Ivys chegamos ao final, dois longos anos de um presente de aniversário, demorou amada, mas finalmente concluir, com carinho reforço o oferecimento a essa pessoa maravilhosa que volta e meia nos encontramos pro aqui, por ela conheci outras lindas como a Sun, a Mumucow, e todas sabem que tem cadeira cativa no meu coração.
Obrigada Ivys pela paciência, pela demora isso não foi uma fic, mas uma sopa de mocotó. Mil Biejos!
Jake procurou com calma nos armários e encontrou um vidro de éter e molhando um pano segurou junto ao nariz de Jensen, que acordou com o susto, mas logo desmaiou com cheiro da substância. O carregando para o chão da sala, utilizando tiras de pano amarrou os braços do médico aos pés da mesa, de maneira que este ficou como uma cruz no chão do lugar, em seguida amarrou suas pernas juntas, para dificultar qualquer reação.
Nesse momento Jared ligava para Jensen e o loiro não atendia, uma sensação ruim tomou conta do seu coração. Ligou para Misha perguntando onde o moreno estava, e também ligou para a portaria do hospital onde foi informado que o médico estava lhe esperando em sua sala, pediu para alguém ir lá.
As pessoas que não estão vivendo o problema sempre pensam que os outros são exagerados. Sem presa o segurança se dirigiu, bateu na porta e tentou abrir sem sucesso.
- O está dormindo . – Jake se aproximou da porta assim que bateram nela, ouviu o segurança informar para Jared. E sorriu, percebendo que teria tempo para cumprir sua missão e desejos.
Apesar de Jared ficar mais calmo, seu coração não se aquietou. Percebeu que algo devia estar errado. "Meu Deus libera esse trânsito!" Pedia Jared em pensamento. "Que você esteja bem meu amor."
Com a mesma substância que o fez desmaiar, Jensen acordou. Assustado tentou se levantar, mas percebeu que estava amarrado, com um pavor crescendo dentro de si, viu Jake se levantar e retirar o macacão do uniforme ficando com uma calça jeans e uma camiseta.
- Você tem de ir embora. Te salva, vai viver a tua vida, logo alguém vai chegar e atrapalhar o teu ritual. – Disse Jensen tentando manter a calma, mas forçando as mãos para se libertar.
- Eu ouvi a conversa no corredor. Jared está preso no trânsito e a segurança do hospital pensa que está dormindo, terei tempo suficiente. – Disse Jake, os olhos vidrados percorrendo o loiro dos pés a cabeça. – Desde que te vi, nunca mais tive um dia que não te desejasse, você acabou com o resto da minha paz. – O louco falava e começava a abrir os botões da camisa de Jensen com um canivete. Depois de expor o peito definido do loiro, começou a passar a mão apertando os mamilos, ria de maneira débil. – Sempre quis te tocar, mas nunca tive coragem.
Jensen começou a se agitar e tentava fugir dos toques insanos de Jake sobre seu tórax. – Pena que tenho de te retirar desse mundo. – E o médico sentiu uma dor aguda em seu pescoço e com horror percebeu o tapete manchar de vermelho, o vermelho do seu sangue. – Mas antes vou te ter.
- Você vai agir como aqueles que tanto te machucaram? – Perguntou o loiro mesmo apavorado e sentindo a sua vida se esvaindo. – E o temor a Deus, me deixe aqui remoendo os meus pecados. – Jensen falava devagar e tentou ficar calmo, e assim evitar que o sangue fluísse com mais rapidez.
- Isso seria o certo, mas quando te conheci soube que estava condenado. – Disse Jake. – E mesmo cumprindo a minha missão, sei que não terei salvação. Então antes de queimar no inferno, conhecerei o paraíso. – Assim o assassino começou a beijar e morder o tórax nu de Jensen, que mesmo querendo gritar ou lutar, não fazia nada. Apenas lágrimas silenciosas escorriam de seus belos olhos verdes e quando a força dos dentes que marcavam a sua pele aumentou, gemidos de dor escapavam de seus lábios.
Jake distribuía beijos por seu rosto, e lambia as lágrimas que escorriam em abundância, beijava seus lábios. E fechava os olhos diante do prazer que sentia a cada beijo dado.
- Por favor! Não! – Pediu ao sentir que Jake começava a desabotoar sua calça e apertava seu membro adormecido. Jensen percebendo o que ia acontecer começou a desligar sua mente de seu corpo, que estava para ser violado. E mesmo lhe enchendo de tristeza saber que talvez nunca mais pudesse viver esses momentos outra vez, lembrar-se do sorriso de Jared, da voz de Jenny o chamando de sorvete de flocos, da festa que os três cachorros faziam quando chegava em casa e os miados de Retalho pedindo colo, o impedia de entrar em pânico.
- Sabe que eu sou virgem? Virgem na frente. Entende?– Perguntou Jake. – Você será o primeiro e único. Acredito que o mundo para mim não terá mais sentindo sem você. – O rapaz riu e Jensen sentiu seu estômago revirar de nojo.
- Não! Não! Não! – Repetia Jensen, sua vista estava nublada, estava entrando em choque hemorrágico, mas ainda sentiu quando suas roupas estavam sendo retiradas e sua pernas soltas, porém já estava sem forças para lutar. Um soluço alto escapou de sua boca quando Jake se posicionou entre suas pernas.
- Jensen! Jensen! Abre a porta! – O médico reconheceu a voz amada, mas ela soava bem longe, e mesmo assim foi um balsamo em seu desespero. Mas esse alívio durou pouco, pois junto com um barulho de algo arrebentando, uma dor lhe rasgou o peito e o gosto de sangue se fez presente em sua boca.
Jared arrombou a porta da sala e um pavor tomou conta do seu ser ao ver Jake cravar uma faca no peito de Jensen. Com um soco o moreno tirou o assassino de cima do corpo de Jensen, e se ajoelhando junto ao marido e imediatamente pressionou com os dedos o corte no pescoço do loiro tentando parar a hemorragia. Sua vontade era de arrancar o canivete que se encontrava enfiado no peito do médico, mas sabia que poderia piorar a situação.
- Não me deixa, meu amor! – Pediu o moreno tão imerso em sua dor que não ouviu o tiro de Misha, que entrou logo atrás si, em Jake, quando viu o rapaz indo para cima do moreno com uma pequena estatueta de metal. O tiro acertou no ombro, mas com o impacto da bala o assassino se desiquilibrou e bateu na vidraça, quebrando-a e caindo do quinto andar onde se encontrava. Por ironia ou não, o corpo de Jake fazia uma cruz perfeita sob a calçada.
- Nunca vou lhe deixar. – Essas foram as últimas palavras de Jensen antes perder a consciência.
Misha gritou por socorro e em poucos minutos os médicos de plantão estavam na sala de Jensen. O Dr. Malick controlou a situação, primeiro cuidou da hemorragia do corte do pescoço do loiro, e com a maca encaminharam para a sala de raios-X para verificar se o canivete tinha atingido o coração.
Jared observava os médicos agirem e foi segurado por Misha quando levaram o loiro e ele tentou ir atrás.
- Não, agora é com os médicos. – Disse o agente abraçando o moreno. – Vem, você precisa se lavar. – E Jared olhou para suas mãos e as viu sujas de sangue e começou a tremer sem nenhum controle. Teve de ser sedado e saiu em uma maca em direção a um quarto, pois estava em choque.
- Misha, onde está meu irmão? – Perguntou Mack pelo telefone, o agente estava no quarto junto com Jared, o esperando acordar. – A Jenny está chorando perguntando pelos pais, aconteceu alguma coisa? – Da família de Jensen, apenas quem sabia do acontecido era seu irmão, Josh, que foi chamado para participar de sua cirurgia, pois o canivete não atingiu o coração do loiro por alguns centímetros.
- Calma Mack. – Misha contou o ocorrido e Mack do outro lado tentava se controlar por causa da Jenny que observava a tia desconfiada que os pais não estivessem bem. – O Jared está sedado e o Jensen está tomando sangue antes de ir para a sala de cirurgia, seu estado é estável.
- A Jenny está aqui me olhando, engraçado ela tem os olhos do Jensen. – Falou Mack querendo segurar as lágrimas e sem saber o que dizer.
- Fala a verdade, afinal vai dar tudo certo. – Disse Misha tentando mostrar um otimismo que estava longe de sentir, tanto que correu para os braços de Kane quando este entrou no quarto. – Vai dar tudo certo. – Afirmou novamente antes de desligar, Christian o puxou para uma poltrona e o colocou no colo, o embalando como se fosse uma criança.
- Não se preocupe meu amor, o Jensen é forte, e não vai deixar o morenão dele sozinho no mundo. – Dizia Kane baixinho no ouvido do Misha.
- Foi minha culpa Chris. – Falou Misha. – Eu devia ter fechado todas as brechas, eu simplesmente subestimei o Jake. Nunca imaginei que ele poderia ter se infiltrado entre os empregados, reforcei a entrada e a saída, mas... Droga!
- Calma Misha! Isso acontece, nem o Jensen, com a sua experiência, pode prever tal coisa. – Disse Chris.
- Como ele podia pensar nisso com o problema do pai. – Falou Misha desconsolado. – A verdade foi que quando soubemos que Jake, para fazer algum mal a Jensen, precisaria chegar perto dele, relaxamos em alguns setores. Reforçamos segurança na casa e na rua, o retiramos da emergência, restringindo seu raio de trabalho apenas no CTI, onde a entrada é controlada e restrita, e nunca imaginamos verificar os empregados do hospital. E ele dificilmente ficava sozinho. Sempre fui tão cuidadoso e falho com o meu melhor amigo, meu irmão...
- Como você ia imaginar a sorte desse cara? Em oito dias ele conseguiu chegar à Califórnia e ainda arrumar um emprego no hospital que o Jensen trabalhava? – Falou Chris. – Ninguém tem culpa, você não tinha como saber.
- Eu deveria... Não deveria ter saído... Mas ele terminou antes, eu... Se algo acontecer a ele, não vou me perdoar nunca. – Misha fechou os olhos e colocando a cabeça na curva do pescoço do namorado, e Kane entendeu e apenas continuou passando a mão em suas costas, em um conforto silencioso.
Enquanto Misha era consolado por Kane, Mack estava com a pior parte: como dizer para a Jenny a situação de seus pais.
- Meu pai Jensen morreu? – Perguntou a menina assim que Mack desligou o telefone.
- Não, meu benzinho, ele está vivo. – Disse Mack.
- Então por que ele não veio me buscar? E o pai Jared? – Perguntava a menina entrando em desespero.
- Eu vou te contar tudinho, nenhum deles morreu, certo? – Perguntou e a criança apenas concordou com a cabecinha.
- Eu quero falar com o meu pai. – Gritou a criança entre lágrimas depois que Mack contou tudo da maneira menos dramática possível, e foi recuando até um cantinho da sala e lá chorou pedindo pelos pais até adormecer, sem deixar ninguém se aproximar.
Quando Jared acordou durante a madrugada chamando por Jensen, Kane o acalmou explicando que o loiro tinha acabado de sair da mesa de cirurgia e deu tudo certo, não houve nem a necessidade de nenhum corte cirúrgico drástico para a retirada da lamina, apenas uma pequena incisão. O loiro estava no CTI apenas por causa da perda de sangue e para ficar em observação constante.
- Eu quero ver o Jensen. – Disse Jared tentando se levantar, mas deixando cair a cabeça novamente, ainda devido o efeito do calmante.
- Ele ainda está dormindo, agora você deve ir para casa...
- Não! Eu quero ver o Jensen. – Interrompeu Jared agora conseguindo se levantar.
- Presta atenção! – Falou firme Christian. – O Jensen está bem! Ele vai se recuperar, agora a Jenny está precisando de ti. Desde o ocorrido ela está sentada em um canto da sala sem deixar ninguém se aproximar dela. A Mack mandou roupas limpas para você vestir, pois as tuas estão sujas de sangue, eu vou te levar para casa e pela manhã te trago de volta. Ok?
Jared fez o que Kane disse: tomou banho, trocou de roupa, mas se recusou a ir sem pelo menos ver Jensen. Josh levou o moreno até o CTI, a imagem do loiro ligado aos aparelhos, o rosto pálido e com profundas olheiras, mais as marcas de dentes sobre seu peito, o encheu de dor e revolta, sua vontade era de matar Jake novamente. Nesse momento entendeu o que o loiro sentiu quando estava em uma situação parecida, e por ironia do destino praticamente pelo mesmo motivo.
- Jenny. – Falou Jared assim que a viu sentadinha no canto, mas logo correu para o colo do pai.
- Meu pai Jensen? Ele está vivo? – Perguntou na voz uma esperança desesperada.
- Ele está bem, não se preocupe. – Disse Jared.
- Mas por que você está chorando? – Perguntou ainda sem acreditar, pois o pai estava muito triste.
- Por que sou chorão. – Respondeu Jared, chorando ainda mais.
- Por que ele não veio para casa? – Ainda não segura se o pai estava fora de perigo.
- Ele teve que ficar dormindo, mas o Tio Josh e o Dr. Malick estão cuidando dele, logo estaremos todos juntos. – Disse Jared e novas lágrimas surgiram ao lembrar o estado que Jensen se encontrava.
Jenny e Jared dormiram na casa de Mack, pela manhã a loira seguiu com o cunhado para o hospital, Jensen estava sendo transferido para um quarto e havia acordado logo cedo, mas se agitou e o sedaram novamente. O lado físico dele estava bem, ainda não sabiam a extensão dos traumas psicológicos.
Quando Jensen acordou novamente ao sentir os lábios do marido, sorriu ao encontrar os olhos de Jared que lhe sorriu em seguida e mesmo preocupado, mostrou as covinhas para o marido, pois sabia que esta adorava o seu sorriso dessa maneira.
- Acabou meu amor! – Disse Jared, Jensen apenas abriu mais o sorriso e pediu água. Com carinho o moreno lhe molhou os lábios com algodão, o loiro fez bico, mas aceitou. Entendeu que o moreno estava com medo de os pontos, do pescoço, arrebentarem.
- Me senti a Bela Adormecida, acordando com um beijo. – Comentou com dificuldades.
- O príncipe da Bela Adormecida teve menos trabalho, pois com um beijo ela acordou, esse é o décimo. – disse Jared.
- O bafo deve estar maravilhoso. – Disse Jensen mantendo o clima, não queriam falar do acontecido, teriam esse momento, mas não agora.
- Eu quero dar outro. – Falou o moreno ignorando o comentário, e Jensen apenas fechou os olhos e passou a língua por seus lábios que foram tomados de maneira calma, amorosa, sem deixar de ser apaixonada. Sua vontade era de levantar o corpo do loiro e apertá-lo junto ao seu.
- Jenny? – Perguntou quando o beijo foi interrompido.
-Louca para te ver. – Respondeu Jared, pegando o celular. – Fala com ela.
- Oi paizinho, meu sorvete de flocos! – Disse a menina. – Estou com saudades, volta logo para casa. Você está bem? O Retalho está com saudades também! Nem quis comer, eu também não quis, mas agora falando com você meu estômago roncou. – Jenny disparou a falar e Jensen percebeu o quanto a filha estava ansiosa e ainda com medo que algo não desse certo. – Vem logo para casa, quero te ver, não querem me levar para te ver. – Logo o loiro ouviu pequenos soluços indicando que a garota chorava.
- Calma, minha princesa! – Saber que a filha estava chorando o fazia chorar também. – Estarei o mais rápido em casa prometo. Me espere ai, é melhor, obedeça a Missouri. Lembre-se que tem um pedaço do meu coração com você, quando a saudade bater é só ficar escutando o que ele diz.
- Eu te amo!
- Eu também te amo princesa. Se alimente direitinho, pois vou precisar de ajuda de todo mundo para cuidar de mim. – Falou Jensen tentando consolar a menina. – E você sabe que fico mimado e dengoso quando estou doente.
- É verdade! – Falou Jenny agora rindo. – Vamos ter trabalho Retalho. – Jensen sorriu e se despediu da filha. Jared aproveitou e deu outro beijo no loiro.
- Se aproveitando do meu irmão? – Interrompeu Josh.
- Ele acordou. – Respondeu Jared sem jeito.
- Percebi. – Disse Josh sério, querendo rir. – Sabe que vai ter que descansar, por isso pelo menos uma semana no hospital.
- Não! Josh eu preciso ir para casa. – Disse Jensen seu tom era desesperado. – Eu estou bem. Em casa prometo não fazer nenhum esforço, eu preciso ir para casa. – Jensen se repetia e começava a se agitar.
- Calma, maninho, você sabe que não é assim que funciona. – Disse Josh. – Três dias, tudo bem? – Jensen mordeu os lábios, mas concordou. – Eu não sei se depois de tanto sofrimento em nome de Deus, você ainda acredita nele, mas... – Josh deu uma pausa e respirou fundo. – Mas não morrestes por que... Teu coração é dois centímetros fora do lugar normal, não sei se sempre foi assim ou se ele mudou na hora, afinal você nunca precisou passar por exames mais minuciosos em sua vida para detectar essa diferença.
- E esse problema? – Perguntou Jared.
- Aparentemente as funções estão todas normais. Mais um milagre. – Josh sorriu e lhe deu um beijo no rosto. – Eu te amo maninho. Cuida dele grandão. – Disse antes de sair.
No segundo dia que estava no hospital Jensen quis tomar banho no banheiro, não que fosse desagradável ter sua assepsia na cama, afinal era Jared que fazia esse serviço, porém sentiu necessidade de uma limpeza mais completa.
Jared lhe ajudou com o banho e quando o moreno saiu do banheiro para pegar a toalha que havia esquecido, Jensen se olhou no espelho e viu as marcas, pela primeira vez, que Jake havia lhe feito e o pesadelo daquele momento voltou em sua mente.
- Jensen. – Chamou Jared ao ver o loiro paralisado e os olhos brilhantes pelas lágrimas, mas murchos de tristeza. – Eu não posso apagar essas marcas do teu corpo e nem da tua alma, mas posso transforma-las. – Disse o moreno tentando segurar suas lágrimas, pois sempre sentia vontade de chorar quando via essas marcas no tórax do loiro. – Posso tentar? Você confia em mim?
Jensen apenas balançou a cabeça e fechou os olhos, e totalmente nu dentro do banheiro do hospital se deixou envolver pelos braços de Jared, que lhe tomou os lábios em um beijo lento, explorador, onde o moreno tentou colocar todo o seu amor pelo loiro.
Jensen estremecia ao sentir os lábios de Jared lhe sugando em cima de cada marca deixada em seu corpo. Às vezes gemidos de dor eram ouvidos, principalmente em algumas mordidas que chegaram a lhe ferir, como em um dos mamilos, que de tão profunda levou alguns pontos. Jensen sentia como se estivesse em um ritual de purificação, cada vez que os lábios de Jared tocavam em sua pele, sentia que as feridas de sua alma se curavam.
- Pronto! – Disse o moreno lhe enxugando as lágrimas que agora escorriam livres por seu rosto. - As marcas que você tem no corpo agora foram feitas por mim. Todas agora são marcas de amor. – Completou rindo entre lágrimas também.
- Você estava errado. – Disse Jensen também enxugando as lágrimas do marido.
- Errado? – Perguntou Jared confuso.
- Errado quando disse que não conseguiria apagar essas marcas do meu corpo e da minha alma. – Respondeu Jensen. – Do corpo realmente, acho que até piorou. – Disse rindo. – Mas da minha alma... Obrigado. Não sei o que faria sem o teu amor. – Jared lhe beijou e o gosto salgadas das lágrimas de ambos não lhe trouxeram mais tristezas, e assim que o beijo foi interrompido ficaram se olhando deixando que o silêncio falasse do amor que sentiam um pelo outro.
- Pai! – Jenny veio correndo em direção a Jensen e Jared a segurou no colo para poder abraçar o loiro, este ainda não podia fazer força por causa dos pontos. E assim se abraçaram da maneira que mais gostavam: o abraço triplo.
Foi mais difícil segurar os cachorros que pularam felizes, - em Jensen-, foram controlados por Misha e Josh, o Retalho se trançava nas pernas de Jensen, até que foi colocado no colo do loiro, que reclamou por que o achou mais magro.
Depois de um gostoso almoço em família, Josh mandou todos embora e fez Jared carregar Jensen para o quarto.
- O papai está sendo carregado de princesa! – Gritava Jenny na frente dos dois subindo a escada.
- Hoje ele é a minha princesa. – Disse Jared provocando Jensen.
- Sabe que vai me pagar esse princesa, né? – Disse o loiro junto ao seu ouvido.
- Sei, e estou louco para que isso aconteça. – Respondeu Jared sorrindo.
Jensen cochilou sentado entre as pernas de Jared que também adormeceu, quando o loiro acordou sorriu ao sentir sob suas costas o peitoral forte do marido.
Olhou para o lado viu Sadie, dormindo com as cabeças de Icarus e Flocos apoiadas em sua barriga, os dois também adormecidos.
Jenny e Retalho estavam entre suas pernas com as cabeças apoiadas cada um em uma de suas coxas. Sem percebeu começou a lágrimas entre sorriso.
- O que foi meu amor? – Jared perguntou ao acordar e ver o loiro chorando.
- Eu pensei que nunca mais viveria isso de novo. – Respondeu Jensen.
- Ele está chorando de felicidade. – Falou Jenny que também acordou nesse momento. – Isso acontece, é normal. Às vezes estamos tão felizes apenas sorrisos não adiantam, e ai choramos, senão podemos explodir. – Explicou a garota como se estivesse dando uma aula de conhecimento.
Os dois riram e ficaram conversando e fazendo planos, com os animais ao redor, ou melhor, os cachorros ao redor, por que o Retalho se deitou no colo do Jensen como se fosse o dono daquele pedaço. Quando Jensen adormeceu Jared carregou Jenny para o quarto e foi seguido pelos cachorros. Teve de fazer duas viagens, pois o Retalho não queria deixar seu dono.
Na segunda noite Jared dormia tranquilo depois de pegar no sono observando o marido.
- Jensen! – Reclamou Jared ao sentir a mão do loiro dentro do seu pijama. – Para com isso! Você ainda não pode fazer esforço.
- Eu sei, porem tenho uma ideia. – Disse o loiro de maneira safada. – Você senta no seu playground. – Jensen já estava com o pênis para fora. – E fica subindo e descendo, e eu fico quietinho, sem fazer nenhuma força. O que acha da minha ideia? – Jared quase disse sim, ao ver o loiro passando a língua pelos lábios carnudos e entre abertos.
- Eu tenho uma ideia melhor. – Disse Jared dando um beijo demorado em Jensen. E em seguida se levantou indo em direção ao banheiro, Jensen o olhava com expectativa, e de tal maneira que o moreno ficou com pena, por causa do que ia fazer.
- Ele está pronto para o que der e vier. – disse. – Ai! Isso não é justo. – Gritou o loiro quando sentiu um líquido gelado em seu pênis que murchou quase que imediatamente.
- Éter funciona mesmo. – Jared disse isso e riu do bico do loiro. – Vamos dormir.
Jensen virou de lado emburrado, ficando de costa para o marido que ali se encaixou, e assim de conchinha ainda ficaram conversando um pouco.
- Jensen! – Exclamou Jared. – Para com isso.
- O que eu estou fazendo? – Perguntou de maneira inocente. – Você é que está me cutucando com esse negócio duro e delicioso. – Sua voz saiu rouca e colou mais ainda em Jared, sorrindo ao ouvir o gemido do moreno.
- Para de me provocar, sabe que não podemos. – Falou Jared se afastando e virando o loiro de frente para ele.
- A gente faz bem devagar sem se esforçar muito. – Insistiu o loiro passando a língua pelos lábios, os mordendo em seguida.
- Fico feliz em saber que você não ficou traumatizado. – Disse Jared. – Afinal não deve ter sido fácil ser objeto de desejo de um louco, quando lembro...
- Jared. – Jensen interrompeu o pensamento do moreno colocando o dedo em seus lábios. – Realmente foi desesperador, e procuro não pensar nisso, agradeço a Deus, por você ter aparecido no momento exato. – O loiro beijou o marido antes de continuar. – O Jake era um louco, uma vítima também, não sabia o que era amor e nem aprendeu a lidar com seus desejos, então nunca abriria mão do que tenho com você por causa de alguém assim. Não sei se caso ele tivesse conseguido seria diferente, mas como ele falhou... Graças a você!
- Ainda bem que ele falhou. – Jared lhe beijou e quase perdeu o controle quando a língua de Jensen encontrou com a sua travando uma batalha que durou até ambos perderem o fôlego.
- Falhou, mas está atrapalhando, essa hora era para você está dentro de mim, batendo forte em um ponto delicioso... Ou o contrário.
- Vou beber água. – Disse Jared se levantando, ele queria muito fazer amor com o loiro, mas os ferimentos destes foram em locais sensiveis e não queria correr riscos de abri-los. – Só estou anotando todas essas provocações.
- E eu as promessas de vingança. – Falou o loiro dando um sorriso de lado e se ajeitando para dormir.
10 dias depois... Havaí
- Nem acredito que conseguimos. – Exclamou Jenny, assim que aterrissaram.
Jared e Jensen resolveram fazer a viagem de férias. Gerald, Sharon e Missouri foram junto, assim como programado desde o começo. Alugaram uma grande suíte no hotel com três quartos e assim podiam ficar sempre juntos.
Jared estava sentado com a Jenny no colo agoniado, Jensen simplesmente desapareceu desde o termino do jantar e começo do show, e este já estava terminando. Jenny dormia em seu colo, e seus pais e Missouri estavam calmamente assistindo o espetáculo de boas vindas do hotel, todos indiferentes a sua agonia.
. – Disse um homem se aproximando da mesa. Gerald e Jared olharam ao mesmo tempo.
- Acho que é para você meu filho. – Falou Gerald pegando a menina adormecida. – Vá, teu marido te espera.
Jared seguiu o rapaz até um porto, onde existia uma lancha lhe esperando, seu coração batia acelerado em expectativa do encontro, sabia o que ia acontecer: iam se amar até o sol nascer e mais um pouco, seria a primeira vez desde que tudo ocorreu.
- O senhor segue o caminho das lanternas até uma pequena cabana. – Disse o condutor da lancha quando chegaram a outro pequeno porto.
- Jensen. – Chamou Jared assim que entrou em um chalé de madeira e que parecia ter sido construído na beira de um precipício, pois dava para escutar as ondas baterem na parede de pedra.
- Champanhe? – Perguntou Jensen, aparecendo com duas taças, o médico estava vestido todo de preto. – Sem álcool, mas de excelente qualidade.
- Você já pode beber. Josh liberou. – Falou Jared.
- Eu sei. – Respondeu Jensen, nos olhos um brilho faminto e cheio de promessas. – Mas quero que essa noite todos os meus sentidos estejam cem por cento, desde o paladar para sentir o sabor de sua pele até a audição para te ouvir gemer. – Jared respirou fundo com essa afirmação.
Jensen ligou o som com o controle remoto e logo os primeiro acordes de uma guitarra invadiram o ambiente para em seguida um sax dominar a musica, The Dream, ideal para o momento, pensaram ambos, pois sempre que se encontravam para se amarem parecia um sonho.
Jared pegou a taça da mão de Jensen e sem desviar os olhos do loiro tomou um gole e em seguida depositou o cálice sobre uma mesa ali existente, pra envolver o marido em uma dança acompanhando a doce melodia.
Jensen o abraçou e o beijo aconteceu cheio de amor e volúpia, os lábios deslizavam um sobre o outro sem pressa, línguas invadiam a boca alheia e recolhiam como se estivessem brincando de esconde – esconde, mas mãos de Jared apertavam as costas, as nádegas do loiro e o puxavam para junto de si, parecia que queria fundir os dois corpos em apenas um.
- Ainda bem que me masturbei hoje à tarde na hora do banho. – Disse Jared depois que o beijo foi interrompido.
- Jared! – Exclamou Jensen fingindo indignação. – Faço tudo para ser algo bem romântico e você solta essa frase. – O loiro riu. – Eu também. Senão teria gozado na calça, desde o instante que te vi entrando no chalé. – Jared também sorriu.
- Então eu posso arrancar as tuas roupas, ou tenho que esperar a música acabar? – Perguntou Jared e em resposta Jensen abriu de Jared camisa arrebentando todos os botões e colando sua boca na do moreno lhe roubando toda a sanidade.
Jared não se fez de rogado e era uma vez uma camisa preta de Jensen, que nesse momento atacava o pescoço do moreno, a saudade do corpo um do outro era tanta que não existia tempo para delicadezas, eles queriam se provar, se marcar, se possuir...
Não sabiam como, mas estavam nus e esfregavam suas ereções um no outro, gemiam contra a pele, contra boca, mãos se multiplicavam sob os músculos, respirações falhavam, declarações de amor eram ouvidas.
- Quero sentir teu sabor. – Foi a frase ouvida alta e clara saindo da boca de ambos ao mesmo tempo, e sem combinar deitaram fazendo um "69" com Jared por cima.
Jensen aproveitando a melhor posição aplicou um beijo grego no moreno que o deixou completamente sem fôlego ao sentir a língua do loiro lhe penetrando, e a atrevida língua começou a passear pelo seu períneo, e logo em seguida a boca gulosa e pornográfica do médico abocanhou suas bolas antes de subir pelo seu membro até a glande onde começou a sugar com vontade e saudade.
Jared apenas conseguiu voltar a chupar Jensen depois que o loiro sossegou com a língua, pois ficará difícil respirar, principalmente com um pênis do porte do médico em sua boca. Porém seu marido o queria enlouquecer, pois aproveitando a lubrificação começou a colocar o dedo: primeiro um, depois dois, e quando chegou ao terceiro o moreno já se retorcia e se empurrava de encontro à mão e voltava de encontro à boca de Jensen.
Jared não resistiu por muito tempo e logo se derramou na boca do loiro que ao sentir o gozo do moreno não aguentou e gozou também. Não que o biólogo tivesse conseguido fazer o boquete prometido, pois com as caricias que recebia, não sabia se respirava, chupava ou gemia, mas os sons de prazer emitido por este fizeram o médico alcançar o clímax, e Jared o torturou começando a lamber seu membro provando o que podia.
- Delicioso. – Disse Jensen quando ficaram de frente um para o outro novamente.
- Realmente. – Concordou Jared, beijando o loiro assim trocando os sabores entre si.
- Parece que faz anos que não tenho você. – Falou Jensen que já estava ficando excitado novamente.
- Que remédio o Josh te deu? – Perguntou Jared ao sentir o membro de Jensen já duro de encontro a sua coxa.
- Acho que o mesmo que você tomou. – Respondeu Jensen, pois o moreno também já estava excitado. – Hoje quero te amar até as minhas últimas forças. – E sem deixar Jared falar nada tomou com paixão os lábios finos enquanto o prendia com o seu corpo, se posicionando entre suas pernas.
Jensen desceu com os lábios pelo pescoço, e Jared jogou a cabeça para trás e ofereceu seu corpo abrindo mais as pernas e procurando pelo membro duro do loiro em um pedido mudo para ser possuído.
Colocando as pernas de Jared sobre seus ombros e sem deixar de olhar nos olhos do moreno, o loiro passou lubrificante em sue membro e começou a penetrar no corpo já preparado. O prazer era tanto que ambos gemiam cada centímetro aprofundado.
Jensen se movimentava bem devagar, apesar de querer meter com força, mas fazia tanto tempo que o loiro temia machucar o moreno, e pelo mesmo motivo queria se deliciar com a sensação de ter seu membro esmagado pelos músculos de Jared.
- Preciso... – Jared falou entre seus gemidos, e Jensen compreendeu e segurando o moreno pela cintura começou a estocar com força. – Mais... – E Jensen acelerou, obedecendo as ordens desconexas que Jared dava, ou melhor, implorava. Em outros momentos o loiro provocaria, torturaria o moreno, mas ele também necessitava dessa satisfação completa e imediata.
O orgasmo chegou sincronizado, espasmos de prazer percorriam em ondas o corpo de ambos, Jensen repousou sob Jared que lhe abraçou forte, esperando o coração e a respiração voltarem para ritmo normal.
- Ai. Isso é pressa. – Disse Jensen ao sentir os dedos de Jared lhe procurarem sua entrada. Com o loiro ainda dentro dele.
- Já fiquei tanto tempo sem você, que é impossível esperar. – O moreno falava e continuava a preparar o loiro.
- Jared é perigoso o que você está fazendo. – Disse o loiro rouco e já se movimentando com dois dedos dentro dele.
- Perigoso, por quê? – Perguntou Jared lhe mordendo a orelha.
- Eu ainda estou dentro de você, e totalmente recuperado. É só começar a mexer assim. – E Jensen começou estocar levemente o moreno.
- Safado! Está delicioso, mas eu preciso me sentir dentro de você. – Reclamou Jared, mas já se movimentado junto com o loiro, disposto a esperar um pouco mais.
- Teu desejo é uma ordem. – Jensen saiu de Jared e segurando o membro do moreno, o lubrificou, e começou a sentar no pênis do marido em uma penetração lenta e um pouco dolorosa, mas o prazer era maior. Apenas o prazer de ser preenchido era suficiente para superar qualquer incomodo.
Jared sentou e abraçou o loiro, lhe tomando a boca enquanto sentia seu membro sendo esmagado pelos músculos de Jensen, que parou ao sentir-se totalmente preenchido pelo marido.
O moreno desceu com a boca pelo pescoço do loiro, que arqueou o corpo para trás dando acesso ao seu peitoral, gemeu quando os dentes de Jared lhe seguraram um dos mamilos, antes de começar uma doce e lenta sucção.
Jared sorriu ao ver o marido se retorcendo e gemendo de prazer com as caricias em seus mamilos, pois lembrou o quanto Jensen reclamava desse tipo de carinho e hoje era o predileto do loiro, aquele que o fazia se render a qualquer coisa.
Jared lhe segurou pelas nádegas o ajudando a se movimentar em um vai e vem. Suas bocas se colaram e a cavalgada começou sempre de maneira lenta. Mas quando a necessidade pediu, os movimentos de Jensen se tornaram rápidos, o membro de Jared lhe tocava m seu ponto de prazer a cada estocada, o médico mordia os lábios sem conseguir controlar os seus gritos de prazer que se misturavam com os do moreno.
Quando o êxtase os envolveu, Jared caiu para trás levando Jensen consigo. Ficaram quietos sentindo as batidas dos seus corações desacelerarem.
Jensen estava deitado no peito de Jared, abriu os olhos quando o marido lhe acariciou o rosto. – O que foi? – Perguntou o loiro sorrindo.
- Eu te amo tanto, que não conseguiria viver sem você. Quando penso que poderia ter te perdido. – Respondeu Jared ainda lhe acariciando o rosto e se perdendo na intensidade do verde dos olhos de Jensen.
- Eu também te amo, e a minha vida não tem o mínimo sentindo sem você, porém não pensa mais naquilo, é passado, uma batalha vencida. O momento é de comemorar a vitória, afinal ainda temos muitas lutas pela frente. – Disse Jensen. – Vamos renovar as nossas forças... As esgotando completamente. – O loiro riu e seu sorriso foi capturado por um beijo de Jared, mais um dos muitos que ainda aconteceriam naquela noite.
Um ano depois... Dia do orgulho gay na Califórnia.
- Por que vocês escolheram esse rosa bebê? – Perguntava Jensen, sem muita vontade de vestir a camiseta.
- Por quê? A bicha queria um rosa choque? – Perguntou Misha, que adorava fazer brincadeira com o lado hétero-homofóbico que ainda se fazia presente na personalidade do amigo, principalmente quando se tratava de roupas e formas de falar e se expressar.
- Já disse que o fato de ser casado com outro homem, não me faz uma louca. – Respondeu Jensen, fazendo bico.
- Jensen essa cor é discreta, deixa de preconceito, às vezes sinto que você não se aceita. – Falou Jared já vestido.
- Você sabe que não é isso. – Disse se defendendo, e retirando a camiseta branca e colocando a rósea. Onde estava impressa uma foto de Jared e a da Jenny, com a frase "Meu Orgulho", a do Jared tinha uma foto do loiro com a filha com a mesma inscrição.
- Jensen cada pessoa tem o seu jeito. – Disse Chris.
- Eu sei, e o meu é esse. – Falou Jensen. – Sou uma bicha discreta. – Completou rindo.
- Pai, você devia ser mais fashion. – Disse Jenny que estava descendo a escada com os cachorros, trazendo uma coisa rósea nos braços que o Jensen reconheceu como o Retalho.
- O que aconteceu com o meu gato? – Perguntou Jensen pegando o animal do colo da Jenny.
- Ele não quis vestir a camisa. – Respondeu a menina. E Jensen percebeu que os cachorros estavam todos de camiseta cor de rosa e com a foto do casal com a Jenny recebendo um beijo de cada lado da bochecha dos dois. – Vou perguntar apenas por perguntar: De quem foi à ideia de pintar o gato? – Jensen olhava para o Misha.
- Pai, não se preocupe que a tinta não faz mal para o pelo dele. – Respondeu Jenny.
- Eu não cheguei ainda nessa pergunta. Missouri pega o spray para mim, por favor. – Jensen estava sério, Chris e Jared faziam forças para não rir e Misha olhava para o teto como se lá houvesse a coisa mais interessante do mundo. – Quero saber: de quem foi à ideia?
- O Retalho não queria vestir a roupa dele, e eu estava muito triste, o tio Misha trouxe a tinta, mas fui que pintei. – Disse a menina, usando um pouco de chantagem emocional para salvar o tio.
- Olha amigão amanhã mesmo vou te levar para , para um belo banho e retirar essa cor ridícula. – Falou Jensen olhando para o gato, que miou como se concordasse.
- Tio Misha, devo avisá-lo que apenas na quinta lavagem que a tinta some completamente? – Perguntou Jenny baixinho, mas não o suficiente para Jensen não escutar.
- Missouri, me entrega este spray. – Pediu Jensen para a mulher que acabava de descer com o spray da tinta, o loiro partiu para cima do Misha que correu se protegendo com Chris. – Vem cá, quero apenas passar uma lista no centro da tua cabeça.
- Não! Pai! – Correu a Jenny segurando Jensen. – É de uso exclusivo veterinário. – Explicou a menina preocupada com o moreno.
- Não se preocupe meu amor, o teu tio Misha é um animal. – E tentou pegar o moreno que corria pelo meio da sala.
- As crianças podiam brincar mais tarde? Temos horário. – Disse Kane acabando com aquilo que parecia ser uma briga, mas todos sabiam que os dois se amavam demais para brigarem por causa daquilo.
- Jensen veja pelo lado bom. – Começou Misha correndo para a porta. – Pela primeira vez ele parece um gato normal, está com uma cor só. – Disse e saiu porta afora rindo.
Sharon acompanhou a passeata em uma cadeira de roda, por que apesar dela conseguir andar, longas distancias não eram aconselháveis, além de suas pernas fraquejarem. Os pais, irmãos, cunhados e amigos de Jensen e Jared estavam todos de camiseta cor de rosa igual as do cachorro com o diferencial que nas costas, existia também a foto dos três, com os pais. Eles iriam a passeata junto a um grupo que lutava por uma lei que permitisse a adoção por casais homossexuais, que acontecia, mas não tinha uma legislação definida, dependia muito da boa vontade do juiz encarregado do caso.
Na passeata encontraram Lauren e Rachel, com os gêmeos recém-adotados, de quatro anos, sendo que um deles tinha síndrome de Down. Foi uma luta, mas o juiz deu como favorável por causa da criança especial, pelas condições financeiras das duas, a criança teria melhores condições do que em um abrigo, pois os casais héteros queriam apenas o irmão sem problemas, que foi junto para não haver separação. Porém o juiz foi bem claro que se ambos fossem normais, ele seria contra a adoção.
- Hey, ficou algum médico de plantão no hospital? – Perguntou Jensen ao encontrar a amiga.
- Acho que deveríamos pintar a fachada com as cores do arco-íris, o que acha ? – Perguntou Lauren para Roger.
- Vou pensar no caso. – Respondeu o médico.
- Pai, eu quero um irmãozinho. – Esse era o pedido da Jenny desde que Lauren adotou os gêmeos.
- Estamos pensando no caso. – Respondeu o loiro. – Meu medo é que ela chegue com uma criança, assim como fez com os cachorros. – Todos riram, pois Jenny era bem capaz de fazer isso.
- Vô, estou com sede. – Roger se despediu e levou a garota para beber um refrigerante com os mais velhos que estavam sentados esperando a passeata começar.
- E vocês. Quando vão adotar um? – Rachel perguntou para Misha.
- Não. – Respondeu Jensen primeiro. – O Misha está pensando em engravidar.
- Oi! – Disse um moreno alto, quando o agente ia responder.
- Tom? Você se assumiu como gay? – Perguntou Misha esquecendo a provocação do amigo.
- Não. Estou por aqui de férias e como sou simpatizante, não custa vir dar apoio à causa. – Respondeu Welling, que continuou na Pensilvânia, porém não era mais parceiro de Michael, que foi colocado no serviço burocrático, e começou a beber desde que sua esposa fugiu com outra mulher, levando seus filhos, que preferiram a companhia da madrasta.
- Simpatizante? – Perguntou Jared balançando a cabeça.
- Sim, amor! Simpatizante, ele não pode ver morenão que simpatiza de primeira. – Falou Jensen, pois notou os olhares trocados entre Tom e Malick.
- Tudo bem, vou assumir: Eu sou bi. – Falou Tom levantando as mãos indicando rendição, pela primeira vez ele dizia isso abertamente.
- Verdade. Ele é bi participativo. – Disse Jensen.
- Bi participativo? – Perguntou Malik e Tom olhou curioso para o loiro, enquanto Misha, Jared e Chris esperavam a explicação de Jensen, que sempre falava rótulos ou expressões engraçadas do mundo homossexual.
- Sim, além de ele pegar, ele dá também. – Respondeu Jensen e todos caíram na gargalhada pela cara indignada de Tom.
- Eu não dou nada. – Disse Tom.
- Realmente! – Falou Misha fingindo seriedade. – Aqui ninguém dá nada. Certo Jensen?
- Certo. – Concordou o loiro. – Apenas empresta. – Jensen e Misha falaram juntos e riram abraçados, Jared e Chris trocaram olhares do tipo: se mete na briga desses dois.
Quando a marcha começou, Tom já estava vestido com a camiseta onde existia a foto da Jenny com os pais ao lado de Malick, que observava o filho de mãos dadas com Jenny junto a Sharon, sendo empurrada em sua cadeira de roda por Gerald. No trio elétrico logo à frente, a voz de Kane ecoava alegremente e Jensen também iria cantar convencido por Jared.
Além da passeata, uma rede de tv gravou um documentário onde Jensen e Jared, e familiares, foram entrevistados sobre o tema adoção por casais homossexuais.
Professores, amigos, a assistente social que acompanhou o caso da Jenny, a própria criança concedeu entrevista. Jensen não gostou muito da publicidade, mas sentiu que o seu exemplo ajudaria na luta, afinal a família Ackles tinha renome na sociedade californiana.
Após a passeata foram almoçar, mas já era praticamente um jantar. Escolheram um restaurante especializados em frutos do mar, a beira da praia, Jenny quis correr na areia e claro que seus pais foram juntos, deixaram os calçados com os avós que estavam sentados na calçada onde ficaram observando os filhos e a neta.
Jared retirou a camisa e riu quando Jensen lhe olhou com olhos gulosos, já estavam a três anos juntos e sempre recebia olhares de desejos do loiro, mesmo em ocasiões onde o sexo não era o objetivo, colocando a camiseta no chão puxou o marido e para o chão onde o sentou entre suas pernas, o fazendo escorar as costas em seu peito.
- Pedi para você cantar e depois me arrependi. – Disse Jared em seu ouvido.
- Por quê? – Perguntou Jensen virando o rosto para encarar o moreno.
- Fiquei com ciúmes, gosto ter sua voz só para mim. – Respondeu Jared.
- Apenas a voz? – Perguntou novamente o loiro.
- Não começa com safadeza, afinal estamos em público e na frente de nossa filha. – Falou Jared rindo. – Eu te amo. – Disse sério.
- Eu também te amo. – Falou Jensen fechando os olhos e recebendo um beijo leve nos lábios, ambos sorriram quando sentiram o abraço da garota envolvendo ambos.
- E eu amo os dois. – Disse Jenny rindo.
- E nós amamos você. – Disseram Jensen e Jared.
- Vocês são fofos quando falam juntos. – Jenny riu e começou a desenhar um coração envolvendo os dois, que apenas trocaram olhares amorosos.
Sharon foi a toalet com a Donna, e Roger ficou com Gerald.
- Observando esse dois, lembro-me de um poema, um poeta brasileiro Manuel Bandeira, a Arte de Amar, fala o seguinte: "Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus - ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não." – Recitou Roger. – Você concorda com ele?
- Os corpos sempre arranjam meios de se encaixar, vê os dois, quando estão junto um é uma extensão do outro. - Comentou Gerald.
- Verdade, mas não querendo ofender o Jared, pois o amo muito, e ele foi a melhor coisa que já aconteceu na vida do meu filho. Mas Jensen nunca sentiu atração por corpo masculino, eu acredito em almas gêmeas, e sei que quando elas se encontram nada é capaz de separa-las, então é impossível que elas estraguem o amor, a atração do corpo é apenas um complemento. – Roger falava como se estivesse filosofando.
- Um complemento bem prazeroso. – Completou Gerald rindo. – Sabe o que estraga o amor Roger?
- Não! O quê? – Perguntou curioso.
- As pessoas! Elas que estragam o amor! – E os dois caíram na gargalhada e tocaram no ombro um do outro.
- Ei! Suas bichas velhas vão se agarrar no motel. – Esse grito veio acompanhado de um ovo que, por sorte, apenas respingou em Gerald ao bater na calçada.
Depois do susto olharam para a roupa que vestiam, e Roger olhou para o boné com as cores do arco-íris que Gerald usava – Jenny tinha dado um para cada dos avós – o do Ackles estava na mão.
- Tem razão, são as pessoas que estragam o amor. – Falou Roger e voltaram a rir, mas ambos pensando na batalha que os filhos enfrentavam por dia, para poderem viver o seu amor.
- Que Deus tenha piedade da alma desses infelizes. – Roger e Gerald viraram ao ouvir isso e deram de cara com uma mulher tapando os olhos de uma menina que a acompanhava. – Eu disse que hoje essas bichas estariam todas soltas, sem respeitar as famílias, vamos embora. – Ela falou para o marido e foi caminhando na frente puxando a criança que tentava enxergar para entender o que estava acontecendo de tão grave, a ponto de interromper o seu passeio.
Gerald e Roger olharam para a praia e viram que os filhos apenas estavam caminhando de mãos dadas observando a filha que corria envolta deles.
- Deus. Quantas dores, maldades e mortes foram provocadas em nome dele. – Roger comentou tristemente.
- Não meu amigo. Quando comentemos um ato contra outro ser humano, usando o nome de Deus, estamos apenas maquiando os nossos medos, preconceitos e ódios. – Disse Gerald. – Experiência própria. – Completou com um sorriso triste.
- Vovô. – O grito da Jenny os tirando de seus pensamentos. – Vamos tomar sorvete e um bem grande. Jensen e Jared vinham atrás de mãos dadas, sem se importa com qualquer olhar de reprovação, eles se achavam mais abençoados do que qualquer ser humano no mundo, afinal tinham encontrado o amor verdadeiro.
- Eu pago. – Disse Roger.
- Oba. – Responderam todos, e sorrindo seguiram para uma sorveteria. O sol se punha em São Francisco, mais um dia tinha se passado, novas guerras aconteceriam, porém naquele momento o importante era a certeza que quando essas batalhas chegassem, estariam sempre juntos.
(Angiolleto): E dois anos depois o mistério está desvendado, e a nossa história se acaba...
To com vontade de chorar e voltar desde o começo.
Como foi bom enquanto durou...
Mas fazer o que né?
Tudo que é bom acaba, e END tinha que ter um final...
Mas ainda to triste...
Porém aliviada!
Missão cumprida...
Preciso mesmo te enviar?
Se você postar vai acabar e não quero...
Que dor no coração...
Tem poucos comentários durante o texto.
Se quiser complementar com essa parte de cima do email...
Mas ainda sim não estou preparada para acabar...
Não dá pra ter um epílogo?
hahahahahahahahha
Já to com saudade de END!
N.A.: Dia 27 de novembro de 2010 estava sendo postado o primeiro capítulo, quase posto o último no mesmo dia, mas... Já estava com o capitulo corrigido a dois dias e não achei muito justo demorar, apesar que atraso de demoras foram uma característica na verdade uma característica minha, mas não vou encher de bla-bla-bla.
Foram quase dois anos(2 dias) srsrsrs! Muitos conseguiram chegar até aqui comigo, outros se perderam pelo caminho, e outros começaram no meio e sofreram menos com a demora das atualizações.
Passamos pela tempestade do Nyah, mas por sorte sempre estive por aqui, e muitos migraram, mesmo sem conta vieram, uns se apresentaram outros não, mas tudo bem, porém gostaria muito de saber se valeu a pena, todo esse tempo, ou se se decepcionaram com o final, ou sugestões para um epílogo, etc.
Sobre o final, realmente não sabia como colocar a cena que finalizaria a fic, mas encontrei essa: Todos juntos andando relaxados pelas ruas, uma pausa nas batalhas, um descanso dos guerreiros, pois sabemos que quem se destaca na sociedade, de maneira diferente sofre retaliações, abusos e até mesmo violência, porém a mensagem mais importante no final é que com o apoio e o amor da família e amigos essa caminhada se torna mais fácil. Amor esse era o tema da fic, e a minha crença que ele vence qualquer coisa.
Obrigada para todos que chegaram até aqui. Um agradecimento especial para a minha beta e amiga, que aguenta os meus chiliques e 24 TPM! Já imaginaram o que é isso? E o pior é que tem mais, pois ela não tem como se livrar de mim, é sina. Angiolleto. Obrigada linda! Te amo muito!
Reviews não logados
Anônimo: Que bom encontrou a fic, perdi muito leitores, pois no Nyah eram a maioria, uns conseguir avisar outros não, espero que tenha gostado do último capítulo, pois na verdade não sabia como fechar, na verdade não tem fechamento, por que a vida continua. Obrigada por chegar até aqui.
Mil Biejos.
Medecris
É verdade complicamos tudo, e fazemos com que as crianças comecem a complicar tudo.
O Jensen formou a família perfeita, e isso incluiu o odiado Gerald, que encontrou a luz! Srsrsrrsrss
Verdade as vezes acontece essa situação, a Mi me chamou atenção, e expliquei um pouco da situação que envolveu Jake e a facilidade dele ter entrado no hospital e chegar a essa situação.
Espero que tenha gostado do último capítulo, nem consigo acreditar que acabou, e estou com muita saudade desde já.
Espero que sempre apareça e de sua opinião para os outros projetos que estarão sendo postados.
Obrigada pelo carinho e por te chegado até aqui nessa longa e demorada caminhada, não tão longa, mas demorada.
Mil Biejos.
Notas da beta durante o capítulo final:
(e quando não está também! Dá muito trabalho pro meu moreno!) – Quando o je3nsen disse que dá trabalho quando esta doente.
(dá-lhe morenão lindo... me fez chorar com essa cena!) – A cena do banheiro
(moreno safado!) – Quando o Jensen promete que vai pagar pelo princesa.
(Ela é lindinha demais! Um pequeno gênio, e a parte mais fofa da história!) Sobre a Jenny (observação a genialidade da garota, foi inspirada em mm, a escritora! Srsrsrs
(Isso que é vontade de dar pro morenão!) Sobre o Jensen ficar provocando o Jared( mas quem não tem vontade de dar para o morenão?
(Moreno romântico...)
(Mania de destruir as roupas, é caro comprar tudo novo!) eles ganham em dólar! Srsrs
(Esses dois se superaram com essa safadeza toda... Me deixaram boquiaberta!)
Sobre o lemon
(E tinha: uma visão que não fosse um furacão loiro!) Na hora em que o Misha pintou o gato.
(Loiro delicado com as palavras..) Ao chamar o Misha de Animal
. (Essa menina é um doce, adora ajudar a todos... To achando que ela é uma mini versão da Ana! Ela até é loira!) So na beleza e inteligência! Srsrs
(Adorei essa!) Do Jensen dizer que o Misha esta pensando em engravidar.
(Emprestar? Pra esses maravilhosos? Posso entrar na fila?) Eu dava! Srsrs
(Não! Eles são perfeito sem precisar de corpo, são almas gêmeas, são puro amor. E representam não só o amor, como também tantas coisas que eles juntaram, não só na fic!) Sobre Jensen e Jared na vida real.
(Adoro Vô rico!)
(Assim como nós duas!) Sobre Angiolleto e eu. Uma amizade longa desde Piratas, o primeiro, e continuamos firme e forte, sempre em contato, o dia que não falo com ele, sinto falta, e o mesmo se aplica a ele, tenho certeza1 Certo Anja?(Olhares ameaçadores) srsrrss TE amo Anja!
