa esperando notícias, foi mais fácil a levar.

Jensen se sentou no sofá ao lado da garota que o abraçou. – Me perdoa, princesa. – Disse o loiro olhando para a menina.

- Por quê? – Perguntou a loirinha.

- Por tudo que está passando, queria tanto te fazer feliz. – Disse Jensen e sem conseguir controlar, as lágrimas rolavam por seu rosto.

- Mas eu sou feliz. – Disse a menina tentando enxugar o rosto do pai com os dedinhos, mas sem muito êxito. – Agora estou triste, por sua causa e pelo vovô, mas na maioria do tempo estou alegre. É isso pai, eu sou feliz, mas agora não estou alegre. Entendeu? - Perguntou a criança.

- Entendi. Obrigado. – Disse Jensen.

- Pelo quê? - Perguntou Jenny.

- Por me mostrar o quanto sou feliz e que no momento estou apenas triste. Eu te amo muito. – Falou Jensen.

- Eu também te amo papai, e estamos juntos nessa. – Disse Jenny segurando a mão de Jared que estava ajoelhado aos pés do sofá apenas observando a conversa.

- Estamos sim. – Respondeu Jared. – Jenny meu amor, acho que precisamos de uma nova votação sobre a viagem. – Nesse momento Jensen ia questionar dizendo que a viagem ainda estava de pé, pois não queria deixar ninguém preocupado, mas o moreno colocou um dedo sobre os seus lábios o impedindo de falar. – Eu comando a sessão de votação. Jenny?-

- Eu voto para não viajar e cuidar do vovô. – Disse a menina.

- Eu voto para não viajar e cuidar do Roger. – Falou Jared, olhando nos olhos de Jensen. – E você meu amor?

- Eu quero viajar, o papai pode ser cuidado por outros médicos. – A voz do Jensen saiu engasgada, mas ele não queria deixar a filha e o marido mais apreensivos com a sua segurança, apesar de não querer deixar o pai sob os cuidados de ninguém.

- Meu Deus do céu! – Exclamou Jenny. – O pai Jensen é do contra, ontem fez uma briga para não viajar, agora quer fazer outra para viajar. Vai entender! – E entre lágrimas Jensen sorriu.

- Pega. – Gerald apareceu com um chocolate quente e um sanduiche. – Come, lave esse rosto e vá cuidar do seu pai.

- Jared, vocês tem de viajar. – Josh foi atrás do moreno assim que soube que o irmão ficaria e comandaria a equipe do CTI.

- Josh, se coloca no lugar do Jensen. – Disse Jared com calma.

- Mas o papai sofreu esse AVC por causa das preocupações...

- Josh, para com isso. – Disse Donna interrompendo. – O Roger sofreu esse AVC por que apesar de ser um excelente médico é um péssimo paciente. As recomendações que você passou para ele seguir foram todas ignoradas.

- Desculpa, eu realmente não acho que você é culpado pelo estado do papai, apenas disse isso para te fazer viajar. – Falou Josh que estava no CTI junto com o Jensen cuidando do pai.

- Tudo bem Josh, eu sei que foi por isso, vamos cuidar do nosso velho e torcer que ele saia dessa sem sequelas. – Disse Jensen sorrindo e mostrando que estava tudo bem.

- Quando Roger vai ter alta? – Perguntava Misha que estava lanchando com Jensen e Jared na sala do loiro no hospital. O agente tinha acabado de chegar à Califórnia. Fazia cinco dias que Roger estava internado, e sete dias que Jake tinha fugido do hospício.

- Ele ainda está no CTI por precaução e lá ele tem atenção e controle 24 horas. – Disse Jensen para o amigo. – Quais são as novidades?

- Jensen, não são as melhores, simplesmente ele sumiu, evaporou, não temos uma pista! Nada, somente que ele matou um caminhoneiro, e depois a terra se abriu e o engoliu. – Falou Misha.

- Antes tivesse engolido mesmo, seria bom demais para ser verdade. – Comentou Jared.

- Antes de vi para cá, falei com o médico responsável pelo Jake. – Falou Misha. – Tenho uma boa e uma má notícia. Qual vocês querem primeiro?

- Existe algo de bom vindo dessa merda toda? – Perguntou Jensen revirando os olhos.

- Sim, o Jake nunca vai pegar uma arma e atirar em você. Isso significa que para te fazer qualquer mal, ele precisa chegar perto e ficar sozinho contigo. – Explicou Misha.

- Isso vai ser difícil. – Disse Jared que chegou mais perto de Jensen. Mostrando que só passando por cima de seu cadáver alguém chegaria perto o suficiente para machucar o loiro.

- Mas se ele conseguir, essa é a notícia ruim, além dele te matar, vai querer realizar seus desejos carnais. – Nessa hora Jensen estremeceu e Jared o abraçou. – O psiquiatra disse que ele se masturbava apenas em falar o teu nome e confessava que lamentava as oportunidades que perdeu, onde poderia ter te possuído e depois te matado.

- Oportunidades? – Perguntou Jensen.

- Sim! Ele vigiava a tua casa, esse desejo ocorreu desde o primeiro dia que te viu. Mas tem um detalhe, ele se culpa por ter esse sentimento de desejo, o médico acha até que ele pode se matar depois do ocorrido.

- Ele não pode se matar antes? – Perguntou Jensen.

- Desculpe Jensen, mas o papai quer te ver. – Disse Josh entrando na sala.

- Mas como isso? – Jensen cuidava do pai à distância, fingindo que estava viajando conforme estava combinado.

Alguns momentos antes...

- Por que o Jensen não vem me ver? – Perguntou Roger no quinto dia de internação, já fora do perigo e sem sequelas. A infecção no pulmão estava melhorando, logo ele desceria para um quarto normal.

- O está viajando. – Respondeu Lauren, ela fingia que era a responsável por ele no CTI.

- Minha filha chama o Jensen, quero ver meu filho. – Disse Roger, e Lauren saiu do CTI sem falar nada.

- Oi pai, o Jensen está viajando. – Falou Josh.

- Você está ficando velho e não aprendeu a mentir para mim, chama o Jensen que estou me irritando. – Disse Roger sério, e com essa espécie de chantagem Josh se retirou também.

Agora...

- Pai, sei que eu deveria esta longe daqui, mas...

- Jensen! – Falou Roger firme o interrompendo. – Eu sei que você não conseguiria viajar comigo aqui. Me sinto até culpado, se não fosse por mim, estaria no Havaí pegando altas ondas. – Brincou.

- Por falar em culpa...

- Você não tem culpa de nada, eu que não me cuidei. Ainda bem que tenho dois filhos médicos competentes que conseguiram me salvar corrigindo um erro meu. - Falou Roger interrompendo o filho novamente.

- Pai será que conseguirei falar uma frase inteira? – Perguntou Jensen rindo.

- Tenho uma frase muito boa para você falar. – Disse Roger. – Diga que pegaram o desgraçado.

- Ainda não, mas estão quase. – Disse Jensen mentindo.

- Você mente tão bem quanto Josh. – Falou Roger.

- Certo pai, ninguém sabe onde ele está. – Jensen preferiu contar a verdade a deixar o pai imaginando mil coisas. – A última notícia foi que ele matou um caminhoneiro, e depois sumiu, pelo tempo ele pode estar aqui ou em qualquer lugar, ou mesmo morto, mas não se preocupe. – E Jensen falou tudo que Misha disse para ele, apenas omitindo a parte do desejo sexual de Jake. - E a viagem será assim que o senhor tiver alta, afinal a Jenny está de férias mesmo. – Concluiu esperando dar, assim, a notícia deixasse Roger mais calmo.

- Tudo bem. – Disse Roger tentando manter a calma, para não preocupar mais o filho. – Espero que quando for para o quarto possa comer algo melhor do que essas comidas de sonda.

- Acredito que o senhor sentirá falta dessas de sonda. – Disse Jensen sorrindo, pois sabia que o pai ia detestar a refeição insossa que teria de comer por um bom tempo. – Se alguém tivesse se cuidado no momento certo...

- Sem sermão, afinal ainda sou teu pai. – Interrompeu Roger.

- Mas aqui eu sou o médico, e o senhor tem de me ouvir. – Respondeu Jensen o desafiando.

- Tudo bem, mas quando sair daqui te darei umas palmadas, quer arriscar? – Perguntou Roger querendo ri.

- Ok o senhor venceu! Mas a comida vai ser servida insossa, isso vai. – Disse Jensen começando a desligar os aparelhos, mesmo que isso fosse trabalho dos enfermeiros. – Vai para o quarto agora, a mamãe esta louca para ficar do seu lado. – Roger sorriu feliz com a notícia, afinal via sua esposa poucos minutos por dia no CTI.

Cinco dias depois... ( 12 dias depois da fuga de Jake)

"As pessoas deviam prestar mais atenção naqueles que lhe servem o cafezinho, que limpam a sua sala, o seu banheiro, o corredor por onde passam. Foi um disfarce perfeito para chegar perto dele, saber de sua vida, do seu jeito. Quantos elogios, eu ouvi tanto da pessoa, como ao profissional. E principalmente a sua beleza, preocupações por causa do seu pai, realmente Jensen encanta a todos, mas ele é uma serpente que nos induz ao pecado."

Assim pensava um homem que limpava um dos corredores do grande Medical Center of Califórnia.

Jake nunca imaginou que seria tão fácil ficar perto de Jensen, claro que com a doença do pai, o médico loiro quase não estava sozinho, e com todos o procurando pensava que o seu acesso ao hospital seria mais difícil.

Mas quando chegaram à cidade, o casal informou que o filho da governanta de sua casa trabalhava como serviços gerais de uma empresa, soube pelo rapaz que eles não se preocupava em ver os documentos de seus empregados, pois muitos eram ilegais de Cuba, do México e até mesmos ex-presidiários buscando uma oportunidade de emprego decente. Eram explorados, mas ganhavam os seus trocados para não morrerem de fome.

Jake se interessou quando soube que o posto de serviço de Ruan, o filho da governanta, era o Medical Center of Califórnia.

- Será que eu conseguiria trabalhar junto com você? – Perguntou Jake.

- Acho que sim, o hospital é muito grande. – Disse o rapaz. – Mas por que quer trabalhar lá?

- Eu não conheço ninguém aqui, lá terei pelo menos um conhecido, que é você. – Disse Jake, que estava de cabeça raspada, tentando se disfarçar.

- Tudo bem, mas às vezes acho que te conheço de algum lugar. – Comentou Ruan, mas nesse mesmo dia apresentou Jake para o seu coordenador e Abel começou logo a trabalhar, usando o nome de Adam Milligan.

Jake logo percebeu que achavam o hospital um local seguro para Jensen, pois a segurança apenas acontecia quando o loiro tinha de sair do local. "Acho que eles precisam assistir mais filmes policiais." Pensou o assassino assim que constatou tal fato.

O uniforme ajudava muito a disfarçar e a dificultar qualquer reconhecimento, touca e máscara. Muitas vezes Jake passou perto de Jensen e se deliciou com o seu perfume.

- Ele é lindo. – Jake se assustou uma tarde quando um de seus colegas sussurrou isso em seu ouvido, pois estava distraído observando Jensen lendo o prontuário, e se perdeu na língua que passeava pelos lábios carnudos. – Mas não é para o nosso bico. – Jake sorriu e correu para o banheiro, precisava se aliviar para não cometer nenhuma loucura.

O grupo de serviços gerais de um local ouve muitas conversas, devem ser por acharem que essas pessoas não tem ouvidos, e Jake se preocupou ao saber que Jensen ia se afastar do hospital, iria viajar em férias com a família. "Eu preciso agir rápido."

Roger ficou de alta em uma sexta feira, isso depois de ameaçar os dois filhos, por eles o teimoso médico ficaria mais tempo, claro que era uma preocupação excessiva, pois o estava bem.

Jensen ficou de plantão no hospital durante o final de semana, já fazia 20 dias que Jake fugira do hospício e nenhuma notícia, esperava que isso se resolvesse até a sua volta do Havaí.

- Você está preso no transito? – Jensen falava ao telefone com Jared. – Não se preocupe, vou para a minha sala. O Misha logo estará por aqui também. Eu também te amo. - Sempre era assim quando o loiro ficava mais de 24 horas de plantão, o moreno ia busca-lo.

- Boa noite . – Cumprimentou o segurança do andar em que ficava sua sala particular.

- Boa noite. – Respondeu o loiro. – Vou esperar o meu marido em minha sala, avise a portaria. – Pediu.

- Sim senhor. – Falou o homem.

Jake tirava todos os plantões e serviços dos colegas, buscando uma oportunidade de chegar perto do loiro sem o risco de ser pego ou reconhecido. Quando viu Jensen naquele domingo a tarde andando pelos corredores quase vazios do hospital, percebeu que o momento era aquele.

Andando calmamente pelo hospital se dirigiu a ala onde ficavam as salas dos médicos. Se no resto do lugar estava calmo, por ali apenas o vigia passou por ele, e como sempre não lhe deu atenção. Entrou na sala se preparando até mesmo para uma luta corporal com o médico, para sua surpresa Jensen estava adormecido, em um sofá que existia na sala.

Jake parou e um sorriso surgiu em seu rosto como uma previsão do êxtase que experimentaria...

Nota A.: este é o penúltimo capitulo, muito medo de postar o ultimo! Dois anos! Sem palavras!

Olha Anja oquantos você me aguenta! Obrigada! O Atraso é culpa dela! Srsrsr Mil biejso amada!

Respostas aos reviews não logados

Sonnaruto

Foguetes com a volta do filho pródigo, seja bem vindo eu estava com saudades, muitas mesmo!

Eu sei de sua vida corrida, mas obrigada por fazer um esforço e vem da o ar de sua graça!

Nem vou falar nada seu tarado, te mando mensagens no Nyah!

Mil Beijos com sabor de chocolate.

Medecris

O final é isso mesmo melancólico, no caso de END foram dois anos, amando e sofrendo com esses dois! Mais dois capítulos e... nem pensar!

O acredito que todos pais são assim protetores, e os dois passaram por tantas coisas para ter a Jenny do seu lado que para alguém tentar tirá-la vai sofrer, acho que eles serão pior que os inquisidores! Srsrsrrs

O Jensen quando se trata do Jared esquece educação, e a enfermeira faz o seu trabalho direitinho! Srsrs

Adoro o House e sua mania de constranger e chocar, imagino se ele ainda tivesse lidando com um Gerald rancoroso e cheio de pensamentos religiosos fanáticos! Srsrrsrs

Mas mesmo assim a imagem metal de um filho fazendo sexo deve ser contrangedor, não importa se seja com outro homem ou com uma mulher. Srsrs

Adorei meus leitores todos aceitaram muito bem o arrependimento do Gerald, estava preocupada, fiz com muito cuidado para não parecer uma coisa forçada, e parece que conseguir( Obrigada! Obrigada! Srsrsrsr)

Acho que agora sim! Você esta pirada!" !

O que o Jake vai fazer? Tenso! Compre os lenços! E desculpa qualquer coisa!

Mil Biejos!

Anonimo!

Estou com medo!1 Não deixou nome e me ameaçou! Srsrs

Acho que devo correr e me esconder!

Obrigada por comentar!

Mil beijos!

Comentários da beta

(lindinhaaaaaa) Jenny

(além de tudo uma adulta! Adoro ela!) A jenny quando entende que o pai precisa ficar ao lado de seu avô.

(adoro esse ar de mãe dando bronca) Quando a Donna briga com o Josh sobre fica de=izendo que a culpa era do Jensen.

(ele é bem educado né? Hahaha) Por interromper o loiro.

(boa Daddy Ackles!) Quando briga com o Jensen por causa do sermão! Mas o Papa merecia!