Capitulo dois: Pondo a prova o autocontrole de um Malfoy

- Sei que você vai ficar com raiva, mas... Ta se sentindo bem? Você está mais pálido que o habitual. —perguntou Severus genuinamente preocupado com seu amigo.

- E-eu...—gaguejou. —Estou bem... McGonagall acaba de dizer que meu par na ronda é Lupin?

- Sim. E se não te importa gostaria que fosse pra hoje Malfoy. —respondeu Remus irritado e confuso pela atitude do loiro. Parecia estar em algum tipo de choque do qual era difícil se recuperar.

Lucius fechou os olhos para recuperar sua famosa expressão que não demonstrava nenhum de seus sentimentos, uma vez feito isso saiu da sala dos monitores sem olhar para ninguém. Remus dirigiu um olhar interrogante a Snape, mas este só encolheu os ombros, ignorando o castanho seguiu seu companheiro de ronda.

Quando se foram Severus sorriu sinistramente. Havia recordado onde tinha visto esse olhar estranho antes. E foi quando o pai de seu amigo estava perto de sua mãe. Pois que por muito Malfoy que alguém seja, não se pode controlar o sangue. O assunto era que se suas suspeitas estivessem certas, seu amigo ia passar muito mal se não esclarecer rapidamente seus assuntos com Lupin. Lupin... por Salazar, isso sim era irônico.

- Em que está pensando Severus? Teu sorriso me dá medo. —disse sua companheira de ronda.

- Meta-se com sua vida Evans. —grunhiu ele.

Lucius Malfoy caminhava sem prestar muita atenção ao seu redor. Todos os Malfoy eram instruídos acerca do problema de seu sangue aos onze anos de idade. A história relata que seu ta tara ta tara avó, que estudava em Durmstrang, logo depois de uma noite de bebedeira se viu seduzido por uma bela veela. Claro que seu parente distante não se recordava do ocorrido, já que o álcool e os poderes de sedução da veela lhe apagaram a memória. No entanto, um mês depois uma família inteira dessas criaturas se aparatava na Mansão reclamando o reconhecimento do bebê que a veela estava esperando, se não quisessem ser enfeitiçados. E todo mago sabe que não se deve brincar com uma ameaça veela.

Assim que seu ta tara ta tara avô Demon Malfoy se viu casado com a dita veela, condenando assim toda a sua descendência. Pois mesmo o sangue estando mesclado com os dos Malfoy eles tinham uma ou outra características dessas criaturas (sendo o mais notório o cabelo loiro platinado). E para sua desgraça ele era o que mais sangue veela tinha em suas veias. Seus pais lhe haviam dito que era ¾ de sangue veela. Que horror!

E isso não era o pior, uns meses antes de seu décimo sexto aniversário ( mais ou menos por meados de julho), vinha tendo sonhos nada decentes onde Remus Lupin era o protagonista. E os ditos sonhos aumentaram de temperatura, se é que isso era possível, depois de seu aniversario de dezesseis anos. Isso fazia com que acordasse asquerosamente molhado e se auto satisfizesse cada vez que a imagem do castanho vinha a sua mente.

E não era somente o desejo, também havia a vontade de ter Lupin sempre perto dele, para que nada nem ninguém tocassem naquele castanho. Possessividade e vontade de satisfazer-lhe em tudo era o que mais sentia em relação a esse leão. Somado a tudo isso um inexplicável amor. Era na verdade que não entendia, nem sequer tivera uma conversa interessante em toda a sua vida com o grifinório, agora resultava que seu sangue veela o havia escolhido como seu companheiro para toda vida.

Oh sim, isso ele soube logo em seguida. Remus Lupin, o maroto, era aquele que seria seu companheiro para toda a vida, o qual deveria amar, proteger e desejar para sempre. Por Salazar! Isso é sim era uma loucura.

E para terminar de se afundar, quando seus pais lhe perguntaram quem seria seu companheiro ele tinha entrado em pânico e respondeu a primeira coisa que veio na sua cabeça. Certamente não podia dizer que um grifinório pobretão e mestiço era o seu companheiro de enlace, então cometeu a burrada de dizer que não estava seguro, mas que parecia ser Narcisa Black. Severus vai me matar.

Ele sabia que seus pais desejavam unir-lo a essa família, então disse o primeiro nome que lhe veio à cabeça, mas justamente essa Black era por quem seu melhor amigo estava apaixonado. Isso os acalmou, porém sabia que não podia seguir com essa mentira, não com seus desejos tão pouco controlados. Não estando tão perto de Lupin. Sabia que seu autocontrole duraria só mais um pouquinho, por que quanto mais se reprimisse o veela mais aumenta o desejo para com seu parceiro.

E pior seria quando chegasse à primavera: época de acasalamento. Sabia que acabaria possuindo o castanho em cada canto escuro do colégio. E como tem muitos cantos escuros em Hogwarts... A ideia não o desagradava em nada, Remus é quem deveria se preocupar, uma vez que só ele poderia conte-lo quando essa estação do ano chegasse.

Oh… já estava se excitando de novo. Só de pensar nesse leão seus hormônios se revolucionavam a um grau alarmante. Apressou o passo, necessitava descarregar-se ou se veria na obrigação de violar Lupin.

- Malfoy espera! —escutou que ele lhe gritava e se deteve como se tivesse sido vitima de um petrificus totalus. Como uma ordem dele podia submeter sua vontade dessa maneira?—Sabe? A ideia é que façamos a ronda juntos. Mas, não podemos se você está a dois metros de distância de mim.

- Talvez eu não queira estar junto a um mestiço como você. —disse e logo em seguida se arrependeu. Seu veela interior se retorceu furioso por haver falado assim ao seu companheiro.

- Bem... —murmurou entre os dentes chateado. —Faça o que você quiser então.

- Não, Lupin... espera. —falou sem poder deter-se. O veela não podia suportar esse tom nem muito menos a indiferença de seu parceiro.

- O que é?! —grunhiu ao mesmo tempo em que girava seu rosto para olhar Lucius na cara.

E isso foi tudo o que necessitou ao loiro para que seu autocontrole fosse para algum lugar que não podia identificar.

Remus abriu os olhos surpresos. Lucius estava começando a brilhar ou algo assim porque repentinamente sua pele se tornou luminosa e sua beleza aumentou ainda mais. E seus olhos... eles mostravam um desejo que o fez estremecer. Apenas percebeu quando uns braços fortes o tomaram pela cintura enquanto era imprensado contra a parede e uns lábios suaves tomavam posse dos seus.

A palavra chave era posse. Pois Lucius lhe submeteu a um beijo possessivo, como se ele lhe pertencesse, como se sua vida fosse dele. E como Remus não era nenhum tonto e já tinha admitido a atração pelo sonserino aproveitou a situação, não sem se sentir confuso pela situação.

Sentiu como lhe mordiam o lábio inferior e abriu a boca para protestar, no entanto nada mais que um gemido saiu dela quando a língua do loiro adentrou essa cavidade. Suas línguas começaram uma luta em que o veela se viu vencedor já que seu desejo era muito maior que o do castanho. Reprimir-se tanto o estava matando, longe de se assustar por esse ataque repentino de paixão Remus se acendeu ainda mais.

Logo os beijos não foram suficientes e as mãos de Lucius, que estavam na cintura de Remus baixaram até apertar o traseiro do homem lobo. Remus gritou de surpresa ao sentir um beliscão que enviou ondas de prazer por todo seu corpo. Quando a falta de ar se apresentou se separam, mas Lucius ainda não estava satisfeito assim guiou seus lábios ao pescoço do outro homem. Desejava marcá-lo, era uma necessidade que o estava deixando louco, então mordeu essa delicada pele até que um fino fio de sangue pode-se ver e o lambeu com avidez.

Remus voltou a gritar de prazer. Esse loiro era bom demais e muito selvagem pensou contente. O desejo de sentir um pouco mais de pele levou o sonserino a quase arrancar os botões da camisa do grifinório, Remus nem sequer protestou, a paixão que estava sentindo tinha lhe nublado a mente, mas ele tampouco ficou pra trás e também começou a desabotoar a fina camisa de seu amante.

Lucius começou a lamber, morder e beijar a pele do outro sem tirar as mãos do traseiro mais apetitoso que jamais havia visto ou tocado. Seus instintos veela estavam ao máximo e nada que seu frio autocontrole pudesse fazer poderia detê-lo de fazer seu a seu companheiro nesse exato momento. Em algum lugar na mente de Remus algo lhe dizia que não estava de tudo bem, mas Lucius soltava um aroma e algum tipo de magia que estavam enlouquecendo ao lobo dentro dele.

Grunhia de desejo para deixar-se amar pelo loiro. Sua pele era tão suave e branca e as caricias que lhe estava proporcionando o estavam deixando a beira de um orgasmo a qualquer momento.

Lucius deve ter percebido porque deixou seu peito e voltou a beijar seus lábios. Beijando-os com ternura e um tipo de sentimento que não poderia ser, pois parecia... amor. Seguiram assim beijando-se ternamente uns minutos mais até que uma forte tosse fez com que Remus se detivesse. O veela necessitou de um forte empurrão para que deixasse de chupar o pescoço do licantropo, já que a presa da paixão não havia notado que não estavam mais sozinhos neste corredor.

Molesto olhou com a cara fechada para o castanho, que lhe fez um sinal para que olhasse para sua esquerda. Não pode evitar grunhir, não sabia se de raiva por se ver interrompido ou de vergonha porque o apanharam nessa situação com Remus Lupin.

Remus se ruborizou intensamente ao ver como Severus Snape sorria safadamente e Lily Evans tinha a boca ligeiramente aberta e os olhos verdes quase saltando das órbitas. Certamente o quadro era hilariante. Tanto Remus como Lucius, o primeiro grifinório e o segundo sonserino, estavam no meio do corredor do terceiro andar com as camisas abertas e o resto da roupa desgrenhada.

Os lábios inchados pelos passionais beijos compartilhados, assim como a respiração muito agitada e as mãos do loiro que, todavia não abandonaram o traseiro do castanho, nem as mãos de Remus abandonaram os fortes braços do outro.

Sendo Severus e Lily monitores não deveriam se surpreender com semelhante espetáculo, mas é que eram Remus-sou-muito-correto-Lupin e Lucius-odeio-aos-mestiços-e-sangue-ruim-Malfoy os que estavam comendo-se em frente aos seus olhos. Lily acreditava que estava em uma dimensão desconhecida e Severus acabava de confirmar suas suspeitas.

- Então... –começou Severus com uma careta safada. —Esteve entretida a ronda?

Remus ruborizou-se ainda mais, se é que isso era possível, enquanto se separava do loiro e começava a arrumar sua roupa. Lucius por outro lado mandou um olhar fulminante para seu amigo e tentava arrumar a sua roupa também. Estive tão perto de possuir meu companheiro.

O veela dentro dele, todavia se remexia inquieto, não estava satisfeito em deixar de tocar Remus. Mas, não podia fazer nada o encanto havia se quebrado... e teria outra oportunidade de enlaçar-se definitivamente com seu companheiro grifinório.

Porque se algo ficou claro logo depois dessa pegação era que por mais que quiseras se não podia aplacar seus instintos. O belo ser que estava totalmente ruborizado perto dele deveria lhe pertencer ou ficaria louco. Depois veria o que faria com sua família e com sua reputação. O primeiro em suas prioridades era fazer amor de todas as maneiras possíveis com Remus Lupin.

- Sim, esteve entretida na verdade. —respondeu como se não fosse nada. —E houvesse teria sido muito mais se não nos interrompessem. Mesmo que talvez pudéssemos ir para outro lugar. —disse dando um significante olhar para o castanho.

- Malfoy! —exclamou Remus envergonhado.

- Bem… em outra hora nós nos entretemos. A gente se vê em nossa sala comunal, Severus. —se despediu dando meia volta e caminhando com seu suave e orgulhoso andar.

Logo depois de se despedir com um aceno de cabeça para Lily e com um sorriso safado para Remus o moreno seguiu seu amigo, tinha muitas perguntas para serem respondidas.

-Que foi tudo isso, Lupin?—quis saber a ruiva olhando sarcasticamente a seu companheiro de casa. Agora que havia passado o choque inicial podia dar-se ao luxo de brincar com o garoto.

-Pra te ser sincero, não sei Lily, de verdade que não sei— Remus continuava olhando por onde tinha desaparecido o loiro com uma careta desconcertada no rosto.

-Bom…-disse duvidosa—voltemos a nossa casa que já está ficando tarde.

-Está bem... e, Lily?

-Fala.

-Me faria um enorme favor de não comentar isto com ninguém. Muitos menos com meus amigos. —agora com a cabeça(e o corpo) fria ele pensava horrorizado no que diriam seus amigos se chegassem a se inteirar que esteve a ponto de transar com Lucius Malfoy no meio de um corredor do colégio. Porém a ideia não lhe desagradava nem um pouco... reprimiu um calafrio.

-Não se preocupe de minha boca não vai sair nada... eu não creio que os sonserinos também digam alguma coisa.

-Bem... obrigado Lily. Vamos embora?— sorriu para ruiva agradecido. Esperava que algum dia seu amigo fizesse caso dela, assim poderia por os pés na terra. Com James controlado seria mais fácil pra ele manter Sirius afastado dos problemas que sempre se metiam esses dois.

-Claro, vamos.

Então juntos e algo deslocados pelos acontecimentos vividos se dirigiram à torre da Grifinória.

Continuará...

Próximo capitulo: Explicações

Notas!

Sei que tem muita gente achando estranho eu estar traduzindo a fic, mas como a autora da tradução parou na segunda temporada eu pedi a autorização da Utena para retraduzi-la, mas espero que me perdoem por estar traduzindo novamente, mas dessa vez eu vou ate o final das traduções e espero paciência para quem estava lendo essa fic antigamente...

Quero reviews!