Capitulo quatro: Louco por um grifinório.
- -Lucius, quer deixar de olhar para mesa da grifinória, você está me deixando nervoso— disse Severus irritado.
- Esse Black— murmurou— É necessário que passe os braços ao redor dele pra falar?
- Eles sempre foram assim Lucius, deixe de ter ciúmes por causa de besteiras.
- Não são besteiras. E não estou com ciúmes— grunhiu fulminado seu amigo com o olhar e atraindo alguns olhares curiosos sobre si.
- Sim é claro— zombou— e não vai fazer nada a Black por estar mordendo a orelha de Lupin.
O efeito foi imediato Lucius girou sua cabeça a uma velocidade impressionante soltando chispas pelos olhos até pousar seu olhar prateado em Remus. Ele tomava café tranquilo enquanto Sirius falava com Peter e James conversava quem sabe o que com a ruiva Evans que o ignorava olimpicamente.
- Te peguei!— sussurrou Severus sorrindo sarcástico para seu amigo.
- Isso vai te custar muito caro Severus Snape e saiba que a um Malfoy não se ameaça com nada.
- Ta bom, foi só uma brincadeirinha. Você está muito sensível desde que recebeu sua herança veela.
- Ssshhh...— pigarreou olhando pra todos os lados— Já te disse que não fale desse assunto quando estivermos rodeados de gente. A palavra segredo não te diz nada?
- Ok, perdão. Agora vamos que temos aula de poções.
- Bem hoje formarão duplas para que trabalhem na poção Calor de Verão (N/A: não me ocorreu um nome mais original) que é uma poção que se utiliza para se aquecer na época de frio extremo. Aqui está a forma de prepará-la e os ingredientes, uma vez que os coloque em pares comecem a trabalhar. Qualquer duvida é só me perguntar— dito isso o professor começou a separar as duplas.
- Por que escreve em seu livro? Assim vai estraga-lo— sussurrou Lucius ignorando a um professor de novo.
- Fica mais fácil pra estudar depois.
- Severus Snape com Frank Longbottom— se ouviu a voz do professor— e por último Remus Lupin e Lucius Malfoy.
Rapidamente o loiro mandou um olhar de apreensão a seu amigo, que lhe sorriu zombeteiramente.
- Pelo visto, Lucius, vai ter que se controlar— disse ao loiro— Você é um Malfoy!
Mas, um Malfoy veela que vai estar duas horas junto com seu companheiro! Uma vozinha interna lhe falava. Lucius grunhiu enquanto via um desconfortável Remus Lupin se sentar junto a ele. O grifinório estava nervoso por causa de seu recente incidente, o beijo arrasador ao qual foi submetido pelo loiro sonserino. No dia seguinte ao beijo foi lua cheia e logo depois esteve recolhido na enfermaria. Não haviam voltado a se falar depois disso e não sabia como se comportar junto ao loiro, nem a que se deveu esse ataque de paixão.
- Lupin— saudou estoicamente.
- Malfoy— devolveu a saudação com a voz um tanto apagada, sem olhá-lo e ligeiramente ruborizado. Diante disso o loiro sorriu, podia sentir o desconforto do castanho, era tão terna sua atitude que estava se excitando... Merda!Controle-se!
Começaram a trabalhar sem se dirigir a palavra Remus estava atento na preparação de sua poção e Lucius estava atento nele. Tendo o castanho tão próximo podia observar cada detalhe de seu belo rosto. Era ligeiramente pálido ( não tanto quanto ele), com feições duras e quase aristocráticas. Isso é bom, pensou ao se dar conta que seria uma vantagem quando fosse apresentá-lo como seu esposo a alta sociedade do mundo mágico. Também podia ver ligeiras cicatrizes na bochecha que tinha mais próximo de si, e uma particularmente horrível na base do pescoço. Pensou acertadamente que foi ali onde o homem lobo o mordeu quando o converteu. Se algum dia eu descubro quem foi... pensou raivoso.
Deixando de lado seus instintos veela-assassino-super protetor, prestou atenção nos olhos do grifinório, pensava antes que essa cor dourada era estranha, mas agora sabia era parte de sua maldição e talvez fosse a única coisa boa em sua licantropia... seus olhos dourados que agora brilhavam por ter que olhar fixamente para as chamas que esquentavam o caldeirão. Seu cabelo castanho, quase loiro, caia lindamente no se rosto, não estava aguentando de vontade de esticar a mão e apartá-lo delicadamente para beijar sua bela bochecha. Fechou os punhos e tratou de controlar sua respiração. Se sei descontrolasse agora ia cometer uma loucura.
- Hei, Lupin— escutou de repente— Tem mais dessas flores amarelas?
- Se te refere ao dente de leão sim, eu tenho Avery.
- Me dá duas então. — grunhiu.
Remus o olhou aborrecido, no entanto separou duas flores e estava a ponto de entregá-las quando uma mão reteve a sua.
- Estes são nossos ingredientes, Avery. Vai buscar os seus ou então pede, por favor. Onde estão seus modos?— disse Lucius entrecerrando os olhos na direção de seu companheiro de casa. Uma agradável cosquinha percorria sua mão onde estava a mão de Remus.
Avery o olhou ofendido e estava para replicar quando Rodolphous Lestrange interveio.
- Eu vou buscar— sussurrou ao ouvido de seu companheiro de trabalho— Não te mete com Malfoy. Você por acaso é idiota?
O incidente terminou com Rodolphous indo buscar a tal flor no armário de ingredientes, Avery emburrado e Malfoy furioso pelo pouco respeito de seu companheiro serpente para com seu parceiro.
- Ah, Malfoy... – pigarreou Remus ruborizado— Preciso de minha mão para continuar trabalhando.
Lucius olhou para Remus e depois para sua mão e então a soltou. O castanho podia jurar que um leve rubor adornou a bela face do loiro por uns segundos, negou com a cabeça alguém como Lucius não podia dar-se ao luxo de ruborizar-se. Severus observou tudo isso com um sorriso de insana diversão... sem deixar de ficar de olho em seu companheiro de trabalho: Longbotton, que estava agregando ingredientes em sua poção. Não era todos os dias que se via a um Malfoy fazer ridículo nem muito menos envergonhar-se.
- Devemos fazer algo logo, Severus. O veela quase salta em qualquer um que faça uma ofensa a meu Remus, por mais insignificante que seja— quase gemeu Lucius enquanto brincava com uma mecha de seu cabelo.
Sinal de que está à beira do desespero— pensou Severus assombrado.
- Meu Remus?— não pode deixar de falar. Seu amigo lançou lhe um olhar mortífero. — Bem já pensei em algo. Hoje teremos ronda e pelo que sei o par de Remus hoje é Lara Sumen, mas...
- Com essazinha?— grunhiu já que essa loira não deixava de olhar apaixonadamente para seu lobo.
- Sim, com ela. Mas, como te dizia vou falar com McGonagall para trocar de pares e você ficar com ele. O resto depende de você.
- Bom... Bom, me parece uma boa idéia —disse retorcendo as mãos com nervosismo.
- Deve ir devagar Lucius, controle-se. Se tentar violá-lo vai perder-lo para sempre.
- Eu não seria capaz de violá-lo!— exclamou indignado —Por muito desesperado que esteja minha parte veela não permitiria esse ato atroz. Posso me controlar, sim posso fazê-lo— disse com uma convicção que não sentia. Mas, em algo tinha razão os veelas jamais fariam nada que pudesse machucar seu companheiro. E ele já sabia disso e queria que Remus se apaixonasse por ele tanto quanto ele estava apaixonado.
Mas, necessitava tocá-lo, beijá-lo e se possível, marcá-lo como seu até que chegasse o momento de realizar o enlace que os uniria para sempre. Coisa que deveria ser o quanto antes, se não quisesseeria que o veela enfeitiçasse a todo aquele que se atrevesse a olhar para o castanho.
- Já é hora do jantar, vamos.— disse Snape.
- Eh, senhor Lupin, você fará ronda com o senhor Malfoy esta noite —informou McGonagall ao castanho.
Lucius sorriu com satisfação ao ver a cara de desilusão da corvinal.
- Vamos então Lupin? —disse com voz sedosa arrastando as palavras causando um estremecimento em Remus.
- S-sim, vamos— se repreendeu mentalmente por se sentir nervoso com a companhia do atrativo loiro. Seguramente aquele beijo não significou nada para ele.
- Boa sorte e controle-se —foram às palavras de despedida de Severus. O outro somente assentiu com a cabeça sem despregar os olhos de seu companheiro.
Uma vez estando no quarto andar Lucius pode notar a tensão de Remus. Ele não queria isso, então decidiu começar com seus métodos de sedução.
- O que está acontecendo Lupin? —disse arrastando as palavras—Da última vez em que estivemos juntos você reclamou que não andávamos juntos. Agora é você quem se afasta de mim.
Remus mordeu o lábio inferior fazendo com que Lucius afastasse o olhar. Controle-se!
- E eu me lembro que você disse que não queria estar perto de um mestiço como eu.
Merda!
- Tem razão, mas sei que você é diferente. De fato, sua companhia me agrada. Então... vem — e sem pedir permissão tomou a um surpreso homem lobo pelo braço e o puxou para junto de seu corpo.— Assim está melhor.
Remus o olhava sem poder acreditar. Por acaso Lucius Malfoy lhe havia dito que gostava da sua companhia e agora estava abraçado com ele de uma maneira tão possessiva?
- Tudo bem? Sei que sou bonito e pode me olhar se quiser, mas fecha a boca que é de má educação —sorriu de maneira sensual e Remus ruborizou-se e engoliu em seco.
- Eu... - voltou a engolir a saliva —posso caminhar sozinho Malfoy, não é necessário que me leve pelo braço...
- Oh, tudo bem —disso soltando muito a seu pesar o castanho —E pode me chamar de Lucius se desejar. Permite-me te chamar de Remus?
O coração de Lupin batia descontrolado, era evidente que o outro estava paquerando com ele. Seu nome soava tão sexy vindo com essa voz sedosa que arrastava as palavras.
Voltou a morder seu lábio inferior... Deveria corresponder a paquera? Seus amigos o comeriam vivo se descobrissem. No entanto ao ver esse sorriso e sentir aquela estranha magia e esse cheiro que desprendia do loiro fez com que, uma vez na vida, ele pensasse no que queira para si mesmo. Se bem que Lucius tinha fama de arrasa corações e bem poderia muito bem estar brincando com ele; não ia perder esta oportunidade. Uns quantos beijos não lhe fariam mal. E Lucius beija muito, mais muito bem...
- Claro que pode me chamar de Remus... Lucius— sorriu de maneira amável.
O sonserino se deteve para olhá-lo, com seus instintos veela despertando. Perguntava-se se essa inocência que mostrava o castanho era verdadeira. Porque supunha que estava sabendo da paquera que Lucius estava fazendo... seu nome nunca se ouviu melhor vindo de outra boca que não essa .
- Está acontecendo alguma coisa Lucius?— ligeiro estremecimento do loiro— Continuamos com a ronda?
Lucius concordou e se juntou ao castanho para seguir com a ronda. Respirou fundo para se acalmar, não podia só lançar-se sobre Remus para beijá-lo (como queria neste momento). Mesmo que ficasse louco cada vez que ele lhe sorrisse assim e dissesse seu nome dessa maneira...
- Posso te fazer uma pergunta Remus? —saboreou o nome enquanto falava.
- Claro, se não é muito pessoal eu a respondo.
- Você tem namorado? —direto ao ponto, tinha que saber se havia concorrência para eliminá-la. ò.ó
- Eu... —ruborizou-se —E essa não era uma pergunta pessoal?. Mas, devo responder se quero ganhar mais beijos. Se bem que se tivesse namorado, isso não deteria o loiro de levá-lo para cama... Um momento! Eu só quero que me beije não que me leve para a cama... Não é mesmo? —Não Lucius não estou com ninguém, nunca tive um namorado.
- Disso eu já sabia... -diante do olhar interrogativo do outro agregou— Sei muitas coisas de você Remus, mesmo que não acredite.
- E porque teve o trabalho de saber coisas de mim?— perguntou curioso. Ele não sabia o que Lucius fez enquanto esteve na enfermaria.
-Você fala como se sua pessoa não merecesse o mínimo interesse...
- Pois é assim como me sinto. Depois de tudo não passo de um grifinório mestiço e pobretão —ante a sobrancelha levantada do loiro sorriu —Oh... eu sei como todos me chamam na sonserina.
- Mas, eu não sou todos os sonserinos —disse aborrecido ao dar-se conta da nota de amargura na voz de Remus ao saber como era chamado pelas serpentes —E não vou te negar, antes eu pensava assim, agora não mais.
- E por que essa mudança de opinião? —sentia que seu coração estava cada vez mais acelerado. Lucius estava sendo muito sincero com ele e que justamente que a ele não importassem essas coisas o assombravam.
- Simples, porque eu gosto muito de você. Eu não me importo que seja grifinório, mestiço ou pobre —Se bem que o pobre se vai arrumar uma vez que casemos...claro se meu pai não me deserdar quando descubra que meu companheiro é um grifinório mestiço e ainda por cima licantropo.
Agora sim Remus não pode seguir com as emoções que galopavam em seu peito e parou. Acabou de dizer que gosta de mim… e muito?
Malfoy viu sua oportunidade ao notar os efeitos que suas palavras causavam no castanho e se aproximou lentamente do abobado grifinório, pôs uma de suas mãos na bochecha direita de Remus e a outra na cintura, segundos depois pousou seus lábios nos do outro em um beijo terno.
Remus lhe devolveu o beijo e foi ele quem incitou com a língua para que o outro iniciasse uma exploração. O loiro gemeu ao perceber a aceitação e começaram uma dança com suas línguas, esta vez não estava presente o desespero anterior, portanto assim que não era um beijo arrasador, senão um mais terno e carinhoso.
No entanto o veela não estava satisfeito em só beijar, necessitava de mais. Desceu a mão que estava na cintura até pousá-la no traseiro de Remus e apertou arrancando um rouco gemido do dono. Seus lábios morderam a pele do pescoço para poder deixar sua marca ( a do encontro anterior já tinha desaparecido). Enquanto suas mãos soltavam os botões da camisa do leão.
- Lu-Lucius...a-alguéem pode nos ver— conseguiu dizer Lupin que estava preso na paixão que recebia. De novo estava sentindo esse cheiro e essa estranha magia que se soltava do corpo do loiro, que estava deixando o lobo dentro dele louco.
- Não me importa...—grunhiu o veela apertando o castanho contra a parede conseguindo que seus corpos ficassem totalmente grudados e que uma sensual fricção se desse entre eles.
Remus se esqueceu de todos e de onde estavam quando Lucius conseguiu colocar uma mão dentro de suas calças e começou a massagear sua virilidade. Essa mão era tão suave como o resto de sua pele e as caricias eram muito ternas para vir de alguém como Lucius Malfoy.
- Você gosta?—escutou que ele sussurrava sensualmente ao seu ouvido, enquanto sua língua entrava em sua orelha mordendo e lambendo de vez em quando.
- Si-sim… estou adorando… não para—disse com voz afogada.
- Não penso em parar—disse aumentando a velocidade da masturbação no castanho—Por que você me pediu e porque você é meu. Você sabe não é? Só meu!—grunhiu possessivo.
- Se-seu?—ofegou.
- Sim meu, anda diz... diz que é meu...
- Eu...—sentia que o orgasmo estava muito próximo—Oh, sim... Sou seu! SEU!—gritou por fim alcançando o clímax derramando-se na delicada mão do loiro.
Lucius sorriu de satisfação, ele não teve necessidade de ser acariciado dessa maneira, só de ver assim seu companheiro, enlouquecido de paixão pelas caricias que estava proporcionando e por ter dito aquelas palavras com sua voz enrouquecida, fez com que tivesse um orgasmo como nunca antes havia tido. Somente de ver Remus nessa situação e o que as lindas palavras dele fizeram com seu corpo demonstrava o quanto estava louco por esse grifinório.
Continuará...
Próximo capitulo: o que acontece com Malfoy
Nota tradutor:
Então gente o que acha do capitulo? Ahhhhhhhhhhhhh eu QUERO REVIEWS
Ate a próxima!
